No jardim da mansão dos Darcy um enorme tablado de acrílico que parecia vidro foi montado, e servia como pista de dança, sobre ele uma tenda com as cores amarela e laranja fazia a cobertura. Além de um espaço para DJ uma banda estava montada num dos extremos do tablado. E ao redor do tablado estavam dispostas as mesas que seguiam as cores da tenda.
A banda tocava músicas instrumentais, fazendo um som ambiente e calmo por ora. Garçons passavam entre as pessoas distribuindo petiscos e drinks.
Fitzwilliam e Michelle Darcy vestidos de Fred e Vilma Flisntone recepcionavam os primeiros convidados que chegavam à mansão dos Darcy.
Catherine de Bourg Collins e seu esposo Bill Collins, fantasiados de rei e rainha da Inglaterra vitoriana, também já se encontravam na festa. Chegaram no dia anterior de Paris e estavam instalados num apartamento que possuíam na capital inglesa, que raramente utilizavam, entretanto deixavam a postos para viagens a trabalho ou ocasiões como aquela.
Anthony e Fanny Bennet vestidos de deuses gregos chegavam acompanhados dos pais de Bingley, Caroline, Charles e Jane.
O pai de Charles estava fantasiado de Napoleão Bonaparte e sua mãe de dama espanhola.
Quanto a Caroline não se podia dizer que ela estava vestida, afinal o que menos tinha na roupa era tecido. Ela vinha de coelhinha da Playboy e acreditava que os olhares de espanto que recebiam eram pura admiração. Agradeceu aos céus por chegar na festa, não agüentava mais a companhia desagradável, em sua opinião, da família de Jane. Rapidamente se apossou de uma taça com um drink qualquer e começou a circular, tinha objetivos para cumprir naquela noite.
Darcy desceu para a festa e circulou um pouco sozinho, cumprimentando alguns conhecidos.
Sulani e suas amigas brasileiras estavam ali perto e a admiração tomou conta delas quando se depararam com William.
- Meu Deus, que homem é esse? – Fátima, uma das amigas de Su tentava articular as palavras sob os sorrisos da colega, que estava fantasiada de Chaplin, mas com uma camiseta branca com um amplo decote nas costas.
- Exatamente o que eu falei pra vocês que conheci na pizzaria.
- Gente, não vou mentir, confesso que só essa visão já compensava a viagem! – Lu Campelo complementou apertando a barra da camiseta da fantasia anos 70 que ela vestia. – E que bumbum é aquele? Se esse pedaço de mau caminho passar perto de mim eu juro que eu belisco.
- Você diz isso porque não viu a namorada dele, além de linda é ciumenta. – Sulani sorria.
- Que nada, aposto que ela não é mulher pra ele, liga não Lu, se ela encostar em você eu como boa cangaceira que sou puxo a minha peixeira.
As três sorriram e continuaram a admirar e curtir a festa.
- Darcy? – ele ouviu e virou-se mudando seu foco de atenção. Era seu primo Richard Fitzwilliam - Como vai primo?
- Meio perdido para falar a verdade, apesar de estar em minha própria casa. – eles sorriram.
- Esse é meu amigo major George Clenew, o coronel apresentou para Wiliam que apertou a mão do homem vestido de bombeiro.
- Muita gente assim já é complicado sem saber quem é quem as coisas ficam mais difíceis. – o major comentou.
- Eu prefiro assim já que estou solteiro, os disfarces ajudam na conquista. – o coronel riu.
Lizzie viu aquele homem que parecia levemente nervoso de longe. Ele levava as mãos aos cabelos, mas quando percebia o que estava fazendo colocava as mãos nos bolsos. Ela entendeu o motivo, as madeixas estavam seguras com gel formando um topete estiloso. Ela desceu os olhos, a jaqueta de couro e os ombros largos era de fazer qualquer mulher suspirar, a calça jeans desbotada e justa no corpo marcava o bumbum bem desenhado.
- Está olhando pra onde Lizzie? – Charlotte perguntou.
- Observando aquele suspeito. – ela respondeu sorrindo indicando com a cabeça e virou para Charlotte e sua amiga Cíntia Rosa, que estava vestida de gueixa.
De repente a conversa dos homens que acompanhavam Wiil foi interrompida com o celular dele tocando. Era Lizzie.
- Oi?!
- Já cheguei.
- Onde você está?
- Distante ainda. A propósito, você está uma delícia de James Dean.
- Você consegue me ver? – ele perguntou enquanto olhava de um lado para o outro.
- Completamente.
Ele pediu licença ao primo e ao major e começou a andar a procura da namorada sem desligar o telefone.
- Você ainda está muito gelado. – a voz do outro lado falou. William então se virou completamente e começou a andar na direção oposta.
- Está ficando quente. – ele sorriu - Cada vez mais quente. - a voz continuava a medida que ele andava.
De uma hora para outra a ligação caiu.
- Lizzie? – ele chamava, mas ninguém do outro lado respondia.
William sentiu uma pressão em suas costas, mas foi impedido de virar.
- Mantenha-se parado. – Lizzie brincou – Agente Bennet, Polícia de Londres. Você está preso, na minha vida é claro! Você tem o direito de permanecer em silêncio a menos que esteja dizendo palavras de amor para mim; tudo o que você disser ao contrário poderá e deverá ser usado contra você no tribunal. Você não tem o direito de ter um advogado, pois eu não pretendo absolvê-lo da acusação de ter roubado o meu coração. Você entende os seus direitos?
- Completamente, posso virar agora, agente Bennet?
William virou-se, todavia seu olhar não demonstrou a alegria que ela estava esperando e sim tensão.
- O que significa isso Lizzie?
- Isso o que, Will? – ela assustou-se.
- Não tinha nada mais coberto onde você encontrou isso? – ele falava enquanto puxava a namorada em direção a casa, longe dos olhares das pessoas da festa que não ouviram o que se passava com os dois.
Lizzie estava com um vestido preto colado estilo uniforme policial, um cinto característico um quepe, um Ray-ban completavam o estilo e uma bota preta de cano longo.
- Pra onde você está me levando, Will? – Elizabeth continuava sendo puxada, William encostou-a numa pilastra encoberta pelas sombras das árvores, do lado oposto do jardim, do outro lado da casa que não estava movimentado.
- Você poderia ser presa por atentado ao pudor por causa dessa roupa sabia? – ele disse com a aparência ainda zangada.
- A autoridade aqui sou eu, William Darcy. Eu decido quem vai preso ou não! – ela disse séria – Se você não gostou da minha fantasia não posso fazer nada.
- Não diga isso, você está deliciosamente provocante. Não é a toa que 98% dos homens da festa vão babar ao te ver.
- É esse o motivo da sua carranca?
- Não. Embora saiba que vou ter que me segurar ao ver os homens comendo você com os olhos.
- E posso saber qual é?
- Vou te dizer por que eu estou assim. – William apertou Lizzie contra a pilastra deixando seus corpos completamente grudados enquanto a beijava avidamente.
Elizabeth sentiu a excitação do namorado evidenciada pela calça apertada e sorriu, aprofundando o beijo e acariciando as costas dele alheios a festa que continuava do outro lado do jardim.
- Will... – depois de um tempo Lizzie afastou-se para respirar – estamos numa festa, comporte-se!
- Eu vou tentar me segurar até o final, mas não garanto, esteja preparada para uma fuga a qualquer momento! - Ele sorriu ameaçador.
- William!
- Agora volta pra lá.
- Você não vem?
- Preciso de alguns minutos. – e apontou para o volume nas calças.
- Ok. – ela sorriu, resistindo bravamente a tentação voltou para a festa.
Viu Charles, Jane e Caroline, mas não se aproximou, não queria ficar perto da ex de seu namorado então voltou pra onde tinha deixado Charlotte e Cíntia. Conversaram algum tempo e Lizzie escutou alguém chamando seu nome.
- Elizabeth! – O coronel Richard vira Lizzie de longe e se aproximou junto com seu amigo – Como vai?!
- Muito bem! E você? Há quanto tempo não nos vemos não é?
- Infelizmente algum tempo, mudei de idéia quanto as minhas férias e acabei sem vir a Londres. Mas deixe-me apresentá-la ao meu amigo, Major George Clenew, esta é Elizabeth Bennet.
- É um imenso prazer conhecê-la senhorita. – ele disse galante beijando-lhe a mão deixando Lizzie corada e tensa, pois naquele exato momento William chegara com um olhar assassino em direção ao major que nada percebeu.
- Encantada major. Está é...
- Não precisa de formalidades, para você é apenas George. – Lizzie sorriu envergonhada, um homem lindo estava dando em cima dela e William ainda não tinha feito nada, ela estava cada vez mais temerosa.
- Como eu ia dizendo – ela tentava tirar a atenção dos outros dois homens da figura dela – estas são minha amigas, Charlotte Lucas e Cíntia Rosa.
George agiu da mesma forma sedutora com as outras duas deixando Cíntia de pernas bambas e Richard cumprimentou-as, fixando por mais tempo o olhar em Charlotte que corou.
- Quer dançar? – William perguntou tomando a mão de Lizzie que apenas assentiu com a cabeça e pediu licença aos outros. Eles se dirigiram a pista de dança e deixaram os quatro conversando.
Richard vestia uma roupa que destacava sua maturidade e seu porte charmoso. Ele tentou iniciar várias vezes uma conversa com Charlotte, mas ela mal respondia e nunca o olhava nos olhos.
- Parece que meu primo se deu bem. – Ao ver o casal que saíra há pouco dali trocando alguns beijos enquanto dançavam, Richard cochichou com George mas não passou despercebido por Charlotte.
- William e Lizzie são namorados, coronel. - George e Richard surpreenderam-se e Cíntia sorriu - Agora com licença precisamos encontrar alguém. – Charlotte disse e puxou Cíntia.
- Por que você fez isso? Aquele major é tão interessante, eu não queria ter saído de lá! – Cintia disse magoada.
- Não gostei daquele Richard.
- Por que não gostou? Ele é coroa e lindo.
- Não sei, apenas não gostei, vem, vamos dar uma volta!
Richard ficou se perguntando o que tinha feito para Charlotte ser tão pouco receptiva com ele. Geralmente não tinha dificuldades com as mulheres e elas sempre o procuravam. Mas aquela mulher agira completamente diferente, mal respondendo as suas perguntas e fugindo dele na primeira oportunidade. “Ainda vou descobrir o motivo disso hoje.” – ele pensou.
*
As irmãs de Mychelle, Luciana e Alexandra também estavam presentes na festa, a primeira vestida de dançarina do ventre e a segunda de Marie Curie.
- Onde está a aniversariante, Michelle? – Lu perguntou a irmã.
- Só vai descer mais tarde, sabe como são os adolescentes, querem chamar atenção! – elas sorriram.
- Georgianna já faz isso naturalmente com o encanto dela, mas se vocês querem saber o seu enteado pára o trânsito com tanta beleza, Nossa Senhora, é de babar. – disse Alexandra.
- Nisso eu concordo. – Lu emendou.
- Vocês duas, hein? – as irmãs gargalhavam.
Em pouco tempo a festa já estava cheia. Michelle pediu para Lari, uma amiga de Georgie da escola que fosse até o quarto do garota pedir que ela descesse.
- Lari, o que você está fazendo aqui? – ela disse se aproximando da amiga que estava com uma fantasia estilo “anos 50”.
- Sua madrasta pediu que te chamasse.
- Ok, obrigada amiga já estou descendo. Mas bem que a aniversariante poderia ganhar um abraço agora não é?
- Oh, claro, que cabeça a minha.
As duas se abraçaram e Lari desejou a amiga uma infinidade que coisas boas. A garota desceu e Georgianna foi logo depois.
Uma música começou e as luzes foram direcionadas para o arco que ia da entrada da casa até o enorme jardim onde acontecia a festa, muitos adultos e adolescentes sorriram nostálgicos com as lembranças que o som trazia até que a aniversariante apareceu, e os fogos de artifício começaram a pipocar em consonância com o antigo desenho animado.
Ela vinha fantasiada de She-ra, e estava completamente e deslumbrantemente linda. Seus longos e ondulados cabelos loiros caiam em cascata pelas costas, o corpete branco com dourado marcava as curvas de seu corpo e a saia curta e a bota tiravam-lhe o ar de menina e davam aparência de mulher.
Depois da entrada triunfal de Georgie a banda começou a tocar músicas mais animadas e a pista de dança foi enchendo e alguns convidados foram aos poucos se acercando de Georgie para parabenizá-la.
Sorry - Maddona
- Então, Hugh, aquela é a aniversariante? – Zaira apontou para Georgie.
- É. – o pirata respondeu, não um pirata qualquer, mas Hugh vestido de Jack Sparrow olhava completamente admirado para Georgie.
- Não vai me apresentá-la? Ela é linda!
Não foi necessário, Georgie viu os dois e caminhou segura em direção a eles.
“Não posso acreditar em meus olhos, ele trouxe outra mulher para a minha festa? Se ele está pensando que vai me magoar está muito enganado!” – George pensava enquanto sorria para os dois.
- Que bom que você veio, Felton! Espero que esteja gostando!
“Ela usou o meu sobrenome?” – Hugh pensava confuso - Não poderia deixar de vir! – ele falou desajeitado.
- Não vai me apresentar sua namorada? – ela falou olhando para a mulher que vestia um vestido estilo anos 60 e que parecia extremamente contente ao vê-la.
- Eu já tinha pedido a ele, mas esse menino é teimoso! – Zaira abraçou Georgianna como se fossem velhas amigas surpreendendo a garota.
- Essa é a minha irmã: Zaira. – Hugh disse, ainda pensava sobre a forma tão natural que Georgianna dissera “sua namorada”.
- Oh! Eu não sabia que você tinha irmãos.
- E não tem, nenhum além de mim! – Zaira intrometeu-se – Nossa eu estou chocada! Meu irmão havia dito que você era perfeita, mas eu achei que era exagero, hoje estou vendo que ele tinha toda razão.
Georgie sorriu e olhou para Hugh que estava envergonhado.
- Zaira... – ele tentou freá-la, sabia que não devia ter dito todas aquelas coisas sobre Georgie para sua irmã.
- Ora, Hugh qual é o problema? – ela disse e virou-se para Georgie - Depois que meu irmão salvou-a você deve entregar seu coração por honra a ele sabia Georgianna?
- Eu entregaria com todo gosto, - “se já não fosse dele”, ela pensou - se ele já não tivesse dono. – a garota disse sorrindo.
Quem a via conversar assim imaginava que ela nunca sentira nada por Hugh, mas só ela sabia como estava atuando bem. Um garçom passara por perto e Zaira chamou-o, mas ele não ouviu. Ela então deixou os dois a sós e foi até ele e de lá resolveu andar pela festa deixando os dois sozinhos.
- Eu pensei que depois de tudo que aconteceu você tivesse deixado de gostar daquele crápula do Wickham.
- Eu nunca gostei dele. – ela sorriu admirada com o tom magoado que ele havia falado.
- Você disse que seu coração tinha dono.
- E tem, mas não é ele.
- E o dono do seu coração está aqui?
- Quem sabe? – ela respondeu sorrindo deixando-o curioso.
- Georgianna! Pensei que não ia te encontrar nunca! – uma voz conhecida a atingiu. Hugh pediu licença e se retirou deixando as duas amigas conversarem.
- Mari! Você está linda!
- Você também She Ra! Estraguei alguma coisa? – ela se referiu a saída de Hugh.
- De jeito nenhum, minha bonequinha de luxo, hoje eu só quero aproveitar. Onde estão as meninas?
- A Caroll está ali com a Ro. – Mari apontou e Georgie puxou sua mão naquela direção.
Depois de mais abraços e felicitações Georgianna percebeu os trajes da amiga:
- Caroll? Que falta de patriotismo é esse? – a garota estava fantasiada de jogadora de futebol, mas não de um time local e sim com o uniforme da seleção argentina.
- Ela está apaixonada por um argentino! – Ro se adiantou.
- Não estou apaixonada! – defendeu-se Caroll – ele só me dá água na boca! – as amigas soltavam gritinhos histéricos!
- Olhem. – Mari apontou – Os meninos da escola estão olhando pra cá. Também com a Ro vestida assim!
- Assim como Mari? – Ro perguntou afrontada. Ela estava de melindrosa.
- Assim sexy! Ninguém é acostumado a te ver assim na escola.
- Ah, mas eu não quero nada com esses meninos, quero um homem de verdade. E você também está sensual Mari, nem vem que não é só pra mim que eles olham.
- Vamos acabar esse assunto por aqui, tem coisa melhor pra se fazer. – Caroll interviu.
- Isso mesmo! Vamos dançar! – Georgianna as levou para a pista de dança, mas antes de chegar lá viu que alguns convidados chegavam atraindo olhares de todos, ela observou bem e descobriu quem era e foi até o seu irmão avisar ficando de encontrar as amigas depois.
Georgianna rapidamente encontrou o irmão que estava falando com algumas pessoas e avisou-o de quem chegara ele então pediu que ela chamasse Lizzie que tinha ido falar com os pais dela enquanto ele ia encontrar os recém chegados.
- Macfadyen! Você veio?! – os amigos se abraçaram.
- Claro que sim! Afinal você ainda precisa do meu aval! – Matthew estava com uma farda de marinheiro, deixando-o ainda mais imponente.
- Como vai Rachel? – ele cumprimentou a bela esposa do marido, que tinha os cabelos ruivos presos num coque meio lateral e com a franja penteada de lado, um chapéu e uma roupa de marinheira que tiraria qualquer navio da rota.
- Muito bem, Darcy! A festa está linda! – os dois trocaram beijinhos no rosto.
- Como estão as crianças?
- Lindas!
- Danadas!
Responderam a mãe e o pai ao mesmo tempo.
- Oi! – Tânia falou com um sorriso gigante que ele educadamente retribuiu, enquanto Caren apenas acenou com a cabeça.
- Dra Tânia?
William perguntou e ambos sorriram enquanto os amigos olhavam intrigados.
- Ela é a mulher que cuida da minha boca, minha dentista! – Will explicou e agora todos entendiam.
- Então, onde está a vítima? – Matt perguntou, fora assim que William brincara quando o amigo o ligou para dizer que em poucos dias estaria na França para apresentar-lhe a namorada.
- Georgianna foi buscá-la. Lá estão as duas. – ele completou ao vê-las.
As mulheres sorriram para o grupo ao se aproximarem e Lizzie perguntou a Will:
- Você estava me procurando?
- Sim, eu queria te apresentar a um amigo. – William apontou para Matthew. – esse é meu amigo Matthew Macfadyen. Nós estudamos juntos antes que eu fosse morar na França.
- Mac... macf... – Lizzie gaguejou, não acreditava que estava em frente a um astro da TV e do cinema inglês.
- Macfadyen. – ele completou sorrindo. Já estava acostumado as pessoas reagindo daquela maneira frente a alguém tão famoso – Como vai Elizabeth?
- Bem, eu acho. É você mesmo? – ela perguntou ainda meio tonta – o ator?
Georgianna cochichou discretamente - Fecha a boca Lizzie.
- Em pessoa e uniforme. – ele brincou, e essa é a minha esposa.
Lizzie olhou para a mulher, que sorria compreensiva e simpática olhando para ela enquanto ela parecia confusa com a semelhança do ator com o namorado.
- Olá! – Rachel disse - Não se preocupe, também fiquei assustada quando os vi juntos pela primeira vez!
Elas começaram uma conversa agradável e deixaram os homens a sós.
- Então, pra quando é o casamento? – Matt perguntou a Darcy.
- Não sei, não fiz o pedido ainda.
- E o que está esperando?
- Não tenho a mínima idéia, - William sorria nervoso – às vezes ainda acho que tudo pode dar errado de novo.
- Por isso mesmo você não deve perder tempo.
- E se não der certo?
- Você a ama?
- Mais do que a mim mesmo.
- E ela o ama?
- Eu acredito que sim.
- Então encarem os problemas que surgirem. Vou ser sincero, casamento é uma coisa bem complicada. – Darcy fez uma careta – Não é o mar de rosas da TV e dos livros, é preciso tolerância, paciência, e muito esforço pra que dê certo. Tem dias que eu sei que a vontade da Rachel é me jogar pela janela, enquanto eu às vezes tenho vontade de colocar um tampão no ouvido e passar um dia todo sem escutar a voz dela. – o amigo agora sorria.
- Mas isso passa, principalmente quando eu lembro que a voz que naquele momento me irrita com as reclamações e discussões é a mesma que me apóia, me aconselha e diz que me ama. É preciso muita doação.
*
- Vamos dar uma volta Cacá?! Vocês se importam? – Tânia perguntou para Rachel e Lizzie.
- Não, qualquer coisa estou por aqui. – a ruiva respondeu.
- Tanta gente bonita, não é Caren? – Tânia comentou.
- Nada demais. – Cacá respondeu.
- Ai amiga, que desânimo é esse?
- Não é desânimo só não vi nada que me animasse ainda.
- Olha, aquela não é a Glau de Cleópatra?
- Parece que é, vamos até lá.
- Glau?
- Tânia, Caren?! Que surpresa encontrar vocês por aqui!
- Viemos com um casal de amigos, e você?
- Com meu esposo e meu cunhado. Meu marido trabalha nas empresas Darcy.
Os dois homens estavam de volta com bebidas e Glau apresentou-os para as amigas:
- Meninas esse é Richard Armitage, meu esposo, ela indicou o homem vestido de Marco Antônio, e esse é o Fred, irmão dele. O cunhado por sua vez estava com uma roupa de príncipe.
Os homens cumprimentaram as amigas de Glau e Fred sem perder tempo convidou Tânia para dançar.
- Você se importa Cacá?
- De maneira nenhuma, vou dar uma volta.
Caren circulava pela festa enquanto Fred e Tânia bailavam na pista.
- Você não tem medo de andar sozinha por aí? – Fred perguntou em seu ouvido, deixando-a arrepiada.
- Eu deveria ter medo?
- Claro, tem muitos perigos por aí. Ouvi dizer que o lobo mal anda rodando a festa.
- Nossa, que perigoso! – ela fingiu-se de medrosa fazendo-o rir.
- Não se preocupe, eu posso protegê-la.
- Eu deveria confiar em você?
- Claro, os príncipes sempre salvam as donzelas nos contos.
- Eu acho que você está confundindo as estórias, quem salva a Chapeuzinho Vermelho é o caçador.
- A gente poderia mudar o final dessa, o que você acha?
- Mudar como?
- Que tal o príncipe se o príncipe chegar e matar o lobo antes que ele devore a vovó e como prêmio ele ganha um beijo da bela netinha?
- Faz sentido! – Tânia respondeu e Fred aproximou-se de sua boca, mas ela colocou a mão em seu peito impedindo o beijo – Você não acha que precisa matar o lobo primeiro?
- Na verdade sim, mas enquanto o lobo não aparece podemos ensaiar o final o que você acha?
- Pode ser – ela sorriu e ele beijou-a.
*
- Georgie?! – Ro chamou – a My está te procurando.
Georgianna saiu à procura da amiga junto, mas foram interceptadas por Ben.
- Tenho direito a uma música com a dona da festa?
- Claro!
- Me deixa apenas colocar essas bebidas em algum lugar. – ele pegou seu copo e o de Georgianna e foi depositar numa mesa lá perto.
Naquele momento Hugh se aproximou com o olhar mais transparente que Georgianna já tinha visto.
- Dança comigo? – ele perguntou tocando em sua mão enquanto ela o olhava nervosa.
- Cheguei primeiro. – Ben cortou o contato entre os dois e puxou Georgianna para a pista.
Hugh fez sinal com a cabeça para Ro que não soube negar aquele pedido.
Ele passou a música olhando o outro casal, Georgianna percebeu, de vez em quando tentava olhar na direção de Hugh, discreta. Ele foi se aproximando, quando a música mudou ele sugeriu a troca de pares. Ninguém reclamou, Ro achava Ben lindo e ele pôde reparar melhor e viu que ela não ficava atrás de Georgianna.
Georgianna sentia o cheiro do pescoço de Hugh, as mãos dele em seu corpo lhe deixavam quente. Hugh passava os dedos na cintura dela, querendo segurar mais forte um roubar-lhe um beijo ali mesmo, mas precisava ser forte, aquilo não era o certo. A música acabou e ele beijou a face dela, desejando muito mais do que aquele carinho inocente. Afastou-se e ficou apenas contemplando-a de longe.
~x~
Meninas, não sei se todos os links estão funcionando, porque ainda são os mesmos da época que eu postei a fic pela primeira vez. Se algum não funcionar, comentem aqui se possível, que eu conserto ok? A festa ainda não acabou, não se preocupem que "todas" foram convidadas!
Beijos
MorenA
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