Citações

Metade do mundo não consegue compreender os prazeres da outra metade.(Jane Austen)

Amor Proibido - Capítulo 18

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 Capítulo 18

 

      Tudo naquela propriedade era lindo. Não era à toa que Georgiana dizia que ela e seu irmão amavam esse lugar, que se chamava Pemberley. Ela contara que eles pelo menos uma vez por ano visitavam a propriedade que foi herança dos seus pais. Elizabeth olhava tudo com interesse e Georgiana explicava alguma coisa às vezes, quando era necessário.

Em um momento, quando estavam olhando as belas esculturas da casa, chamou a atenção de Lizzy uma escultura de um homem. Ela gelou ao ver o rosto escupido. Não podia ser, era William! Quando virou para sair da sala de repente ficou de frente com alguém que ela não esperava. O mesmo belo rosto da escultura.

- Lizzy?

Ela ficou muda, não conseguia falar.

Georgiana, que estava no outro lado da sala, ao ver o irmão, foi até ele e o abraçou, dizendo:

- Will, essa é a Lizzy.

- Eu sei.

- Já conhece ela, irmão? – perguntou a garota, surpresa.

- Sim. Ela é a minha namorada.

- Não acredito! – exclamou Georgiana.

Lizzy saiu do seu torpor e conseguiu rebater:

- Não estamos mais namorando. E eu não sabia que você tinha uma propriedade aqui.

- Somos ainda namorados, Elizabeth. E eu te contei que tinha duas propriedades na Inglaterra. Uma na capital e outra no campo.

- Nem me lembrava mais disso.

- Lizzy, que coincidência você ser a mesma Elizabeth do Will! Estou muito feliz.

- Ah, Georgie. - disse Lizzy abraçando a garota. – Foi coincidência para nós duas, mas creio que para certa pessoa não foi.

- Culpado. Bem, mais ou menos. Quando cheguei hoje e Georgiana disse que tinha ficado amiga de uma pessoa que estava visitando a região com uma amiga, falou que o nome dela era Elizabeth e a descreveu fisicamente, fiquei mais do que intrigado com a possibilidade de ser você, mas quando ela falou da amiga, que se chamava Charlotte, não tive mais dúvidas. Confesso que fiquei surpreso quando Jane me deu o endereço de onde vocês estavam.

- Jane traidora.

- Não a culpe. Ela teve pena de mim e do Fitz.

- Como assim, Elizabeth? Você e meu irmão não são mais namorados? – perguntou Georgina tristonha.

- É complicado, Georgie.

- Venha, temos muito o que conversar. Daqui a pouco voltamos. - Darcy deu um beijo na bochecha de sua irmã e saiu com Elizabeth em direção ao jardim.

 

Trilha Sonora: So Close - Jon McLaughlin 
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Enquanto caminhavam pelo imenso jardim de Pemberley, Lizzy se encantava cada vez mais. William estava feliz porque ela havia gostado da casa e também criado já uma amizade com sua irmã, que não parava de falar dela desde que ele chegara.

Depois de passearem calados, ele a conduziu até um banco e ela sentou-se. Ele continuou em pé perto dela.

 

  "Do amor as lestes asas me fizeram transvoar o muro, pois barreira alguma conseguirá

deter do amor o curso, tentando o amor tudo o que o amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam desviar-me do propósito. "

 

Elizabeth, que até então estava calada e apreensiva com a conversa que eles teriam, não pode deixar de sorrir ao escutá-lo declamar mais uma parte do livro de William Shakespeare, Romeu & Julieta. Assim como ele fizera da primeira vez que se encontraram.

 

Agora que olhava ao redor podia perceber que a situação era parecida. Estavam em um belo jardim, em um banco que lembrava um pouco o local do primeiro encontro deles. Resolveu entrar na brincadeira dele. Ela sorriu ao falar:

  "No caso de seres visto, poderão matar-te."

 

  "Ai! Em teus olhos há maior perigo do que em vinte punhais de teus parentes. Olha-me com doçura, e é quanto basta para deixar-me à prova do ódio deles. "  - disse William Montecchio.

 

De Imagens fic Amor Proibido


  "Por nada deste mundo desejara que fosses visto aqui." - agora foi Elizabeth Capuleto quem falou.


  "A capa tenho da noite para deles ocultarme. Basta que me ames, e eles que me vejam!

Prefiro ter cerceada logo a vida pelo ódio deles, a ter morte longa, faltando o teu amor. "


Quando ele terminou de recitar esse último verso, não deixando de fixar os olhos dela, William tirou de dentro do sobretudo o livro Romeu & Julieta dela.

- Tome, como tinha esquecido esse tempo todo de te entregar, acabei relendo-o quando você estava aqui na Inglaterra e eu no Canadá.

- Não, quero que você guarde de lembrança. Para se lembrar de mim. Agora preciso ir.

- Lizzy, me escute. Não há razão nenhuma para não ficarmos juntos. Meu tio não adoeceu por nossa causa, ele mesmo me confirmou pessoalmente isso. Ele só soube de nós no hospital, dias depois da sua cirurgia.

- Mas sua tia disse....

- Eu sei o que minha tia disse, e eu fiquei triste com isso. Mas não era verdade.

Meu tio já estava cansado dessa vida na política, queria se aposentar; porém, influenciado pela minha tia, acabou continuando. Mas estava cansado, o corpo não agüentou. Mas ontem ele renunciou. Acho que agora há maiores chances de seu pai ganhar, mas não vamos falar disso agora e sim de nós dois. Quero saber se você está disposta a lutar pelo nosso amor de verdade. E não fugir ao sinal do primeiro problema que surgir, Lizzy. Quero que me responda agora com sinceridade. Agimos mal desde o começo do nosso namoro. Deveríamos ter tornado público e oficial desde o início. Obstáculos ainda podem ocorrer e com certeza ocorrerão, com a  minha tia, sua mãe, a imprensa, que não nos deixará em paz por um bom tempo... Mas se o amor é forte, ele sobrevive.

Elizabeth sentiu como se houvesse parado de racionar por um momento.

Era muita coisa para ela digerir em tão pouco tempo. Achava que tudo entre ela e William estava perdido e ele simplesmente, de repente, fez ressurgir a esperança de um futuro para os dois.

Ela enfim percebeu que fora muito imatura fugindo dele, mas sabia que deveria tê-lo dado esse tempo por causa da saúde do tio. Agora que os verdadeiros problemas que poderiam existir para a separação deles não existia, não conseguia deixar de sentir a alegria que estava sentindo no momento.

- Acho que devo deixá-la um pouco sozinha para pensar.

- Não, Will, não vá, não tenho mais o que pensar. O que me resta agora é agradecer a Deus por ter dado uma nova oportunidade para nós dois. Nosso amor é forte e sobreviverá a qualquer tempestade que surgir. Nunca mais irei me afastar de ti, pois foi uma das piores experiências pelo que já passei na vida. – disse ela indo ao encontro dele e abraçando-o bem forte, tão forte que eles se desequilibraram e caíram na grama, ela em cima dele.

Sorriram e continuaram deitados na grama.

- Ah, Lizzy, - disse ele aproximando-a mais dele, e, assim como ela, trazia lágrimas nos olhos. – ficar sem ter você perto de mim, sem sentir seu cheio, seu gosto, - ele acrescentou, beijando-a nos lábios. - também foi uma experiência a qual não almejo repetir.

- Por mais que eu esteja adorando estar deitada na grama com você,  em cima desse colchão super confortável que é seu corpo, - disse ela sorrindo. - devemos nos levantar. Se alguém flagrar a gente assim vai pensar o quê?

- Não ligo a mínima para o que vão pensar. – sorrindo, ele acrescentou: - Meu tio tem razão, ter você na minha vida me deixou diferente, Elizabeth. Não acredito que acabei de falar que não ligo para o que o que os outros pensam.

- Ele falou isso de mim?

- Hum-hum.

- E o que mais ele falou?

- Que você é linda e que quer conhecê-la logo.

- Fale sério, Will.

- É sério.

- Precisamos parar de cair tanto toda vez que nos encontramos. E você falou que não queria ser vista assim comigo mas não saiu ainda de cima de mim. – acrescentou ele sorrindo.

Sorrindo também, Elizabeth disse:

- Não me importo nem um pouco de cair tanto, contanto que você caia comigo também. E vou sair de cima de você, assim que terminar de te dar mais um beijo.

 

                   *****************************************

Georgiana estava impaciente; seu irmão e Elizabeth estavam demorando muito.

- Será que vão voltar a namorar, Anna? Por que será que eles terminaram? São tão lindos juntos, você precisa vê-los juntos! Ah, eles estão vindo!

- Saia logo da janela, menina, eles vão te ver.

- Eles ainda não estão perto o bastante para me ver. Vem ver, Anna, eles dois juntos. Estão tirando folhas do cabelo.

- É verdade, eles formam um casal muito bonito e pelo modo como se olham e estão sorrindo...

 - Além dessas folhas nos cabelos despenteados, eu diria que definitivamente eles fizeram as pazes. E ainda devem ter aproveitado o tempo sozinhos.

- Menina!

 

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