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Acho muito, recordar à tarde todas as tolices que se ouviram de manhã.(Jane Austen)

SONHAR ACORDADO - Parte 09

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Parte IX

Ao tomar a estrada a caminho da casa de campo de Bingley, onde a família estava passando as comemorações de fim de ano, deixou que o carro acelerasse ao máximo, mas ainda atento a sua segurança. As estradas cobertas de neve poderiam ser perigosas.

Dentro de algumas horas, no entanto, estava chegando ao seu destino em segurança. E pôde diminuir a velocidade e aproveitar a vista dos campos abertos cobertos de neve.

Ao entrar na alameda de árvores altas que o levaria até a residência de Bingley, sentiu o seu coração acelerar. Sabia que o amigo o receberia de braços abertos, mas e Elizabeth? Ficaria contente em vê-lo ou seria indiferente?

            Havia quatro carros já estacionados enfrente a casa. Reconheceu o carro de Bingley e o de Caroline, assim como o dos pais de Bingley. Deduziu que o quarto seria o do sr. Bennet.

            Estacionou o seu carro na vaga remanescente e desligou-o. Mas não saiu de imediato. Ficou olhando pelo pára-brisa a fachada da residência. O seu telhado e calhas estavam cobertas de neve. E mesmo do lado de fora existiam decorações natalinas.

            Voltou sua atenção para a sua bagagem. A sacola da loja de jóias estava sobre a sua mala. E Darcy decidiu abrir a mala e guardar a sacola dentro dela. Imaginando que se cruzasse com Caroline Bingley logo ao entrar na casa, ou até mesmo a sra. Bennet, estaria encrencado ao vê-lo com aquela especifica sacolinha em mãos. Não o deixaria em paz até descobrir o que trazia a ali e, ao saber disto, o pressionaria para contar-lhe para quem é o presente.

            A primeira pessoa a ver aquele anel será Elizabeth, prometeu-se.

            Fechou a mala, já com a sacolinha bem guardada, e abriu a porta para descer do carro. Caminhou até a varanda. Mas antes de subir os seus degraus, ouviu uma gritaria vinda do jardim lateral da casa.

            Deixou sua mala no primeiro degrau e retrocedeu os passos, seguindo naquela direção, curioso, ao reconhecer as gargalhadas de uma criança. Perguntava-se o que seu afilhado estaria aprontando do lado de fora da casa.

            Ao virar a esquina, levou um esbarrão nas pernas. Ao olhar para baixo, viu o afilhado caído no chão coberto de neve aos seus pés.

Arthur estava vestido com calça e casaco de inverno na cor azul marinho. Calçava luvas e sapatos resistentes, assim como um gorro. O qual cobria toda a sua cabeça, até as orelhas. Mas ainda alguns cachos louros sobressaiam do corro e cobriam a sua testa.

            O seu nariz, assim como as bochechas, estava rosado por causa do frio. Mas seus olhos verdes estavam alerta e cheios de excitamento. E, mesmo no chão, ele ainda continuava a gargalhar.

            Darcy começou a se inclinar na sua direção, para ajudá-lo a se pôr de pé e averiguar se havia se machucado. Mas Arthur foi mais rápido e se pôs de pé sozinho, correndo a se esconder atrás de Darcy.

            Darcy ficou ereto e olhou para frente, procurando a razão de Arthur está procurando abrigo atrás dele. E se deparou com Elizabeth, igualmente vestida com casaco, calça, gorro e luvas de inverno, só que na cor verde.

            Ela estava olhando para ele, paralisada, boquiaberta. Em uma das suas mãos Darcy reconheceu uma bolinha de neve. E entendeu que Arthur e ela deviam estar fazendo uma guerrinha de bolas de neve, divertindo-se.

Sorriu ao perceber o quão típico de Elizabeth estar ali fora, naquele frio, entretendo o menino de três anos quando os outros permaneciam no calor e aconchego do interior da casa.

--Oi. – Cumprimentou-lhe, tímido.

            Ela piscou os olhos e lutou para controlar a sua surpresa, fechando a boca. Mas parecia ainda ter dificuldades em acreditar que ele estava ali.

            Arthur saiu de trás de Darcy e correu em sua direção. Atirou-lhe uma bolinha de neve e depois saiu correndo de novo, com a intenção de se esconder atrás de Darcy.

Sua atitude despertou Elizabeth, quem desviou o olhar de Darcy e dirigiu-o para Arthur no instante em que Darcy se curvou para o menino e carregou-o no colo; pondo-o no ombro, brincalhão.

--Você não irá me cumprimentar, menino? – Perguntou-lhe, rindo, contagiado pelas gargalhadas altas de Arthur ao si ver quase de cabeça para baixo àquela altura. – É assim que sente a falta de seu padrinho?

--Oi! – Arthur gritou, rindo e sacudindo as pernas no ar.

            Darcy começou a manobrá-lo, para poder olhar-lhe nos olhos. Mas no instante que ficou cara a cara com o menino, Arthur atirou a segunda bolinha de neve em seu rosto. Gargalhando, satisfeito, quando Darcy continuou segurá-lo no ar, com as perninhas balançando, mas já boquiaberto e com o rosto coberto de neve.

            Darcy o colocou no chão e Arthur saiu correndo em direção da casa. Darcy limpou o rosto e ao se voltar na direção de Elizabeth, encontrou-a com uma das mãos cobrindo a boca. Os seus olhos brilhavam de alegria. E não conteve outra gargalhada com o seu próprio predicamento.

            Levou apenas um minuto para perceber que estavam sozinhos ali. Não pensara que ficaria a sós com ela assim tão depressa. Imaginava que como a casa estava cheia de familiares, demoraria a conseguir um momento com ela, e apenas ela.

            Mais sóbrio, caminhou em sua direção. Ela parecia ter se dado conta deste fato naquele instante. Porque abaixou a mão e ele percebeu que ela não estava mais rindo. Parecia nervosa, talvez ansiosa em vista do que estava para acontecer.

            Parou a certa distância. Não muito longe, mas não próximo o bastante. Pôs as mãos dentro dos bolsos do seu casaco e fitou-a nos olhos, fascinado. 

--Como você está? – Questionou-lhe, tentando iniciar uma conversa.

--Ham... – Elizabeth ainda parecia afetada com sua presença; olhou para si mesma, como se procurasse algum machucado ou alteração em sua própria fisionomia. – Bem? – Replicou, insegura, erguendo o olhar de volta para ele.

--Eu não te vejo há algum tempo. Como estão as coisas com o escritório? – Redefiniu a pergunta. – Com você?

--Tudo está indo bem. – Elizabeth respondeu, nervosa. – Eu estou bem. – Afirmando também com acenos de cabeça, afobados.

            Houve uma pausa, em que ambos ficaram se fitando, perdido no mundo de sensações confusas que os dominavam naquele instante.

--Como... Como você está? – Elizabeth, enfim, lhe questionou.

--Eu... sinto sua falta. – Darcy respondeu, incapaz de se deter.

            Notou que a pegou desprevenida com esta afirmação. Ela abriu a boca, mas foi incapaz de replicar. Acabou desviando o seu olhar e abaixando o rosto, corando.

--Elizabeth,... – Darcy começou a dizer, fazendo Elizabeth reerguer o rosto e fitá-lo nos olhos. – eu vim aqui por que... – Deu mais um passo adiante, aproximando-se ainda mais dela.

--Darcy? – Ouviu a voz de Charles vindo da frente da casa. – Darcy, onde você está?

            Darcy voltou o corpo na direção da voz de Charles, crucificando o amigo em pensamento pela sua interrupção. E não demorou muito para que Charles surgisse pela lateral da casa, carregando a mala de Darcy.

--Aí está você. – Exclamou, contente. – Oh... – Paralisou-se ao ver que Darcy não estava sozinho. – É... é... ham... Arthur entrou em casa dizendo que você estava aqui... – Charles começou a se explicar, atrapalhado. – Eu não sei onde estava com a cabeça, sabia que ele estava aqui fora com Lizzie... – Resmungou consigo mesmo. 

            Darcy percebeu que Elizabeth estava ficando desconfortável com as justificativas de Charles. Olhou na sua direção rapidamente e percebeu que ela estava com os lábios franzidos e olhava para todos os lados, menos para ele.

--Eu vou levar sua mala lá para dentro. – Charles se prontificou, com a intenção de deixá-los sozinhos de novo.

            Darcy viu os olhos de Elizabeth se arregalarem com a perspectiva de ficar ali sozinha com ele de novo.

--Eu lhe acompanho. – Propôs, para não deixá-la ainda mais desconfortável ao seu lado.

Olhando ainda para ela, que o fitava agora – surpresa com a sua resposta a sugestão de Charles – e dizia a si mesmo, mentalmente, que teria todo o tempo do mundo para conversar com ela. Que nada lhe adiantaria pressioná-la. Saberia ter paciência.

Nenhum deles se moveu, no entanto. Cada um preso em suas próprias conjecturas do que lhe aguardava neste feriado.

Elizabeth foi a primeira a quebrar o encanto e seguir em direção a entrada da casa. Darcy a seguiu. Ao se aproximar do amigo, demorou-se um pouco em sua companhia. Trocaram um abraço e algumas palavras.

--Que bom que você veio. – Charles comentou, sorridente, ao soltá-lo do abraço e voltar a carregar sua mala.

--Resolvi seguir o seu conselho. – Darcy afirmou, tomando sua mala da mão do amigo e seguindo em direção a entrada da casa.

--E não perdeu muito tempo, pelo visto. – Charles acrescentou, jovial, indicando Elizabeth; quem já atravessava a porta e sumia de suas vistas.

--Já perdi tempo demais. – Darcy concluiu, lúgubre.

            Ao entrar na casa, os outros ocupantes já sabiam de sua chegada. Jane veio recebê-lo, informando-lhe que o seu quarto estivera preparado e aguardando a sua chegada. Declarando que ela e Charles não perderam a esperança de que ele resolvesse vir afinal.

            Caroline também veio ao seu encontro e tentou engajá-lo em uma das suas conversas enfadonhas. Alegando que ele fora cruel com seus amigos íntimos, mantendo-se longe de todos por tanto tempo. Sempre insinuante ao extremo.

            Darcy ainda cumprimentou os pais de Charles e os de Jane, antes de conseguir escapar com a desculpa de que precisava se acomodar em seu quarto. No que Jane lhe serviu de grande auxílio, prontificando-se em guiá-lo.

            Ao levá-lo até o quarto, Jane cuidou de entretê-lo, conversando sobre Arthur. Contando-lhe algumas novidades sobre o seu afilhado e reafirmando que estava felicíssima com a sua chegada.

            Não mencionou Elizabeth em momento algum. Mas ele detectou um olhar cheio de esperanças que ela lhe lançava quando pensava que ele não estava prestando atenção. E lembrava-se de Charles declarando em sua mensagem na secretaria eletrônica que Jane torcia para que Elizabeth e ele se entendessem.

            Jane deixou-o sozinho, para que arrumasse seus pertences e tomasse um banho quente, se assim desejasse, antes de se reunir aos outros na sala. Questionou-lhe também se estava com fome e saiu do quarto afirmando que ia mandar preparar algo para ele comer.

            Quando Darcy reapareceu na companhia dos outros, não encontrou Jane e Elizabeth em parte alguma. Charles lhe acompanhou até a sala de jantar e lhe foi servido uma refeição quente. Como já passara da hora do almoço e todos já haviam feito suas refeições, ele foi o único que comeu naquele momento.

            Charles lhe fez companhia, conversando amenidades. Darcy agradeceu o fato do amigo não abordar o assunto que devia estar tumultuando a sua mente de curiosidade.

            Ao terminar de comer, voltou para a sala e Caroline voltou a abordá-lo. Permaneceu conversando com ela, incapaz de escapar de sua companhia, mas atento a ausência de Elizabeth e Jane.

            Charles veio ao seu socorro ao ver o seu predicamento, trazendo seu pai e sogro para perto de Darcy. E assim acabaram afastando Caroline, ao começarem a discutir negócios e política.

            Ao fim da tarde, percebendo que Elizabeth estava o evitando – provavelmente, trancada em seu próprio quarto, trocando confidências a seu respeito com Jane – decidiu-se por dedicar seu tempo ao seu afilhado. Saiu à procura de Arthur e encontrou-o no quatro de brinquedos, com as jovens Srtas. Bennet.

            Lydia e Catherine jogavam vídeo-game, uma contra a outra. Mary estava sentada em um canto, com um livro aberto em mãos, mas com o olhar atento em Arthur. E o menino estava sentado sobre o grande tapete, no chão, brincando sozinho – rodeando por carrinhos de controle remoto e aeroplanos.

            Darcy acercou-se dele e sentou-se no chão, ao seu lado. Tomou um dos controles remotos e começou a brincar com um dos carrinhos. Juntos, apostaram corrida. Notou que Mary pareceu relaxar e prestar mais atenção na sua leitura.

            Charles não demorou a juntar-se a eles, ao ir à procura de Darcy e encontrá-lo brincando com o seu filho. Tão solto e a vontade, sentado do chão entre os brinquedos.

            Quando Jane os encontrou na sala de brincadeiras, Darcy, Charles e Arthur haviam montado uma pista de corrida pela sala inteira. O vídeo-game estava desligado e Mary deixara o livro de lado. Junto com suas irmãs, assistiam-nos apostar corrida com seus carrinhos de controle remoto, torcendo por um ou por outro – fazendo uma grande algazarra.

            Esperou apenas a corrida terminar – Arthur ganhando, é claro – para avisar-lhe que a hora do jantar se aproximava e que deviam se arrumar para a ceia. As brincadeiras foram encerradas e cada um se recolheu em seus respectivos quartos.

            Darcy arrumou-se com apuro. Sabia que Elizabeth não poderia continuar se escondendo. Saberia que a veria e desta vez conseguiria conversar com ela.

            O jantar nunca lhe pareceu tão longo em sua vida. Sentou-se numa cadeira um pouco distante de Elizabeth. Mas como ela se sentou no lado oposto ao seu da mesa, pelo menos conseguia ter uma visão desobstruída de seu rosto. Não que ela olhasse muito em sua direção. Mas dos males, o menor. Podia vê-la, ouvi-la e sabia que logo estaria falando com ela.

            Todos conversavam descontraídos. Até o momento em que a sra. Bennet começou a discutir matrimônio. Ela iniciou a discussão, como sempre, elogiando a esperteza da filha ao se casar com Charles. Depois passou a dissecar a vida amorosa das outras filhas. Elogiando aquelas que estavam namorando – Catherine e Lydia – e crucificando as que continuavam solteiras – Elizabeth e Mary.

--Não sei por que vocês insistem em me torturar desta forma. – A sra. Bennet alegou, magoada. – Será que não percebem o que fazem com os meus pobres nervos? Duas solteironas, veja bem, sr. Bennet! O que fiz para merecer filhas assim?

--Mamãe, por favor. – Jane tentou refreá-la.

--Eu não estou encalhada! – Mary protestou, em alto e bom som.

            Todos se voltaram para olhá-la e perceberam que ela estava reclamando com Lydia, quem ria consigo mesma.

--Pois prefiro ser uma solteirona, a viver infeliz ao lado de um homem que não vale um terço do meu tempo. – Elizabeth argumentou, séria, fitando a própria mãe.

--Não me venha com esta conversa de novo, Elizabeth. – A sra. Bennet ralhou com ela. – Você ainda é pior que Mary, coitada, que não consegue encontrar um rapaz que lhe dê atenção.

            Darcy olhou para Mary e viu a menina corar, constrangida e magoada com o comentário da mãe. Enquanto Lydia abafava outro risinho de deboche.

--Mas você não, Lizzie. Você as tem de sobra e vive esnobando as propostas que recebe. – A sra. Bennet continuou. – Ninguém é bom o suficiente para você. Pois lhe digo, se não baixar seus padrões vai acabar os seus dias sozinha.

--Não acho que ela deva baixar os seus padrões. – Darcy comentou, ganhando a atenção de todos na mesa (inclusive a de Elizabeth). – São os homens que devem elevar os seus para atender as expectativas e necessidades dela. – Argumentou, olhando para a sra. Bennet e vendo a senhora fitá-lo de boca aberta. – Sua filha é uma mulher maravilhosa. – E, olhando para Elizabeth, completou. – Não deve se contentar com pouco.

--Você diz isto, sr. Darcy, porque é homem. – A sra. Bennet contrapôs. – Ninguém espera que homens se acomodem cedo na vida. Vocês podem entrar nos trinta e quarenta ainda solteiros e ninguém vai questionar se há algo de errado com vocês... Mas uma mulher solteira depois dos trinta... – A sra. Bennet fez uma careta de desgosto, silenciando-se.

--Hoje em dia as mulheres estão deixando para se casar cada vez mais tarde. – O pai de Bingley opinou. – Dando prioridade às suas carreiras e deixando para mais tarde a questão de formar uma família.

--O que eu acho uma besteira. – A sra. Bennet argumentou. – Elas não pensam nos filhos! Quanto mais tempo demorar em tê-los, mais difícil fica para conseguir engravidar.

--Mamãe, eu estou longe de entrar na menopausa. – Elizabeth defendeu-se.

--Mas se ficar velha e feita, qual homem vai lhe querer? – A mulher rebateu.

            Elizabeth suspirou, evidentemente desistindo de argumentar racionalmente com a mãe.

--Eu digo: quanto mais se espera para casar, mais difícil fica que isso algum dia aconteça. – A sra. Bennet concluiu.

--Para mim, minha Lizzie não precisa se casar. – Sr. Bennet disse, calmo. – Estou mais que feliz em continuar sendo o homem mais importante em sua vida.

            A sra. Bennet deu um muxoxo e Elizabeth olhou para ele, sorrindo.

--Concordo com a sra. Bennet. – Caroline disse; estava satisfeita em ver Elizabeth desmoralizada e não desviaria o assunto por nada. – Certamente, para a mulher que passou dos trinta a possibilidade de contrair matrimônio fica cada vez mais insignificante.

--Devemos então esperar que você se case nos próximos dois anos, maninha? – Charles interpôs, divertido.

            Caroline ficou vermelha, fitando-o em silêncio, indignada.

--Charles, não provoque a sua irmã. – A sua mãe lhe recriminou, como se Charles ainda fosse um garotinho.

            Após isto, Jane introduziu outro assunto. O que os homens se esforçaram em continuar e não dar oportunidade da sra. Bennet mudá-lo.

            Após o jantar, Darcy viu Elizabeth ser abordada pela mãe e continuarem a discussão mais reservadamente. Tentou dar atenção a Charles, seu pai e o pai de Elizabeth. Mas seu olhar mantinha uma vigilância constante sobre ela, atento a cada um de seus movimentos.

            Ela, eventualmente, conseguiu se esquivar da mãe e se aproximou de Jane. Junto com suas outras irmãs e afilhado, foi para a sala de brincadeiras. Darcy pretendia segui-las, mas Caroline se interpôs em seu caminho e passou a inquirir-lhe sobre Georgiana e seus planos para a Virada do Ano.

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