Citações

Minhas ambições são modestas. Quero ser feliz como todo o mundo. (Jane Austen)

Pronta para Amar Novamente - Cap 08

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Em Pemberley Darcy e Lizzy já estavam deitados. Darcy já dormia profundamente, Lizzy ainda estava acordada, há alguns dias ela já vinha sentindo dores, mas não tão fortes e freqüentes como a que ela estava sentindo, estava tão amedrontada, mas como ainda faltavam alguns dias para a data prevista para o parto ela achou que logo passaria e que era um alarme falso. Segurou o máximo que pôde, mas não suportando mais a dor, e ao perceber um liquido escorrendo por suas pernas, ela gritou:

 

- Darcy! Acorde pelo amor de Deus!

 

- Lizzy o que houve? – perguntou ele ainda sonolento, e vendo o choro de Lizzy ele continuou – Meu amor por que você está chorando?

 

- Estou sentindo muita dor, me ajude.

 

- Dor?! Lizzy mais ainda faltam alguns dias para o bebê nascer?

 

- Diga isso a ele, Darcy me ajude, não agüento mais.

 

- Eu.. eu... Vou chamar a Sra. Lews.

 

- Não! Por favor, não me deixe sozinha!

 

- Meu amor eu preciso chama - lá e mandar chamar o médico, fique calma, eu já volto, deite-se.

 

- Por favor, não me abandone, prometa que você volta.

 

- Eu jamais abandonarei vocês.

 

- Mande Chamar Jane.

 

- Farei isso, agora fique calma.

 

Darcy desceu as escadas quase correndo, bateu desesperadamente na porta do quarto da Sra. Lews e pediu para que ela subisse para ficar com Lizzy enquanto ele pediria para um criado avisar Charlles e Jane e em seguida buscar um médico. A Sra. Lews, chamou mais duas criadas para ajudá-la, depois subiu e encontrou uma amedrontada Sra. Darcy. Lizzy implorava a presença do marido, os esforços da pobre Senhora foram em vão, pois Lizzy estava irredutível, então ela desceu e encontrou Darcy ainda dando as instruções para o criado, ela esperou ele terminar, então falou:

 

- Sr. Darcy a Sra. Elizabeth exige sua presença.

 

- Como ela está?

 

- Ela está bem, está em trabalho de parto. Perdoe-me, mas sinceramente acho que sua presença a deixará mais nervosa, além do mais é descabível Senhor

 

- Eu a entendo Sra. Lews, mas desta vez não seguirei as normas, minha mulher colocará nosso filho no mundo, e ela está com medo, e eu quero e vou estar do lado dela neste momento.

 

- Então vamos, mas peço que o Senhor acalme-se, se ficar nervoso de nada adiantará sua presença.

 

Os dois subiram e Lizzy estava deitada na cama chorando e sentindo muita dor, as criadas já haviam preparado-a para o parto. Darcy se aproximou, beijou a testa de Lizzy, segurou em sua mão, apertou firme e falou:

 

- Estou aqui meu amor, ficarei ao seu lado.

 

- Ainda bem que você está comigo, Darcy estou com medo.

 

- Meu amor você precisa ser corajosa, por nosso bebê, ele precisa de você.

 

- Mas se eu não conseguir?

 

- Consegue sim, você é minha Lizzy, forte e corajosa.

 

- Sr. Darcy acho melhor não esperarmos o médico, pois o parto já está bem adiantado, não dará tempo.

 

- Faça o que tiver que fazer Sra. Lews.

 

A Sra. Lews conduziu o parto, Darcy ficou todo o tempo segurando a mão de Lizzy, dando força a ela. Lizzy já não tinha mais forças, encorajada por Darcy ela tentou mais uma vez e de repente ecoou por toda Pemberley um choro forte de criança.

 

- Lizzy você conseguiu meu amor, nosso bebê nasceu.

 

- Quero vê-lo Darcy, é menino ou menina? – Ela falou entre lágrimas.

 

Darcy se aproximou da Sra. Lews, esta lhe mostrou a criança, Darcy com lágrimas nos olhos de emoção pegou a criança nos braços, e se aproximou de Lizzy.

 

- Então Darcy, é um menino ou menina?

 

- É um lindo menino meu amor.

 

- Deixe-me vê-lo, por favor, como vamos chamá-lo? – perguntou ela enquanto acariciava o rosto do bebê.

 

- Daremos o nome que você escolher.

 

- O que você acha de Edward?

 

- É um belo nome, assim como ele. Lizzy você hoje me fez o homem mais feliz do mundo. Eu a amo Sra. Darcy – disse ele beijando levemente os lábios de sua amada.

 

Uma criada veio avisar que o medico havia chegado, a Sra. Lews o fez entrar, este começou a examinar Lizzy e o bebê.

 

 

Georgiana procurou Ian por toda a casa, como não o encontrou, dirigiu-se até a varanda e viu seu amor sozinho, com o olhar fixo para o céu, ela respirou fundo e criou coragem para falar com ele, quando estava prestes a falar com ele foi interrompida por Jane.

 

- Georgiana, estava lhe procurando.

 

- O que aconteceu Jane? Você parece aflita.

 

- Lizzy entrou em trabalho de parto.

 

- Como assim?

 

- Um criado veio nos avisar, a mando de Darcy. Meu Deus minha irmã precisou de mim e eu não estava lá para ajudá-la.

 

- Acalme-se Jane, tudo acabará bem.

 

- Vamos embora, onde está Ian?

 

- Ela está na varanda vou avisá-lo.

 

- Eu estarei esperando vocês na carruagem, Charlles já esta lá nos esperando, por favor, apressem-se.

 

Georgiana foi na direção de Ian, teria que adiar a conversa entre eles, só temia que não fosse tarde de mais, mas agora Lizzy e o bebê eram mais importantes. Aproximou-se dele e tocou suavemente em seu ombro, ele virou-se e ao vê-la falou:

 

- Senhorita Georgiana, que bom vê-la, eu preciso falar com a Senhorita...

 

- Ian, precisamos ir, Lizzy está dando a luz neste momento.

 

- Sim vamos, onde estão Jane e Charlles? – A sua ultima tentativa teria que ser adiada.

 

- Eles já estão nos esperando, vamos nos despedir dos anfitriões e partir imediatamente.

 

Ian e Georgiana explicaram e se despediram dos James, e seguiram em direção a carruagem, mas ao chegarem lá, Jane e Charlles já haviam partido, Georgiana se desesperou.

 

- E agora Ian, como vamos para casa?

 

- Acalme-se, eu darei um jeito.

 

- Mas que jeito? Não quero alardear as pessoas.

 

- Fique aqui vou ver o que posso conseguir.

 

Depois de alguns minutos Ian voltou com um cavalo, que conseguiu com um criado da casa.

 

- Desculpe Georgiana, mas foi o que pude conseguir.

 

- Mas, vamos nós dois em um cavalo?

 

- Sim, algum problema?

 

- É que... Não é apropriado.

 

- Não se preocupe, eu jamais me aproveitaria da Senhorita, e lhe garanto que se houvesse outro meio eu o usaria, mas para o momento é o que temos. Sou um cavalheiro.

 

- Eu não duvido do Senhor

 

- Se preferir vou sozinho e peço para uma carruagem vir buscá-la.

 

- Não! Eu quero está ao lado de meu irmão e de Lizzy.

 

Ian subiu Georgiana na frente da sela, e subiu em seguida, Georgiana estremeceu ao sentir os braços fortes de Ian enlaçando sua cintura, ela podia sentir a respiração dele em seu pescoço, essa proximidade a perturbava e ao mesmo tempo aflorava nela os sentimentos mais diversos, ela se sentia incapaz de falar qualquer coisa, pois estava imóvel.

 

Ian sentia vontade de abraçá-la, beija-la. O cheiro dos cabelos dela o inebriava como ele a amava como a desejava, mas tinha que se controlar, pois era um cavalheiro, e a situação não era propícia para esta conversa.

 

Em Pemberley, Jane e Charlles entraram no quarto onde o bebê dormia tranquilamente, Lizzy estava deitada e Darcy sentado na cama ao seu lado.

 

- Lizzy minha irmã perdoe-me por não estar ao seu lado quando você mais precisou de mim.

 

- Que bobagem Jane, nós não poderíamos imaginar que Edward estava apressado para nascer.

 

- Edward! É um menino? Darcy parabéns ele é lindo. Mas eu deveria esta ao seu lado.

 

- Não se preocupe Darcy a substituiu muito bem.

 

- Darcy! Então quer dizer que meu amigo ficou aqui com você? Darcy você sempre me surpreendendo. Não sei como não desmaiou. – brincou Charlles

 

- Não ria Charlles, sempre fui mais corajoso que você. Foi o momento mais lindo e sublime que eu já vivi. Quero sempre repetir. Onde estão Georgiana e Ian?

 

- Desculpe Darcy, mas Jane estava tão aflita e eles estavam demorando nas despedidas e explicações de nossa saída repentina, que ela me fez vir, mas eu já mandei a carruagem de volta para pega-los, eles devem estar chegando.

 

Neste momento, Georgiana e Ian chegavam a Pemberley, ele desceu do cavalo e a ajudou a descer, pegou-a pela cintura e a fez descer, a proximidade foi tanta, que seus rostos ficaram quase colados, quase culminado num beijo, Georgiana estava pronta para não resistir e se entregar ao momento, mas Ian a muito custo se afastou e disse:

 

- Não se preocupe, não farei nada sem seu consentimento, eu a amo, e consequentemente a respeito, acho melhor subirmos.

 

Eles se afastaram e entraram em casa. Georgiana não entendeu a atitude de Ian, ficou confusa, mas não questionou. Eles subiram e entraram no quarto, Georgiana tentou disfarçar a máximo o seu incomodo pelo ocorrido, e todos naquela noite contemplaram o herdeiro de Pemberley.

 

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