A data do casamento provocou intensas reflexões por parte de Charles. Ele queria que os noivos esperassem um ano para oficializarem as bodas, neste tempo Jane já teria dado a luz e poderia, além de comparecer, organizar uma impecável recepção. O Duque de Tarragona em pessoa, tentou dissuadi-lo da decisão, através da diplomacia, mas Charles estava irredutível.
Apenas uma pessoa poderia fazê-lo mudar de idéia, através dos piores meios possíveis, e assim Caroline o fez. Aproveitou de um momento de solidão do irmão no escritório e solicitou, ou melhor, exigiu que o casamento fosse realizado o mais rápido possível, sob ameaça de fugir com o noivo e manchar a reputação da família.
- Você não faria isso, Caroline! – Charles replicou nervoso.
- Não faria? Você tem certeza disso, Charles? Pense comigo: Se eu fugir, vou embora pra Espanha e me caso lá, já você ficaria aqui, com toda a desonra e os comentários. Isso amaldiçoaria nossa família por gerações.
- Não ouse pronunciar uma barbaridade dessas! Já aturei muita coisa de você e Louisa por toda a vida, não lhe perdoaria se você nos fizer passar por uma vergonha desse tipo.
- Então consiga uma licença especial para que eu possa me casar o mais rápido possível.
- Mas eu pensei que você quisesse um casamento mais elaborado, mais tempo para conhecer Enrique.
- Não preciso de nada disso.
- Mas você mesma disse que não ia casar-se com ele, que o filho do Duque não passava de um mero desconhecido!
- Mas as coisas mudaram, Charles. – ela não queria admitir sua paixão, não queria que o irmão a forçasse a demonstrar seus sentimentos.
- Caroline, - Charles aproximou-se, tentando entender melhor os seus motivos – talvez essa seja mesmo a sua última chance de casar-se, mas não quero que você faça isso por obrigação, entende?
- Não aceitei Dom Enrique por obrigação, irmão. Aceitei porque o amo. – confessou de olhos baixos – E tudo que eu mais quero é casar-me logo com ele.
Charles permaneceu em silêncio, atônito, digerindo aquelas palavras. Não ia mais prolongar aquela espera, se isso era o que a sua irmã queria, seria feito.
A simples cerimônia de casamento foi realizada pouco tempo depois numa chuvosa manhã em Londres. Logo depois um café da manhã foi ofertado aos poucos convidados na residência dos Bingley. Louisa estava exultante, a irmã não poderia ter conseguido um melhor partido. Jane e Charles estavam satisfeitos por verem um sorriso espontâneo no rosto de Caroline. Os dois tencionavam meses atrás que a viagem pela Europa animasse a mais jovem da família, mas jamais imaginavam que tal viagem fosse render também um amor e um casamento. Mal sabiam eles das aventuras que os agora recém-casados viveram durante a passagem da família pela Espanha.
A noite caiu sobre a residência dos Bingley. Jane ajudava a cunhada a se arrumar para o que aconteceria naquela noite. Nenhuma das duas falava nada. Caroline estava nervosa demais para fazê-lo, e Jane era tímida demais para tais comentários. Depois de trançar os longos cabelos de Caroline, Jane considerou seu trabalho pronto, ou quase pronto. Era preciso vencer a timidez e auxiliar Caroline. Retribuir o que Lizzie fez por ela um dia.
- Você está nervosa? – Jane indagou percebendo que as mãos de Caroline estavam úmidas.
- Um pouco ansiosa. – a ruiva respondeu, fitando os próprios pés.
- Você quer me perguntar alguma coisa? – Jane se ofereceu – Sobre hoje à noite? – as últimas palavras saíram baixinho.
Caroline lembrava que Enrique já tinha lhe dito muitos meses antes que o que acontecia com um casal entre quatro paredes era bom. E ela confiava nele, sabia que ele não mentiria. Mas não podia dizer isso a Jane.
“- Todos dizem que é horrível para uma mulher as noites em que é obrigada a dividir o quarto com seu marido.
Ele lamentou tal crença, mas sabia que era verdade. A maioria dos homens não sabia dar prazer as suas esposas, apenas usavam-nos para suas necessidades e as descartavam depois.
- Nem sempre é ruim.
- Não?
O olhar curioso de Caroline o incitava a falar mais, e aquele assunto o deixava ainda mais desconcertado devido ao desejo que sentia por ela.
- Não. – respirou antes de continuar – O que acontece entre marido e mulher pode ser bom para os dois, se for realizado com amor e cuidado.
- É melhor do que beijar?
- É como beijar, é um beijo com o corpo todo.
- Ah.”
Mas alguma coisa lhe incutia dúvidas. O asco com que Louisa se referiu à noite de núpcias logo depois de lhe parabenizar pelo casamento foi indisfarçável. E o comportamento de Jane reforçava essa impressão.
- Jane? É bom? Digo, todos me fazem ter a impressão de que está é a pior parte do casamento. Não sei o que esperar.
Jane corou, mas levou seus propósitos adiante.
- A primeira vez é sempre a pior, Caroline. – ela foi sincera – Mas depois melhora, e hum, pode ser até gratificante. – Jane levantou-se e depositou um beijo suave no alto da cabeça da cunhada – Agora preciso ir, seu marido deve aparecer a qualquer momento.
Caroline agradeceu e Jane saiu, não antes de apagar quase todas as velas, deixando apenas uma única chama acesa no quarto.
A ruiva aproximou-se da janela e só aí pôde refletir sobre os acontecimentos do dia. Ela e Enrique passaram o tempo todo rodeados de pessoas. Não conseguiram ficar sozinhos depois do casamento, parecia até que ele estava fugindo dela.
- Enrique. Meu marido. – ela apreciou o som daquelas palavras saindo de sua boca. Repetiu mais uma vez, aproveitando a sonoridade – Meu marido.
Como se atraído por aquela voz Enrique depositou duas leves batidas na porta. Um clique soou baixinho e a porta foi aberta por sua Caroline. A mulher que invadia seus sonhos todo o tempo. A mulher que tirara seu sossego. A mulher que o fizera atravessar o oceano e cometer o desatino de casar-se em plena igreja protestante. A ruiva que dentro de poucos instantes seria efetivamente sua mulher.
Ele fitava seus olhos verdes, encantado. Como uma mesma mulher podia conter tanto fogo e tanta inocência ao mesmo tempo? Meiguice e empáfia? Fragilidade e segurança? Era isso que ele amava em Caroline, suas aparentes incongruências, sua ousadia, sua beleza, o desejo escrito em seu olhar.
Prendeu sua mão na dela e trancou a porta do quarto. Queria beijá-la, mas não podia agir sem pensar, não queria assustá-la, não queria perder o controle.
- O que você estava fazendo? – ele perguntou a ela, tocando de leve seu queixo.
- Apenas apreciando o jardim. – ela respondeu, envergonhada pelos trajes dele. Enrique estava coberto apenas por um roupão de seda, o peito seminu a vista e as pernas cobertas por uma calça simples, como a que ela o viu na praia na primeira vez em que se encontraram.
Os dois caminharam de mãos dadas até a janela. Enrique se colocou atrás de Caroline e juntou o corpo dos dois, num abraço inocente.
- Feliz? – ele indagou.
Caroline virou-se e apoiou-se na janela antes de responder:
- Sim, feliz. Mas também apreensiva, confusa, ansiosa, temerosa.
- Arrependida? – ele ousou perguntar, e seus olhos demonstraram dor.
- Definitivamente, não. Posso estar sentindo milhões de coisas ao mesmo tempo, mas arrependimento não está entre elas.
- Fico mais feliz. – ele falou e exibiu seu sorriso lindo – Posso saber porque esse quarto está tão escuro?
- Jane apagou. Não deve ser assim?
- Deve ser da forma que nós quisermos. Eu quero que você entenda uma coisa, meu amor. - ela sorriu. Como era doce ser chamada assim – Nós seremos um do outro esta noite, mas em dia algum, nada acontecerá caso você não queria. Hoje e sempre, todos os dias e noites das nossas vidas, quero que você seja sincera comigo. Não quero te ferir, te magoar, ou te obrigar a nada. Faremos tudo junto, de uma forma que seja boa para os dois, tudo bem?
O que Caroline poderia dizer depois daquelas palavras? Era praticamente uma declaração de amor. Abraçou seu marido e assentiu. Ele respirou fundo.
- Adoro o seu cheiro.
- É o perfume que usei na Espanha.
- Não estou falando do perfume, ou apenas dele. Mas do cheiro da sua pele. É delicioso.
Enrique afastou o penhoar de Caroline e deixou seus ombros nus, para depois passar o nariz por eles, provocando arrepios no corpo da ruiva.
- Quero lhe ver completamente. Posso acender as velas?
Caroline assentiu e Enrique usou a única vela acesa para acender as companheiras dela espalhadas pelo quarto. Depois ele retirou seu roupão e Caroline pôde fitar aquele dorso moreno nu. Um calor lhe correu pelo corpo e ela quis percorrer cada centímetro daquela pele com suas mãos. Enrique levantou a sobrancelha direita, como se adivinhasse seus pensamentos.
- O que foi, Caroline?
- Ãn? – ela foi pega de surpresa. Ele exibiu seu sorriso sedutor.
- O que você quer fazer?
- Na-nada. – ela respondeu tímida. Era uma situação nova e ela não sabia como reagir.
Ele foi se aproximando de mansinho até ficar frente a frente a ela. Os olhos fixos um no outro. Andavam devagarzinho até toparem com a cama. Enrique pegou Caroline nos braços e a deitou na enorme e macia cama de dossel.
- Eu conheço esse olhar. – ele afirmou desatando o laço que prendia a roupa íntima dela – Eu conheço você. – depositava-lhe suaves beijos, desde a orelha, passando pelo pescoço e chegando aos ombros – Esqueça as regras, meu amor. Esqueça os outros. Somos apenas nós dois aqui, eu e você, sem normas bobas, sem moderação, faça o que você quiser fazer. Seja você mesma.
E Caroline foi. Agiu exatamente como queria. Como o calor do seu corpo ordenava. Perdeu os pudores, as amarras e a vergonha. Como manter-se controlada com aquela voz quente lhe sussurrando elogios na orelha? Com aquelas mãos invadindo de forma lenta e provocante a sua roupa? Com aquela boca quente espalhando beijos pelo seu corpo?
Enrique permitiu tudo, e Caroline ousou. Tocou as costas de Enrique com carinho e desejo, beijou-o, abraçou-o, já estava quase o levando ao descontrole.
Depois passou a explorar seu peito, enquanto beijavam-se. Enrique sentou-se na cama e puxou Caroline de frente para ele, de forma que ela encaixasse em sua cintura, fazendo-a sentir seu desejo latente. Enrique então levou as mãos dela até aquela parte de sua anatomia, e foi mostrando a Caroline a forma como gostava de ser tocado, para depois deixá-la continuar sem sua ajuda, mas alguns minutos depois pediu que ela parasse. Não agüentaria muito tempo.
Arrancou as roupas de Caroline. Precisava explorar aquele corpo mais uma vez. Precisava dela. Completamente.
Beijou-lhe os seios, acariciando-os com a língua. Caroline arqueou as costas e gemeu. Ele desceu a boca pelo ventre dela, enquanto suas mãos exploravam as coxas, subindo cada vez mais, até alcançar sua junção. Caroline ficou tensa.
- Calma, meu amor, vai ser delicioso.
Ele pausou a expedição e voltou a beijar a boca dela, fazendo-a relaxar novamente, para depois recomeçar suas carícias mais íntimas. Gemeu ao perceber que ela estava pronta para ele.
- Está sentindo? – ele indagou e ela assentiu – Isso quer dizer que você está pronta pra mim.
Enrique foi aos poucos encaixando seu corpo no dela, nunca deixando de beijá-la, sempre domando seu desejo para não machucá-la. Até que encontrou uma resistência natural, teve que ser rápido nesse momento. Depois de romper tal barreira não se movimentou mais dentro dela.
Caroline gemeu, não de prazer, mas de dor.
- Agora vai passar, mi pasión.
Ele então recomeçou os movimentos. A dor foi dando lugar ao prazer. A intimidade compartilhada ali formava uma aura de erotismo e cumplicidade. Era mágico, intenso, quente.
Caroline sentiu seu corpo retesar. Uma tensão deliciosa envolvia seu ser. Enrique percebeu.
- Olhe para mim, meu amor, quero vê-la neste momento. Quero ver o fogo em seus olhos. – ele então intensificou os movimentos enquanto a acariciava com a mão. Caroline lutou para manter os olhos abertos. Era tão bom!
E de repente ela sentiu, como um fogo queimando seu corpo, uma força intensa que começava do ponto em que se unia com Enrique e irradiava para todo o seu corpo. Sua face denunciava tanto prazer. Seus dentes mordiam o lábio inferior para impedir que um grito de êxtase fosse proferido. Aquilo foi o estopim para Enrique, que não conseguiu mais impedir que o seu corpo alcançasse também aquele prazer.
E Caroline se sentiu inundada em seu interior por um liquido quente, enquanto observava o deleite de seu marido. Ele era lindo, em todos os momentos, não havia como não admirá-lo.
Esperou que Enrique desse vazão aos seus desejos e puxou-o para um beijo. Porque era impossível não reagir. Impossível não se envolver com aquele homem. Impossível não ceder aos seus desejos. Impossível não terminar a noite sendo uma mulher realizada.
...
Caroline acordou primeiro e sorriu ao se descobrir presa debaixo da perna e do braço esquerdos de Enrique. Ele ainda estava lá. Levou sua mão de leve ao rosto dele e acariciou.
A noite passada fora tão perfeita! Ele mesclava desejo com cuidado, para sempre deixá-la confortável. Preocupou-se com sua dor, quando se uniu a ela pela primeira vez. Mal sabia ele que a dor fora insignificante perto das sensações prazerosas que ele a proporcionou. Ela tinha o marido perfeito, jamais reagiria com nojo ou repugnância como sua irmã regia com o marido. Como sentir nojo de um momento tão íntimo e intenso?
Aconchegou-se ainda mais a Enrique que acabou despertando e prendeu Caroline completamente junto de si. Sem palavras os beijos recomeçaram, e em poucos segundos ele estava pronto para recomeçar do ponto aonde tinham parado.
- Enrique! Já é dia! – Caroline lembrou-o.
- O que importa? – ele sorria – Desde quando o sol é impedimento para alguma coisa?
- Temos que descer para o café! – ela achava graça da atitude dele, que continuava acariciando-a e prendendo-a na cama – O que os outros vão pensar?
- Vão pensar a verdade, que estamos com fome de outra coisa. – ele sorriu malicioso antes de beijá-la novamente.
- Enrique. – ela se afastou um pouco. Precisava tirar aquela dúvida da cabeça. Ele esperou que Caroline falasse – Foi impressão minha ou você estava fugindo de mim ontem?
- Não foi impressão. Eu realmente tive de fugir! – ele foi sincero, respondendo-a com um sorriso aberto.
- Por que?
- Porque eu estava prestes a te arrancar do convívio dos outros e te trazer pro quarto! – ele explicou – Foi terrivelmente difícil de me controlar, meu amor, eu precisava, na verdade eu preciso de você, e eu tive que me afastar pra te proteger.
- As horas passaram tão devagar. – ela aceitou aquela explicação.
- As horas se arrastaram. – ele complementou – Mas agora estamos juntos, então não vamos perder tempo.
Enrique se aproximou de Caroline novamente, mas ela tinha mais uma pergunta.
- Então você gostou? Da noite? Eu fui como você esperava?
- Caroline! Você é tudo que eu quero pra mim. – ele falou segurando o seu rosto. – “Perfeito” não resumiria a noite de ontem. Sequer existem palavras para definir o quanto foi intenso e maravilhoso. Você é a mulher da minha vida, nunca duvide disso.
Ela sorriu e Enrique continuou.
- Agora nós podemos começar tudo de novo? – ele suplicou.
Ela mordeu os lábios, provocante. Empurrou-o, fazendo com que deitasse e ficou sentada em cima dele, com um joelho de cada lado.
- É claro, meu pescador... – sorriu maldosa e sedutora. Era apenas o começo das diversões dos dois numa cama.
...
Dom Enrique Fernandez Guzman y Andrade e sua esposa Caroline Bingley Fernandez Guzman y Andrade partiram de Londres com a família uma semana depois do casamento, sob lágrimas de alegria e tristeza de Jane, que apresentava uma proeminente barriga.
Promessas de visitas o mais breve possível foram feitos de ambos os lados, mesmo sabendo das dificuldades que teriam para realizá-las. Após chegarem à Espanha Caroline e Enrique foram novamente separados. Teriam que oficializar a união agora na religião do noivo, na presença dos nobres que se relacionavam com a família do Duque.
Apesar das raras incursões noturnas ao quarto da esposa, já que os dois estavam sendo mantidos sob forte vigilância, Enrique sentia uma saudade intensa de Caroline, que passava a maior parte do dia com sua mãe e sua cunhada Melia, acertando os detalhes da cerimônia e da festa.
Quando o luxuoso casamento enfim se realizou os novamente recém-casados não queriam nem participar da festa, mas foram obrigados a permanecer até perto do fim. A segunda lua de mel foi ainda melhor do que a primeira. Os dois foram para a casa de campo da família, onde tiveram total privacidade para aproveitarem todos os momentos.
A meiguice inicial de Enrique dera lugar a um intenso desejo acumulado, e deixou suas atitudes mais rudes e másculas. Caroline estava feliz. Seu marido não se cansava de surpreendê-la, demonstrando atitudes ardentes e seguras. E não era apenas entre quatro paredes que Caroline o admirava. Ela gostava de observá-lo em seu dia a dia. A forma com que ele controlava o cavalo era majestosa. Seu modo de dar ordens aos criados era seguro e gerava respeito e não temor. Era sempre incisivo e prático quando devia tomar atitudes. Mas por trás daquele homem grande e forte havia um menino doce e meigo, que soprava palavras de amor enquanto lhe fazia carinho nas noites frias.
Caroline finalmente encontrara o amor. Não o amor que ela exigia, anteriormente. Mas o amor que ela merecia. Não o amor montado, representado para sociedade como se todos vivessem num palco, mas o amor sincero, dentro e fora de quatro paredes. Era tão verdadeiro que se tornava impossível fingir o contrário. Sem que os dois quisessem, demonstravam o tempo todo o quanto se amavam. Não apenas com declarações de amor, mas com olhares, gestos e atitudes que falavam por si. Como flores recém colhidas que ele trazia para a esposa quando retornava da inspeção da propriedade. Ou do modo que ela se esforçava para conversarem também em espanhol, além de se fazer entender pelos criados. Descobriam juntos um novo mundo. Deixaram de ser Caroline, Enrique. Eram agora Caroline e Enrique. Um casal feliz.
Enrique havia colado o coração de Caroline novamente. E agora só havia lugar para ele e ninguém mais.














