Citações

A não mudar nunca de opinião podemos chamar de teimosia. Mudar de opinião com conhecimento de causa é a ação de alguém dotado de inteligência. (Jane Austen)

Capítulo 10

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Elizabeth acordou na manhã seguinte com os mesmos pensamentos e meditações com que estivera ocupando a sua mente antes de fechar os olhos na noite anterior. Ela ainda não tinha conseguido se recuperar das suas descobertas; era impossível para ela pensar em outra coisa, e, totalmente indisposta para qualquer atividade, decidiu, logo após o café da manhã, dedicar-se a um exercício ao ar livre.

O conhecimento de que ela podia estar amando, se as circunstancias fossem outras, podia ser motivo de alegria. E saber que o objeto do seu amor a correspondia seria motivo para adoçar esta alegria. Mas a azeda realidade de Elizabeth era que ela teria de magoar o homem a quem ama. Ele ficaria decepcionado ao descobrir que não estão realmente noivos, ela tinha certeza disso; mas ela não podia não acreditar que a sua maior decepção seria ao saber que ela é capaz de tamanho fingimento. Talvez o conhecimento do último faria o primeiro ser mais tolerável; talvez ele ficasse aliviado por ter conseguido escapar de uma mulher como ela.

Ela considerou como o Coronel Fitzwilliam tinha esperanças de que ela mudasse de idéia, para o Sr. Darcy ser poupado de saber que ela nunca fora sua noiva. Ele sempre teve esperanças de que algo deste tipo acontecesse se ela nunca lhe dissesse a verdade, e simplesmente continuasse com o suposto noivado.

Isto ela não podia fazer. Que Darcy precisava saber da verdade era algo inquestionável. Saber que ela o magoaria tornara um peso para ela durante estes últimos dias, mas, até a noite passada, a certeza daquela situação nunca tinha sido contraposta com a certeza de seus sentimentos por ele. Agora, tudo tinha mudado. Se ela pudesse lhe assegurar de seus sentimentos, a verdade não seria não dolorosa para ele; e, talvez, ela ousava ter esperanças, ele ainda poderia expressar sua vontade de lhe fazer a proposta novamente, ao saber que seria aceita.

A sua esperança foi impedida, contudo, pela lembrança de que, na verdade, ela não estava noiva dele. Sendo assim, fazer tal declaração estava fora de questão, particularmente por não ter certeza de que ele desejará refazer a sua proposta a ela, embora ela não possuísse dúvidas da constância de seus sentimentos.

Mas, certamente, ela poderia deixá-lo saber como se sente e ainda assim manter suas ações e palavras dentro dos limites da propriedade. Era uma quebra dos limites da propriedade o fato de ela ir até os seus aposentos, mas ela preferiu ignorá-la. Ela encontraria um jeito de assegurá-lo de seus sentimentos, então lhe diria que eles não estavam noivos na realidade.

Ela começou a se sentir mais segura quanto a dizer a verdade a ele, à medida que tinha esperanças de amenizar a sua dor ao lhe assegurar de seus sentimentos. A sua raiva, no entanto, era outro assunto totalmente diferente. O ressentimento que ele sentiria ao saber a verdade parecia ser um obstáculo insuperável. Ele havia se descrito como uma pessoa que guarda rancor. Como ela podia esperar que ele perdoasse a sua duplicidade?

Mesmo assim, a lembrança do carinho com que ele passara a tratá-la nos últimos dias a asseguravam de algo totalmente diferente. Ela não podia ignorar a sua assertiva do dia anterior de que a perdoaria independente de qualquer coisa. Ela escolheu, naquele momento, acreditar nele, nos sentimentos que ele tem por ela, na profundidade e constância de sua afeição. Ela não ia colocar as suas dúvidas para trás, porque precisava estar preparada para o pior; mas precisava acreditar na possibilidade de que tudo daria certo.

Ao considerar o seu próprio comportamento, pelo qual ela esperava ganhar o seu perdão, não conseguia deixar de refletir sobre o fato de que ela sempre tentou lhe contar a verdade desde o primeiro momento que descobriu que ele pensava que eles estavam noivos. Ela foi interrompida nas suas três tentativas. A única vez que permitiu que ele permanecesse enganado durante a maior parte de sua visita fora na segunda-feira, mas, mesmo neste dia, estava decidida a lhe dizer a verdade quando foi interrompida por sua tia.

Mas como tudo isto podia ser explicado a ele? Ela não tinha coragem de revelar a participação de seu primo ao deixá-lo permanecer enganado. Ao fim, ela sabia que lhe diria a verdade. Ela lhe contaria o que fosse necessário no curso da conversa para satisfazer as perguntas que ele possa lhe fazer e para facilitar o entendimento de toda a situação.

Então, ela lhe asseguraria de seus sentimentos, revelando a verdade da situação entre eles e provendo-lhe com a explicação de suas ações. Para que ela tivesse sucesso nesta empreitada precisaria tomar muito cuidado com as suas maneiras e dependeria também da cooperação dele em ouvi-la após saber a verdade.

Ela percebeu que o resultado da conversa que teriam estava em suas mãos. Ela conseguia, agora, ter esperanças de felicidade, com apenas pequenas dúvidas quanto à possibilidade de fracasso persistente em um canto de sua mente.

Elizabeth estava preparada para se encontrar com Darcy. Ela sabia o que queria lhe dizer, como desejava lhe dizer e o que desejava conseguir com isto. Ela só precisava esperar por uma oportunidade. Ela retornou a reitoria e sentou-se na companhia de Charlotte e Maria, mas não estava com ânimo para o trabalho da costura como quando estava após tomar o café da manhã. A única ocupação segura o bastante para esconder a sua preocupação era ler um livro. Assim, ela escolheu um titulo na limitada biblioteca de seu primo e retornou para a salinha, sentando-se na companhia das outras damas.

Sua ansiedade crescia com o passar das horas. Ela conversou um pouco com Charlotte e Maria para se distrair, mas os minutos demoravam a passar e nada do Coronel Fitzwilliam aparecer. Já se aproximava de uma hora da tarde quando a campainha soou, mas Elizabeth ficou surpresa ao ver somente a Srta. Darcy.

Após os primeiros cumprimentos serem trocados, e um breve relato do estado de seu irmão ter sido informado, durando a visita cerca de meia hora. A Srta. Darcy tomara emprestado a carruagem da sua prima e, quando a hora de partir se aproximava, ela perguntou a Elizabeth, "A senhorita me acompanharia num passeio pelo parque, Srta. Bennet?"

"Eu ficaria honrada, Srta. Darcy", replicou Elizabeth. Ela pegou suas coisas rapidamente e as duas garotas logo se acomodaram na pequena carruagem. A dama de companhia que viera com a Srta. Darcy ficaria em Hunsford até que Elizabeth retornasse.

Assim que elas seguiram com o passeio, a Srta. Darcy disse, "Meu primo, Coronel Fitzwilliam, está passando a sua manhã com o Sr. Bingley. Ele me pediu para levá-la até o meu irmão enquanto a minha tia Catherine e minha prima Anne estivessem fora hoje. Elas estavam comprometidas a visitar Lady Metcalfe às duas horas."

"O Sr. Darcy está me esperando?"

"Eu lhe contei do meu plano de levá-la a Rosings. Ele não disse nada. Eu sei o quanto ele detesta ter de se encontrar com a senhorita na clandestinidade. Eu não creio que ele ficará em Rosings por muito tempo. Eu acho que ele estará indo embora no Sábado."

"Ele estará bem o bastante para viajar? Eu não creio que ele sequer saiu de seus aposentos."

"Ele conseguiu andar pelos seus aposentos sozinho esta manhã. Eu acho que ele é capaz de sair de seus aposentos sim, mas não deseja ver a minha tia. Eu não sei se ele estará bem o bastante para viajar até Londres no Sábado, mas ele está determinado a sair da mansão de minha tia o mais cedo possível."

Elas continuaram em silêncio pela entrada da mansão, até que a Srta. Darcy virou em uma esquina e guiou a carruagem até um jardim na estrutura lateral da mansão. "Nós não iremos entrar na mansão?", perguntou Elizabeth.

"Meu irmão expressou uma vontade de se aproveitar da ausência de minha tia para sair ao ar livre. Eu lhe disse que a levaria até ele no jardim."

Elizabeth estava ansiosa para se encontrar com ele durante o passeio, mas recobrou seu plano do que dizer e como dizer a verdade a ele, e se assegurar de que um final feliz era possível. No momento em que a figura de um homem sentado em um banco entre um arbusto de rosas entrou em seu campo de visão, ela se sentia segura de seus propósitos e tinha uma leveza de coração.

A Srta. Darcy parou a carruagem próxima a ele e sussurrou, "Eu irei para a entrada da mansão e me assegurarei de que minha tia não está lá. Se, por alguma razão, ela estiver, eu voltarei para buscá-la diretamente. Senão, eu passearei entorno do jardim e voltarei para buscá-la mais tarde." Elizabeth concordou com o plano com um aceno de cabeça e desceu da carruagem.

Darcy estivera olhando a carruagem desde que parara enfrente a ele. Enquanto ia-se, Elizabeth procurou pelo olhar dele com o seu, esperando conseguir ganhar forças do carinho que sempre encontrava estampado neles.

Ao invés disto, ficou chocada ao encontrar um olhar frio. Ela logo ponderou que ele devia estar chateado com o seu comportamento no dia anterior. Relevando o seu mau humor, no entanto, ela estava decidia a prosseguir com o seu objetivo.

"Bom dia, Sr. Darcy.", ela começou dizendo, ao se sentar ao lado dele no banco de jardim.

Ele a cumprimentou com um aceno de cabeça e olhou em outra direção.

Elizabeth respirou fundo e estava preste a falar quando, sem olhar para ela, ele disse, num tom amargo, "Quando a senhorita seria bondosa o bastante para me informar a verdade sobre a real situação entre nós, Srta. Bennet? Era para eu descobrir que a senhorita me tem pelo último homem na face da Terra com quem a senhorita se casaria na beira do altar?"

Elizabeth deixou escapar um suspiro alarmado. Ela precisou de minutos para entender a situação e se controlar. Ela se ergueu e deu alguns passos, afastando-se um pouco do banco, enquanto se acalmava. Seus planos estavam arruinados. Ela já não podia mais fazer a sua revelação como planejara. Sua esperança estava perdida. Seu desejo de assegurar a sua afeição não poderia sobreviver a um baque como este.

Ela lamentava; ela ressentia a sua falha em não revelar a verdade assim que soube do mal entendido, assim como o seu mau julgamento que ocasionou a verdade ser o que era ao invés daquela que ele acreditara. O seu próprio poder se esvaiu, tudo mais devia se esvair juntamente com o conhecimento dele de sua duplicidade. Ela não podia ficar surpresa com o ressentimento dele ou condená-lo por se sentir assim. Pelo contrário, isto apenas servia para ela ter mais conhecimento de seus próprios desejos.

Ela tomara conhecimento de seus próprios sentimentos na noite anterior, apenas, e não estava além de seu entendimento de que ela passou a amá-lo justamente quando todo o amor era em vão. Ela se perguntava se o esclarecimento da verdade entre eles ocorreu para ele no mesmo momento em que ela descobria a verdade de seus sentimentos por ele, na noite anterior. Ela ponderava que seria um triunfo para ele saber que a proposta que ela rejeitara prontamente há uma semana seria aceita contente e gratamente agora que ele não a deseja mais. Ele é generoso, ela não tinha dúvidas, o mais generoso entre o seu sexo; mas é mortal, então devia ter a sensação de triunfo.

Enfim, ela virou-se para ele e disse, com uma grave sinceridade. "Eu pretendia lhe contar a verdade desde o começo, mas fui impossibilitada de fazê-lo todas às vezes. Eu pretendia lhe contar hoje, antes do senhor falar. Eu nunca quis que isto acontecesse. Acredite, por favor, que eu não queria lhe causar mais dor."

Ele não disse nada por um longo tempo. Então, como a mesma amargura, disse. "Por favor, aceite as minhas desculpas pelo meu comportamento ontem, Srta. Bennet, foi inapropriado dentro destas circunstâncias."

"O senhor não precisa se desculpar, o senhor acreditava estar agindo dentro dos seus direitos."

Ele, então, olhou-a nos olhos, permanecendo assim enquanto dizia, "Quando Lady Catherine me relatou a conversa que teve com a senhorita, eu pensei que a sua defesa do nosso..." sua voz falhou por um momento, então ele disse "...noivado fosse uma prova da força de seus sentimentos...", ele parou abruptamente o que estava dizendo, enquanto lutava para manter a compostura. Então, desviou o olhar e continuou com uma voz carregada de ressentimento, "mas foi apenas uma encenação, com o intuito de perpetuar o seu fingimento."

Ela se recordava da observação dele há pouco tempo de que nem ela ou ele atuavam para estranhos. A acusação dele de que ela "encenara" para sua tia era uma indicação de que a opinião que ele tem dela estava se esvaindo. Era um choque forte. Mas Elizabeth estava preparada para a sua raiva e tentou não se deixar abalar. Ao invés disto, ela ficou emocionada com a luta que percebera em suas expressões durante aquele discurso.

Ela retornou ao lugar ao lado dele e disse, "Eu confessarei que não sentia que podia contar a verdade a Lady Catherine antes de lhe contar. Mas eu não disse nada a ela que não fosse verdade ou sincero. Antes que o senhor me condene por não ter lhe contado a verdade, por favor considere minhas motivações para agir desta forma. Eu queria apenas protegê-lo de mais dor e estresse durante o seu momento de fraqueza após o seu acidente."

Ele pareceu se alarmar quando ela disse a palavra "fraqueza", mas não disse nada, então ela continuou. "Eu teria lhe dito assim que percebi a confusão no Domingo passado, mas, antes que eu pudesse encontrar as palavras, nós fomos interrompidos. Na segunda, eu confesso, eu estava decidida a permitir que o senhor continuasse enganado porque não queria perturbá-lo tão cedo após o seu acidente. Estava decidia a lhe contar no final da semana. Mas, até mesmo neste dia, eu mudei de idéia ao fim da visita e estava preste a lhe dizer a verdade quando fomos interrompidos mais uma vez." Um olhar de compressão cruzou o seu rosto, parecendo que ele se recordava das suas últimas palavras para ele na segunda-feira. "Então, quando eu o vi ontem, estava tentando encontrar um jeito de lhe dizer quando...", ela parou abruptamente, não desejando mencionar o que acontecera no dia anterior.

Quando parecia que ela não falaria mais nada, ele tomou a oportunidade para dizer, "É por isso que a senhorita falou em perdão comigo ontem?"

"Sim. O senhor não tem como saber o quão arrependida estou por ter permitido que tudo acontecesse desta forma. Eu quero que o senhor sabia que não foi por desejo meu ou por intenção minha."

Ele foi movido, pela intensidade em sua voz, a olhar para ela. Os olhos dela estavam brilhando com lágrimas e a expressão em seu rosto era de pura tristeza e remorso. Ele desviou o olhar mais uma vez, mas não conseguiu ficar sem olhar para ela por muito tempo. Ele voltou a olhar para ela, mas sentiu sua decisão se enfraquecendo. Então, desviou o olhar de novo, com a sua usual postura, e disse com um tom de voz carregado de ressentimento. "A senhorita desejava se assegurar do meu perdão antes de corrigir os seus erros. Eu posso deduzir, então, que a senhorita não confessaria a verdade se eu não lhe assegurasse do meu perdão?"

"Não. Eu pretendia lhe dizer a verdade independente da sua resposta, mas a sua atitude seguinte me impediu."

Ele ficou ruborizado com a referencia dela e disse, "E a senhorita disse que eu não podia ser considerado culpado pelos meus atos."

"Sim. Eu disse." A postura amarga dele fez com que ela sentisse compelida a se defender. "Mas quanta culpa tenho eu por agir da forma que agi, quando minhas ações foram motivas pelo desejo de protegê-lo? O meu comportamento durante estes dias não são tão diferentes dos seus com relação ao Sr. Bingley, ao permitir que ele não soubesse da presença de minha irmã em Londres, o que foi feito para o seu próprio bem, de acordo com o seu julgamento." Ele olhou para ela de repente, em resposta a sua observação. "Ainda assim, o senhor esperava ser perdoado."

"Mas a senhorita não quis me perdoar."

"Eu apenas lhe disse que não era o meu perdão que o senhor precisava, e sim do Sr. Bingley. E ouso dizer que o senhor recebeu."

Ele desviou o seu olhar novamente, indicando que ela estava certa.

"Mas o Sr. Bingley e eu temos uma amizade a preservar. O que lhe importa receber o meu perdão na presente situação?"

Desta vez Elizabeth ficou corada, olhou em outra direção, com lágrimas nos olhos. Então, voltou-se para fitá-lo e repetiu as palavras dele em um sussurro, "Eu não quero que o senhor pense mal de mim."

Darcy prendeu a respiração e olhou-a nos olhos, seus olhos úmidos por lágrimas, ao se lembrar do que estivera sentindo ao lhe dizer tais coisas dias atrás. Os últimos vestígios de sua raiva se dissipando. Ele suspirou, pesadamente, então se inclinou na direção dela e sussurrou, "Eu não conseguiria." Uma lágrima escapou dos olhos dela e ele ergueu uma das mãos para apará-la, mas se conteve e retirou a mão. "A senhorita tem o meu perdão, Srta. Bennet. Se isto é tudo o que a senhorita quer de mim, eu lhe concedo de boa vontade."

"Obrigada.", ela murmurou.

Naquele momento, o som da carruagem chamou a atenção deles, e Elizabeth acenou para a Srta. Darcy, quem parou diante deles. Darcy se ergueu juntamente com Elizabeth, e ela ficou feliz ao ver que ele parecia firme estando de pé. Enquanto ele a ajudava subir na carruagem, ela disse, "O senhor ficará bem aqui sozinho?"

"Sim, meu valete virá me ajudar retornar para dentro da mansão daqui a pouco."

Após uma despedida contida, a Srta. Darcy e Elizabeth retornaram a reitoria em total silêncio. Elizabeth não conseguiu ficar satisfeita com o resultado daquela conversa, à medida que pensava a respeito. Ela conseguiu o seu perdão, mas ele ainda acreditava que ela não gostava dele.

Oh por que ela não lhe deu alguma indicação de seus sentimentos? Ela se recordava da tristeza dele ao observar que ela não queria mais nada dele. Como ela queria dizer a ele que ele estava errado! Mas como ela poderia? Eles não estavam noivos e não havia oferta iminente. Não lhe era possível declarar seus sentimentos ou revelá-los a ele de alguma outra forma menos obvia sem alguma certeza de que ele ainda desejaria se casar com ela. Como a sua imagem ficaria agora, após rejeitá-lo tão veemente, jogar-se em seu caminho na esperança de ter a proposta refeita? A idéia era absurda.

De qualquer forma, agora era tarde demais. Ela estaria partindo em menos de dois dias, e eles não se veriam mais. Talvez seus caminhos se cruzassem no futuro, mas ela estava certa de que, após ter sido rejeitado e depois enganado por ela, ele nunca desejaria renovar o seu pedido.

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