Epílogo
Quatro anos depois...
A primavera estava chegando ao seu final, no ar o perfume das flores do jardim se mesclavam exalando um cheiro adocicado no ar. O zunido dos inúmeros insetos e passarinhos pareciam uma sinfonia estranhamente harmônica em sua cacofonia.
O Sr. Darcy sentado numa poltrona que um criado trouxera especialmente para ele e a colocara próxima a uma fonte de pedra tinha em seu colo algumas flores que a neta estava colhendo.
A pequena Mary Elizabeth pulava alegre entre os canteiros de flores, a cada flor que ela colhia ela trazia correndo para o avô segurar.
- Não corra Lizzie, você vai cair e se machucar. – alertou o avô.
Aos três anos, a menina era uma miniatura de sua mãe Mary, os cabelos ruivos, olhos verdes, as feições bem feitas e delicadas de uma boneca. O nascimento dela enchera Pemberley de alegria. Era certo que o Sr. Darcy amava a todos os seus netos, mas a pequena Lizzie tinha um lugar especial no coração dos avós Darcy. Ela era a única de seus netos que nascera em Pemberley e que convivia com eles desde então.
- Lizzie, para quem são estas flores que você está colhendo hoje?
- Elas são todas para o senhor, vovô.
- Pensei que fossem para sua mãe ou para sua avó.
- Eu já dei para elas ontem. Hoje são todas para o senhor.
- Muito obrigada, minha princesa.
- Vamos colocar num vaso para enfeitar o seu escritório vovô.
O Sr. Darcy observava a neta com os olhos cheios de amor, enquanto ela voltava à colheita das flores.
A expectativa da visita de todos os filhos, genros, noras e netos, que vinham a Pemberley visitá-lo como faziam todos os anos durante o verão, deixava o velho Sr. Darcy emotivo.
Ele pensava nos estranhos e muitas vezes tortuosos caminhos que Deus preparava para chegarmos à compreensão daquilo que realmente importa na vida.
Quando Frank se casara com Mary Webber, o Sr. Darcy não demonstrou, nem mesmo para sua esposa Lizzy, o quanto esta união o contrariava. Este casamento estava completamente fora dos altos padrões que ele idealizara para Frank, afinal o filho embora não fosse o herdeiro era um belo partido, possuía suas próprias terras e era um rapaz bem educado e bonito. O tempo, entretanto, se encarregou de mostrar que o Sr. Darcy mais uma vez se equivocara.
Mary revelara ser a esposa perfeita para Frank. Era visível o amor que sentiam um pelo outros. Ambos compartilhavam o amor pelo campo e viviam felizes em Pemberley, não se interessavam em buscar prazeres mundanos em Londres, nestes cinco anos em que estavam casados haviam ido à capital apenas uma única vez e voltado antes do prazo estipulado.
A companhia de Mary amenizara a solidão de Lizzy. As duas mulheres haviam se tornado amigas inseparáveis. E Mary revelou ser uma enfermeira devotada todas as vezes que Lizzy ficava doente, cuidando da sogra com desvelo de uma filha.
O Sr. Darcy consciente de que Pemberley pertencia por direito inalienável, segundo as leis britânicas, a seu filho primogênito William decidiu de comum acordo com este que Frank tivesse o usufruto da propriedade ancestral da família enquanto vivesse, apenas após sua morte, Fitzwilliam Darcy, o filho mais velho de William e Lady Patricia herdaria Pemberley.
- Acho justo que Frank fique em Pemberley enquanto viver, afinal é ele quem administra e trabalha duro para manter esta propriedade próspera e bela. Sei que ele ama Pemberley, mais do que qualquer um de nós. Eu sou obrigado a passar praticamente o ano inteiro em Londres cuidando de nossos negócios e ainda tenho a propriedade de Holbury Hall que Patricia trouxe como dote de casamento para cuidar. Deixo Pemberley aos cuidados de Frank de bom grado. – ponderou William quando o pai lhe contou sua decisão.
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Nota da autora: Não darei detalhes dolorosos, mas apenas dizer que Frank e Mary tiveram três lindas meninas que ao seu tempo cresceram e se casaram. Frank ficou até o fim de seus dias em Pemberley, conforme foi desejo de seu pai, somente então, a bela e próspera propriedade da família Darcy passou para seu sobrinho Fitzwilliam Darcy.
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