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Podem existir sintomas mais otimistas? Não é a desatenção que nos rodeia a própria essência do amor? (Jane Austen)

Outra Vez - Capítulo XXIX

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Joss Stone – I´ve Fallen in Love with you

 

Georgianna teve que dar o braço a torcer, a sopa que a mulher os preparara realmente estava muito gostosa, e ela sentia-se grata por ter sido acolhida por aquela família. Estava confortável e aquecida, só precisaria esperar o dia amanhecer pra entrar em contado com a sua família e voltar pra casa. Tudo estava bem se não fosse um pequeno detalhe: o homem que estava ao seu lado.

 

Não era a primeira vez que ficavam sozinhos, pelo contrário, sempre ficavam escondidos de todos para não serem alvos de fofocas, principalmente ele que já era mais conhecido. Mas ali era diferente, os dois estavam completamente isolados e permaneceriam assim por toda noite. Decidida a manter-se segura de seus próprios desejos permaneceu calada depois que terminaram de jantar.

 

- Essa sopinha acabou me dando sono! – ela ouviu Hugh falar depois de um bocejo. Foi então que se virou e percebeu que ele estava tirando a roupa e voltou o olhar para a lareira rapidamente enquanto falava exasperada:

 

- O que você está fazendo?

 

- Colocando o pijama! – ele respondeu num tom sarcástico - Tirando a roupa pra dormir oras!

 

- Mas está frio, e eu estou aqui!

 

- Por isso que temos uma lareira e um cobertor. E você feche os olhos se quiser. Não acredito que você vai dormir com esse vestido super confortável. – ironizou – Se bem que não duvido, mas eu sinto muito, não vou dormir que em um pingüim com essa roupa de garçom.

 

Ele terminou de tirar a calça e a camisa, ficando exclusivamente com uma cueca de seda cinza enquanto Georgie permanecia sentada no colchão, tentando se concentrar no crepitar da lareira e não pensar no corpo do homem próximo a ela.

 

Hugh deitou-se no colchão e puxou o cobertor para junto de seu corpo.

 

- Você não está pensando em dormir aqui, está?

 

- E eu posso saber aonde mais eu dormiria se só temos um colchão?

 

- Se você fosse cavalheiro você deixava o colchão pra mim. – ela respondeu cruzando os braços.

 

- “Se” eu fosse, falou bem, como eu não sou ou dividimos o colchão ou tenha uma ótima noite no chão.

 

Georgianna permaneceu séria e Hugh resolveu intervir. Sentou-se ao lado dela passando tomando sua mão.

 

- É melhor você tirar esse vestido. – ela o olhou chocada – Eu prometo não olhar! – ele se defendeu – Se você não tirar ele vai amanhecer todo amassado.

 

Ela sabia que ele tinha razão.

 

- Jura que não olha?

 

Hugh beijos os dedos cruzados e virou as costas. Georgianna levantou-se e tirou o vestido, mas ele acompanhava todos os movimentos pela sombra projetada na parede do lado oposto. Deitou-se rapidamente ainda de costas pra ela e fechou os olhos, tentado disfarçar a reação física involuntária que acabara de acontecer.

 

A garota deitou-se novamente no colchão apenas de calcinha e sutiã, cobrindo-se rapidamente com o groso cobertor.

 

- Terminei, Hugh! Pode virar.

 

- Estou bem assim. – ele respondeu nervoso.

 

- Ah não, vira pra cá, não estou com sono quero conversar.

 

Ele respirou fundo. Já estava controlado, mas ainda corria sérios riscos. Virou-se e os dois ficaram frente a frente, apenas seus rostos a mostra.

 

- Você me coloca em cada uma. – Hugh comentou – Nunca vi ninguém se meter em tanta confusão.

 

- Eu?

 

- Claro, quem foi seqüestrada e me fez levar um tiro? Pra quem eu inventei de dar carona e acabamos no meio do nada? – ele brincou.

 

- E acaso eu tenho culpa? Foi dar uma de herói porque quis, vai jogar na minha cara o resto da vida? E até onde eu sei não fui eu que furei o pneu da sua moto.

 

- Eu sei boba, estou brincando, é engraçado te ver zangada.

 

- Ah é? Então você vai ver só. - Ela levou as mãos rapidamente para as costelas de Hugh fazendo-lhe cócegas.

 

Ele permitiu que ela lhe fizesse cócegas e divertiu-se com isso, mas depois começou a revidar, passou o joelho sobre ela e segurou seus braços acima da cabeça. Ela tentava acalmar a respiração alterada pelas risadas e ele ria pela tonalidade vermelha que o rosto dela alcançou.

 

Hugh abaixou os olhos inconscientemente, visualizando as curvas do pescoço alvo de Georgianna, o colo subindo e descendo acompanhando o movimento de seus pulmões sob sutiã rendando verde claro, inocente e ao mesmo tempo provocante. Ela mordeu os lábios, envergonhada e ao mesmo tempo excitada por ter seu corpo sendo escrutinado dessa forma.

 

Nunca ficara daquele jeito na frente de um homem antes, e por mais nervosa que estivesse estava contente com a situação. Hugh encarou-a, e ela devolveu o olhar, ele então acabou com a distância entre seus rostos, provando a boca rosada com desejo.

 

Depois disso nenhum dos dois agiu com a razão, suas mãos exploravam o corpo um do outro e arrancavam as poucas peças que lhe restavam. Georgianna começou tímida e inexperiente, mas seu desejo guiou-a de forma que seu corpo agia como se fosse independente da cabeça.

 

Hugh alcançou o bolso de sua calça e retirou um preservativo da carteira, vestiu-o habilmente enquanto explorava Georgie na junção de suas coxas fazendo-a tremer.

 

Quando ele se posicionou na entrada do corpo dela sentiu que sua tensão e parou imediatamente, tocando em seu rosto de maneira terna.

 

- Desculpa, foi rápido demais. – ele já ia sair de cima de Georgie quando ela o segurou.

 

- Não. Eu quero, mas é que...

 

Ele esperou pacientemente, acariciando a cintura dela, enquanto latejava de desejo.

 

- É que eu, bem, eu nunca, você sabe... Nunca fiz isso...

 

Hugh já havia pensado nessa possibilidade, afinal eles nunca tinham passado de beijos mais intensos. Ela estava afim, ele sentia, mas não sabia se aquilo deveria acontecer.

 

- Droga! Eu não devia ter falado. – ela arrependeu-se quando percebeu o silêncio dele – Eu já devia saber que você ia perder o interesse em mim.

 

- Nunca mais fale isso. – ele olhou-a seriamente – É óbvio o quanto eu te desejo loirinha. – ele apontou com a cabeça para o seu amigo lá embaixo que continuava animado esperando uma resolução e ela corou – Eu só não sei se é o certo.

 

- É claro que é o certo, eu te quero e você me quer. O que mais você precisa?

 

- É a sua primeira vez e eu quero que seja perfeito, num lugar maravilhoso, assim como você. Não numa cabana no fim do mundo e num colchão velho.

 

Ela perdeu-se nos olhos castanho-esverdeados dele por um longo tempo, até o momento em que criou coragem pra falar:

 

- O lugar perfeito é ao lado do homem que eu amo, então seja nesse simples casebre, seja no hotel mais chique de Londres, não me importo, desde que eu esteja ao seu lado.

 

- Eu já te disse que eu te amo? – ele perguntou colocando uma mecha dos logos cabelos dela atrás da orelha.

 

- Não, mas eu adoraria escutar...

 

- Eu te amo. – ele disse depois de beijar o cantinho atrás da orelha dela – Te venero. – e depositou um beijo no queixo da garota – Sou loucamente apaixonado por você. – beijou a covinha que se formou na bochecha dela que sorria – E te desejo como nunca desejei ninguém.

 

Beijaram-se intensamente por um longo tempo, saboreando o amor que os unia, vivenciando cada sensação prazerosa que passavam pelos corpos, até o momento em que se tornaram um só.

 

******

 

Elizabeth acordou sentindo uma forte azia, mas antes de procurar um remédio foi até o banheiro e fez o exame. Queria provar logo pra Charles que provavelmente não tinha nada além de uma gastrite nervosa ou mesmo estresse. Enquanto o resultado não saía foi até a cozinha preparar algo para o desjejum, colocou a água do café no fogo e encheu um copo de leite gelado pra tentar amenizar o incômodo que sentia. Começou a beber enquanto esperava a água ferver, mas em questão de segundos seu estômago embrulhou e ela debruçou-se sobre a pia da cozinha que era a mais próxima.

 

Nesse meio tempo William acordou e percebeu que ela não estava na cama, foi até o banheiro lavar o rosto e viu a embalagem do teste em cima da pia, do lado de um objeto que mais parecia um termômetro.

 

Apanhou o artefato sem dizer nada, observando as duas linhas cor-de-rosa intensamente vivas. Mas ainda não sabia o significado daquilo. Olhou as instruções da embalagem e apoiou-se na parede com medo de que seus joelhos cedessem. Saiu à procura da noiva e a encontrou pálida e terminando de colocar a mesa do café.

 

- Isso é seu, Lizzie?

 

- O que você acha? – ela respondeu mal humorada – Ontem Charles praticamente me fez prometer que faria um desses. Completamente sem sentido.

 

- E essas linhas significam o que?

 

- Uma linha negativo, duas positivo.

 

Ele ficou estático e boquiaberto. Poderia ser mais feliz do que fora no dia anterior quando Lizzie aceitou o seu pedido de casamento? Pelo visto sim.

 

Lizzie passou um segundo olhando pro rosto dele, quando percebeu o que estava acontecendo e perguntou meio histérica – Opa, opa, opa! Você disse essas linhas?

 

Ele apenas esticou a boca, tentando esboçar um sorriso surpreso quando ela correu e tirou o teste das mãos dele, uma das mãos tapando a própria boca que não conseguia permanecer fechada.

 

- Isso é...

 

- Maravilhoso! – William interrompeu.

 

- Eu ia dizer impossível, mas eu nem sei mais o que pensar.

 

William se ajoelhou na frente da namorada e levantou seu moletom, cobrindo a barriga de Lizzie de beijos e carinhos.

 

- O que você está fazendo, William?

 

Ele olhou para ela outra vez, e sorriu depois de dizer:

 

- Dizendo olá pra minha garota!

 

- William. – ela gaguejou – não vamos nos precipitar, isso não pode ser confiável.

- Mas nesse caso é, você não percebe? Faz dias que você está assim. Enjoada, sonolenta, sensível e chorona. E o desmaio de ontem? Tudo faz sentido! – ele falava maravilhado.

 

Lizzie parecia fora do ar, tinha medo de se iludir, ela passou a vida toda sabendo que não poderia ser mãe, como isso estava acontecendo?

 

- Will, é melhor você comer alguma coisa, eu tenho que ir ao meu médico agora.

 

Ela correu para o telefone e ligou para o Centro Médico, o homem que a atendera da última vez não estava de plantão naquele domingo, mas ela seria encaminhada a outro ginecologista.

Eles chegaram rapidamente no hospital e cerca de uma hora depois foram recebidos pelo médico. Lizzie explicou seu histórico, os sintomas que vinha sentindo e falou também sobre o teste de gravidez. Ele acessou a ficha dela no computador e viu os exames que ela fizera há quase três meses e nunca viera dar o resultado.

 

Ele disse que seria perfeitamente possível ela engravidar, e explicou o porquê:

 

- Seu próprio organismo superou a sua antiga dificuldade pra engravidar. Seus ovários não tinham a maturidade que necessitavam para gerar óvulos saudáveis e férteis, mas há um tempo atrás esse problema se reverteu, um dos sintomas disso foram as dores que você sentiu naquele ciclo. E como forma de compensar seus ovários vem liberando mais de um óvulo em decorrência da confusão dos hormônios em seu organismo que está se adaptando a nova situação.

Ela permanecia em choque.

 

- Provavelmente você esteve mais sensível do que o costume pouco antes da sua última menstruação, seu corpo deve ter mudado um pouco também. - Ela assentiu.

 

- Que tal fazermos uma ultra-som agora e verificarmos como está este rapazinho ou esta moça? Vou mandar preparar a sala e daqui a pouco alguém vem lhe buscar.

 

Quando o médico saiu Lizzie sentou-se na cama e olhou para Darcy encontrando seus olhos rasos d’água.

 

- Você ouviu?

 

Ele balançou a cabeça, estava tão feliz que não conseguia falar.

Logo um enfermeiro os chamou e eles seguiram de mãos dadas para a sala de ultra-som. Elizabeth foi preparada para o exame e William ficou ao seu lado segurando sua mão.

 

- Eu não estou vendo nada mais que um borrão cinza! – Lizzie resmungou.

 

O médico disse que aos poucos ela ia começar a visualizar. Até que ele focou o aparelho no local exato para visualizar o embrião. Ele então marcou na tela dois espaços que pareciam pequenas elipses e falou.

 

- Ao que parece daqui a alguns meses teremos dois novos membros na família!

 

Lizzie estreitou os olhos e entendeu o que o médico dissera.

 

- Gêmeos? - Lizzie não conseguia dizer mais nada, as lágrimas tomaram seu rosto e o noivo a abraçou com cuidado.

 

Saíram do hospital extasiados com a notícia, ligando para os familiares pra contar a novidade e planejando o futuro.

 

***

 

- Ai, amiga! Ainda bem que você me ligou, preciso tanto falar com você! – Charlotte falou nervosa quando a amiga atendeu seu telefonema.

 

- Eu também queria te falar uma coisa, tenho novidades!

 

- Primeiro eu Lizzie, aconteceu uma coisa muito séria, preciso de um conselho. Não sei se você lembra, mas ontem eu fui embora de Netherfield com o Richard, primo do William.

 

- Lembro.

 

- Pois é, nós fomos tomar um drink depois, e ele veio me trazer em casa, e, ele me beijou amiga.

 

- Que ótimo ....

 

Antes que Lizzie completasse a frase a amiga interrompeu – Que ótimo? Ta doida Lizzie? Como eu vou olhar pra cara dele de novo?

 

- Com os olhos, Charlotte, seria com o que? Qual é o problema de beijar um cara lindo, maduro, bem de vida e solteiro?

 

- O problema é que eu não sei como agir. Isso não acontecia há sei lá quantos anos.

 

- Mas, Char, todo mês você está com um cara diferente.

 

- Mas eu não gostava de nenhum deles Lizzie. O Richard mexe comigo, eu não sei explicar. Quando ele me beijou parecia que ele foi feito pra mim sabe? Parecia que meu lugar era ali, nos braços dele. E ele foi tão gentil, tão respeitador. Ele só me beijou acredita? Nenhum homem apenas beija você, eles sempre tentam algo a mais. Richard não, ele me fez querer mais e mais, e agora eu estou assim, nervosa, ansiosa, sem saber o que fazer e como agir.

 

- Por que você não liga pra ele, e sei lá, o convida pra um cinema?

 

- Eu? Nunca que teria coragem, nem sei o que falar, e nem tenho o telefone dele. Só me resta esperar, talvez no próximo evento familiar eu o encontre de novo. E você? Qual a sua novidade?

 

- Os próximos eventos familiares não vão demorar muito, eu acho!

 

- O que você quer dizer com isso Lizzie?

 

- Eu e William estamos noivos, e grávidos! – Lizzie ouviu o suspiro da amiga do outro lado e continuou – Então você terá pelo menos um casamento e dois batizados para comparecer!

 

William que estava dirigindo e atento a conversa começou a rir quando ouviu os gritos da amiga da noiva. Quando Charlotte conseguiu parar de gritar parabenizou os dois milhares de vezes e desligou empolgada depois de Lizzie prometer contar pessoalmente todos os detalhes pra ela pessoalmente o mais breve possível.

 

- Era Charlotte?

 

- An ram.

 

- Ela falou sobre Richard?

 

- Como você sabe?

 

- Ele me ligou mais cedo pedindo o telefone dela!

 

E assim diante de intensas novidades o casal passou o dia juntos, traçando planos e sonhando com o lindo futuro que teriam pela frente.

 

*

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Outra vez

 

Três meses depois...

 

Os enfeites do Natal estavam por todos os cantos da cidade e as pessoas corriam pelas lojas em busca dos presentes de última hora. A neve deixava uma cobertura branca nas árvores e telhados, iluminando ainda mais o caminho. Lizzie e William estavam de pé, observando as famílias patinando na pista de gelo.

 

- No próximo Natal não seremos apenas nós dois. – William comentou enquanto acarinhava a barriga proeminente de Lizzie por cima das grossas camadas de roupa.

 

Lizzie riu, satisfeita com o rumo que sua vida havia tomado. – Tudo mudou tão rápido...

 

- Arrependida?

 

- Nunca. Eu sou a mulher mais realizada e mais feliz do mundo. E vou ficar ainda mais feliz quando tiver nossos filhos no colo.

 

- No fim das contas às vezes me parece que foi tudo tão certo, como se os céus conspirassem ao nosso favor. Era tudo tão complicado e ao mesmo tempo simples, duas crianças inocentes, que se amavam de uma forma tão pura e tão verdadeira...

 

- Dois adolescentes sem entender quase nada da vida que por motivos infantis passaram tanto tempo separados... – ela completou.

 

- E esse tempo só serviu pra que esse amor amadurecesse e ressurgisse no momento certo, em que nós pudéssemos viver plenamente nossos sentimentos.

 

- Erros que viraram acertos, lembranças doces, mentiras sinceras, e um amor desmedido que agora só se multiplica. – ela colocou as mãos sobre as dele e ficaram juntos, fitando a beleza do entardecer e agradecendo o dia em que foram colocados no mundo para viverem um para o outro.

 

Outra vez

Letra: Isolda

Música: Roberto Carlos

Intérprete: Maria Bethânia

 

“Você foi o maior dos meus casos 
De todos os abraços 
O que eu nunca esqueci 
Você foi, dos amores que eu tive 
O mais complicado e o mais simples pra mim 
Você foi o melhor dos meus erros 
A mais estranha história 
Que alguém já escreveu 
E é por essas e outras 
Que a minha saudade faz lembrar 
De tudo outra vez.... 
Você foi 
A mentira sincera 
Brincadeira mais séria que me aconteceu 
Você foi 
O caso mais antigo 
O amor mais amigo que me apareceu 
Das lembranças que eu trago na vida 
Você é a saudade que eu gosto de ter 
Só assim sinto você bem perto de mim 
Outra vez 
Esqueci de tentar te esquecer 
Resolvi te querer por querer 
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade 
Sem nada perder 
 Você foi 
Toda a felicidade 
Você foi a maldade que só me fez bem 
Você foi 
O melhor dos meus planos 
E o pior dos enganos que eu pude fazer 
 Das lembranças que eu trago na vida 
Você é a saudade que eu gosto de ter 
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez”
~~~~~~~~~~~~~~~~~~Fim~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
 

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