Citações

Quando as pessoas se decidem a adotar um tipo de conduta que sabem errada, sentem-se injuriadas quando se espera algo melhor da parte delas.(Jane Austen)

Come Pick me Up and Take me Out - Capítulo LXXII

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Capítulo 72

 

Will voltou-se para a pessoa ao seu lado e viu o seu primo Thomas.

--O que você está fazendo aqui? – Questionou-lhe, sentindo que as surpresas só estavam se acumulando.

--Eu vim lhe trazer o amor da sua vida! – Thomas respondeu, com um ar de piada, olhando na direção de Elizabeth.

Recebeu um olhar reprovativo do primo em resposta, quem retirou o braço de Thomas de seu ombro bruscamente. Não gostou nada do fato de Thomas começar a fazer gozação com os seus sentimentos por Elizabeth.

Thomas riu-se, zombeteiro, e disse.

--Relaxe, priminho! – Dando um tapa no ombro de Will. – Parece-me que hoje é o seu dia de sorte! – Will o fitou com a testa franzida, não compreendendo o seu comentário. – Eu dúvido que a sua Lizzie vá querer um segundo encontro com o tal de Matthew! – Ao ver a expressão do rosto de Will mudar, de uma inconformada para uma esperançosa, comentou. – Você ainda tem uma chance! – E, sorrindo ao ver o brilho nos olhos do primo, Thomas deu-lhe as costas.  Procurando Mary com o olhar, atravessou a pista de dança em sua direção.

            Will estava atordodado. O que acabara de lhe acontecer?Por que seu primo lhe disse que não acreditava que Elizabeth teria outro encontro com Matthew? Como ele poderia saber disso? Como ele a trouxe até o Basement? Como se encontrarm? Aonde? Por que ele a trouxe e não Matthew? Teria acontecido algo de ruim neste encontro? Era por isso que Elizabeth estava zangada? Como ele descobriria isto?

            Procurou por seu primo ao porão, com a decisão de tentar extrair as respostas para as suas dúvidas. Mas não viu Thomas em parte alguma em meio àqueles casais dançando à pista de dança. Então, voltou o seu olhar para Elizabeth. Ela estava observando as amigas dançando com os seus respectivos namorados e já havia descruzado os braços. Ela parecia estar triste.

            E, mais uma vez, Will se perguntou se algo ruim tinha acontecido a ela neste encontro. Teria Matthew forçado suas atenções em Elizabeth? Ou fora justamente o fato de ele não tentar nada que estava a deixando deste jeito?! Will sentia o sangue lhe subir a cabeça e um ódio incalculável o dominou.

            Então ela olhou para ele, não desviando o olhar quando o encontrou a fitá-la. Continuou com o mesmo ar triste, suspirando. Will sentiu o seu estomago afundar; odiava ainda mais vê-la triste, independente do motivo. Mesmo que o motivo fosse outro menino!

            Sentiu os seus pés lhe guiarem até ela e em pouco tempo estava sentado ao seu lado, bastante próximo. Sentiu a inquietação dela com a sua proximidade, mas não se afastou.

            Elizabeth viu-se naquela situação pela segunda vez aquela noite. A tensão que a dominava por senti-lo tão perto depois de tanto tempo a estava sufocando. Queria se erguer do sofá e se afastar. Mas suas pernas não obedeciam. Sentia raiva de si mesma, por ser tão fraca na presença dele. E sentia-se culpada, também. Por saber o que tinha feito momentos antes de encontrá-lo. O que só aumentava a sua raiva: raiva de si mesma, por se sentir desta forma, quando não tinha motivos para se sentir culpada, como se tivesse o traído; e raiva dele, por fazê-la se sentir deste jeito.

Sentiu a sua nuca arrepiar-se, quando sentiu o hálito quente dele em seu pescoço, quando ele se inclinou em sua direção e perguntou.

--Quer dançar? – Afastando-se um pouco, para poder olhá-la. Mas ainda continuando bastante próximo.

--... – Elizabeth sentiu a sua boca secar, ao olhar para ele e fitar os seus olhos azuis, em seguida a sua boca. Ele está muito perto! – Ham... – Respirou fundo, pedindo a Deus forças. – Não. – Respondeu, enfim, ao desviar o olhar para a pista de dança e fitar os casais dançando.

            Perguntava-se se ele poderia ler pensamentos. Pois, ele deve ter lido os seus. Estivera olhando as suas amigas dançando com os namorados, lembrando-se do casamento de sua prima e desejando poder voltar no tempo, voltar a aquela ocasião, voltar aos braços dele.

            Sentiu o hálito quente dele em seu pescoço uma segunda vez, fazendo o seu corpo todo estremecer.

--Como foi o seu encontro?! – Ele perguntou, com a voz rouca.

            Elizabeth voltou o rosto na sua direção assustada com a pergunta.

--Eu não vou conversar com você sobre os meus encontros. – Elizabeth replicou, levemente irritada.

--Por que não? – Will insistiu, continuando a se inclinar na direção dela e a lhe falar ao ouvido, completamente inconsciente da reação física que a estava submetendo com tal atitude. – Você disse que nós ainda podíamos ser amigos... Eu pensei que podíamos conversar... – Ele comentou, não compreendendo a reação dela.

--Sim. – Elizabeth disse, interrompendo-o, exasperada. - Mas eu não posso conversar sobre isso com você. – Ela refutou.

--Por que não? – Will insistiu, fitando os lábios dela.

--Porque se eu lhe contar sobre os meus encontros estarei lhe dando liberdade para fazer o mesmo... – Elizabeth respondeu, francamente, ao olhá-lo diretamente nos olhos. – E eu não quero saber sobre os seus encontros com outras garotas! – Transparecendo mais emoção naquela simples declaração que ela pretendia.

--Eu não tenho nenhum encontro com outra garota, Elizabeth! – Will replicou, exasperado e, ao mesmo tempo, mais esperançoso.

--Agora não, mas terá! – Elizabeth replicou. – ...Eventualmente, você terá! ...E eu não quero saber nada a respeito deles! – Argumentou, segura de estar certa. Não demorando a virar o rosto em outra direção, tentando pôr um fim naquela conversa e nas batidas aceleradas de seu coração.

            Will ia refutar, mas Gabriel acercara-se dos dois e chamou a atenção de Elizabeth para ele. Curvando-se praticamente sobre ela, lhe disse ao ouvido.

--Quer dançar, Elizabeth?

            Elizabeth olhou nos olhos verdes de Gabriel, para depois virar o rosto na direção de Will. Ele estava com o olhar negro – aquele mesmo olhar de quando a vira conversando com Hank nas duas ocasiões em que se encontraram. Logo, Elizabeth voltou a olhar para Gabriel e respondeu.

--Não, no momento.

            Elizabeth imaginou que a resposta que dera faria Gabriel compreender a situação e ir-se dali. Mas o rapaz aceitou a sua resposta com um curto aceno de cabeça e se sentou ao seu lado, falando-lhe ao ouvido como Will estivera falando minutos antes.

--Não gosta de dançar?

            Elizabeth jurava que podia sentir a raiva de Will ao seu lado; como se pudesse ver os punhos dele se fechando e o seu corpo enrijecendo, embora continuasse a olhar para Gabriel.

--Eu gosto de dançar. – Elizabeth replicou. – Mas não estou a fim de fazê-lo agora.

            Naquele instante Will se ergueu e afastou-se dos dois. Elizabeth virou o rosto em sua direção e o viu indo em direção a saída do porão. Assistiu-o com um olhar decepcionado – não sabia o que queria que ele fizesse, mas estava certa de que não queria que ele fosse embora!

            Will hesitou um instante antes de abrir a porta do porão pela segunda vez e virou o rosto na direção em que Elizabeth estava. A viu conversando com Gabriel – ele lhe falando ao ouvido e ela com o rosto virado em sua direção, respondendo-lhe as ocasionais perguntas. Will voltou o rosto na direção da saída do porão e abriu a sua porta, revoltado.

            Por um instante, estava preste a agir como um namorado ciumento. Preste a arrancar Gabriel daquele sofá e ordená-lo a se manter longe de Elizabeth. Mas não podia mais fazer isto; não eram mais namorados, Elizabeth deixara bem claro que não o queria mais. De forma, que não tinha mais este direito. Ela estava livre para fazer o que quisesse e ele não podia mais tentar impedi-la de se interessar por outro. Por isto, estava indo embora. Não agüentaria assisti-la se envolver com outro rapaz; era tortura demais!

No Air – Jordin Sparks feat. Chris Brown

(Jordin) Tell me how I'm supposed to breathe with no air (air)

(Diga-me como eu deveria respirar sem ar – ar)
Ooh..
If I should die before I wake

(Se eu morrer antes de despertar)
It's 'cause you took my breath away

(Foi porque você roubou o meu ar)
Losing you is like living in a world with no air

(Perder você é como viver em um mundo sem ar)
Oh..
(Chris) I'm here alone

(Eu estou aqui sozinho)
Didn't want to leave

(Não quis ir embora)
My heart won't move, it's incomplete

(O meu coração não bate, está incompleto)
Wish there was a way that I can make you understand

(Queria que houvesse um jeito de lhe fazer entender)
(Jordin) But how do you expect me

(Mas como você pode esperar que eu)
To live alone with just me

(viva sozinha, apenas comigo mesma?)
'Cause my world revolves around you

(Porque meu mundo gira entorno de você)
It's so hard for me to breathe

(É tão difífil de respirar)
(Jordin & Chris) Tell me how I'm supposed to breathe with no air

(Diga-me como eu deveria respirar sem ar)
Can't live, can't breathe with no air

(Não posso viver, não posso respirar sem ar)
That's how I feel whenever you ain't there

(É assim que me sinto quando você não está aqui)
It's no air, no air

(Sem ar, sem ar)
Got me out here in the water, so deep

(Estou aqui na profundeza das águas)
Tell me how you gonna be without me

(Diga-me como você vai viver sem mim)
If you ain't here, I just can't breathe

(Se você não está aqui eu não consigo respirar)
It's no air, no air

(Sem ar, sem ar)
No air, air

(Sem ar, ar)
Ohh..
No air, air

(Sem ar, ar)
No..

(Sem…)
No air, air

(Sem ar, ar)
Oh..
No air, air

(Sem ar, ar)
(Chris) I walked, I ran

(Eu andei, eu corri)
I jumped, I flew

(Eu pulei, eu voei)
Right off the ground to float to you

(Flutuei desde o chão para chegar até você)
There's no gravity to hold me down

(Não há gravidade que me prenda no chão)
For real

(De verdade)
(Jordin) But somehow I'm still alive inside

(Mas de alguma forma eu ainda estou viva por dentro)
You took my breath, but I survived

(Você roubou o meu folêgo, mas eu sobrevivi)
I don't know how

(Eu não sei como)
But I don't even care

(Mas eu não me importo)
(Chris) So how...

(Então, como...?)

 (Jordin) how...

(como…)

(Chris) do you expect me

(você espera que eu)

(Jordin) Me…

(eu…)
(Chris) To live alone with just me

(Viva sozinho apenas comigo mesmo?)
(Chris & Jordin) 'Cause my world revolves around you

(Porque meu mundo gira entorno de você)
It's so hard for me to breathe

(É tão difícil de respirar)
Tell me how I'm supposed to breathe with no air

(Diga-me como eu deveria respirar sem ar)
Can't live, can't breathe with no air

(Não posso viver, não posso respirar sem ar)
That's how I feel whenever you ain't there

(É assim que me sinto quando você não está aqui)

(Chris) No air

(Sem ar)

(Jordin) No air

(Sem ar)
(Chris & Jordin) Got me out here in the water, so deep

(Estou aqui na profundeza das águas)
Tell me how you gonna be without me

(Diga-me como você vai viver sem mim)
If you ain't here, I just can't breathe

(Se você não está aqui eu não consigo respirar)
It's no air, no air

(Sem ar, sem ar)
No air, air

(Sem ar, ar)
Ohh..
No air, air

(Sem ar, ar)
No..

(Sem…)
No air, air

(Sem ar, ar)
Oh..
No air, air

(Sem ar, ar)
No more

(Não mais)
Ohh..

Tell me how I'm supposed to breathe with no air

(Diga-me como eu deveria respirar sem ar)
Can't live, can't breathe with no air

(Não posso viver, não posso respirar sem ar)
That's how I feel whenever you ain't there

(É assim que me sinto quando você não está aqui)

(Chris) No breathing

(Sem respirar)

(Jordin) No breathing

(Sem respirar)
It's no air, no air

(Sem ar, sem ar)
(Chris & Jordin) Got me out here in the water, so deep

(Estou aqui na profundeza das águas)
Tell me how you gonna be without me

(Diga-me como você vai viver sem mim)
If you ain't here, I just can't breathe

(Se você não está aqui eu não consigo respirar)
It's no air, no air

(Sem ar, sem ar)
Tell me how I'm supposed to breathe with no air

(Diga-me como eu deveria respirar sem ar)
Can't live, can't breathe with no air

(Não posso viver, não posso respirar sem ar)
That's how I feel whenever you ain't there

(É assim que me sinto quando você não está aqui)
It's no air, no air

(Sem ar, sem ar)
(Jordin) Got me out here in the water, so deep

(Estou aqui na profundeza das águas)
(Chris) Tell me how you gonna be without me

(Diga-me como você vai viver sem mim)
(Jordin) If you ain't here, I just can't breathe

(Se você não está aqui eu não consigo respirar)
(Chris & Jordin) It's no air, no air

(Sem ar, sem ar)
No air, air

(Sem ar, ar)

Oh...

No air

(Sem ar)
______________________________

            Pouco tempo depois de Will sair do porão, Lydia e George se aproximaram de Elizabeth e Gabriel. Lydia exigiu a atenção da amiga, calando Gabriel.

--Lizzie, você não devia estar em um encontro?

--Sim, Lyd. – Elizabeth respondeu, de má vontade; não queria conversar sobre aquele assunto, principalmente na frente de George.

--Conte-me como foi! Você se divertiu? – Lydia insistiu, ignorando a resposta evasiva que Elizabeth lhe deu.

--Foi normal. – Elizabeth replicou e, para evitar que a amiga prosseguisse com o seu interrogatório, perguntou-lhe. – Você viu Jane?

--Ela está lá em cima... com Charles. – George respondeu.

--Obrigada. – Elizabeth disse, erguendo-se do sofá. – Eu vou ver se eles podem me dar uma carona até em casa. – E deixou os três para trás, seguindo em direção à saída do porão.

            Elizabeth subiu o lance de escadas, dois degraus de cada vez, e adentrou o salão do pub. Inconsciente, caminhou em direção a saída do pub, perguntando-se se Will já teria indo embora ou se encontraria o “testosterona móvel” estacionado em algum lugar do lado de fora do pub. Antes de alcançar a porta, no entanto, retrocedeu os seus passos, sentido-se estúpida. Perguntava-se por que de estar procurando por ele fora do pub. Não tinha nada para lhe falar.

            Caminhou entre as mesas do salão e quando viu em que mesa Jane e Charles estavam sentados, caminhou até eles. Sentou em uma das cadeiras que estava vaga, ganhando a atenção do casal.

--Lizzie, o que você está fazendo aqui? – Jane perguntou, surpresa em ver a irmã a sua frente. – Matthew veio com você? – Perguntou em seguida, procurando a figura do rapaz pelo salão do pub.

--Não. Ele não veio. – Elizabeth respondeu, com um tom de voz sério.

            Charles precisou segurar o sorriso que ameaçava brotar em seus lábios ao ouvir tal resposta de Elizabeth. Lembrava-se da ocasião em que Elizabeth foi a um encontro forçada por sua mãe, o qual terminou no Basement. Neste encontro, Charles acabou levando as irmãs Abbott para casa, juntamente com Will, ao invés do suposto par de Elizabeth.

--E como foi o seu encontro? – Jane, inocentemente, perguntou.

            A resposta de Elizabeth foi lhe dirigir um olhar atravessado e, em seguida, olhar rapidamente para Charles. Como se alertasse a sua irmã para a presença de seu namorado. O sinal foi o suficiente para Jane, quem permaneceu calada.

--Eu vim lhes perguntar se... vocês se incomodam de me dar uma carona até em casa. – Elizabeth disse a ambos, olhando para o casal expectativamente.

--De forma alguma! – Charles respondeu, empolgado.

            O sorriso que tentou segurar estava estampado em seu rosto e as duas irmãs notaram a sua felicidade. Ele realmente não conseguiu evitar se sentir feliz diante da sensação de deja vú. Qualquer outro namorado ficaria um pouco irritado ao ter a cunhadinha para “segurar vela” quando se quer privacidade para namorar. Mas Charles não! Estava feliz, porque se a cunhadinha precisava de carona para ir para casa, quer dizer que o encontro terminou mal e que a probabilidade de que outro encontro ocorra é praticamente inexistente. E isto é uma excelente notícia – para Will, em particular.

            Foi com este mesmo bom humor que Charles levou as duas irmãs mais cedo para casa, prometendo ligar para Jane no dia seguinte, para decidirem o que fariam no domingo.

Assim que conseguiu escapar das perguntas inconvenientes da sra. Abbott quanto ao seu encontro – principalmente, de suas reclamações por tê-la visto chegando em casa na companhia da irmã e do namorado desta, ao invés de estar acompanhada por Matthew – Elizabeth e Jane puderam conversar a respeito do encontro de Elizabeth.

--Então, como foi o encontro, Lizzie? – Jane perguntou, deitando-se ao lado de sua irmã à cama desta.

--Ahh, Jane... – Elizabeth murmurou, triste.

--O que? – Jane perguntou, preocupada.

--Eu não devia ter ido. – Elizabeth murmurou, da mesma forma.

--Por que, querida? O que aconteceu? – Jane apressou-se em pergunta, aflita.

            Elizabeth se perguntava como poderia contar a Jane o que aconteceu se não queria que ninguém soubesse.

--Você precisa me prometer não contar a ninguém! – Elizabeth exigiu. – Principalmente a Charles! – Apressou-se a dizer. – E as meninas também! – Imaginando o que Lydia não faria com aquela informação.

--Nem mesmo Charlotte? – Jane perguntou, notando a hesitação de sua irmã em replicar.

--Desde que ela prometa não contar a Richard! – Elizabeth, enfim, respondeu. E Jane concordou com um aceno de cabeça, permanecendo em silêncio para que Elizabeth pudesse lhe dizer o que aconteceu. – Você precisa prometer! – Elizabeth disse, exasperada.

--É claro, querida! Eu prometo! – Jane garantiu, ainda mais curiosa e assustada.

--... – Elizabeth respirou fundo e fechando os olhos para não ver a reação de Jane, disse. – Ele me beijou. – Silêncio foi a resposta de Jane. Elizabeth abriu um dos olhos e fitou a irmã, quem estava serena. – Eu deixei que ele me beijasse... Matthew! – Elizabeth repetiu, já de olhos bem abertos, esperando o comentário de Jane.

--Você não gostou? – Jane perguntou, tranqüila.

--Não!!! – Elizabeth replicou, ofendida. – Quero dizer, ...eu não sei! – Para uma Jane que continuava calma. – Eu não senti metade das coisas que sentia quando Will... – A frase morreu na boca de Elizabeth e ela escondeu o rosto no travesseiro, envergonhada. – É errado? – Ela perguntou, com a voz abafada pelo travesseiro, após algum tempo. – Comparar? – E, timidamente, voltou a olhar para irmã, quem sorria.

--Não. – Jane respondeu, segura. – Eu já comparei os beijos dos meus ex-namorados antes.

--De qual você gostou mais? – Elizabeth perguntou, levemente curiosa. Jane nunca tinha lhe dito isto antes.

--...Charles. – Jane replicou, sorrindo de orelha a orelha e com as bochechas vermelhas.

            Elizabeth sorriu também, já se dizendo que devia ter previsto tal resposta.

--Você irá sair com Matthew de novo? – Jane inquiriu, ao perceber que Elizabeth parara de sorrir e estava pensativa.

--Não!!! – Elizabeth apressou-se em dizer, com o mesmo tom exasperado; como se sentisse ofendida com a pergunta. – É claro que não! – E começou a argumentar. – Eu não queria sair com ele para começo de história! ...E muito menos queria ser beijada por ele!! – Disse, irritada.

--Tudo bem, querida. – Jane disse, tentando acalmá-la. – Então, esqueça! O encontro, ...o beijo... Apenas, esqueça!

            Elizabeth concordou, com um curto aceno de cabeça. Mas Jane percebeu que ela ainda estava pensativa. Não demorou muito, Elizabeth disse.

--Eu sinto como se o tivesse traído! – Com bastante emoção na voz.

--Mas você não traiu! – Jane a assegurou, passando as mãos por seus cabelos, a afagando. – Você e Will não estão mais namorando, Lizzie!

--Mas é assim que eu me sinto! – Elizabeth disse, limpando uma lágrima que rolou pelo canto de seu olho.

 

 

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