Capítulo II
*
*
As listas...
*
*
Lizzy...
Nem preciso dizer que fiquei grudada no telefone esperando uma ligação que nunca aconteceu. A cara de pena das minhas irmãs e da Charlotte eram iguais a uma faca afiada em meu peito, pois a coisa que eu sempre odiei é que sentissem pena de mim.
Durante uma semana fiquei insuportável, eu seria capaz de arrancar a cabeça de qualquer um que ousasse comentar algo a respeito ou sequer mencionar o nome George wickham; infelizmente pra ele, William ignorou a lei do silêncio.
- Não acredito que você não vai ao cinema conosco, Lizzy! – ele falou pela milésima vez em uma ensolarada tarde de sexta.
- Não estou a fim, já disse. Podem ir sem mim. – respondi completamente mal humorada.
- Ele não vai ligar. Para com isso!
- E quem te falou que eu estou esperando ele ligar? Simplesmente não quero ir e pronto.
- Eu não vou mais insistir.
- Alguém pediu?
- Ta legal. Você é mesmo uma idiota.
- Sai já do meu quarto, Will! – gritei.
Para sorte dele, antes que o objeto lançado por mim o atingisse, ele já tinha fechado a porta atrás de si.
Após quase duas semanas sem o bendito telefonema, resolvi esquecer e tomar atitudes mais animadoras. Naquela noite estava me arrumando para uma balada quando Lydia e Char entraram no quarto.
- Ainda vai demorar muito? – Lydia perguntou irritada.
*
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As listas...
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Lizzy...
Nem preciso dizer que fiquei grudada no telefone esperando uma ligação que nunca aconteceu. A cara de pena das minhas irmãs e da Charlotte eram iguais a uma faca afiada em meu peito, pois a coisa que eu sempre odiei é que sentissem pena de mim.
Durante uma semana fiquei insuportável, eu seria capaz de arrancar a cabeça de qualquer um que ousasse comentar algo a respeito ou sequer mencionar o nome George wickham; infelizmente pra ele, William ignorou a lei do silêncio.
- Não acredito que você não vai ao cinema conosco, Lizzy! – ele falou pela milésima vez em uma ensolarada tarde de sexta.
- Não estou a fim, já disse. Podem ir sem mim. – respondi completamente mal humorada.
- Ele não vai ligar. Para com isso!
- E quem te falou que eu estou esperando ele ligar? Simplesmente não quero ir e pronto.
- Eu não vou mais insistir.
- Alguém pediu?
- Ta legal. Você é mesmo uma idiota.
- Sai já do meu quarto, Will! – gritei.
Para sorte dele, antes que o objeto lançado por mim o atingisse, ele já tinha fechado a porta atrás de si.
Após quase duas semanas sem o bendito telefonema, resolvi esquecer e tomar atitudes mais animadoras. Naquela noite estava me arrumando para uma balada quando Lydia e Char entraram no quarto.
- Ainda vai demorar muito? – Lydia perguntou irritada.
- Nós vamos nos atrasar, Lizzy. O pessoal está nos esperando. – Char completou impaciente – E você ainda nem está vestida.
- Podem ir andando. – comentei por cima do ombro enquanto começava a me maquiar – Eu vou com o Will.
- E por que não falou logo?! – Lydia se aborreceu, mas eu a ignorei. – Vamos Charllote.
- Já estou indo. – ela falou enquanto Lydia saia do quarto. – Pode me contar o que está havendo? – perguntou quando estávamos sozinhas.
- Como assim?
- Desde quando você se maquia desse jeito e alisa os cabelos?
Me olhei no espelho e quase não me reconheci; os cachos sumiram dando lugar a um cabelo liso; os olhos marcados e a sombra forte davam um tom mais maduro ao meu rosto. Desviei os olhos para Char e sorri impaciente.
- Você não estava com pressa?
- Ta bom. Se não quer falar tudo bem, mas só tenha cuidado para não se machucar.
Fingi ignorar o que ela falou e continuei me maquiando; mas ao me ver sozinha, pensei no que estava fazendo. Durante quase duas semanas a idéia fixa de que George me achava sem graça e infantil, martelava em minha cabeça; certamente ele não quis perder tempo com uma criança. Afastei tais pensamentos e continuei com o plano: mudar meu visual e parecer mais mulher e sexy.
Depois de alguns minutos ouvi a voz tímida do Will invadindo minha sala. Como sempre, meu pai capturou a atenção dele; eles se davam super bem, mais até do que nós dois, pois eles nunca brigaram, já eu e Will...
- Estou indo, Will! – gritei enquanto corria para a cama onde minhas roupas estavam.
**************
- Podem ir andando. – comentei por cima do ombro enquanto começava a me maquiar – Eu vou com o Will.
- E por que não falou logo?! – Lydia se aborreceu, mas eu a ignorei. – Vamos Charllote.
- Já estou indo. – ela falou enquanto Lydia saia do quarto. – Pode me contar o que está havendo? – perguntou quando estávamos sozinhas.
- Como assim?
- Desde quando você se maquia desse jeito e alisa os cabelos?
Me olhei no espelho e quase não me reconheci; os cachos sumiram dando lugar a um cabelo liso; os olhos marcados e a sombra forte davam um tom mais maduro ao meu rosto. Desviei os olhos para Char e sorri impaciente.
- Você não estava com pressa?
- Ta bom. Se não quer falar tudo bem, mas só tenha cuidado para não se machucar.
Fingi ignorar o que ela falou e continuei me maquiando; mas ao me ver sozinha, pensei no que estava fazendo. Durante quase duas semanas a idéia fixa de que George me achava sem graça e infantil, martelava em minha cabeça; certamente ele não quis perder tempo com uma criança. Afastei tais pensamentos e continuei com o plano: mudar meu visual e parecer mais mulher e sexy.
Depois de alguns minutos ouvi a voz tímida do Will invadindo minha sala. Como sempre, meu pai capturou a atenção dele; eles se davam super bem, mais até do que nós dois, pois eles nunca brigaram, já eu e Will...
- Estou indo, Will! – gritei enquanto corria para a cama onde minhas roupas estavam.
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Darcy...
Como sempre acontecia, o Sr. Bennet me deixou a par de toda a tabela do campeonato inglês de futebol. Eu sentia que ele me tinha como um filho e que confiava em mim para cuidar da Lizzy; e eu a protegeria sempre, até com minha vida.
Ouvi quando ela avisou que já vinha e fiquei ouvindo atentamente a Sra. Bennet falar do sucesso de Jane como advogada de um importante escritório da cidade e quanto Lydia teria um brilhante futuro na carreira de atriz, essas coisas, o de sempre: ela estava me enlouquecendo enquanto o Sr. Bennet me olhava penalizado. Já estava impaciente quando eles se retiraram para o quarto me deixando sozinho na sala, esperando.
Quando ela finalmente apareceu na sala, precisei me segurar para não declarar minha surpresa. Não que ela estivesse feia, ao contrário, estava linda, mas não era minha Lizzy. Seguimos em silêncio e visivelmente constrangidos até a rua onde minha velha moto esperava.
- O que foi? – ela me perguntou impaciente diante do meu olhar curioso.
- O que você fez? Quer dizer, por quê? – perguntei sem conseguir me expressar direito.
- Está tão ruim assim? – a expressão dela era apreensiva e desanimada.
- Não! Você está linda... Só que... Não é você, só isso. Mas ainda não me respondeu; por quê?
- Eu só queria mudar. Cansei daquele visual sem graça; os homens não gostam daquilo.
- Eu gosto mais de você como se vestia antes.
- Ah Will! Você não conta.
- Por quê? Acaso não sou homem? – a pergunta saiu mais agressiva do que deveria.
- Não, não é. Você é meu amigo e sua opinião não conta. Agora vamos logo.
Coloquei o capacete e vi ela fazer o mesmo, ambos emburrados agora. Quando chegamos à festa, ela desceu enquanto eu estacionava a moto.
- Então como estou? – ela perguntou quando me aproximei.
- Você não vai mesmo querer minha resposta, Lizzy.
Como sempre acontecia, o Sr. Bennet me deixou a par de toda a tabela do campeonato inglês de futebol. Eu sentia que ele me tinha como um filho e que confiava em mim para cuidar da Lizzy; e eu a protegeria sempre, até com minha vida.
Ouvi quando ela avisou que já vinha e fiquei ouvindo atentamente a Sra. Bennet falar do sucesso de Jane como advogada de um importante escritório da cidade e quanto Lydia teria um brilhante futuro na carreira de atriz, essas coisas, o de sempre: ela estava me enlouquecendo enquanto o Sr. Bennet me olhava penalizado. Já estava impaciente quando eles se retiraram para o quarto me deixando sozinho na sala, esperando.
Quando ela finalmente apareceu na sala, precisei me segurar para não declarar minha surpresa. Não que ela estivesse feia, ao contrário, estava linda, mas não era minha Lizzy. Seguimos em silêncio e visivelmente constrangidos até a rua onde minha velha moto esperava.
- O que foi? – ela me perguntou impaciente diante do meu olhar curioso.
- O que você fez? Quer dizer, por quê? – perguntei sem conseguir me expressar direito.
- Está tão ruim assim? – a expressão dela era apreensiva e desanimada.
- Não! Você está linda... Só que... Não é você, só isso. Mas ainda não me respondeu; por quê?
- Eu só queria mudar. Cansei daquele visual sem graça; os homens não gostam daquilo.
- Eu gosto mais de você como se vestia antes.
- Ah Will! Você não conta.
- Por quê? Acaso não sou homem? – a pergunta saiu mais agressiva do que deveria.
- Não, não é. Você é meu amigo e sua opinião não conta. Agora vamos logo.
Coloquei o capacete e vi ela fazer o mesmo, ambos emburrados agora. Quando chegamos à festa, ela desceu enquanto eu estacionava a moto.
- Então como estou? – ela perguntou quando me aproximei.
- Você não vai mesmo querer minha resposta, Lizzy.
- Por favor, Will, é importante seu chato. Rosto, maquiagem e cabelo? – ela insistiu já fazendo dengo.
- Legal. – respondi fingindo desdém.
- Will!
- Ta bom. Linda. Satisfeita?
- Mais ou menos, mas já é um avanço. Corpo?
- Vamos entrar longo na festa, Lizzy.
- Corpo, Will.
Ela estava me torturando, era isso! Eu não queria olhar para ela com aquela calça justa e top curto; eu a estava desejando; minha vontade era pegá-la em meus braços e beijá-la com paixão e... Inferno! Antes de perder a cabeça de vez, virei meu rosto para a entrada do estacionamento. Foi então que meus olhos viram algo que definitivamente estragaria a noite de muita gente...
*****
Lizzy...
Eu conhecia bem aquele olhar e ele era sinal de que alguma coisa ia mal. O rosto pálido do Will confirmou minhas suspeitas.
- O que foi, Will?
- Nada. Vamos embora? Está festa parece que será uma chatice. – ele falou todo nervoso, mas é claro que não acreditei.
- Nós nem entramos na festa! Eu conheço esta cara, William Darcy. O que está havendo? – perguntei já me virando na direção que ele olhava.
- Droga Lizzy! Por que você é sempre tão teimosa? – esbravejou enquanto me fazia olhar para ele novamente. – Só vamos embora, por favor. – suplicou.
Sem esperar mais nada, me virei na direção que ele olhava tão angustiado e tive que me segurar nele para não cair diante do que vi. George todo sorridente com os braços envoltos em uma loira maravilhosa enquanto recebia um beijo cinematográfico. Busquei o ar com força, pois ele não circulava em meu corpo.
- Vem Lizzy; vamos embora. – ouvi a voz preocupada do meu amigo.
- Não vamos a lugar algum. – respondi engolindo o choro. – Não vou perder minha noite por causa deste idiota.
- Lizzy, não precisa fazer isso...
- Eu vou entrar agora. – completei já me dirigindo para a entrada. – Você não vem?
Voltei a caminhar rumo à boate e em poucos segundos senti os braços do Will me envolvendo pelos ombros
- Legal. – respondi fingindo desdém.
- Will!
- Ta bom. Linda. Satisfeita?
- Mais ou menos, mas já é um avanço. Corpo?
- Vamos entrar longo na festa, Lizzy.
- Corpo, Will.
Ela estava me torturando, era isso! Eu não queria olhar para ela com aquela calça justa e top curto; eu a estava desejando; minha vontade era pegá-la em meus braços e beijá-la com paixão e... Inferno! Antes de perder a cabeça de vez, virei meu rosto para a entrada do estacionamento. Foi então que meus olhos viram algo que definitivamente estragaria a noite de muita gente...
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Lizzy...
Eu conhecia bem aquele olhar e ele era sinal de que alguma coisa ia mal. O rosto pálido do Will confirmou minhas suspeitas.
- O que foi, Will?
- Nada. Vamos embora? Está festa parece que será uma chatice. – ele falou todo nervoso, mas é claro que não acreditei.
- Nós nem entramos na festa! Eu conheço esta cara, William Darcy. O que está havendo? – perguntei já me virando na direção que ele olhava.
- Droga Lizzy! Por que você é sempre tão teimosa? – esbravejou enquanto me fazia olhar para ele novamente. – Só vamos embora, por favor. – suplicou.
Sem esperar mais nada, me virei na direção que ele olhava tão angustiado e tive que me segurar nele para não cair diante do que vi. George todo sorridente com os braços envoltos em uma loira maravilhosa enquanto recebia um beijo cinematográfico. Busquei o ar com força, pois ele não circulava em meu corpo.
- Vem Lizzy; vamos embora. – ouvi a voz preocupada do meu amigo.
- Não vamos a lugar algum. – respondi engolindo o choro. – Não vou perder minha noite por causa deste idiota.
- Lizzy, não precisa fazer isso...
- Eu vou entrar agora. – completei já me dirigindo para a entrada. – Você não vem?
Voltei a caminhar rumo à boate e em poucos segundos senti os braços do Will me envolvendo pelos ombros
- Vou ficar de olhos em você. – ele falou com o sorriso que eu adorava.
- Cala a boca, Will! – respondi sorrindo.
Dentro da boate, me deixei levar pela música alegre que tocava a todo volume. Enquanto dançava, o Will me observava e não saía do meu lado, e isso já estava me deixando nervosa. O que ele achava que eu iria fazer? Ir correndo atrás do George e me jogar aos pés dele?!
Mas em um momento em que o Will foi ao banheiro, senti fortes mãos apertando meus braços; elevei o rosto em meio à escuridão da boate e me deparei com George.
- Preciso falar com você.
- Me deixa em paz, seu babaca. E onde está seu cão de guarda loiro? Ela sabe que você está aqui? – ironizei sentindo a raiva me consumir.
- Não seja infantil! Nós não tínhamos nada sério.
- Cala essa boca! – bradei, incrédula diante daquelas palavras. – Então por que você esta aqui se explicando?
- Por que eu queria que você soubesse que eu realmente sinto muito e que quero te ligar e...
- Da mesma forma que você ligou semana passada?! – ironizei – Ah, por favor! Volte para sua namorada e me deixe em paz.
- Ela não é minha namorada.
- Ah! Então deve ser mais uma idiota que caiu no seu papo. Olha eu sei que não tínhamos nada sério, mas eu acreditei em você e em tudo o que falou...
- Elizabeth. – ele me interrompeu. – Eu quero ficar com você.
Eu quase caí naquele papo mais uma vez, mas minha razão falou mais forte.
- Me solta, George e sai daqui!
Quando tentei me soltar dos braços dele, acabei me desequilibrando naquele salto altíssimo, mas o Will que chegava na hora, me segurou antes que eu atingisse o chão.
- Cara é melhor você sair daqui. – Ainda pude ouvir a voz áspera do Will antes de cair no choro.
- Elizabeth. – Wickham tentou se aproximar, mas o Will se colocou na minha frente.
- Não acha que já fez estrago demais por hoje? – Will perguntou enquanto me colocava por trás das costas dele.
- Não se meta no que não lhe diz respeito, garoto.
- Cala a boca, Will! – respondi sorrindo.
Dentro da boate, me deixei levar pela música alegre que tocava a todo volume. Enquanto dançava, o Will me observava e não saía do meu lado, e isso já estava me deixando nervosa. O que ele achava que eu iria fazer? Ir correndo atrás do George e me jogar aos pés dele?!
Mas em um momento em que o Will foi ao banheiro, senti fortes mãos apertando meus braços; elevei o rosto em meio à escuridão da boate e me deparei com George.
- Preciso falar com você.
- Me deixa em paz, seu babaca. E onde está seu cão de guarda loiro? Ela sabe que você está aqui? – ironizei sentindo a raiva me consumir.
- Não seja infantil! Nós não tínhamos nada sério.
- Cala essa boca! – bradei, incrédula diante daquelas palavras. – Então por que você esta aqui se explicando?
- Por que eu queria que você soubesse que eu realmente sinto muito e que quero te ligar e...
- Da mesma forma que você ligou semana passada?! – ironizei – Ah, por favor! Volte para sua namorada e me deixe em paz.
- Ela não é minha namorada.
- Ah! Então deve ser mais uma idiota que caiu no seu papo. Olha eu sei que não tínhamos nada sério, mas eu acreditei em você e em tudo o que falou...
- Elizabeth. – ele me interrompeu. – Eu quero ficar com você.
Eu quase caí naquele papo mais uma vez, mas minha razão falou mais forte.
- Me solta, George e sai daqui!
Quando tentei me soltar dos braços dele, acabei me desequilibrando naquele salto altíssimo, mas o Will que chegava na hora, me segurou antes que eu atingisse o chão.
- Cara é melhor você sair daqui. – Ainda pude ouvir a voz áspera do Will antes de cair no choro.
- Elizabeth. – Wickham tentou se aproximar, mas o Will se colocou na minha frente.
- Não acha que já fez estrago demais por hoje? – Will perguntou enquanto me colocava por trás das costas dele.
- Não se meta no que não lhe diz respeito, garoto.
- Está enganado. Lizzy me diz respeito sim, e se não quiser que eu quebre seu narizinho empinado, cai fora logo.
- Nossa! Tão valente o menininho. Não tenho medo de você. – Wickham o provocou.
- Não Will! – consegui segurá-lo antes que a briga começasse. – Vamos embora daqui. Esse idiota não vale à pena.
Nunca vi o Will tão furioso, praticamente tive que arrastá-lo para fora da boate. Fiquei quieta assistindo ele extravasar sua raiva chutando as coisas no meio do caminho e praguejando.
- Quero ir ao nosso lugar, Will. – pedi me encolhendo pela dor da decepção, humilhação e arrependimento.
- Vem cá, minha pequena.
Como era bom ouvir meu amigo, meu consolo, meu chão me chamando de minha pequena, e sentir os braços dele me envolvendo enquanto suas mãos acariciavam meus cabelos.
- Vem, vamos para o nosso lugar.
Subimos na moto e em poucos minutos chegamos ao nosso lugar.
Quando éramos crianças, o pai do Will faleceu e ele ficou na minha casa um tempo antes do enterro; da janela do meu quarto avistamos um antigo prédio de quatro andares que ficava na mesma rua; no alto tinha apenas uma grande caixa d’água desativada e como forma de fugir daquele momento de dor, decidimos ir até lá.
Nem a escadaria alta que levava até lá em cima, nos impediu. Eu morria de medo de altura, mas o Will segurou forte minha mão e assim subimos. Lá de cima a paz e a tranqüilidade que o silêncio trazia nos deixaram fascinados, fora que a vista do bairro era linda e claro, muito alta aos olhos de suas crianças que nunca tinha subido mais que dois andares. Desde então, este lugar passou a ser nosso; sempre que estávamos absurdamente felizes ou desgraçadamente tristes, íamos para lá.
- Nossa! Tão valente o menininho. Não tenho medo de você. – Wickham o provocou.
- Não Will! – consegui segurá-lo antes que a briga começasse. – Vamos embora daqui. Esse idiota não vale à pena.
Nunca vi o Will tão furioso, praticamente tive que arrastá-lo para fora da boate. Fiquei quieta assistindo ele extravasar sua raiva chutando as coisas no meio do caminho e praguejando.
- Quero ir ao nosso lugar, Will. – pedi me encolhendo pela dor da decepção, humilhação e arrependimento.
- Vem cá, minha pequena.
Como era bom ouvir meu amigo, meu consolo, meu chão me chamando de minha pequena, e sentir os braços dele me envolvendo enquanto suas mãos acariciavam meus cabelos.
- Vem, vamos para o nosso lugar.
Subimos na moto e em poucos minutos chegamos ao nosso lugar.
Quando éramos crianças, o pai do Will faleceu e ele ficou na minha casa um tempo antes do enterro; da janela do meu quarto avistamos um antigo prédio de quatro andares que ficava na mesma rua; no alto tinha apenas uma grande caixa d’água desativada e como forma de fugir daquele momento de dor, decidimos ir até lá.
Nem a escadaria alta que levava até lá em cima, nos impediu. Eu morria de medo de altura, mas o Will segurou forte minha mão e assim subimos. Lá de cima a paz e a tranqüilidade que o silêncio trazia nos deixaram fascinados, fora que a vista do bairro era linda e claro, muito alta aos olhos de suas crianças que nunca tinha subido mais que dois andares. Desde então, este lugar passou a ser nosso; sempre que estávamos absurdamente felizes ou desgraçadamente tristes, íamos para lá.
Estacionamos a moto e começamos a subir a velha e conhecida escadaria que ficava do lado do prédio; fizemos isto em silêncio até alcançarmos o nosso refúgio. Will retirou o casaco e estendeu no chão para que nos sentássemos encostados na caixa d’água. Ficamos um longo tempo contemplando as estrelas, imersos em nossos pensamentos.
- Se você falar: Eu te avisei. Juro que te mato Will. – ameacei em meio a um longo suspiro.
- Sabe que não vou fazer isso.
- É, eu sei. Deve ter algo errado comigo, sei lá; eu devo ser horrorosa.
- Você é linda, Lizzy. – Ele falou ainda sem me olhar, com os olhos fixos no céu.
- Papo ruim, talvez?
- A garota mais inteligente que eu conheço.
- Careta?
- Isso é o que te torna especial e diferente.
- Estou ficando gordinha, é isso!
- Cala a boca, Lizzy! Ele é um babaca.
- Tem razão. O maior babaca de todos.
- Você é maravilhosa, perfeita e ele é um grande idiota por não ver isso.
- Ah Will! Não vale, você é meu amigo. Eu tenho que ter algum defeito.
- É claro que tem, muitos aliás, insuportáveis até.
- Idiota. – soquei o braço dele enquanto sorriamos. – Eu te amo, Will e obrigada por estar comigo.
- Eu também te amo e sempre estarei com você, prometemos um ao outro, lembra?
- Até que a morte nos separe?
- Não. Mesmo depois da morte.
Ele passou o braço sobre meus ombros ao perceber que eu estava com frio.
- Will?
- Hum?
- Vamos nos formar este ano; já caiu a tua ficha?
- Do que você está falando exatamente?
- Faltam apenas seis meses para nossas vidas mudar completamente.
- É, eu sei. Ta chegando à hora de crescer.
- Não quero me separar de você.
- Mas não vamos nos separar. Vamos tentar até entrarmos para a mesma universidade, como combinamos.
- Se você falar: Eu te avisei. Juro que te mato Will. – ameacei em meio a um longo suspiro.
- Sabe que não vou fazer isso.
- É, eu sei. Deve ter algo errado comigo, sei lá; eu devo ser horrorosa.
- Você é linda, Lizzy. – Ele falou ainda sem me olhar, com os olhos fixos no céu.
- Papo ruim, talvez?
- A garota mais inteligente que eu conheço.
- Careta?
- Isso é o que te torna especial e diferente.
- Estou ficando gordinha, é isso!
- Cala a boca, Lizzy! Ele é um babaca.
- Tem razão. O maior babaca de todos.
- Você é maravilhosa, perfeita e ele é um grande idiota por não ver isso.
- Ah Will! Não vale, você é meu amigo. Eu tenho que ter algum defeito.
- É claro que tem, muitos aliás, insuportáveis até.
- Idiota. – soquei o braço dele enquanto sorriamos. – Eu te amo, Will e obrigada por estar comigo.
- Eu também te amo e sempre estarei com você, prometemos um ao outro, lembra?
- Até que a morte nos separe?
- Não. Mesmo depois da morte.
Ele passou o braço sobre meus ombros ao perceber que eu estava com frio.
- Will?
- Hum?
- Vamos nos formar este ano; já caiu a tua ficha?
- Do que você está falando exatamente?
- Faltam apenas seis meses para nossas vidas mudar completamente.
- É, eu sei. Ta chegando à hora de crescer.
- Não quero me separar de você.
- Mas não vamos nos separar. Vamos tentar até entrarmos para a mesma universidade, como combinamos.
- Promete?
- Prometo.
- Mas eu tenho a sensação de que falta alguma coisa, sei lá... Como se antes de... antes de qualquer coisa eu precisasse fazer algumas coisas que me deixem preparada para um novo passo. Tem tantas coisas que sempre quis fazer e fui adiando; mas agora que tudo vai mudar, responsabilidades, universidade e tudo isso que nos tornará dois chatos e responsáveis demais para viver este tipo de coisa, sabe como é?
- O que você bebeu hoje, hein? Nós vamos nos tornar adultos e é claro que muita coisa ficará para trás.
- Mas não precisamos deixar tudo para trás; temos que fazer o que temos vontade antes de crescermos ou então nos tornaremos adultos frustrados.
- Acho que você está com sono ou então ficando maluca.
- É sério, Will. – De repete algo absurdo, mas necessário, veio a minha mente. – Preciso de papel e caneta. – falei de uma vez.
- O que?
- Will, pega papel e caneta. Acho que tem lá na nossa mochila.
Como íamos muito lá, sempre deixávamos uma mochila com cobertores, comida e tudo o que precisássemos. Em pouco tempo, ele voltou com um caderninho e caneta.
- Pronto. Mas o que você vai fazer com isso?
- Vamos fazer uma lista cada um, das coisas que queremos e teremos que fazer antes de... – eu queria achar uma palavra, mas ela não veio.
- Antes do que?
- Sei lá, antes de crescermos.
- Isso é loucura. Não acho que isso vai influenciar no nosso futuro; fazer essas coisas ou não são apenas conseqüências das nossas escolhas.
- Não é hora para filosofia. Vai Will, deixa de ser chato! Começa você; coloca teu nome e os dez itens da tua lista.
- Tenho escolha? – ele arqueou a sobrancelha de forma zombeteira.
- Não! E anda logo.
- Prometo.
- Mas eu tenho a sensação de que falta alguma coisa, sei lá... Como se antes de... antes de qualquer coisa eu precisasse fazer algumas coisas que me deixem preparada para um novo passo. Tem tantas coisas que sempre quis fazer e fui adiando; mas agora que tudo vai mudar, responsabilidades, universidade e tudo isso que nos tornará dois chatos e responsáveis demais para viver este tipo de coisa, sabe como é?
- O que você bebeu hoje, hein? Nós vamos nos tornar adultos e é claro que muita coisa ficará para trás.
- Mas não precisamos deixar tudo para trás; temos que fazer o que temos vontade antes de crescermos ou então nos tornaremos adultos frustrados.
- Acho que você está com sono ou então ficando maluca.
- É sério, Will. – De repete algo absurdo, mas necessário, veio a minha mente. – Preciso de papel e caneta. – falei de uma vez.
- O que?
- Will, pega papel e caneta. Acho que tem lá na nossa mochila.
Como íamos muito lá, sempre deixávamos uma mochila com cobertores, comida e tudo o que precisássemos. Em pouco tempo, ele voltou com um caderninho e caneta.
- Pronto. Mas o que você vai fazer com isso?
- Vamos fazer uma lista cada um, das coisas que queremos e teremos que fazer antes de... – eu queria achar uma palavra, mas ela não veio.
- Antes do que?
- Sei lá, antes de crescermos.
- Isso é loucura. Não acho que isso vai influenciar no nosso futuro; fazer essas coisas ou não são apenas conseqüências das nossas escolhas.
- Não é hora para filosofia. Vai Will, deixa de ser chato! Começa você; coloca teu nome e os dez itens da tua lista.
- Tenho escolha? – ele arqueou a sobrancelha de forma zombeteira.
- Não! E anda logo.
Fiquei olhando ele fazer sua lista, que continha coisas como: se formar em administração; ser um profissional bem sucedido; ter seu próprio apartamento; voltar a viver em Nova York entre outras coisas. Mas no ultimo desejo, ele me afastou e disse que era particular. É claro que fiquei chateada, afinal nós não tínhamos segredos. Quando ele me passou o papel e a caneta não deixei de alfinetá-lo.
- Pode ver minha lista, não tenho segredos com você.
- Lizzy...
- Ah ta bom! Vamos ao que interessa.
Depois de muito pensar, minha lista ficou assim:
1 – Encontrar um grande amor;
2 – Me formar em psicologia;
3 – Ter meu próprio consultório;
4 – Ter meu pequeno e aconchegante apartamento;
5 – Aprender a dançar salsa;
6 – A prender a cozinhar;
7 – Aprender a pilotar moto;
8 – Conhecer Paris;
9 – Conhecer a escócia;
10 – Formar uma família.
Quando finalmente terminei, ouvi a risada abafada dele.
- Posso saber qual a graça? – perguntei aborrecida.
- Você sonha muito alto. – ironizou gargalhando.
- Ah cala a boca! Foi o que veio na cabeça agora e realizar tudo isso realmente significa muito pra mim. Agora vamos guardar nossas listas e colocarmos em um lugar seguro.
- Onde, por exemplo?
- Aqui mesmo. Dentro daquele cano inutilizado.
- E qual o plano? E depois?
- Depois que terminarmos a faculdade, vamos voltar aqui e pegamos nossas listas e faremos um balanço do que deixamos de fazer.
- Quanta maluquice para uma só pessoa.
- Por favor, Will. Trato feito? – estendi a mão pra ele.
- Fazer o que. Feito.
Guardamos nossas listas envoltas em um plástico no local indicado e voltamos para nossos lugares, mas desta vez nos deitamos. Recebi um beijo demorado na face enquanto me aninhava no peito dele; senti ele estremecer quando encostei meu rosto em seu pescoço, mas certamente devido ao frio cortante que fazia.
*************************
- Pode ver minha lista, não tenho segredos com você.
- Lizzy...
- Ah ta bom! Vamos ao que interessa.
Depois de muito pensar, minha lista ficou assim:
1 – Encontrar um grande amor;
2 – Me formar em psicologia;
3 – Ter meu próprio consultório;
4 – Ter meu pequeno e aconchegante apartamento;
5 – Aprender a dançar salsa;
6 – A prender a cozinhar;
7 – Aprender a pilotar moto;
8 – Conhecer Paris;
9 – Conhecer a escócia;
10 – Formar uma família.
Quando finalmente terminei, ouvi a risada abafada dele.
- Posso saber qual a graça? – perguntei aborrecida.
- Você sonha muito alto. – ironizou gargalhando.
- Ah cala a boca! Foi o que veio na cabeça agora e realizar tudo isso realmente significa muito pra mim. Agora vamos guardar nossas listas e colocarmos em um lugar seguro.
- Onde, por exemplo?
- Aqui mesmo. Dentro daquele cano inutilizado.
- E qual o plano? E depois?
- Depois que terminarmos a faculdade, vamos voltar aqui e pegamos nossas listas e faremos um balanço do que deixamos de fazer.
- Quanta maluquice para uma só pessoa.
- Por favor, Will. Trato feito? – estendi a mão pra ele.
- Fazer o que. Feito.
Guardamos nossas listas envoltas em um plástico no local indicado e voltamos para nossos lugares, mas desta vez nos deitamos. Recebi um beijo demorado na face enquanto me aninhava no peito dele; senti ele estremecer quando encostei meu rosto em seu pescoço, mas certamente devido ao frio cortante que fazia.
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Darcy...
Acordei cedo, na verdade mal dormi durante toda a noite. Na noite anterior, ficamos conversando até tarde e quando vi que a Lizzy tinha pegado no sono, liguei para Lydia e avisei que ela iria dormir na minha casa e pedi para que ela avisasse aos seus pais.
Peguei alguns cobertores e nos cobri. Não sei quanto tempo passei fitando o rosto dela adormecido; não sei quanto tempo fiquei me torturando por sentimentos novos e que não deveriam ter nascido. Eu a amava, na verdade, acho que sempre amei, mas só agora tudo ficou claro pra mim.
E o que fazer agora? Eu tinha duas escolhas: conviver com este sentimento até que ele desaparecesse do meu peito; ou me declarar e quem sabe descobrir que ela não me vê apenas como um amigo, mas algo mais. Uma dúvida muito difícil, mas ao lembrar que eu quase a perdi para outro cara, decidi que deveria agir.
Senti ela se mexer sob meus baços, abrir os olhos e me olhar primeiro confusa, depois assustada.
- Que horas são? – perguntou sonolenta.
- Quase sete.
- Da manhã?! Droga Will! Pegamos no sono; eu não acredito nisso! – esbravejou nervosa enquanto tentava se levantar.
- Calma, Lizzy. – Fiz ela sentar novamente.
- Calma? Meus pais devem estar preocupados.
- Não estão. Eu avisei a eles ontem a noite que você iria dormir lá em casa; não quis te acordar e além do mais, há muito tempo não fazíamos isso. Agora fica quieta e vem admirar o nascer do sol.
Ainda meio sonolenta e mal humorada, pois geralmente ela acordava de mau humor, ela sentou direito, mas mais afastada de mim.
- Não me canso de admirar isso. – suspirei com a visão linda do nascer do sol.
- Eu estou com fome. – não pude deixar de rir com aquilo. Essa era a Lizzy que eu tanto amava, aquela que era prática e muito pouco romântica.
- Onde quer comer e o que quer comer?
- Waffers com muita calda de chocolate e...
Acordei cedo, na verdade mal dormi durante toda a noite. Na noite anterior, ficamos conversando até tarde e quando vi que a Lizzy tinha pegado no sono, liguei para Lydia e avisei que ela iria dormir na minha casa e pedi para que ela avisasse aos seus pais.
Peguei alguns cobertores e nos cobri. Não sei quanto tempo passei fitando o rosto dela adormecido; não sei quanto tempo fiquei me torturando por sentimentos novos e que não deveriam ter nascido. Eu a amava, na verdade, acho que sempre amei, mas só agora tudo ficou claro pra mim.
E o que fazer agora? Eu tinha duas escolhas: conviver com este sentimento até que ele desaparecesse do meu peito; ou me declarar e quem sabe descobrir que ela não me vê apenas como um amigo, mas algo mais. Uma dúvida muito difícil, mas ao lembrar que eu quase a perdi para outro cara, decidi que deveria agir.
Senti ela se mexer sob meus baços, abrir os olhos e me olhar primeiro confusa, depois assustada.
- Que horas são? – perguntou sonolenta.
- Quase sete.
- Da manhã?! Droga Will! Pegamos no sono; eu não acredito nisso! – esbravejou nervosa enquanto tentava se levantar.
- Calma, Lizzy. – Fiz ela sentar novamente.
- Calma? Meus pais devem estar preocupados.
- Não estão. Eu avisei a eles ontem a noite que você iria dormir lá em casa; não quis te acordar e além do mais, há muito tempo não fazíamos isso. Agora fica quieta e vem admirar o nascer do sol.
Ainda meio sonolenta e mal humorada, pois geralmente ela acordava de mau humor, ela sentou direito, mas mais afastada de mim.
- Não me canso de admirar isso. – suspirei com a visão linda do nascer do sol.
- Eu estou com fome. – não pude deixar de rir com aquilo. Essa era a Lizzy que eu tanto amava, aquela que era prática e muito pouco romântica.
- Onde quer comer e o que quer comer?
- Waffers com muita calda de chocolate e...
- Capputino. – completei, pois eu conhecia todos os gostos dela. – Vamos até a lanchonete do bairro e pedimos para viagem; depois vamos comer a margem do Tamis.
- Nossa! Tão romântico. Certamente nobre cavalheiro. – ela brincou enquanto se colocava de pé e fazia uma reverência.
- Como eu posso ser amigo de alguém tão idiota? – a provoquei.
- Fato! Por que um idiota sempre procura outro. – ela respondeu sorrindo. – Agora vamos logo antes que meu estômago comece seu concerto de rock.
Já sentados a beira do Tamis, saboreávamos nossos lanches com vontade; na verdade, Lizzy como sempre devorava o seu.
- Para onde vai tanta comida, hein? – perguntei quando ela terminou a dela e veio pegar a minha.
- Tai um dos grandes mistérios da humanidade. – ela respondeu nos fazendo sorrir.
- Lizzy? – comecei a colocar minha decisão em prática.
- Hum? – ela respondeu com a boca cheia demais para falar alguma coisa.
- Já pensou no que vai fazer no Valentine’s Day?
- Me entupir de sorvete, pizza e o que mais engordar; ver um monte de filmes melosos. Deixa eu ver mais... Ah! O de sempre. Vai me fazer companhia ou tem alguma menina na área que eu não saiba?
- Acaso tem alguma coisa na minha vida que você não saiba?
- Acho que não; espero que não, Will... E aí, vai me fazer companhia?
- Desta vez não. Pensei em fazermos algo diferente.
- Diferente? Diferente como?
- Algo que pensei em fazer, que já deveria ter feito.
- Ta, mas o que?
- Será segredo; uma surpresa.
- Odeio segredos, odeio surpresas e os dois juntos, odeio mais ainda.
- Eu sei, mas desta vez é importante.
- Ta legal! Agüento esperar três dias, seu chato... Você vai comer isso aí? – perguntou olhando para minha comida.
- Ah não! Não vou te dar meus bolinhos; você comeu quase tudo!
- Então acho bom você começa a correr, William Darcy. – ela me ameaçou já se levantando.
- Cai fora, Lizzy! – respondi sorrindo antes de começar a correr.
******** Fim do capítulo********
- Nossa! Tão romântico. Certamente nobre cavalheiro. – ela brincou enquanto se colocava de pé e fazia uma reverência.
- Como eu posso ser amigo de alguém tão idiota? – a provoquei.
- Fato! Por que um idiota sempre procura outro. – ela respondeu sorrindo. – Agora vamos logo antes que meu estômago comece seu concerto de rock.
Já sentados a beira do Tamis, saboreávamos nossos lanches com vontade; na verdade, Lizzy como sempre devorava o seu.
- Para onde vai tanta comida, hein? – perguntei quando ela terminou a dela e veio pegar a minha.
- Tai um dos grandes mistérios da humanidade. – ela respondeu nos fazendo sorrir.
- Lizzy? – comecei a colocar minha decisão em prática.
- Hum? – ela respondeu com a boca cheia demais para falar alguma coisa.
- Já pensou no que vai fazer no Valentine’s Day?
- Me entupir de sorvete, pizza e o que mais engordar; ver um monte de filmes melosos. Deixa eu ver mais... Ah! O de sempre. Vai me fazer companhia ou tem alguma menina na área que eu não saiba?
- Acaso tem alguma coisa na minha vida que você não saiba?
- Acho que não; espero que não, Will... E aí, vai me fazer companhia?
- Desta vez não. Pensei em fazermos algo diferente.
- Diferente? Diferente como?
- Algo que pensei em fazer, que já deveria ter feito.
- Ta, mas o que?
- Será segredo; uma surpresa.
- Odeio segredos, odeio surpresas e os dois juntos, odeio mais ainda.
- Eu sei, mas desta vez é importante.
- Ta legal! Agüento esperar três dias, seu chato... Você vai comer isso aí? – perguntou olhando para minha comida.
- Ah não! Não vou te dar meus bolinhos; você comeu quase tudo!
- Então acho bom você começa a correr, William Darcy. – ela me ameaçou já se levantando.
- Cai fora, Lizzy! – respondi sorrindo antes de começar a correr.
******** Fim do capítulo********
Cenas do próximo capítulo...
*
*
*
... - Ta legal! Mas eu te odeio, William Darcy. – falei enquanto marchava zangada pelo corredor.
Enquanto saia tive a impressão de ter ouvido ele dizer algo como: Não depois de hoje...
... Hoje, a noite seria especial; estava decidido a apostar todas as fichas. Iria me declarar para ela e talvez arriscar uma sólida amizade de anos, mas eu não poderia guardar este sentimento por mais tempo, não seria saudável para nossa relação...
... Achei que você ficaria feliz por mim...
... Pensou errado!...
... Desculpe por minha felicidade te incomodar!...
... Vai embora e me deixa em paz!....
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*
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... - Ta legal! Mas eu te odeio, William Darcy. – falei enquanto marchava zangada pelo corredor.
Enquanto saia tive a impressão de ter ouvido ele dizer algo como: Não depois de hoje...
... Hoje, a noite seria especial; estava decidido a apostar todas as fichas. Iria me declarar para ela e talvez arriscar uma sólida amizade de anos, mas eu não poderia guardar este sentimento por mais tempo, não seria saudável para nossa relação...
... Achei que você ficaria feliz por mim...
... Pensou errado!...
... Desculpe por minha felicidade te incomodar!...
... Vai embora e me deixa em paz!....














