Citações

Se eu a amasse menos, seria capaz de falar mais sobre o que eu sinto. (Jane Austen)

Outra Vez - Capítulo XIX

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Lizzie empalideceu. Puxou suas mãos rapidamente e olhou pra ele como se buscasse algum sinal de que aquilo não passava de uma brincadeira sem graça, mas ele continuou impassível. Fechou os olhos, respirou e depois abriu de novo esperando acordar de um pesadelo, mas William ainda estava na sua frente, com feições arrasadoramente tristes.

- Você me usou?



- Lizzie não foi... - ele tentou falar alguma coisa, mas Lizzie aumentou o tom de voz.



- Essa palhaçada toda pra se vingar? Você nunca gostou de mim? Era só uma competição entre você mesmo e o seu ego?



- Lizzie, eu amo você, sempre amei, mas o sofrimento que eu senti me deixou cego, irracional.



- Eu também sofri, William, e, no entanto eu nunca pensei nem fiz nada tão baixo como o que você fez.



- Lizzie, me entende, eu estou arrependido, por isso estou te contando a verdade, aos poucos percebi que você me amava, e essa idéia estúpida foi cada vez ficando mais fraca.



- Não dá pra entender. – ela disse dando as costas.



- Lizzie, me escuta. – ele falou segurando se braço – Aonde você vai?



- Qualquer lugar longe de você. – ela puxou o braço com violência – E não ouse me procurar.



Ele ficou parado olhando-a sair. Passou a mão pelos cabelos, nervoso. Estava tremendo. Sabia que ela não lhe escutaria, não agora.

Lizzie andou sem rumo, não queria ir pra casa, agora tudo lá a lembrava William. Colocou a mão no bolso, tinha algumas moedas, foi até o telefone público, mas não sabia para quem ligar, não sabia para onde ir. Só sabia que queria colo. De repente pensou no pai, sim, gostaria do colo do pai, ele não falaria nada, apenas ficaria ao seu lado, mas Lizzie não queria preocupá-los, não queria que lhe vissem chorar, não queria que soubesse que estava sofrendo. Olhou para cima como se pudesse evitar que as lágrimas caíssem, alcançou os olhos e passou o suéter que absorveu a umidade prestes a desabar pelo seu rosto, por enquanto estava sendo o suficiente.

A imagem de Charlotte veio em sua cabeça, sem pensar duas vezes colocou a moeda no aparelho e discou o número da amiga. Teve sorte que a própria Charlotte atendeu.




- Char, sou eu, Lizzie. Você esta ocupada?



- Não, amiga, o que houve? – Charlotte notava pela voz de Lizzie que ela não estava bem.



- Preciso de você. – ela tentou falar, mas as lágrimas voltaram e dessa vez foi mais forte. - Posso ir até aí?



- Claro, Lizzie!



Lizzie desligou rapidamente e andou até o apartamento, pegou sua bolsa e as chaves de seu carro, e do automóvel de William, ela deixaria as chaves dele na portaria.

Dirigiu mais rápido do que o de costume até a residência da amiga, as lágrimas escorrendo por seu rosto.            Charlotte estava na janela e correu para a porta assim que viu o carro de Lizzie parar em sua rua, as duas se abraçaram e Lizzie sentia a boca machucada. Nem ela reparara que estava mordendo os lábios desde que falara com Char ao telefone.



- Lizzie? O que aconteceu? – ela perguntou assustada com o estado da amiga.



- Só me deixe ficar aqui. – Lizzie sussurrou, abraçando a si mesma.



Por sorte os pais de Charlotte haviam saído e só voltariam no fim da tarde. Levou Lizzie para seu quarto e como fizera poucos meses atrás acariciava os cabelos dela, agora deitada abraçada aos joelhos dobrados, esperando que ela dissesse alguma coisa. Mas ela não o fez dessa vez.

Permaneceu calada durante todo o dia, se negando a comer o que Char esquentara para as duas almoçarem. Em alguns momentos chorava desesperadamente, em outros apenas fitava a janela, com um vazio nos olhos. Quando os Lucas voltaram Charlotte a deixou sozinha no quarto enquanto dizia a seus pais que Lizzie estava lá, e depois ligou para Jane para pedir que ela fosse até sua casa, talvez Lizzie falasse com a irmã.



Jane estava passeando com Charles quando atendeu a chamada de Charlotte. Talvez isso explicasse o que havia acontecido mais cedo, Charles ligou para William a fim de convidá-los juntamente com Lizzie para um almoço entre casais, mas ele não aceitou o convite. Não deu maiores explicações, mas disse que retornaria assim que fosse possível. Infelizmente os homens não eram tão sensíveis quanto as mulheres e Charles não atentou para a voz de William, se o tivesse feito perceberia o quanto o amigo estava arrasado. Explicou a situação para Charles ele a acompanhou e permaneceu na sala dos Lucas enquanto a namorada acompanhava Charlotte ao quarto.

Depois de passar quase a manhã toda sentado ao lado do balanço vazio que Lizzie ocupara anteriormente ele decidiu fazer o que ela não queria e voltou ao apartamento com a intenção de falar-lhe novamente, talvez ela estivesse mais calma e ouvisse suas explicações. Mas o porteiro o avisara de que ela não estava lá e entregou a chave de seu carro.



Ele tentou ligar para o celular de Lizzie, mas ela não atendeu nenhuma das vezes.

Quando seu telefone tocou, ele o apanhou rapidamente, poderia ser Lizzie, no entanto viu o nome do amigo, e atendeu ansioso, talvez Charles e Jane estivessem com ela ou soubessem de alguma coisa, mas recebeu um convite para almoçar, então os dois ignoravam o que havia acontecido. Darcy começou a ficar preocupado, ficou na portaria parte da tarde, mas Lizzie não voltara e ele não tinha nenhuma notícia. Decidiu ir pra casa, talvez ela só voltasse se ele não estivesse mais lá.

Jane ficou preocupada, encontrou a irmã dormindo na cama de Charlotte, ela estava completamente embolada em posição fetal, segurando os joelhos dobrados junto de si. Escutou de Charlotte como ela passara o dia sem dizer uma palavra e ligou para William, que ainda estava no caminho de casa.



- O que aconteceu com Lizzie, Will? – ela perguntou assim que ele atendeu.



- Ela está com você? Ela está bem? – ele perguntou exasperado.



- Estou na casa de Charlotte com ela, fisicamente ela está bem, não sei quanto ao resto, ela não diz nada. – Jane preferiu não contar que a irmã havia adormecido - Agora me diga o que aconteceu?



- Nós brigamos. – tal palavra saiu arranhando a garganta de Will. “Eu a magoei”. Ele pensou. – Eu posso vê-la?



- É melhor não, me deixe falar com ela primeiro.



- Jane, eu amo a sua irmã, acredite nisso. Não deixe que ela pense outra coisa.



- Isso não depende de mim, Will, agora preciso desligar.



- Pode te pedir pra me manter avisado sobre ela?



- Farei o que for possível. – Jane disse antes de se despedirem.



- O que ele disse? – Charlotte indagou.



- Que os dois brigaram. – Jane respondeu pensativa.



- Deve ter sido algo sério pra ela estar assim.



- Não entendo. Eles estavam tão bem ontem à noite.



Lizzie se mexeu, abriu os olhos confusa, não sabia onde estava. Olhou para as paredes desconhecidas e então lembrou que estava na casa de Char, virou para o lado e encontrou dois pares de olhos a observando.



- Muito bem, mocinha, hora de nos contar o que está acontecendo. – Jane disse se aproximando.



- Oh, Jane, eu tenho sido tão cega! – ela disse numa careta de dor, não queria mais pensar no que acontecera, mas era impossível. Todas essas semanas estivera iludida numa falsa felicidade, num amor inexistente, numa mentira cruel.



Darcy não gostava dela, estava envolvido numa vingança por causa de uma rejeição inexistente de dez anos atrás, e ele havia obtido êxito, lá estava ela, sofrendo pela desilusão que ele provocara.

Machucando-se com as lembranças daqueles olhos azuis, do sorriso encantador, dos beijos provocativos, das noites de prazer, dos abraços aconchegantes, das conversas sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo, do homem que a fizera sentir-se a mais feliz e completa das mulheres. E tudo havia sido falso. Cada sorriso, cada beijo, cada afago, cada... Doía pensar o quanto se entregara para ser descartada assim. Não conseguiria nem se olhar no espelho, estava com vergonha de si mesma, rompera todas as suas regras de autoproteção que usava desde a primeira decepção, que esse mesmo homem a infligira. E mais uma vez a história se repetia. Mais uma vez ela se resumia a nada por causa de William Darcy. Mas uma vez acreditava que não havia mais nenhum motivo para abrir os olhos.



Mas ela não queria contar sobre aquilo pra ninguém, já bastava ele rindo as suas custas.

Jane e Charlotte continuaram insistindo e ela se mostrou irredutível, apenas dizia que seu relacionamento com William terminara e ela não queria falar e muito menos ouvir qualquer coisa sobre ele.

Começou a fazer piadas e a fingir que estava bem, não queria ninguém a tratando como uma coitadinha.



- Vou te levar pra casa.



- Não precisa, estou com meu carro. - Lizzie falou. Não queria voltar pra casa, as lembranças dos dois naquele apartamento eram muito vívidas. Sua própria pele estava marcada por ele. Mas não tinha escolha, se não fosse elas iriam perceber que sua melhora era apenas uma farsa. Ficou envergonhada quando encontrou Charles e os Lucas, mas fez mais palhaçadas e todos acabaram achando graça.

Jane e Charles esperaram que ela saísse e foram para a casa dos Bennet.



Lizzie sentiu fome, mas quando chegou na cozinha e viu os pães que sobraram do café da manhã tudo veio a tona de novo, ela então voltou para o quarto, ligou o som, e permaneceu lá até o dia seguinte.

No domingo Elizabeth desistiu de permanecer naquele apartamento. Pegou uma mala e colocou tudo o que precisava para a semana seguinte e foi para a casa dos pais, que ficaram extremamente contentes com sua presença. Apenas seu pai desconfiou que acontecera alguma coisa para Lizzie estar ali, ela ria, mas seus olhos não acompanhavam seu sorriso.

Lizzie não sentia vontade de trabalhar, estudar, muito menos dançar. Se pudesse passava os dias deitada, de preferência dormindo. Este era o único momento que esquecia da dor que estava sentindo.

Faltara a faculdade por dois dias, e só ia trabalhar porque não tinha outro jeito. Toda sua família percebeu seu desânimo que estava a cada dia mais difícil de disfarçar e seu pai começou a puxar o assunto durante o café da manhã.



- Fico muito feliz de tomar café novamente com toda a minha família reunida, mas eu preferia que estivéssemos juntos por um bom motivo. – ele falou voltado para Lizzie que permaneceu calada, se falasse algo naquele momento talvez não conseguisse segurar as lágrimas.



- Anthony! Estamos juntos e isso basta, não importa o motivo que trouxe Lizzie até aqui! – Fanny respondeu alterada. Ela tinha desconfianças de que a tristeza da filha tinha tudo a ver com seu afilhado e já estava pensando em uma maneira de reverter a situação.



O Sr. Bennet não pretendia discutir com a esposa, mas voltaria a tocar no assunto em outra hora em particular com Lizzie. Ela pareceu notar e fugia do pai todas as vezes que ele iniciava uma conversa.

Depois do jantar naquela noite Lizzie decidiu pegar um livro na biblioteca do pai, estava sem sono e queria ocupar a cabeça com alguma coisa. Sabia que seu pai não estava lá àquela hora, ele tinha acabado de subir para o quarto. Vagou pelas estantes tentando escolher um livro, mas não achava nenhum que lhe despertasse atenção. Fechou os olhos e foi passando os dedos um a um, cantaria uma música qualquer e quando acabasse e pegaria o livro em que seu dedo estivesse no momento.

 


Heaven (Paraíso)

Bryan Adams

 

Oh - thinkin' about all our younger years

Pensando nos nossos tempos de juventude

There was only you and me

Só existia eu e você

We were young and wild and free

Éramos jovens, selvagens e livres

Now nothin' can take you away from me

Agora nada pode lhe manter longe de mim

We've been down that road before

Já passamos por isso antes

But that's over now

Mas agora já acabou

You keep me comin' back for more

E você continua me chamando pra mais

 

               - Droga! – ela xingou, a primeira música que viera a sua cabeça não poderia ser pior, Lizzie tentou mas não conseguia pensar em outra melodia, decidiu por fim não pensar em Darcy e continuou a cantar.

 

And Baby you're all that I want

Baby você é tudo que eu quero

When you're lyin' here in my arms

E quando você está em meus braços

I'm findin' it hard to believe

Quase não consigo acreditar

We're in heaven

Que estamos no paraíso

And love is all that I need

E amor é tudo o que eu preciso

And I found it there in your heart

E encontrei em seu coração

It isn't too hard to see

Não é tão difícil de ver

We're in heaven

Que estamos no paraíso

 

               “Inferno isso sim, é no inferno que estou e não no paraíso. Porque ele fez isso comigo?” – Lizzie pensava.

 

Oh - once in your life you find someone

Oh -uma vez na vida você encontra alguém

Who will turn your world around

que vira a sua vida de ponta cabeça

Bring you up when you're feelin' down

que te anima quando você está mal

Now nothin' could change what you mean to me

Agora nada poderia mudar o que você significa pra mim

Oh there's lots that I could say

Há muita coisa a dizer

But just hold me now

Mas apenas me abrace

Cause our love will light the way

Pois nosso amor irá iluminar o caminho

 

               Em sua mente as imagens dos momentos felizes que passaram juntos voltavam com força total, ela o amava, muito mais do que imaginava, e sabia que se ele aparecesse em sua frente naquele momento sua primeira reação seria abraçá-lo até perder as forças.

 

I've been waitin' for so long

Eu esperei a tanto tempo

For somethin' to arrive

Para que algo acontecesse

For love to come along

para o amor chegar

Now our dreams are comin' true

Agora nossos sonhos se tornam reais

Through the good times and the bad

na felicidade e na tristeza

Ya - I'll be standin' there by you

Eu estarei lá com você

 


Desistiu da leitura e enxugava uma lágrima que escorria do canto do seu olho quando ouviu o som de uma pessoa batendo palmas ali perto. Andou até a escrivaninha e encontrou o pai sentado em sua poltrona.



- Papá? Pensei que já estivesse deitado!



- Vim pegar outro livro, acabei o que estava lendo e você sabe que não durmo sem devorar algumas páginas! Adorei a música! Hoje você está inspirada! – ele gracejou.

- Sei sim, boa noite pai! – ela disse ignorando o ultimo comentário e dando um beijo na testa do pai, mas ele segurou seu braço.



- Pode me dar dez minutos? – a vontade de Lizzie era de inventar uma desculpa qualquer e subir para o antigo quarto, mas não podia mais fugir do pai. Se não fosse naquele momento ele encontraria um jeito de falar a sós com ela.



- Claro! – ela sentou no tapete e encostou-se na poltrona do pai. Ele começou a acariciar-lhe os cabelos como costumava fazer quando ela morava lá.



- Você sabe que é muito bom ter você aqui, não sabe?



- Um rum. – ela consentiu.



- Mas você sabe que eu sei que você está aqui porque está triste, não sabe? – Lizzie não tinha como mentir, era uma questão de tempo todos perceberem sua felicidade forçada.



- Sei pai.



- Eu posso te ajudar de alguma forma? – Lizzie suspirou, não queria envolver seus pais naquela história, esse era o motivo principal dela ter escondido seu relacionamento com William.



- Estar aqui já está me fazendo bem, não se preocupe, só tenho me sentido carente, logo passa.



- Promete que fica bem logo?



- Prometo papá! Agora vou deitar, ok?



- Tudo bem. Posso te indicar um livro?



- Eu adoraria.



Seu pai foi até uma das estantes e facilmente encontrou o livro que procurava. Entregou o grosso volume a filha, que sorriu com o título: Love in the Time of Cholera by Gabriel Garcia Marquez (Amor nos tempos do Cólera).

Era tudo que precisava, um romance. Sorriu irônica e agradeceu ao pai, que achava graça das feições de Lizzie. Subiu as escadas depois de dar boa noite ao pai e ao invés de entrar em seu quarto bateu na porta do dormitório da irmã.

- Está aberta. – Jane respondeu.



Elizabeth encontrou a irmã no computador, ela estava num site de uma imobiliária.



- Indo dormir? – Jane perguntou a Lizzie.



- Na verdade vim saber se tem uma vaguinha pra mim aqui!



- Claro, Lizzie! Vou desligar o computador pra conversarmos.



- Você está procurando imóveis? Vai abrir outra filial da livraria?



- Na verdade estou procurando a nossa futura casa! Minha e de Charles!



- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh!



- Shiii! – Jane levantou e tapou a boca da irmã com a mão. - Pare de gritar, não quero que ninguém saiba ainda.



- Jane, você vai casar e não me contou nada? Estou seriamente magoada! – Lizzie cruzou os braços. Jane a puxou para a cama e elas sentaram frente a frente.



- Lizzie, você está num estado lastimável desde sábado, não achei que era o momento mais propício para contar-lhe, mas você não sabe o esforço que tenho feito para não sair gritando aos quatro ventos a minha felicidade. E, além disso, não vamos casar, quer dizer, não de papel passado, vamos morar juntos, quem sabe se der certo nós oficializamos um dia!



- É claro que vai dar certo, Jane! Vocês foram feitos um para o outro!



- Assim como você e William!



- Ah não Jane, se você for começar com esse assunto eu prefiro dormir sozinha. – Lizzie disse levantando-se.



- Ok, ok, parei. – Jane a puxou de volta – Mas você sabe que não pode passar a vida toda fugindo desse assunto, em algum momento você precisa encarar a situação.



- Jane? – Lizzie levantou a sobrancelha ameaçadoramente.



- Pronto, agora parei.



- E esse livro? Pensei que não te interessasse ler romances agora.



- Papai acabou de me indicar, você conhece esse? – Jane sorriu e Lizzie revirou os olhos com sua pergunta boba – É claro que conhece, quais livros você e papai ainda não leram? Sobre o que esse fala?



- É um romance que supera várias dificuldades, inclusive o tempo. Nem me lembro quando eu li, mas ele é muito bom!



- Sei. – Lizzie falou tristonha - Vou trocar de roupa e venho deitar com você.



Lizzie deixou o livro em seu quarto vestiu uma camisola e voltou pra perto de Jane. As duas deitaram na cama e
Lizzie abraçou a irmã, nos últimos dias tinha chorado todas as noites antes de dormir, mas a presença de Jane perto dela a deixou mais tranqüila, e pela primeira vez desde a discussão do sábado Lizzie tinha uma noite de sono sossegada.

~x~

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