Capítulo 7
Lizzy trabalhava em uma grande empresa que possuía diversos arquitetos, em diferentes especialidades, e ela era especializada em projetar e decorar salas de estar.
Estava no trabalho, sentada em sua sala, quando escutou o celular tocar.
- Elizabeth? – era a voz forte de William.
- William.
- Estou ligando hoje como te prometi. A que horas você sai?
Combinaram de se encontrar em uma praça perto da pista de patinação e do escritório dele. Era um lugar pouco movimentando, eles poderiam conversar à vontade.
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| De Praça |
Elizabeth estava chegando na praça e viu um homem de boné sentado na fonte de água da praça de costas para ela. Olhou para os lados e não havia ninguém, só escuridão.
Arrependeu-se imediatamente de ter marcado ali com William. Quando resolveu voltar e pedir um táxi para ir embora, viu o homem virar em direção a ela. Seu coração parou por um momento; claro que isso não acontecera, mas ela sentiu como se houvesse parado.
Trilha Sonora: Every Time I Look at You - IL Divo
Era William. Foi sorrindo até chegar perto dele. Ele olhou para ela e Lizzy continuou sorrindo sem conseguir falar. Por fim, sua crise de riso cessou e ela falou:
- Está aí uma coisa que eu nunca achei que fosse acontecer: William Darcy de boné, e ainda por cima vestindo terno e gravata.
- Achei melhor vir de boné, para ser mais difícil me reconhecerem. Comprei em uma loja aqui perto, não gostou?
- Gostei sim, você ficou parecendo um menino, simplesmente lindo.
Darcy ficou vermelho com o elogio.
- Que lindo, Darcy, vermelhinho. – disse Lizzy tocando na bochecha dele.
- Você me pediu na primeira vez que nos vimos para não sermos tão formais, por que agora está me chamando de Darcy?
- Porque eu gostei. Darcy! Darcy! Darcy! Mas parece que você não gosta muito... – replicou Lizzy sorrindo.
- Em absoluto. É meu sobrenome. A maioria das pessoas me chama assim. Mas você não precisa.
- Não preciso mesmo? Estou em tão alta conta assim com você, Sr. Darcy?
- Acho que você não tem nem ideia do quanto, senhorita Bennet.
- Tenho sim, Will. – ela olhou seriamente para ele e sentaram no banco perto da fonte. – Vamos bancar uma de Romeu e Julieta e namorar escondido... isso é sério demais. Só aviso que sou muito jovem para morrer.
Elizabeth tentou brincar, mesmo sabendo que a coisa era séria.
- Estamos aqui agora porque sabemos que não conseguimos ficar longe um do outro.
Mas temos que ser muito discretos. Quando a eleição acabar, vamos aceitar quem for que ganhe. Seu pai ou meu tio e depois comunicarmos a eles que estamos namorando.
Mas agora você sabe que não podemos fazer isso.
- Sei sim. Meu pai, eu acho, talvez poderia aceitar. Minha mãe é que eu acho que faria um escândalo.
- Não sei se meu tio aceitaria, Lizzy. Mas sei que ele quer o melhor para mim. Minha tia com certeza agiria igual a sua mãe. Mas o problema maior é a imprensa. Iriam fazer muitas especulações. O que não seria nada bom pra ninguém.
- Eu sei. – disse Elizabeth tristonha.
Ela colocou sua mão no rosto dele e acariciou-o. Ele fechou os olhos por um momento, curtindo a carícia e depois pegou a mão dela e beijou a palma. A seguir deu um beijo na boca dela, que foi correspondido prontamente.
Ficaram um tempinho se beijando até que ela se afastou e disse:
- Namorando? Não escutei ninguém me pedir em namoro...
Ele sorriu e falou:
- Elizabeth Bennet, você aceita namorar comigo, William Darcy?
Ela fingiu pensar sobre o assunto por um tempo e depois falou sorrindo e se atirando nos braços dele.
- Sim, sim! Aceito.
Depois de um tempo foi a vez dele interromper o beijo e falar:
- Por mais que eu não queria parar agora, é melhor irmos. Vamos comer alguma coisa. Você comeu quando saiu do trabalho? - recebendo a resposta negativa de Elizabeth ele acrescentou. – Eu também não. Vamos, sei de um lugar não muito longe daqui muito discreto e com excelente comida.
Foram ao local onde William havia falado e depois ficaram namorando um pouco mais. Encerrado o primeiro encontro oficial dos dois como namorados, William a levou até o apartamento dela.
- Meu amor, sei que por enquanto ninguém pode saber que estamos juntos, mas e a Charlotte e a Jane? Eu quero contar a elas, não saberei manter segredo sobre uma coisa dessas.
- Acho que você pode contar a elas duas, eu vou contar para o Fitz e o Charles. Eu também não sei se conseguiria manter segredo por muito tempo para eles, acho mais prudente eles ficarem sabendo, são pessoas confiáveis e nos darão cobertura se precisarmos.
- Não sei como contarei à Jane, mas com certeza ela entenderá as minhas razões. E o seu primo, o que falará? Afinal, Paul De Bourgh é tio dele também.
- Meu primo? Ele logo sentiu que havia algo entre nós, ele até me aconselhou a viver nosso amor.
- Fico mais aliviada. Falando nele, o Fitz é muito mulherengo?
- Sim, é. Por que a pergunta? Por causa da sua amiga Charlotte?
- É. Não entendi até agora porque ela deu o número dela a ele. Ela é discreta e lógica e ele é muito expansivo e brincalhão. São o oposto um do outro.
- Não dizem que os opostos se atraem? – tentou brincar William.
- Só temo que a Char acabe magoada.
- Meu primo é uma pessoa muito legal, Lizzy, mas não vou mentir para você. Ele nunca se envolveu emocionalmente com uma mulher. Mas sua amiga, eu acho que seja uma pessoa diferente das que ele costuma sair.
- É mesmo. Mas o que não entendo é que se ela já sabe como ele é, porque concordou em sair com ele?
- Se você que é amiga dela e não sabe, imagine eu, meu amor.
- Mas você hoje está diferente, muito engraçadinho.
- É você que só desperta o meu bom humor.
Mesmo sabendo que Jane ainda não tinha chegado, acharam melhor se despedir logo no carro, com mais um beijo apaixonado e a promessa de se encontrarem em breve.
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- Amor, que lindo! Amei. Temos que voltar e levar todo mundo para assistir no http://www.national.ballet.ca/performances/season0809/on_tour.php]The National Ballet of Canada, o espetáculo Romeu e Julieta.
- falava Jane quando Charles estacionava o carro em frente ao prédio dela.
- Aquele carro é o do William. – disse Charles se referindo a um carro que já estava no final da rua.
- Deve ser um carro parecido, amor.
- É o dele mesmo, sei o número da placa.
- Com certeza passou por essa rua já que o escritório de vocês não é muito longe daqui...
- Acho que foi isso mesmo, Jane.
Jane consultou a hora no relógio.
- Bem, já está tarde, vou subir. Tchau, meu amor.
- E não ganho um beijo de despedida? – falou Charles se aproximando dela e colando seus lábios nos dela.
- Ai. – exclamou Charles.
- O que foi? – perguntou Jane preocupada.
- O cinto de segurança que me machucou, esqueci de tirá-lo. – respondeu Charles ficando um pouco vermelho, embaraçado.
Jane achou que ele ficou ainda mais bonitinho constrangido. Tirou o cinto dela e depois o dele e iniciou o último beijo de despedida do dia.
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