Capítulo 16
Lizzy caminhava com Charlotte próximo de onde seus tios moravam.
Ficaram andando por um bom tempo, apreciando as paisagens, conversando sobre todos os assuntos que surgiam. Em um dado momento, Fitz foi mencionado na conversa.
Trilha Sonora: Halfway around the world – A*Teens
Mesmo Charlotte relutando, Lizzy contou a ela tudo o que William havia dito sobre Fitz. Que ele tinha parado de ligar para ela com medo do que estava começando a sentir por ela, que depois que compreendeu que realmente gostava dela foi até o hospital e não a encontrou; que a mulher que ela tinha visto, Lisa, saiu com ele mas que nada aconteceu entre eles, o encontro durara pouco tempo porque ele viu o engano que havia cometido e não tinha visto mais aquela mulher até aquele dia em que ela fora procurá-lo e ele não sabia o porquê. Contou também que Fitz estava sofrendo porque ela não queria falar com ele e estava tratando-o friamente.
- Então ele gosta de mim de verdade? – perguntou Charlotte confusa.
- Eu nunca mais o vi depois daquele dia em que fomos esquiar, acho que ele está fugindo de mim. - disse Lizzy sorrindo – Mas Will me contou isso, o Charles também contou para a Jane. Acho que é verdade, Char.
- Ah, Lizzy, eu tratei ele tão mal. Pensei que ele não sentia nada por mim. Eu vi a expressão triste no rosto dele, a mesma que vejo na minha, mas não compreendia que era por mim, Lizzy.
Charlotte abraçou Lizzy e chorou, mas dessa vez eram lágrimas de alegria, esperança. Quem sabe quando voltasse pudesse se entender com o amor de sua vida?
Quando Charlotte estava secando as lágrimas viram alguém se aproximar delas, uma moça loira de uns 17 anos. Saiu de uma imensa propriedade, caminhou se aproximando delas e perguntou com uma voz suave e preocupada:
- Por que está chorando? Estão perdidas? Moro aqui em frente, se quiserem posso chamar a governanta, a Sra. Reynolds, e pedi-la que levem vocês para onde quiserem ir. Ela daqui a pouco aparece por aqui mesmo. Não me deixa sozinha por muito tempo.
- É muito amável, mas não estamos perdidas. - respondeu Elizabeth. - Ela estava chorando não de tristeza, mas sim de alegria. Estamos hospedadas na casa de minha tia, que não fica muito longe daqui.
- Na verdade eu não moro aqui, – disse a moça apontando para o local – venho de vez em quando para cá.
- Qual é o seu nome? O meu é Elizabeth, mas pode me chamar de Lizzy, e o dela é Charlotte.
- O meu é Georgiana.
Georgiana – pensou Lizzy. O mesmo da irmã de Will. Por que até aqui a lembrança dele me persegue? Não quero pensar nele enquanto estiver aqui. Como não quer Elizabeth, se você ligou para Mary e pediu para saber como o tio dele estava?
Pare de pensar nele, Elizabeth Bennet!
- Sua casa é muito linda, Georgiana. A mais bonita de toda a região, com certeza.
- Vocês não querem ir comigo até lá?
Lizzy e Charlotte decidiram ir com Georgiana porque estavam curiosas para ver como era a bela propriedade que chamara a atenção delas nos dias em que estavam ali e também pela simpatia que sentiram pela garota.
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- Georgiana, você está cansada de saber que não pode falar com estranhos e muito menos trazê-los para sua casa. – falava a senhora Reynolds à menina que ajudara a criar desde criança; sentia como se fosse uma de suas filhas.
- Eu sei, Anna. Mas assim que cheguei na entrada, as vi sentadas e uma delas estavam chorando. E elas foram muito simpáticas, sabia que eram pessoas boas assim que as vi. Elas não são legais? Que pena que elas não puderam entrar na casa, só na sala. Não viram quase nada de dentro da casa. Mas em compensação viram o jardim. E elas prometeram outro dia voltar. Gostei das duas, mais ainda da Lizzy. Queria que o Will namorasse alguém assim como ela.
- Elas são muito simpáticas mesmo, mas você sabe que seu irmão já tem namorada.
- É, e ela se chama também Elizabeth. Ele disse que vou conhecê-la em breve, talvez mais breve do que eu esperava. Será que ela vem com ele?
- Não sei, menina.
- Que bom que esse ano acabam meus estudos aqui na Inglaterra, Anna. Não quero fazer faculdade aqui, quero morar no Canadá. Não quero mais ficar longe do meu irmão, dos meus tios e primos e só visitá-lo nos feriados e nas férias.
- Seu irmão não disse que no Canadá também existem universidades conceituadas? E que você iria ficar lá no próximo ano em definitivo?
- Mas tenho medo que titia faça-o mudar de ideia, já que ela diz que as universidades daqui são as melhores.
- Se o seu irmão deu a palavra dele a você, não tema, menina, ele cumprirá.
Essas palavras deixaram Georgiana mais feliz.
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Se o alvoroço da imprensa foi grande quando foi divulgado o namoro secreto dos filhos dos dois principais candidatos ao senado, foi maior ainda quando Paul De Bourgh sofreu o enfarto e maior ainda 10 dias após o ocorrido, quando ele anunciou sua renúncia ao cargo.
Paul enviou uma nota aos jornais e à TV anunciando a sua renúncia por motivos de saúde e não falou mais, devido a ainda estar se recuperando. Mas prometeu que depois, quando estivesse bem melhor, explicaria tudo em detalhes e comunicaria se iria apoiar algum candidato.
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Darcy e Fitz decidiram que iriam à Inglaterra atrás das donas de seus corações, mas não puderam ir logo por causa da saúde do tio. Porém, agora que ele estava se recuperando em casa, decidiram que já estava mais do que na hora de viajarem.
Mas se William pensava que escaparia de sua tia, estava muito enganado. Quando estava indo embora depois de fazer mais uma das inúmeras visitas para o tio, sua tia Catherine chamou-o para conversar.
- William, acho que é hora de termos uma conversa. Soube que você vai viajar atrás daquela moça.
- Vou sim, tia. E nem a senhora nem ninguém irá me impedir. Eu amo a Elizabeth Bennet. Ela é o amor da minha vida. Nós não enfrentamos tudo isso para ficarmos separados. Eu sei que a senhora, intencionalmente ou não, me fez acreditar que o tio ficou doente por causa do meu relacionamento com ela, mas se o pai dela e o tio, que seriam os mais atingidos, não se importaram, por que a senhora se importaria? Não interessa o que a senhora diga, nada me convencerá do contrário.
- William...
- Estou com pressa, tia. O que a senhora quiser falar comigo, vai ter que esperar até eu voltar da Inglaterra.
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No voo de ida para a Inglaterra, Darcy e Fitz faziam planos.
- Uma serenata, Fitz? – Darcy não parava de rir.
- Qual é o problema? Ela não quis me ouvir de nenhuma maneira, quem sabe cantando ela não escute?
- Só cuidado para não levar um banho de água no processo. Você vai cantar?
- Claro, minha voz não é tão ruim assim e até já sei a música que vou cantar para ela, está aqui a letra se você estiver interessado. Já decorei.
- Não sei não, Fitz. Não é melhor entregar só um buquê com as flores e pedir perdão?
- Não sei se só assim ela irá me dá atenção, tenho que fazer algo impactante para surpreendê-la.
- Com certeza ela ficará surpresa. O que eu não faço pela Elizabeth e você pela Charlotte? Já não tenho dúvidas de que você a ama primo. O “mico” que vamos pagar vai ser dos grandes. Mas pelo menos vamos contratar dois músicos para tocar na hora.
- Sim. Temos que fazer bonito.
- Só não vou me vestir como um mariachi.
- Will, aí já é demais. Não vou ser brega a esse ponto. Vamos com nossas roupas habituais.
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