Conto: O Papai Noel
Trilha Sonora: Matt Belsante - Jingle Bell Rock
Elizabeth Darcy estava ajustando a temperatura do peru no forno quando ouviu o ruído surdo de uma batida à porta. Ainda nem era sete horas da noite, então não seria nenhum convidado da ceia de Natal. Seus pais, suas irmãs e cônjuges; alguns amigos bem com os parentes de Will só iriam começar a chegar depois das nove horas. Assim, ela atravessou o corredor e foi vê de quem se tratava. Também não poderia ser Will. Não fazia nem uma hora que ele saiu atrás dos presentes de seus filhos Luke e Anabella, de sete e cinco anos respectivamente. Ele havia esquecido na empresa e fora pegá-los.
Assim, ela atravessou o corredor e foi ver de quem se tratava. Quando se deparou com o homem parado lá fora, em meio às sombras, não pôde conter a surpresa.
— Papai Noel! Mas o que você está fazendo na porta de minha casa está noite? É véspera de Natal! Não deveria estar entregando presentes?
— E estou. Acontece que esse é meu ponto de parada mais especial.
Lizzy ergueu a cabeça e fitou o visitante com olhar suspeito. Não havia contratado nenhum papai Noel para sua ceia de Natal em família e nem Will. Se tivesse, teria dito a ela.
— Não posso deixá-lo entrar. Acho que você errou de casa.
Estava todo caracterizado com a tradicional roupa vermelha, peruca e a barba branca. Porém, o estranho é que usava usando óculos escuros. Papai Noel de óculos escuros às sete horas da noite? Onde já se viu.
— Não seja cruel. Trago presentes para sua família. — E balançou o saco que carregava, provocando os mais diferentes ruídos. — Mas, para recebê-los, terá que me deixar entrar.
Algo no tom dessa voz pareceu familiar para Lizzy.
Aproveitando a distração dela, Papai Noel entrou na casa.
– Com licença.
E assim fechou a porta. Deixando o frio e a neve do lado de fora.
A iluminação da sala de estar vinha das velas e das luzinhas da árvore de Natal e das chamas que dançavam na lareira.
Ele passou por ela e depositou o saco de presentes em um tapete ao lado da árvore de natal. Agia como se fosse íntimo da casa.
Elizabeth observou quando ele, de costa para ela, retirava os óculos escuros. Em seguida, virou-se para ela.
Quando seus olhos se encontraram, ela sentiu o coração disparar. Aqueles olhos azuis eram inconfundíveis.
— Venha aqui. – ele chamou.
— Quem, eu?
— Existe outra morena de olhos incríveis chamada Elizabeth Darcy nesta casa?
Ela sorriu.
— Não. Só eu.
— Então chegue mais perto para te contar quem me contratou.
Lizzy caminhou na direção dele com passos lentos enquanto observava ele retirar a barba, peruca e o gorro de natal. Não pode deixar de notar como ele era lindo, mesmo fantasiado. O rosto era marcante e o queixo anguloso. Os cabelos castanhos, quase pretos e fartos contrastavam com a pele clara; e os olhos mais azuis que ela tinha visto na vida. Eram casados há quase oito anos e ela nunca se cansava de admirar seu marido.
Quando ficaram frente a frente, ele perguntou:
- O que olha tanto Sra. Darcy?
- Para o papai Noel mais lindo e sexy do mundo inteiro.
Ela notou que ele ficou encabulado com o elogio. Ele nunca ficava confortável quando elogiado. Assim era o seu Darcy.
Ele levou os dedos ao queixo de Lizzy, ergueu-lhe o rosto e colou seus lábios nos dela. O beijo começou suave para depois se tornar mais intenso.
O beijo foi interrompido quando escutaram vozes vindas do primeiro andar da casa.
– Luke e Anabella descem já. O que você acha do papai Noel visitá-los antes dos convidados chegarem?
- Boa idéia querido.
Enquanto subiam as escadas, ela voltou a falar:
– Esse ano mais uma vez tenho que agradecer a Deus pelo nascimento de Jesus Cristo, nosso Salvador e também por ter me dado uma família tão maravilhosa como essa.
– Amém!
_____________________ #______________________
LAST_UPDATED2














