Capítulo I
Tudo ia muito bem, até que...
*
*
Lizzy...
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Tudo ia muito bem, até que...
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Lizzy...
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Eu definitivamente era uma adolescente de quase dezoito anos bem anormal. Ao invés de querer sair todas as noites para me divertir e beijar muitas bocas, eu sonhava e suspirava pelo homem perfeito; aquele que me faria feliz para sempre, que nunca me trairia e que se casaria comigo.
Eu estava sentada na cama da minha irmã mais nova, Lydia, completamente impaciente, enquanto olhava ela e Kitty se arrumando para irmos ao show mais badalado do ano. A nossa diferença de idade era apenas de dois, e um ano respectivamente; é que nossos pais não gostavam muito de ver TV.
Olhei pela milésima vez para o relógio em seguida para a janela e depois para elas em frente ao espelho. Aquilo mais parecia um ritual do que duas pessoas se maquiando. Bufei enquanto me aproximava delas.
- Vocês já estão parecendo um Drag Queen. Pelo amor de Deus! Nós vamos chegar muito tarde, o show com certeza já começou. – Esbravejei impaciente.
- Cala a boca e senta aí Lizzy. Não temos culpa se vaidade e você não se misturam. – Minha irmã mais nova era uma chata, um porre, mas eu a amava apesar de querer matá-la às vezes.
- Temos que ficar lindas. Vocês têm idéia da quantidade de carinhas lindos que vão vir de todas as partes do mundo? Nossa, vou me esbaldar. - Kitty saltitava em frente ao espelho acompanhada de Lidya, definitivamente uma cena ridícula.
- Quantos eu fico está noite? Vamos fazer as apostas. –Minha irmã gritou sorridente me fazendo revirar os olhos, eu odiava aquela aposta idiota.
- Desta vez eu vou ganhar de você Lydia. – Kitty sorria vitoriosa.
- Vamos ver queridinha. – Lydia entrou na “briga”, mas ela tinha realmente que me provocar não é? Olhando para mim soltou sua gracinha. – De uma coisa tenho certeza e já ganhei a aposta: A Lizzy não vai pegar ninguém.
Eu poderia ter desmanchado tão rapidinho aquele sorriso das duas com um bom soco, mas eu precisava me acostumar com aquelas brincadeiras idiotas, eu era assim mesmo. Respirei fundo e sorri o mais calmo que consegui.
- Pode apostar nisso. Não sou uma depravada como vocês duas.
- Ah! Ta bom, prefiro ser uma deprava mais realista, a ser uma tonta que jura que os homens são príncipes encantados. – minha irmã não sabia ficar calada mesmo.
- Nisso eu concordo com a Lydia, Lizzy. E eu prefiro mil vezes um carinha safado em uma bela moto a um idiota, chato em um cavalo branco.
Eu não iria deixar que elas acabassem com minha noite, não, não. Revirei os olhos e sorri.
- Vocês dizem que minha vida amorosa é tão chata, mas ficam perdendo tempo discutindo ela. Vamos logo, ou querem fazer a limpeza da casa de show ao invés de se dançar até cansar.
Os gritinhos UH-HU me fizeram sorrir: Bingo pra mim! Em menos de cinco minutos estávamos no carro da Charlotte, nossa amiga maior de idade e motorizada, rumo à diversão.
- Animadas? – Char perguntou quando ganhávamos a avenida movimentada.
- Muito! – Lydia e Kitty responderam em uníssono, pareciam até gêmeas siamesas.
- Lizzy? – Char direcionou a pergunta pra mim.
- É, estou. Espero dançar muito. – respondi tentando parecer animada.
- O Will não vai? – Char quis saber.
- Ah! Aquele chato nos faria um grande favor se não fosse. – Lydia bufou se aproximando dos bancos da frente. – É sério, Lizzy. Não sei como você pode ser amiga de alguém tão... tão... educado!
- Minha nossa! – fingi surpresa enquanto colocava a mão sobre o peito. – Certamente este é o pior defeito de um homem. Francamente Lydia!
- Vocês entenderam o que eu quis dizer. Ele vai às festas com a gente e nem sequer dança; fica atrás da Lizzy como um cão de guarda.
- Pode apostar nisso. Não sou uma depravada como vocês duas.
- Ah! Ta bom, prefiro ser uma deprava mais realista, a ser uma tonta que jura que os homens são príncipes encantados. – minha irmã não sabia ficar calada mesmo.
- Nisso eu concordo com a Lydia, Lizzy. E eu prefiro mil vezes um carinha safado em uma bela moto a um idiota, chato em um cavalo branco.
Eu não iria deixar que elas acabassem com minha noite, não, não. Revirei os olhos e sorri.
- Vocês dizem que minha vida amorosa é tão chata, mas ficam perdendo tempo discutindo ela. Vamos logo, ou querem fazer a limpeza da casa de show ao invés de se dançar até cansar.
Os gritinhos UH-HU me fizeram sorrir: Bingo pra mim! Em menos de cinco minutos estávamos no carro da Charlotte, nossa amiga maior de idade e motorizada, rumo à diversão.
- Animadas? – Char perguntou quando ganhávamos a avenida movimentada.
- Muito! – Lydia e Kitty responderam em uníssono, pareciam até gêmeas siamesas.
- Lizzy? – Char direcionou a pergunta pra mim.
- É, estou. Espero dançar muito. – respondi tentando parecer animada.
- O Will não vai? – Char quis saber.
- Ah! Aquele chato nos faria um grande favor se não fosse. – Lydia bufou se aproximando dos bancos da frente. – É sério, Lizzy. Não sei como você pode ser amiga de alguém tão... tão... educado!
- Minha nossa! – fingi surpresa enquanto colocava a mão sobre o peito. – Certamente este é o pior defeito de um homem. Francamente Lydia!
- Vocês entenderam o que eu quis dizer. Ele vai às festas com a gente e nem sequer dança; fica atrás da Lizzy como um cão de guarda.
- Eu acho ele esquisito e até ouvi dizer que ele é gay. – foi à vez de Kitty dar sua opinião não desejada.
- Kitty! – a repreendi. – O Will não é gay!
- E por que ninguém vê ele com namorada? – Lydia se meteu. – Além do mais o histórico dele é bem estranho. Um cara que tem como melhor amigo uma garota, dorme com ela na mesma cama e não tenta nada... Bem, é no mínimo suspeito.
- Calem essas bocas! – me aborreci – Will me respeita, porque somos irmãos e se eu ouvir mais uma gracinha acabo com a festa das duas e voltaremos pra casa agora mesmo; ou esqueceram que papai só deixou vocês virem porque eu me responsabilizei?
- A gente só estava brincando. – Kitty se defendeu.
- Brincadeira de muito mau gosto. – encerrei a discussão.
Assim que estacionamos, minhas irmãs deram alguns gritinhos quando viram muitos carros com placas de outros lugares, fazendo eu e Charlotte reviramos os olhos. Isso para elas significava: Muitos beijos e com gatinhos diferentes na noite. Para mim? Bem para mim significava apenas dançar com tantos homens fosse possível sem nem ao menos me preocupar em perguntar os nomes deles, além de conversar muito com Char e Will.
Encontramos alguns amigos na portaria e logo já éramos uma turma enorme, praticamente uma gangue. Senti os braços grudentos dele me envolvendo e me levantando bem alto.
- Me bota no chão, seu idiota!
- Ta ficando gordinha hein, Lizzy.
O idiota: William Darcy, meu melhor amigo desde os meus sete anos quando o desengonçado entrou na minha escola sendo transferido dos Estados Unidos; desde então somos unha e carne e apesar de todo mundo achar que há algo entre nós, somos mais que amigos, somos irmãos e ficar com ele pra mim é o mesmo que beijar a Lydia. Urhg!
A casa de show estava lotada, a banda pop que se apresentava estava no auge do sucesso, por isso muita gente veio de outras cidades, até dos países vizinhos: França, Escócia e outros. Comecei a dançar com meus amigos; eu adorava aquilo, na verdade amava dançar e fazia isso à noite toda.
- Kitty! – a repreendi. – O Will não é gay!
- E por que ninguém vê ele com namorada? – Lydia se meteu. – Além do mais o histórico dele é bem estranho. Um cara que tem como melhor amigo uma garota, dorme com ela na mesma cama e não tenta nada... Bem, é no mínimo suspeito.
- Calem essas bocas! – me aborreci – Will me respeita, porque somos irmãos e se eu ouvir mais uma gracinha acabo com a festa das duas e voltaremos pra casa agora mesmo; ou esqueceram que papai só deixou vocês virem porque eu me responsabilizei?
- A gente só estava brincando. – Kitty se defendeu.
- Brincadeira de muito mau gosto. – encerrei a discussão.
Assim que estacionamos, minhas irmãs deram alguns gritinhos quando viram muitos carros com placas de outros lugares, fazendo eu e Charlotte reviramos os olhos. Isso para elas significava: Muitos beijos e com gatinhos diferentes na noite. Para mim? Bem para mim significava apenas dançar com tantos homens fosse possível sem nem ao menos me preocupar em perguntar os nomes deles, além de conversar muito com Char e Will.
Encontramos alguns amigos na portaria e logo já éramos uma turma enorme, praticamente uma gangue. Senti os braços grudentos dele me envolvendo e me levantando bem alto.
- Me bota no chão, seu idiota!
- Ta ficando gordinha hein, Lizzy.
O idiota: William Darcy, meu melhor amigo desde os meus sete anos quando o desengonçado entrou na minha escola sendo transferido dos Estados Unidos; desde então somos unha e carne e apesar de todo mundo achar que há algo entre nós, somos mais que amigos, somos irmãos e ficar com ele pra mim é o mesmo que beijar a Lydia. Urhg!
A casa de show estava lotada, a banda pop que se apresentava estava no auge do sucesso, por isso muita gente veio de outras cidades, até dos países vizinhos: França, Escócia e outros. Comecei a dançar com meus amigos; eu adorava aquilo, na verdade amava dançar e fazia isso à noite toda.
Como a variedade de homens solteiros estava grande, minhas irmãs já estavam colocando seus planos em prática, cada vez que eu as vias, elas estavam beijando um carinha diferente. E eu, dançando, e apenas dançando com um carinha diferente.
Já eram quase três horas da manhã e a festa estava a todo vapor. Eu estava exausta, meus pés pareciam duas bolas de tão inchados, definitivamente eu deveria ter vindo com meu tênis e não com aquele salto assassino. Avistei Darcy sentado no bar com cara de poucos amigos, procurei a Char para nos juntarmos a ele.
**************
Darcy...
*
Por que eu estava tão irritado?! O que eu tinha a ver se ela queria dançar com todos os caras do show, menos comigo? Ela era só minha amiga, não era? Tudo bem que eu não era muito bom em dançar qualquer coisa, mas...
Controlar meu humor, que agora não estava dos melhores, não era uma tarefa fácil. Me afastei de todo mundo e fiquei só assistindo o show em uma galeria. Do alto, vi quando Lizzy me viu e começou a caminhar em minha direção junto com Charlotte.
- O que você tem, seu chato? – Ela perguntou ao sentar ao meu lado e passar o braço por meus ombros.
- Nada que seja da sua conta. – respondi emburrado.
- Ih! Lizzy. Alguém aqui está de mau humor. – Charlotte me provocou.
- É por isso que você vive sozinho, ninguém agüenta uma pessoa assim tão chata, sabia? – Lizzy falou enquanto retirava seu braço.
- Lizzy quer parar de me encher o saco! Volta lá para os teus carinhas e me deixa em paz. – não consegui segurar.
- Eu não vou sair daqui e se estiver incomodado, por favor, não se prenda por nós. – ela sabia como me provocar e era tão irritantemente linda.
- Então fiquem caladas, ta legal?
Já eram quase três horas da manhã e a festa estava a todo vapor. Eu estava exausta, meus pés pareciam duas bolas de tão inchados, definitivamente eu deveria ter vindo com meu tênis e não com aquele salto assassino. Avistei Darcy sentado no bar com cara de poucos amigos, procurei a Char para nos juntarmos a ele.
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Darcy...
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Por que eu estava tão irritado?! O que eu tinha a ver se ela queria dançar com todos os caras do show, menos comigo? Ela era só minha amiga, não era? Tudo bem que eu não era muito bom em dançar qualquer coisa, mas...
Controlar meu humor, que agora não estava dos melhores, não era uma tarefa fácil. Me afastei de todo mundo e fiquei só assistindo o show em uma galeria. Do alto, vi quando Lizzy me viu e começou a caminhar em minha direção junto com Charlotte.
- O que você tem, seu chato? – Ela perguntou ao sentar ao meu lado e passar o braço por meus ombros.
- Nada que seja da sua conta. – respondi emburrado.
- Ih! Lizzy. Alguém aqui está de mau humor. – Charlotte me provocou.
- É por isso que você vive sozinho, ninguém agüenta uma pessoa assim tão chata, sabia? – Lizzy falou enquanto retirava seu braço.
- Lizzy quer parar de me encher o saco! Volta lá para os teus carinhas e me deixa em paz. – não consegui segurar.
- Eu não vou sair daqui e se estiver incomodado, por favor, não se prenda por nós. – ela sabia como me provocar e era tão irritantemente linda.
- Então fiquem caladas, ta legal?
- Ótimo, não estávamos a fim de falar com você mesmo. – respondeu me dando um sorriso de canto de lábios.
Fiquei olhando-a sem consegui desprender os olhos daquele rosto perfeito e sorriso encantador. Seus olhos negros e intensos conseguiam me prender como a um imã. Ela era linda... linda...
Tomei minha cerveja de uma vez só na tentativa de afastar pensamentos e sentimentos que eu não queria sentir... Eu estava enlouquecendo.
************
Lizzy...
Muita gente estava no bar que ficava no primeiro andar da casa de show apenas olhando. Olhei para os lados e vi muitos homens lindos; um em especial me chamou atenção, fiquei admirando a beleza dele por um tempo até ser surpreendida por ele que me pegou no flagra.
Eu morri! Mas talvez nem tenha dado tempo pra ele perceber minha cara de idiota. –pensei mais aliviada. Mas quando olhei novamente, ele pareceu me oferecer uma bebida. Eu só poderia estar bêbada. Olhei novamente e ele repetiu o gesto. Não achei que fosse comigo, afinal tinha tantas mulheres lindas ao meu redor. Ah! Eu falei que ele parecia bem mais velho que eu? Pois é, parecia mesmo, então definitivamente, não era comigo.
Jane, minha irmã três anos mais velha, uma advogada brilhante recém formada e recém contratada por uma das maiores empresas de advocacia do Reino Unido, que mora sozinha em seu apartamento no centro de Londres e meu referencial de mulher bem sucedida, se aproximou de nós. Após conversarmos, ela até tentou arrancar alguma coisa do Will, mas ele estava muito chato. Voltamos nossa atenção para a pista de dança enquanto esperávamos seu namorado vir do banheiro; a música tinha o dom de me envolver completamente, já não lembrava mais do Will nem daquele homem com cara de anjo, mas sorriso de canalha de minutos atrás. Senti Charlotte me cutucando no braço, logo ela me puxou mais pra perto falando no meu ouvido devido ao barulho.
Fiquei olhando-a sem consegui desprender os olhos daquele rosto perfeito e sorriso encantador. Seus olhos negros e intensos conseguiam me prender como a um imã. Ela era linda... linda...
Tomei minha cerveja de uma vez só na tentativa de afastar pensamentos e sentimentos que eu não queria sentir... Eu estava enlouquecendo.
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Lizzy...
Muita gente estava no bar que ficava no primeiro andar da casa de show apenas olhando. Olhei para os lados e vi muitos homens lindos; um em especial me chamou atenção, fiquei admirando a beleza dele por um tempo até ser surpreendida por ele que me pegou no flagra.
Eu morri! Mas talvez nem tenha dado tempo pra ele perceber minha cara de idiota. –pensei mais aliviada. Mas quando olhei novamente, ele pareceu me oferecer uma bebida. Eu só poderia estar bêbada. Olhei novamente e ele repetiu o gesto. Não achei que fosse comigo, afinal tinha tantas mulheres lindas ao meu redor. Ah! Eu falei que ele parecia bem mais velho que eu? Pois é, parecia mesmo, então definitivamente, não era comigo.
Jane, minha irmã três anos mais velha, uma advogada brilhante recém formada e recém contratada por uma das maiores empresas de advocacia do Reino Unido, que mora sozinha em seu apartamento no centro de Londres e meu referencial de mulher bem sucedida, se aproximou de nós. Após conversarmos, ela até tentou arrancar alguma coisa do Will, mas ele estava muito chato. Voltamos nossa atenção para a pista de dança enquanto esperávamos seu namorado vir do banheiro; a música tinha o dom de me envolver completamente, já não lembrava mais do Will nem daquele homem com cara de anjo, mas sorriso de canalha de minutos atrás. Senti Charlotte me cutucando no braço, logo ela me puxou mais pra perto falando no meu ouvido devido ao barulho.
- Aquele carinha ali, não tira os olhos de você! – Ela falou empolgada apontando na direção do cara que eu estava olhando antes.
Eu mal pude acreditar e lá estava ele me olhando novamente. Como assim eu? Ele era o homem mais lindo que eu já vi, além de ter um Q de homem cínico que completava o charme dele. Não que eu me achasse feia, eu não era feia. Mas eu era comum: tinha a pele branca, cabelos longos castanhos e ondulados e olhos negros, nada que chamasse a atenção de um homem daqueles. E ainda por cima, tinha dezessete anos, quase dezoito na verdade.
Minha primeira reação foi ignorar, ainda poderia ser um engano, não poderia? Voltei a olhar para a pista de dança lotada, mas logo uma voz atrás da minha nuca me fez ficar toda arrepiada. Viramos devagar e lá estava ele sorrindo abertamente. Ele tinha um sorriso lindo, e cínico também.
- Boa noite, meninas. – Ele nos cumprimentou – Posso me apresentar? – Ele ainda era educado, ai meu Deus! Eu morri novamente. – George Wickhan.
Nós nos apresentamos, primeiro Jane e Charlotte, dando os dois beijinhos tradicionais. Nem preciso dizer que quando chegou minha vez eu estava completamente tremula. Quando ele apertou minha mão eu senti meu corpo estremecer, e ao invés dos dois beijinhos, ele beijou o canto da minha boca, em seguida sussurrou no meu ouvido:
- Você está me ignorando é? Tenho que te avisar, que sou um cara insistente.
Eu sorri nervosa, devo ter parecido uma alienada. Mas eu nunca tinha me sentido daquela forma. E ele não precisava ter piscado daquele jeito, precisava? Ele tinha o dom de me entorpecer e mal nos conhecíamos. Ele me convidou pra dançar e eu claro, não recusei.
Enquanto dançávamos senti o peso dos olhares invejosos sobre nós. Eu estava dançando com um homem maravilhoso. A baladinha romântica fechou tudo com chave de ouro.
- Você é linda.
- Obrigada. – Respondi sentindo um forte arrepio percorrer meu corpo com a boca dele próxima ao meu ouvido.
- Por que estava me ignorando?
- Eu não estava ignorando você.
Eu mal pude acreditar e lá estava ele me olhando novamente. Como assim eu? Ele era o homem mais lindo que eu já vi, além de ter um Q de homem cínico que completava o charme dele. Não que eu me achasse feia, eu não era feia. Mas eu era comum: tinha a pele branca, cabelos longos castanhos e ondulados e olhos negros, nada que chamasse a atenção de um homem daqueles. E ainda por cima, tinha dezessete anos, quase dezoito na verdade.
Minha primeira reação foi ignorar, ainda poderia ser um engano, não poderia? Voltei a olhar para a pista de dança lotada, mas logo uma voz atrás da minha nuca me fez ficar toda arrepiada. Viramos devagar e lá estava ele sorrindo abertamente. Ele tinha um sorriso lindo, e cínico também.
- Boa noite, meninas. – Ele nos cumprimentou – Posso me apresentar? – Ele ainda era educado, ai meu Deus! Eu morri novamente. – George Wickhan.
Nós nos apresentamos, primeiro Jane e Charlotte, dando os dois beijinhos tradicionais. Nem preciso dizer que quando chegou minha vez eu estava completamente tremula. Quando ele apertou minha mão eu senti meu corpo estremecer, e ao invés dos dois beijinhos, ele beijou o canto da minha boca, em seguida sussurrou no meu ouvido:
- Você está me ignorando é? Tenho que te avisar, que sou um cara insistente.
Eu sorri nervosa, devo ter parecido uma alienada. Mas eu nunca tinha me sentido daquela forma. E ele não precisava ter piscado daquele jeito, precisava? Ele tinha o dom de me entorpecer e mal nos conhecíamos. Ele me convidou pra dançar e eu claro, não recusei.
Enquanto dançávamos senti o peso dos olhares invejosos sobre nós. Eu estava dançando com um homem maravilhoso. A baladinha romântica fechou tudo com chave de ouro.
- Você é linda.
- Obrigada. – Respondi sentindo um forte arrepio percorrer meu corpo com a boca dele próxima ao meu ouvido.
- Por que estava me ignorando?
- Eu não estava ignorando você.
- Ah não estava? Eu fiquei te olhando uns vinte minutos seguidos, te ofereci uma bebida duas vezes e você simplesmente virava o rosto. Isso não é ignorar uma pessoa?
- E você está aqui, não está? – respondi em tom misterioso.
- Está fugindo da resposta? – Ele perguntou agora me encarando e erguendo a sobrancelha de uma forma muito sexy.
- Não. Só achei que você poderia estar falando com outra pessoa, tinha tanta gente perto de mim, tantas mulheres lindas. – Por que eu tinha que falar tudo o que pensava? minha boca era muito grande, eu estava me diminuindo, ele com certeza iria me achar uma adolescente idiota e insegura.
- Mas eu estou com uma garota linda agora. – Ele sorriu despojado e eu me senti muito melhor, bem melhor.
Voltamos a dançar e não conversamos mais. Depois de umas quatro músicas ele me levou até o bar e pediu um refrigerante para cada um. Olhei pra ele meio incrédula e depois sorri, quase gargalhei. Isso chamou a atenção dele que me olhou sorrindo com curiosidade.
- Do que você está rindo?
- Refrigerante? – Perguntei olhando para as latinhas a nossa frente.
- Bem, tenho duas boas respostas para dar. Primeiro: Estou de carro, moro em longe e vou dirigir, portanto, sem álcool.
- Segundo? – indaguei muito curiosa.
- Segundo... – Ele pareceu hesitar antes de responder, mas acariciando meu rosto, continuou com um sorriso acolhedor. – Você é menor de idade.
Ele tinha que estragar tudo? Estava tudo se encaminhando para uma noite perfeita, mas ele tinha que me lembrar que eu era muito nova pra ele. Fechei a cara e virei para o outro lado. O som da gargalhada dele me irritou ainda mais, tentei me levantar para ir embora, mas ele me segurou pelo braço, me fazendo sentar novamente e encará-lo.
- Olha me desculpe, não quis te magoar, mas não acho legal você beber antes dos dezoito.
- E você está aqui, não está? – respondi em tom misterioso.
- Está fugindo da resposta? – Ele perguntou agora me encarando e erguendo a sobrancelha de uma forma muito sexy.
- Não. Só achei que você poderia estar falando com outra pessoa, tinha tanta gente perto de mim, tantas mulheres lindas. – Por que eu tinha que falar tudo o que pensava? minha boca era muito grande, eu estava me diminuindo, ele com certeza iria me achar uma adolescente idiota e insegura.
- Mas eu estou com uma garota linda agora. – Ele sorriu despojado e eu me senti muito melhor, bem melhor.
Voltamos a dançar e não conversamos mais. Depois de umas quatro músicas ele me levou até o bar e pediu um refrigerante para cada um. Olhei pra ele meio incrédula e depois sorri, quase gargalhei. Isso chamou a atenção dele que me olhou sorrindo com curiosidade.
- Do que você está rindo?
- Refrigerante? – Perguntei olhando para as latinhas a nossa frente.
- Bem, tenho duas boas respostas para dar. Primeiro: Estou de carro, moro em longe e vou dirigir, portanto, sem álcool.
- Segundo? – indaguei muito curiosa.
- Segundo... – Ele pareceu hesitar antes de responder, mas acariciando meu rosto, continuou com um sorriso acolhedor. – Você é menor de idade.
Ele tinha que estragar tudo? Estava tudo se encaminhando para uma noite perfeita, mas ele tinha que me lembrar que eu era muito nova pra ele. Fechei a cara e virei para o outro lado. O som da gargalhada dele me irritou ainda mais, tentei me levantar para ir embora, mas ele me segurou pelo braço, me fazendo sentar novamente e encará-lo.
- Olha me desculpe, não quis te magoar, mas não acho legal você beber antes dos dezoito.
- Quem te garante que já não sou maior? – Levantei o rosto me impondo, afinal todo mundo dizia que eu parecia mais velha do que minha idade.
- Dezesseis? Dezessete? – Ele perguntou sorrindo.
- Dezessete. – respondi derrotada. - Quase dezoito em menos de cinco meses.
- Então quando você fizer dezoito, faço questão de te pagar uma bebida quando sairmos para comemorar.
Sorrimos ao mesmo tempo. Eu com certeza por estar exultante pelo fato dele estar dando uma deixa de que estaria comigo daqui a cinco meses. Ele, bem, ele eu não sei, talvez por eu não ter ido embora.
- Então. Você não é daqui. De onde você é? – Comecei a conversa.
- Eu cheguei a menos de um mês, morava em Paris e agora estou trabalhando com meu irmão aqui em Londres.
- Nossa que mudança. Sair da boemia Paris e vir para a fria Londres.
- Talvez eu estivesse buscando tranqüilidade. – Ele falou perdido em seus pensamentos.
- Sei. – Não tinha gostado da forma como ele falou, então tinha que investigar. – Sua família aprovou sua decisão de vir para cá, quer dizer, eles se adaptaram?
Ele pareceu entender o que eu estava tentando descobrir, então sorrindo mais uma vez, soltou a bebida e colocou suas mãos em cada lado do meu rosto de fazendo encarar seus olhos. Minha cabeça começou a girar, eu senti o cheiro dele e me deliciei. Ainda me olhando, ele se aproximou lentamente, fitando ora meus olhos, ora meus lábios. E quando estávamos a poucos centímetros de distância ele falou com firmeza:
- Está querendo saber se eu sou casado ou algo do tipo, não é?
- Na...Não. – respondi zonza e isso o fez sorrir cinicamente.
- Deixa eu te responder de forma que você acredite.
Eu não esperava por aquilo. Ta! Eu esperava, desejava e precisava urgentemente daquilo. Ele me beijou com uma intensidade que fez minhas pernas ficarem moles, eu nem lembrava que tinha braços, pois eles caíram sem vida em meu colo. Enquanto a língua dele explorava minha boca deliciosamente eu apenas ofegava e buscava mais, cada vez mais.
- Dezesseis? Dezessete? – Ele perguntou sorrindo.
- Dezessete. – respondi derrotada. - Quase dezoito em menos de cinco meses.
- Então quando você fizer dezoito, faço questão de te pagar uma bebida quando sairmos para comemorar.
Sorrimos ao mesmo tempo. Eu com certeza por estar exultante pelo fato dele estar dando uma deixa de que estaria comigo daqui a cinco meses. Ele, bem, ele eu não sei, talvez por eu não ter ido embora.
- Então. Você não é daqui. De onde você é? – Comecei a conversa.
- Eu cheguei a menos de um mês, morava em Paris e agora estou trabalhando com meu irmão aqui em Londres.
- Nossa que mudança. Sair da boemia Paris e vir para a fria Londres.
- Talvez eu estivesse buscando tranqüilidade. – Ele falou perdido em seus pensamentos.
- Sei. – Não tinha gostado da forma como ele falou, então tinha que investigar. – Sua família aprovou sua decisão de vir para cá, quer dizer, eles se adaptaram?
Ele pareceu entender o que eu estava tentando descobrir, então sorrindo mais uma vez, soltou a bebida e colocou suas mãos em cada lado do meu rosto de fazendo encarar seus olhos. Minha cabeça começou a girar, eu senti o cheiro dele e me deliciei. Ainda me olhando, ele se aproximou lentamente, fitando ora meus olhos, ora meus lábios. E quando estávamos a poucos centímetros de distância ele falou com firmeza:
- Está querendo saber se eu sou casado ou algo do tipo, não é?
- Na...Não. – respondi zonza e isso o fez sorrir cinicamente.
- Deixa eu te responder de forma que você acredite.
Eu não esperava por aquilo. Ta! Eu esperava, desejava e precisava urgentemente daquilo. Ele me beijou com uma intensidade que fez minhas pernas ficarem moles, eu nem lembrava que tinha braços, pois eles caíram sem vida em meu colo. Enquanto a língua dele explorava minha boca deliciosamente eu apenas ofegava e buscava mais, cada vez mais.
Mas antes que eu pudesse agarrá-lo, ele já tinha se afastado. Mais uma gargalhada dele, eu deveria estar parecendo uma idiota mesmo, olhando pra ele tão abobalhada e ofegante.
- Está se sentindo mal? – Me perguntou com a cara mais cínica que alguém pode ter.
- Acho que preciso ir.
Foi estúpido, mas foi à única coisa que consegui falar. Ele sorriu e pediu a conta. Logo estávamos procurando minhas irmãs e a Char, mas no meio daquela multidão isso era uma loucura. Comecei a ficar desesperada. Eu não podia ir para casa sozinha, meu pai me mataria se eu chegasse em casa sem elas. Após muita procura encontrei o Will, fui até ele pedir um grande favor
- Will que bom que te achei.
- Ah! E por acaso você estava me procurando? Não parecia. – ele me respondeu irônico.
- Deixa de ser grosso, Will. Achei que pudesse contar com um amigo, mas deixa pra lá.
- Desculpa, Lizzy. Vai, pode falar.
- George me ofereceu uma carona e...
- Vai sair com aquele cara? – ele perguntou exasperado.
- Ele só vai me levar pra casa.
- Você conheceu ele agora e já vai aceitar carona? Ta maluca Lizzy? Vem, eu te levo pra casa.
- Ah Will, eu quero ir com ele. Ele é tão lindo.
- Mas é perigoso, Lizzy. Onde estão as meninas?
- Não as encontrei e não posso ficar a noite toda aqui.
- Então eu te levo pra casa como sempre fiz, vamos procurar as meninas e Charlotte leva elas e você vem comigo.
- Deixa de ser chato Will, eu não quero ir com você.
- Mas o que seus pais vão dizer te vendo chegar em casa sem suas irmãs e com um estranho?
- É verdade... – Pronto, acabou minha ilusão. – Mas é aí que você entra.
- Ah não vem não, Lizzy.
- Por favor, Will. – Fiz denguinho, sempre funcionava. – Você só precisa procurar as meninas e pedir que a Char as leve pra casa antes das cinco, vocês ficam na porta me esperando, daí você dorme lá, não é genial?
- Está se sentindo mal? – Me perguntou com a cara mais cínica que alguém pode ter.
- Acho que preciso ir.
Foi estúpido, mas foi à única coisa que consegui falar. Ele sorriu e pediu a conta. Logo estávamos procurando minhas irmãs e a Char, mas no meio daquela multidão isso era uma loucura. Comecei a ficar desesperada. Eu não podia ir para casa sozinha, meu pai me mataria se eu chegasse em casa sem elas. Após muita procura encontrei o Will, fui até ele pedir um grande favor
- Will que bom que te achei.
- Ah! E por acaso você estava me procurando? Não parecia. – ele me respondeu irônico.
- Deixa de ser grosso, Will. Achei que pudesse contar com um amigo, mas deixa pra lá.
- Desculpa, Lizzy. Vai, pode falar.
- George me ofereceu uma carona e...
- Vai sair com aquele cara? – ele perguntou exasperado.
- Ele só vai me levar pra casa.
- Você conheceu ele agora e já vai aceitar carona? Ta maluca Lizzy? Vem, eu te levo pra casa.
- Ah Will, eu quero ir com ele. Ele é tão lindo.
- Mas é perigoso, Lizzy. Onde estão as meninas?
- Não as encontrei e não posso ficar a noite toda aqui.
- Então eu te levo pra casa como sempre fiz, vamos procurar as meninas e Charlotte leva elas e você vem comigo.
- Deixa de ser chato Will, eu não quero ir com você.
- Mas o que seus pais vão dizer te vendo chegar em casa sem suas irmãs e com um estranho?
- É verdade... – Pronto, acabou minha ilusão. – Mas é aí que você entra.
- Ah não vem não, Lizzy.
- Por favor, Will. – Fiz denguinho, sempre funcionava. – Você só precisa procurar as meninas e pedir que a Char as leve pra casa antes das cinco, vocês ficam na porta me esperando, daí você dorme lá, não é genial?
- Você é muito infantil, sabia? – Ele respondeu emburrado, não sei por que.
- Eu não te peço mais nada este ano e prometo que faço o que você me pedir, por favor, Will.
- Lizzy...
- Por favor...
- Tá legal!
- Valeu Will, Eu te amo sabia?!
Dei um selinho nele como sempre fazia quando estava feliz e fui ao encontro do George que me esperava na entrada da casa de show.
- Vamos dar uma esticadinha em uma festa de uns amigos meus? – ele me perguntou enquanto nos dirigíamos ao estacionamento.
- Sua carona era só até minha casa. – Respondi séria.
- Ah! Entendi. Eu sou um estranho e você está com medo do que eu possa fazer, não é? – Perguntou à medida que se aproximava de mim.
- Isso mesmo. – respondi sorrindo.
- Boa menina. – Ele já estava perigosamente perto de mim, segurando meus cabelos com uma mão e delineando meu rosto com a outra.
- Não sou uma menina. – ofeguei já me rendendo. – E...
Antes que eu terminasse, ele já me beijava mais uma vez, e a cada beijo a intensidade aumentava. Era incrível como nossas bocas pareciam se encaixar, era perfeito, ele era perfeito.
- Eu não te peço mais nada este ano e prometo que faço o que você me pedir, por favor, Will.
- Lizzy...
- Por favor...
- Tá legal!
- Valeu Will, Eu te amo sabia?!
Dei um selinho nele como sempre fazia quando estava feliz e fui ao encontro do George que me esperava na entrada da casa de show.
- Vamos dar uma esticadinha em uma festa de uns amigos meus? – ele me perguntou enquanto nos dirigíamos ao estacionamento.
- Sua carona era só até minha casa. – Respondi séria.
- Ah! Entendi. Eu sou um estranho e você está com medo do que eu possa fazer, não é? – Perguntou à medida que se aproximava de mim.
- Isso mesmo. – respondi sorrindo.
- Boa menina. – Ele já estava perigosamente perto de mim, segurando meus cabelos com uma mão e delineando meu rosto com a outra.
- Não sou uma menina. – ofeguei já me rendendo. – E...
Antes que eu terminasse, ele já me beijava mais uma vez, e a cada beijo a intensidade aumentava. Era incrível como nossas bocas pareciam se encaixar, era perfeito, ele era perfeito.
Mais uma vez ele interrompeu o beijo, porque eu ficaria grudada nele pra sempre. Sorrindo zombeteiro, falou erguendo a sobrancelha daquela forma que me deixava maluca.
- Te levo pra casa, eu prometo.
Sorri em consentimento e entramos no carro. Durante o caminho até em casa, descobri algumas coisas sobre ele. Além de lindo, ele tinha uma conversa muito agradável; tinha 24 anos e já tinha sido casado, isso mesmo: casado! Tinha se separado há menos de seis meses e por isso decidiu mudar para Londres e mudar de vida. É claro que meu alerta de perigo foi acionado depois desta informação. Um homem lindo, jovem, pelo carro dele, aparentemente bem na vida e recém separado, não queria se envolver, então decidi apenas curtir aquela noite, e nada mais.
Soube também que ele estava trabalhando na pequena empresa do irmão, e gostava muito do que fazia; ele era responsável pelas vendas externas dos produtos, mais um sinal de alerta. Ele viajava pelo país e conseqüentemente, conhecia muitas mulheres. Não sei explicar, mas uma grande luta se travava dentro de mim a cada informação nova; Meu bom senso me dizia pra nunca mais me aproximar daquele homem lindo por que ele era sinônimo de encrenca; Por outro lado estava me sentindo muito atraída por ele.
Falei muito pouco sobre mim, nem tinha o que falar. Quando chegamos perto da minha casa, resolvemos parar e ficamos namorando. Era incrível como nos encaixávamos tão bem, os beijos, os carinhos... Apesar de me respeitar e não ousar, George tinha algo em sua forma deliciosa de me beijar, o jeito cínico de sorrir e me olhar, que me faziam sentir como se não tivesse mais nenhuma peça de roupa em meu corpo.
- Te levo pra casa, eu prometo.
Sorri em consentimento e entramos no carro. Durante o caminho até em casa, descobri algumas coisas sobre ele. Além de lindo, ele tinha uma conversa muito agradável; tinha 24 anos e já tinha sido casado, isso mesmo: casado! Tinha se separado há menos de seis meses e por isso decidiu mudar para Londres e mudar de vida. É claro que meu alerta de perigo foi acionado depois desta informação. Um homem lindo, jovem, pelo carro dele, aparentemente bem na vida e recém separado, não queria se envolver, então decidi apenas curtir aquela noite, e nada mais.
Soube também que ele estava trabalhando na pequena empresa do irmão, e gostava muito do que fazia; ele era responsável pelas vendas externas dos produtos, mais um sinal de alerta. Ele viajava pelo país e conseqüentemente, conhecia muitas mulheres. Não sei explicar, mas uma grande luta se travava dentro de mim a cada informação nova; Meu bom senso me dizia pra nunca mais me aproximar daquele homem lindo por que ele era sinônimo de encrenca; Por outro lado estava me sentindo muito atraída por ele.
Falei muito pouco sobre mim, nem tinha o que falar. Quando chegamos perto da minha casa, resolvemos parar e ficamos namorando. Era incrível como nos encaixávamos tão bem, os beijos, os carinhos... Apesar de me respeitar e não ousar, George tinha algo em sua forma deliciosa de me beijar, o jeito cínico de sorrir e me olhar, que me faziam sentir como se não tivesse mais nenhuma peça de roupa em meu corpo.
Ele era agradável, educado, gentil, carinhoso, porém não confiável, ao menos era o que meu sensor de perigo me dizia. Era tão fácil pensar não é sensor idiota? Difícil era me afastar do olhar penetrante e das mãos habilidosas dele.
Olhei no relógio dele e quase tive um treco quando vi que já passavam das quatro e meia da manhã. Abri a porta do carro rápido assustando-o, que precisou segurar meus braços enquanto eu praticamente saia correndo.
- Ei você é maluca ou algo assim? O que foi? Fiz alguma coisa de errado? – Ele perguntou enquanto tentava me acompanhar.
- Droga! São quase cinco da manhã! – Esbravejei sem explicar nada, eu estava apavorada.
- Ei, pára! – ele me segurou com mais força, me fazendo encará-lo. – Dá pra me explicar, por favor.
- Eu combinei com um amigo para chegarmos juntos em minha casa ou meus pais me matam, e estou atrasada quase uma hora, o que significa que ele e minhas irmãs já devem ter entrado em casa e eu estou muito encrencada. – Ótimo, agora eu estava dando um tiro no meu pé, ele iria sair correndo pra bem longe de uma criancinha que tinha regras dos pais dominando sua vida. – Desculpe, adorei te conhecer, mas preciso ir agora.
Fiquei esperando ele inventar uma desculpa qualquer e ir embora sem nem olhar pra trás, mas ao contrário disso ele segurou minha mão e saiu me puxando em direção a minha casa.
- O que você está fazendo? – Perguntei sem entender nada.
- Te levando pra casa, o que mais seria?
- Não! – Falei em pânico. – olha, eu já estou bem encrencada, não preciso que meus pais vejam que cheguei com um cara.
Ele me ignorou completamente e saiu me arrastando. Eu estava morta, poderia me considerar morta e pior iria passar a maior vergonha da minha vida na frente do cara mais incrível que conheci.
Quando chegamos em frente a minha casa eu estava de olhos fechados, não queria ver o que me aguardava. De repente ouvi umas risadinhas e senti que estava salva...
Olhei no relógio dele e quase tive um treco quando vi que já passavam das quatro e meia da manhã. Abri a porta do carro rápido assustando-o, que precisou segurar meus braços enquanto eu praticamente saia correndo.
- Ei você é maluca ou algo assim? O que foi? Fiz alguma coisa de errado? – Ele perguntou enquanto tentava me acompanhar.
- Droga! São quase cinco da manhã! – Esbravejei sem explicar nada, eu estava apavorada.
- Ei, pára! – ele me segurou com mais força, me fazendo encará-lo. – Dá pra me explicar, por favor.
- Eu combinei com um amigo para chegarmos juntos em minha casa ou meus pais me matam, e estou atrasada quase uma hora, o que significa que ele e minhas irmãs já devem ter entrado em casa e eu estou muito encrencada. – Ótimo, agora eu estava dando um tiro no meu pé, ele iria sair correndo pra bem longe de uma criancinha que tinha regras dos pais dominando sua vida. – Desculpe, adorei te conhecer, mas preciso ir agora.
Fiquei esperando ele inventar uma desculpa qualquer e ir embora sem nem olhar pra trás, mas ao contrário disso ele segurou minha mão e saiu me puxando em direção a minha casa.
- O que você está fazendo? – Perguntei sem entender nada.
- Te levando pra casa, o que mais seria?
- Não! – Falei em pânico. – olha, eu já estou bem encrencada, não preciso que meus pais vejam que cheguei com um cara.
Ele me ignorou completamente e saiu me arrastando. Eu estava morta, poderia me considerar morta e pior iria passar a maior vergonha da minha vida na frente do cara mais incrível que conheci.
Quando chegamos em frente a minha casa eu estava de olhos fechados, não queria ver o que me aguardava. De repente ouvi umas risadinhas e senti que estava salva...
**********
Darcy...
Eu era mesmo um grande idiota! Só um completo idiota estaria há mais de uma hora esperando uma amiga namorar no carro de um outro cara só para protegê-la dos pais. O pior de tudo é que estava doendo; estava sentindo uma dor estranha em meu peito, uma dor que estava dilacerando-o; e eu nem entendia por que.
Minha vontade era ir até aquele carro maldito e arrancá-la de lá. Mas o que estava acontecendo comigo?! Eu sempre acobertei a Lizzy, já tinha feito isso antes, assim como ela já tinha feito comigo. Mas por que agora era diferente? Por que estava doendo?
Olhei para Lydia e Kitty adormecidas na calçada e decidi acordá-las, mas quando estava prestes a ir embora finalmente vi a porta do carro se abrindo e ela praticamente correr em direção a casa sendo seguida pelo carinha. Rapidamente corri até as meninas para acordá-las, fingindo que não estava espionando-os.
Quando eles chegaram em frente a casa, Lizzy estava com os olhos fechados enquanto o cara me olhava com um sorriso canalha. Definitivamente eu não gostava dele! Lydia e Kitty que haviam acordado, davam pequenas risadinhas idiotas para o playboy.
- Sem perigo, no fim das contas. – Ele falou para ela enquanto acariciava seu rosto. Precisei me segurar para não fazer uma besteira.
- Estou me sentindo uma idiota. Desculpe te colocar nesta situação vergonhosa. – ela respondeu timidamente voltando sua atenção para ele.
Eu realmente queria sumir. Ver ela se derretendo toda para um completo estranho que conheceu há menos de quatro horas enquanto eu sempre estive aqui... Fingi não os ouvir trocando telefone e palavras tão melosas que estavam me dando nojo. Achei melhor me virar para a porta, pois eu não queria ver nada daquilo.
- Posso te ligar? – O ouvi perguntar.
- Eu adoraria, apesar de saber que você não vai ligar.
- Eu vou ter que fazer acreditar em mim novamente?
Darcy...
Eu era mesmo um grande idiota! Só um completo idiota estaria há mais de uma hora esperando uma amiga namorar no carro de um outro cara só para protegê-la dos pais. O pior de tudo é que estava doendo; estava sentindo uma dor estranha em meu peito, uma dor que estava dilacerando-o; e eu nem entendia por que.
Minha vontade era ir até aquele carro maldito e arrancá-la de lá. Mas o que estava acontecendo comigo?! Eu sempre acobertei a Lizzy, já tinha feito isso antes, assim como ela já tinha feito comigo. Mas por que agora era diferente? Por que estava doendo?
Olhei para Lydia e Kitty adormecidas na calçada e decidi acordá-las, mas quando estava prestes a ir embora finalmente vi a porta do carro se abrindo e ela praticamente correr em direção a casa sendo seguida pelo carinha. Rapidamente corri até as meninas para acordá-las, fingindo que não estava espionando-os.
Quando eles chegaram em frente a casa, Lizzy estava com os olhos fechados enquanto o cara me olhava com um sorriso canalha. Definitivamente eu não gostava dele! Lydia e Kitty que haviam acordado, davam pequenas risadinhas idiotas para o playboy.
- Sem perigo, no fim das contas. – Ele falou para ela enquanto acariciava seu rosto. Precisei me segurar para não fazer uma besteira.
- Estou me sentindo uma idiota. Desculpe te colocar nesta situação vergonhosa. – ela respondeu timidamente voltando sua atenção para ele.
Eu realmente queria sumir. Ver ela se derretendo toda para um completo estranho que conheceu há menos de quatro horas enquanto eu sempre estive aqui... Fingi não os ouvir trocando telefone e palavras tão melosas que estavam me dando nojo. Achei melhor me virar para a porta, pois eu não queria ver nada daquilo.
- Posso te ligar? – O ouvi perguntar.
- Eu adoraria, apesar de saber que você não vai ligar.
- Eu vou ter que fazer acreditar em mim novamente?
Ouvi o riso nervoso dela e pelo silêncio e o ofegar das respirações, eles estavam se beijando. A dor aumentou violentamente enquanto senti o sangue ferver em minhas veias; fechei as mãos em punho e apertei os dentes com toda a minha força, na tentativa de fazer a dor passar e suprimir a estranha vontade de chorar que me dominava agora. Ouvi passos e rapidamente Lydia e Kitty entraram em casa.
- Will? – Ela me chamou quando finalmente ele foi embora.
- Oi. – sussurrei enquanto tentava me recompor.
- Desculpe... Eu perdi a noção do tempo, Will.
- Tudo bem, Lizzy. – comecei a me virar devagar.
- Você está bem?
- Só um pouco cansado. – menti. – vamos entrar?
- Claro. Ah Will! Estou tão feliz! Preciso compartilhar isso com alguém, se importa se conversarmos um pouco antes de dormir?
- Não, Lizzy. Podemos conversar sim. – falei em meio a um sorriso cansado enquanto entravamos em casa.
A última coisa que eu desejava ouvir naquela noite era a narrativa do que aconteceu naquele carro, mas eu não tinha escolha... Eu estava começando a entender meus sentimentos, isso estava me assustando... Eu estava perdido.
- Will? – Ela me chamou quando finalmente ele foi embora.
- Oi. – sussurrei enquanto tentava me recompor.
- Desculpe... Eu perdi a noção do tempo, Will.
- Tudo bem, Lizzy. – comecei a me virar devagar.
- Você está bem?
- Só um pouco cansado. – menti. – vamos entrar?
- Claro. Ah Will! Estou tão feliz! Preciso compartilhar isso com alguém, se importa se conversarmos um pouco antes de dormir?
- Não, Lizzy. Podemos conversar sim. – falei em meio a um sorriso cansado enquanto entravamos em casa.
A última coisa que eu desejava ouvir naquela noite era a narrativa do que aconteceu naquele carro, mas eu não tinha escolha... Eu estava começando a entender meus sentimentos, isso estava me assustando... Eu estava perdido.
*
*
*
*
Cenas dos próximo capítulo...
- Ele não vai ligar. Para com isso!
- Eu só queria mudar. Cansei daquele visual sem graça; os homens não gostam daquilo.
- Eu gosto mais de você como se vestia antes.
- Elizabeth. – ele me interrompeu. – Eu quero ficar com você.
Eu quase caí naquele papo mais uma vez, mas minha razão falou mais forte.
- Me solta, George e sai daqui!
- Está enganado. Lizzy me diz respeito sim, e se não quiser que eu quebre seu narizinho empinado, cai fora logo.
- Quero ir ao nosso lugar, Will. – pedi me encolhendo pela dor da decepção, humilhação e arrependimento.
- Vem cá, minha pequena.
- Eu também te amo e sempre estarei com você, prometemos um ao outro, lembra?
- Até que a morte nos separe?
- Não. Mesmo depois da morte.
*
*
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Cenas dos próximo capítulo...
- Ele não vai ligar. Para com isso!
- Eu só queria mudar. Cansei daquele visual sem graça; os homens não gostam daquilo.
- Eu gosto mais de você como se vestia antes.
- Elizabeth. – ele me interrompeu. – Eu quero ficar com você.
Eu quase caí naquele papo mais uma vez, mas minha razão falou mais forte.
- Me solta, George e sai daqui!
- Está enganado. Lizzy me diz respeito sim, e se não quiser que eu quebre seu narizinho empinado, cai fora logo.
- Quero ir ao nosso lugar, Will. – pedi me encolhendo pela dor da decepção, humilhação e arrependimento.
- Vem cá, minha pequena.
- Eu também te amo e sempre estarei com você, prometemos um ao outro, lembra?
- Até que a morte nos separe?
- Não. Mesmo depois da morte.














