Capítulo XXV
Galeria de Arte
A noite da exposição das fotos de Luigi Wolfman finalmente chegou. Enquanto se arrumava, Elizabeth sentia sua ansiedade aumentar. Tentava racionalizar com aquele sentimento perturbador que a invadia.
Passara os últimos dias evitando William Darcy. Já conseguia admiti-lo, mesmo após negá-lo a sua irmã. Não conseguiu confessar a Jane a verdadeira razão por detrás deste seu comportamento. Mas já não conseguia ignorá-la mais.
Havia apenas um motivo. Medo. Puro e simples medo. Receio de que a parte dela que ficou toda saltitante ao ouvir a sua voz ao telefone e que, com certeza, irá derreter feito manteiga quando ele a envolver em seus braços e beijá-la na boca; a mesma parte que quer que a história de Wickhan não seja verdadeira ou que Darcy tenha uma boa explicação que justifique os seus atos; esta parte teme si decepcionar quando descobrir a verdade.
E esta parte que quer acreditar que Darcy não é capaz de cometer um ato atroz como este cresce a cada segundo que passa e o momento em que irão se encontrar se aproxima.
Mary abriu a porta de seu quarto e anunciou que ele acabara de chegar. Tentando acalmar a si mesma, saiu do quarto e seguiu a irmã até a sala. Sua mãe estava abrindo a porta do apartamento. Apressou-se a detê-la. Pegou o sobretudo e saiu pela porta do apartamento sozinha.
Desceu os degraus da escada vestindo o casaco, depois calçou as luvas. Ao deparar-se com a porta de entrada da agência de modelos, fez uma pausa breve. Queria certificar-se de ter total controle sobre si antes de encará-lo. E então abriu a porta.
Sentiu seu coração subir para a sua garganta quando olhou dentro daquela piscina de águas azuis límpidas. E notou que ele pareceu surpreso em vê-la; provavelmente estivera esperando que a sra. Bennet abrisse a porta e o convidasse a entrar, como da primeira vez que veio a sua casa.
Mas ele apenas sorriu-lhe e abriu espaço para que ela saísse. Incrível como um gesto poderia ter tamanho efeito sobre ela. Aquele simples sorriso fez com seus joelhos fraquejassem um pouco, detendo-a por mais alguns segundos ainda dentro da agência.
Com cuidado, Elizabeth saiu e fechou a porta às suas costas. Ao voltar-se para ele, viu-o parado no mesmo lugar. Não muito distante. Lembrando a si mesma que possuía a habilidade da fala desde muito pequena, proferiu um tímido “oi” em cumprimento.
A resposta de Darcy foi diminuir o espaço que existia entre eles e selar seus lábios com um suave beijo. Bang! Lá se foi o resto de seu autocontrole. Era bastante vergonhoso como ele conseguia qualquer coisa dela assim com tamanha facilidade.
No instante em que seus lábios se tocaram, tudo o que Elizabeth conseguia pensar e desejar era que ele não a soltasse mais. E foi com raiva de si mesma que percebeu que ficou decepcionada quando ele se afastou rapidamente após aquele pequeno beijo, deixando-a insatisfeita.
--Vamos? – Ele propôs, colocando a mão nas suas costas e guiando-a até o seu carro.
À caminho da Galeria de Arte, ficou brigando consigo mesma por seu comportamento incoerente. Desejando recuperar o pouco da racionalidade que lhe fosse possível. Mas não tendo sucesso em seu intento, já que a sua mente estava ocupada demais lidando com o reconhecimento do quanto sentiu saudades dele durante estes dias em que não se viram.
--Você está muito calada. – Darcy observou, ganhando o seu olhar.
--Estou? – Elizabeth replicou, inicialmente sem saber o que responder. – Ham... Estou cansada, na verdade. – Desculpou-se, virando o rosto na direção da janela e evitando olhá-lo nos olhos. – Foi uma semana muito corrida e exaustiva.
--Se você preferir não sair esta noite e fazer algo mais relaxante, nós não precisamos ir... – Ele propôs.
--É a primeira noite da exposição, eu não poderia fazer a desfeita a Luigi e não ir. Entende? – Justificou-se, finalmente olhando-o nos olhos.
--Hum-hum. Mas nós não precisamos ficar lá a noite toda. Podemos ir, você fala com o seu amigo e depois fazemos qualquer outra coisa. Ou eu poderia te levar para casa, para que você possa descansar. – Darcy argumentou, compreensível. – Podemos nos ver qualquer outro dia.
Olhando para ele, sendo o alvo de tamanho carinho e preocupação por parte dele, fez com que suas reservas desmoronassem.
--Senti saudades suas. – Confessou, antes que pudesse se deter.
--Eu também senti saudades suas. – Ele não pestanejou em corresponder, dirigindo-lhe aquela sorriso de canto de boca adorável.
Elizabeth decidiu naquele instante se agarrar na esperança de que ele era sim o homem bom diante de seus olhos e ter fé de que Darcy teria uma boa explicação para o que aconteceu com Wickhan.
--Minha irmã está chegando a Londres amanhã, para passar as férias de inverno em casa. – Darcy comentou, arrancando-a de seus devaneios. – Minha mãe vai fazer um jantar e eu queria saber se... Se você não tiver outra semana maluca como a passada, se você quer ir ao jantar comigo?
Elizabeth percebeu um quê de nervosismo na voz dele ao lhe fazer este convite. Era como se temesse ser rejeitado.
--Na casa dos seus pais? – Questionou-lhe, surpresa.
--Sim. Na casa dos meus pais. – Ele respondeu, olhando-a rapidamente e depois focando sua atenção na direção.
Percebeu que ele segurou o volante com mais força.
--Sim. – Replicou, ainda surpresa.
Não esperava ser convidada para jantar com os pais dele tão cedo. Nem Jane conhecera os pais de Charles ainda e os dois já estão namorando há mais tempo.
--Adoraria. – Acrescentou, temendo ter soado seca demais em sua primeira resposta.
--Que bom. – Darcy murmurou.
Ela voltou a perceber que seus dedos relaxaram mais ao volante. E, naquele instante, parte dela decidiu que não se interessava mais na história de Wickhan. Que o grau de envolvimento de William nos infortúnios da vida de George não mudaria em nada a forma com que ela se sente em relação a ele, Darcy.
Embora, uma vozinha ao fundo de sua mente discordasse e soubesse que não teria sossego enquanto não descobrisse toda a verdade.
Ao chegarem a galeria, notaram um grande movimento a sua entrada. A notoriedade de Luigi fazia com que vários famosos comparecessem a sua exibição e deixassem os fotógrafos muito ocupados. Todos reunidos na entrada da galeria, procurando capturar os melhores momentos da noite com a chegada dos famosos.
De mãos dadas, passaram por entre os vários fotógrafos – não escapando de ser alvo de flashes de câmeras – e adentraram no recinto. Pararam na chapelaria e retiraram os sobretudos, entregando-os a uma funcionaria da galeria.
A galeria tinha ambientes abertos, espaçosos e com boa iluminação. As paredes cor de gelo estavam cobertas com fotografias em preto e branco de vários lugares da Inglaterra, como: uma ponte sobre a bruma ao alvorecer em Cambridge; o Clevedon Pier, com ondas alvas quebrando em rochas, localizado na cidade de Clevedon, Norte de Somerset; do alto da Hadrian's Wall, fortificação de pedra e madeira construída pelo Império Romano envolta do norte da Inglaterra; do castelo Bodiam, ao leste de Sussex.
Assim como variadas fotos de Londres: da Catedral de St Paul's, da Millenium Bridge, da Tower Bridge, do Big Bem, do Marble Arch em Hyde Park.
Entretanto, foram as fotografias em preto, branco e vermelho que mais atraíram Elizabeth. Como o barco solitário com as bordas vermelhas berrantes; ou o clássico ônibus de dois andares enfrente a Torre do Big Ben; e outro símbolo vivo de seu país encontrado nas cabines telefônicas; ou a imagem pitoresca da guarda real com seus casacos vermelhos em plena marcha.
Quando se encontraram com Luigi, Elizabeth pôde detectar em seu olhar que o amigo estava muito contente com a sua primeira exposição fotográfica. Após cumprimentarem-se, Elizabeth disse.
--Você se lembra de William Darcy, Luigi?
--Claro. – Luigi o cumprimentou. – Como vai, sr. Darcy?
--Muito bem. – Darcy replicou. – Adorei as suas fotografias. O preto em branco expira um clima bastante...
--Romântico. – Elizabeth incluiu, quando Darcy fez uma pausa, como se procurasse em mente a palavra certa.
--E dramático. – Darcy completou. – Fiquei muito impressionado com a fotografia da Ponte Millennium. Você escolheu um ângulo bastante inusitado para fotografá-la.
--Adorei todas as fotografias em preto e branco. – Elizabeth declarou.
--Mas as suas favoritas foram as em preto, braço e vermelho, acertei? – Luigi adivinhou.
--Definitivamente. – Elizabeth afirmou. – Em especial, a do barco a deriva.
--Não me surpreende. Ainda não esqueci aquela história que me contou de como deixou a sra. Bennet puxando os cabelos após voltar de uma viagem e encontrar a parede da sala de estar pintada de vermelho berrante. – Luigi comentou, sorridente.
--Ficou maravilhosa e nem me deu tanto trabalho assim em pintar. – Elizabeth declarou, descaradamente.
Darcy fitou-a surpreso. Nunca poderia ter imaginado que Elizabeth era responsável pela cor da parede da sala de estar de sua casa. Lembrava-se perfeitamente da primeira vez em que esteve lá e achou aquele vermelho exagerado. E, no entanto, ao saber desta informação, começou a ver tudo com outros olhos. Na verdade, começou a admitir que aquela parede solitária pintada de vermelho sangue dava mais vida ao cômodo.
Darcy estava distraído com estas ponderações e não notou o momento em que Luigi se aproximou de Elizabeth, sussurrando em seu ouvido.
--Já conseguiu realizar seu desejo de bagunçá-lo um pouquinho?
Elizabeth olhou para Luigi, boquiaberta com a pergunta. E depois enrubesceu violentamente. Arrancando uma risadinha sacana do fotógrafo.
--Olha só pra isso, está toda coradinha! – Provocou-a, finalmente arrancando Darcy de seus devaneios e fazendo-o observá-los atentamente. – Não vai me dizer que está envergonhada!
--Oh, pare! – Elizabeth replicou, fingindo-se de mal humorada. – Vá cuidar da sua vida. – E deu-lhe um tapa no braço, fazendo-o afastar-se um pouco mais ainda as gargalhadas.
--O que foi que o meu marido fez para merecer esta reprimenda? – Uma linda mulher com a pele cor de canela se aproximou do seu grupo.
--Claire! – Elizabeth abriu um grande sorriso ao voltar-se para a mulher e adiantar-se em sua direção, indo abraçá-la. – Há quanto tempo! Você está maravilhosa! – Gracejou-a, fazendo um carinho em sua barriga avantajada de 7 meses. – E, então, soube que virá uma menina desta vez.
--Duas meninas, na verdade. – Claire corrigiu. – Para tirar o sossego do pai. – Rindo-se.
Elizabeth apresentou Claire a Darcy e os quatro conversaram mais um pouco, até o momento em que Luigi foi chamado por um dos numerosos convidados.
--Assim que esta loucura com a exposição diminuir, marcamos de nos encontrar para que você possa me mostrar o seu progresso com as suas fotos. – Luigi disse a Elizabeth ao se despedirem.
--Claro. – Ela concordou, prontamente.
E ele partiu, levando consigo sua esposa.
--Há quanto tempo eles são casados? – Darcy questionou Elizabeth ao ver o casal se afastar de mãos dadas.
--Não são legalmente casados. Mas vivem como marido e mulher há cerca de seis anos. – Ela respondeu. – Claire era modelo como eu e quando se conheceram, foi amor a primeira vista. São inseparáveis desde então.
--Quando você o conheceu, ele já conhecia Claire? – Prosseguiu seu interrogatório, fingindo estar apenas levemente interessado em sua resposta.
Embora em seu íntimo estivesse curiosíssimo quanto ao grau de envolvimento entre Luigi e Elizabeth. Nunca conseguira esquecer a conversa que entreouviu na sua sessão de fotos com Luigi, em que uma das modelos insinuava que existia algo a mais entre eles.
--Não. Eu o conheci na adolescência. Bem no comecinho da minha carreira. – Replicou. – Acho que tinha quatorze, quinze anos. – Completou, pensativa. – Foi ele quem me fez me apaixonar pela fotografia.
--Só pela fotografia? – Finalmente perguntou, olhando-a nos olhos demoradamente.
Elizabeth arqueou uma sobrancelha, surpresa com a seriedade em sua voz. Era a primeira vez que Darcy lhe questionava sobre sua vida amorosa.
--Sim. – Sorriu, ao responder. – Ele é meu mentor. – Esclareceu. – E amigo.
--Nunca passou disso? – Ele insistiu.
--Não. Por quê?
--Curiosidade. – Darcy desconversou, encolhendo os ombros e voltando sua atenção para as fotografias; passando a comentar a respeito delas.
Mas não conseguindo apagar as desconfianças de Elizabeth. Estaria ele com ciúmes de Luigi?
Charles e Jane, os quais tinha saído para jantar, chegaram a Galeria um pouco depois e encontraram-se com eles. Elizabeth percebeu que Jane a observava com atenção, atenta a sua interação com Darcy. Com certeza estava procurando sinais que pudessem confirmar se Elizabeth descobrira a verdade sobre a história que Wickham lhe contara a respeito de Darcy.
Notando que Elizabeth estava relaxada na companhia de Darcy, ficou mais tranqüila também. Esperaria estarem em casa para interrogá-la quanto a este assunto. Deduzindo que Elizabeth já conversara com Darcy e ele desmentira a história.
Pessoalmente, perguntara a Charles se ele conhecia algum George Wickham ou se Darcy conhecia. E se o seu amigo já tivera algum problema com ele. Sabia que Elizabeth não queria que se envolvesse e a Charles também, mas não conseguia tirar a história contada pela irmã de sua cabeça e também queria certificar-se de não estar enganada quanto à opinião que sempre tivera de William.
Charles alegou não conhecer nenhum George Wickham e que não saberia dizer se Darcy o conhecia. Mas que soube que a família de Darcy tivera um problema sério com um paparazzo há alguns anos, levando-os a processá-lo e conseguir um liminar, impedindo-o de se aproximar de qualquer membro de sua família. Se este fotógrafo era George Wickham, Charles não soube informar.
Jane estava ansiosa para relatar isto a sua irmã. Mas ali e naquele instante não seria possível. Sendo assim, decidiu-se por aproveitar a noite, como Elizabeth parecia estar fazendo.
O que não sabia era que Elizabeth estava esperando o momento em que saíssem da Galeria e fossem para um local mais reservado – o apartamento dele, talvez – para conversar com Darcy sobre Wickham e descobrir a verdade dos fatos. A cada segundo que passava ao seu lado, sentia-se mais segura de que ele teria uma explicação plausível e lógica para aquela história.
Cada uma estava perdida em suas conjecturas, quando foram abordadas por um homem alto, moreno e dono de um sorriso sedutor. O qual conhecia Darcy.
--Ora, ora. Darcy, nunca imaginaria que o encontraria aqui. – Cumprimentou-o, amistosamente.
--Como vai? – Darcy respondeu ao seu cumprimento, com apenas polidez.
--Ótimo! – O homem afirmou. – Mas você desapareceu. Nunca mais foi a nenhuma das minhas festas... Sabe, Bia andou perguntando por você. – Comentou, piscando com um dos olhos.
Darcy não lhe dirigiu nenhuma resposta.
--Não pense que estou surpreso, afinal, tenho visto nos jornais que você anda muito ocupado. – Gracejou, voltando sua atenção às companhias de Darcy; à Elizabeth em particular. – Confesso que em seu lugar faria o mesmo. – E, estendendo a mão para Elizabeth, apresentou-se. – Mark Lyman, encantado. – Galante, tomou-lhe a mão e levou-a até sua boca, beijando-a.
Enquanto Elizabeth fitava-o ligeiramente espantada. Em seguida, dirigiu um olhar entendido a Jane. Esta agora estava sendo abordada por Mark também e ganhando o seu próprio beijo nas costas da mão.
Darcy apressou-se a apresentar Mark a Charles. E logo eles conversavam da forma mais amistosa possível dentro daquela situação.
--Eu nunca mais vi Richard também. – Mark reclamou.
--Meu primo deve estar muito ocupado com o trabalho. – Darcy justificou.
--Trabalho, sei! – Mark riu-se, cético. – Loira, morena ou ruiva? – Inquiriu, debochado.
Darcy tentou desconversar. E não escondeu seu alivio quando Mark deixou-os, seguindo uma loira de busto avantajado até o outro lado do salão.
--Então... você conhece bem este Mark Lyman? – Elizabeth não demorou em questionar Darcy após a partida de Mark.
--Não de verdade. – Darcy respondeu, a contragosto. – Ele é um amigo de farra de Richard. – Esclareceu.
--Não seu? – Ela insistiu; o relato de Wickham voltando para sua cabeça, “este meu amigo redator me contou que ele foi à festa de Mark Lyman, que é outro playboy da alta sociedade, e aconteceu de encontrá-lo lá. Darcy.” – Mas você costuma freqüentar as festas que ele dá, pelo que entendi. – Comentou, corriqueiramente, ouvindo a voz de Wickham em sua mente: “ele tirou a foto de Darcy num banheiro com uma dançarina...”
--Fui a uma e garanto que não tenho intenção alguma em repetir. – Darcy declarou, conciso. E a expressão em seu rosto denunciou que queria por um fim naquele assunto.
Charles pareceu ler nas entrelinhas e imediatamente incluiu outro assunto na conversa.
--Pensei que Richard viria também.
--Deve estar pintando por aí daqui a pouco. – Darcy disse, agradecido pela mudança de assunto. – Descobriu que Moira estaria vindo e não perderia a oportunidade por nada.
Elizabeth dirigiu um olhar a irmã e Jane apressadamente convidou-a a acompanhá-la até o banheiro. Juntas, deixaram os dois para trás e seguiram até o banheiro.
--Você sabe o que isto significa, não sabe? – Elizabeth disse a Jane, agitada. – O relato de Wickham é verdadeiro.
--Só porque uma parte dos fatos é verdade, não significa que tudo seja. – Jane argumentou, defensiva. – Além do mais, eu pensei que você já houvesse conversado com Darcy e descoberto a verdade.
--Ainda não. – Elizabeth esclareceu. – Estou esperando sair daqui. Ir para o apartamento dele, para conversarmos com calma.
Elizabeth fez uma pausa ao entrarem no banheiro feminino e encontrar com outras senhoras. Quando estas saíram do banheiro, voltou a falar.
--Mas já não tenho certeza se será necessário perguntar-lhe nada. – Olhando para a irmã, apreensiva. – Não tenho mais certeza se resta alguma dúvida da veracidade do relato de Wickham.
--Eu conversei com Charles e ele me contou que... – Jane passou a relatar a conversa que tivera com o namorado a este respeito. – Se George Wickham for a pessoa a que Charles se referiu, houve um processo. Então George não é tão “inocente” como ele fez com que acreditasse. – Jane apontou, com seriedade em seu tom de voz. – Há mais nesta história do que ele lhe contou. E você devia conversar com William, descobrir a verdade.
--Eu vou. – Elizabeth prometeu, já insegura mais uma vez. Em que iria acreditar? Quem estaria mentindo para ela?














