Este conto faz parte da saga de “Um herdeiro para Pemberley”, nada impedirá que quem não leu as demais estórias a compreenda perfeitamente. Ele fez parte do concurso de contos de Natal da comunidade Orgulho & Preconceito - fanfics do Orkut.
Conta um Natal em Pemberley quando os três filhos homens do Sr. Darcy e Lizzy eram crianças, William (10 anos), Jonah (8), Frank (5) e as meninas adolescentes Tory (12) e Meg, a sobrinha, filha de Wickham e Lydia, que eles criavam estava com 14 anos. Divirtam-se.
TRAVESSURAS EM PEMBERLEY
A neve não cessava de cair dia e noite naquele mês de dezembro no Derbyshire.
A paisagem branca se estendia até onde a vista alcançava enchendo o coração de Lizzy de um sentimento de nostalgia e tristeza, apesar da proximidade do Natal. Ela sabia que este sentimento se devia ao fato de Fiztwilliam se encontrar ausente de casa.
Negócios inesperados e urgentes haviam obrigado o Sr. Darcy a viajar a Londres no início do mês contra a sua vontade, pois ele sempre evitara viajar nesta época do ano devido ao mau tempo que costumava deixar as estradas intransitáveis. Na última carta a Lizzy, ele garantira que estaria de volta pelo menos uns três dias antes do Natal.
As crianças, cujos preceptores haviam sido dispensados para passarem as festas de final de ano com suas respectivas famílias, estavam livres de seus deveres de estudo, mas obrigadas a permanecer confinadas dentro de casa devido ao mau tempo.
Os meninos andavam irrequietos e irritadiços, pareciam mais peraltas que o habitual. Tramavam todo o tipo de travessuras: quando menos se esperava o trio formado por William, Jonathan e Frank rompiam em desabalada corrida pelos longos corredores de Pemberley. Isto quando não desciam as várias escadarias da mansão escorregando pelos corrimões. Nem a ameaça de serem postos em castigo pela mãe fazia os meninos se comportarem. E quando se aquietavam, Lizzy tinha certeza absoluta de que estavam arquitetando alguma travessura ainda pior.
Felizmente, as duas meninas eram comportadas. Meg e Tory estavam sempre juntas brincando tranqüilas com algum jogo, bordando, lendo livros, tocando piano, além de fazer muita companhia a Lizzy.
Quando faltava três dias para o Natal. Lizzy ansiosa aguardava a volta do marido, olhando a toda hora pela janela na esperança de avistar ao longe a carruagem que traria de volta seu amado Fitzwilliam, no entanto ele não retornou naquele dia, tampouco no dia seguinte, aumentando sobremaneira a ansiedade de Lizzy.
Chegou a véspera de Natal.
A neve havia dado uma trégua há dois dias e com isto as estradas deviam estar em melhor estado permitindo a passagem das carruagens. O Sr. Darcy estaria de volta a qualquer momento, com certeza estivera retido em alguma estalagem de estrada por causa do mau tempo impedido de prosseguir viagem nos dias anteriores.
O Natal em Pemberley este ano seria comemorado apenas entre o casal Darcy e seus cinco filhos. Os convidados habituais não compareceriam.
Jane e Charles Bingley haviam viajado a Londres, excepcionalmente este ano passariam o Natal e o início do ano com os Hursts, a irmã e o cunhado de Charles.
Os Gardiners, tios de Elizabeth, outros convidados habituais, iriam passar as festas com a filha mais velha que havia se casado naquele ano e fazia questão da presença dos pais em sua casa.
Georgiana, grávida do 4º filho, estava evitando viagens longas por recomendação médica.
Lady Catherine, todo ano era formalmente convidada por Darcy e todo ano recusava alegando que não viajava no inverno devido a sua saúde frágil.
Apesar da ausência de convidados, Lizzy fazia questão de que a festa de Natal fosse comemorada com alegria e estava excitada e ansiosa por ela do mesmo jeito. Afinal, as pessoas mais importantes de sua vida estariam com ela, o marido e os filhos.
Naquela tarde da véspera de Natal, Lizzy tomava chá em companhia de sua sobrinha Meg e sua filha Tory e dizia:
- Logo que terminarmos o chá, vamos começar a decorar a sala com os folhagens que os empregados trouxeram. Só espero que as estradas permitam que Fitzwilliam chegue a tempo para comemorar conosco. Eu ficaria muito triste se ele tiver que passar esta noite sozinho em alguma hospedaria de beira de estrada retido pela neve.
- Isto não irá acontecer titia, desde anteontem que não neva e tenho certeza de que o tio Fitzwilliam está chegando a qualquer momento. – ponderou Meg.
Neste instante, a Sra. Reynolds, a governanta entrou na sala e após uma rápida mesura disse numa voz em que não escondia sua apreensão.
- Sra. Darcy, a senhora havia pedido para eu chamar os meninos para ajudarem na decoração de Natal da sala. Os criados procuraram por eles pela casa toda e ninguém consegue encontrá-los em parte alguma.
- Eles não estão ainda brincando com a neve no jardim?
- Não senhora. Já pedi a um dos criados que fosse dar uma olhada no jardim. Eles brincaram lá durante um bom tempo, jogando bolas de neve um no outro na maior algazarra e depois ninguém mais os viu, eles simplesmente sumiram Sra. Darcy.
- Sumiram?
- Será que não estão fazendo alguma travessura na ala dos quartos de hóspedes que está fechada? – perguntou Lizzy preocupada.
- Não senhora. Já revistamos a mansão inteira, eles não se encontram em parte alguma.
- Tia Lizzy, eu tenho quase certeza de que eles foram até a floresta procurar visco(*) que os empregados não conseguiram encontrar hoje de manhã para enfeitar a casa – exclamou Meg.
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(*) O visco, em inglês, [i]mistletoe[/i], é uma planta parasita que costuma crescer no alto de velhas árvores. Segundo a tradição natalina ele é pendurado no alto do batente das portas e se duas pessoas passarem juntas sob este batente elas devem se beijar.
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- Eles disseram a você que iriam fazer isto Meg? – perguntou Lizzy.
- Não me disseram nada, pois se dissessem eu iria proibi-los de ir. Estou deduzindo isto pela conversa que tivemos hoje quando os empregados voltaram sem o visco. William disse que se o tio Fitzwilliam demorasse muito a chegar não teríamos o visco para enfeitar a casa, pois o titio é o único que sabia onde encontrar viscos num velho pé de carvalho na floresta.
- Jonah ainda disse que o Natal sem visco não era Natal. – concluiu Tory.
- Meu Deus! E logo irá começar a escurecer... – exclamou a Sra. Reynolds, mas diante da palidez mortal da patroa se arrependeu imediatamente de ter feito a observação.
- Sra. Reynolds, mande chamar o Sr. Evans imediatamente. Ou melhor, eu vou até ele, precisamos organizar uma busca com urgência, se anoitecer estes meninos ficarão perdidos na floresta. E Fitzwilliam que não chega! Justo agora que preciso tanto dele.
O Sr. Evans, administrador de Pemberley, organizou rapidamente um grupo de busca que se embrenhou na floresta a procura dos meninos.
Meg e Tory bastante apreensivas tentavam disfarçar sua aflição para não preocupar ainda mais Elizabeth que pálida e nervosa andava de um lado para outro, olhando a toda hora pela janela para ver se avistava os homens trazendo de volta seus três filhos.
De repente Tory que estava sentada no parapeito de uma das janelas da sala exclamou:
- Uma carruagem está se aproximando! Acho que é papai que está chegando!
Foi com grande alívio que as três mulheres receberam a volta do Sr. Darcy que ao vê-las imediatamente percebeu que estava acontecendo algo errado.
- O que se passa nesta casa? É véspera de Natal e ainda não enfeitaram a casa!
Lizzy se jogou nos braços do marido e começou a chorar copiosamente dando vazão ao desespero que tomava conta dela. O Sr. Darcy tomou a esposa nos braços e tentou acalmá-la passando as mãos em suas costas.
- Calma, Lizzy, seja o que for vamos resolver. Acalme-se.
- Papai, mamãe está desesperada porque os meninos sumiram. – disse Tory.
- Sumiram?
- Depois do almoço eles pediram para tia Lizzy deixá-los brincar na neve no jardim. Brincaram lá por algum tempo e depois ninguém mais os viu. Já revistaram a casa inteira e eles não estão em parte alguma. – explicou Meg.
- Estamos achando que eles foram ao bosque atrás de visco. O Sr. Evans e uns homens já saíram a procura deles. – completou Tory.
- Lizzy, meu amor, fique calma. Espero que o Evans já os tenha encontrado, mas eu também vou a procura deles. – depositando um beijo na testa de Lizzy, o Sr. Darcy saiu apressadamente dizendo para as meninas – Procurem acalmar Lizzy, logo estarei de volta com nossos fujões.
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Meg havia concluído corretamente, William, Jonah e Frank haviam se embrenhado na densa floresta que cercava Pemberley, a procura do velho pé de carvalho que o pai lhes mostrara nos freqüentes passeios que faziam juntos, na certeza de nele encontrar belos cachos de visco.
Por fim, após alguma procura acabaram encontrando a velha árvore. William subiu nela com dificuldade, pois uma espessa camada de neve havia se acumulado em seus galhos, tornando-a úmida e escorregadia. Ele alcançou e arrancou um belo cacho de visco e desceu do carvalho cuidadosamente carregando seu troféu.
- Mamãe e as meninas vão ficar muito felizes quando virem o visco que nós arrumamos para pendurar sobre a porta da sala. – disse William orgulhoso aos irmãos menores.
- E papai vai ficar orgulhoso do nosso feito! Agora vamos aproveitar e ir até a cabana de caça é logo ali. – disse Jonah.
A velha cabana de caça sempre exercera fascínio sobre os meninos que a imaginavam como cenários para suas aventuras sempre mirabolantes. Ela servira de residência para o guarda da floresta, que tinha por função tomar conta da floresta impedindo que intrusos viessem caçar naquelas terras. Atualmente, ela se encontrava desabitada, pois a função de guarda fora extinta pelo pai do Sr. Darcy.
A cabana era uma construção de pedra simples e sólida com telhado de colmo. Ela continuava tendo sua utilidade, agora servia de base para os caçadores na temporada de caça e de abrigo se alguém eventualmente fosse pego nas proximidades durante uma forte chuva ou nevasca.
- Acho melhor a gente voltar para casa, já deve estar quase na hora de começar a enfeitar a casa para o Natal. A mamãe vai ficar preocupada se a gente demorar. – ponderou William.
- Não, vamos até lá, só dar uma olhada já que estamos tão perto, é rápido. – retrucou Jonah que era o mais aventureiro dos três irmãos e o que costumava inventar e liderar as travessuras.
Ao entrarem na velha cabana, examinaram tudo com olhos fascinados até Jonah encontrou num canto uma grande quantidade de ouriços de castanhas já secos e as gordas frutas arrebentando de seu casulo.
- Que lindas castanhas! Devem estar deliciosas, vamos fazer um fogo e assá-las. – disse Jonah entusiasmado – Os empregados deixaram lenha cortada e os fósforos estão ali naquela caixa.
Os meninos acederam um belo fogo na velha lareira e assaram as gordas castanhas e se divertiram comendo-as e relembrando suas aventuras infantis, esquecidos completamente do tempo.
De repente a porta da cabana se abriu violentamente, assustando os três meninos que se levantaram de supetão quando viram o Sr. Darcy que parecia ameaçador na soleira da porta.
- Eu quero saber que diabos estão fazendo aqui? Vocês querem matar a todos de preocupação? Não bastam as travessuras que aprontam em casa?
- Papai, nós encontramos castanhas e estávamos assando e comendo. Estão uma delícia!
- Pois podem apagar o fogo e vamos embora imediatamente. Sua mãe está aos prantos em casa e todos estão preocupados achando que aconteceu o pior com vocês. A travessura de hoje vai merecer um castigo exemplar!
Os meninos se entreolharam assustados e obedeceram imediatamente o pai a quem respeitavam e temiam, apesar dele nunca lhes aplicar corretivos físicos, como fazia a grande maioria dos pais naquela época.
Lá fora dois empregados que o Sr. Darcy havia encontrado pelo caminho e haviam vindo juntos com ele, os aguardavam. William e Jonah montaram cada um junto com um dos empregados enquanto o Sr. Darcy carregou o pequeno Frank de volta a casa.
A chegada do Sr. Darcy e dos filhos foi saudada com muita alegria pelas mulheres da família e pelos empregados, demonstrando que os meninos apesar de suas peraltices eram muito queridos por todos.
Lizzy ria e chorava de alegria e alívio, em sua aflição de mãe, ela não parara de pensar em seus meninos perdidos no bosque sendo atacados por lobos famintos e outras terríveis tragédias.
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- Não preciso dizer que vocês três erraram ao saírem para a floresta sem avisar e pedir autorização a sua mãe. Causaram muita preocupação e transtorno para todos num dia em que deveriam estar tranqüilos e alegres se preparando para as comemorações do Natal.
- Desculpe papai. A gente sabe que errou, mas tivemos a idéia de procurar o visco, ficamos entusiasmados e nos esquecemos de avisar a mamãe. – disse William o mais corajoso em enfrentar a ira paterna.
- Então concordam que merecem um bom castigo pelo erro que cometeram.
- Sim. – respondeu um coro pouco entusiasmado diante do castigo que estava por vir.
- Já decidi o castigo que receberão. Vou tirar de vocês o que mais gostam de fazer no inverno. Todas as brincadeiras na neve estão proibidas de agora até o final do mês de janeiro.
- Papai, por favor, nos dê outro castigo, a gente só pode brincar na neve nesta época do ano. – argumentou Jonah num tom de desespero, pois as brincadeiras de inverno eram simplesmente maravilhosas.
- Depois do que fizeram ainda acham que têm condições de me pedir para mudar o castigo? Será que vocês não perceberam a gravidade do ato que cometeram? Já pensaram o que teria acontecido se uma nevasca tivesse pego vocês na floresta? Poderiam ter morrido perdidos em meio a neve. Muito bem, este será o castigo de vocês e não se fala mais nisto. Espero que não se esqueçam da lição.
Os três baixaram suas cabeças e se calaram, diante da inutilidade de questionar o castigo imposto pelo pai. Restava cumpri-lo.
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O Natal como sempre foi uma comemoração alegre e festiva em Pemberley, com cantos natalinos, deliciosas comidas e troca de presentes. Para o casal Darcy ele teve um sabor especial porque nada havia acontecido aos filhos, além do susto que a aventura deles na véspera havia causado.
Os meninos confinados à mansão devido ao castigo paterno olhavam pela janela a neve que este ano parecia mais convidativa e bonita do que nunca.
- Will sabe o que estou pensando? Já que papai nos proibiu de brincar na neve, que tal se deslizássemos pela escada com aquela velha bandeja de prata como se estivéssemos deslizando de trenó na neve?
- Você acha que daria certo?
- Deve dar. O velho Sr. Flint, aquele empregado que brincava com o vovô, disse que eles costumavam usar uma grande bandeja para deslizar pela escada. Vamos tentar se eles brincavam com certeza deve ser muito divertido.
Logo os meninos estavam descendo uma das escadarias secundárias da mansão utilizada para serviços sentados na velha bandeja, que era larga o suficiente para acomodar um deles. Eles se seguravam na alça da bandeja e escorregavam escada abaixo até o primeiro patamar, aí com o auxílio das pernas e dos pés chegavam até a beira do outro lance de escadas e a desciam com toda velocidade o segundo lance.
A algazarra e gritaria que faziam logo chamaram a atenção dos empregados que foram alertar os patrões para o perigo da brincadeira.
Elizabeth e o Sr. Darcy que estavam tranquilamente tomando chá saíram correndo para o local indicado pelo empregado a tempo de ver Jonathan aos gritos deslizando escada a baixo enquanto William e o pequeno Frank aplaudiam.
- Eu não sei mais o que faço com vocês três! Acho que o único jeito de fazê-los se comportar será amarrá-los ao pé da cama o dia inteiro, cada um em um quarto para pararem de fazer travessuras perigosas. – esbravejou o Sr. Darcy.
- Era preferível que eles brincassem na neve que nesta escada, eles poderiam ter batido a cabeça nos balaustres e se ferido gravemente. Meu Deus! Às vezes penso que vou enlouquecer com estes meninos. – arrematou Lizzy.
- Quero cada um de vocês em seus respectivos quartos enquanto vou pensar num castigo para vocês.
Após os meninos terem se retirado cabisbaixos. Lizzy se voltou para o marido dizendo:
- Fitzwilliam, por favor, retire este castigo dos meninos não poderem brincar na neve. Eles têm energia demais para ficarem trancados o dia inteiro dentro de casa.
- E o que você sugere que eu faça? Você há de concordar comigo que eles merecem ser castigados, não vai querer que o que fizeram na véspera do Natal seja esquecido sem um corretivo.
- Sim, merecem ser castigados, mas não impeça as atividades ao ar livre parecem que eles se tornam impossíveis quando ficam trancados o dia inteiro dentro de casa sem terem onde gastar toda a energia que têm. Meu medo é que eles inventem uma brincadeira perigosa como esta de deslizar numa bandeja pela escadaria e acabem se machucando gravemente. Vamos substituir o castigo... Olhe... e se eles fossem proibidos de comer doces durante o mês de janeiro. Será um bom castigo, não acha? Você sabe como eles simplesmente adoram comer doces até brigam por causa deles.
O Sr. Darcy achou a substituição do castigo razoável e assim ficou decidido que os meninos estavam proibidos de saborear qualquer dos deliciosos doces que a cozinheira costumava preparar para as diversas refeições.
O que o Sr. Darcy e Lizzy jamais ficaram sabendo era que durante aquele mês houve constantes furtos na dispensa da cozinha de Pemberley, biscoitos, grandes pedaços de bolos, tortas e pães doces sumiram misteriosamente na calada da noite.
A bondosa cozinheira nunca relatou estes desaparecimentos, nem à governanta, nem à Sra. Darcy, acobertando com um sorriso complacente as travessuras dos pequenos. Ela pensava consigo mesma, afinal onde já se viu impedir aqueles meninos queridos de comerem os doces que ela preparava com tanto amor e de que eles gostavam tanto, deixando-a sempre orgulhosa de seus excelentes dotes culinários.
Fim
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