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Citações

Todos gostamos de ensinar os outros, embora só possamos transmitir o que não é digno de ser ensinado.(Jane Austen)

Home Juliana Batalha Quando, quando, quando,... Capítulo 12
Quando, quando, quando,... Capítulo 12 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Juliana   
Ter, 01 de Setembro de 2009 16:28

CAPÍTULO 12

 

A festa ainda estava animada mesmo passando das 2 da manhã. Elizabeth não agüentava mais estar ali. Queria estar com Willian. Charles e Jane ensaiavam ir embora, mas Fanny monopolizava o genro. Ela ainda não sabia que sua outra filha agora também estava comprometida. Bingley já estava instalado em sua cobertura e queria ficar um pouco mais com a namorada, mas não queria simplesmente sair dali levando-a para sua casa. Seria muita indiscrição. Os amigos conversavam em um canto observando Lizzie e Jane dançando com Mary e Georgiana na pista de dança.

-Bingley, a Lizzie comentou comigo que talvez a Jane vá para sua casa depois da festa.

-Acho que sim...mas não quero sair daqui com ela no meu carro porque vão pensar besteira, entende? Estamos namorando há dias e acabamos de nos conhecer. Eu não quero apressar nada com ela, apenas quero que fiquemos namorando mais, só que com certeza vão pensar outra coisa...

-Charles, Jane realmente te enfeitiçou...nunca pensei que iria ouvir isso de você. Bem, na verdade, estou tocando nesse assunto por outro motivo.

Ele deu mais um gole em seu whisky.

-Charles, essa noite irei cumprir uma promessa que acabei de fazer para a Lizzie e preciso que você me faça um favor.

-Promessa? Que favor?

Darcy apenas riu e bebeu mais um gole da bebida que tinha no copo.

-Bem, preciso que você demore bastante na sua casa com a Jane. Saiam para almoçar, passeie com ela no parque, peça para que te apresente partes da cidade que não conhece...Não apareça cedo na casa delas!

-Darcy, você nem precisava pedir isso. Mas qual o motivo?

Darcy riu de novo.

-Como eu havia lhe dito, vou cumprir uma promessa que fiz para Lizzie essa noite, e ela precisa ser muito bem executada.

Charles percebeu o sorriso malicioso de Darcy e começou a rir. Havia entendido tudo.

-Deixa comigo, Will. Prometo não colocar meus pés naquela casa tão cedo!

As irmãs saíram juntas no carro de Lizzie. Logo atrás, os carros de Willian e de Bingley as seguiam. Novamente, combinaram de se encontrar no posto de gasolina perto da casa dos Bennet. Jane passou para o carro de Charles e a irmã seguiu para casa com Darcy logo atrás.

Elizabeth estava muito nervosa. Sabia o que queria e sabia que o amava demais, mas, mesmo assim, estava inquieta, insegura. Sua respiração estava irregular, a mão suava, o coração batia de forma estranha, os pensamentos voavam para os olhos azuis do namorado.

-Será que fiz certo em dizer aquilo para ele na festa? Estamos juntos de novo há dias. – ela falava sozinha enquanto dirigia e via o farol do carro dele atrás – Que impulso louco, meu Deus...Também, como ele cantando no meu ouvido e dizendo que me ama...- ela sorriu.

Deixou o carro dentro de seu prédio e viu Willian estacionando e vindo em sua direção. Esperava-o na porta do edifício. Elizabeth subiu as escadas em silêncio absoluto com ele ao seu lado.

[i]“Elizabeth Bennet, não é a primeira vez que você faz isso.... mas parece....”[/i]


(Obs: meninas, escrevi esse capítulo ao som de duas músicas, mas não consegui escolher uma delas como sugestão de trilha e, por isso, estou colocando o link de ambas e, caso queiram, ouçam um pouco e escolham a que vocês acham a que dá o “tom” para o casal.)


(Sugestão 1)
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(sugestão 2)
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Entraram em seu apartamento com Darcy apertando seu pescoço em uma leve massagem.

- Meu amor, estou sentindo você estranha, tensa...O que foi? Está se sentindo bem?

-Willian, me desculpe...Preciso ser sincera, estou muito nervosa. Não sei o que me deu. Estou aqui com você, em uma noite maravilhosa, perfeita, mas estou nervosa.

Viu o sorriso discreto no rosto dele.

- Somos dois, então. Parece que fui transportado para o dia que ficamos juntos pela primeira vez.  Lembra-se?

Ela assentiu com a cabeça com um leve sorriso na boca.

Ele se sentia exatamente como ela. Estavam ali, um de frente para o outro, anos depois de se separarem. Anos depois de se amarem pela última vez.

Ele a olhou com carinho e sorriu novamente.

Elizabeth sabia o que sentia por ele e sabia que a nova vida deles estava começando. Aquela tinha sido uma noite incrível: ele não era mais Willian Darcy, ex-namorado, um homem noivo, que estava voltando a Londres depois de 8 anos fora. Agora ele era o “seu” Willian, seu namorado, que não mais partiria daquela cidade. Tudo havia mudado, mas seus sentimentos não. Amava aquele homem há anos...

Definitivamente, não ia voltar atrás.

Ela respirou, tomando coragem, deu um leve sorriso para ele e foi em sua direção. Alcançou uma de suas mãos e levou ao lábio beijando-a delicadamente.

-Suas mãos estão frias.

Ele concordou com a cabeça e com sua mão livre começou a acariciar seus cabelos ao lado da orelha. Ficaram em silêncio se olhando. Ela sentiu quando ele encostou sua testa na dela. Ficaram juntos assim por algum tempo, apenas ouvindo a respiração do outro. Abriu seus olhos e se olharam profundamente ainda com suas testas juntas.

Lizzie afastou-se um pouco dele ainda segurando sua mão. Começou a conduzi-lo ao andar de cima de seu apartamento, onde ficava seu quarto. Não disse uma palavra sequer.

Nesse momento, palavras não eram necessárias. Só queria os seus beijos.

Chegaram ao quarto de Lizzie onde havia uma espaçosa cama com uma colcha branca e fofa com algumas almofadas coloridas. Ele estava paralisado, apenas se deixando levar por ela e com um olhar ainda um pouco perdido, como se não soubesse exatamente como proceder.

[i]“Acho que ele estava mais nervoso do que eu ...”[/i] – pensava ela.

Pararam próximos à cama. O quarto estava iluminado apenas com a luz fraca de um abajur. Lizzie tirou o paletó do terno dele sempre olhando para o seu par de olhos azuis. Os dois tiraram seus sapatos, ele chegou mais perto e começou a beijá-la, segurando seu rosto com ambas as mãos, apertando seus lábios no dela e dançando com sua língua por dentro de sua boca. Passou a acariciar sua nuca com uma das mãos enquanto a outra ainda segurava seu rosto. Ela sentia a força de seus dedos agarrando seu cabelo e ele sentia o cheiro gostoso de chocolate que emanava deles. Lizzie segurava as costas de Darcy com força, passando suas mãos por toda a sua extensão.

A sensação molhada, forte do beijo dele e seu carinho pesado na nuca fizeram com que ela tivesse uma iniciativa. Parou de beijá-lo devagar dando pequenas mordidas no lábio inferior e deu um passo atrás olhando para Darcy, que fez uma cara de dúvida, sem entender direito aquela interrupção. De frente para ele, Lizzie soltou seus cabelos que ainda estavam levemente presos, sempre olhando para os olhos do seu agora namorado. Seus longos cabelos castanhos caíram sobre suas costas e seus ombros.

Virou-se de costas para ele e puxou os cabelos para frente, deixando à mostra o delicado zíper de seu vestido. Olhou de lado para Willian ainda ficando de costas e dando um levíssimo sorriso convidativo.

Ele entendeu o que ela queria.

Colocou suas mãos nos ombros dela e começou a beijá-los delicadamente. Ela ainda segurava seu cabelo para frente e sentia a respiração forte e masculina sobre sua pele, o toque de seus lábios e de sua língua nos ombros, no pescoço, nuca...

Suavemente, ele baixou o frágil zíper de seu vestido deixando a mostra, lentamente, sua pele. Ia observando as poucas pintinhas que ela tinha ao longo das costas e lembrando que sabia exatamente a localização de cada uma delas. Agora elas eram suas de novo. Só suas. Largou o zíper e o vestido logo caiu, expondo totalmente as curvas que ele tanto conhecia.

Lizzie estava totalmente arrepiada e com a respiração irregular. Com seus olhos fechados, ela sentia o toque das mãos dele e podia sentir os olhos azuis sobre seu corpo. Já podia imaginar como aquela noite seria perfeita. Sentiu seu vestido caindo suavemente. Continuou virada apenas sentindo os beijos na sua pele nua. Ele a segurava forte com seus braços.

Abriu seus olhos castanhos e virou-se para ele, que respirou fundo e olhou-a com todo o desejo e paixão que podia sentir. Ficou parado, apenas se deliciando com cada detalhe do corpo que ele já conhecia, mas desejava como fosse a primeira vez. Diante dela, toda a sua determinação, seu impulso, sua pressa, tinham desaparecido. Ele parecia o menino inexperiente de anos atrás que se maravilhava com cada toque novo que descobria com a namorada.

Lizzie sorriu delicadamente vendo Darcy um pouco travado diante da sua quase nudez e começou a abrir os botões de sua camisa lentamente. Ele fazia carinho em seus cabelos enquanto via cada um deles ser aberto pelas suas mãos macias. Willian fechou os olhos e ainda podia ver a imagem dela na sua frente, com toda a sua beleza e sensualidade: o contorno dos ombros, o colo, os seios, a barriga, o umbigo, as pernas...

Sentiu uma onda de desejo invadindo-o: ela estava na sua frente, praticamente nua, despindo-o, depois de um longo tempo separados. Durante seus anos de “exílio”, imaginou incessantemente se esse momento voltaria a acontecer e, se acontecesse, como seria, mas nunca imaginou que sua vontade seria tão grande, tão arrebatadora, e nem que estaria tão loucamente apaixonado por ela novamente. Abriu os olhos e passou a admirá-la de novo.

Lizzie tirou sua camisa, largando-a no chão, e deparou-se com seu peitoral bem torneado, forte e poderoso. Ele agora era um homem e não mais um garoto. Sentiu a respiração dele ficar ainda mais forte e olhou-o nos olhos novamente. Acariciou seu pescoço, seu peito, sua barriga e começou a desabotoar seu cinto e a calça de seu terno.

Willian estava adorando cada movimento que ela fazia, cada olhar, cada toque, mas não estava mais agüentando vê-la daquele jeito. Beijou Lizzie com força mais uma vez, trazendo-a para si, segurou-a no colo e depositou-a calmamente na cama encostando sua cabeça em uma das almofadas coloridas. Olhou fundo em seus olhos como se estivesse querendo dizer algo com seu mar azul. Começou a beijá-la e acariciá-la com suas mãos. Pernas, joelho, coxa, barriga, seios, colo, pescoço, boca...Como era bom estar ali, como era bom tocar sua pele nua, como era bom ver seu rosto de desejo, sentir as mãos dela fazendo o peculiar carinho na nuca dele.

Elizabeth sentia os toques possessivos e consistentes por todo seu corpo e cada vez mais apertava o seu contra o dele. Ela o queria e sabia que a recíproca era muito verdadeira.  Retirou a última peça de roupa dele, que a seguiu nas carícias e no ato, também despindo-a completamente. Beijaram-se mais, mais e mais, apenas sentindo o calor de seus corpos que se tocavam e se redescobriam.

Ele queria senti-la de novo. Beijou Lizzie com força e pressionou mais seu corpo contra o dela, apenas sentindo-a, exatamente do jeito que ele queria. Começaram a se amar de forma calma, mas intensa. Os dois não paravam de se olhar e estavam inebriados com as expressões de amor e desejo que emanavam de seus rostos.  Não tinham a menor pressa. Agora tinham todo o tempo do mundo para estarem juntos e não queriam perder nenhum momento. Ela sentia suas investidas fortes e constantes e lembrava-se de como ficava perdida em seus braços anos antes, quando eram mais jovens, e como sempre era levada para outra dimensão quando ele fazia isso. Estava acontecendo novamente: ele a estava enlouquecendo. E da melhor forma possível.

Lizzie entrelaçava suas pernas pelo corpo grande e largo de Darcy. Suas mãos, antes delicadas e macias, agora estavam pesadas como pedra no corpo dele. A direita, cravada nas costas suadas e quentes do namorado e a esquerda agarrava os cabelos escuros e curtos da nuca. Apenas acompanhava o impulso que ele proferia e era calada de alguns de seus gemidos por um beijo dele, encharcado de desejo e paixão. Ele beijava sua boca, mordia seu pescoço, sua orelha, puxava seu cabelo, beijava os seios e continuava...continuava...continuava...

Se o início daquela noite de amor dos dois foi tranqüilo e pacífico, o que se desenrolava agora era uma busca desesperada pelo corpo um do outro. Desespero. Os toques de Lizzie, a sensação quente e confortante do corpo dela o fazia lembrar de como era senti-la assim, por completo. Ele tentava compensar os anos afastados e tudo que havia deixado de sentir em sua pele, seu corpo, seu coração. Darcy sentia o suor brotando cada vez mais intensamente em sua pele e na pele dela. O cheiro gostoso dos cabelos longos e castanhos, os gemidos, a respiração forte e instigante da namorada eram o seu paraíso particular. Eram o fogo que explodia gerando seus impulsos, suas investidas, seus beijos. Como conseguiu ficar todos aqueles anos sem aquele corpo, sem aqueles cabelos castanhos, sem seus olhos profundos, sem aquele coração, sem aquela mulher?

Suas mãos passaram a buscar seus corpos de forma rude e agora apressada. Pararem de se amar daquele jeito, naquela noite, não era uma opção para eles.

O amor dos dois durou por todo o resto da madrugada e alternou momentos de carinho supremo e paixão violenta que ambos haviam esperado. A luz do dia ia surgindo assim como o cansaço arrebatador dos dois. Lizzie foi cercada pelos braços grandes e pesados de Willian, ficando de costas para ele. Estava cansada e com os olhos fechados, a ponto de dormir, quando sentiu ele se aproximar mais de seu ouvido, se aconchegando perto de seu pescoço:

-Eu amo você.

Ela sorriu e caiu no sono.

Aquele era o seu lugar: nos braços dele...

 

 

 






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