Citações

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa.(Jane Austen)

Outra Vez - Capítulo VII

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A manhã custava a passar para Jane, ela olhava constantemente para o relógio como se pudesse apressá-lo. Não marcaram hora, mas ela acreditava que perto de meio dia Charles estaria lá.
 
Diversas coisas passavam pela cabeça dela. “Será que ele desistiu? Será que ele me achou vulgar? Ou apressada? Mas eu não agüentava mais estar tão perto dele só conversando... Senti-lo tão perto de mim tirou completamente minha sanidade, acho que eu preciso falar com a Lizzie o mais rápido possível”

Ela foi retirada de seus pensamentos pela notícia que ansiava quando Lana entrou em sua sala avisando que Charles Bingley estava lá fora.

Pegou sua bolsa e saiu às pressas, deixando Lana sorrindo as suas custas. Chegou perto dele um pouco corada tentando esconder suas expectativas, enquanto Charles a olhava achando-a ainda mais bonita.
 
- Então, aonde vamos? – ele perguntou depois de dar um discreto selinho nela. Sua vontade era agarrá-la ali mesmo, mas sabia que não seria muito prudente proporcionar aquele espetáculo aos funcionários.

- Aqui perto tem um bistrô muito simpático onde costumo almoçar quando não vou comer em casa, dá pra ir a pé, gostaria de ir até lá?

- Adoraria!

Os dois foram caminhando de mãos dadas até o bistrô, tomaram um pouco de vinho, almoçaram e continuaram conversando após a sobremesa, e dessa vez Charles não esperou mais por um sinal de Jane, ele mesmo tomou a iniciativa de beijá-la, não só uma, mais repetidas vezes.
Os dois estavam tão radiantes que nem perceberam quanto tempo havia se passado, já eram mais de duas da tarde e eles continuavam lá, sem se aperceber que o horário de almoço já havia acabado.

- Charles, já são duas e meia, preciso voltar, tenho trabalho a fazer.

- Já? Porque você não tira uma folga?

- Hoje não posso, essa semana tem pagamento de funcionários e eu e a equipe de contadores precisamos estar com tudo em dias, mas podemos nos encontrar outra hora.

- Já que é assim, vamos pelo menos tomar um sorvete, depois te deixo na loja.

- Ok.

Seguiram em direção a sorveteria, tomaram o sorvete e foram para a livraria. Lá Jane pediu ao motorista da van da livraria que levasse Charles até a casa de seu tio Fitzwilliam.

- Você não se incomoda de ir de van, não é Charles?

- De maneira nenhuma Jane, mas, por favor, nunca faça isso com Caroline!!

Os dois acharam graça, Charles era realmente uma figura, fazendo troça da própria irmã.

- Não se preocupe, não tenho essa intenção!

Despediram-se com um beijo e Jane ficou vendo a van seguir.
Ela passou o começo da tarde despachando e depois resolveu ligar para Lizzie que já atendeu o celular com uma pergunta.

- Onde você estava ontem Jane Bennet?

- Boa tarde pra você também Elizabeth! - As duas gargalharam.

- Boa tarde Jane, agora me responda. Liguei pra casa e papai disse que você havia saído, posso saber se certo francês tem algo a ver com isso?

- Tem tudo a ver Lizzie, é pra isso mesmo que te liguei! Estou tão feliz, precisamos conversar!

- Passa aqui em casa depois do trabalho. Eu faço um jantarzinho gostoso pra gente.

- Não quero te dar trabalho minha irmã.

- Tudo bem então, eu compro um jantarzinho, assim você vem?

- Só se você lavar a louça!!

- Jane, você está muito engraçadinha. Vou te esperar mais tarde ok? Saio da escola por volta de sete.

- Ok, até mais tarde então!

Perto de oito Jane tocou a campainha do apartamento da irmã, Lizzie estava com um short curto e uma blusinha de alcinhas, que a deixava mais parecida com uma garotinha apesar do corpo de mulher.

- Pensei que você não viesse mais! Vamos entre, estou me mordendo de curiosidade!! Como foi com o Charles? Beijo de francês é mais gostoso?

- Lizzie!! – Jane ficou vermelha! – Eu nem disse que teve beijo!

- Não precisa falar minha irmã, eu li nas entrelinhas! – Lizzie disse enquanto levava a irmã até o sofá.

- Oh Lizzie, ele é maravilhoso, exatamente o que um rapaz deve ser! Culto, inteligente, bem educado, lindo, animado...

- Convenientemente rico!

As duas gargalharam.

- Lizzie, você sabe que não me importo com isso.

- Eu sei Jane, e nem precisa, só estou brincando! Você é uma romântica incurável!

- Você gostou dele?

- Lógico, adorei o astral de Charles, ele é super simpático, e cá entre nós aquele sotaque francês dele é uma L O U C U R A!!

- Ah isso é!! – Jane respondeu – fico contente que você aprove Lizzie.

- Charles está aprovadíssimo, lhe dou licença para gostar dele, você já gostou de pessoas mais estúpidas.

- Lizzie!! – Jane tentou repreendê-la, contudo caíram nas gargalhadas.

As duas jantaram e ficaram conversando enquanto Lizzie lavava a louça e Jane enxugava.

- Jane, dorme aqui hoje? Às vezes me sinto tão sozinha aqui. Ficaram umas roupas suas aqui da outra vez que você veio, eu mandei lavar e estão limpinhas.

- Sozinha? E o Hugh?

- Ele tem vindo pouco, sempre está cansado ou trabalhando.

- Tudo bem, eu fico se pudermos conversar até de madrugada!

- Não precisa falar de novo!

Depois de ligar pra casa dos pais para avisar que Jane ficaria na casa dela e ouvir sua mãe decepcionada, pois achava que Jane estava novamente com Charles, Lizzie entregou uma toalha e um pijama para Jane e ficou sentada no vaso sanitário tampado e enquanto ela tomava banho as duas conversavam.
Falaram sobre o trabalho, sobre os pais, sobre Charles e inevitavelmente sobre Caroline e William.

- Eu não entendo como os dois namoram Lizzie, você precisava ver no pub ontem. Ela não faz nenhum esforço pra se dar bem com ninguém, ainda tentou adular Georgianna, mas Georgie a detesta, é visível.

- Então não me admira que os dois estejam juntos Jane, ele também é insuportável.

- Não é não Lizzie, e você sabe disso.

- Não sei mesmo.

- Lizzie, você tem raiva dele porque ele foi embora pra França, não é? Eu sei que você era apaixonada por ele naquela época. E mesmo antes disso quando éramos crianças, vocês eram grudados, sempre brincavam juntos, e diziam que iam se casar quando crescessem. O que mudou tanto?

- Eu não era apaixonada por ele Jane, era só uma paixonite adolescente. E eu não sinto raiva, só não gosto daquele jeito dele.

- Que jeito Lizzie? Não vejo nada demais.

- Você nunca vê mal em ninguém Jane.

- Cuidado Lizzie. Essa raiva pode ser outra coisa.

- Já disse que não tenho raiva dele, e não quero mais falar sobre isso.

- Só mais uma pergunta.

- Hum? – Elizabeth respondeu mal humorada.

- Se não é raiva o que você sente por William Darcy?

- Nada Jane, só indiferença. – ela falou depois de um tempo, enquanto olhava para o teto, completamente perdida em seus pensamentos. Lembrou-se dos dois pequenos, correndo pelas planícies das casas de campo de suas famílias, pulando na piscina, andando de cavalo, jogando bola... Lembrou de quando William tirou-a a força da biblioteca de seu pai, pois ele e Jane queriam brincar e ela queria ler.
 
“Onde estava aquele carinho? Pelo menos a amizade deveria ter continuado”

Jane percebeu uma lágrima brilhando no canto do olho da irmã e resolveu mudar de assunto:

- E o Hugh, Lizzie? Como vocês estão?

- Não, sei, acho que está tudo como sempre!

- Como é como sempre?

- Sei lá Jane, é estranho, as coisas estão meio paradas, sem graça sabe? Não sinto motivação para vê-lo e acho que ele também não. Acredito que nós precisamos conversar mais, tentar resolver as coisas, mas ele sempre foge. Ah, nós vamos pra Netherfield no fim de semana, ele vai ter folga e achei que seria legal, é uma oportunidade pra mudar de clima, vai que a gente se acerta? Porque você não convida Charles e vem com a gente? E a Georgie também, vou adorar se ela for!

- Hum, esqueci de te falar, eles já vão pra lá mesmo, assim como tio Fitz, Michelle, William e Caroline. A mamãe os convidou, queria fazer algo pra Darcy, já que é o único afilhado dela.

- Fala sério... Pior que já marquei com o Hugh, ele queria muito ir.

- Não tem problema Lizzie, vocês não precisam deixar de ir. Na verdade mamãe exige que você vá, eu fiquei de te avisar, mas estava com a cabeça nem sei aonde que esqueci! Desculpa!

- Eu sei bem onde está sua cabeça Jane!

As duas riram e conversaram até o sono chegar, e dormiram na mesma cama, como há muito tempo não faziam.
Durante a semana Lizzie contou a Hugh que além deles seus pais, Jane, Charles e os Darcy iriam para Netherfield, nesse caso ela chamaria Charlotte também. Hugh preferia que fossem só os dois, sentia que a mãe dela não fazia muito esforço pra gostar dele, mas a casa era da família dela e ele não poderia fazer nada.
Na quinta seria o aniversário da diretora da escola que Lizzie trabalhava, ela ia comemorar na sua casa e fazia questão da presença de Elizabeth. No dia anterior Hugh foi até a casa dela que tentou convencê-lo a ir com também.

- Você tem show amanhã? – ela perguntou enquanto preparava o jantar para os dois.

- Não, só tenho ensaio à tarde, mas a noite não tem show marcado, só na sexta. – ele respondeu sem tirar o olho da televisão.

- Então você vai ficar em casa?

- Pretendo, mas se você quiser posso vir pra cá.

- Amanhã é o aniversário da Alexia, você não quer ir comigo? Vai ser legal, uma reuniãozinha íntima na casa dela depois do expediente.

- Quem é Alexia? – ele perguntou, dessa vez se dirigindo a ela.

- A diretora da escola Hugh, você já conheceu, Alexia Warren, não lembra?

Ele balançou a cabeça negando. 

- Isso é o de menos, mas já que você não vai fazer nada a noite vamos comigo?

- Você jura que quer mesmo que eu vá? – ele indagou não exibindo a mínima vontade de ir.

- Eu queria que você fosse comigo, a gente nunca sai, e é só um aniversário, as pessoas são legais, você vai gostar.

- Você vai ficar brava se eu não for? – ele levantou do sofá e foi até a cozinha encostando-se na bancada enquanto ela mexia nas panelas.

- Não. – ela limitou-se a dizer. Era sempre assim, ele nunca saía com ela, algumas fofoqueiras do trabalho chegaram a insinuar que ela inventou aquele namoro, pois nunca ninguém via o tal namorado. Não que ela quisesse provar a ninguém a existência dele, mas queria realmente que ele fizesse companhia a ela nesses eventos.

- Ow amor, eu não conheço as pessoas, fico sem graça, além disso nem tenho assunto pra conversar com esse tipo de gente.

- Esse tipo de gente Hugh? Eles são normais, como a gente. Qual o problema deles?

- Sei lá, me sinto estranho, é todo mundo tão formal, tão certinho, não é a minha praia.

- Tudo bem. – ela preferiu cortar o assunto antes de se irritar com o namorado.

Depois do jantar ele a levou ao shopping para comprar o presente da diretora, depois a deixou em casa e rumou para o seu apartamento.
Ao abrir a porta encontrou apenas Marty assistindo ao jogo na TV. Ele pegou uma cerveja na geladeira e sentou ao lado do amigo.

- Que cara é essa Hugh? Problemas?

- Sei lá cara, às vezes não entendo a Liz.

- O que houve?

- Ela queria que eu fosse num aniversário de alguém lá do trabalho dela, mas não rola, não tem nada a ver comigo. Eu disse que não ia e ela ficou meio chateada.

- Depois passa cara, deixa pra lá.

- Mas essa não foi a primeira nem a última vez, não tenho saco pras pessoas do nível dela sabe? Ela é super simples, pelo menos na maioria das vezes, mas a maioria dos amigos e das pessoas do trabalho dela são tão formais, tão pomposos, me sinto um peixe fora d’água.

- Mas vai ser assim enquanto vocês estiverem juntos, é o estilo de vida dela, ou você se adéqua ou faz com que ela mude. Ia ser engraçado mesmo te ver de terno e gravata.

Os dois sorriram com a careta de Hugh.

- Eu de terno? Nem no casamento cara!

- E como vai ser a vida de vocês? Só daria certo se vocês morassem em cidades diferentes, vocês são completamente opostos cara, só você não vê.

- Mas não dizem que os opostos se atraem?

- Se atraem, mas não se misturam. – depois disso Marty se despediu e foi deitar, deixando Hugh refletindo sobre sua vida e seu relacionamento.

“Será que ele tem razão? Será que meu namoro está fadado ao fracasso e eu não estou enxergando?”

Hugh gostava da vida que levava, tudo estava em seu devido lugar na opinião dele, nada de surpresas ou emoções fortes. Ele não gostava de mudanças, preferia ter tudo a seu controle, por isso gostava de Lizzie. Desde que estavam juntos a rotina deles era a mesma, ela trabalhava durante a semana, enquanto ele fazia mais shows de quarta a domingo, geralmente só ficavam juntos quando a banda não tinha nenhum compromisso marcado ou durante a tarde do sábado ou domingo, pois pela manhã ele dormia pra se recuperar do show da noite anterior e a noite tocava em outro lugar. E quando a banda dificilmente deixava de tocar um fim de semana ou outro eles iam pra Netherfield. Andava cansado dessa rotina ultimamente, mas achava que era só uma fase, logo passaria.
Marty chegara a lhe dizer uma vez que ele devia apaixonar-se por algo que não fosse relacionado a música, e ele rebateu dizendo que era apaixonado por Lizzie. O amigo o colocou contra a parede:

“- Cara, sem querer te decepcionar, mas acho que você não é nem nunca foi apaixonado por ela.

- Lógico que sim, ela é a mulher da minha vida.

- Você tem vontade de passar 24 horas do seu dia com ela?

- Não cara, ninguém se agüenta 24 horas por dia.

- Teu coração acelera quando a encontra ou te bate um desespero de vez em quando com medo de acontecer alguma coisa e você nunca mais vê-la?

Mais uma vez ele negou, mas Marty impediu que ele tentasse se explicar e continuou falando:

- Eu sei que você gosta dela, Lizzie é uma pessoa muito legal, mas o que você gosta mesmo é da segurança que ela te dá. A vida não é segura cara, quando você menos espera teu tapete é puxado, não dá pra evitar. Aproveita o tempo que você tem, vive com intensidade, permite que a emoção chegue até você.
Hugh continuava ouvindo o amigo calado.

- Você já parou pra pensar porque considera a música a tua vida? – diante da negativa do amigo ele continuou – porque ela nunca vai te decepcionar. Tudo que você investe nela ela te dá de volta, as pessoas não são assim, na maioria das vezes elas não retornam o teu investimento e você não pode fazer nada quanto a isso, do mesmo jeito que alguém já investiu em você e você não respondeu as expectativas dessa pessoa. E você vai deixar de investir por causa disso? Não vai. Continua vivendo, continua a tentar, um dia vai aparecer alguém que vai te fazer perceber que vale a pena arriscar, vale investir. Vai por mim cara, pensa nisso.
Marty deixou o amigo pensando e foi para o trabalho.”

Durante um tempo Hugh tentou esquecer aquela conversa, mas agora ela voltava constantemente a sua mente. Precisava saber se era realmente aquilo que ele queria pra vida dele.
Na sexta Lizzie o avisou que sua mãe queria sair no sábado bem cedo, mas ele disse que iria depois, pois tocaria na sexta à noite e não teria condições de madrugar. Ele garantiu que tentaria chegar antes do almoço. Charlotte que também odiava acordar cedo disse que iria com Hugh. Desse modo Lizzie resolveu ir com a sua família para não ter que dirigir sozinha. Na sexta a noite ela foi pra casa de seus pais com tudo preparado para a viagem no dia seguinte.

O sábado amanheceu um dia perfeito. O sol brilhava acolhedor e as poucas nuvens garantiram que o dia seria quente, ideal para um banho de piscina. Elizabeth tomou um banho rápido e desceu enquanto Jane tomava seu banho. Estava saboreando o primeiro gole de café quando a mãe praticamente a expulsou da mesa.

- Pegue alguma coisa e coma no caminho meu bem, temos que ir agora!

- Mas mãe – Lizzie choramingou.

- Agora Lizzie! Seu tio é pontual, eu não me perdoaria se chegasse lá depois dele.

Ela jogou uma maçã em sua bolsa, pegou a mochila que já estava preparada com algumas peças pra usar no fim de semana encontrou com Jane que vinha descendo as escadas arrastada pela mãe e partiram para o carro.
O trajeto foi rápido e alegre. Conversaram o tempo todo, fazia tempo que Lizzie não se sentia assim, ela e Jane pareciam duas crianças passeando com os pais. Isso até o momento que a sua mãe tornou Charles Bingley o principal tema da conversa, Jane escutava calada os delírios de Fanny planejando todos os detalhes de um casamento e estipulando prazos para que o rapaz fizesse o pedido. Desde que ela soubera que a filha estava saindo com o francês não tinha outro assunto.
Lizzie de certa forma estava grata por não ter sido tocado no nome de William Darcy até o momento, ela ainda não se refizera do susto de quando acordou depois da festa com ele seminu em sua frente. Quando a mãe cansou de falar de Charles ela ficou com medo de qual seria o seu próximo objeto de escrutínio, ligou o mp4 e colocou os fones de ouvidos. Ela ainda não havia dito que Hugh iria também, senão era provável que a mãe barrasse a sua entrada, deixaria o fator surpresa atuar em seu favor, depois que ele chegasse nada mais poderia ser feito.

Na casa dos Darcy Caroline mais uma vez tentava mudar os planos. Pra ela era inconcebível que iriam passar mais um fim de semana no meio do nada.

- William querido, nós dois poderíamos ficar, dei uma olhada no jornal e parece que hoje terá uma festa divina num lugar que não lembro o nome. O que você acha?

- Sinto muito Caroline, não posso recusar esse convite dos meus padrinhos, eles fazem questão que eu vá. Faça isso por mim, sim? – ele falou isso e seguiu para o carro levando a bolsa enorme com as coisas dela.
Ela batia o pé no chão revoltada. “Que droga, vou embora próxima semana e não fiz quase nada que prestasse nessa cidade. Não acredito que vou pro mato de novo, e pelo nível daquelas pessoas na festa esta propriedade deve ser algo como um quintal de Pemberley. Ele deveria deixar para ir depois que eu fosse embora.” Depois pensou melhor e mudou de idéia. “Será se a tal Elizabeth estará lá? Hum, eu devo ir e verificar com meus próprios olhos, não posso deixar o que é meu muito solto.”
William ia num carro com a namorada e o cunhado enquanto o motorista levava os Darcy e Georgianna. Ela queria ter ido com o irmão, mas sabia que não agüentaria o falatório fútil de Caroline durante a viagem.

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