Capítulo 17
Enquanto isso, Caitlin observava Will se afastando do grupo, ainda conversando com Richard. Lydia e George permaneceram na companhia deles, isto porque Lydia ainda estava curiosa quanto a quem era Caitlin e qual era o seu envolvimento com George, para ela dizer que ele era o “amigo tarado de Richard”.
--Eu acho que eu continuo a causar transtorno para Will.—Caitlin comentou, ao observar Will encostar-se a pilastra e ficar fitando o teto do salão.
--Por que você diz isso?—Richard inquiriu; Lydia teve a sua atenção aguçada neste ponto. Ela se perguntava se Caitlin tinha tido alguma coisa com Will.
--Bem, ele não parecia muito contente em me ver!—Caitlin argumentou.—Eu tenho certeza que a minha presença deve ter despertado muitas memórias nele.—Ela disse, com um meio sorriso nos lábios.
--Meu primo não é rancoroso.—Richard garantiu.—Além do mais, eu posso dizer com toda certeza que ele já esqueceu o passado!
--É mesmo?—Ela inquiriu, incrédula. E, virando-se para observar Will novamente, o viu conversando com Catherine e Caroline.—Oh, talvez ele já tenha encontrado uma razão para esquecer o passado!—Ela disse, voltando a olhar para Richard. Mas Richard não fez nenhum comentário.—Embora,...—Ela voltou a observar Will.—ele não me parece muito contente com a sua escolha.—E, sorrindo, voltou a olhar para Richard.
--Nenhuma delas é a razão de Will para esquecer o passado.—George comentou, recebendo um olhar de Richard de aviso. Ele não acreditava que seu primo ia gostar de saber que eles andaram discutindo a sua vida amorosa desse jeito com Caitlin.
--E onde está ela?—Caitlin inquiriu, sorrindo para George amigavelmente.—Por favor, mostre-me quem é ela para que eu possa formar a minha opinião quanto a “eleita” de Will.—Contudo, George tinha entendido o olhar que Richard lhe dirigiu e permaneceu calado.
--Ela não está aqui!—Lydia disse, com certeza em seu tom de voz. Richard e George lhe dirigiram olhares surpresos.
--Oh, mesmo? Que pena!—Caitlin disse e ficou em silêncio por um momento, sustentando o olhar que Lydia lhe dirigia. Richard e George perceberam logo a animosidade entre as duas garotas, notando que ambas estavam se medindo.—Eu ouso dizer que ela é uma garota segura de si para deixar Will sozinho num lugar como este, rodeado de milhares de outras garotas.—Caitlin comentou, tentando arrancar mais informações de Lydia.
--Você está certa; ela é!—Lydia replicou, sem pestanejar.—Afinal, por que ela ficaria com receio de deixá-lo sozinho num lugar como este, rodeado de garotas, quando ela é a “eleita” por ele?!—Lydia argumentou, usando das palavras de Caitlin.
--Bem, homens tendem a ser volúveis!—Caitlin argumentou. Lydia ficou pensativa e virou-se para olhar para Will. Vendo isto, Caitlin sorriu, satisfeita.
--Meu primo não é volúvel!—Richard garantiu, fazendo Lydia voltar a olhar para ele e depois para George, quem garantiu com a cabeça.
--Vamos voltar a dançar.—George tentou levar Lydia para pista de dança, puxando-a pela mão.
--Eu não sinto vontade de dançar agora!—Lydia respondeu, puxando ele de volta. George dirigiu um olhar a Richard, pedindo ajuda.
--Então,...—Richard sabia que eles precisavam mudar o rumo daquela conversa.—o que vocês dois vão fazer amanhã?—Ele inquiriu a Lydia.—Agora que estão namorando... devem ter feito algum plano para o sábado.
--Ainda não.—Lydia respondeu, ainda olhando para Caitlin. Esta, por sua vez, observava Will.
--Eu tive uma idéia!—Caitlin abriu um sorriso enorme ao dizer isso, o que alarmou os meninos.—Nós podíamos marcar de nos encontrar amanhã. TODOS NÓS!—Ela afirmou, fazendo Richard e George se entreolharem. —Eu falo com uns amigos lá de Scott Johnson’s High e vocês convidam os seus amigos de Austen House... e nos encontramos em algum lugar maneiro.—Ela continuou.—Tenho certeza que muitas pessoas de Scott Johnson’s High vão gostar de rever você...—Ela disse olhando para Richard.—e Will!
--Eu acho uma boa idéia!—Lydia respondeu.
--Como?—George exclamou, exasperado. E Richard começou a bagunçar o cabelo com uma das mãos, nervoso. Estava tudo dando errado!
--Ótimo! Você tem alguma sugestão de onde possamos nos encontrar amanhã?—Caitlin perguntou, sorrindo amigavelmente para Lydia. E logo as duas meninas estavam discutindo o roteiro dos eventos do dia seguinte. E sempre que um dos meninos tentava reverter à situação e cancelar o evento, uma das duas os silenciava.
Só houve um momento em que Caitlin pareceu distraída de sua conversa. Ela tinha olhado na direção de Will rapidamente, o vendo agora na companhia de apenas uma das meninas—Caroline. Ele parecia estar cada vez mais irritado e, de repente, afastou-se de Caroline e acercou-se de uma menina loira muito bonita. E, em pouco tempo, estava sorrindo. Caitlin logo se perguntou se aquela menina loira seria a “eleita” de Will. Ela, sem sombra de duvida, chamava atenção.
Pouco tempo depois de Caroline se juntar a Will e Catherine, Simon, um colega de sala de Will, se aproximou deles e convidou Catherine para dançar. Ela, por sua vez, dirigiu um olhar piedoso a Will e aceitou o convite de Simon. Sentia pena de Will, mas já estava cheia da conversa de Caroline. Will se viu preso na companhia de Caroline. Se, ao menos, conseguisse uma brecha para dizer que estava indo embora, ou melhor, que estava indo ao banheiro—assim ela não podia dizer que iria acompanhá-lo—conseguiria se livrar dela. Mas ela não calava a boca.
Então ele viu Jane entrando no porão sozinha. Imediatamente, sem nem ao menos dizer nada a Caroline, afastou-se dela e acercou-se de Jane.
--Onde está Charles?—Ele inquiriu a ela.
--Ele foi ao banheiro.—Jane respondeu.—Mas ele virá para cá.—Ela garantiu.—Eu desci antes para ver como estão as meninas.—Jane explicou.
--Bem, elas estão bem.—Will disse, olhando em volta.—Ahh... sabia que Lydia e George estão namorando?—Ele inquiriu, olhando para Jane.
--Mesmo? Desde quando?—Jane parecia surpresa.
--Dez minutos atrás!—Will respondeu, ao que Jane sorriu.
--Eles não perdem tempo!—Jane comentou.
--Eu que o diga!—Quem me dera saber como ser assim com Elizabeth!
--Eu vi você conversando com Caroline.—Jane disse, vendo que Will tinha ficado sério de repente.
--Sim. Ela é meio difícil de evitar.—Jane lhe dirigiu um sorriso encorajador.—O que me lembra: eu estou indo embora.
--Sério? Eu lhe acompanho até lá em cima, então.—Jane disse e os dois seguiram em direção a porta de saída do porão.—Parece-me que está todo mundo muito bem ocupado aqui em baixo!—Eles começaram a subir a escada, lado a lado.—Hei, o que você vai fazer amanhã de tarde?—Jane inquiriu a Will.—Quer ir lá em casa assistir a um filme?—Will olhou para Jane, surpreso.—Lizzie estava querendo assistir “Um Crime de Mestre” (Fracture) e eu acho que ela não vai se importar de passar na locadora depois de ter ido entregar o livro de Charlotte a Lydia amanhã.—Jane continuou.—Nós quatro podíamos assistir ao filme lá em casa e comer pipoca.
--Ahh...—Will sorriu ao pensar naquela idéia. Seu primeiro instinto era aceitar o convite. Mas depois se lembrou do que George tinha dito sobre “tática”. E ele precisava mudar a dele. Então, disse.—Eu ainda não sei se meus pais têm algum plano para amanhã. Mas eu digo a Charles a minha resposta e ele te avisa.
--O.k.—Jane sorriu e os dois continuaram a subir os degraus. No topo encontraram com Charles.
--Eu já estava descendo.—Charles disse a Jane.
--Eu acho melhor vocês ficarem aqui por cima.—Mas foi Will quem respondeu.
--Por quê?—Charles quis saber e Jane também ficou curiosa.
--Caitlin está lá embaixo com Richard, George e Lydia.—Will explicou.—Ela veio com alguns amigos.
--Amigos?—Charles inquiriu, preocupado. Mas Will balançou a cabeça, negativamente.
--De qualquer forma, eu já estou indo.—Ele completou.—Boa noite!
--Boa noite!—Jane e Charles responderam juntos. E quando Will estava longe o bastante, Jane inquiriu.—Quem é Caitlin e por que Will disse que era melhor ficarmos aqui em cima porque ela estava lá embaixo?
--Ahh.. é... Ela é...—Charles sorriu constrangido.—Ela é uma menina da nossa antiga escola e... Ele deve ter sugerido aquilo porque sabe que eu prefiro ficar a sóis com você!—Jane sorriu, corando. Mas ainda ficou com dúvidas quanto a esta Caitlin.
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Elizabeth saiu de casa depois do almoço com o intuito de ir levar o livro de Charlotte na casa de Lydia. Como a sua amiga tinha lhe dito que não pretendia acordar cedo no sábado, decidiu que ir a casa dela de tarde era a melhor solução. Assim não corria o risco de encontrá-la ainda acordando—Lydia não é uma pessoa bem humorada quando está acordando.
Ela caminhou sozinha por dois quarteirões até a casa de Lydia, sob o sol frio de setembro, sentindo a brisa leve do outono balançando os seus cabelos e acariciando o seu rosto. Elizabeth sempre gostou do outono e estava feliz que aquela estação estava finalmente começando.
Quando chegou a casa da amiga, a sra. Sawyer a recebeu com o mesmo charme e carisma de sua filha. Perguntou-lhe sobre a sua família e inquiriu sobre a sua vida amorosa, não deixando de lhe dar alguns conselhos nesta área antes de lhe encaminhar ao quarto de sua filha, onde as meninas estavam reunidas. Elizabeth respondeu algumas de suas perguntas, aquelas menos impertinentes, e seguiu o seu caminho. Já estava acostumada com o processo—isso sempre acontecia quando qualquer uma das amiguinhas de Lydia resolvia aparecer em sua casa. Não era a toa que a sra. Abbott e a sra. Sawyer se davam tão bem.
Quando parou a porta do quarto de Lydia, a qual estava fechada, não ouviu barulho algum. O que era estranho porque a sra. Sawyer havia lhe informado que Lydia não estava sozinha, mas que Catherine e Charlotte haviam chegado juntas a sua casa não havia dez minutos. Elizabeth abriu a porta do quarto de Lydia e encontrou as três meninas ali, aos cochichos. Elas olharam em sua direção, alarmadas, e imediatamente ficaram em silêncio. Elizabeth entrou no quarto e fechou a porta, encaminhando-se para perto das meninas. Lydia e Catherine estavam sentadas na cama de Lydia, a qual ainda estava desfeita, e Charlotte estava sentada em um grande puff roxo, o qual havia sido arrastado para perto da cama de Lydia.
Elizabeth notou cada uma das evidências, mas não fez comentário algum. Agiu como se não houvesse observado nada de estranho e encaminhou-se em direção a Lydia, estendendo-lhe o livro de Charlotte, cumprindo o seu objetivo ao vir à casa da amiga aquele dia.
--Aqui está, Lydia. Como combinado!—Elizabeth lhe entregou o livro.
--Oh.. obrigada!—Lydia aceitou o livro e lhe dirigiu um sorriso amigável demais.
Elizabeth estreitou o seu olhar para amiga e olhou as outras duas garotas, quais lhe observavam em silêncio. Mas continuou sem dizer nada. Caminhou pelo quarto da amiga e puxou a cadeira que ficava enfrente ao computador para perto do puff de Charlotte e sentou-se. Então disse, seriamente:
--Já chega! O que está acontecendo?!—Dirigindo a pergunta as três, as quais se entreolharam e começaram a falar ao mesmo tempo.
--Nada.—Charlotte respondeu.
--Por que você está perguntando isso?—Catherine inquiriu, defensivamente.
--Acordou do lado errado da cama, Lizzie? E eu que tenho a fama de mal humorada quando acordo!—Lydia comentou.
--Ahh por favor, dá um tempo!—Elizabeth exclamou.—Eu não nasci ontem! Vocês estão estranhas e NÃO ADIANTA negar!—Ela precisou altear a voz, pois as meninas voltaram a tentar a falar.—Agora me digam o que estavam conversando tão secretamente que se calaram quando eu entrei!—Elizabeth exigiu.
--Lydia está namorando George!—Charlotte respondeu.
--Um, eu já sei disso!—Elizabeth replicou.—Jane me contou está manhã.—Elizabeth argumentou.—Dois, eu duvido que seja realmente sobre isso que vocês estiveram falando ainda há pouco. Esta é uma notícia que Lydia vai querer espalhar por todos os cantos do mundo e não guardar segredo!—Ela continuou, com energia.—E, três,... Fala sério, sou eu!—Ela disse, um pouquinho irritada.—O que está acontecendo?—As meninas voltaram a se entreolhar.—Lydia!—Elizabeth olhou para a amiga, e voltou a exigir com o olhar.
--Tudo bem!—Lydia exclamou; Catherine e Charlotte se remexeram em seus lugares, desconfortáveis.—eu conheci a ex-namorada de Will ontem!—Elizabeth ficou muda.
--Você não sabe se ela é mesmo a ex-namorada dele!—Catherine e Charlotte exclamaram em união.
--Eu não sei por que tanta comoção com isso!—Elizabeth comentou, tranquilamente.—E daí que você conheceu a ex-namorada de Will?—As três meninas olharam para Elizabeth, espantadas.
--E daí?!—Lydia exclamou.—E daí?! Você está falando sério?—Elizabeth permaneceu calada, aparentemente calma.—Você não sabe o que isto significa? Ela está de volta à disputa!
--Que disputa?!—Elizabeth inquiriu, incrédula com o que estava ouvindo.
--Pelo afeto dele!—Catherine se intrometeu e Charlotte e Lydia concordaram com a cabeça.
--E daí?—Elizabeth replicou.
--Ahh fala sério, Lizzie!—Lydia voltou a se exasperar.—Você não pode ficar assim tão tranqüila! ...Ela é uma séria oponente a você!—Elizabeth continuou calada, olhando Lydia como se ela estivesse dizendo um absurdo.—Ela ficou lá se gabando de como homens são volúveis e de como ela ainda tinha um grande efeito no humor dele...
--Ele parecia muito abalado mesmo quando eu falei com ele!—Catherine observou e Elizabeth foi ficando cada vez mais séria.
--...e depois ficou querendo saber por quem Will estava interessado.—Lydia continuou.—E até marcou um encontro para este final de tarde para poder te conhecer!—Neste ponto Elizabeth se sentou mais ereta na cadeira.
--Espere um momento! Ela quer me conhecer? A MIM?!—As suas amigas concordaram em silêncio, balançando a cabeça veemente.—Por que?!
--Você caiu da cama de cabeça no chão esta manhã e perdeu algumas células cerebrais?—Lydia inquiriu.—Porque é por você que Will está interessado!—Ela completou, exageradamente.
--Eu já tive esta conversa com Jane ontem, e não vou repeti-la com você!—Elizabeth respondeu, sem paciência, e se levantou da cadeira.—Eu já fiz o que vim fazer aqui...—E começou a caminhar em direção da porta do quarto de Lydia. Catherine pulou da cama e correu até a porta, se pondo entre esta, ainda fechada, e Elizabeth, impedindo que ela fosse embora.
--Você não pode ir embora, Lizzie!—Ela exclamou, exasperada.
--Saia da frente, Kitty.—Elizabeth disse, com tranqüilidade. Mas foi agarrada pelo braço e virada a direção oposta à porta por Lydia.
--Kitty está certa! Você não pode ir embora ainda!—Ela disse com confiança.—Nós ainda não discutimos o nosso plano de ação para os eventos de hoje mais tarde!
--Plano de ação? Evento?—Elizabeth inquiriu.—Que evento?
--O encontro com a tal Caitlin.—Lydia respondeu, sem paciência.—Eu te disse que ela quer te conhecer!—E antes que Elizabeth pudesse dizer qualquer coisa, ela continuou.—Ela marcou um programa para este fim de tarde, dizendo que ia convidar os amigos dela da Scott Johnson’s High para ir ao mini-golfe nos encontrar.
--Eu não vou a nenhum mini-golfe esta tarde!—Elizabeth respondeu, decidida.—Eu marquei com Jane de passar na locadora na volta para casa e alugar “Um Crime de Mestre”.—Elizabeth explicou.—E é exatamente isso o que eu vou fazer agora!—Elizabeth tentou virar-se em direção a porta de novo, mas Charlotte a segurou pelo outro braço.—Até você, Charlotte?!—Elizabeth ficou surpresa com a atitude de sua outra amiga, a qual sempre foi mais madura.
--Lizzie, eu acho que você devia escutar Lydia desta vez!—Charlotte respondeu, o que fez Lydia erguer o nariz num sinal de orgulho por estar sendo reconhecida por mais alguém de seu grupo, além de Catherine.
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Will estava sentado na ponta do grande sofá retangular à sala de jogos em que estava instalado o seu vídeo-game, juntamente com George e Richard. Will e George estavam tendo uma disputa em um game de luta, enquanto Richard assistia e esperava a sua vez de jogar. Eles também estavam conversando sobre os acontecimentos da noite passada; Richard e George ainda não tinham começado a tratar do assunto que realmente os levaram a casa de Will àquela tarde, no entanto. Já imaginavam qual seria a reação de Will quando soubessem o que tinha acontecido e o que lhes aguardava ao fim daquela tarde.
E não estavam enganados.
--Nem pensar!—Will deu pause no game no instante em que George mencionou a ida ao mini-golfe para se encontrar com Caitlin.
--Mas você tem de ir, Will!—George exclamou.
--Coisa nenhuma!—Will se ergueu do sofá e largou o controle do vídeo-game sobre ele.—Eu não mandei você combinar nada com Caitlin!
--Foi Lydia quem combinou!—George tentou se explicar.
--Ela sua namorada!—Will replicou.—Você devia saber como controlá-la!
--Will, pare de agir como uma criança assustada!—Richard se intrometeu.—Do que você está com medo?
--Eu não estou com medo!—Will respondeu, ficando furioso.—Eu só tenho coisas melhores para fazer com o meu tempo que passá-lo na companhia de Caitlin e quem quer mais que seja!
--Até mesmo Lizzie?!—George perguntou, exaltado.
--O que Elizabeth tem a ver com isso?—Will inquiriu, começando a ficar confuso. Nós não estavam falando de Caitlin? E, imediatamente, Richard começou a lançar olhares de aviso a George, os quais este não notou.
--Tudo!—George respondeu.—Ela é o motivo para Caitlin ter marcado este encontro!—Richard deu um tapa na própria testa, sinal evidente de frustração, o qual George finalmente percebeu. Mas já era tarde demais.
--Como é que é?!—Will estava aos berros.
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Elizabeth saiu da casa de Lydia com o seu humor completamente mudado. No que foi que eu me meti? Ela finalmente tinha concordado ir ao encontro que Lydia marcara com a suposta ex-namorada de Will e agora estava tendo dúvidas quanto a esta decisão. Mas, também, Lydia a atingiu no seu ponto fraco: a incerteza sobre o que Will sentia por ela. Por mais que ela garantisse a todas as meninas que Will não estava interessado nela do jeito que elas pensavam, cada uma delas parecia ter algum argumento para provar que ela estava errada, cada uma comprovando um fato que presenciou como evidência de seu interesse por Elizabeth. E agora ela estava com dúvidas novamente. “Se você for ao mini-golfe este fim de tarde conosco você poderá ver com os seus próprios olhos a reação dele a Caitlin e comparar com o jeito que ele age com você! E então você terá certeza se está certa sobre suas suspeitas ou não!”, foi este o argumento de Lydia que realmente a convenceu a ir ao tal encontro.
E agora ela estava voltando para casa, sem ter de passar na locadora antes, com o intitulo de informar a Jane a mudança de planos e se preparar para o que lhe aguardava àquele fim de tarde.
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--Não foi você mesmo quem disse que eu devia mudar de tática, parar de viver minha vida em função de Elizabeth?!—Will questionou George.
--Desta vez é diferente!—George replicou.—Se você não for, sabe o que vai acontecer?!—George continuou.
--Deixar Lizzie a mercê de Caitlin e as outras meninas não é não ter tática, mas ser burro!—Richard argumentou.
--Uma vez que elas descobrirem que era sobre Lizzie que Lydia estava se referindo como a sua escolhida...
--Eleita.—Richard corrigiu-o.
--Sabe o que vai acontecer?!—George continuou, como se não houvesse sido interrompido por Richard.—Você vai se tornar “passado”!—E usou a mesma palavra a que Richard usara ao referir-se a ex-namorada de Will na noite anterior.
--Exatamente.—Richard confirmou o que George estava falando. E isto fez Will voltar a se sentar no sofá e permanecer em silêncio.—Agora, a sua situação com Lizzie está indefinida, há uma possibilidade de dar certo.—Will ergueu o olhar para o primo, quem estava de pé diante dele, quando ele começou a falar.—Vocês são um “talvez”... Mas se você não for ao mini-golfe este fim de tarde, ao fim deste dia, vocês serão um “nunca vão ser”!—Will permaneceu calado, pensando no que o primo tinha acabado de lhe dizer.
--Depois não venha dizer que a gente não te avisou!—George completou, sentando-se ao lado de Will e apertando o botão de play do controle remoto do jogo e continuando-o de onde haviam parado, matando o lutador de Will em poucos segundos.
--Game over! Hah, hah, hah, hah!!!!—Os três meninos ouviram soar do aparelho de TV quando o lutador de Will foi finalizado e o lutador de George começou a comemorar, rindo e dançando.
--Vocês têm certeza de que Lizzie irá ao mini-golf? Jane me disse ontem que elas estavam planejando passar esta tarde em casa, assistindo um filme...—Will disse depois de um tempo.—Ela tinha até me convidado.—Conseguindo ganhar a atenção dos amigos.—Eu estava pensando em ligar para Charles e dizer que aceitava o convite.
--Essa é uma boa idéia!—Richard disse, tomando o seu lugar ao sofá também.—Você estará evitando um confronto entre as meninas e ainda ficará mais fácil de conseguir ficar a sóis com Lizzie sem tanta gente em volta.
--Ligue para Charles, então!—George o encorajou. O que foi o bastante para Will voltar a erguer-se de seu lugar ao sofá e ir pegar uma das extensões do telefone a um canto da sala.
Will falou no telefone com Charles por cinco minutos. Quando ele desligou o telefone, virou-se para encarar George com um olhar assassino, o qual fez George se mexer em sue lugar ao sofá de forma desconfortável e desviar o olhar para a TV, começando um novo jogo.
--E aí?—Richard inquiriu.—O que Charles disse?—Will caminhou para perto do sofá, parou na frente de George, impedindo-o de ver a TV e, assim, de continuar o seu jogo, e lhe disse, assim que George criou coragem de erguer o olhar para ele.
--Eu vou matar a sua namorada!—Ele exclamou, enfurecido.
--O que foi que Lydia fez desta vez?—Richard inquiriu.
--Aparentemente, Lizzie foi à casa de Lydia levar o livro de Charlotte e...—Will começou a responder ao primo, mas sem desviar o seu olhar enfurecido de George.—Lydia a convenceu a ir ao mini-golfe mais tarde ao invés de ficar em casa, assistindo um filme.—George começou a coçar a própria cabeça, envergonhado.
--Fique calmo, Will.—Richard disse, num tom tranqüilizador.—Não é o fim do mundo.—Will voltou a se sentar no sofá, vindo a pôr os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça apoiada nas mãos.
--A que horas precisamos estar no mini-golfe?—Will perguntou a George, num tom mais neutro, mas sem lhe dirigir o olhar.
--Cinco e meia.—George respondeu, aliviado por ele ter se acalmado, finalmente.
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Quando Elizabeth, Jane e Charlotte chegaram ao mini-golfe Lydia e Catherine já as aguardavam, na companhia de George, Will e Richard. Eram cinco e quarenta e cinco da tarde e ainda não havia sinal de Caitlin ou qualquer outro colega dos meninos do seu antigo colégio. Eles, então, decidiram esperar pelo restante do grupo dentro do estabelecimento. A tensão era evidente entre eles, pois quase não conversavam. Os únicos que pareciam estar completamente tranqüilos com toda a situação eram Jane e Charles, os quais sorriam entre si e mantinham a sua conversa paralela animada.
--E então, George?—Elizabeth decidiu acabar com aquele clima estranho.—Como você se sente agora que está encoleirado?
--Lizzie!!—Lydia exclamou, exasperada pelo comentário da amiga. E todos começaram a rir.
Em pouco tempo a conversa começou a fluir entre o grupo normalmente, a tensão sendo deixada para trás. Dois meninos do antigo colégio de Richard, Will e Charles foram os primeiros a chegarem. Timothy e Kevin eram simpáticos e logo estavam enturmados com o restante do grupo que haviam conhecido naquele momento. Timothy até chegou a demonstrar um interesse a mais em Catherine, quem estava ficando cada vez mais animada com as prospectivas daquele programa.
Às seis horas eles já haviam se cansado de esperar pelas meninas, as únicas que faltavam chegar do grupo de Scott Johnson’s High que haviam confirmado sua ida ao mini-golfe—Caitlin, Madison e Heidi. Então Charles e Richard foram cuidar de alugar os tacos de golfe para todos, juntamente com Kevin, enquanto o restante do grupo se encaminhava para o campinho do mini-golfe.
--As meninas estão atrasadas, mas tenho certeza de que vão aparecer a qualquer momento.—Timothy garantiu a Will e George.—Você sabe como Madison e Caitlin são...—Ele se dirigiu a Will ao dizer isso.—Mulher sempre demora para se arrumar!—Ele comentou e, olhando para Elizabeth, disse.—Não é verdade?—Elizabeth não disse nada, apenas sorriu.
O grupo ficou parado enfrente ao primeiro monumento que guardava o primeiro buraco do campo de mini-golfe, o qual tinha um aspecto de esfinge. Timothy logo se acercou de Catherine e perguntou-lhe se ela sabia jogar golfe, oferecendo ensinar-lhe alguns truques. Charlotte e Jane estavam observando a esfinge um pouco mais afastadas do restante do grupo; Lydia e George estavam encostados a uma pilastra, lada a lado, de mãos dadas e em completo silêncio. Elizabeth estava voltando a ficar tensa, principalmente com o fato de Will estar parado ao seu lado e ficar lhe dirigindo olhares furtivos a cada dois minutos. Ela estava tão nervosa que ficava brincando com o pingente da correntinha que tinha no pescoço, puxando-o de um lado para o outro na ponta dos dedos, o fazendo-o correr da direita para a esquerda e da esquerda para direita pela correntinha, continuamente. Até que sentiu a correntinha se soltar e escorregar pelo seu pescoço—o seu fecho havia se aberto.
Elizabeth conseguiu segurar a correntinha a tempo e ficou tentando recolocá-la no pescoço. E uma tarefa simples como esta, a qual ela já havia feito milhares de vez antes, até mesmo de olhos fechados, estava se provando difícil de realizar naquele exato momento. Primeiramente, Elizabeth colocou todo o seu cabelo para um lado e tentou colocar a correntinha com o fecho virado para trás; não conseguindo fazê-lo, virou o fecho para frente e tentou colocar a correntinha. Mas ainda não conseguiu ter sucesso.
--Você quer que eu...—Will disse ao mesmo tempo em que ela dizia:
--Jane, será que você poderia...—E então se calou, voltando-se para olhar para Will.—Você disse alguma coisa?—E ele abriu a boca para repetir, mas Jane disse, se aproximando de Elizabeth e Will.
--Você queria alguma coisa, Lizzie?—Elizabeth ainda esperou pela resposta de Will, mas como ele permaneceu caldo, voltou-se de frente para Jane e disse.
--Será que você poderia colocar isso para mim?—Entregando a sua correntinha a Jane, quem a aceitou.
--Claro.—E deu a volta entorno dela, vindo a ficar ao lado de Will, e transpassar a correntinha por cima da cabeça de Elizabeth.—Seu cabelo.—Ela disse a irmã, quem tratou de segurar o cabelo, para que ele não atrapalhasse Jane.—Pronto.—Jane disse, após ter colocado a correntinha de volta em Elizabeth, permitindo que ela soltasse o próprio cabelo e voltasse-se de frente para Jane novamente e, em conseqüência, para Will também.
--Obrigada!—Percebendo que Will a estava olhando fixamente.
--Elas chegaram!—Timothy exclamou.














