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Não me enfrente diretamente com seu olhar. Um olhar pode ser rápido demais ou lento demais. (Jane Austen)

Armações do Destino - Capítulo 11

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Depois do almoço sentaram-se na varanda, Elizabeth sentou-se com Jane numa rede, segurando a mão de Jane, a acariciava enquanto conversavam e riam alegres.
 
_ Nunca vi duas irmãs darem-se tão bem, a não ser William e Georgiana. _ exclamou Charles.
 
_ Minha relação com Georgiana é quase de pai e filha. _ brincou William.
 
_ Mesmo assim, eu admiro vocês, eu e Caroline não somos tão próximos assim, com Louise então que é bem mais velha nem se fala, quando crianças vivíamos brigando. _ riu.
_ Ah, Charles. Não me dê muitos méritos. _ disse Lizzy _ Eu seria um monstro se não me desse bem com alguém tão doce quanto Jane.
 
_ Realmente, Jane é um anjo. _ disse Charles com um brilho no olhar.
 
_ Não exagerem, sou como todas as pessoas. _ protestou Jane.
 
_ Não sei como é que ela me agüenta. _ sorriu Lizzy.
 
_ Ora Lizzy, não seja modesta, você só tem um gênio forte, mas é a pessoa mais amorosa do mundo. _ elogiou Jane.
 
_ Obrigada, por transformar meus defeitos em qualidades.
 
_ Considera que os defeitos possam se tornar qualidades? _ perguntou William.
 
_ Nos responda você. _ disse Lizzy com um ar de provocação _ É orgulhoso Darcy. _ afirmou _ Considera o orgulho um defeito ou uma qualidade?
 
Darcy sorriu.
 
_ Realmente, não saberia dizer, o orgulho quando bem administrado, pode tornar-se uma qualidade.
 
_ Não tem defeitos? _ perguntou enigmática.
 
_ Claro que sim. Meu gênio, assim como o seu pode ser considerado um defeito, mas talvez tenha outro pior. Não consigo esquecer as loucuras e os vícios dos outros tão facilmente. Nem as ofensas que me fazem. Meu temperamento pode ser chamado rancoroso. Uma vez perdida a minha boa opinião, esta perdida para sempre. _ terminou sério.
 
_ Realmente, soube escolher bem o seu defeito. O ressentimento implacável é um traço que marca um caráter. _ olhou-o com ar triste, mudando de assunto em seguida. _ Charles, o que se faz por aqui no Carnaval? _ sorriu.
 
_ Bem, quase nada, eu acho. Os funcionários costumam fazer um pequeno baile.
 
_ E quando será?
 
_ Hoje, se não me engano.
 
_ Oh! Vamos! _ sorriu _ Vamos dançar um pouco.
 
_ Na festa dos funcionários? _ perguntou Caroline horrorizada.
 
_ E o que tem demais? _ perguntou Lizzy sem entender _ Vamos nos divertir, é carnaval.
 
_ Mas Lizzy, nem temos fantasias.
 
_ Colocamos qualquer coisa Jane. E então? _ olhou para Jane e Charles.
 
_ Por mim, tudo bem. _ respondeu Charles _ Adoro bailes de carnaval. E você William?
 
_ Não é dos meus preferidos. Mas se querem ir, eu os acompanho.
 
_ Então iremos todos, a não ser Caroline.
 
_ Oh! Claro que vou Charles.
 
_ Então, esta decidido. Agora que tal andarmos a cavalo. Soube que Lizzy aprendeu a montar muito bem, quero ver isso. _ brincou Charles.
 
Lizzy ficou surpresa, mas não olhou para Darcy, ficou imaginando até onde Charles saberia sobre o passeio a cavalo, mantendo a aparência alegre os acompanhou ao estábulo.
 
 
 
***
 
 
 
A noite chegou, Lizzy estava ansiosa, finalmente passaria uma noite agradável, naquele feriado que mais parecia um pesadelo, o contato com outras pessoas, fora daquele círculo era o que ela mais desejava. Vestiu a parte superior do biquíni e um short jeans, soltou os longos cabelos, fez alguns traços e círculos no rosto e corpo com o lápis para os olhos, dizendo a si mesma:
 
_ Bem, não é bem uma índia, mas pode-se enganar. _ sorriu.
 
Quando entrou na sala, Jane, Charles e Darcy, estavam lá. Jane parecia uma boneca, com um vestido azul claro, cheio de fitas. Charles e Darcy, estavam iguais, com bermuda preta, uma camisa vermelha, um nariz de palhaço e na cabeça Charles usava um chapéu coco e William uma cartola.
 
_ Palhaços! _ exclamou Lizzy sorrindo e virando-se para Darcy _ Realmente, você é daqueles que nunca fica mal vestido com nada. Esta muito bonito.
 
_ Uau! Que elogio, heim William? Acho que esta noite, você não fica sozinho. _ disse Charles, soltando uma gargalhada.
 
Lizzy baixou o rosto, encabulada, na verdade nem tinha percebido que havia dito em voz alta o seu pensamento. William a olhava, mas ela não soube dizer o que se passava com ele. Porém, logo todos os pensamentos e olhares voltaram-se para a assombrosa aparição no alto da escada, Elizabeth não agüentou e virou o rosto para não rir.
 
_ Caroline! _ exclamou Charles, entre surpreso e cômico _ Você esta tão, tão, tão ... Mas afinal, o que é que esta usando? _ perguntou fazendo careta.
 
Parecia um misto de Mulher Gato com a Morticia da família Addams, mas de cabelos vermelhos, porém muito mais assustador.
 
_ Gostaram? _ perguntou num tom altivo, certa de estar agradando, ao ver todos com uma expressão de espanto.
 
_ Você esta tão ... _ disse Jane sem encontrar palavras.
 
_ Fatal! _ completou Lizzy em tom alto. _ Se eu a encontrasse, sozinha lá fora no escuro, certamente morreria de susto. _ disse baixinho aos outros, todos riram e saíram em direção ao galpão aonde seria o baile.
 
Quando entraram, as pessoas se assustaram. Pouco a pouco, pararam o que estavam fazendo e os fitavam, nunca os patrões compareceram a alguma festa ali.
 
_ Nossa! _ exclamou Lizzy _ Vocês sabem mesmo como parar uma festa. _ riu puxando Jane pela mão _ Vamos dançar Jane, adoro essas marchinhas antigas*. Olhe, Margareth. _ a moça que arruma o quarto onde estava.
 
 
_ Srta. Elizabeth. _ disse Margareth, sem graça.
 
_ Já te pedi para me chamar de Lizzy. Apresente-nos aos seus amigos.
 
Margareth feliz com essa demonstração de consideração, as apresentou ao seu grupo de amigos, logo Charles se juntou ao grupo.
 
_ Vamos, vamos dançar. _ sorriu Charles, em pouco tempo todo o galpão estava novamente agitado.
 
William resolveu procurar algo para beber e andar em volta, qualquer coisa seria melhor do que ficar parado ao lado de Caroline, com aquela roupa.
 
_ Venha dançar, William. Não fique aí parado com essa cara de palhaço. _ riu.
 
_ Charles, a idéia de nos vestirmos assim, foi sua. Então, não me aborreça. _ disse em tom de brincadeira _ Você sabe que preciso criar coragem.
 
_ Não crie muita. _ olhando para a lata de cerveja que William segurava _ Pode perder o melhor da festa.
 
_ Não se preocupe. Sabe que nunca excedo meus limites.
 
_ Talvez seja o seu problema, William. _ riu e olhou para Elizabeth _ Ela tem muito a lhe ensinar. _ sem esperar a resposta, voltou para o meio do galpão.
 
William a ficou admirando de longe, não poderia mais ficar tão próximo, tentou encontrar defeitos em Elizabeth, mas quando pensava em algo, logo o transformava em qualidade. Notou que alguns homens a olhavam, ficou louco de ciúmes, como eles ousavam olhá-la daquela forma, lembrou-se que também a havia olhado de uma maneira muito semelhante no dia em que chegou. Desviou o olhar, não poderia fazer nada, no mais como ele, somente poderiam olhá-la e lá estava ela com ar de criança, sorrindo para todos.
 
_ Jane, estou com sede, vou procurar algo para beber.
 
_ Tudo bem. Ficaremos aqui Lizzy.
 
Elizabeth se aproximou de uma das mesas _ ‘Onde será que esta o refrigerante?’ _ pensou, viu várias bebidas em jarros, pareciam refrescos, mas ficou em dúvida.
 
_ Esta muito quente, não é Elizabeth?
 
_ Esta sim, Caroline. Sabe me dizer o que são estas bebidas?
 
_ Nada de mais, são refrescos com as frutas da região.
 
_ Ótimo! Não bebo nada que contenha álcool.
 
_ Eu imaginava. _ Caroline sorriu maliciosa.
 
Elizabeth bebeu um copo, não identificou o sabor, mas era muito doce, se serviu de outro copo e voltou para junto de Jane.
 
_ O que esta bebendo?
 
_ Não sei. Caroline me disse que é refresco com frutas da região.
 
_ Quem disse? _ perguntou Charles com ar preocupado _ Deixe-me ver? _ experimentou _ Espero que esteja acostumada a beber, isso é doce e sobe rápido, é como um vinho da região. _ disse para Jane, enquanto Elizabeth dançava olhando em outra direção.
 
_ Oh, não. _ exclamou e virando-se para a irmã _ Quantos copos bebeu Lizzy? _ perguntou Jane preocupada.
 
_ Este é o segundo. Jane, estou me sentindo estranha.
 
_ O que foi?
 
_ Charles, Lizzy não esta acostumada a beber.

_ Bem, então vamos ficar de olho nela. O que ela faz quando esta de pileque? É muito chata? _ riu.
 
_ Ela ri muito, pula muito e depois ...
 
_ Depois?
 
_ Dorme muito. _ ambos riram.
 
_ Jane, então ela esta de pileque desde que chegamos. _ sorriu.
 
_ Lizzy, meu bem. Não entre em pânico. _ disse calmamente Jane.
 
_ Caroline se vingou? _ perguntou Elizabeth, entendendo o ar da irmã.
 
_ Exato.
 
Elizabeth começou a rir.
 
_ Então vamos aproveitar! É carnaval! _ pegou o copo de Charles, procurou Caroline com o olhar e a saudou, levantando o copo e sorrindo, não bebeu o resto do líquido, foi até uma lixeira e jogou fora. Voltou e continuou a dançar. William que via tudo de longe, aproximou-se de Charles.
 
_ O que ela tem? Esta mais agitada do que o normal.
 
_ Esta de pileque. Caroline a enganou.
 
_ Então, estão quites agora.
 
_ Não sei não. Veremos quando Lizzy melhorar. _ riu Charles.
 
William ficou preocupado, o que Elizabeth poderia fazer naquele estado, sóbria era imprevisível. Achou melhor ficar de olho nela, não estava gostando nada do jeito dos homens que dançavam próximos a ela. Depois de algumas horas, Jane quis ir embora.
 
_ Oh! Jane! Ainda não, estou muito animada.
 
_ Vamos Lizzy.
 
_ Não vá você, fico sozinha. O que pode me acontecer aqui?
 
_ Não quero que fique sozinha.
 
_ Eu fico com ela. _ disse Darcy.
 
Elizabeth fez uma careta, porém em seguida concordou.
 
_ Viu, já tenho um pajem. Pode ir sossegada. _ disse rindo.
 
Jane, Charles e Caroline se foram. Lizzy ficou dançando, mas depois de algum tempo notou alguns rapazes, com expressões estranhas ao seu redor _ ‘Ooo’ _ pensou _ ‘Sinal vermelho’ _ procurou Darcy com os olhos não o encontrava _ ‘Onde ele esta? Ufa!’ _ respirou aliviada, sem mostrar que os havia notado, Elizabeth pulando, saiu em direção a Darcy, parou em frente a ele rindo.
 
_ Oi bonitão! _ exclamou divertida _ Esperei por você a noite toda. _ disse num ar zombeteiro.
 
Darcy riu sem responder. Elizabeth o puxou para perto, tirou sua cartola e o nariz de palhaço, colocando-os em si mesma, passou seus braços pelos ombros dele.
 
_ E então, como estou?
 
_ Bem, você é uma daquelas pessoas que nunca fica má vestida com nada. Esta muito bonita. _ repetiu o que ela dissera mais cedo.
 
_ Uau! _ Lizzy riu _ Acho que esta noite, não vou ficar sozinha. _ riram lembrando-se das palavras de Charles.
 
Elizabeth continuou rindo e dançando nos braços dele. Tirou o nariz de palhaço. De repente, o beijou com paixão. Em seguida, desvencilhou-se de Darcy, rindo e dançando sozinha. Voltou como se nada tivesse acontecido.
 
_ William. Vamos embora. Aqui esta muito abafado.
 
William concordou e Elizabeth o puxou pela mão, saíram.
 
_ Mas que céu lindo! _ exclamou em tom alto e rindo, começou a cantarolar uma das marchinhas de carnaval _ Gosta de me ouvir cantar?
 
_ Gosto! Você leva jeito.
 
_ Então, vou cantar para você uma baladinha. _ subiu numa das mesas de pedra do jardim _ Chama-se Balada do Amor Inabalável:
 
*Leva essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim,
seu coração lembrar de mim
na confusão do dia-a-dia no sufoco de uma dúvida,
na dor de qualquer coisa

Elizabeth cantava e dançava, com gestos lentos como a música pedia, William ficou parado olhando-a, não sabia o que fazer. Se, preocupava-se ou a ficava admirando.

É só tocar essa balada de swing inabalável que é o oásis do amor
Eu vou dizendo na seqüência bem clichê
eu preciso de você

Pa-nan-nan...


Lizzy deu um passo em falso e se desequilibrou, ele a pegou pela cintura e a desceu. Elizabeth continuou cantando.
É forca antiga do espírito virando convivência de amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar e não pensar em nada

Planejando pra fazer acontecer ou simplesmente refinando essa amizade
Eu vou dizendo na seqüência bem clichê
eu preciso de você

Pa-nan-nan ...


Elizabeth passou os braços em torno dos ombros dele.
Mesmo que a gente se separe por uns tempos ou quando você quiser lembrar de mim
Toque a balada do amor inabalável
swing de amor nesse planeta

Mesmo que a gente se separe por uns tempos ou quando você quiser lembrar de mim
Toque a balada seja antes ou depois,
eterna Love Song de nós dois

Encostou os lábios nos ouvidos dele e terminou a canção.
Leva essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim,
seu coração lembrar de mim
na confusão do dia-a-dia no sufoco de uma dúvida,
na dor de qualquer coisa
Pa-nan-nan ...

*Skank – Balada do Amor Inabalável
 
Olharam-se, Elizabeth o beijou novamente, beijou-lhe o rosto, o pescoço, seus dedos brincavam entre os cabelos e a nuca dele, não pensava em nada, somente em beijá-lo.
 
_ Elizabeth! Vamos parar antes que nos arrependamos depois. _ disse ternamente.
 
_ Já se arrependeu de um sonho? _ perguntou Lizzy sussurrando.
 
_ Não.
 
_ Já sonhou comigo?
 
_ Várias vezes.
 
_ Então, não estamos fazendo nada, que não tenhamos feito antes. Isso é um sonho. _ sussurrou no ouvido dele, o celular dela tocou. _ O que é isso?
 
_ Seu celular.
 
_ Oh! Esqueci. _ atendeu _ Jane !?! Oi Jane! _ disse sorrindo _ Onde estou? Ah, não sei, espere. _ olhando para William _ Onde estamos?
 
_ No jardim.
 
_ Estamos no jardim. Com quem estou? Oras, com William. Não Jane, tenho certeza. Quer falar com ele? Não? Daqui a pouco estaremos aí. Vá dormir, não se preocupe. William me levará sã e salva. _ riu _ Não fazer nada com que me arrependa? Quantas pessoas mais, vão me dizer isso hoje? Nada. Tchau, querida. Durma bem. _ desligou o celular, olhou para William.
 
_ Esta noite, quem esta aqui é o “meu William”, somente William, sem sobrenome, sem endereço, sem profissão, somente com o olhar e o sorriso mais lindo que já vi na vida. _ Elizabeth acariciou o rosto dele, seu olhar tornou-se triste _ Mas, talvez vocês tenham razão. Amanhã ao acordar podemos nos arrepender, afinal estou de pileque. _ sorriu.
 
_ Exato. _ William sorriu também.
 
_ Oras, mas você também não esta tão sóbrio assim.
 
_ Não. Mas, ainda sei o que estou fazendo.
 
_ Conceito errado. Embora seja um álibi muito bem utilizado, de que não se sabe o que se fez quando neste estado. Se, é para o bem geral, amanhã o utilizarei e você também. _ sorriu tristemente _ Bem, então nos despediremos. Aos nossos sentidos físicos. _ deu-lhe um beijo longo, Lizzy despedia-se de William, a última gota de esperança que estava escondida em seu íntimo e estes últimos dois dias, haviam reavivado, de que ele sentisse algo especial por ela, esvaiu-se com as demonstrações dele de só estar atraído por ela fisicamente, seu coração abria espaço novamente para um novo amor. Elizabeth o afastou, puxando-o pela mão.
 
_ Venha, me leve para casa cavalheiro. _ de mãos dadas os dois encaminharam-se para a casa da fazenda, Lizzy deu mais uma olhada para o céu e entrou, separaram-se os quartos de ambos ficavam de lados opostos.
 
Elizabeth tinha uma longa escada para subir, subiu alguns degraus e se sentou, passada a euforia do álcool, agora estava sem forças para dar mais um passo, sem conseguir pensar direito o chamou de volta.
 
_ William! _ chamou fracamente e esperou.
 
_ O que foi Lizzy? _ olhou preocupado.
 
_ Desculpe! _ disse rindo _ Pode me ajudar a subir, não consigo sozinha.
 
William sorriu e a pegou em seus braços, Elizabeth encostou a cabeça em seu ombro, estava sonolenta, indicou qual era o quarto, ele entrou e a colocou na cama.
 
_ Feche a porta e fique até eu dormir.
 
Mecanicamente, William fez o que Lizzy pediu, tirou os sapatos dela e sentou-se na cama.
 
_ Deite-se aqui, para que eu possa ver melhor o seu rosto. _ disse com a voz fraca, William continuou fazendo o que ela pedia, Lizzy o olhou e cantou baixinho:
 
Por favor não vá ainda, espera anoitecer*
A noite é linda, me espera adormecer
Não vá ainda, não
Não vá ainda
 
*Zélia Duncan – Não vá ainda
 
 
Seus olhos fecharam-se por completo. Darcy continuou ali, sem vontade de ir embora, uma luta estava sendo travada entre seu coração e sua razão, diante da imagem tão doce e angelical, parecia que seu coração venceria, mas depois de muito esforço, sua razão venceu novamente mais uma batalha, exausto adormeceu ali mesmo.

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