CAPÍTULO 5
Em resposta, a característica dos beijos mudou. Agora ardentes e dominantes, e Darcy abraçou-a com mais força. Ela gemeu quando ele abruptamente rolou e posicionou-a embaixo dele, o corpo forte e musculoso pressionando-a contra a cama.
Deslizou as mãos pelas costas dele, lentamente. Usando as unhas para arranhá-lo. Sentindo o seu corpo tremer em resposta às suas caricias.
Darcy abandonou os seus lábios, para tomar um de seus seios na boca. Primeiro provocando-a, mordiscando o bico e soprando de leve. Depois circulando a auréola rosada com a língua. Por fim, abocanhando-o por completo e sugando-o com avidez. Elizabeth cravou as unhas em seu ombro e arfou.
A mão de Darcy começou a passear por sua barriga, descendo lentamente de encontro as suas coxas. Elizabeth ergueu os quadris, ansiando um toque mais íntimo. E gemeu alto quando sentiu a mão dele se insinuar por entre as suas pernas.
O seu suspiro trêmulo quando os dedos longos e quentes encontraram a carne macia e úmida encorajaram Darcy a prosseguir. Ele a tocou com impressionante habilidade, de maneira vagarosa e rítmica, levando-a a tal estado de excitação que a deixou irrequieta e selvagem.
Sentindo os tremores incontrolados se espalhando pelo corpo dela como uma avalanche, quando os seus músculos internos começaram a convulsionar, levaram-no a abandonar o seio e erguer a cabeça. Encostou o ouvido em seus lábios e aumentou a pressão dos dedos em seu interior. Perdendo o que sobrava de seu controle quando ouviu o gemido dela de encontro ao seu ouvido, ao se aproximar do pico de êxtase.
Retirou a mãos de seu centro úmido e abriu-lhe as pernas com seus joelhos, acomodando os quadris entre suas coxas, exatamente onde pertencia. Elizabeth prendeu a respiração, esperando pela primeira investida que a faria esquecer-se de tudo o mais, exceto da possessão daquele homem magnífico.
O que nunca aconteceu. Ao invés disso, Darcy fez o impensável. Levou uma das mãos ao rosto. Ela estava tão surpresa com seu gesto que apenas observou enquanto ele removia a venda. Então ele a encarou, os olhos azuis acinzentados penetrando profundamente em sua alma e lendo em seus olhos a profundidade de seus sentimentos e emoções àquela noite.
Darcy observou Elizabeth respirar profundamente, enquanto lutava para sair debaixo dele, o pânico quase tangível. Empurrou os ombros largos para afastá-lo de si, mas não teve sucesso. Ele não ia a lugar algum.
--Saia! – Ela ordenou, furiosa.
Sua resposta foi erguer-lhe os braços acima da cabeça, entrelaçando os dedos nos dela, de modo que ficassem palma com palma.
- Você prometeu manter a venda nos olhos – Ela sussurrou em protesto.
Ele roçou a cabeça do pênis contra o centro úmido, deslizando alguns centímetros para dentro. Ela estava sensível e arfou em resposta. Darcy sentiu o quanto era quente e apertada.
- Eu quero vê-la... – Ele disse com dificuldade; sem fôlego, como se acabasse de participar de uma maratona, e o coração ainda pulsando velozmente em seus ouvidos. – gozar. – Completou com uma flexão dos quadris, penetrando-a completamente.
E ela gemeu com suavidade, aceitando-o.
Com cada movimento dos corpos unidos, sentiu que a tensão dos músculos de Elizabeth diminuía, enquanto outro tipo de tensão se construía. Sentiu as rápidas batidas do coração dela combinando com as suas. Elizabeth relaxou e se entregou àquela paixão avassaladora.
Darcy tinha o olhar preso no de Elizabeth quando voltou a deslizar para dentro dela, investindo com mais força, angulando o corpo para máxima fricção e prazer. Assistiu a cada reação de Elizabeth, deleitando-se com a resposta apaixonada de sua amante.
E quando as sensações de êxtase finalmente atingiram o pico, ela não conteve mais nada. Os lábios se entreabriram quando murmurou o nome dele e ela inclinou a cabeça para trás. Darcy vislumbrou a linha de seu pescoço delgado, os seios arrebitados roçando em seu peitoral. Elizabeth arqueou-se em direção aos quadris de Darcy, acolhendo-o ao máximo em seu íntimo.
Darcy travou o maxilar, tentando se conter. Mas já era tarde, não havia nada que pudesse fazer para impedir o que estava para acontecer. Ao sentir os músculos internos dela se contraírem em uma nova onda de êxtase, sua resposta foi jogar a cabeça para trás, fechar os olhos e inspirar o ar como um animal selvagem o faz em busca do rastro de sua presa. E arremeteu com mais força uma última vez.
Um pensamento preocupante o envolveu por um instante, antes de uma nebulosa sensação de abandono o dominasse e apagasse qualquer tipo de raciocínio de sua mente. E Darcy sentiu-se explodir dentro dela, como um vulcão em erupção que espalha sua lava fervente para todos os lados. E arriou-se sobre ela.
Ao recobrar a consciência, sem ter uma noção de quanto tempo se passara, encontrou-se com o rosto escondido entre seus cabelos. Os lábios pressionados na curvatura do pescoço de Elizabeth. Curioso, abriu os lábios sobre a sua pele e lambeu o seu pescoço, saboreando o seu gosto salgado.
Lentamente, quando sentiu que já recuperara um pouco da sensibilidade dos braços e pernas – que há instantes parecia ter seus ossos derretidos por completo – ergueu a cabeça e fitou Elizabeth.
Os cabelos castanhos encaracolados espalhavam-se sobre o travesseiro, a pele estava vermelha de paixão, os lábios rosados e inchados de seus beijos. Os olhos brilhavam, como uma brasa ardente que teimava em não se apagar.
- Não usei camisinha. – Revelou sua preocupação.
Assistiu os olhos de Elizabeth se arregalar e uma breve sensação de pânico se abater sobre ela pela segunda vez. Mas logo passou. Ela fechou os olhos, inspirando lentamente, e voltando a abri-los e fitando-o nos olhos, soltou o ar dos pulmões. Dizendo:
- Eu estou prevenida. Está tudo bem.
Darcy quase aceitou isso. Uma parte dele queria esquecer este detalhe e simplesmente se deliciar naquela mulher glamorosa sob ele. Tomar-lhe os lábios e recomeçar tudo de novo.
Enquanto outra parte dele se enfurecia com isso. Não que desconfiasse de Elizabeth. Apenas seu lado racional e pragmático julgava irresponsabilidade de sua parte assumir tamanho risco por uma segunda vez. Nenhum método anticoncepcional era 100% válido.
Por isso, rolando na cama, saiu de cima de Elizabeth. Jogando as pernas pela lateral do colchão, pôs-se de pé e caminhou até onde Elizabeth jogara a sua calça. Apanhou-a e vasculhou seus bolsos até encontrar sua carteira.
Abriu-a e procurou em seus compartimentos o preservativo. Encontrou um pacote de camisinha. Desanimado, observou o pacote em silêncio. Uma camisinha não seria o bastante para tudo o que pretendia fazer aquela noite.
Lamuriou-se ao se lembrar das camisinhas que tinha em seu quarto, em sua casa. Deveria ter levado Elizabeth para lá; entretanto, não pudera opinar quanto ao destino desta noite. Decidiu, por fim, que a próxima vez a levaria para sua casa, para a sua própria cama. De onde não a deixaria sair até estar completamente saciado.
Tomando outra decisão, colocou a carteira dentro do bolso da calça e a vestiu, sem se preocupar com a cueca. Calçou os sapatos sem as meias e catou a blusa do chão. Vestiu-a e, enquanto abotoava a camisa, voltou-se para fitar Elizabeth.
Ela estava sentada e puxara o lençol para cobrir sua nudez. Observava-o em silêncio. Seus olhos arredondados fitando-o com surpresa e mágoa.
Darcy cruzou o espaço que os separava com passos largos e ágeis, curvando-se sobre ela e segurando em seu rosto com ambas as mãos. Beijou-lhe com fúria e intensa gana de dominação.
- Não saia desta cama. – Ordenou, ao se reerguer. – Eu já volto.
E seguiu em direção à porta do quarto sem olhar para trás, deixando-a ali totalmente atordoada. Pegou a chave magnética da porta e saiu, fechando-a a suas costas.
Darcy tomou o elevador até o lobby terminando de seu vestir e tentando arrumar o cabelo. Calculou mentalmente quanto tempo levaria para achar uma farmácia 24 horas e comprar os preservativos.
E foi somente ao atravessar as portas de entrada do Hotel e o manobrista aparecer ao seu lado que se lembrou que estava sem o seu carro, que ficara no estacionamento do prédio empresarial onde fica situada a Editora.
Pediu para que chamasse um táxi e gastou preciosos minutos aguardando a sua chegada. Por sorte, o motorista do táxi achou rapidamente uma farmácia e aguardou enquanto ele fazia a sua compra. Levando-o de volta para o Hotel sem demora.
Darcy tomou o elevador até o quarto sentindo a ansiedade se acumular em seu baixo ventre, antecipando o instante em que a veria de novo. Desejando nada mais que se consumir no fogo de sua paixão.
Ao abrir a porta do quarto e olhar para a cama, encontrou-a ainda desfeita – os lençóis emaranhados e distorcidos. Mas nenhum sinal de Elizabeth.
Será que ela foi embora? Darcy se perguntava, em pânico. Sabia que tinha sido brusco ao deixá-la sozinha, mas deixou bem claro que pretendia voltar. Será que ela não entendeu isso?














