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Mas a nossa própria vaidade nos engana. (Jane Austen)

Quando, quando, quando,... Capítulo 11

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CAPÍTULO 11
 

 

Os dias que se seguiram antes da festa de fim de ano foram recheados de planos e nervosismo. Charlotte estava sumida do convívio das amigas devido ao seu trabalho, mas sempre ligava e brincava com Lizzie dizendo que sabia que ela e Willian ficariam juntos, que tinha sentido a química dos dois na noite que se encontraram na boate e estava ansiosa para a noite de Reveillon.

Willian, pela segunda vez em sua vida, iria conversar com o sr. Bennet pedindo para namorar Elizabeth. Sabia que já eram adultos e não precisavam mais dessas formalidades, mas ela era muito especial, assim como sua família. Precisava fazer tudo direito para que nada mais os separasse e para que não ficassem com uma má impressão dele. Os Bennet já sabiam do término do noivado de Darcy, mas nenhuma palavra havia sido dita sobre o namoro dele com Lizzie.

Elizabeth estava ansiosa para poder apresentá-lo como seu namorado. Mal podia esperar para circular livremente com ele de mãos dadas, beijá-lo e fazer carinhos em seu rosto na frente de todos sem se sentir culpada como uma destruidora de noivados. Estava aliviada e feliz.

Essa época do ano era atribulada para ela que passava muito tempo no hospital cuidando das emergências que aumentavam nesse período, mas seu cansaço era sempre compensado quando Willian aparecia no meio da tarde ou da madrugada, dependendo do seu plantão.
Levava alguma coisa gostosa para ela comer ou apenas aparecia para dar-lhe um beijo e um abraço. Às vezes almoçavam juntos e ela voltava para o trabalho. Quando seu plantão acabava de madrugada, ele fazia questão de buscá-la ou de dormir em uma maca próxima, esperando a hora de ela ir embora. Saíram duas vezes com Jane e Charles e conversavam durante horas sobre diversos assuntos.

Ele estava cada dia mais carinhoso e mais dependente da presença dela. Ficava no hospital após seu trabalho apenas para estar com ela, apenas para ver a roupa que estava usando ou para ouvir o que havia feito durante o dia, quais os pacientes que havia atendido. Só queria ficar do lado dela.

 

 


A noite de ano novo havia chegado.
A casa dos Bennet realmente estava linda.
O hall de entrada com uma iluminação aconchegante e intimista com algumas flores delicadas estrategicamente posicionadas indicando o caminho do local da festa: o enorme jardim atrás da casa, que estava coberta por uma grande tenda. Uma extensa área, que também englobava o salão de festas da casa, com mesas dispostas para os 50 convidados, uma ilha próxima da piscina com frutas e alguns aperitivos. Ao centro uma pista de dança e logo mais atrás a pequena orquestra e os cantores contratados para tocar durante a noite. Muitos garçons andavam de um lado para o outro.

Os Darcy foram os primeiros a chegar e logo ficaram na mesa junto aos Bennet. Georgiana e Mary conversavam e observavam os amigos da família que chegavam. Willian estava quieto, tentando não demonstrar o tamanho do seu nervosismo. Queria vê-la.
Jane já havia descido e estava com Charles dançando na pista. Às vezes riam, se abraçavam ou contavam coisas ao pé do ouvido.
 
Willian estava em pé, próximo à seu pai que conversava com Thomas e bebia sua dose de whisky quando sentiu o cheiro. Aquele cheiro. O cheiro doce e floral que tanto conhecia. Virou a cabeça procurando-a, mas sem sucesso. Olhava para um lado, para outro, para frente...

Sentiu alguém atrás dele e um leve sussurro no ouvido:

- Procurando alguém?

Definitivamente era ela.

Lizzie não podia estar mais linda. O cabelo levemente preso, o vestido longo, claro e elegante que marcava sua cintura delicada. Nas mãos, ela usava o anel que ele havia dado e segurava uma taça de champagne. O colo claro com uma pintinha perto do pescoço, o queixo fino, a boca fofa e bem delineada, o nariz pequeno e os olhos...os olhos....seus olhos....

Estava perdido em sua beleza perfeita e nos olhos fortes e expressivos que denotavam alegria e felicidade. Ela logo percebeu seu olhar e puxou sua mão olhando para seu pai que estava perto, mas que nada havia percebido ainda devido à conversa que estava tendo com o pai de Willian.  Foram para dentro da casa e entraram na biblioteca, como de costume, e foram logo se abraçando.

- Essa biblioteca tem história, hein?! – disse ele brincando - Você está deslumbrante.

Elizabeth deu um leve sorriso, mas pensou que essa deveria ter sido sua frase. Ele sim, estava deslumbrante em seu terno italiano azul escuro. Seus ombros largos e fortes eram realçados pelo belo corte. Ele estava lindo e em poucos minutos seria seu namorado.

Lizzie colocou as mãos em sua nuca e iniciou um beijo. Lento, tranqüilo, aliviado. Apenas para lembrá-lo que ela o adorava.

Ficaram pouco tempo namorando na biblioteca para não levantarem suspeitas e logo saíram do local. Elizabeth sabia que Darcy ia pedi-la em namoro para seu pai, mesmo eles já estando juntos. Willian fazia questão de proceder dessa forma para que tudo ficasse explicado. Além disso, tinha um grande respeito pela família. Ela saiu primeiro e seguia sorrindo pelo hall da casa que levava ao jardim quando ouviu uma voz:

- Prima Elizabeth! Que prazer imenso vê-la aqui!

Parou assustada e virou-se vendo o homem que vinha logo atrás. Era ele, seu primo Sr. Collins, a pessoa mais chata que conhecia.

- Sr. Collins, que surpresa vê-lo aqui! Há anos o senhor não aparece em nossas festas de final de ano! Algum motivo especial para nos dar essa honra logo neste ano? -  ela dizia em tom irônico já imaginando que a presença do primo era devido ao retorno dos Darcy.

-Ora, prima, mas o que é isso? Sabe que sou um homem muito ocupado, muito voltado para o trabalho.

- Entendo...

- Mas acredito que a festa de sua família esse ano seja agraciada pelos Darcy. Fiquei sabendo que voltaram a Londres e o filho mais velho, aquele que era seu namoradinho, agora é o presidente da empresa. Sabe que sou engenheiro e, quem sabe...

Foi interrompido por um homem alto com voz grossa e imponente.

- Boa noite, como vai?

Era Darcy que havia saído da biblioteca e acabara de ver o primo de Elizabeth, Collins. Lembrou-se de como o homem era insuportável e como se jogava em cima de sua Lizzie anos atrás, quando ainda eram namorados. Morria de raiva de seu jeito intrometido e das vezes que ele havia chamado ela para sair. Quando mais novo, inúmeras vezes Elizabeth precisou acalmar seu ímpeto, pois morria de ciúmes dela, mas não fazia nada por respeito aos Bennet, afinal, ele era sobrinho de seu sogro e de sua sogra.

-Darcy! Esse aqui é ...

- Seu primo, Sr. Collins. Lembro dessa pessoa....- disse ele olhando-o com olhar de desdém e morrendo de ciúmes.

-Sr. Darcy! É um imenso prazer recebê-lo em nossa festa – disse o homem se apresentando como um dos donos da festa.  - Soube que sua família está de volta. Quem sabe podemos conversar mais tarde sobre seus planos...

- Charlotte!! – gritou Lizzie aliviada interrompendo o primo.

A amiga vinha com a família comemorar o Ano Novo com os Bennet como faziam nos últimos 4 anos.

- Que bom que chegaram! 

Lizzie apresentou a família aos dois homens, mas Darcy não estava simpático. Estava irritado, calado e com cara de poucos amigos. Os pais de Charlotte saíram para cumprimentar os Bennet, deixando a filha na companhia da amiga e dos dois homens.

- Minha amiga, esse é o meu primo, Collins, ele é engenheiro e veio comemorar esse Ano Novo conosco depois de 6 anos sem aparecer. – disse ela, mais uma vez, em um tom irônico, pois sabia que o primo estava ali não para aproveitar a festa, mas por causa dos Darcy.

O primo e Charlotte começaram a conversar distraidamente e Lizzie fez um sinal para Darcy com os olhos indicando para irem embora. Talvez a amiga ficasse chateada com ela por deixá-la ali com tão enfadonha companhia, mas não agüentava seu primo e percebia a expressão de ciúmes de Darcy. Pediram licença e saíram rápido dali, voltando para a festa.

-Darcy, Charlotte vai me matar, fazer picadinho de mim por tê-la deixado com o Collins!

- Lizzie, eu prefiro que ela fique ali do que você. Eu me lembro muito bem desse seu primo inconveniente e também me lembro de como ele se jogava em cima de você!

Lizzie sorriu percebendo o tom ciumento de Darcy. Separaram-se quando chegaram no jardim. Darcy se preparava para ter a tão esperada conversa com o pai de Lizzie.

Ela foi conversar com Jane procurando a tranqüilidade da irmã: havia encontrado seu primo chato e presunçoso e agora Darcy ia conversar com seu pai sobre o relacionamento dos dois.

Willian estava impaciente para esclarecer tudo com seu futuro sogro.Viu que o pai ainda conversava com Thomas, mas não ia esperar mais. Respirou fundo buscando se acalmar de seu ciúmes. Dirigiu-se resoluto ao encontro dos dois e pediu para conversar em particular com o Sr. Bennet. Sr. Darcy espantou-se pela atitude rápida e determinada do filho. Já sabia o que ele queria conversar com o amigo de longa data, mas não esperava ser naquela hora, naquele momento, justo na festa de final de ano!

- Anthony – disse o sr. Bennet – pode ficar sentado aqui conosco. Sei muito bem do que essa conversa se trata.

Thomas já estava desconfiado da volta de Darcy e sua filha. Já tinha observado os olhares trocados e os sorrisos de contentamento dos dois. Além disso, estranhou muito o fato dos dois terem faltado ao jantar entre as duas famílias.
Willian olhou assustado para o pai procurando alguma explicação. Como ele sabia que ele já estava com Lizzie? Agora não importava mais. Precisava seguir em frente. Sentou-se juntos aos dois homens e começou seu “discurso”:

- Sr. Bennet, o senhor sabe que sempre tive o maior respeito e carinho por Elizabeth – olhava para o pai procurando encorajamento – que nosso namoro só terminou devido à distância imposta pelo trabalho do meu pai e que nunca deixei de amá-la. Voltei a Londres noivo, mas isso foi uma grande besteira que fiz em minha vida. Agora percebi o quanto quero estar com sua filha e meu noivado está acabado. A própria mãe de Caroline me assegurou que ela também não está mais interessada, que também não concorda com esse compromisso, mas ainda não pude conversar frente a frente com ela, mas sei que está tudo acabado porque eu amo Lizzie e...

- Calma, filho. Não precisa falar feito um computador. Eu já entendi o que você quer e fico feliz de ver que você veio muito educadamente pedir minha permissão, assim como da primeira vez, anos atrás. Seu pai e eu já havíamos conversado sobre isso. Não sou bobo e há tempos já tinha percebido o envolvimento de vocês. Sabe que tenho você e todos de sua família em alta estima. Sei que a minha Lizzie gosta muito de você. Muito mesmo.

Tomou um gole de sua bebida e continuou:

- Vocês já são adultos, crescidos, responsáveis, tem a vida de vocês. Apesar disso, ela continua sendo a minha filhinha. Um dia você vai entender isso. Bem, dou minha permissão, mas peço, encarecidamente, que não meta os pés pelas mãos. Sabemos muito bem que você não conversou com sua ex-noiva, mas que ama a minha filha. Como eu disse, vocês dois são adultos, mas peço que não se apressem em nada e que tentem ser discretos, principalmente hoje, nessa festa, porque não é todo mundo que está sabendo do término do seu noivado. Na verdade, pouquíssimas pessoas sabem disso e não quero minha filha mal falada por aí. Estamos entre amigos, mas sabemos bem como são essas coisas de fofoca, ainda mais com a sua família.

Willian respirava aliviado e sorria olhando para o sr. Darcy como se tivesse ganho um prêmio. Apertou a mão do agora sogro olhando-o com cara de bobo:

- Sr. Bennet, farei o que for possível e impossível para fazer sua filha feliz. Tenha certeza disso.

 

 

 

A festa estava sendo um grande sucesso.
Charlotte dançava com Collins e, por mais incrível que parecesse, estavam se entendendo. Ela realmente parecia interessada nos assuntos que ele debatia.
A comida estava fresca e gostosa, muita bebida e muita animação, muita dança e música. Alheia a tudo isso estava Lizzie, inquieta em um canto da festa. Ela estava de mãos dadas com Jane e tomava uma taça de champagne atrás da outra.

- Jane, e se papai não aprovar? O que eu faço? Acha que devo enfrentá-lo? Acha que mamãe me ajudaria a convencer o papai?

- Lizzie, calma. Darcy está conversando com o papai agora e você sabe que o Sr. Bennet sente adoração pelo Willian! Quando ele explicar que o noivado acabou e que te ama, tenho certeza que o papai irá concordar.

Olhavam a conversa que se desenrolava do outro lado do jardim entre Willian, seu pai e o sr. Darcy que continuava sentado à mesa. As mãos de Lizzie suavam e seu coração batia forte. Virou de costas como se não quisesse acompanhar o que estava acontecendo.

- Lizzie, o Willian está vindo pra cá...ele está vindo...- disse Jane

Ela virou e o viu cortando o salão no meio dos casais que dançavam animadamente ao som da orquestra.

O coração batia mais forte. Ele vinha trazendo a resposta de seu pai.

- O que ele está fazendo, Jane?

Darcy saiu de sua direção e foi ao encontro da orquestra falando com o maestro que a comandava.

Veio em sua direção sorrindo e pegou em sua mão.

- Minha namorada me daria a honra dessa dança? – disse Darcy estendendo sua mão e sorrindo.

[i] Namorada?? Não acredito!!!Não acredito!!!”[/i]

Lizzie saiu para beijá-lo e abraça-lo, mas ele se afastou e falou em seu ouvido:

- Seu pai pediu para que fôssemos discretos, principalmente na festa. Muitas pessoas ainda não sabem sobre o término do meu noivado.

Lizzie não se importava. Agora ele era seu. Só seu. Suas reservas e seus medos haviam desaparecido completamente.

Partiram para a pista de dança deixando Jane suspirando e já procurando o seu namorado que agora conversava com Mary e Georgiana.

- Agora sim as coisas vão se acertar...- disse Jane para si mesma.

Darcy envolveu a leve cintura de Lizzie com uma de suas mãos grandes e pesadas. A outra segurava a mão delicada de Lizzie. Dançavam calmamente e sempre se olhando. Ele acariciava seus dedos sem tirar seus olhos azuis de dentro dos olhos castanhos dela.


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 (música tocada – Unforgettable – Nat King Cole and Natalie Cole)


Darcy abaixou um pouco a cabeça e Elizabeth achou que ele fosse beijá-la na frente de todos. Ao invés disso, ele baixou ainda mais seu rosto colocando-o logo ao lado do seu ouvido.

Ela sentiu a respiração forte dele em seu pescoço. E ouviu:

- “Unforgettable, that´s what you are....”  (Inesquecível, eis o que você é)

Elizabeth sorriu. Ele estava cantando em seu ouvido a música que ele havia pedido para a orquestra tocar:

-“Unforgettable, though near or far...”( Inesquecível, esteja perto ou longe)

Ela fechou os olhos apenas ouvindo sua declaração.

Estava entregue. Suas pernas fraquejavam, seu corpo estava leve, mole, sentia um arrepio gostoso nas costas e o toque suave, mas seguro, das mãos dele em seu corpo. Não queria estar em nenhum outro lugar do mundo a não ser ali, com ele.

- “How the thought of you does things to me” ( Pensar em você provoca cada coisa em mim)

Ouvia cada frase que ele cantava suavemente em seu ouvido. Seus corpos balançavam levemente pelo salão no ritmo da música. Elizabeth colocou uma de suas mãos no ombro dele, descendo às vezes para suas costas. A cada frase que ele sussurrava em seu ouvido, a cada carinho que ele fazia delicadamente em suas mãos, a cada toque em sua cintura, ela sentia todo o carinho, todo o afeto dele. Não queria que aquele momento terminasse.

Willian dizia baixo cada verso da música pensando naquele momento tão mágico e especial. Agora estavam juntos de novo e ele podia sentir que seu coração estava rendido àquela mulher e àquela situação. Ele queria que aquela noite fosse especial, um marco na volta do novo casal e logo depois de falar com o pai de Lizzie, quis fazer uma surpresa para sua agora namorada.


(para quem tiver curiosidade na letra e tradução da musica que Darcy cantou para ela)
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Quando a orquestra parou, ela ainda estava de olhos fechados. Ele olhou seu semblante sereno e feliz e teve muita vontade de beijá-la. Chegou mais perto de sua boca. Os olhos dela ainda estavam fechados como se ainda sentisse o momento que viveram. Estava a centímetros de seus lábios....mas parou. Não podia fazer aquilo ali. Tinha prometido ao pai dela. Respirou fundo e, ouvindo as palmas dos demais casais à orquestra, afastou-se, despertando-a do transe que ela parecia viver. Bateram palmas e se olharam como cúmplices. Ele beijou suas mãos e foram se sentar junto a seus pais.

Aquela tinha sido a melhor dança de toda a sua vida.

_________________________________________________________

A festa foi memorável. Muitas famílias amigas se reuniram e o clima de alegria foi potencializado com a ida dos velhos amigos que não se viam há anos. Os Darcy reencontraram antigos amigos e fizeram outros. Georgiana e Mary ficaram juntas praticamente a noite inteira, apenas se separando quando eram chamadas para dançar por algum rapaz. Collins e Charlotte pareciam estar se divertindo, apesar da amiga às vezes “cortá-lo” em suas observações impertinentes. Willian estava tão perdido que nem ligou quando a irmã dançou inúmeras músicas com um menino que claramente estava interessado. Coube a seu pai o papel de “ciumento” da família.

Lizzie passou a festa na mesa dos pais conversando com Willian, Jane e Charles. Dançou outras músicas com seu pai, seu sogro, o namorado e com Charles, que se mostrou um ótimo dançarino. Ela e Willian, quando não estavam dançando ou sendo observados, trocavam carinhos nas mãos por debaixo da mesa.

O jantar foi servido e logo depois todos se levantaram e foram para o meio da pista de dança para fazer a contagem regressiva anunciando o novo ano que ia começar. Lizzie ficou um pouco mais atrás, na área periférica da pista de dança e estava ao lado de Willian. Na frente, Jane, Charles e Mary com Georgiana. Perto da piscina, Collins e Charlotte com a família. Os Darcy estavam animadíssimos com os Bennet no meio da pista de dança com os demais convidados, estourando garrafas de champagne antes da hora e dando gargalhadas. Fanny e Anna riam de seus maridos e aguardavam os fogos de artifício que seriam lançados quando chegasse a meia-noite.

Os 50 convidados presentes começaram a contagem....

-Dez....

Lizzie olhou para Willian e sorriu.

-Nove....

Ele a olhou de volta e muito sutilmente pegou em sua mão.

-Oito...sete...seis....cinco...

Ficaram se olhando de mãos dadas em meio a gritaria que se formava.

-quatro...três...

- Eu te amo – disse ele olhando para ela e segurando forte na mão.

-Dois...

- Eu também te amo.


-Ummmmmm...FELIZ ANO NOVO!!!


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(vídeo com a queima de fogos em Londres no Ano Novo)


A gritaria foi geral e todos os convidados começaram a se abraçar, inclusive os dois. Aquela estava sendo uma noite perfeita, magnífica, cheia de carinho, afeto e amor.

- Esse ano está começando com esse abraço e vai terminar da mesma forma. Eu te prometo. – disse ele.

- Darcy, sei que você cumpre todas as suas promessas. Todas. Por isso, quero me faça uma agora. –  disse ela saindo do abraço.

- Pode me pedir qualquer coisa, srta. Elizabeth Bennet, minha namorada! – disse ele lançando um sorriso feliz e brincalhão.

- Me prometa que ficará comigo esta noite.

Sua expressão mudou. Agora ele estava sério.
 

 

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