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Não desesperar nunca do que se quer esperar: Por uma aplicação infatigável alcançaremos o fim.(Jane Austen)

Atração dos opostos - Capítulo 24

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O Duque de Wycliff era um dos mecenas da The Royal Opera House que naquela noite estreava em noite de gala a ópera “As bodas de Fígaro” de Mozart, trazida a Londres por uma renomada companhia lírica italiana.


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Era um evento social em que a aristocracia inglesa comparecia em peso, uma ocasião para ver e ser visto. Patricia e William haviam aceito o convite do duque para assistirem a peça em seu camarote.

 

Esta seria a primeira vez que Patricia se apresentaria em público após o confinamento imposto pela gravidez.

 

O Dr. Wright que a havia examinado naquela tarde dissera-lhe num tom profissional, mas amigável, pois Patricia era sua cliente desde menina.

 

“- Lady Patricia, a senhora está de alta, de hoje em diante poderá levar a vida normal de uma mulher casada. O problema que teve nesta gravidez não deixou seqüela alguma e provavelmente não se repetirá numa próxima gravidez. Vou me despedir do Sr. Darcy e dar lhe esta boa notícia. Até logo e precisando de mim, estou sempre a seu dispor, milady.”

 

Patricia sentia-se eufórica por ter superado o período difícil de sua gravidez e ainda ter ganho uma filha forte, saudável e linda. Tudo parecia perfeito em sua vida excluindo seu marido. William Darcy voltara a tratá-la de maneira fria e formal parecendo que aquela camaradagem nascida durante os difíceis dias do final da gravidez tivesse sido um sonho.

 

Ela se vestiu com grande apuro, estava feliz porque sua antiga forma física voltara. O vestido azul turquesa que escolhera modelava seu corpo com perfeição realçando suas formas perfeitas. A criada de quarto arrumara seus cabelos escuros com capricho num arranjo que valorizava seu belo rosto.

 

Assim que saiu de seu quarto, Patricia dirigiu-se para a nursery, a fim de dar uma última olhada na filha que dormia,  antes de se encontrar com o marido que já devia estar aguardando-a na sala de visitas para se dirigirem ao teatro.

 

Mas, ao se aproximar da porta do quarto da filha, ela viu surpresa que William a precedera e estava inclinado sobre o berço da menina, passando o dedo indicador sobre as faces da filha e sussurrando baixinho algo que Patricia não conseguiu ouvir. Porém, ao ver a esposa na soleira da porta, ele imediatamente se endireitou, olhando-a meio sem jeito.

 

- Também vim dar boa noite para a Florence. – disse Patricia aproximando-se do berço, baixando-se, beijou suavemente a menina na testa.

 

- Fique dormindo boazinha, que a mamãe volta logo, Florence.

 

A pequena dormia placidamente, cada dia que passava parecia que ficava mais linda. William não escondia a paixão que tinha pela filha e a menina também parecia lhe retribuir este amor. Ele foi a primeira pessoa que ela reconheceu e que recebeu seu primeiro sorriso.

 

- Vamos embora Patricia senão vamos chegar atrasados para o início do espetáculo. – alertou William.

 

Patricia sentia o olhar de William sobre si dentro da carruagem que os levava ao teatro. Ela esperava que ele comentasse algo sobre sua aparência, pois ela havia se esmerado tanto para que ele a achasse linda, mas ele continuava calado, entretanto, várias vezes Patricia sentiu em si o olhar o marido quando ele achava que ela não o estava observando.

 

- Você notou que meu corpo voltou à forma anterior a gravidez. Sabe que pensei que nunca mais conseguiria me livrar daquele formato de barril, apesar do que Meg me falava, que a própria natureza se encarrega de devolver a mulher seu forma anterior algumas semanas após o parto. Hoje, quando coube neste vestido me senti aliviada.

 

- Você está muito bem. O Dr. Wright conversou comigo hoje e disse que você se recuperou totalmente.

 

Patricia ficou esperando algumas palavras elogiosas a sua pessoa, pois, além de seu corpo ter voltado à antiga boa forma, o vestido que usava era realmente muito lindo, favorecendo sua silhueta alta e esguia, mas William encerrou o assunto e não falou mais nada até chegarem à casa de espetáculos.

 

Patricia sentiu-se frustrada, pois se esmerara tanto em se arrumar pensando em impressionar o marido e arrancar dele pelo menos alguns elogios, tais como “Você está linda!” Ou se sentiria feliz mesmo que o elogio fosse dirigido a seu vestido. “Seu vestido é muito bonito!” Se bem que neste caso, o mérito seria da costureira e não dela. Mas, nada foi dito, apesar dela ter notado que ele observara tanto a pessoa dela como o vestido, o único comentário fora aquele curto e seco: “Você está muito bem." Seguido sobre o comentário do médico, donde Patricia concluiu que ele estava se referindo à saúde dela naquele: “Você está muito bem.”

 

Era frustrante e desanimador.

 

Logo ao chegarem ao teatro, o casal foi conduzido ao camarote do duque, lá chegando encontraram o próprio duque, seu filho o marquês de Hallthorn, Andrew Davenport, acompanhado da noiva a Srta. Jane Lennox e o irmão desta e melhor amigo do marquês, Lord Michael Lennox, Visconde Standford.

 

Este último ao ver Patricia abriu um largo sorriso, segurou sua mão e beijando-a, disse:

 

- Lady Patricia, corro o risco de me tornar repetitivo, mas a senhora está mais linda que nunca. Permita-me cumprimentá-la pelo nascimento de Florence Elizabeth, Andrew me disse que é a menina mais linda do mundo.

 

- Obrigada, Lord Michael. Creio, entretanto que Andrew, como tio e eu como mãe, somos parciais em nossos comentários. Mas, realmente, Florence é a menina mais linda do mundo para nós.

 

A profunda irritação que William sentiu ao entrar no camarote do sogro e se deparar com Lord Lennox, como convidado, só fez aumentar com os elogios que este dirigiu à Patricia, seguido dos olhares cheios de admiração que ele lançava sobre sua esposa.

 

William, por sua vez, agradeceu secamente com uma breve mesura, os cumprimentos do Visconde Stanford, pelo nascimento da filha. Simplesmente não tolerava o homem, com aquele jeito galante de se dirigir à Patricia. Era certo que se conheciam a muitos anos, sendo ele o melhor amigo de seu cunhado, mas não agradava a William a intimidade com que ele tratava sua esposa, ele jamais agiria daquela forma com a irmã de um amigo.

 

William, Patricia e o duque ocuparam a fila da frente do camarote e os demais a parte de atrás. Patricia percebeu que William ficara irritado com a presença de Lord Lennox, mas fingiu nada perceber, pois nada poderia fazer e não queria estragar a noite tão ansiosamente esperada. Conversou animadamente com seu pai contando a ele as gracinhas da neta ao que este ouviu embevecido até a ópera começar.

 

O intervalo dos espetáculos servia, além de um breve descanso, tanto dos artistas como dos espectadores, para estes últimos se socializarem entre si. Assim que as luzes se acenderam, o duque começou a conversar com William sobre negócios.

 

Patricia levantou-se e disse para ambos:

 

- Com licença, vou cumprimentar Meg e Richard no camarote deles.

 

Tão logo ela se levantou, Lord Lennox levantou-se também e disse solícito.

 

- Permita-me acompanhá-la, Lady Patricia.

 

William viu a esposa sair do camarote aceitando o braço do visconde e teve que continuar a dar atenção ao sogro que parecia muito interessado nas explicações que William estava lhe dando. Logo, William visualizou Patricia e Lord Lennox no camarote dos condes de Lindsey, a pouca distância dali. Enquanto o sogro não parava de lhe fazer perguntas e mais perguntas aos quais ele respondia atenciosamente, mas sem perder de vista sua mulher.

 

William estava deslumbrado com a beleza de Patricia esta noite. O vestido delineava com elegância o corpo perfeito de sua esposa, a cor realçava o azul profundo de seus olhos. Ao vê-la entrar no quarto da filha, uma onda de desejo o assaltara violentamente, mas não era nem hora, nem lugar para pensamentos lascivos. Durante o trajeto para o teatro pensara em dizer lhe que ela estava linda, que a maternidade só fizera aumentar sua beleza, mas as palavras morreram em sua garganta sem serem ditas.

 

Aquela maldita dificuldade de expressar seus sentimentos!

 

Logo dois cavalheiros entraram no camarote e se juntaram ao grupo, saudando Patricia efusivamente. Percebendo o olhar do genro fixo na esposa que conversava animadamente, o duque disse com um sorriso complacente:

 

- Patricia sempre teve uma legião de admiradores. Ela herdou a beleza da mãe. Minha Florence também era linda e eu, jovem e apaixonado, sofri muito com a admiração que ela despertava nos homens. Meu rapaz, o ciúme é um sentimento que distorce a realidade e corroe o indivíduo por dentro. Mas, fique tranqüilo, pois minha filha é a mais leal das mulheres, como sua mãe foi. Lamento, até hoje, às vezes que fiz minha mulher sofrer com meus ataques de ciúmes. Eu ficava dias sem falar com ela, sofrendo e vendo-a sofrer. Como se ela tivesse culpa de ser tão linda e tão admirada! Se eu soubesse naquele tempo que a teria comigo por tão pouco tempo, certamente não teria desperdiçado este tempo tão precioso de convivência com brigas sem sentido.

 

O sinal anunciando o final do intervalo tocou. Patricia retornou ao seu lugar e logo o espetáculo reiniciou.

 

**************************************************

 

A volta para casa foi feito no mais absoluto silêncio.

 

Patricia percebeu pela expressão no rosto do marido que este estava muito zangado e tudo indicava que era com ela, pois ele respondeu com monossílabos os comentários que ela fez sobre o espetáculo. A carruagem, certamente, não era o local adequado para iniciar uma discussão e o trajeto do teatro até a residência deles era curto, ela iria esperar até chegarem em casa para esclarecer qual era o problema desta vez, entretanto, ela tinha certeza que não dera motivo algum para tal zanga.

 

Logo que chegaram, Patricia foi até ao quarto da filha para se certificar que tudo estava bem com a pequena. Vendo-a dormir placidamente, acariciou os cabelos loiros da menina, depositou um leve beijo em sua cabeça e disse bem baixinho:

 

- Durma com os anjos, minha pequena.

 

Ela deixou silenciosamente o quarto da filha e dirigiu-se ao escritório de William, porém lá chegando não o encontrou. Procurou-o na biblioteca, não o encontrando também, deduziu que ele já havia se recolhido ao seu quarto.

 

Patricia foi para seu próprio quarto e determinada bateu na porta de comunicação com o quarto de William.

 

- Entre.

 

- Não acha que precisamos conversar, William.

 

William estava sentado em frente à lareira, onde crepitava um fogo acolhedor, com um copo de conhaque na mão.

 

- O que há de tão urgente para conversarmos a esta hora da noite? Estou cansado.

 

- Pode não ser urgente para você. Mas para mim este assunto é de extrema urgência. Estou farta de viver da forma que temos vivido. Esta noite vamos esclarecer tudo, por as cartas na mesa, quero saber o que existe de verdade e de falso neste nosso casamento. Vamos ser francos e honestos um com o outro, como todos os esposos deveriam ser. Em primeiro lugar, quero saber por que você voltou tão irritado da ópera?

 

- Não estou irritado. É impressão sua. Estou exausto porque tive um dia muito cansativo, por mim nem teria ido à ópera, só fui em deferência a seu pai e a você que parecia ansiosa para sair depois destes meses de confinamento.

 

- Você não me engana mais, William. Você voltou irritado e você vai me dizer agora o porquê.

 

- Pois bem, Lady Patricia. Vou lhe dizer o que me irritou profundamente esta noite, a presença de Lord Lennox no camarote de seu pai. Será que vou ter que aturar estes seus admiradores pelo resto de meus dias e fingir que não me importo?

 

- Lord Michael Lennox é um perfeito cavalheiro, é o melhor amigo de meu irmão e amigo de minha família há muitos anos. Não entendo porque a presença dele o irrita tanto. Ele sempre o tratou com muita educação e civilidade.

 

- Não suporto a maneira como ele se dirige a você, elogiando sua beleza como se estivesse te cortejando, e isto na minha frente fazendo-me sentir um perfeito idiota. Tenho que ficar ouvindo ele te admirando e sorrir quando tenho vontade de esganá-lo.

 

- O fato de elogiar-me na sua frente é uma prova cabal de que não há segundas intenções por parte dele, não acha? E é sempre agradável para uma mulher ouvir os elogios a sua beleza. Já que não ouço de meu próprio marido tenho que me contentar em ouvi-los de meus amigos.

 

- Eu já te disse uma vez que te acho linda sempre. Se eu te achava linda grávida, com aquela barriga imensa não vou te achar linda quando você se esmerou em se arrumar só para provocar a admiração de todos os homens daquele maldito teatro.

 

- Ah! Então é por isso que você está tão irritado porque acha que me arrumei para provocar a admiração dos homens?

 

- E para que mais uma mulher se arruma tanto?

 

- Você não pensou na possibilidade de eu estar me arrumando para te agradar? Não lhe ocorreu que eu trocaria todos os elogios à minha beleza que ouvi nesta noite por um único elogio seu. William, você ainda não percebeu que eu só me importo com você, que eu te amo, que os elogios de todos os homens do mundo não têm a mínima importância se você não me achar bonita?  Eu te amo, William Darcy. E sabe por que te amo, porque sou uma idiota, porque poderia ter me casado com um homem me adorasse, mas fui escolher aquele que me despreza, que não se importa comigo... Quer saber desde quando eu te amo? Desde a primeira vez que o vi em Lindsey Hall, quando tinha dezesseis anos. Eu me apaixonei por você à primeira vista, eu me encantei com aquele rapaz alto, tão sério, calado, tão diferente de todos os outros que conhecia até então, mas por mais que eu me esforçasse você nunca me deu a menor atenção. Eu tentei conquistá-lo de todos os modos, mas reconheço que falhei. William, eu me cansei. Não vou mais tentar ganhar sua afeição, não vou continuar vivendo com você, te amando desesperadamente e sabendo que não sou correspondida neste sentimento. Amanhã mesmo vou embora com Florence para a casa de meu pai.

 

- O quê? Ir embora?

 

- Vou viver separada de você. Tenho certeza que meu pai irá nos acolher a mim e a nossa filha. Você poderá visitar Florence todas as vezes que quiser.

 

- Você enlouqueceu? Não consentirei que saiam desta casa, nem você e nem a nossa filha.

 

- Venho pensando nesta separação desde quando você duvidou ser o pai de nossa filha. Quando aconteceu aquele problema na gravidez, cheguei a acreditar que tudo poderia melhorar entre nós, que iríamos acabar nos entendendo. Depois que Florence nasceu, minhas esperanças se renovaram, vendo o quanto você a amava. Mas hoje, cheguei à conclusão que nada mudou entre nós, você continua a agir do mesmo modo que antes, logo você estará me acusando novamente de adultério simplesmente porque conversei com Lord Lennox ou qualquer outro homem. E eu me enganei, o seu amor pela nossa filha não tem nada a ver com o seu sentimento em relação a mim. Você ama apenas Florence e não a mim.

 

Patricia deixou o quarto de William rapidamente segurando as lágrimas que marejavam seus olhos.

Ela se sentia drenada de toda a sua energia. Após voltar ao seu quarto, Patricia se trocou sozinha, pois ela havia dispensado sua criada de quarto antes de sair para a ópera, dizendo a ela que não a esperasse.  Ela soltou seus longos cabelos e enquanto os escovava sentia quentes lágrimas rolando por suas faces, quando se deitou ainda ficou chorando um longo tempo, até que vencida pelo cansaço acabou adormecendo, estava em meio a um sonho confuso e agitado, quando sentiu ser levantada para os braços fortes de William.

 

- Patricia, meu amor, não me deixe.

 

Os lábios de William desceram sobre os de Patricia, beijando-os com uma fúria nascida do desespero. Beijaram-se por um longo tempo, ávidos de desejo um pelo outro.
 

William estava tão desesperado pelo longo tempo de celibato que precisou controlar com vontade férrea o desejo de possuir a esposa naquele mesmo instante. Mas, depois de tantos mal entendidos e tanto sofrimento eles precisavam esclarecer uma vez por todas as sombras que atrapalhavam o seu confuso relacionamento.

 

William terminou o beijo e colocou distância entre ele e Patricia, quando conseguiu readquirir o fôlego, Patricia disse olhando no fundo dos olhos do marido:

 

- Você está fazendo isto por Florence, não é? Você não quer perdê-la e por isto está tentando me seduzir a fim de me convencer a ficar, não é?

 

- Florence não tem nada a ver com isto, ou melhor, ela é o lindo produto deste sentimento que nos une, deste amor que sentimos um pelo outro. Eu não quero que você me deixe porque te amo também, Patricia. Eu não vou suportar perdê-la.

 

- Você me ama?

 

- Seu pai deve ter percebido que eu estava morto de ciúmes porque ele me disse como se arrependeu das brigas com sua mãe por causa de ciúmes. Eu nunca achei que sentia ciúmes de você, mas hoje admito que seja este sentimento que me envenena quando te vejo tão linda e tão admirada. Prometa-me que vai me amar sempre, que nunca irá me deixar, que nunca por mais que briguemos você irá dizer outra vez que irá embora? Prometa?

 

- Eu prometo.

 

- Eu não sei viver sem você, Patricia. Você faz parte da minha vida e ela perde completamente o sentido se você não fizer parte dela. Você é para mim a mulher mais linda do mundo. Hoje à noite no teatro eu queria que todos os homens fossem cegos para não poderem admirar tua beleza. Quando estávamos indo ao teatro, eu pensei em lhe dizer o quanto você estava linda, mas as palavras simplesmente não saíram de minha boca. Você sabe que tenho dificuldade de expressar minhas emoções através de palavras.

 

Patricia começou a rir e ria tanto que lágrimas começaram a correr pelas suas faces.

 

- Quero saber o que falei que foi tão engraçado assim.

 

- Nestes cinco minutos, William Darcy, você falou mais do que todo o tempo que estamos casados. Mas adorei ouvir cada uma das palavras que disse.

 

A noite de amor que selou a paz entre William e Patricia foi romântica, sensual e inesquecível para ambos, pois conseguiram expressar através do desejo de seus corpos todo o sentimento de amor que ficara represado dentro deles por tanto tempo.

 

A madrugada ainda os encontrou acordados nos braços um do outro trocando juras de amor e palavras de carinho, quando sentiu as mãos ousadas de William passeando novamente por seu corpo Patricia não resistiu e disse em meio a um sorriso carregado de malícia.

 

- Sr. Darcy, para um homem que estava cansado até para conversar, o senhor está bem ativo.

 

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