Citações

Ter uma boa renda é a melhor receita para a felicidade de que já ouvi falar. (Jane Austen)

Amor Proibido - Capítulo 11

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Capítulo 11
 
 
    Depois de dois dias do pedido de Collins, Charlotte ainda estava muito confusa. Mais uma vez ele a pedira em namoro, e dessa vez ela estava inclinada a aceitar. Estava cansada de esperar pelo amor que não vinha; da decepção que mais uma vez estava sofrendo.
 
Mas antes de aceitar o namoro com o Collins tinha que conversar mais uma vez com Fitz. Tinha que confirmar suas suspeitas de que já era uma página virada na vida dele. Ele deveria ter se arrependido de ter saído com ela. Era uma mulher tranquila, que não gostava de extravagâncias.
 
Ele deve não ter gostado do meu jeito, só saímos algumas vezes, estava tudo tão bem...Só pode ser isso. – pensou Charlotte desolada.
 
Como esse era seu dia de folga, ela iria na Construtora dele. Tinha que saber o porquê dele não ter aparecido mais. Não sabia se ele estaria lá, mas iria assim mesmo.
 
 
Quando o elevador abriu no último andar da Construtora ela se perguntou o que estava fazendo ali, mas mesmo assim, munida de coragem, foi andando até a recepção.
 
- Olá, Bom dia. O Sr. Fitzwilliam se encontra?
 
- Ele ainda não chegou, foi vistoriar uma obra. Mas ligou há pouco e disse que estava vindo para cá, se a senhora quiser esperar... – a recepcionista falou, indicando os sofás da recepção.- Tem outra pessoa que está aguardando por ele também.
 
Charlotte agradeceu e sentou-se em um dos sofás, um pouco afastada de uma ruiva, a mulher que a recepcionista disse que também esperava por ele.
 
Alguns minutos depois de esperar, o celular da ruiva tocou. Ela atendeu a chamada e começou a conversar, num tom de voz que era possível ser ouvido por Charlotte e por quem mais estivesse no local.
 
- Sim, estou na Construtora dele. – falava a ruiva ao telefone.
 
- É, ele mesmo, Fitz, o homem que tive um encontro na semana passada.
 
- Claro, Vanessa. Você acha que eu vou deixar um partido desses escapar assim? Não mesmo. – Continuava falando a mulher.
 
 
Trilha Sonora: No me lo puedo explicar - Laura Pausini & Tiziano Ferro
 
 
Charlotte resolveu que já havia escutado o suficiente. Então era por isso que ele não havia mais ligado para ela, já estava saindo com outra. E ela, como uma boba apaixonada, ainda se prestara a ir atrás dele para descobrir seu sumiço repentino. Mas estava tudo muito claro.
 
Tentando segurar as lágrimas teimosas que insistiam em cair, Charlotte foi em direção a um dos elevadores. O elevador do lado abriu e quando ela ia em direção a este, Fitz acabava de sair dele. Ele a viu e sorriu, mas seu sorriso se apagou no mesmo instante que viu as lágrimas dela.
 
- Charlotte, o que aconteceu? – perguntou Fitz.
 
- Nada, Fitzwilliam. Só agora me dei conta de que não aconteceu nada, absolutamente nada.
 
A mulher que estava sentada, ao vê-lo, levantou-se e falou:
 
- Fitz, querido, você chegou. Estou te esperando há tanto tempo.
 
- Lisa, o que você está fazendo aqui? – perguntou surpreso e contrariado.
 
Sem dar chances da mulher explicar, Fitz andou em direção a Charlotte.
 
- Charlotte, posso explicar tudo a você.
 
- Não há nada a ser explicado. – ela refutou e entrou no elevador. Antes que Fitz conseguisse entrar, o elevador fechou.
 
- Droga! – ele exclamou.
 
- Fitz. – chamou de novo Lisa.
 
- Não posso falar agora. – Ele estava apertando o botão do elevador ao lado para que ele abrisse logo. – Não sei o que você está fazendo aqui, mas só tenho assuntos a tratar com você caso você tenha vindo solicitar algum serviço profissional. – e entrou no elevador orando para que ainda encontrasse Charlotte no estacionamento do prédio.
 
Quando o elevador chegou à garagem do mesmo, Charlotte já estava dentro do carro, colocando o cinto de segurança.
 
- Charlotte – ele falou, segurando na porta do carro dela. – Precisamos conversar.
 
- Então agora resolveu que quer falar comigo? E nesses dias em que te liguei? Para sua casa, seu trabalho e o para o seu celular e você estava incomunicável?
 
- Por favor, Charlotte, deixa eu te explicar. Te procurei no hospital anteontem e não te encontrei, iria hoje tentar falar com você de novo. Só não fui ontem porque surgiu um problema em uma obra e mesmo domingo tive que resolver; e aquela mulher que você viu, ela...
 
- Me poupe de suas explicações. Você me procurou? Que interessante.... e não me achou? O desaparecido aqui da estória não sou eu.  Não quero saber com quem você está saindo agora. Entendi bem seu recado. Sou passado. Tudo bem, não vou morrer por causa disso. Deveria esperar algo parecido de alguém como você mesmo. Não precisa ter consideração por mim só porque vim no seu trabalho. Tenha certeza que eu não mais te incomodarei.
 
- Charlotte, por favor, saia do carro, vamos conversar. Há tanta coisa que eu quero te falar...
 
Charlotte não entendeu por que essa expressão desolada no rosto dele. Ela estava tornando tudo mais fácil para ele, por que ele estava complicando as coisas? Ligou o carro e quando ele retirou as mãos da porta do veiculo, deu a partida e foi embora.
 
Fitz ficou olhando o carro dela se afastar, desolado. Reconhecia que merecia tudo o que estava passando. Nunca levara ninguém a sério e agora que finalmente encontrara o amor, era ele quem não era levado a sério. Merecia sofrer, só não queria que Charlotte sofresse também.
 
      *********************************************************
 
 
- Humm... que cheirinho gostoso, Lizzy. - disse Jane assim que encontrou na cozinha.
 
- É a minha lasanha especial. Está quase pronta.
 
- Vou tomar um banho e daqui a pouco venho para “atacar” a comida.
 
- Jane, você acaba de chegar de um restaurante, no qual você trabalha, e ainda está com fome? – perguntou Lizzy sorrindo.
 
- Depois do almoço não comi mais nada, Lizzy. Estou faminta. E você sabe que eu não resisto à sua lasanha.
 
- Você vai sair com Charles hoje? Daqui a pouco vou para a casa da Char. Ela está de folga hoje. Liguei para ela e ela achou que me enganou mas eu sei que ela está sofrendo. Ela me contou que hoje foi falar com Fitz para descobrir a causa do sumiço dele e acabou descobrindo o que todos temiam: que ele já a havia trocado por outra.
 
- Não acredito! Não é possível, Lizzy. Nas vezes em que saímos ele parecia apreciar tanto a companhia dela, parecia que gostava realmente dela.
 
- Mas quero só me encontrar com ele, porque ele escutará umas poucas e boas. Ainda me lembro como ela ficou arrasada quando descobriu que aquele ex dela estava namorando com ela e outra ao mesmo tempo. E agora a estória meio que se repete.
 
- Vou desmarcar com Charles. Vamos juntas fazer companhia a ela.
 
  
           ************************************************************
 
 
 
Trilha Sonora:  Alguém que te faz sorrir – Fresno
 
 
- Will – falou Charles entrando na sala do mesmo.
 
William fez um gesto, pedindo silêncio para ele.
 
- O que foi?
 
Will apontou para Fitzwilliam, que estava de costas para eles, olhando através das janelas e  nem mesmo se virou quando Charles entrou na sala.
 
- Qual é o problema? – perguntou Charles, falando mais baixo.
 
- O problema é que finalmente o Fitz está sofrendo por amor.
 
- Por amor? Pela Charlotte?
 
- Sim.
 
-Então porque ele não saiu mais com ela? – perguntou Charles.
 
- Ele estava confuso e ficou um tempo sem dar notícias a ela. Quando enfim desvendou seus sentimentos a coisa se complicou. E ela não quer mais vê-lo de jeito nenhum. Ele passou o dia todo ligando para ela e estava até pouco tempo de plantão na casa dela, mas ela não quis atendê-lo.
 
- Mas também, como ele achava que ela agiria? Ele a ignorou completamente, sumiu da vida dela sem dar notícias. – argumentou Charles.
 
- E para piorar, Charlotte viu a mulher com quem ele saiu na semana passada.- acrescentou Darcy.
 
Fitz se virou para olhar para eles sem sair do lugar e falou: - Eu estou aqui, se vocês não esqueceram, e escutando tudo.
 
- Wow! O Will não estava brincando mesmo então. Sua fisionomia fala mais que mil palavras, Fitz. – Charles falou ao ver como o seu amigo estava abatido.
 
- Obrigado. Mas agora só penso em beber algo forte para esquecer.
 
- Beber algo forte? Você nunca foi de beber muito e agora de repente ficou com vontade? De jeito nenhum. Charles e eu vamos te levar para a sua casa.
 
- E se eu não quiser ir?
 
- Você não tem escolha, Fitz.
 
- Vamos, Charles. Levar esse sofredor para casa.
 
- Isso, caçoe, termine o serviço para que não sobre mais nada do que restou de mim.
 
- Fitz, acho que prefiro você do jeito que era. Você depressivo é a pior coisa que existe.
 
- Acho que Elizabeth deve ter passado esse humor sarcástico dela para você, Will.
 
- Ah, enfim voltando a fazer graça.
 
- Eu mereço tudo pelo que estou passando. Ela não quer falar comigo. Como eu vou conseguir explicar as coisas para ela? Eu não sei o que fazer.
 
- Você deve dar um tempo para ela Fitz.
 
- Charles tem razão, primo.
 
- Tempo? Mas eu preciso dizer a ela o quanto ela significa para mim! Dizê-la que eu não tive nada com outra mulher. Que desde que eu a conheci, só tenho olhos para ela.
 
- Calma, primo. Você precisa se acalmar. Deixe as coisas se acalmarem um pouco. Depois, certamente, ela deixará vocês conversarem.

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