CAPÍTULO 6
- Eu estava com fome, então pedi algo para comermos. – A voz dela chamou a sua atenção para o outro lado do quarto.
Darcy a viu sentada em uma cadeira refinada enfrente a uma mesa repleta de guloseimas. Ela vestia o roupão com o emblema do Hotel. Uma das pernas estava erguida e o pé apoiado sobre a beirada da cadeira, deixando exposta a sua perna alva. Ela já não estava mais vestida com a meia-calça ou cinta-liga.
Darcy adentrou o quarto e fechou a porta. E se aproximou dela, parando de pé ao seu lado.
- O que você gostaria de comer? – Elizabeth perguntou olhando para a mesa e ponderando suas opções, antes de pegar um morango e levar a boca, mordiscando-o e lambendo os lábios de satisfação ao saborear aquela fruta suculenta.
Darcy observou a mesa. Havia uma variedade de frutas: morangos, uvas, pêssegos em calda e kiwis; assim como muitos doces. Chocolate branco, preto, torta de chocolate com nozes, mousse de limão e de maracujá com chocolate e coco. Pães de queijo e recheados diversos. Além de vinho tinto encorpado.
Darcy voltou o olhar para ela e a assistiu mordiscar o morango com renovada satisfação. Devorava aquele pequeno fruto com uma lentidão fascinante, como se quisesse saborear cada uma das mordidas.
Inclinou-se sobre ela, segurou o seu pulso e trouxe o último pedaço do morango para o alcance de sua própria boca, arrebatando-o de seus dedos. Deixando Elizabeth boquiaberta com sua audácia. Por fim, ergueu-a em seus braços e, ocupando o seu lugar na cadeira, depositou-a sobre o seu colo.
Sorrindo, ele deslizou a mão para dentro da abertura do robe de Elizabeth e descansou a palma sobre o joelho dela, roçando-lhe a pele sensível com o polegar.
Ele mastigou a fruta suculenta com a mesma lentidão e lambeu os lábios, como ela. Elizabeth cobriu a sua boca com os próprios lábios e o beijou com calma. Darcy subiu a mão até a sua coxa e a apertou, afundando os dedos em sua carne. Elizabeth gemeu em seus lábios e se afastou, suspirando contentemente.
Voltando as costas para ele, recostou-se e deu sua atenção para a mesa de comida. Pegando um pedaço da torta de chocolate com nozes e comendo.
- Eu também quero. – Darcy lhe disse ao ouvido, fazendo-a reagir ao som de sua voz como se fosse uma caricia. Um leve tremor percorreu o seu corpo, atingindo o dele e o contagiando.
Elizabeth deu uma segunda mordida na torta antes de guiar o último pedaço até os seus lábios e oferecê-lo a Darcy. Quem abocanhou o pedaço com satisfação. Segurando o seu pulso de novo, impedindo-a de afastar a mão. Após engolir o pedaço de torta, trouxe os dedos dela até a boca e lambeu os resíduos do chocolate de seus dedos com sensualidade.
Elizabeth ficou ali com o olhar preso em seus lábios, como se estivesse hipnotizada. Só despertando quando Darcy libertou a sua mão. Ela se ergueu de seu colo e alcançou a garrafa de vinho, servindo uma taça para si mesma. Retornou para o seu colo tomando um gole e degustando do vinho sem pressa.
- E eu não ganho um pouquinho? – Darcy pediu, observando-a.
Elizabeth tomou outro gole do vinho e inclinou-se sobre ele, tomando a sua boca em outro beijo. O liquido robusto passou de uma boca para outra, dançando no ritmo suave de suas línguas.
Ao fim do beijo, os olhos de Darcy estavam semicerrados e ele se sentia perdido. Arrancou a taça de vinho de sua mão e depositou na mesa. Acomodando-a melhor em seu colo, fazendo-a se sentar em uma das pernas e ficar de lado para ele; desfez o laço que prendia o roupão e abriu as lapelas laterais até que seus dedos fizessem contato com a pele suave e fresca de Elizabeth.
Darcy pegou um pouco do mousse de limão com os dedos e começou a espalhar pelo pescoço de Elizabeth. Removendo-o com a boca e língua com a mesma lentidão e sensualidade de quando chupara os seus dedos. Repetiu o feito, agora espelhando musse de maracujá, chocolate e coco sobre os seios de Elizabeth. E demorando-se muito mais para removê-los por completo.
Segurando-a pelos quadris, ergueu-a de seu colo. O roupão escorregou de seus ombros e caiu no chão. Darcy pôs-se de pé e a ergueu de novo, depositando-a sobre a mesa. Inclinou-se para frente até que os joelhos dela se abrissem e flanqueassem seus quadris.
Darcy pegou um pedaço do pêssego em caldas e levou até a sua boca. Elizabeth segurou-o com os dentes e Darcy o abocanhou-o de sua boca, beijando-a profundamente e forçando o seu corpo para baixo.
Elizabeth podia sentir que estava esmagando as tortas com as costas e se lambuzando toda com as outras guloseimas. Mas não tinha força ou desejo de protestar. Darcy interrompeu o beijo para continuar espalhando comida em seu corpo: pescoço, seios, estômago e pernas delgadas...
Depois, foi retirando cada pedacinho com seus lábios e língua, mordiscando e lambendo o doce da pele sedosa; até que Elizabeth estava se movendo freneticamente contra seu corpo, implorando novamente por ele dentro dela.
Darcy se afastou, retirando sua roupa com frenesi e depois vestiu um preservativo. Encaixou-se entre as pernas de Elizabeth novamente. Suas mãos fortes deslizaram pela parte traseira das coxas de Elizabeth e ele a ergueu, abrindo-lhe as pernas, inclinando-lhe os quadris, até que sua ereção pressionasse contra o maravilhoso centro da feminilidade.
Elizabeth cruzou as pernas ao redor da cintura de Darcy e, com um gemido abafado, ele a penetrou, com uma força agressiva e máscula.
A invasão foi levemente dolorida, fazendo-a respirar fundo até que seu corpo se ajustasse à sensação do membro poderosamente grande e rijo em seu interior. Então ele começou a se mover, devagar no princípio, depois mais rápido; os quadris se contorcendo, erguendo-a mais, até que a única coisa que Elizabeth tinha consciência era de Darcy em seu interior, preenchendo-a completamente.
Um prazer agudo e doce ao mesmo tempo a envolveu, e Elizabeth atingiu o clímax com um grito profundo. Erguendo-se, abraçou-o com força, enquanto ele investia uma última vez, de maneira intensa e primitiva, e chegava à abençoada ejaculação. Darcy gemeu e murmurou o nome dela, um som possessivo de absoluta satisfação masculina que abalou o mundo inteiro de Elizabeth.
Elizabeth forçou-se a se afastar e fitá-lo nos olhos enquanto ele ainda estava consumido pelo orgasmo intenso. Sabia que as lembranças desta única noite erótica teriam de durar por anos de fantasias particulares. E estava determinada a guardá-las na memória para enfrentar as noites solitárias que talvez o futuro lhe reservasse.
Darcy propôs um banho a dois. Ajudando-a a remover todos os vestígios de comida do seu corpo e cabelo uma vez dentro da banheira. Depois provocou-a e torturou-a com caricias impiedosas por horas.
Quando deixaram o banheiro e seguiram para cama, Elizabeth tinha as pernas bambas e o corpo em frangalhos. Mas Darcy se deitou ao seu lado, puxou o seu corpo de encontro ao dele e recomeçou a maratona de caricias. Reacendendo facilmente o mesmo fogo ardente que a consumira instante atrás.
- Você é insaciável. – Protestou, exausta, deitando-se de costas para ele.
Darcy a envolveu pela cintura e pressionou o seu corpo de encontro ao dela.
- A culpa é sua. – Replicou, com a voz abalada. E mordiscou o seu ombro.
Permitiu que ela descansasse um pouquinho. Até cochilasse. Voltando a acordá-la com novas caricias repetidas vezes durante aquela madrugada.














