Citações

Marienne Dashwood havia nascido para um extraordinário destino. Nascera para descobrir a falsidade de suas opiniões e para contrariar, pela sua conduta, suas máximas favoritas.(Jane Austen)

Quando, quando, quando,... Capítulo 22

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CAPÍTULO 22

 


Willian trabalhava sem parar e já ganhava algumas capas de revistas indicando-o como empresário do ano. Apesar de seu sucesso profissional, não era um homem feliz. Apesar de ter seguido o conselho da mãe, era difícil ficar em casa e não conseguia encara direito Caroline. Só pensava “nela”. Ele ainda não havia conseguido vender a casa que havia comprado para ele e Lizzie. Alguns compradores se mostraram interessados, mas ele ainda não queria se desvencilhar dela.

Lizzie era uma ortopedista, atendia em seu consultório e ainda trabalhava em dois hospitais. Estava voltando à sua rotina com a irmã, apesar de ter um leve pressentimento que seria por pouco tempo. Jane e Charles estavam cada vez mais envolvidos e ela estava feliz por isso. Ele era um homem de muito caráter, doce, atencioso e sua irmã o amava profundamente. Lizzie continuava saindo com Wichkam, mas muito timidamente. Gostava da sua companhia e de suas conversas, mas às vezes o achava muito impertinente em suas tentativas fracassadas de “avançar o sinal”. Não eram mais crianças, mas isso levava tempo e, principalmente, era preciso amor, o que ela não sentia por ele. Era inteligente, sedutor, bom companheiro e a tratava muito bem, mas era apenas isso.

Ela tentava não pensar em Willian e Caroline. Agora era hora de esquecê-lo. Seria pai em pouco tempo e Caroline parecia certa de que após o nascimento eles se casariam. Precisava seguir sua vida por bem ou por mal. E assim estava fazendo: força total no trabalho, passou a sair mais de casa, apesar de não ir a boates, foi a um Congresso na Alemanha e outro na Itália, saía com Wickham algumas vezes. A vida se encaminhava para que o tempo colocasse uma pá de terra, novamente, em seu amor por ele.

Caroline estava morando na casa dos Darcy enquanto procurava uma casa espaçosa para ela e o pequeno Darcy que iria nascer. Ele estava feliz pelo filho, mas seu amor por Lizzie cada dia doía mais.

Charles preferiu não lhe contar nada sobre George porque sabia da desavença dos dois no passado e se Darcy soubesse que ele agora saía com Lizzie....

 

- Wichkam, por favor, pare. – dizia Elizabeth saindo em um abraço dele que a esmagava no carro.

-Mas, por que? Qual o problema?

-Wickham, estamos saindo há pouco tempo. Eu preciso de mais tempo e preciso estar apaixonada. Você não consegue me dar um beijo sem tentar passar a mão em mim!

- Ora, Elizabeth!! Não somos mais crianças. Somos dois adultos que gostam da companhia um do outro. Veja, esse passo no nosso relacionamento só tem a acrescentar. Teremos mais intimidade, mais vivência juntos, criaremos um laço forte de amor...eu havia lhe dito que faria você esquecê-lo totalmente. Assim é a melhor forma...venha...

-Wichkam, essa sua conversa pode ter efeito com outras mulheres, mas comigo, não. Você é um lobista. Você é um especialista em persuadir os outros com as suas conversas.

-Tudo bem. Lizzie, o que você quer? Que eu seja seu namorado como foi o Darcy, que estava noivo de outra enquanto saía com você? Ora, ele sim sabe levar os outros na conversa...quem sabe eu não peço umas aulas para ele?

- Que absurdo! – disse Lizzie saindo do carro.

-Espere! Elizabeth! – ele foi atrás dela – Me desculpe! Você me faz perder a cabeça!

-George, isso não está funcionando, ok? Você é muito bonito, inteligente, mas seus interesses são outros e bem diferentes dos meus.

-Elizabeth, por favor, me dê outra chance. – disse ele calmamente.

- Outro dia nos falamos.

Ela subiu para seu apartamento e logo ouviu seu telefone tocar: era George. Resolveu não atender. Tomou um banho, desligou o telefone e foi dormir.

 

 

Tempos depois....

- Alô?Willian? Sou eu, meu amor.

- Oi, Caroline. Algum problema?

- Não...quer dizer...sim..

- O que houve? – ele estava em seu escritório e teve um sobressalto imaginando algum problema com a criança. – Alguma coisa com o bebê?

- Não...não é isso...é que hoje haverá a inauguração da nova loja da Luis Vuitton e você sabe que, as revistas estão dizendo que será “o” lançamento. Vi uma foto nossa na coluna social do jornal anunciando a iminência do nosso casamento.

- Mas quem inventou isso?

-Ora, não sei. – ela sorriu,  pois tinha sido ela que havia plantado a notícia -  Bem, como disse na revista eu sou a “futura Sra. Darcy” e  fui convidada. Apesar dessa barriga gigante e pesada, eu preciso comparecer para ver os novos lançamentos...

-Sim, mas tome cuidado. Você já está com quase 7 meses e está se cansando muito fácil. Não fique muito tempo em pé.

-Bem, o problema não é esse. É que hoje eu passaria no consultório do Dr. Morgan, mas não poderei ir. Era só para pegar uns exames, já que eu sei que o bebê está bem. Você sabe que eu tenho verdadeiro PAVOR daquele médico. Na ultima consulta eu tive que esperar mais de uma hora para ser atendida! Como se ele não soubesse quem eu sou!

-Caroline, você vai cancelar outra consulta com seu obstetra, para ir à inauguração de uma loja? Há quanto tempo você não se consulta? Sei que faltou às duas últimas para ir fazer compras!

[i]“Isso é bem típico dela...”- pensou ele bufando.[/i]
 
-Não, querido. Queria que você fosse no meu lugar.

- Ahn, sim e por acaso eu estou grávido?– disse assinando alguns papéis e revirando os olhos

- Ai, Darcy...seu humor anda péssimo! Cada dia pior! Só preciso que você pegue meus últimos exames e saiba como vai o nosso pequeno herdeiro...

Willian odiava quando ela se referia ao filho daquele jeito. Aquela criança era seu bebê, seu amor, e não um bilhete da mega-sena, um “herdeiro”.

-Está bem, Caroline, me passe o horário que eu pego seus exames.

 

 

 

Dois dias antes, os Bennet jantavam juntos com Charles e Richard. Fanny agora só sabia de paparicar o novo genro e foi uma alegrias muito grande quando Mary o apresentou à família como seu namorado. Agora eles era o alvo de Fanny e das brincadeiras da família, lembrando dos apelidos maldosos que ele havia colocado em Mary quando era mais nova. O jantar corria tranqüilo, mas Charles estava esquisito. Ele estava estranho, arredio e nervoso há algumas semanas e Jane já estava ficando impaciente:

[i]“Será que ele não quer mais nada comigo?”[/i]

Ela não sabia, mas ele a pediria em casamento naquela noite. Elizabeth já estava ciente do que iria ocorrer e tratou de ajudar o cunhado: falou-lhe de suas preferência de pedra, da espessura de seu dedo.
O jantar terminou e todos foram para a sala de estar conversar. Bingley não parava quieto. As mãos tremiam e ele suava. Charles olhava para Elizabeth e ela não sabia se ria do desespero estampado no rosto do cunhado ou se tirava-o da sala. Ele tomou coragem e quando todos estavam em meio a uma conversa, levantou-se e começou a discursar:

-Bem, essa noite eu gostaria de agradecer muito e dizer que, desde o dia que estive pela primeira vez nessa casa, vocês me acolheram muito bem, me senti entre amigos e, posteriormente, como parte da família sendo namorado de Jane...

- Que isso filho, não precisa agradecer nada...sente-se. – disse Sr. Bennet ainda não percebendo as intenções do ruivo.

-Sim, sim...- disse ele se sentando.

Estava nervoso. O que faria agora? Olhou para Lizzie e ela o olhava com uma cara de “e ai, não vai fazer nada?”. Ele se levantou novamente.

-Mas, sr. Bennet eu não terminei... – respirou fundo e viu todos na sala olharem em sua direção assustados.

Charles olhava para o chão, para o teto, para as mãos...

-Como todos sabem, perdi meus pais e não tenho irmãos. Sempre me considerei uma pessoa um pouco sozinha, mas depois que fui acolhido tão generosamente pelos Darcy e depois por vocês, comecei a pensar em como seria bom ter uma família. Quando conheci Jane, me apaixonei logo que vi seus olhos e sua beleza – olhava para ela que já estava desconfiada do que ele iria fazer e sorria sem parar – mas, passando todos os meses juntos, vi que a amo muito, demais, excessivamente, mais do que eu podia imaginar...

Fanny já não se continha na poltrona que ocupava.

-Oh, meu Deus...ele vai pedi-la em casamento...que dia feliz...oh, meu Deus...Sr. Bennet...

Charles levantou Jane da poltrona e ajoelhou-se diante da namorada. Retirou uma pequena caixa preta de dentro do paletó mostrando a aliança de noivado.

- Sei que isso tudo foi muito confuso e atrapalhado, mas.... srta. Jane Bennet, você aceita se casar comigo?

Jane começou a chorar com a mão na boca. Ela estava explodindo de tanta felicidade. Ele era o homem de sua vida e os últimos meses foram perfeitos.

- Sim! Mil vezes sim!!!

Eles ficaram se olhando e sorrindo. Charles se levantou e a beijou. Mary e Lizzie se abraçavam, Fanny andava de um lado para o outro festejando a novidade lançando seus comentários inconvenientes “um homem rico e de boa família!!”

Sr. Bennet deu carinhosamente sua benção ao casal e a noite seguiu alegre com o estouro de garrafas de champagne para comemorar.

 

 

 


Darcy saía de seu escritório indo para o consultório do médico de Caroline, Dr. Morgan, que era um grande amigo da família.
Subiu o elevador e entrou na sala de espera que encontrava-se lotada. Muitos casais esperando seu horário para atendimento. A maioria das mulheres com barrigas grandes e bonitas. Ficou imaginando como seriam os filhos daqueles casais e em que mês de gestação elas estariam.

-Olá!Vim buscar os exames de Caroline Bingley. Eu sou o pai da criança, Willian Darcy. – disse ele para a secretária.

A secretária telefonou para o médico e logo veio a resposta:

-Sr. Darcy, o Dr. Morgan pediu para que o senhor e sua esposa esperassem.


Esperou por quase uma hora. Olhou as horas no relógio que Lizzie havia lhe dado e que ele não tirava:

[i]“Quatro e meia da tarde. Mas que demora....”[/i]


- Sr e Sra. Darcy? – a secretária do médico apareceu e encaminhou Willian até o conhecido consultório.

- Willian Darcy!

O médico levantou-se da cadeira de seu amplo consultório e foi ao seu encontro apertando a mão.

- Mas onde está a nossa mamãe? Ela precisava vir hoje para fazermos uma ultra e para eu entregar os últimos exames! Aliás, tem meses que ela não aparece por aqui! Precisa ser mais responsável com esses exames!

-Me desculpe, Dr. Morgan. Caroline estava...estava... muito indisposta. – não queria dizer ao conhecido médico que ela tinha ido à inauguração de uma loja.

-Ahn, claro! Bem, eu queria hoje dar um “puxão de orelhas” em Caroline. Ela fez todos os exames com meus assistentes, mas veio apenas à duas consultas. Ela se disse ultrajada por ter tido que esperar um pouco.

– Como o consultório está lotado, não? Estou impressionado! – disse ele morrendo de vergonha e raiva.


http://br.youtube.com/watch?v=mm0rtJenZrQ&feature=related


- Ahn, filho...essa época do ano é assim mesmo....crianças concebidas próximas ao Natal e Ano Novo. Já reparou quantas pessoas fazem aniversário em setembro, outubro, ou seja, os meses 09 e 10? Totalmente condizente com a época da concepção! – disse ele brincando e rindo. - “Filhos” das festas de final de ano... As pessoas ficam alegres, bebem, tornam-se mais receptivas e aí é esse o resultado, não é mesmo? – disse rindo novamente e olhando para Darcy em tom de brincadeira.

Willian o olhava como se não estivesse entendendo o comentário do médico.

  - O senhor com certeza sabe do que estou falando!- disse o homem rindo mais um pouco e pegando os últimos exames de Caroline.

- Não...Não estou entendendo...

- Como não, Darcy??...Seu filho...

Darcy continuava sem entender absolutamente nada.

- Estou me referindo ao seu filho.

- Como assim ao meu filho? – perguntou já mudando a expressão.

- Seu filho,Willian, que foi concebido próximo ao Ano Novo. Talvez alguns dias após, mas com certeza entre a semana do dia 01 e dia 07 de janeiro deste ano. Mais uma criança das ‘festas de fim de ano’. – ele ainda ria e analisava os últimos exames.

Darcy olhou-o com cara de interrogação. Não sabia o que pensar.

-Dr. Morgan, me desculpe, mas eu realmente não estou entendendo...

- Sr. Darcy, caso o senhor não saiba, nós, médicos, contamos e acompanhamos o desenvolvimento fetal através das semanas e não dos meses, com exames de ultra-som e alguns outros mais avançados que Caroline já fez meses atrás, apesar de não vir às minhas consultas. Essa criança é um dos “filhos das festas de final de ano” – disse ele rindo novamente.

-Sr. Morgan, sei o quanto minha família confia e preza pelo seu trabalho, mas deve haver algum equívoco aqui. – Willian falava muito sério.

O médico sentou e não estava entendendo o tom de Willian. Encorajou-o a falar o que estava acontecendo.

- Sr. Morgan, a última vez que tive relações com Caroline, na época minha noiva, foi no início do mês de dezembro. Logo depois nos separamos e ficamos aproximadamente dois meses sem qualquer contato.

O médico o olhava com espanto, respirando fundo e percebendo que foi o mensageiro de uma péssima notícia. Pegou o envelope branco e entregou à Willian. Agora não estava mais sorrindo ou brincando. Falava sério e estava até um pouco nervoso.

- Sr. Darcy, trabalho há mais de 30 anos como obstetra e ginecologista e ainda sou professor de Medicina. Infelizmente, pelo que estou vendo, sou o portador de notícias desconcertantes. – ainda sentado na mesa inclinou-se para frente e olhou fundo nos olhos de seu cliente – os exames mostram que essa criança foi concebida na primeira semana deste ano e não no início do mês de dezembro. O lapso é de quase um mês e lhe digo que, se quiser, procure outro médico com esses exames que ele irá confirmar o que eu digo.

Darcy o olhava incrédulo, sem proferir nenhuma palavra.

- O sr. sabe que sou amigo particular de seus pais, fiz o seu parto e de Georgiana e nunca, em hipótese alguma, eu seria leviano em dizer isso tudo que acabei de afirmar. De acordo com os inúmeros exames que Caroline fez, o desenvolvimento dessa criança é compatível com uma gestação iniciada na primeira semana de janeiro e não no início de dezembro. Posso pedir novos exames para corroborar isso que estou falando. De qualquer forma, em Medicina nada é absolutamente certo ou absolutamente errado. Mas acho estranho porque seu filho é saudável, não tem qualquer problema relacionado à desenvolvimento. Nós podemos realizar novos exames...eu posso estar equivocado, não sei...

Darcy estava desorientado. Sentou-se de forma pesada na cadeira e logo o médico foi ajudá-lo. Viu sua cor mudar de branca para vermelha. O rosto estava cor de sangue e a respiração ofegava. Afrouxou o nó da gravata, pegou os exames e levantou-se num rompante. Saiu pela porta deixando os demais pacientes sem entender aquela cena.

Entrou em seu carro e começou a dirigir como um louco pelo trânsito de Londres. Queria chegar logo em casa e confrontar a esposa.

[i]“Ela vai me explicar direitinho essa história, nem que ela tenha que engolir a droga desse exame”[/i]

Pensava com ira em Caroline e em tudo que ela havia feito. Sr. Morgan era um dos melhores médicos da cidade e havia sido seu médico e de sua irmã. Além disso, não falaria algo tão grave se não tivesse absolutamente certeza. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Não com ele e com “sua” Elizabeth. Batia no volante e xingava. Estava com muita raiva e revoltado. Havia sido enganado e sua vida fora destruída.

[i]“Ela vai se ver comigo...ahn, vai...”[/i]

 

 

Elizabeth estava contente com a irmã e agora já começavam a pensar nas roupas do casamento dela e de Charles. Não iam esperar muito para que aquilo se concretizasse e já moravam praticamente juntos. Queriam uma festa íntima e agradável para os parentes e amigos mais próximos. Talvez fizessem uma pequena cerimônia na casa dos Bennet, assim como faziam no Ano Novo.

Wickhan ligava sempre e se desculpava. Resolveu dar uma segunda chance e resolveram sair no final de semana. Lizzie saía do trabalho e ia direto às lojas com Jane, que já preparava o enxoval e comprava mais alguns móveis para a casa que Bingley havia acabado de comprar. Ele vendera a cobertura meses atrás e havia comprado uma espaçosa casa próxima à antiga mansão do amigo e dos pais dele.

Voltava à sua vida normal...


_____________________________________________________________________

 

Caroline estava na sala da mansão espalhando suas novas roupas pelo sofá mostrando-as a Georgiana e Anna que pareciam pouco interessadas. Anthony estava sentado ao lado da esposa e falava com Thomas Bennet no telefone.

- Olha que linda essa pashimina Versace. Custou uma fortuna! E esse tailleur Chanel. Vou arrasar depois que essa criança nascer e voltar ao meu corpo!

Ouviram um estrondo na porta da frente que balançou a casa inteira. Darcy chegou bufando, vermelho, com a gravata frouxa e a camisa com alguns botões abertos. Seu pais e irmã olharam assustados sua figura e souberam que algo muito sério havia acontecido. Anthony Darcy pediu desculpas ao amigo e desligou o telefone.

- O que houve, meu filho?

Willian não ouviu nada. Apenas estava parado na sala dirigindo o pior dos olhares para Caroline. Viam seu peitoral subir e descer com força, demonstrando o tamanho da raiva dele.
Sua mãe e sua irmã olhavam com cara de total espanto.
Willian começou a andar cortando a extensão da sala com passos largos e rudes sem tirar seus olhos vermelhos de raiva da esposa. Logo alcançou o braço de Caroline e o segurou com força, arrastando-a para o escritório do pai.

- Que isso, Willian? Você está me machucando! – ela gritava sendo arrastada

Seu pai, sua mãe e sua irmã foram atrás dos dois e tentaram impedir o filho de levá-la dali.

- SAIAM DAQUI! Vou ter uma conversa séria com essa mulher. – disse batendo a porta do escritório com toda a sua força na cara dos pais.

- Anthony, o que está acontecendo? – a esposa o olhava desesperada.

- Não sei, mas boa coisa não é. Fique na sala com Georgie que eu ficarei aqui no corredor para evitar alguma coisa. Nunca vi nosso filho desse jeito.

Darcy entrou no escritório de seu pai trazendo Caroline à força pelo braço.

- Me solte, seu grosso! Animal! Com quem pensa que está lidando? Sou a mãe do seu filho!

A raiva de Willian explodiu e ele bateu com toda força na mesa do pai com as mãos espalmadas na madeira escura:

- CHEGA!!!

Ela tomou um susto ao ouvir o barulho. Nunca tinha visto ele daquele jeito.

- Caroline, eu acabei de voltar do seu médico, o Dr. Morgan, e ele me assegurou, disse com todas as letras, que essa criança foi concebida na semana do Ano Novo. Como pode ser meu filho se nessa época eu estava em Londres e você com seus amigos no Caribe?

Ele estava aos berros. Caroline ficou calada e estava com cara de assustada.

- Meu amor, o que é isso? Deve haver algum engano...

Willian chegou perto dela e segurou forte seus pulsos com as mãos e olhou fundo nos olhos  dela

-Caroline, eu já sei que essa criança NÃO é meu filho. Agora você vai me explicar toda essa história.

 

 

 

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