Lizzy acordou às 05:00 hs, foi até o quarto de Jane, ela não estava lá. Estavam morando sozinhas há um mês, tentavam a tão sonhada independência e apesar de sentirem muita falta da família, principalmente do pai, estavam adorando o sossego que estavam tendo. A família Bennet era grande, cinco irmãs, Jane, Elizabeth, Mary, Katherine e Lydia. Jane era sem comparação a mais bela e doce de todas, essa docilidade fez com que ela ingressasse na área da Pedagogia e iniciasse junto a outros amigos de faculdade o seu próprio negócio, uma escola infantil, ela gostava tanto de crianças que fazia questão de lecionar, deixando os assuntos administrativos para os outros sócios. Mary era muito estudiosa, vivia com a cara nos livros, cursava o primeiro ano de Medicina, Kitty e Lydia, cursavam o 2º grau, 3º e 2º ano respectivamente, eram duas namoradeiras, típicas adolescentes. A Sra. Bennet, era uma casamenteira, apesar de o mundo ter mudado muito, sua única meta na vida era ver todas as filhas casadas, dizia que não suportaria ver uma delas com filhos e sem maridos como costumava ver com freqüência pela vizinhança, com esse discurso ela afastava todos os namorados que Jane ou Lizzy tinham coragem de levar em casa, por isso, elas resolveram que ficaram mais à vontade vivendo separadas dela. Apesar, do prédio aonde moravam ficasse somente, há uma quadra de distância da casa dos pais.
O Sr. Bennet era um homem muito inteligente, trabalhou durante muitos anos na bolsa de valores e agora estava aposentado, a maior parte do seu tempo, passava em seu escritório, longe do burburinho da família, metido com seus livros, dizia que a agitação da bolsa tinha sido o suficiente para que ele mantivesse agora uma vida mais tranqüila, sem grandes emoções.
Lizzy completamente sonolenta, foi até a cozinha, não teve uma noite muita tranqüila, apesar de sua experiência com William, acordou várias vezes com ele no pensamento, estava pensando nele quando sentiu alguém lhe tocar.
_ Ai! _ gritou _ Que susto Jane! Por que entrou sem fazer barulho? _ perguntou com a mão no peito.
_ Desculpe! Achei que estava dormindo. _ respondeu rindo.
_ Onde estava? _ perguntou Lizzy maliciosa.
_ Oh Lizzy, conheci o rapaz mais encantador do mundo! _ suspirou.
_ Jane, para você todos são encantadores. _ riu.
_ Não este é especial, tão ... tão ... maravilhoso.
_ Tá bom! E como se chama o homem maravilha?
_ Charles! _ respondeu com o semblante sonhador.
_ Nossa, preciso conhecê-lo, realmente ele te deixou muito impressionada, esta quase cantarolando._ riu da expressão de Jane.
_ Boba! Ah! _ exclamou _ E você? Como foi? Vimos o seu escolhido entrar, pelo tempo que demorou e pela cara dele, não fui somente eu quem ficou impressionada com alguém.
_ Ah, Jane! _ respondeu Lizzy, tentando imitá-la _ Ele é tão ... tão ... e se eu não estivesse com tanto ... tanto ... tanto ... sono, também estaria cantarolando.
_ Palhaça! Você não vai acreditar, que mundo pequeno, ele é o melhor amigo de Charles. _ disse surpresa.
Elizabeth olhou espantada, isso realmente era muito bom, já que não tinha dado seu telefone para ele, e pela cara de Jane, ela e Charles iriam se encontrar outras vezes.
_ Jane, não é o mundo que é pequeno o barzinho é que era. _ riu _ Bem, estou atrasada, as duas maluquetes estão me esperando. Vou passar o fim de semana lá, parece que Lydia esta de namorico com um vizinho da tia Philips. Vê se não apronta na minha ausência. _ deu uma piscadela e saiu quase correndo.
***
Os tios Philips moravam em Campinas*, próximo ao Bosque dos Jequitibás, o trajeto entre São Paulo e Campinas leva por volta de 1h00.
_ Arre! Finalmente chegamos. _ gritou Lydia, saindo correndo e tocando a campainha.
_ Minhas queridas, quantas saudades. _ exclamou tia Philips.
Após os cumprimentos efusivos, todas entraram e Lydia foi logo perguntando:
_ Como esta o meu querido Dennis?
_ Bem Lydia. Mas, acho que você não o encontrará hoje, ele esta trabalhando numa loja do shopping.
_ Oh, então temos que ir até lá. _ olhou para Lizzy.
_ Nem pense Lydia! Acabamos de chegar e eu estou muito cansada preciso descansar. _ Lydia fez uma cara de choro _ Se você se comportar e me deixar tirar uma soneca, prometo dar uma volta com você pelo quarteirão.
_ Ora, Lizzy! Não seja tão má, vim aqui só para vê-lo.
_ E porque não falou com ele durante a semana?
_ É que ela estava ocupada pensando no Alberto. _ dedou Kitty.
_ Kitty!
_ Vocês duas não tem jeito! Titia posso descansar um pouco, tive uma noite insone.
_ Claro minha querida, o almoço saíra um pouco tarde, seu tio queria fazer uma surpresa para vocês e vocês sabem, ele tem certa dificuldade em escolher o acompanhamento de um prato, sempre quer trazer tudo.
No quarto Lizzy, tentou dormir, quando finalmente conseguiu, sonhou com William, estavam juntos, apreciando uma paisagem no campo ele se virou para ela com uma ternura no olhar e disse:
_ Lizzy! _ num tom de voz, que evidenciava o quanto ele gostava dela _ Eu ... _ passou uma nuvem e tudo escureceu, Lizzy acordou com o coração batendo descompassado.
_ Ora Lizzy. _ disse a si mesma _ Esta dando muita importância para alguém que ainda nem conhece. Tudo bem que ele beija maravilhosamente bem, mas assim já é demais. _ riu _ Isso não é bom, já estou falando sozinha. Bem, vamos levantar, esquecer e aproveitar o dia. _ embora estivesse realmente fascinada por William, ela era determinada e conseguiu esquecê-lo por alguns momentos.
_ Tio Philips! _ exclamou Lizzy _ Como vai? _ dando-lhe um beijo no rosto.
_ Muito bem, Lizzy. Descansou?
_ Sim.
_ Soube que começará num novo emprego na segunda-feira. _ ela assentiu com a cabeça _ Como se chama a empresa?
_ Darcy’s Vision.
_ É uma ótima empresa, tem filiais por todo o país. Antes de abrir meu próprio negócio, trabalhei nela, o antigo Sr. Darcy era um excelente homem, é uma pena que tenha partido num acidente de carro.
_ Oh! Não sabia. _ exclamou Lizzy.
_ Fazem uns cinco anos, tenho muitos conhecidos que ainda trabalham na companhia. Sua esposa faleceu ao dar a luz a filha mais nova. Ela deve ter entre 17 e 18 anos. O filho mais velho deve ter uns 28 anos e embora soube que sua tia Catherine De Bourgh, esteja na presidência da companhia a pedido dele mesmo, o rapaz cuida de tudo com um tino para o negócio superior ao do seu próprio pai.
_ Nossa que responsabilidade. _ exclamou Lizzy.
_ É dizem também que ele é muito reservado e orgulhoso.
_ Bem, as pessoas dizem muitas coisas, principalmente de alguém com tanto dinheiro como ele. Mas eu gostei muito do ambiente, as pessoas pareciam muito satisfeitas lá.
_ Tenho certeza de que você irá gostar. E como estão todos em sua casa?
_ Estão todos bem, mamãe continua tentando nos casar e papai continua trancado com seus livros. _ o almoço transcorreu bem, com vários assuntos sendo atualizados, após um curto descanso e não agüentando mais os apelos de Lydia e Kitty, as três irmãs foram para o shopping.
***
_ Só vocês duas para me tirarem da cidade e me fazer visitar um shopping. Poderíamos ter ido ao parque ou ao bosque, seria muito mais refrescante.
_ Ora Lizzy, se esta com calor te pagamos um refresco. _ disse Lydia irônica.
_ Você pelo menos sabe em qual loja ele trabalha?
_ Na verdade não. Mas não será difícil achá-lo.
_ Já vi tudo. Kitty que tal assistirmos um filme, enquanto Lydia caça o namorado por aí.
_ Ah Lizzy quero ir com Lydia.
_ Esta bem, vou sozinha. Mas me acompanhem até lá. Vou escolher um filme e marcamos de nos encontrar quando o filme terminar.
_ Olha! Olha! Lá esta ele! _ gritou Lydia, saindo em sua direção.
Lizzy avistou um grupo de rapazes e moças conversando, o tal Dennis levou um baita susto quando viu Lydia. Lizzy logo percebeu que ele poderia estar fazendo qualquer coisa ali, menos trabalhando. Ele se afastou do grupo e recebeu Lydia com um selinho, ela o apresentou a Lizzy, ficaram conversando um pouco, quando outro rapaz do grupo aparentando ser bem mais velho se aproximou.
_ Dennis, não me apresenta suas amigas.
_ Claro George! Esta é Lydia, o meu docinho e estas sãos suas irmãs Kitty e Lizzy.
_ Prazer, George Wickham! _ cumprimentando-as com três beijinhos no rosto.
_ Venham, juntem-se a nós, vamos tomar algo ali na praça de alimentação.
_ Claro. _ responderam Kitty e Lydia.
_ Bem, eu vou ao cinema. _ respondeu Lizzy.
_ Sozinha? _ perguntou George.
_ Sim.
_ Por favor, eu insisto. Não me deixe sozinho com a garotada Lizzy.
_ Elizabeth. _ disse ela com um sorriso _ ‘Lizzy é só para os amigos mais íntimos’ _ pensou e parece que ele entendeu o recado _ Tudo bem, vou com vocês.
Lizzy observou as maneiras de George, muito educado e galante, sem contar que tinha um rosto e um corpo muito bonitos, embora tenha simpatizado com ele, sentiu algo que não conseguia explicar, um sinal vermelho lá no fim do túnel.
_ Estão passeando? _ perguntou George, puxando assunto.
_ Sim, visitando nossos tios. E você o que faz com a garotada? _ perguntou Lizzy, num tom zombeteiro.
_ Ah! _ sorriu _ Sou o chefe deles na loja de música.
_ Deve ser muito bom trabalhar com música.
_ É sim, embora minhas aspirações sejam outras. E você trabalha?
_ Sim, na Darcy’s Vision.
_ Que coincidência. Conhece o atual Sr. Darcy.
_ Na verdade ainda não. Começarei na segunda-feira. Por que coincidência?
_ Eu trabalhei lá durante muito tempo.
_ E por que saiu?
_ Na verdade saíram comigo. _ disse em tom irônico _ Meu pai era assessor direto do antigo Sr. Darcy, fui criado com a família, meu pai faleceu alguns anos antes do Sr. Darcy e este por gostar muito de mim, assumiu a responsabilidade pelo meu futuro, me deu um cargo de gerência, mas seu filho me demitiu assim que assumiu os negócios da família.
_ Nossa, mas por quê?
_ Por ciúmes. Seu pai me amava como um filho.
_ Que coisa horrível.
_ E hoje estou aqui, como gerente de uma pequena loja de música.
_ Como alguém pode fazer algo assim?
_ Darcy é capaz de coisas horríveis, em nome de seu orgulho. Ainda mais por ser apoiado pela tia Catherine De Bourgh, logo ele vai se casar com sua prima Anne, para manter o bom nome e fortuna da família.
_ Que coisa medieval, se casar com a prima.
_ Os Darcy levam muito em conta a importância da família, juntar fortunas, estas coisas de alta sociedade.
_ Nunca ouvi nada mais arcaico. Bem, não quero tirar conclusões agora, ainda nem os conheço, embora eu nem vá ter contato direto com eles.
_ Vai trabalhar em que área?
_ RH.
_ Com a tia talvez não, mas o RH esta ligado diretamente a Darcy, ele faz questão, o verá sempre por lá.
_ Você sabe muito sobre as rotinas de lá? _ perguntou desconfiada.
_ Ainda tenho muitos amigos lá, por isso me mantenho informado.
_ Ah! _ Lizzy achou estranho, logo mudaram de assunto, até o momento em que saíram George a cumulou de atenções, apesar de seu jeito agradável, ele era um simples esboço perto da imagem de William que teimava em brincar nos seus pensamentos.
Lydia marcou um passeio no domingo de manhã com Dennis e os amigos, Elizabeth não foi, queria descansar, estava ansiosa pelo dia seguinte, tinha que estar bem disposta. Depois do almoço despediram-se dos tios, prometendo voltarem em breve, no caminho Lizzy teve que agüentar Kitty e Lydia dizendo:
_ Você foi muito tola Lizzy, por não ter ido, George ficou muito decepcionado. Fez até eu dar o número de seu celular para ele.
_ Lydia, como você pôde ser tão inconveniente? Eu não dou meu número para desconhecidos. _ ‘Não dei nem para o William’ _ pensou.
_ Ora Lizzy, se não der como vai conhecê-lo?
_ Você é muito cabeça oca Lydia. _ aumentou o som para afastar seu descontentamento.
***
Elizabeth jantou com os pais e ficou conversando com o Sr. Bennet durante algumas horas, contou-lhe as novidades, por volta das 21h00 foi para casa, Jane estava lá. Abriu a porta do apartamento e tudo estava escuro, de repente a TV ligou.
Elizabeth jantou com os pais e ficou conversando com o Sr. Bennet durante algumas horas, contou-lhe as novidades, por volta das 21h00 foi para casa, Jane estava lá. Abriu a porta do apartamento e tudo estava escuro, de repente a TV ligou.
_ Jane! _ exclamou num tom alto, parando próxima a porta.
_ Lizzy! _ exclamou Jane levantando-se do sofá.
_ Você ultimamente criou o péssimo hábito de me assustar. _ foi colocando a chave no móvel e se aproximando _ O que esta fazendo nesta escuri ...... dão? _ riu, um rapaz levantou meio descabelado.
_ Ah! Olá! Não me apresenta o seu amigo, Jane?
_ Lizzy ... _ falou uma Jane encabulada.
_ Sou Charles. _ sorriu estendendo a mão _ Finalmente conheço a famosa Elizabeth.
_ Famosa? O que Jane falou sobre mim? _ deu um olhar malicioso para Jane.
_ Não foi Jane, foi William.
_ William !?! _ exclamou espantada _ Claro! Jane me contou que são amigos. O que ele tanto falou para me deixar tão famosa?
_ Bem, não foi exatamente de tanto falar, você vai descobrir que ele não é de falar muito, foi mais o que você conseguiu tirar dele.
_ Não tirei nada dele. _ disse confusa.
_ Tirou sim, o sossego. Bem o dele e o meu. Garota se você não der um telefone para ele te ligar, vou ter que fazer isso sem a sua permissão, é a única coisa que ele me diz agora quando me vê e ele sabe que eu ainda nem tinha te conhecido. _ riu
_ Hum! _ riu com ar sapeca _ Ainda não, vou pensar.
_ Eu disse Charles, Lizzy às vezes é tão teimosa quanto uma mula.
_ Então eles irão se entender muito bem, você vai se surpreender Lizzy, ele dará um jeito de conversar com você. _ disse dando uma piscadela para Jane.
_ Oh! Um complô. Estou chocada. _ riram os três _ Gostei de você Charles. Bem, casal maravilhoso, amanhã acordarei cedo e estou um pouco ansiosa, fiquem à vontade. _ deu um beijo no rosto de cada um _ Boa Noite! _ foi para o seu quarto.
_ Sua irmã é muito simpática, Jane. Fará muito bem ao meu carrancudo amigo. _ sorriu.
_ Ora, não o achei carrancudo, também é muito simpático.
_ Então seremos dois casais muito felizes. _ disse abraçando Jane _ Os Maravilhosos e os Simpáticos. _ dando um longo beijo em Jane.
Enquanto isso, Elizabeth entrou em seu quarto sorridente, lembrando-se da fisionomia de William. Não esperava ter causado nele a mesma impressão que ele causou nela.
_ Então ele quer meu telefone? _ sorriu satisfeita. _ Isso é muito bom.
Colocou sua mala no chão e sentiu um perfume diferente no ar.
‘Que estranho!’ _ pensou _ Esse perfume, eu conheço, aonde foi que senti. _ olhou para a cama e viu um embrulho com um laço muito bonito e um cartão.
_ Um presente! _ exclamou.
Não agüentando a curiosidade correu para a cama e pegou o cartão, leu em voz alta.
“Lizzy
Sei que não quer me dar seu telefone, então para você não se sentir culpada, ou qualquer outra pessoa. Por favor, aceite o meu presente.
Ps. Ligue o quanto antes.
William”
_ Ligue o quanto antes? _ disse confusa _ Não acredito. Ele esteve aqui! _ abriu o presente.
_ Oh! Um celular! _ exclamou _ ‘Jane! Minha própria irmã ajudando o inimigo, deixou ele entrar aqui!’ _ pensou divertida, enquanto ligava o aparelho, levantou-se para falar com Jane, o celular tocou, leu no visor _ Will.
_ Alô! _ disse tímida _ William! Você é muito obstinado! ... Gosto sim e muito ... hoje não posso, começo num novo emprego amanhã, preciso estar bem disposta para o primeiro dia .. por uma hora só? Mas já é tarde, até você chegar aqui ... já esta aqui ? Onde? Parado em frente ao prédio? _ foi até a janela _ Não me diga a marca não entendo nada de carros ... preto? .. nossa, que carro lindo .. não desligue vou descer _ foi em direção a porta _ Me diga, qual a participação de Jane nisso? Ah, só deixou você entrar? Sei _ riu _ Um momento! _ parou em frente a Jane e Charles, ambos estavam sorrindo com uma expressão divertida.
_ Jane! Do lado do inimigo! _ exclamou maliciosa _ Agora vou ter que aprontar alguma com você. _ ambas riram, Lizzy continuou andando, voltou a falar com William.
_ Me diga, sempre faz dessas coisas? .. que bom! Você também vai se surpreender comigo ... estou na portaria, sabe, estou começando a gostar disso tudo ... você é maluquinho _ os dois se encontraram.
Ele passou a mão pela cintura dela, puxando-a para si, sem nenhuma resistência ela deixou-se beijar, um beijo tão longo quanto da primeira vez, mas com sabor de saudade, quando seus lábios saciaram uma parte dessa saudade, olharam-se.
_ Oi Lizzy. Gostou da surpresa?
_ Adorei. Embora eu tenha sido contrariada, adorei sentir seu perfume no meu quarto. Mas isso não vale, eu mesma queria ter te levado lá.
_ Me desculpe! Então esqueçamos que me precipitei e me leve lá agora!
_ Agora não! Você vai me distrair muito.
_ Essa é a segunda vez que nos vemos e você tem algo melhor para fazer.
_ Não faça essa comparação, ainda não posso dizer o que é melhor, preciso de mais de você para comparar. _ disse maliciosa.
_ Você terá, quando estiver disponível para mim.
_ Dia 27. _ riu.
_ Pensei que poderíamos antecipar isso, ainda temos duas semanas. _ disse aborrecido _ Venha entre no carro, já que não quer que eu suba, só um pouco.
_ Tudo bem.
Ele abriu a porta para que ela entrasse e em seguida entrou no carro.
_ Você tem bom gosto. Seu carro é muito bonito.
_ Obrigado. _ agradeceu pegando a mão dela e beijando a palma da mão.
_ Você é sempre assim, tão galante. _ sorriu.
_ Não posso dizer. Você terá que me julgar.
_ Engraçado, Charles me disse que você não fala muito, não parece.
_ Esse Charles. Espero que não fique te contando sobre todos os meus defeitos.
_ Não se preocupe, não vou deixar. Prefiro descobrir sozinha. _ disse em tom de gracejo.
_ Eu realmente não sou muito de papo. Mas com você estarei sempre disposto a conversar.
_ Me diga. Naquele dia, Você estava me paquerando ou só queria arrumar briga?
_ Arrumar briga? _ perguntou confuso.
_ No começo estava me olhando tão sério. Reconheceu-me da trombada e queria que me desculpasse por ter sido mal-educada? _ riu.
_ Não. Te reconheci, você não tinha me visto ainda e eu não conseguia tirar os olhos de você, quando você me viu, percebi que não tinha me reconhecido e que suas amigas diziam algo que você não estava gostando. Bem, respondendo eu estava te paquerando sim, mas pelo visto não levo muito jeito.
_ Claro que leva. Você só precisa sorrir mais. Você fica sem dúvidas muito sedutor sério. Mas, fica infinitamente mais lindo e atraente quando sorri. Os seus olhos brilham de uma maneira hipnotizante que não há quem resista. Acredite em mim. Estou aqui agora, não estou? _ disse sorridente.
_ Me acha lindo? _ perguntou divertido.
_ Não me venha com falsa modéstia. E me pare agora, estou começando a ficar encabulada, só agora percebi que estou te enchendo de elogios, desse jeito você vai ficar cheio de si, achando que já estou caidinha por você.
_ Eu sei que você “ainda” não esta.
_ Hum! Pretensioso! _ exclamou rindo.
_ Me diga, o que eu tenho que fazer.
_ Bem, você passará por alguns testes. Quero conhecer sua mente. _ disse em tom brincalhão.
_ Ah! Uma estudiosa.
_ Sou Psicóloga.
_ Deveria ter me informado antes. _ riu.
_ Bobagem! Seu físico me atrai, mas preciso de algo além disso.
_ Vamos nos dar muito bem Lizzy, estamos procurando a mesma coisa. _ disse enigmático, fixando os olhos nos dela, ouviram um bip.
_ Ops! Tenho que ir.
_ Já? Cronometrou o tempo?
_ Não foi por você. É que se eu perder a hora amanhã vai ficar chato para mim. _ abriu a porta.
_ Quando nos vemos? _ perguntou ele impaciente.
_ Dia 27.
_ Antes Lizzy. Não seja tão má, quero te ver.
_ Já sei. Tem câmera neste celular.
_ Tem, por quê?
_ Vamos tirar uma foto juntos. Que tal? Ficaremos os dois satisfeitos.
_ Não acho que vou ficar satisfeito.
_ Bem, é isso ou ...
_ Nada, ok. _ disse resignado.
_ Tire a foto, não sei mexer nisso, o meu é bem mais simples, depois você me ensina como faz.
_ Esta bem.
_ Que tal sorrir.
_ Não gosto de foto.
_ Sorria ou vou ter que apelar.
_ Vai fazer cócegas?
_ Não. Vou morder você! _ riu _ Vamos ... faça pose de namoradinho. _ ambos riram.
_ Pronto.
_ Deixar ver. Viu muito melhor sorrindo. _ olhou mais para a foto _ Gostei dessa foto, que tal achou? Até que formamos um casal simpático.
_ Somos perfeitos juntos.
_ Galante! _ sorriu _ Vou ter que me acostumar. _ abriu novamente a porta, ia sair, olhou para ele novamente, pulou no colo dele e lhe deu um beijo ardente, depois disse sussurrando:
_ Tchau, Will! Tenha lindos sonhos.
_ Até breve, Lizzy.
Ela saiu e ele a ficou olhando até que sumisse de suas vistas. Estava feliz, mas alguma coisa, começava a entrar em conflito dentro dele. Mas ele não tinha tempo agora, para descobrir o que seria, aquela noite seus pensamentos seriam somente dela, ela poderia não estar caidinha por ele “ainda”, mas ele já estava por ela _ riu com esse pensamento, faria tudo para conquistá-la por completo.
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