Capítulo 20 – Final
Passados alguns meses, o dia da eleição chegou, e o resultado, após a saída de Paul de Bourgh, foi a esperada. Lincoln Bennet ganhou as eleições para o Senado com boa margem de votos, mais de 55%.
Paul de Bourgh resolveu se desligar completamente da política, mas com a proximidade de seu sobrinho com os Bennet acabou criando uma amizade com seu ex-rival Lincoln Bennet. Lincoln ganhou, além de um amigo, um conselheiro político. Muitos eleitores do De Bourgh votaram em Bennet.
Catherine de Bourgh se tornou uma mulher muito mais cuidadosa com o marido, cuidando especialmente de sua saúde, evitando que ele se estressasse, cuidado pessoalmente da dieta do marido, da medicação... Sempre o acompanhava em suas visitas, ou recepcionava as visitas em sua casa. Os Bennet eram visitas regulares.
Passou a nutrir afeição por Elizabeth e Charlotte, pois elas sempre apareciam em sua casa com seus sobrinhos. Achava Jane e Mary Bennet moças muito comportadas e educadas, mas não poderia falar a mesma coisa de Alice, Lydia e Kitty Bennet. Saía toda vez da casa dos Bennet com dor de cabeça por causa das conversas delas.
Mas sempre que Elizabeth ou Charlotte estavam lá a salvavam, dando uma desculpa e levando-a para longe delas. Mas quando elas não estavam... Tinha que aguentar. Tudo pelo seu marido, pois sabia que ele gostava muito das longas conversas com Lincoln Bennet.
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Mesmo ainda mal completando um ano de namoro de Jane e Charles, o primeiro casal a oficializar o relacionamento. William, Fitz e Charles decidiram comprar os anéis de noivado para dar às suas namoradas. Não sabiam ao certo se casariam logo, cada casal tinha seu tempo determinado para isso. E também para fazer o pedido.
Charles, em um belo dia, resolveu fechar o restaurante em que Jane trabalhava só para fazer a proposta. Tudo isso sem Jane saber. Foi uma surpresa para ela: no dia de sua folga, ser informada de que precisaria ir para o restaurante resolver um problema de última hora e encontrar o restaurante às escuras iluminado só com velas e Charles esperando por ela com um buquê de rosas nas mãos.
Fitz demonstrou a Charlotte durante esses meses de namoro que ele realmente nutria por ela um sentimento verdadeiro e profundo. E não deu motivos para ser diferente. Toda vez ao mês, no dia em que se conheceram, ele enviava presentes personalizados; sempre algo que lembrava alguma coisa ou data importante do relacionamento deles.
A única queixa de Charlotte era o ciúme que ele sentia dela com Collins. Charlotte até se arrependeu de ter contado para ele os pedidos de namoro de Collins e que ele mentiu.
Foi difícil para ela convencê-lo a não tirar satisfações com ele. Vendo-o feliz namorando Mary, ela não entendia por que essa cisma de Fitz ainda não passara. O único consolo dela era que estava diminuindo.
Fitz levou Charlotte até uma praia. Enquanto conversavam pegou-a de surpresa, ajoelhando-se em frente a ela e abrindo a caixa do anel de diamante em ouro branco. Após ela aceitar, as pessoas que estavam em volta na praia aplaudiram os noivos.
Elizabeth estava muito feliz por sua irmã e por sua melhor amiga. Jane e Charles pretendiam se casar no começo do próximo ano. Charlotte e Fitz, talvez em julho, também do próximo ano, mas ainda não tinham acertado a data.
Ela estava feliz também por estar podendo namorar livremente com Will. Podiam dizer que tudo que era proibido era mais gostoso, mas ela não concordava muito com esse ditado. Talvez um pouco, sobre comida ela concordava plenamente, mas não sobre namorar escondido.
Ela estava no mesmo salão onde há muitos meses atrás ocorrera a festa de aniversário de Lydia e onde conhecera Will. Dessa vez a festa não era à fantasia. Era uma festa em comemoração à candidatura de seu pai.
Não conseguia achar William. Fazia um bom tempo que ele dissera que iria falar com Charles e não voltara mais. Decidiu parar e observar o salão, e avistou alguém que há tempos não via. Caroline Reid. Ela estava de braços dados com um homem que tinha no mínimo 20 anos a mais do que ela.
Charlotte e Jane apareceram e olharam na mesma direção que ela.
- Pelo jeito essa aí conseguiu o que queria. Queria tanto um homem com dinheiro que conseguiu. Esse homem que está com ela é um dos possíveis candidatos a algum cargo, não sei qual, mas é do partido do seu pai.
- Ela parece bem entediada, Char. Mas contanto que não chegue perto do Will, pra mim tudo bem.
- Ciumenta! – exclamaram as duas ao mesmo tempo.
- Sou mesmo. – respondeu Lizzy sorrindo.
- Não sei o porquê, mas agora me lembrei disso. Lizzy, vocês descobriram quem foi a pessoa que ligou para aquele jornal e revelou que viu você e o Will juntos?
- Não, Char, nem eles sabem quem foi, nem pediram nenhuma informação. Foi uma ligação anônima, só sabem que era uma mulher.
- Então nunca saberemos quem foi essa pessoa.
- É. O melhor é esquecer esse assunto.
Gente, a Lydia não tem jeito. Mamãe vai ter um ataque se vê-la dançando com aquele rapaz. Ela está nas nuvens como ela mesma faz questão de falar: “Quatro filhas namorando homens bem sucedidos e ricos, o marido senador... Para completar a minha felicidade só falta a Kitty.”
- Imitou direitinho, Lizzy.- disse Charlotte, achando graça.
- Quem não se lembra da primeira vez que o Will foi conhecer nossos pais? Ela não cansava de elogiá-lo. Como ele era belo, bem educado... Deixou-o extremamente envergonhado.
- Nem me lembre daquele dia, Jane. Todo mundo estava presente, inclusive os tios do Will.
Não quero nem pensar naquele dia. Mas quem vai mesmo ter um ataque vai ser o Wickham. Dá até pena dele.
- Mesmo depois do que ele fez, Lizzy? – Charlotte perguntou.
- Ele confessou que foi ele quem atendeu meu celular e pediu desculpas. Admita que até você sente pena do pobre. Eu tinha receio do relacionamento dos dois mas a Lydia faz dele de gato e sapato. Então creio que ele se apaixonou realmente por ela. Mas mesmo namorando, a Lydia não perde a oportunidade de sempre estar cercada de rapazes.
Enquanto falavam, as três assistiram Wickham aparecer, tirar Lydia dos braços do outro rapaz anunciando ser o namorado dela e dançarem. Dava até para escutar ele reclamando que ela era muita atirada, e ela respondendo que ele não era seu dono.
- É, admito, dá pena mesmo.
Fitz e Charles se aproximaram delas.
- Onde está o Will?
- Ele estava conosco há pouco, mas depois desapareceu. Acho que o vi indo em direção ao jardim. – respondeu Fitz.
Charles sorriu ao ver Lizzy se afastar.
- Amor, porque esse sorriso todo? – perguntou Jane.
- Estou desconfiada... o que vocês estão tramando? Tem algo a ver com o sumiço do Will? – questionou Charlotte.
- Acha que agora podemos contar, Fitz?
- Podemos - respondeu Fitz sorridente.
Trilha Sonora: When You Look me in the Eyes - Jonas Brothers
Lizzy chegou até o belo e grande jardim e não pode deixar de recordar todo o primeiro encontro que teve ali com William. Foi tudo muito surreal, estavam fantasiados de Romeu e Julieta, acabaram vivendo um amor proibido... nada parecia verdade. Mas foi real e eles estavam firmes e fortes, todos os obstáculos haviam sido superados. Não precisavam ter um destino tão trágico como foi o de Romeu & Julieta. Aliás, ela achava que eles tinham sido precipitados. Se a estória tivesse sido real.
O jardim estava ainda mais bonito do que ela se lembrava. Luzes foram instaladas em várias flores e árvores. Olhou ao redor e não viu ninguém, apenas o mesmo banco em que se sentara com ele antes, cheio de pétalas de rosas vermelhas. E de repente William saiu de trás de uma árvore vestido... de Romeu.
Ah! Julieta, se cheia como a minha já
estiver a medida de teu gozo, e se possuíres a arte
de enfeitá-lo, o ar ambiente embalsama com teu
hálito, deixando que a variada e rica música de tua
língua desdobre a grata imagem da ventura que um
do outro recebemos neste encontro feliz.
Ele se aproximou dela ao terminar de declamar mais uma frase do livro de Romeu & Julieta, de Shakespeare e a conduziu até o banco. Quando ela sentou, ele se ajoelhou em frente a ela e acrescentou:
- Foi aqui que eu me apaixonei por você. E é aqui que eu peço: Elizabeth Bennet, você aceita se casar comigo?
- Ah, Will.
- Sei que nosso relacionamento ainda tem que amadurecer muito, e não estou pedindo para nos casarmos imediatamente. Acho, bom, temos um noivado por um bom período de tempo, mas o que desejo do fundo do meu coração é que em breve você se torne minha esposa, a sra Darcy. Eu te Amo, Elizabeth Bennet.
- O que eu mais quero é me tornar a Sra Darcy. Eu também te amo, William Darcy.
Abraçaram-se e trocaram um longo beijo apaixonado.
- Não precisava se vestir de Romeu para isso.
- Acho que devido a tudo o que aconteceu era conveniente me vestir assim. Continue rindo de mim. Dos meus esforços para agradá-la e surpreendê-la.
- Will, isso foi ideia do Fitz, não foi?
- Claro que não. Tudo foi ideia minha, exceto... a fantasia de Romeu. – confessou ele sorrindo também.
- Então agora vamos lá contar a novidade a todos – falou Lizzy pegando a mão dele.
- Calma, Lizzy. Não vamos pela entrada principal, eu vou trocar de roupa primeiro.
- Não, Will. Você vai assim mesmo.
- Você quer que eu passe vergonha, Lizzy? Vestido assim? Não é uma festa a fantasia.
- Embora tentada, não vou fazer isso com você, meu amor. Quem vai ficar desapontado será o seu primo, acho que ele contava com sua presença assim no salão.
- Ele irá superar.
Rindo, os dois foram abraçados de volta para a festa. Rumo a uma vida com obstáculos, mas principalmente cheia de amor e felicidade.
_________________________ FIM _______________________________
LAST_UPDATED2















