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Quando uma opinião é geral, normalmente é a correta (Jane Austen)

Quando, quando, quando,... Capítulo 9

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CAPÍTULO 9

 


A família Darcy tomava café da manhã. Apenas o Sr. Darcy não estava na mesa.

- E então Willian, como foi a “integração” de ontem – disse Sra. Darcy em tom irônico já imaginando a verdadeira integração que ele havia feito.

- Hum? Que integração, mãe?

- Ué? Você não foi ao nosso jantar ontem justamente porque nos disse que participaria de uma noite de integração com os funcionários da empresa.

- Ahn, sim. É verdade. Foi muito bom. – disse ele olhando para o café.

Charles que também estava à mesa confirmou com a cabeça colocando uma torrada na boca como se quisesse ficar calado. Preferia não mentir novamente para os Darcy.

-Pois é, meninos, o estranho é que seu pai não ficou sabendo de nenhuma noite de integração dos funcionários. Inclusive o Sr. Moore, um dos gerentes, nos ligou ontem de noite enquanto estávamos com os Bennet e ele claramente não sabia de nada. Estranho, não?

Darcy percebeu o tom desconfiado da mãe. Antes que pudesse responder, sentiu a mão pesada do pai em seu ombro:

- Willian, precisamos conversar. AGORA!

Saiu de perto do filho já caminhando em direção ao escritório da antiga mansão com passos fortes pela casa.

Charles observou aquela cena junto com Georgiana. Raras foram as vezes que viu o Sr. Darcy falar daquele jeito com o filho. Alguma coisa devia ter acontecido para ele estar assim. Anna olhava para o filho como se já soubesse o que estava para acontecer. Willian levantou e seguiu o pai.

[i]“O que será que aconteceu?”[/i] pensou Willian

Anthony estava em pé com a palma das mãos apoiadas na mesa do escritório e tinha uma cara muito séria. Willian entrou e fechou a porta.

- Sr. Willian Darcy. Posso saber o que o que está aprontando? O que pretende fazer com a srta. Elizabeth Bennet?

Darcy o olhou com espanto.

[i]“Como ele sabe? Será que Charles contou alguma coisa? Ele não faria isso...”[/i]

- Pai, não estou entendendo.

-Willian, não somos bobos. Ontem você e Charles inventaram uma desculpa, assim com as irmãs Bennet o fizeram, e não compareceram ao nosso jantar. Fiquei sabendo pela Sra. Bennet que Charles está muito interessado em Jane. Diga-me: mentiu ontem para nós porque queria ajudar seu amigo ou porque também está envolvido com uma das Bennet...e sabemos muito bem a qual delas estou me referindo.

Willian odiava mentir. Principalmente, para seus pais. Quando mais novo só mentira para estar com ela, sua Lizzie, e parecia que seu pai sabia e se lembrava muito bem disso. Não queria expor Elizabeth e ele assim tão rápido...estava de volta a apenas alguns dias...

- Pai, não posso mentir para o senhor. Eu saí com Lizzie. Na verdade, estou saind...

- WILLIAN DARCY! Você está se comportando da maneira mais vil possível – disse seu pai gritando. – Por acaso se esqueceu que está noivo de Caroline? O que pensa que está fazendo com Elizabeth? Ela é uma mulher que merece muito respeito.

-Pai, concordo que Lizzie mereça todo o respeito do mundo, é a mulher mais maravilhosa, linda, meiga que conheço, mas há fatos que o senhor ainda desconhece.

Darcy explicou ao pai tudo que havia se passado com Caroline, sua ligação na casa dos Bennet e a iniciativa dela de romper tudo, e de como estava novamente apaixonado por Elizabeth. Tinha certeza que ela sempre estivera em seu coração. Ia ter uma conversa definitiva com Caroline para terminarem tudo. Nunca tinha exposto à seu pai seus sentimentos daquele jeito, mas agora precisava fazê-lo, caso contrário, Anthony pensaria mal dele.

- Meu filho, um noivado praticamente terminado não é um noivado totalmente terminado. Você sabe muito bem que nunca tive muita simpatia por Caroline e que sempre achei que vocês não se amavam, mas eu espero que você saiba o que está fazendo. Eu não falarei nada aos Bennet ainda, mas quero uma posição sua. Elizabeth merece ser feliz e eu praticamente criei aquela menina. Sei que está cedo para você pedi-la em namoro novamente ao Thomas, mas eu espero que você o faça logo e da forma tradicional, apesar de vocês dois já serem adultos. Eu tenho muito respeito por eles, ele é um grande amigo meu e quero que você se comporte como um verdadeiro lorde! Além disso, eu espero que vocês estejam indo com calma nesse novo relacionamento...sabemos muito bem como vocês dois ficaram quando fomos embora para o Brasil...

Anthony Darcy saiu de seu escritório deixando o filho. Antes de fechar a porta parou e virou-se para o filho:

- A propósito, gostei muito das últimas notícias. Agora estou ainda mais feliz de estar de volta a Londres. – sorriu e fechou a porta.

 

 

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Durante a semana os casais não se separaram. Charles comprou seu carro e estava se acostumando com o trânsito invertido de Londres ajudado por Jane. Os dois sempre iam juntos para o trabalho pela manhã, almoçavam juntos e sempre à noite se encontravam para jantar ou para ficarem vendo filme no apartamento de Jane e Lizzie.

Darcy sentia uma ponta de inveja de seu amigo. Queria estar nesse grude com Lizzie, mas ainda não podia. Era cedo e ele precisava conversar definitivamente com Caroline, mas, mesmo assim, dava um jeito para vê-la todos os dias. Sempre passava em sua casa de noite, aparecia rapidamente no consultório, mandava mensagens, flores e ligava várias vezes ao dia. Seus beijos pareciam mais deliciosos a cada dia.

Lizzie estava novamente apaixonada. Darcy estava a cada dia mais carinhoso, atencioso e estar com ele a tranqüilizava, a deixava leve, feliz...Suas reservas e seu medos se afastavam e, dia após dia, sempre que estavam juntos, tudo parecia se encaixar, tudo parecia estar em ordem, tudo parecia verdadeiro, tudo parecia ser certo.

No sábado seria a festa de Natal na casa dos Bennet. Sra. Bennet e a sra. Darcy saíram com Georgiana, Lizzie, Mary e Jane para comprar os presentes. Jane logo comprou uma abotoadura de ouro para Charles, mas tentando esconder o presente da mãe que provavelmente passaria o resto do dia comentando e fazendo conjecturas sobre o possível futuro casamento dos dois.

Lizzie, por sua vez, não sabia como proceder: queria comprar um presente para Darcy, mas, além de não ter a menor noção do que comprar, não poderia dar qualquer coisa. Queria algo com significado. Precisava pensar em algo pequeno para que ela pudesse esconder de sua mãe e que pudesse expressar o momento maravilhoso que estavam passando juntos.

Estava na joalheria com Jane quando se deparou com um relógio masculino muito bonito. Resolveu comprá-lo e pediu para o joalheiro gravar uma frase atrás.

Tentaria esconder o presente e dá-lo à Willian quando estivessem sozinhos. Para despistar, acabou comprando uma camisa pólo para ele quando estava com sua mãe e sua ex-sogra.

http://www.hstern.com.br/site/loja_virtual/produtos.asp?pag=&codigo_area=6&codigo_subcategoria=102 (relógio que Lizzie comprou)

 

 


A festa de Natal havia chegado.

Durante toda a semana Lizzie e Willian se viram e namoraram muito. Não conseguiam parar de se beijar e cada vez o desejo de estarem definitivamente juntos crescia. A cada dia ficava mais difícil dizer “tchau”, “boa noite”, “até amanhã”.
Queria ficar com ele, não só naquela hora do dia, não escondido de seus pais. Queria abraçá-lo e beijá-lo no meio da rua, no restaurante, no shopping...

As três irmãs estavam em casa se arrumando no quarto de Mary. Jane colocava seu vestido rosa escuro e suas sandálias douradas. Colocou apenas um batom leve e uma maquiagem nos olhos. Os brincos delicados realçavam seu pescoço fino e bem torneado. Mary era mais básica e optou por uma saia que ia até os joelhos, preta e uma blusa de lã azul. Lizzie colocou suas sandálias novas e seu vestido marrom. Maquiava-se em frente ao espelho do banheiro que havia no quarto e pensava somente em uma coisa: ela estaria com Darcy. Claro que não poderiam ficar juntos como ela queria, mas passaria seu Natal junto dele.

[i]“Parece que voltei no tempo. Parece que ainda sou uma menina esperando o namorado para o Natal. Como era bom...”[/i]

Lizzie sentou-se na cama colocando suas jóias e logo se lembrou do último Natal que havia passado com Willian:

“Estavam namorando há quase dois anos e a cada minuto ficava mais apaixonada. As famílias estavam reunidas abrindo os presentes na árvore de Natal. Georgiana, que era pequena, circulava em meio aos embrulhos procurando bonecas e jogos. Mais cedo havia ganhado do “Papai Noel” um enorme piano e estava muito feliz. Seus pais trocavam presentes quando de repente Willian a olhou. Ele estava do outro lado da sala com um olhar pensativo.

- Opa! Esse é da Lizzie! – disse Jane segurando um pequeno embrulho na mão.

Lizzie percebeu o olhar nervoso de Willian. Estava aprontando alguma coisa. Abriu o presente e viu a grossa pulseira de ouro com pingentes.

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Junto um cartão com os dizeres

“TE AMO PARA SEMPRE”

Lizzie sabia exatamente o que aquilo significava. Lembrou da primeira vez que se amaram e que essa era a frase que ela havia escrito na porta de seu closet com uma caneta vermelha.
Atravessou a sala e lhe deu um beijo apaixonado, sendo depois contida pela mãe que brigava com ela pela falta de modos.”

Foi despertada de suas lembranças pela irmã:

- Lizzie, não vá se atrasar! A mamãe já está reclamando dos “pobres nervos” dela... –

Sorriu sozinha com suas lembranças e desceu para a sala já ouvindo os gritos de sua mãe que avisava que os Darcy haviam chegado.

 

 


Charles estava muito nervoso. Os pais de Jane já sabiam que estavam envolvidos, só não sabiam que hoje, na noite de Natal, ele faria o pedido oficial: queria que ela fosse sua namorada. Nem Jane sabia. Já tinha consciência que estava irremediavelmente apaixonado. Comprou para a namorada um anel de diamantes para selar o namoro. Não era uma aliança de noivado, mas já estava de olho em algumas...


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Willian tentava passar tranqüilidade, mas isso estava se tornando impossível. Estava agora na porta da casa dos Bennet

- Willian, o que foi? – perguntou a irmã com vários presentes na mão que iam ser colocados na árvore de natal.

Willian deu um pequeno sorriso, mas não disse nada.

- Estou sentindo você tenso...alguma coisa na empresa?

- Não, Georgie. Só estou um pouco cansado.

A irmã não sabia, mas ele foi junto com Charles comprar o presente de Jane e resolveu comprar algo para sua Lizzie e o escondia no bolso do blazer.


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A família conversava animadamente na sala quando as irmãs desceram as escadas para se juntarem aos amigos. Adentraram na sala e logo foram cumprimentando efusivamente os Darcy. Depois de oito anos, passavam o natal juntos de novo como faziam todos os anos.

Sentaram-se todos na sala e começaram a comemorar abrindo uma garrafa de champagne e conversando sobre os mais variados assuntos. Charles olhava para Jane com uma expressão indecifrável. Ela achava que algo estava errado.

Willian estava sentado ao lado de Lizzie e logo viu como estava linda. Tentava se conter, mas sua vontade era abraçá-la com força e cheirar seu cabelo e seu pescoço. O vestido leve, a maquiagem em torno dos olhos, os cabelos soltos e delicadamente penteados com a leve franja, o conhecido e gostoso perfume que ela usava, as mãos delicadas e...

[i]“A pulseira!”[/i]

Ela estava usando a pulseira que ele havia lhe dado oito anos atrás!

Darcy sorriu de contentamento ao perceber que ela não tinha esquecido daquele seu presente no último natal que haviam passado juntos.

Ela se lembrava...

- Gostaria de fazer um brinde nessa noite tão especial – disse Charles levantando de súbito de seu assento.

As famílias que conversavam se olharam sem entender direito aquilo.

– Além do brinde, gostaria de também fazer um pedido. – ele tinha uma taça na mão e todos perceberam que ela tremia.

Charles olhou para Jane e ela olhou-o assustada. Será que ele já estava bêbado? Tinha tomado algum remédio? Sempre foi tão tímido e desastrado, por que havia se levantado de súbito, daquele jeito, falando no meio da sala, com todos olhando?

 Ele não havia conversado absolutamente nada com ela em relação a pedido algum.

- Sr. Thomas Bennet, agradeço, desde já, sua total receptividade a mim, um mero amigo de Willian, e também por compartilhar essa data com pessoas tão queridas. Não sou amigo da família, como os Darcy são, mas vocês me convidaram para passar o Natal aqui e eu me sinto muito feliz e muito bem-vindo nessa casa.

Charles passou a mão na testa secando o suor do nervosismo. Olhava para Jane, para os possíveis futuros sogros, para a cara de espanto e dúvida das famílias. Respirou um pouco de ar e continuou:

-Por isso, estou aproveitando esse evento tão especial para, oficialmente, pedir sua filha, Jane Bennet, em namoro. Sei que sua família e suas filhas são sérias e minhas intenções também o são. Posso lhe assegurar que adoro, que amo sua filha e espero sinceramente poder contar com seu apoio e aprovação quanto ao nosso namoro.

Charles parecia uma máquina. Havia ensaiado cada palavra horas diante do espelho.

Fanny não esperou o marido e nem a filha dizerem uma palavra sequer e avançou no agora genro.

- Oh! Que dia feliz! Sabia que minha Jane não era tão linda à toa! Parabéns, minha filha!

Jane levantou-se e deu um longo abraço em Charles, expressando todo seu carinho e felicidades. Ela ria e estava vermelha de vergonha e mal cabia em si de felicidade.

Corroborando as palavras de sua esposa, e a demonstração de afeto da filha, Sr. Bennet aprovou o namoro e uma nova garrafa de champagne foi aberta para comemorar o novo casal. Os Darcy e os Bennet comemoravam agora não só o Natal, mas também o novo casal que se formava.

Elizabeth estava muito contente pela irmã. Sabia que ela seria feliz com seu engenheiro ruivo, mas ficou imaginando como seria se essa noite fosse a sua noite e de Willian. Imaginou toda aquela cena, mas sendo ela a namorada...


Ela e Willian buscavam o olhar um do outro durante todo o jantar. Lizzie queria estar com ele, dar o presente que tanto havia escondido.
Viu quando ele saiu em direção ao banheiro que ficava perto da biblioteca de seu pai. Em um impulso, sem pensar que toda a sua família e a dele estavam na sala, ela fingiu que ia até a cozinha e foi atrás dele. Antes que ele pudesse entrar no lavabo, ela segurou uma de suas mãos e puxou-o para a biblioteca.
Darcy, a princípio, tomou um susto, mas quando percebeu que eram as mãos dela, sorriu e seguiu em sua direção.

Mal teve tempo de entrar e ela fechou a porta e deu-lhe um beijo carinhoso. Segurava seu rosto com as mãos delicadas apertando seus lábios.
Ela sentiu quando ele puxou-a para si. Ele ofegava e a segurava com força apertando-a contra seu corpo. Beijaram-se uma, duas, três vezes e cada vez ficava melhor.
Ela sentiu sua excitação, mas não conseguia parar de beijá-lo e abraçá-lo.

- Lizzie, precisamos voltar para a sala...

- Preciso entregar seu presente.

- Meu presente ? – disse ele sorrindo. – Que coincidência, porque eu queria fazer exatamente a mesma coisa.

Olharam-se e riram um do outro.

-Você não quer ir lá em casa depois daqui? Vamos nós quatro: eu, você, Charles e Jane. Podemos ficar conversando e comemorar o namoro dos dois.

- Lizzie, acho que hoje seremos só eu e você, pelo menos por um tempo.

- Não entendi.

- Charles acabou de comprar uma cobertura quase ao lado da minha casa. Depois daqui ele vai levar sua irmã para conhecer a nova casa dele. Devo dizer que não vai demorar muito e casa poderá ser dela também...

- Meu Deus, mas as intenções do Charles são tão sérias assim?  Mas ele acabou de pedi-la em namoro! -  perguntou Lizzie assustada, mas já imaginando a cara da irmã ao chegar no apartamento.

-São sim. Ele está completamente apaixonado pela sua irmã. Eu conheço o Charles há anos e ele é quase meu irmão. Posso lhe assegurar que eu nunca o vi desse jeito. Nunca. Ele já está se programando para algo mais... sério.

-Hum, entendo...já tinha percebido o jeito apaixonado dele, mas não sabia que estava nesse nível.

- Na verdade, não é só Charles que está fazendo isso...se programando...- disse Darcy olhando para ela.

Ele parou de falar beijou-a novamente.

-Meus sentimentos e intenções são extremamente parecidas com as dele...acho que eu poderia dizer que são idênticas...

Apesar da cara séria que ela fazia agora, seu coração sorria, dava gargalhadas de felicidade. Laçou o pescoço dele com suas mãos e voltou a beijá-lo ardentemente. Puxava-o cada vez com mais força colocando as mãos nas suas costas.

- Nos encontramos lá em casa. -  saiu logo de dentro da biblioteca deixando Darcy atônito e ainda no clima envolvente do beijo.

[i]“Essa mulher...”[/i]


O resto da noite transcorreu com tranqüilidade. O novo casal “oficial” trocou seus presentes e Jane adorou o anel que o agora namorado havia lhe dado. Eles iam sair logo dali, pois Charles disse que tinha uma outra surpresa para ela. Já era de madrugada quando os Darcy se despediram e foram embora com Willian.

Lizzie não parava de pensar que logo mais estaria com ele e que poderia dar o seu presente. Pegou seu carro e foi para seu apartamento, mesmo sendo repreendida pela mãe que queria que ela dormisse em casa devido à hora avançada. Rumou para seu apartamento.

Mal havia colocado sua bolsa em cima da mesa da sala quando ouviu a campainha.

[i]“É ele!”[/i]

 

 

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