Nota da autora: Gostaria de ter colocado o vídeo com o Elvis Costello cantando “She”, que é o original do filme, mas infelizmente não consegui encontrar no You Tube, a Warner detentora dos direitos autorais não permite. Por isto coloquei esta versão com o Charles Aznavour que também canta lindamente com seu charmoso sotaque francês. Espero que gostem.
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Nosso namoro durou pouco. Não se assustem, não terminamos. William e eu decidimos apressar nosso casamento porque estava difícil suportar a pressão da mídia que nos perseguia em toda parte, queríamos levar uma vida relativamente normal como qualquer casal.
Conheci os Darcy. O pai, a mãe e a única irmã dele, Georgiana. Nos nossos primeiros encontros senti certa reserva dos pais dele, eles pareciam estar me observando e analisando, mas sempre me trataram com educação e cortesia. Quanto à Georgiana me recebeu muito bem, é uma garota alegre, simpática e espontânea.
Não demorou para que os Darcy me aceitassem. Quando William anunciou que iríamos casar, eles pareceram felizes e aliviados, acredito que temiam que ele acabasse escolhendo para esposa alguma atriz ou aspirante a atriz que expusesse a família a escândalos. Afinal, seria melhor vê-lo casado com uma jovem da classe média inglesa que não tinha pretensão alguma ao estrelato.
O casamento se realizou no Derbyshire, na propriedade dos Darcy, Pemberley, numa tentativa frustrada de evitar a mídia. Eles compareceram em peso tumultuando a pequena Lambton com seus imensos caminhões de reportagem. Mas tudo correu lindamente com a presença de nossas famílias e amigos.
A pessoa mais feliz, além de William e eu, era minha mãe que não cabia em si de felicidade e orgulho de ver uma de suas filhas fazer um belíssimo casamento em todos os sentidos.
Não vou dizer que foi fácil me adaptar a minha nova vida de esposa de um ator famoso de Hollywood, principalmente por causa do assédio da mídia que estava curiosa em saber tudo a respeito da garota que havia ganhado o coração de um dos solteiros mais cobiçados do Reino Unido.
Estamos morando em Londres onde William comprou uma casa na vizinhança de um parque particular, parecido àquele em que nos beijamos pela primeira vez. Sempre que podemos vamos lá tomar sol, passear e simplesmente não fazer nada.
Continuo proprietária da livraria em Notting Hill, vou lá todos os dias, mas trabalho apenas algumas horas por dia, contratei uma gerente e uma vendedora.
Estou esperando nosso primeiro filho. Aproveitei para engravidar logo porque William queria poder curtir minha gravidez junto comigo neste ano em que ele estava dando uma pausa em sua agenda de filmagem. É muito bom tê-lo ao meu lado a maior parte do tempo. Estou vivendo a fase mais feliz de minha vida.
O amor deu um significado único que não havia antes em nossas vidas e espero que ele nos sustente juntos para sempre.
Agora que vocês sabem que estou bem e feliz. Vou dar notícias de como estão os demais personagens de minha estória.
Mary está namorando um professor de História Medieval da Universidade de Londres. Um intelectual que combina com ela em tudo, parece que foi o encontro de almas gêmeas. Ela o conheceu quando estava fazendo suas pesquisas para o segundo romance que está escrevendo. A propósito, o primeiro não foi o esperado [/i]best seller[/i], porém não foi um fracasso de vendas, tanto que a editora irá editar seu segundo romance. Sinal de que acreditam no potencial dela.
Charlotte e Collins também se casaram, só não cumpriram a promessa de não brigarem mais. Brigam como cão e gato, mas não conseguem viver longe um do outro.
Jane e Charles tiveram outro menino, Joseph. Não preciso dizer: lindo e loiro.
- Este é um ótimo pretexto para termos mais um filho. – diz o sempre bem humorado Charles.
Eu aconselhei a Jane que se na terceira tentativa vier novamente um menino, ela não imite nossos pais tentando ter uma menina e acabe formando um quinteto de meninos, se bem que as futuras gerações de mulheres só teriam a agradecer a ela e Charles por terem colocado cinco belos rapazes no mundo.
Lydia e Kitty continuam aprontando das suas sob o olhar condescendente de minha mãe que continua sofrendo dos nervos por causa delas. Nada mudou na tumultuada casa dos Bennet.
Fim
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