Citações

Meus sentimentos não podem ser reprimidos. Permita-me dizer-lhe que a admiro e a amo ardentemente. (Jane Austen)

Por Uma Noite Apenas - Capítulo XVI

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CAPÍTULO 16

Na sexta, véspera de seu casamento, Elizabeth e Darcy haviam combinado de não se verem, já que Jane, madrinha de casamento de Elizabeth, resolveu promover um chá de lingerie para a irmã. Através de Charles Bingley, Elizabeth soubera que o primo de Darcy, Richard Fitzwilliam – quem Elizabeth conheceu recentemente – estava planejado uma despedida de solteiro para Darcy naquela mesma noite.

Jane, com a ajuda de Charlotte e Georgiana, conseguiu organizar o chá de lingerie sem que Elizabeth precisasse participar. Já que Elizabeth estivera fazendo malabarismo durante o ultimo mês com o seu trabalho e os últimos arranjos do casamento. Isto porque Darcy, após ter sido considerado incompetente na maioria dos assuntos pela noiva, com a adesão de sua irmã e madrasta, decidiu deixar os preparativos da cerimônia e comemoração do casamento nas mãos de Elizabeth.

Ao sair do trabalho, Elizabeth encontrou o apartamento que dividia com Jane totalmente redecorado. Espalhados pela sala: balões brancos e rosas, e vasos de flores com gérberas vermelhas. Ao lado da porta de entrada, Elizabeth encontrou uma pirâmide de lembrancinhas – cestas contendo um chaveiro em formato de sutiã, dois dados de jogos sensuais, um sachê para banho, uma calcinha comestível e algumas camisinhas de sabores.

Sobre a pirâmide, aberto, o convite em formado de corpete rosa anunciava o dia, hora e local do chá de lingerie. Elizabeth segurou o convite nas mãos e leu a observação sobre o seu número de calcinha e sutiã ali presentes para que as convidadas soubessem comprar a lingerie que lhe servisse.

Jane e a sra. Bennet estavam na cozinha, organizando a comida e sua mãe lhe recomendou que fosse se arrumar, anunciando que logo estaria fazendo o mesmo. Quando Elizabeth voltou para a sala, após tomar um banho e trocar de roupa, encontrou Charlotte e Georgiana dando os últimos retoques da festa, enquanto Jane e a sra. Bennet estavam se arrumando.

Logo as primeiras convidadas chegaram e o chá de lingerie começou. Elizabeth recebia as convidadas com um sorriso e lhe era entregue os presentes. Estes eram retirados de sua mão por Georgiana ou Charlotte, sendo depositados sobre a mesinha de centro da sala – naquele momento encostada a uma das paredes, em um canto – onde já havia outras quatro caixas. As quais Elizabeth deduziu ser os presentes de sua mãe, irmã, Charlotte e Georgiana.

Dentre as convidadas – amigas de Elizabeth da época da faculdade, antigas colegas de trabalho da Editora Darcy e as novas da Editora Gardiner – estava também Caroline Bingley. Embora Elizabeth não a considerasse amiga, tratava-se da irmã do namorado de Jane e, por isso, sua presença era aceita.

Assim que todas as convidadas chegaram, Jane deu inicio às brincadeiras que organizara para aquele evento com a ajuda de Charlotte e Georgiana. A primeira brincadeira foi à venda”. A cada convidada foi entregue uma folha de papel contendo no topo um espaço em branco seguido de “à venda”.

Jane pediu que cada uma preenchesse o espaço com o nome de algo que possuísse encostado em casa e gostaria de vender: cafeteira, roupas usadas, carro, etc.
Ao escolher, a pessoa deveria montar um pequeno anúncio descrevendo as qualidades do produto.

Quando todas finalizaram a tarefa, foram reunidas em uma roda e, ao ler os anúncios, sempre que aparecesse o nome do produto que pretendiam vender, elas deviam substituí-lo pelo nome do noivo. Arrancando muitas risadas de todas ao verem o nome William Darcy ao lado de palavras como “em boa conservação”, “muito resistente” e “útil para todos os dias”.

Em seguida, deram inicio a rodada de “pergunte à noiva”. Em que era pedindo para que escrevessem perguntas que gostariam de fazer a noiva em um pedaço de papel, sem assinar. Depois deviam dobrar o papel e colocar em uma cestinha, para que as perguntas fossem sorteadas e respondidas pela noiva.

- Qual a parte do seu corpo Darcy mais gosta de beijar? – Jane leu em voz alta.

Elizabeth ouviu risadinhas e sentiu o rosto esquentar.

- Sinceramente, vocês teriam que perguntar a ele. – Replicou, envergonhada.

- Ah, anda, Lizzie. Você tem que responder. – Charlotte encorajou.

- Senão não terá graça. – Lydia atiçou.

- Eu não sei. – Elizabeth respondeu, encolhendo os ombros. – Ele beija todos os lugares.

- Uhuu! – Lydia e Kitty riram juntas.

Jane voltou a pescar um novo papel da cesta e fazer uma nova pergunta.

- Que parte do seu corpo ele gosta mais?

- É sério. Essas perguntas deviam ser feitas a ele e não a mim. – Elizabeth protestou.

- Vai dizer que ele nunca elogiou uma parte de seu corpo em especial? – A sra. Gardiner questionou.

Elizabeth parou para pensar.

- Sim, a minha boca. – Elizabeth replicou, corando. – Ele disse que eu tinha os lábios mais tentadores que já viu.

Ao ouvir mais risinhos, Elizabeth relanceou o olhar à sala e encontrou Caroline a fitá-la com uma carranca.

- Próxima pergunta. – Georgiana atiçou e Jane atendeu.

- Qual a parte do corpo dele você mais gosta? – Jane leu e acrescentou. – Desta pergunta você não pode fugir com desculpas.

Elizabeth riu antes de responder.

- Está certo. Vamos ver, eu gosto... – E, com o olhar distante, acrescentou. – dos olhos dele, ele tem um olhar que totalmente me desarma... E a boca, quando ele sorri eu fico meio sem ar... E as mãos dele... – Olhando para as próprias mãos como se estivesse diante das mãos dele, continuou. – Ele tem umas mãos grandes e fortes... E os ombros... Os ombros são largos, as costas em V, um bumbum redondo, a barriguinha dura e as pernas de nadador...

Houve um pigarro e Elizabeth despertou de seu devaneio. Ao olhar a sua volta, viu Lydia, Kitty, Eleonora e Charlotte boquiabertas, literalmente salivando; Jane se abanava discretamente; a sua mãe sorria, mostrando todos os dentes; a sra. Hill parecia constrangida e Georgiana lhe dirigiu um dos olhares entendidos, como se não estivesse surpresa. Mas foi o olhar invejoso de Caroline que ficou martelando na cabeça de Elizabeth.

- Próxima pergunta. – Elizabeth pediu.

- Quem beijou quem primeiro? – Georgiana apressou-se a pegar a pergunta no cesto e lê-la, já que Jane não foi tão ágil.

- Ele me beijou. – Elizabeth respondeu, com facilidade.

E notou que Lydia, Kitty e Caroline pareceram surpresas com a resposta.

- Você e Darcy já estavam juntos na festa de seu aniversário? – Georgiana leu a pergunta seguinte.

- Mais ou menos. – Elizabeth replicou.

- Isso não é resposta. – Kitty protestou.

- A gente já tinha ficado uma vez... – Elizabeth se explicou. – Na verdade, duas vezes. Se contar a primeira vez que ele me beijou.

- Viu que eu disse?! – Lydia se gabou para Kitty, toda risos; denunciando que uma das duas havia sido a autora da pergunta. – Eu disse que estava rolando alguma coisa entre eles naquela noite quando a gente entrou na cozinha. – Rememorou em voz alta. – Lizzie ficou toda agitada e corada, e ele estava com aquele ar todo convencido, tipo “fui eu que a deixei assim!”.

Desencadeando uma risada coletiva. Elizabeth notou novamente que Caroline era a única a não rir.

- Darcy te pediu em casamento por que você está gravida? – Georgiana leu a pergunta e um silêncio pesado recaiu na sala.

- Essa pergunta só ele pode responder. – Elizabeth replicou, séria; não tinha dúvidas que a autora daquela pergunta é Caroline Bingley.

Ninguém riu, ninguém contestou sua resposta. Jane assumiu a liderança novamente e pescou a próxima pergunta.

- Quantas vezes vocês fazem sexo por dia? – E ela mesma corou ao ler a pergunta em voz alta.

- Depende do dia. – Elizabeth replicou, rindo, evasiva.

- Mais de uma, duas, três? – Charlotte atiçou.

- ... – Elizabeth encolheu os ombros, ruborizando. – Às vezes. – Incrédula que estava respondendo a este tipo de pergunta na frente da irmãzinha de Darcy.

O jogo de perguntas prosseguiu até não sobrar nenhum papel. Elizabeth teve que responder a perguntas sobre posições na cama que gosta mais, lugares esquisitos que já fizeram sexo, se ele era tão bom de cama quanto aparentava ser. Arrancando risinhos e suspiros coletivos com cada resposta; deixando Georgiana às vezes corada, às vezes risonha. Além de aumentar a carranca de Caroline.

A terceira brincadeira era intitulada “eu nunca…”. Formou-se uma roda, a sra. Bennet e Jane distribuíram a cada convidada doze copos com duas doses de whisky. No copo de Elizabeth, é claro, ao invés de whisky continha suco.

Começando pela noiva, uma por vez, devia se dizer algo que nunca fez na vida. Todas que já fizeram deverão beber a sua dose.

- Eu nunca... beijei de língua uma garota. – Elizabeth disse e viu Lydia, Kitty e Eleonora tomarem uma dose.

- Eu nunca fiquei bêbada. – Georgiana, que estava a sua direita, disse.

Todas as outras beberam. Fazendo Georgiana olhar a sua volta, surpresa.

- Eu nunca participei de um ménage à trois. – Eleonora, a direita de Georgiana disse.

Lydia e Kitty beberam. Elizabeth imaginou que muitas ali deviam estar se perguntando se elas participaram juntas.

- Eu nunca saí com um homem muito mais novo. – A sra. Hill anunciou.

Charlotte, Lydia, Kitty e a sra. Gardiner beberam.

- Eu nunca trai meu marido. – A sra. Bennet afirmou. – Ou qualquer namorado antes dele.

Mais uma vez, Lydia Kitty, Charlotte, Eleonora beberam, mas Caroline também se juntou a elas.

- Eu nunca cobicei o namorado de uma amiga. – Jane declarou.

Lydia e Kitty beberam novamente, mas Charlotte, Eleonora e Georgiana também o fizeram.

Elizabeth olhou para Georgiana e viu a menina ficar corada. Ao desviar o olhar de Georgiana, viu Caroline a encará-la, como se a enfrentasse. Deduziu que ela não bebera a sua dose porque não via Elizabeth como uma amiga.

- Eu nunca roubei o namorado de uma amiga. – Charlotte pontuou, claramente se defendendo da confissão anterior.

Lydia e Eleonora beberam.

A brincadeira assim seguiu, até que todas houvessem se manifestado. Ao final, aquela que havia tomado mais doses – Lydia – ganhou um chicote de presente e aquela que tomara menos doses – Georgiana – ganhou um ursinho de pelúcia.

A última brincadeira era o “contrato pré-nupcial”. Georgiana fez Darcy assinar ao final de uma cartolina em branco com uma caneta colorida, perfumada e com brilho. E no topo da cartolina escreveu:

“Eu, William Darcy, prometo:”

Durante a festa, pediu para as convidadas escreverem cada uma um item que achavam que o noivo devia se comprometer a fazer durante o casamento. Coisas do tipo “dar flores”, “levar para jantar” e “não trocar a mulher pelos amigos”.

Enquanto cada uma escrevia uma coisa na cartolina, outras comiam, bebiam e conversavam. Elizabeth aproveitou para ir ao banheiro, já que depois de beber tanto suco a sua bexiga de grávida estava cheia.

Ao retornar para festa, sua mãe lhe entregou um prato com comida e a fez sentar-se e comer, cuidando do seu futuro neto ou neta.

Elizabeth decidiu obedecer à mãe e se sentou para comer. Lydia, quem acabara de escrever um dos mandamentos do contrato e deixou-o na mão de Kitty para que a amiga fizesse o mesmo, aproximou-se de Elizabeth e inquiriu.

- Por falar em contrato pré-nupcial, Darcy lhe pediu para assinar algum? – Curiosa.

- Não. – Elizabeth respondeu, simplesmente.

Notou que Caroline estava por perto e entreouvia a sua conversa.

- É mesmo? – Lydia parecia surpresa. – Isso é estranho. Homens como ele sempre pedem para que as mulheres assinem estes contratos antes do casamento. Para assegurar que, havendo separação, os bens deles estejam protegidos. E Darcy, com certeza, tem muitos bens para proteger além da Editora. Você sabe, né?

Elizabeth deu de ombros, indiferente.

- Eu lhe aconselho, caso ele queira que você assine alguma coisa do tipo, para que ele inclua uma cláusula de indenização em caso de traição. – Lydia continuou. – Homens como ele sempre traem. E o que não vai faltar é mulher para ajudá-lo neste departamento.

Georgiana, sorridente, se aproximou nesta hora e entregou a Elizabeth a folha de cartolina com os mandamentos. Poupando Elizabeth de dar uma resposta a Lydia.

- Depois você dá para Will. – Georgiana sugeriu, risonha.

Elizabeth relanceou o olhar pelo contrato, lendo alguns artigos.

©      Fazer sexo pelo menos 7 dias na semana, num minimo 3 vezes por noite, sem direito a reclamação, tanto por parte da esposa, como do marido, ficando ambos obrigados a concluir todas as fantasias sexuais um do outro.

©      Lembre-se de comemorar todas as datas especiais do casal; caso o mesmo não faça, como punição a esposa ficará em greve de sexo por no minimo 3 dias.

©      Lembre-se: quando um não quer, dois não brigam. Respire fundo e pense no quanto você a ama antes de começar uma discussão. Jamais gritem um com o outro a não ser que a casa ou vocês estejam pegando fogo.

©      Sejam bons amantes: nunca durmam com mágoas. Por que perder uma noite de amor?

©      Não tenha pressa para os "finalmente": se todo mundo gosta de carinhos, beijos e abraços, por que pular esta etapa?

©      Mostre-se interessado: "Legal" e "Normal" não são respostas que ela quer ouvir quando pergunta algo.

©      Surpreenda-a: mantenha o romance vivo. Namore. Conquiste-a todos os dias. Convide-a para sair, segure a sua mão em público, reserve algumas horas do seu dia para estar a sós com ela – mesmo que seja para se sentar ao sofá da sala, assistir televisão e trocar alguns beijinhos e caricias inocentes.

©      Cubra-a de mimos. Entre bombons, flores e ursinhos de pelúcia; dê-lhe um sapato.

©      Saiba trocar fraldas de bebê! Afinal, você ajudou a fazê-lo!

©      NUNCA remova a sua aliança.

Elizabeth não foi capaz de conter o riso. Tentou adivinhar a autora de cada um dos artigos. Algumas letras conseguiu reconhecer, outras não foram tão fáceis. Mas constatou que os conselhos mais ousados foram os de Lydia e Kitty, seguidos de perto pelos conselhos de Charlotte e Eleonora.

Constatou também que os mais inteligentes foram o da sra. Gardiner, sra. Hill e o de sua própria mãe. Afinal, eram aquelas que realmente possuíam experiência de vida para compartilhar nesta área. Além de perceber que Caroline não havia escrito conselho algum. E imaginou que se o fizesse, teria aconselhando-o a não se casar.

Rindo deste pensamento, Elizabeth tomou a caneta da mão de Georgiana e escreveu ela mesma um artigo. Em seguida, sem deixar que ninguém visse o que tinha escrito, enrolou a cartolina e foi ao seu quarto procurar uma fita para amarrá-lo.

Depois que todas comeram, Elizabeth abriu os presentes. Georgiana e Jane pegavam as caixas e entregavam a Elizabeth. Antes de abri-las, Elizabeth tinha que adivinhar de quem era o presente, o que era o presente e a cor do item. Sempre que errava, Elizabeth deixava que a pessoa que lhe deu o presente lhe maquiasse uma parte do rosto de forma exagerada ou colocava uma parte da fantasia de diabinha que Charlotte trouxera para a ocasião – o rabo, o chifre, o corpete vermelho por cima da blusa, a capa, etc.

Elizabeth se saiu uma péssima advinha. Quando não errava o que era o presente, errava quem lhe dera o presente.

O primeiro presente foi o de Lydia, um conjunto de corpete rosa e preto, com uma minúscula calcinha preta fio dental, meia calca ¾ preta e cinta liga; além de um kit com algemas, venda e chicote.

Quando Elizabeth ergueu a algema para todos verem, ouviu um assobio baixo e risinhos. E Lydia disse.

- Para apimentar a sua lua de mel.

Elizabeth conseguiu adivinhar de quem era o segundo presente, porque a caixa era igual ao de Lydia. Por isso, deduziu que o presente era de Kitty, imaginando que as amigas haviam comprado o seu presente juntas.

Tratava-se de outro conjunto de corpete. Desta vez preto, com uma calcinha boxer com babados vermelho e preto, meia calça ¾ preta com a cinta liga de lacinho. Junto com a lingerie, havia também sachês de banho e uma loção corporal afrodisíaca.

A primeira camisola que ganhou foi de Caroline. Era uma simples camisola de grávida, com rendas no decote falso em V, e um hobby com bordados nas mangas. Prática e útil, mas nem um pouco sensual.

- Eu queria lhe dar algo que você fosse realmente usar. – Caroline pontuou, maliciosa.

- Obrigada, Caroline. Foi muito atencioso da sua parte. – Elizabeth gracejou.

Embora a intenção da mulher fosse obvia – deixar Elizabeth o menos atraente possível aos olhos de Darcy. Elizabeth não podia deixar de ver que a camisola era feita de um pano delicioso e parecia ser bastante confortável. E estava certa que acabaria usando a camisola com alguma frequência.

Logo em seguida, como se para alfinetar Caroline, ganhou um baby doll totalmente revelador de sua mãe. Curto, roxo, transparente.

Ao enroscar os dedos na alça do baby doll e erguê-lo para que todos pudessem vê-lo, notou que nem mesmo o busto do baby doll em formato triangular era forrado, deixando os seus seios expostos através do material translucido. A calcinha era fio dental, roxa.

Elizabeth olhou para a mãe, com a sobrancelha erguida.

- Você vai se casar. – A sra. Bennet disse, respondendo a pergunta muda da filha. – Tem a responsabilidade de manter o desejo de seu marido aceso.

Ganhou dois outros baby dolls. Um da sra. Hill – bordô, de rendas no busto com formato triangular e transparente no corpo, a calcinha era de renda e na cor bordô; e o outro de Eleonora – preto, de renda do busto em formato meia taça e transparente com bolinhas pretas no corpo, com calcinha de renda preta.

O primeiro conjunto de calcinha e sutiã que ganhou foi de Georgiana. As peças mais delicadas e românticas de todas. Rosa, o sutiã meia taça tinha vários detalhes e a calcinha era mais composta.

A sra. Gardiner lhe deu um conjunto de calcinha e sutiã meia taça azul marinho, com detalhes em renda. Jane lhe deu um conjunto de calcinha, sutiã meia taça e cinta liga, rosa com rendinhas preta. E Charlotte lhe deu um conjunto de calcinha fio dental, sutiã meia taça, cinta liga, pretos e de renda, com detalhes em material transparente.

Após abrir todos os presentes e errar boa parte das adivinhações, Elizabeth estava maquiada como uma drag queen e vestia todos os acessórios da fantasia de diabinha. Jane tirou uma foto e Georgiana disse que iria presentear o irmão, para que ele guardasse como material de persuasão para futuras ocasiões. Arrancando uma risada coletiva e um olhar horrorizado de Elizabeth.

Ao final do chá de lingerie, Caroline se ofereceu para dar uma carona a Georgiana. Mas ela declinou, explicando que Darcy viria lhe buscar no apartamento da noiva depois da sua despedida de solteiro.

- Lizzie, meu irmão foi romântico quando te pediu em casamento? – Georgiana questionou-a, curiosa, ao se sentar ao sofá da sala após ajudar Elizabeth, Jane e a sra. Bennet a arrumar a bagunça da festa.

- Nem um pouco. – Elizabeth replicou, com um sorriso. – A primeira vez que ele me pediu em casamento...

- Ele te pediu em casamento mais de uma vez? – Georgiana interrompeu a sua explicação, surpresa com o que ouvia.

- É. Ele pediu. – Elizabeth respondeu, hesitante; não sabia ao certo se Darcy ia gostar de saber que contara a sua irmã que o rejeitara a primeira vez. Mas como já falara mais do que devia, prosseguiu. – A primeira vez que ele me pediu, nós estávamos discutindo.

- E você o rejeitou. – Georgiana acrescentou, ainda parecendo surpresa.

- Rejeitei. – Elizabeth afirmou. – Na segunda vez, nós estávamos... – “transando.”, completou em pensamento. – Com certeza, não estávamos discutindo. – Acrescentou, enigmática.

Georgiana franziu a sobrancelha, mas, ao notar o rubor repentino de Elizabeth, pareceu entender e não insistiu numa explicação.

 

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