Capítulo XXVII
Fim de Noite Inesperado
Quando Richard e Moira chegaram à Galeria, encontraram apenas Charles e Jane. Trocaram algumas palavras, mas estava evidente para os recém-chegados que havia um clima estranho entre Charles e Jane.
Tentando dissolver aquela tensão, Richard questionou Charles sobre o seu primo.
--Will e Lizzie ainda não chegaram?
--Ham... Na verdade, eles já foram embora. – Jane respondeu, tentando disfarçar o mal estar que parecia ter aumentado com a menção do outro casal.
--Aconteceu alguma coisa de errado? – Richard logo interrogou.
--Richard, não seja indiscreto. – Moira o recriminou.
--O que tem demais na minha pergunta? – Richard rebateu, fingindo-se de desentendido. – Eu só quero saber se o meu primo cometeu a garfe de ofender o amigo fotógrafo de Lizzie. – Justificou-se. – Apesar de que, pelo que já vi, as fotos são de monumentos e prédios... – E, voltando-se para Charles, completou. – Como a praia de vocês é arquitetura, imaginei que iam se sentir bem entretido com a exposição.
--O problema foi outro. – Charles respondeu. O seu tom de voz grave alertou Richard a não fazer mais perguntas. Pelo menos, não naquele momento.
--Então, ...ham o que achou da exposição? – A sua tentativa de mudança de assunto foi bastante obvia, mas ninguém se opôs a ela.
Charles e Jane não se mostraram tímidos em dar suas particulares opiniões sobre as fotografias de Luigi, finalmente adquirindo um clima mais favorável entre os presentes naquele grupo.
No entanto, o casal não demorou a manifestar intenções de ir embora, deixando assim Richard e Moira a sós novamente. Algo que não incomodou os dois tanto quanto das outras vezes. O fato de terem entrado em comum acordo quanto ao tipo de relacionamento que estariam levando, ou, ao menos, dado uma trégua nas rusgas, deixava Moira um pouco mais a vontade com a companhia de Richard.
Circularam entre os outros convidados, admirando as fotografias. Às vezes trocando impressões quanto às imagens que viam. Outras, apenas satisfeitos em ficarem lado a lado, em silêncio.
Até o momento em que Mark Lyman se aproximou de Richard e começou a conversar com o seu amigo.
--Eu vi o seu primo e cheguei a me perguntar se o veria esta noite. – Mark dizia. – Faz algum tempo que não te vejo.
--Estive ocupado. – Richard desconversou, consciente de que, embora Moira não estivesse participando da conversa, estava bem ao seu lado e ouvia tudo o que estavam dizendo.
--Foi o que o seu primo disse. – Mark riu-se. – E como eu imaginei, o motivo de seu sumiço é justificável. Eu também desapareceria da sociedade se houvesse ao meu lado tamanha beldade. – Como quando foi apresentado a Elizabeth e a Jane, Mark despejou sobre Moira todo o seu charme de galã de novela num perfeito sorriso descarado. –Mark Lyman, encantado.
--Moira Reynolds. – Moira estendeu-lhe a mão e se surpreendeu quando Mark levou-a até os lábios e a beijou, olhando-a profundamente nos olhos.
Por dentro, Moira riu consigo mesma. Não imaginava que ainda existiam homens que se comportassem desta forma nos dias de hoje, afora atores de cinema no desempenho de suas funções.
--Há quanto tempo vocês estão juntos? – Mark questionou a Richard, mas sem tirar os olhos de Moira.
--Somos apenas amigos. – Moira apressou-se a responder, recebendo um olhar contrariado de Richard.
--Amigos? – Mark estranhou e olhou de forma desconfiada para Richard. Como se procurasse confirmar aquela informação.
Richard negou com um sutil aceno de cabeça.
--Sim. Amigos. – Moira reafirmou, veemente. Mark riu. – Nos conhecemos desde criança, fomos criados juntos. – Acrescentou, como se esta informação comprovasse a anterior.
--Não diga? – Mark pareceu-lhe ainda mais interessado.
E antes que Richard pudesse dar conta do que estava acontecendo, Moira e Mark estavam tendo uma conversa tão animada que quase não precisavam de sua participação. Mark não perdia a oportunidade de flertar com Moira bem na sua frente.
Cada uma das cantadas baratas de Mark fazia Richard se perguntar se era exatamente assim que ele, Richard, se comportava. E ficou admirado com o fato de conseguir conquistar alguma mulher daquela forma.
Meia hora depois, viu-se obrigado a acompanhar o casal a um pub próximo a Galeria, para não ter que deixar Moira sozinha com Mark. Não estava gostando nada da interação entre eles, mas não via como interferir sem denunciar o seu ciúme ou causar um novo conflito entre ele e Moira. Ainda mais agora que as coisas entre eles estavam começando a se encaminhar.
Ao pub, sentaram-se os três em uma mesa e pediram cada uma bebida. Richard se esforçou mais em participar da conversa e desviá-la para assuntos mais leves. Entretanto, não demorou muito para que Moira e Mark estivessem discutindo assuntos de teor cada vez mais intimo. Pouco tempo depois, Richard voltou a se sentir excluído da conversa.
Remoeu seu ciúme em silêncio o máximo que pôde. Mas, quando Mark retirou-se para ir ao banheiro, Richard aproveitou o momento para interrogar Moira.
--O que você está fazendo?
--Tomando uma bebida, tendo uma conversa animada com o novo conhecido. Divertindo-me. – Moira replicou, displicente.
--Você faz idéia de onde isso tudo irá te levar? – Tentou soar razoável, ao invés de um namorado ciumento. – Você não quer se envolver com ele.
--Você vai me dizer com quem eu posso ou não posso me envolver agora? – Moira exigiu, impaciente. – Eu concordei em tentarmos sermos amigos. Isso não lhe dá o direito de me dizer em quem posso me interessar.
Ela pôde ver que sua resposta deixou Richard magoado. A possibilidade de estar interessada em outro homem tomou-o de surpresa.
--Eu conheço Mark. – Declarou, ferido. – Você não vai passar de uma diversão para ele.
--Bem... Talvez seja exatamente isso o que eu quero. – Moira replicou, naturalmente.
Mark retornou para a mesa e a conversa entre os dois foi interrompida. Moira voltou a focar toda a sua atenção em Mark, lhe dirigindo todos os seus sorrisos e olhares calorosos. Enquanto Richard fumegava em silêncio.
Richard começou a cogitar a possibilidade de Moira estar fazendo isso para irritá-lo, com a intenção especifica de feri-lo. Por um instante, pensou em fazer o mesmo com ela e dirigir-se ao balcão do bar, cantar uma mulher qualquer e levá-la para casa, só para deixar Moira com ciúmes.
Mas depois deduziu que esta atitude de Moira podia ser um teste, tentando certificar-se de que ele não a decepcionaria de novo independente da situação que se encontrassem. E por isso não agiu conforme o seu primeiro impulso. Tentou segurar a sua raiva e ressentimento com o seu comportamento, e suportou aquela situação da melhor forma possível.
Quando viu no seu relógio que passava da uma hora da manhã e ainda estavam ali naquela mesma situação, perdeu o resto da paciência e declarou.
--Estou indo embora. Você vem comigo? – Dirigindo esta última pergunta a Moira.
--Ah, não. – Ela replicou, sorridente.
--O que? – Indagou, abismado com o que ouvia.
--Vou ficar. – Ela reafirmou. – Mark me dará uma carona, não dará? – Moira voltou a Mark o seu sorriso mais meigo.
--Estou a sua disposição. – Mark respondeu, confiante; indiferente ao olhar assassino que Richard lançava em sua direção.
--Pode ir tranqüilo. – Moira declarou, por fim, praticamente o expulsando dali.
Levou apenas um minuto para Richard ergue-se de sua cadeira, indignado. Fuzilou Mark com o olhar uma última vez e foi embora. A partir daquele momento, sua amizade com Mark estava encerrada.
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Darcy parou o carro enfrente a casa de seus pais, no bairro de Kensington. As luzes do andar de baixo estavam apagadas, mas a luz da janela do quarto de seus pais estava acesa. Então, soube que ainda estavam acordados.
Foi recepcionado pela sra. Perkins, a governanta da casa. A senhora já de certa idade abriu a porta da casa enrolada em seu grosso robe e parecendo bastante surpresa com a sua aparição. A suspeita de que todos já haviam se recolhido foi confirmada pela senhora.
Ainda assim, não estava disposto a adiar a conversa que precisava ter com o seu pai. Por isso, solicitou a senhora que fosse chamá-lo, porque precisava tratar com ele urgentemente.
Alguns minutos depois, a senhora retornou, anunciando que ele estava a caminho. Questionando-lhe se desejava beber ou comer algo. Darcy não demorou a afirmar que não necessitava de mais nada e que a senhora podia se recolher.
Seu pai surgiu ao topo da escada no instante que a governanta se retirava da sala, vestido com seu pijama de algodão e um roupão por cima. Sua mãe seguia logo atrás, vestindo o seu robe por sobre o baby-doll de seda chappagne.
--William, o que foi que aconteceu? – Seu pai questionou-o sem demora.
--George Wickham está solto. – Darcy respondeu, agitado. – Eu o vi esta noite.
Notou a troca de olhares entre seus pais e se alarmou quando percebeu que nenhum deles parecia surpreso com a sua revelação.
--Você sabia que ele foi solto? – Interrogou o pai.
--Sim. Eu soube. – Seu pai não negou. – Rousco Sharp me informou que o advogado de Wickham havia solicitado a sua soltura, baseando-se no seu bom comportamento durante o cumprimento de sua pena. Eu lhe disse para tentar impedir que lhe fosse concedida à liberdade condicional, mas nem mesmo o nosso advogado pôde impedir que a lei fosse seguida.
--Que tipo de lei é esta que põe um criminoso como ele de volta nas ruas? – Darcy protestou, furioso.
--Você sabe muito bem que nada a respeito do processo que movemos contra ele foi como esperávamos. – Seu pai declarou. – Como quando em julgamento, Wickham tem a seu favor o fato de ser réu primário... E como cumpriu parte de sua pena, tendo um excelente comportamento carcerário, adquiriu o direito de solicitar a seu livramento.
--Há quanto tempo o senhor sabe disso? – Darcy estava abismado com aquela noticia.
--Há dois meses. – Seu pai respondeu.
--Por que o senhor não me contou?
--Sabíamos como você reagiria a esta noticia. – Sua mãe justificou.
--Vocês não estão preocupados com Georgiana? – Darcy se exaltou. – Ela esteve este tempo todo em Cambridge. Ele poderia ter ido atrás dela.
--Ele não pode se aproximar de sua irmã. – Seu pai determinou. – Não pode se aproximar de nenhum de nós. A liminar que movemos contra ele e que fora suspensa enquanto ele esteve preso, voltou a ter eficácia.
--Isso não o impediu de se aproximar de mim ou de me seguir. – Darcy repudiou.
--Ele esteve te seguindo? – Sua mãe assustou-se com esta possibilidade.
--É claro que esteve. – Darcy continuou a se exaltar. – Foi ele que tirou as fotos que a senhora viu nos jornais e revistas nas últimas semanas. Eu tinha a impressão de que conhecia aquele paparazzo, mas, como imaginava que ele ainda estivesse preso, deduzi que estava ficando paranóico.
--Se ele está mesmo lhe seguindo, acho que podemos colocá-lo de volta atrás das grades. – Seu pai informou. – Ele contrariou uma ordem da liminar. E acho que isto é causa suficiente para revogar o seu direito de liberdade condicional. Vou contatar Roscou pela manhã e resolver isso.
--Pela manhã!? – Darcy protestou.
--Está tarde e não haveria nada que ele pudesse fazer agora, William. – Seu pai chamou a sua atenção.
--E quanto a Georgiana? Ela virá para casa amanhã. Não podemos deixar que ela volte para a Universidade enquanto este assunto não for resolvido. – Darcy continuou agitado e inconformado com a tranqüilidade de seus pais ao discutir este assunto.
Embora, em seu intimo, soubesse que eles também deveriam ter passado por esta sensação de pânico quando souberam que Wickham seria solto há dois meses.
--Sua irmã está retomando sua vida, seus estudos e a confiança em si mesma. – Sua mãe contrapôs. – Não vamos fazer nada que possa dar-lhe motivos para retroceder em sua melhora. Eu não tenho desejo algum de passar pelo tormento de vê-la perambulando por esta casa como se fosse um fantasma novamente.
--Estamos discutindo a sua segurança. – Protestou, veemente.
--Sua irmã está segura em Cambridge. – Seu pai tentou assegurá-lo. – O Campus tem uma segurança eficaz, o seu apartamento fica dentro dos limites do Campus e nós temos mantido em constante contato com ela.
--Qualquer sinal de que ela esteja em perigo e seremos os primeiros a determinar o seu retorno para casa. – Sua mãe afirmou.
Darcy queria ter aquela mesma confiança. Mas seu coração ainda estava aos pulos e sua raiva estava espelhada em seus olhos. Queria tê-lo a sua frente agora e terminaria o que começara há cerca de 4 anos. Sabia que deixaria o seu rosto tão desfigurado que nem mesmo uma plástica reconstrutora poria de volta o sorriso convencido naquele rosto.
--O melhor que fazemos agora é tentar descansar. – Sua mãe propôs. – Pelo visto, teremos um dia bastante agitado amanhã.
--Sua mãe tem razão. – Seu pai concordou. – Você devia dormir aqui.
--Exatamente. – Sua mãe não demorou em aquiescer. – O seu quarto está sempre arrumado, você sabe disso.
Darcy hesitou. Mas por fim concordou em ficar aquela noite ali. Assim, quando acordasse pela manhã poderia estar presente quando seu pai contatasse o advogado da família, o sr. Roscou Sharp.
Enquanto se dirigiam aos quartos, sua mãe perguntou.
--Você convidou sua Lizzie para jantar aqui amanhã, como havíamos combinado? – Provavelmente, numa tentativa de desanuviar aquele clima tenso.
--Ela não poderá vir. – Darcy prontamente respondeu, com um tom de voz frio.
Notou mais uma vez a troca de olhares entre seus pais. Mas não estava com ânimo de conversar sobre aquele assunto, por isso não demorou a se recolher em seu antigo quarto.
O seu quarto continuava o mesmo da época de sua adolescência. A cama de solteiro, a estante repleta de livros do ensino médio e os romances que lera até então, como os livros de Sherlock Holmes[1]. CDs, fotos e quadros também estavam nos mesmos lugares que se lembrava de ter deixado. TV, seu antigo vídeo-game e rádio também se encontravam ali. E sobre a sua mesa de estudos, ao lado de um antigo computador, ainda pôde encontrar a sua primeira maquete de um prédio – o primeiro, de todos os seus projetos.
Caminhou até o closet, abriu um dos armários e procurou ali alguma roupa que ainda lhe servisse. Por fim, selecionou uma calça de moletom cinza, um blusão de manga cumprida da equipe de remo da universidade e uma cueca preta.
Colocou a roupa selecionada sobre a cama e começou a despir-se do blazer do terno, assim como da gravata. Colocou a roupa dobrada sobre uma poltrona, retirando os sapatos e as meias em seguida. Por fim, seguiu para o banheiro e fechou a porta, terminado de se despir lá dentro.
Ao abrir a porta do banheiro, o vapor quente escapuliu e invadiu o quarto. Desligou a luz do banheiro, saiu deste com uma toalha enrolada na cintura e outra secando o cabelo.
Ao descansar a toalha sobre os ombros e caminhar em direção a cama, com a intenção de pegar a sua roupa para que pudesse se vestir, a viu. Todas as células de seu corpo gritaram “Oh Yeah!”, em extasiado delírio.
Nenhuma visão em sua vida o deixara tão desarmado antes. Ela estava encostada a porta do quarto, vestida com um robe preto transparente. Por baixo, Darcy pôde ver que ela vestida um corset azul petróleo e calcinha de renda preta – daquela que se assemelham a short minúsculo. Suas pernas estavam adornadas com meia-calça e cinta-liga também preta, com detalhe em renda na parte em que a cinta-liga é presa a calçinha. Os seus longos cabelos castanhos escuros estavam soltos, caindo sobre os seus ombros como uma cascata de cachos.
Darcy prendeu a respiração enquanto seus olhos absorviam aquela imagem com todo o cuidado, fitando-a dos pés a cabeça.
Sem perceber, arrancou a toalha dos ombros e deixou-a cair aos seus pés.
--O que você...? Como entrou...? Como é possível...? – Encontrou-se impossibilitado de completar uma frase sequer diante do que via.
Ela sorriu-lhe sedutora e questionou.
--Você quer conversar? – Desencostando-se da porta do quarto e caminhando lentamente em sua direção; permitindo que ele desfrutasse da visão panorâmica de suas pernas, enquanto desfilava majestosamente por seu quarto.
Ela alcançou o laço do seu robe e o desfez com facilidade, abrindo parcialmente o robe e dando-lhe uma clara visão da pele alva que aquela roupa deixava exposta.
Darcy sentiu sua boca salivar e os seus dedos formigaram de antecipação. Seu coração parecia estar batendo em seus ouvidos de tão forte e alto que estava. Queria tocar em sua pele quente, sentir de perto o cheiro gostoso de seus cabelos, beijar a sua boca carnuda. Saciar o seu desejo naquele corpo que tanto o enlouquecia.
Ela empurrou-o na cama, fazendo-o se sentar. E sem cerimônia, ela subiu na cama por cima dele, os joelhos apoiados no colchão a cada lado de seu corpo. E lentamente, sentou-se em seu colo.
Darcy podia ver os seus seios subirem e descer no arfar de sua respiração, os seus olhos vidrados na pele alva ali exposta. Enquanto suas mãos já faziam o caminho por suas coxas cobertas pela meia-calça até a sua cintura, transpassando as barreiras frágeis daquele robe.
Ela afastou suas mãos, estapeando-as para longe.
--Quem lhe deu permissão de me tocar? – Questionou-lhe, com um sussurro sedutor.
--Não posso...? – Darcy respirou a pergunta, com a sua voz rouca de desejo, finalmente olhando-a nos olhos.
Viu espelhado em seus olhos castanhos em fogo o mesmo desejo ardente que queimava em seu corpo. Ela aproximou os seus lábios dos dele e roçou o nariz ao seu, de um lado ao outro. Sua boca formando a palavra “não”, em uma muda negativa.
Sentiu as mãos dela deslizarem por suas costas e depois fazerem o caminho de volta até os ombros, arranhando as suas costas com suas unhas. Enquanto sentia a respiração lenta dela por seu pescoço. Depois sentiu um ardor quando ela pressionou sues lábios em seus ombros e sugou as gotas de água ali presentes.
Tentou controlar a vontade que sentia de agarrá-la e tomar o controle da situação, segurando com força o colchão. Mas desistiu de se controlar quando ela deslizou as mãos por seu peitoral vagarosamente e arranhou o seu baixo ventre, maliciosamente. Ao mesmo tempo em que distribuía beijos por seu maxilar, até alcançar os seus lábios. E ela os mordiscou de forma suave.
Darcy agarrou-a pela cintura com vontade e capturou os seus lábios em um beijo lascivo, profundo e completamente devastador. Com um movimento ágil, virou-a sobre a cama, deitando-se por cima dela e pressionando o seu corpo inteiro de encontro ao dela. Arrancando-lhe um desesperado suspiro de prazer.
Suas mãos continuaram a invadir o robe, acariciando-a sem reservas. Sem permitir que seus lábios abandonassem a sua boca por um segundo sequer. Puxou o robe para longe de seus ombros e permitiu que sua boca vagasse por seu pescoço e ombros, finalmente se permitindo deliciar-se com o que os seus olhos tanto devoraram minutos atrás.
Sentia o corpo dela se contorcer por debaixo do seu, até que eles se encaixaram perfeitamente. E ela pode sentir por completo o estado de excitação que o deixara pressionado ao seu ventre. Sua toalha estava solta em sua cintura, ameaçando a deslizar por seu corpo e se perder.
Ouviu Elizabeth suspirar em seus ouvidos.
--George! – Em um gemido extasiante.
Darcy despertou, sentando-se na cama, proferindo um feio palavrão. Estava com o corpo tremendo e suado, completamente excitado. Estava furioso. Como era possível aquele infeliz invadir os seus sonhos desta forma?!
Pegou o seu relógio sobre o criado-mudo ao lado da cama e viu no display marcado 3:00 AM. Voltou a se deitar na cama, soltando um suspiro frustrado. Sabia que não conseguiria mais voltar a dormir.
[1] Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX e início do século XX que aparece pela primeira vez no romance A Study in Scarlet (Um estudo em Vermelho) editado e publicado originalmente pela revista Beeton's Christmas Annual, em Novembro de 1887. Sherlock Holmes ficou famoso por utilizar, na resolução dos seus mistérios, o método científico e a lógica dedutiva.














