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Quando uma opinião é geral, normalmente é a correta (Jane Austen)

SONHAR ACORDADO - Parte 04

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Parte IV

Àquela noite, em seu apartamento, tentou fazer companhia a Georgiana por algumas horas. Saber sobre o seu dia enquanto assistiam ao noticiário da noite. Mas ela pôde perceber que ele estava disperso. E não estranhou quando, assim que o noticiário acabou e ela mudou para o canal em que passava o seu seriado favorito, Darcy pôs-se de pé e anunciou que sairia.

            Ele chegou ao apartamento de Elizabeth rapidamente e quando ela abriu a porta para ele, notou que ela o estivera esperando com grande ansiedade. Mas não como nas outras noites, em que abria um enorme sorriso quando o via e o puxava para dentro do apartamento, pedindo um beijo. Ela o aguardava com uma expressão preocupada no rosto ao abrir a porta e deixá-lo entrar, apenas estendendo-lhe a mão e guiando-o para o sofá da sala.

            Explicou-lhe tudo o que acontecera, toda a discussão com sua tia. Apenas reservou para si as desconfianças que começaram a surgir em sua mente diante da preferência escancarada que Catherine De Bourgh demonstrava por Robert Collins.

            Passara a tarde se perguntando se seria possível haver algum envolvimento entre eles. Sua tia é viúva há muito tempo e nunca demonstrara interesse no sexo oposto desde a morte de seu falecido esposo. Mas ainda era uma mulher elegante e bela, para sua idade avançada. Talvez Collins...

            A idéia apenas o deixava enojado. Não gostava de pensar na vida sexual de sua tia. E preferia não fazer alusões quanto a isto com ninguém. Embora sua tia não parecesse dar o devido respeito à sua vida particular, ele não faltaria com respeito com a dela.

--Ela irá dispensá-lo amanhã. – Concluiu. – A minha vontade o dia inteiro era de expulsar à ponta pés aquele sapo-doninha do escritório! – Darcy exclamou, enraivecido.

--William, talvez eu devesse procurar outro emprego. – Elizabeth propôs, com um tom de voz calmo e conciliador.

--O que? Não! – Darcy alarmou-se com aquela idéia. – Eu não vou deixar que aquele cara e a minha tia controle as nossas vidas. – Resmungou, irritado. – Collins está de olho na vaga de Advogado Junior que surgirá com a partida de Carlton no próximo trimestre. E Catherine só reagiu desta forma com relação à idéia de nosso envolvimento porque espera que eu me case com Anne algum dia.

--Anne? – Elizabeth perguntou-lhe, surpresa com aquela revelação.

            E Darcy esclareceu que Anne é a afilhada de Catherine De Bourgh. A qual fora criada pela própria Catherine desde muito pequena como sua filha devido a problemas financeiros enfrentados pelos seus pais biológicos – família conhecida do esposo falecido de sua tia.

            Que Catherine sempre fez questão de que Darcy se casasse com Anne. Mas que ele sempre a viu como prima, embora não seja sua parenta de sangue. E que nunca passara por sua cabeça, muito menos pela de Anne, uma união entre os dois.

--Mesmo que você esteja certo quanto aos motivos dela... Não significa que o que estamos fazendo não seja errado. – Elizabeth contrapôs.

--Elizabeth? – Darcy estranhou aquela afirmação. – O que está tentando dizer? Você quer pôr um fim em nós dois?- Ele parecia assustado e magoado com ela.

--Não! – Ela apressou-se em negar. – Claro que não. Eu só... – Suspirou. – Eu estou cansada de mentir, William. – Ela, enfim, confessou. – Eu quero poder sair com você deste apartamento e fazer programas que casais normalmente fazem... Eu quero que a minha mãe pare de tentar me arranjar pretendentes, porque ela acredita que estou solteira e encalhada... Eu quero poder contar aos meus pais, irmãs e amigos que nós estamos juntos, que você me faz feliz como nenhum outro já fez...

            Darcy segurou o seu rosto com ambas às mãos e a beijou nos lábios, apaixonadamente, silenciando-a.

--Eu quero tudo isso também. – Garantiu-lhe, emocionado. – Você acha que eu não tenho vontade de dizer a todos aqueles homens que a olham com cobiça e a paqueram que você é minha, Lizzie?!

            As bochechas dela ficaram coradas diante desta declaração.

--Mas nós não podemos fazer isto. – Darcy continuou, acariciando seu rosto. – Pelo menos, por enquanto. Não antes de você ter sido promovida a Advogada Junior.

--Mas se a gente tornar público o nosso relacionamento depois de eu ser promovida, se eu for promovida, todo mundo saberá que mentimos este tempo todo. – Elizabeth argumentou, contrariada. – Vão saber que sempre estivemos juntos e que... Que você mandou sua tia despedir Collins por espalhar um rumor que, no final das contas, era verdadeiro.

            Darcy sabia que ela tinha razão. Mas não conseguia pensar em outra saída naquele instante.

            Os dois ficaram em silêncio, sentados naquele sofá. Em determinado momento, Elizabeth se ergueu do sofá, perguntando-lhe.

--Você quer beber alguma coisa?

            Mas Darcy a puxou de volta para o sofá, fazendo-a sentar-se em seu colo e a abraçou apertado.

--Não. Eu só quero você.

            Elizabeth o abraçou de volta, acomodando-se melhor em seu colo. Sentiu o enlaço envolta de seu corpo se apertar e ele respirou pesado em seu pescoço.

--Você tem o dom de me acalmar, sabia? – Ele comentou, com um tom de profunda admiração em sua voz.

            Ao fim do jantar, recolheu seus pratos e talheres. Cuidou da limpeza e voltou para a sala. Ligou o som, apagou as luzes e sentou no sofá no escuro, ouvindo aquelas canções natalinas que apenas acresciam em sua melancolia por estar completamente sozinho.

            Se pudesse voltar no tempo, sabia que teria agido diferente. Teria assumido os riscos e admitido que ela era a mulher da sua vida para sua tia e para quem mais quisesse ouvir.

Chegara a um momento crucial no seu relacionamento com Elizabeth e não agira como o homem que sempre imaginara ser. Fora covarde e temeroso quanto ao que as pessoas iriam dizer sobre o seu envolvimento com ela – uma mulher provinda de uma família de classe média sem nenhum reconhecimento perante a sociedade; sua subordinada, sequer Advogada Junior de seu escritório.

E pensar que ela teve toda razão em deixá-lo quando o fez. Nunca se esqueceria de suas palavras amargas e da mágoa que via estampada em seus olhos. Ele a machucara como nunca imaginara ser capaz de fazer com ninguém, muito menos a ela.

Catherine demitiu Collins, como lhe fora prometido. Vindo a contratar uma Srta. Charlotte Lucas para ocupar o seu lugar dentro de algumas dias. Darcy passou a diminuir às saídas com Elizabeth de meio de expediente para almoçar. Fazia-o apenas quando tinha algum caso pendente para trabalhar juntos.

Continuaram a se encontrar escondido em seu apartamento. Mas Darcy planejava em mente uma distração alternativa para acabar com as suspeitas de Catherine quanto a um possível relacionamento amoroso entre os dois. Assim, quando assumissem o relacionamento após a promoção de Elizabeth, todos viriam acreditar que se tratava de um desenvolvimento posterior e não que eles estivessem envolvidos durante todo aquele tempo.

Pôs o seu plano em dia na festa de Natal do escritório. Sua tia promovia um jantar, onde sabia que encontraria boa parte dos empregados do escritório, assim como alguns clientes.

Comumente, comparecia a estes eventos apenas com Georgiana. No entanto, desta vez, contatou uma antiga namorada e a levou para o jantar como sua acompanhante, juntamente com sua irmã.

Viu nos olhos de Georgiana a surpresa quando foram buscar Ariane e seguiram juntos para o jantar de sua tia. Presenciou a atenção que atraiu dos convidados quando surgiu com ela ao seu lado e os burburinhos acompanharem-nos pelo salão enquanto cumprimentava clientes e os apresentava a sua irmã e acompanhante. E ficou satisfeitíssimo ao ver a carranca de sua tia ao cumprimentar Ariane, antes de voltar-se para Anne e seguir adiante com sua conversa com outro amigo de família.   

Mas sentiu o seu coração congelar diante do olhar frio, magoado e traído de Elizabeth.  Ela não disse ou fez algo que denunciasse seu sofrimento. Agiu como se Darcy não fosse nada além de seu patrão e colega de trabalho. Cumprimentou Georgiana com a mesma simpatia de sempre e conversou educadamente com Ariane por alguns minutos.

Depois se afastou e não se aproximou mais. Darcy a via de longe, conversando com Charlotte, com quem estava desenvolvendo uma amizade verdadeira. E logo depois do jantar, ela foi embora sozinha.

Darcy queria segui-la e explicar-lhe tudo de imediato. Mas precisava manter as aparências, senão seu joguinho seria revelado.

Foi um dos últimos a deixar a casa da tia, sempre agindo da forma mais atenciosa possível com Ariane durante toda a noite. Por fim, deixou-a em casa antes mesmo de levar Georgiana para o apartamento, tratando Ariane como uma amiga estimada e nada mais.

O que apenas confundiu mais as mulheres em sua companhia, já que ambas esperavam que Darcy preferisse passar a noite com Ariane e não ir diretamente para casa com a irmã.

Quando deixou Georgiana entrar no prédio em que mora e recomendou-a que não esperasse por ele acordada, ela não agüentou mais ficar em silêncio.

--William, o que está acontecendo? Pensei que você estivesse namorando Elizabeth Bennet.

--Georgiana, esta é uma história muito complicada para você entender. – Darcy replicou, impaciente. – Agora, vá para dentro.

            Assim que ela entrou no prédio, arrancou com o carro e seguiu para o apartamento de Elizabeth. Bateu em sua porta várias vezes sem receber nenhuma resposta. Mas não desistiu. Continuou a bater na porta ininterruptamente até que ela respondeu.

--Vá embora, Darcy. – A sua voz soou abafada, mas carregada de raiva.

--Abra a porta, Lizzie. – Darcy exclamou, aliviado ao ouvir a sua voz. – Eu preciso conversar com você... Explicar o que fiz esta noite.

--Eu não preciso de explicação nenhuma. – Elizabeth respondeu e Darcy viu a sua sombra pela fresta ao batente da porta fechada. – Eu sou capaz de entender tudo sozinha.

--Você entendeu tudo errado, obviamente. Senão já teria aberto esta porta. – Darcy reclamou. – Agora, deixe-me entrar e vamos conversar como dois adultos.

--Vá embora. – Ela gritou. E Darcy viu a sombra sair de perto da porta.

            Ele voltou a bater na porta ininterruptamente e chamar por ela.

--Eu não vou sair daqui enquanto você não abrir esta porta e me deixar explicar tudo.

            A porta foi escancarada de repente e ele ficou frente a frente com Elizabeth.

--Ariana é uma amiga e não há nada acontecendo entre nós dois. – Disse de imediato, não queria correr riscos de ela fechar a porta em sua cara sem lhe deixar explicar pelo menos isto. – Eu só a convidei para o jantar desta noite para que minha tia acreditasse que há algo entre ela e eu, e parasse de desconfiar de nós dois. Eu estava apenas tentando lhe proteger.

--Proteger a mim? – Elizabeth questionou, rindo sem nenhum humor. – Engraçado, pareceu-me que você estava protegendo a si mesmo. – Acusou-o. – Quando você propôs que permanecêssemos incógnitos porque poderia trazer dificuldades para nós dois perante o escritório, alegando que queria me proteger... Eu... Eu me permiti acreditar em você.

            Darcy ficou momentaneamente sem reação, porque via no olhar dela uma tristeza imensurável.

--Agora percebo que o seu real medo era quanto ao que as pessoas iam pensar de você. – Ela prosseguiu. – Você tinha vergonha de admitir que houvesse se apaixonado por mim, uma mulher comum sem nenhum berço de ouro, uma simples empregada sua.

--Isso não é verdade. – Ele negou.

--É a mais pura verdade, e você sabe. – Elizabeth não cedeu; parecia ainda mais furiosa com a sua negativa. – Eu vi isto esta noite, quando você exibiu aquela dondoca como sua “acompanhante”!

            Os olhos dela se encheram de lágrimas.

--Você não faz idéia de quão humilhante esta noite foi para mim. O quanto eu me senti estúpida por ter me permitido amar um homem que senti vergonha de mim.

--Elizabeth, eu não tenho vergonha de você. – Darcy negou, com uma voz suave, tentando se aproximar dela.

            Mas Elizabeth deu um passo para trás, impedindo a proximidade.

--Você queria tanto fingir que não há nada entre nós dois, Darcy. Pois fique tranqüilo, porque a partir de hoje realmente não há!

--Por favor, Lizzie, não faça isso! – Darcy implorou, sem pestanejar. – Por favor.

--Eu nunca mais permitirei com que você faça com que me sinta inferior a ninguém! – Ela concluiu. – Agora, saia da minha casa!

--Lizzie, vamos conversar, por favor.

--Saia! – Ela o empurrou para fora e fechou a porta em sua cara.

            E por mais que continuasse a bater na porta, ela não a abriu de novo ou falou com ele.

            A sua relação no escritório passou a ser o mais formal possível. Ela sempre se dirigia a ele como ‘sr. Darcy’ e nunca mais se permitiu ficar a sós com ele em ambientes fora do escritório.

            Ela não atendia aos seus telefonemas e não abria a porta para ele quando ia a sua casa durante as noites.

            Ela foi promovida a Advogada Junior e o contato entre os dois diminuiu ainda mais. Já que com a promoção, suas responsabilidades ficaram maiores e ela passou a ter mais independência na atuação nos casos que lhe eram encaminhados.

            Mas foi somente no primeiro jantar promovido pelos Bingley para comemorar a chegada de Arthur em Agosto que Darcy sentiu que não havia mais como recuperar o seu relacionamento com Elizabeth.

            Foi uma noite calma e quente de verão. Darcy comparecera ao jantar com Georgiana, quem estava completamente apaixonada pelo recém-nascido. Elizabeth ainda não chegara, mas Bingley já havia lhe convidado para ser o padrinho de Arthur, afirmando que Elizabeth concordara em ser a madrinha.

            Quando ela finalmente apareceu, trouxe consigo um homem alto e loiro. Darcy fitou os dois juntos, de mãos dadas, cumprimentando Bingley e Jane, demorando-se um pouco com o recém-nascido. E depois seguir os cumprimentos, falando primeiramente com o sr. e a sra. Bennet.

            Darcy se perguntava o que aquilo podia significar. Ciente de que Georgiana também observava os dois e depois lhe lançava olhares preocupados.

            Sentia vontade de caminhar até eles e questioná-la, tirar satisfações. Mas sabia que não poderia fazer isto. Ela não lhe devia satisfação alguma.

            Por fim, a sra. Bennet fez lhe o grande desfavor de lhe apresentar ao homem que estava acompanhando Elizabeth.

Darcy estava a um canto, tomando um uísque em silêncio e remoendo a sua raiva, quando foi abordado pela mulher. Quem trazia o loiro pelo braço, orgulhosa.

--Sr. Darcy, não acredito que o senhor tenha conhecido o meu genro, George Wickham.

            O homem lhe estendeu a mão. Darcy hesitou.

--Seu... genro? – Inquiriu, sem desviar o olhar do homem a sua frente.

--Ahh sim. – A mulher confirmou.

--Não estamos casados ainda, mas Lizzie e eu estamos pensando em morar juntos. – Wickham replicou, recolhendo a mão já que Darcy não estendeu-lhe a sua, em cumprimento.

--Morar juntos? – Darcy repetiu; como se aquela idéia lhe fosse incompreensível.

            Procurou por ela na sala de estar, mas não a via em parte alguma. Ela, Georgiana e Jane tinham ido ao quarto do bebê.

            Darcy se perguntava como era possível ela estar fazendo planos com outro homem, pensando em morar com outro homem se não faz muito tempo ela se dizia apaixonada por ele? Mais, afirmara amá-lo!

--O sr. Darcy é o chefe da minha Lizzie, George. – A sra. Bennet continuava a tagarelar. – Eu lhe disse que o senhor faria muito bem em contratá-la, não disse? Pois bem, ela já foi até promovida! – Exclamava, orgulhosa. – E em breve estará praticamente casada!

--Com licença! – Darcy não conseguiu suportar, saiu a sua procura.

            Encontrou-a no quarto do bebê. Ao vê-lo, Georgiana chamou a atenção de Jane para a sua presença. Jane tomou o filho nos braços, que antes estava nos braços de Elizabeth, e disse que deviam voltar à sala de jantar.

            Elizabeth o viu ali e tentou seguir Georgiana e Jane até a sala de jantar. Mas Darcy se interpôs em seu caminho quando ela tentou passar por ele ao corredor e impediu que ela prosseguisse. Permitindo que somente Jane e Georgiana voltassem para a sala.

--O que você está fazendo com aquele cara? – Perguntou-lhe sem rodeios.

--Não é da sua conta. – Elizabeth replicou.

--Claro que é. – Darcy rebateu, se exaltando. – Está planejando morar com ele? Casar-se com ele?

--Minha vida particular não lhe diz respeito, não se intrometa! – Ela tentou fugir-lhe e voltar para a sala, mas Darcy a segurou ali.

--Você não pode casar com ele. – Segurou-a pelos dois braços e puxou-a para si. – Você me ama! – Fazendo-a olhar em seus olhos.

--Você não me ama. – Ela pronunciou cada uma daquelas palavras lenta e pausadamente, sustentando o seu olhar. Depois se desvencilhou dele e retornou para a sala.

            Darcy sabia que uma afirmação sua naquele momento não faria diferença alguma. Precisava provar a ela que o que sentia por ela era verdadeiro. Só não fazia idéia de como fazê-lo.

            O único consolo que teve foi saber através de Charles que Elizabeth não aceitou morar com Wickham tão prontamente. Que ela julgava que um relacionamento de poucos meses não poderia determinar que estivessem prontos para um passo como este em suas vidas.

            Mas sentiu que suas oportunidades ficariam ainda mais escassas quando, após o batizado de Arthur no dia do aniversário de um ano, Elizabeth entregou Catherine De Bourgh sua carta de demissão. Informando que estaria indo trabalhar com um antigo professor de Direito, sr. Gardiner, em seu escritório particular.

            Catherine De Bourgh não mostrou nenhuma resistência com a sua partida e quando Darcy tentou remediar a situação, conversando com Elizabeth e tentou descobrir um jeito de fazê-la ficar. Apenas ouviu de sua boca que ela estava indo embora por sua causa. Que preferia trabalhar bem longe dele.

            Sempre que a via, em eventos familiares na casa de Bingley, ela estava acompanhada por Wickham. Darcy sentia-se tão infeliz nestas ocasiões que passou evitar estes momentos sempre que podia.

            Tentou retomar a sua vida antes de conhecer Elizabeth. Saiu com algumas mulheres que não lhe representavam perigo algum. Mas apenas constatou o quanto aquela antiga vida era vazia e o quanto amava Elizabeth. Sempre a amaria. E desistiu.

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