Epílogo
Grandes revelações...
Lizzy...
- Estou falando sério, Will. Você é o melhor amigo que alguém pode desejar. – não consegui evitar meus olhos inundarem de lágrimas. Will...
Comecei a falar, queria acabar logo com aquela ansiedade toda e saber os motivos de estarmos ali, mas fui interrompida por um grupo de músicos que começaram a tocar canções regionais vestidos a caráter. Um pequeno grupo de dançarinos os acompanhava e a primeira canção foi uma muito alegre, convidativa para dançar.
- Bom, o baile já foi anunciado. – Will falou quando alguns casais levantaram e foram se juntar ao grupo de dançarinos no salão.
- Tem razão. – sorri de volta empolgada com a alegria da canção. – Será uma noite especial.
- Miss Bennet. – Will levantou e fez uma reverência formal com a cabeça enquanto estendia a mão para mim. – Concede-me a honra desta dança?
- É sério? – perguntei gargalhando.
- Deixa de ser estraga prazeres! – brincou insistindo na encenação. – Miss?
- Ok! Vamos lá. – levantei retribuindo a reverência. – Certamente, Milord.
Nos juntamos ao grupo que dançava alegremente no salão e sinceramente, não lembro de ter me divertido tanto em toda a minha vida. Inicialmente tentamos imitar os passos dos dançarinos, mas rapidamente desistimos e seguimos nosso estilo de dançar, ou seja, descoordenado. E assim se passou toda a noite.
Já passava da meia-noite quando estávamos em frente à porta do meu quarto. Ainda estávamos sorrindo dos micos que pagamos no salão do restaurante.
- Não sei porque você está rindo da minha performance como bailarino, a sua não foi tão excepcional assim. – ele observou sorrindo.
- Desculpe, mas dançar definitivamente não é seu forte. – concluí tentando me acalmar da onde de risos.
- Obrigado por ter me avisado antes que eu estava pagando mico! Muito amiga!
- Ah! Mas é que você estava se divertindo tanto, aliás, eu estou me divertindo muito, como há tempos não fazia. Acho que a ultima vez que me diverti assim foi quando ainda éramos amigos.
- Ainda somos amigos.
Comecei a falar, queria acabar logo com aquela ansiedade toda e saber os motivos de estarmos ali, mas fui interrompida por um grupo de músicos que começaram a tocar canções regionais vestidos a caráter. Um pequeno grupo de dançarinos os acompanhava e a primeira canção foi uma muito alegre, convidativa para dançar.
- Bom, o baile já foi anunciado. – Will falou quando alguns casais levantaram e foram se juntar ao grupo de dançarinos no salão.
- Tem razão. – sorri de volta empolgada com a alegria da canção. – Será uma noite especial.
- Miss Bennet. – Will levantou e fez uma reverência formal com a cabeça enquanto estendia a mão para mim. – Concede-me a honra desta dança?
- É sério? – perguntei gargalhando.
- Deixa de ser estraga prazeres! – brincou insistindo na encenação. – Miss?
- Ok! Vamos lá. – levantei retribuindo a reverência. – Certamente, Milord.
Nos juntamos ao grupo que dançava alegremente no salão e sinceramente, não lembro de ter me divertido tanto em toda a minha vida. Inicialmente tentamos imitar os passos dos dançarinos, mas rapidamente desistimos e seguimos nosso estilo de dançar, ou seja, descoordenado. E assim se passou toda a noite.
Já passava da meia-noite quando estávamos em frente à porta do meu quarto. Ainda estávamos sorrindo dos micos que pagamos no salão do restaurante.
- Não sei porque você está rindo da minha performance como bailarino, a sua não foi tão excepcional assim. – ele observou sorrindo.
- Desculpe, mas dançar definitivamente não é seu forte. – concluí tentando me acalmar da onde de risos.
- Obrigado por ter me avisado antes que eu estava pagando mico! Muito amiga!
- Ah! Mas é que você estava se divertindo tanto, aliás, eu estou me divertindo muito, como há tempos não fazia. Acho que a ultima vez que me diverti assim foi quando ainda éramos amigos.
- Ainda somos amigos.
- É, somos. – respondi pensativa sem saber em que terreno estava pisando. De repente um bocejo escapou. O sono já estava chegando.
- É melhor você ir dormir, pois vamos acordar muito cedo para ir até o lago.
- Estou com muito sono. – admiti encostando-me na porta do quarto.
- Vou te deixar dormir. – ele falou me dando passagem para abrir a porta. Assim o fiz e parei antes de entrar para me despedir dele.
- Boa noite, Will. – falei sonolenta abrindo os braços para um abraço.
- Boa noite. – ele relutou um pouco, mas me abraçou e foi tão bom. Céus! Eu poderia ficar colada a ele para o resto da minha vida. – Acho que precisa me soltar agora. – ele brincou com seu sorriso mais charmoso. – Durma bem, Lizzy.
Fiquei olhando ele se afastar pensando em como eu gostaria de pedir para ele ficar e dormir comigo como antes, mas nada mais é como antes e isso me assusta...
***~***~***~***~***~***
Darcy...
Como eu gostaria de dizer que dormi bem, como eu gostaria de dizer que dormi alguma coisa; a verdade é que mal consegui pregar o olho tamanho o meu nervosismo. Hoje seria o tudo ou nada. Ganhar o amor da Lizzy ou perder sua amizade para sempre; uma escolha difícil que não pode mais ser adiada.
De frente a porta do quarto dela, mal conseguia dominar meus sentimentos. Respirei fundo e repassei mentalmente tudo o que ensaiei toda a noite. Quando estava prestes a bater, ela abriu a porta e me recebeu com um sorriso iluminador.
- Oi! – me cumprimentou fechando a porta do quarto.
- Oi! – respondi nervoso. – E aí? Pronta para o encontro com o monstro do Lago Ness? – tentei brincar.
- Muito engraçado. – sorriu de volta – Se lá fora estiver tão frio quanto aqui dentro o único monstro que vou ver é minha imagem no espelho.
- Se quiser, não vamos. – sugeri enquanto caminhávamos até o restaurante para o café da manhã.
- É melhor você ir dormir, pois vamos acordar muito cedo para ir até o lago.
- Estou com muito sono. – admiti encostando-me na porta do quarto.
- Vou te deixar dormir. – ele falou me dando passagem para abrir a porta. Assim o fiz e parei antes de entrar para me despedir dele.
- Boa noite, Will. – falei sonolenta abrindo os braços para um abraço.
- Boa noite. – ele relutou um pouco, mas me abraçou e foi tão bom. Céus! Eu poderia ficar colada a ele para o resto da minha vida. – Acho que precisa me soltar agora. – ele brincou com seu sorriso mais charmoso. – Durma bem, Lizzy.
Fiquei olhando ele se afastar pensando em como eu gostaria de pedir para ele ficar e dormir comigo como antes, mas nada mais é como antes e isso me assusta...
***~***~***~***~***~***
Darcy...
Como eu gostaria de dizer que dormi bem, como eu gostaria de dizer que dormi alguma coisa; a verdade é que mal consegui pregar o olho tamanho o meu nervosismo. Hoje seria o tudo ou nada. Ganhar o amor da Lizzy ou perder sua amizade para sempre; uma escolha difícil que não pode mais ser adiada.
De frente a porta do quarto dela, mal conseguia dominar meus sentimentos. Respirei fundo e repassei mentalmente tudo o que ensaiei toda a noite. Quando estava prestes a bater, ela abriu a porta e me recebeu com um sorriso iluminador.
- Oi! – me cumprimentou fechando a porta do quarto.
- Oi! – respondi nervoso. – E aí? Pronta para o encontro com o monstro do Lago Ness? – tentei brincar.
- Muito engraçado. – sorriu de volta – Se lá fora estiver tão frio quanto aqui dentro o único monstro que vou ver é minha imagem no espelho.
- Se quiser, não vamos. – sugeri enquanto caminhávamos até o restaurante para o café da manhã.
- Só se eu fosse louca! Não é todo dia que podemos ver o tão famoso monstro. Só uma pergunta. – Parei para encará-la então ela continuou – Não vamos de moto, não é? Vamos congelar lá fora.
- Não - não consegui deixar de sorrir. – Já aluguei um carro do hotel.
- Ai que bom! Agora vamos comer que eu estou...
- Faminta! – completei sorrindo – Grande novidade. - a provoquei recebendo um tapinha no ombro.
Nosso café da manhã foi rápido e muito agradável. Já durante o trajeto até o lago ficamos a maior parte do tempo em silêncio; não sei os motivos dela, mas eu não conseguia falar ou pensar, apenas o medo da dor da rejeição me tomava.
Estacionamos o carro um pouco distante do lago e continuamos caminhando, lado a lado, mas em silêncio.
- Uau! – ela exclamou quando chegamos de frente ao lago.
Sorri e assisti ela sentar em uma grande pedra e contemplar o lago a sua frente.
- É lindo! Sombrio, mas lindo.
Com as mãos no bolso do casaco, senti o vento gélido açoitar meu rosto. Fechei os olhos e senti que o momento havia chegado, mas como começar? Como dizer que a ela que sempre a amei?
- Não vai sentar aqui comigo?
Ouvi sua voz e sorrindo me sentei ao seu lado. Ficamos alguns minutos em silêncio olhando para o lago, até que ela segurou minha mão direita apertando forte.
- Obrigada por realizar mais um dos meus desejos das nossas listas.
- O que? - A encarei surpreso. – Então...
- Will, - ela sorriu matreira – Primeiro a salsa, lembrando que você sempre odiou ritmos latinos, depois cozinhar, a moto, e agora o lago Ness. Achou mesmo que eu não sabia o que estava fazendo?
- É, você me pegou. – admiti me sentindo igual uma criança sendo pega no flagra.
- Obrigada mesmo. Você é um grande amigo. – aquela frase doeu em meu peito. Grande amigo? Eu não queria ser um grande amigo.
- E deu certo?
- Claro. Me fez muito feliz. Pena que alguns dos meus desejos eu mesma os destruí com escolhas erradas. – ela baixou os olhos para o chão.
- Não - não consegui deixar de sorrir. – Já aluguei um carro do hotel.
- Ai que bom! Agora vamos comer que eu estou...
- Faminta! – completei sorrindo – Grande novidade. - a provoquei recebendo um tapinha no ombro.
Nosso café da manhã foi rápido e muito agradável. Já durante o trajeto até o lago ficamos a maior parte do tempo em silêncio; não sei os motivos dela, mas eu não conseguia falar ou pensar, apenas o medo da dor da rejeição me tomava.
Estacionamos o carro um pouco distante do lago e continuamos caminhando, lado a lado, mas em silêncio.
- Uau! – ela exclamou quando chegamos de frente ao lago.
Sorri e assisti ela sentar em uma grande pedra e contemplar o lago a sua frente.
- É lindo! Sombrio, mas lindo.
Com as mãos no bolso do casaco, senti o vento gélido açoitar meu rosto. Fechei os olhos e senti que o momento havia chegado, mas como começar? Como dizer que a ela que sempre a amei?
- Não vai sentar aqui comigo?
Ouvi sua voz e sorrindo me sentei ao seu lado. Ficamos alguns minutos em silêncio olhando para o lago, até que ela segurou minha mão direita apertando forte.
- Obrigada por realizar mais um dos meus desejos das nossas listas.
- O que? - A encarei surpreso. – Então...
- Will, - ela sorriu matreira – Primeiro a salsa, lembrando que você sempre odiou ritmos latinos, depois cozinhar, a moto, e agora o lago Ness. Achou mesmo que eu não sabia o que estava fazendo?
- É, você me pegou. – admiti me sentindo igual uma criança sendo pega no flagra.
- Obrigada mesmo. Você é um grande amigo. – aquela frase doeu em meu peito. Grande amigo? Eu não queria ser um grande amigo.
- E deu certo?
- Claro. Me fez muito feliz. Pena que alguns dos meus desejos eu mesma os destruí com escolhas erradas. – ela baixou os olhos para o chão.
- Sempre há tempo para recomeçar. Você não morreu ainda, morreu?
- Não. – ela gargalhou me olhando divertida. – Mas sabe o que sempre quis saber durante todos estes anos?
- Não faço idéia.
- Quais foram os seus desejos. Você viu os meus e nunca me deixou ver os seus. Com certeza conseguiu realizar todos.
- Na verdade eu coloquei apenas um desejo naquela lista. – falei recebendo um olhar surpreso.
Em silêncio e diante do silêncio dela retirei do bolso interno do casaco um papel amarelado e entreguei a ela.
- Isto é... – ela estava realmente surpresa, não mais do que ficará quando ler o meu desejo.
- É a minha lista, aliás, meu único desejo há oito anos e agora. – Meu coração parecia querer saltar do meu peito.
As mãos tremulas dela seguravam o papel enquanto seus grandes olhos negros me olhavam assustados. Ouvi a respiração dela acelerar e desviei meus olhos para o lago; não tinha coragem de olhá-la, não podia.
Apenas ouvir o som do papel sendo aberto e apertei minhas mãos com força em punho dentro dos bolsos do casaco. Estava sendo difícil respirar; finalmente depois de anos estava me libertando de um fardo pesado e tinha chegado o momento de me libertar..
***~****~****~****~****
Lizzy...
Por um instante tudo em mim parou; meu coração, minha respiração, o piscar dos olhos. Frações de segundos assustadores. Apenas quando senti meus olhos arderem e uma lágrima solitária molhar o papel amarelado meus olhos focaram naquela frase.
“ 10 coisas que preciso fazer antes de crescer...
1 – Me formar em administração;
2 – Morar em Nova York;
Meu único desejo é que a Lizzy perceba que eu a amo desesperadamente e que vê-la ao lado de outro homem me causa uma grande dor como se uma faca dilacerasse meu peito. Ou então que eu finalmente possa esquecê-la e seguir adiante como ela está fazendo, mas sinto que é impossível, pois ela é minha vida agora...
W.D
- Não. – ela gargalhou me olhando divertida. – Mas sabe o que sempre quis saber durante todos estes anos?
- Não faço idéia.
- Quais foram os seus desejos. Você viu os meus e nunca me deixou ver os seus. Com certeza conseguiu realizar todos.
- Na verdade eu coloquei apenas um desejo naquela lista. – falei recebendo um olhar surpreso.
Em silêncio e diante do silêncio dela retirei do bolso interno do casaco um papel amarelado e entreguei a ela.
- Isto é... – ela estava realmente surpresa, não mais do que ficará quando ler o meu desejo.
- É a minha lista, aliás, meu único desejo há oito anos e agora. – Meu coração parecia querer saltar do meu peito.
As mãos tremulas dela seguravam o papel enquanto seus grandes olhos negros me olhavam assustados. Ouvi a respiração dela acelerar e desviei meus olhos para o lago; não tinha coragem de olhá-la, não podia.
Apenas ouvir o som do papel sendo aberto e apertei minhas mãos com força em punho dentro dos bolsos do casaco. Estava sendo difícil respirar; finalmente depois de anos estava me libertando de um fardo pesado e tinha chegado o momento de me libertar..
***~****~****~****~****
Lizzy...
Por um instante tudo em mim parou; meu coração, minha respiração, o piscar dos olhos. Frações de segundos assustadores. Apenas quando senti meus olhos arderem e uma lágrima solitária molhar o papel amarelado meus olhos focaram naquela frase.
“ 10 coisas que preciso fazer antes de crescer...
1 – Me formar em administração;
2 – Morar em Nova York;
Meu único desejo é que a Lizzy perceba que eu a amo desesperadamente e que vê-la ao lado de outro homem me causa uma grande dor como se uma faca dilacerasse meu peito. Ou então que eu finalmente possa esquecê-la e seguir adiante como ela está fazendo, mas sinto que é impossível, pois ela é minha vida agora...
W.D
Busquei o ar, mas ele não veio. Elevei meus olhos para o lago e a paisagem agora era turva devido às lágrimas. O que dizer? Como agir? Céus!
- Por que nunca me contou? – a pergunta saiu em um fio de voz, tão falha que mal pôde ser ouvida. Não consegui encara-lo então permaneci olhando para o lago.
- Por que nunca percebeu? – ele respondeu minha pergunta com outra pergunta então entendi.
Passei a relembrar todos os sinais tão claros, mas eu estava cega. Como nunca percebi?!
- Ai meu Deus! – deixei escapar enquanto levantei, não conseguia ficar parada, estava em choque.
- Eu tentei te contar várias vezes. – ele levantou e tentou se aproximar de mim, mas não muito. – Naquele dia no Valentine Day quando te convidei para ir à caixa d’água, estava pronto para abrir o jogo, mas aí você começou a namorar o George e o final você já sabe. Sempre tive esperança de que você um dia percebesse e...
- Desde quando? – quis saber.
- Há tempo demais para não me sentir um completo idiota agora. – lhe lancei um olhar insatisfeito que ele entendeu imediatamente. – Quando entramos no colegial. Na verdade eu fiquei confuso por um bom tempo, mas na sua festa de dezesseis anos eu tive a certeza de que a amava.
- Achei que fossemos amigos!
- Sempre fui seu amigo. Mesmo te amando nunca deixei de ser seu amigo. Sempre estive ali quando precisou.
- A não ser quando fugiu. – o acusei sentindo raiva de mim por ser tão cega e dele por ter se calado tanto tempo.
- Acha que foi fácil para mim te ver casando com outro?! Acha mesmo que poderia assistir a tudo e não desabar? Não seja injusta.
- Eu injusta?! – me sobressaltei – Eu não sabia de nada e se soubesse...
- Se soubesse o que? O que teria feito? Teria escolhido a mim ao invés dele? Teria?
- Eu... Eu... – eu não sabia o que responder. Naquela época estava completamente apaixonada pelo George e via o Will apenas como meu amigo.
- Por que nunca me contou? – a pergunta saiu em um fio de voz, tão falha que mal pôde ser ouvida. Não consegui encara-lo então permaneci olhando para o lago.
- Por que nunca percebeu? – ele respondeu minha pergunta com outra pergunta então entendi.
Passei a relembrar todos os sinais tão claros, mas eu estava cega. Como nunca percebi?!
- Ai meu Deus! – deixei escapar enquanto levantei, não conseguia ficar parada, estava em choque.
- Eu tentei te contar várias vezes. – ele levantou e tentou se aproximar de mim, mas não muito. – Naquele dia no Valentine Day quando te convidei para ir à caixa d’água, estava pronto para abrir o jogo, mas aí você começou a namorar o George e o final você já sabe. Sempre tive esperança de que você um dia percebesse e...
- Desde quando? – quis saber.
- Há tempo demais para não me sentir um completo idiota agora. – lhe lancei um olhar insatisfeito que ele entendeu imediatamente. – Quando entramos no colegial. Na verdade eu fiquei confuso por um bom tempo, mas na sua festa de dezesseis anos eu tive a certeza de que a amava.
- Achei que fossemos amigos!
- Sempre fui seu amigo. Mesmo te amando nunca deixei de ser seu amigo. Sempre estive ali quando precisou.
- A não ser quando fugiu. – o acusei sentindo raiva de mim por ser tão cega e dele por ter se calado tanto tempo.
- Acha que foi fácil para mim te ver casando com outro?! Acha mesmo que poderia assistir a tudo e não desabar? Não seja injusta.
- Eu injusta?! – me sobressaltei – Eu não sabia de nada e se soubesse...
- Se soubesse o que? O que teria feito? Teria escolhido a mim ao invés dele? Teria?
- Eu... Eu... – eu não sabia o que responder. Naquela época estava completamente apaixonada pelo George e via o Will apenas como meu amigo.
- Eu já sei a resposta; já sabia naquela época por isso fui embora.
- E por que está me contando agora?
- Por que... – ele respirou fundo antes de continuar – Porque eu pensei que me afastando de você poderia te esquecer, mas durante todos estes anos você ainda vivia dentro de mim, em meu coração. Nunca deixei de amá-la e quando te reencontrei tive certeza disso.
- Deus! – voltei a me sentar na pedra.
Fiquei quieta, pensando... Não estava sendo fácil descobrir tudo isso após tanto anos de dúvidas e questionamentos. Ele permaneceu de pé um pouco distante e assim ficamos por longos dez minutos até que levantei e caminhei na direção do carro sendo seguida por ele.
Chegamos até o carro e o silêncio era enlouquecedor. Abri a porta do passageiro e entrei sob o olhar angustiado dele. Após alguns segundos ele também entrou no carro e seguimos até a pousada, no mais absoluto silêncio. Ainda não estava pronta para falar, não sabia o que falar. Me sentia culpada pelo sofrimento dele, mas também sentia raiva por ele nunca ter me contado.
Antes de descer do carro finalmente consegui emitir algum som pela minha garganta.
- Quando sai nosso vôo? – perguntei sem olhar pra ele.
- Às dezesseis horas. – ele respondeu com a voz triste e angustiada.
- Ok! – falei começando a abrir a porta, mas ele gentilmente segurou meu braço.
- Precisamos conversar. Não pode agir desta forma.
- Não tenho condições de falar nada agora. Não sei o que pensar.
- Mas...
- No momento certo, Will. Preciso de um tempo, por favor.
Em resposta ele soltou meu braço me deixando livre para ir. Desci do carro e praticamente corri até meu quarto fechando a porta com desespero. O mundo estava desmoronando em cima da minha cabeça e eu não sei o que fazer...
- E por que está me contando agora?
- Por que... – ele respirou fundo antes de continuar – Porque eu pensei que me afastando de você poderia te esquecer, mas durante todos estes anos você ainda vivia dentro de mim, em meu coração. Nunca deixei de amá-la e quando te reencontrei tive certeza disso.
- Deus! – voltei a me sentar na pedra.
Fiquei quieta, pensando... Não estava sendo fácil descobrir tudo isso após tanto anos de dúvidas e questionamentos. Ele permaneceu de pé um pouco distante e assim ficamos por longos dez minutos até que levantei e caminhei na direção do carro sendo seguida por ele.
Chegamos até o carro e o silêncio era enlouquecedor. Abri a porta do passageiro e entrei sob o olhar angustiado dele. Após alguns segundos ele também entrou no carro e seguimos até a pousada, no mais absoluto silêncio. Ainda não estava pronta para falar, não sabia o que falar. Me sentia culpada pelo sofrimento dele, mas também sentia raiva por ele nunca ter me contado.
Antes de descer do carro finalmente consegui emitir algum som pela minha garganta.
- Quando sai nosso vôo? – perguntei sem olhar pra ele.
- Às dezesseis horas. – ele respondeu com a voz triste e angustiada.
- Ok! – falei começando a abrir a porta, mas ele gentilmente segurou meu braço.
- Precisamos conversar. Não pode agir desta forma.
- Não tenho condições de falar nada agora. Não sei o que pensar.
- Mas...
- No momento certo, Will. Preciso de um tempo, por favor.
Em resposta ele soltou meu braço me deixando livre para ir. Desci do carro e praticamente corri até meu quarto fechando a porta com desespero. O mundo estava desmoronando em cima da minha cabeça e eu não sei o que fazer...
Demorei alguns minutos tentando assimilar tudo o que descobri, era muito difícil saber que por tanto tempo ele me amou. Quando lhe contava meus segredos mais íntimos, meus sonhos, minhas frustrações. Compartilhei momentos com um amigo que não existia, sim, porque ele não me via como amiga, ele me amava.
O som do celular me despertou dos meus pensamentos, a contragosto atendi a ligação, pois tinha viajado sem avisar nada a Jane e certamente ela estava preocupada.
- Jane. – minha voz estava cansada.
- Lizzy? Onde você está?
- Estou na Escócia.
- Escócia?! Está falando sério?
- Estou. – um longo suspiro saiu da minha garganta. – Jane, preciso da sua ajuda.
- Claro. O que houve?
- Não sei o que fazer... – comecei não contendo mais as lágrimas.
***~***~***~***~***~***
Meio dia e nem sinal dela. Tinha me preparado para tudo; para um não, perder sua amizade, tudo, menos o que estava acontecendo. Ela simplesmente não esboçou reação nenhuma, e aquele silêncio todo estava me matando.
Em menos de três horas estaríamos voltando para Londres e o meu belo plano tinha ido por água abaixo. Por diversas vezes precisei me controlar para não bater na porta do quarto dela, mas tinha que dar este tempo a ela, era o mínimo que poderia fazer.
Batidas na porta fizeram meu coração acelerar. Levantei depressa e tentando conter o nervosismo abri a porta e me deparei com um funcionário da pousada.
- Sr. Darcy?
- Sim. – respondi confuso.
- Miss. Bennet me pediu para lhe entregar este bilhete.
Peguei o papel ainda mais confuso e não tive coragem de lê-lo.
- Onde ela está?
- Partiu cerca de uma hora, senhor.
Não! Não podia ser! Ela tinha ido embora? Me segurei com força na porta, pois minhas forças se esvaíram por completo.
- Posso ajudá-lo em alguma coisa, senhor? - o funcionário percebeu meu estado.
O som do celular me despertou dos meus pensamentos, a contragosto atendi a ligação, pois tinha viajado sem avisar nada a Jane e certamente ela estava preocupada.
- Jane. – minha voz estava cansada.
- Lizzy? Onde você está?
- Estou na Escócia.
- Escócia?! Está falando sério?
- Estou. – um longo suspiro saiu da minha garganta. – Jane, preciso da sua ajuda.
- Claro. O que houve?
- Não sei o que fazer... – comecei não contendo mais as lágrimas.
***~***~***~***~***~***
Meio dia e nem sinal dela. Tinha me preparado para tudo; para um não, perder sua amizade, tudo, menos o que estava acontecendo. Ela simplesmente não esboçou reação nenhuma, e aquele silêncio todo estava me matando.
Em menos de três horas estaríamos voltando para Londres e o meu belo plano tinha ido por água abaixo. Por diversas vezes precisei me controlar para não bater na porta do quarto dela, mas tinha que dar este tempo a ela, era o mínimo que poderia fazer.
Batidas na porta fizeram meu coração acelerar. Levantei depressa e tentando conter o nervosismo abri a porta e me deparei com um funcionário da pousada.
- Sr. Darcy?
- Sim. – respondi confuso.
- Miss. Bennet me pediu para lhe entregar este bilhete.
Peguei o papel ainda mais confuso e não tive coragem de lê-lo.
- Onde ela está?
- Partiu cerca de uma hora, senhor.
Não! Não podia ser! Ela tinha ido embora? Me segurei com força na porta, pois minhas forças se esvaíram por completo.
- Posso ajudá-lo em alguma coisa, senhor? - o funcionário percebeu meu estado.
- Não, obrigado. – respondi voltando ao normal, ao menos tentando.
Fechei a porta e sentei na cama. Rapidamente abri o papel lendo-o com ansiedade.
Will,
Sinto muito, mas não sei o que te falar, não sem nem o que pensar de tudo isso. Estou confusa e mesmo sentindo que meus sentimentos por você mudaram, não consigo lidar com tudo isso agora. Preciso de um tempo, sozinha.
Lizzy
- Não, não fuja de mim. – supliquei como se ela pudesse me ouvir.
Respirei fundo e deixei a tristeza esvair com algumas lágrimas. Não tinha mais tempo e esta atitude dela me fez entender finalmente que acabou... Tudo acabou...
***~***~***~***~***~***
Fechei a porta e sentei na cama. Rapidamente abri o papel lendo-o com ansiedade.
Will,
Sinto muito, mas não sei o que te falar, não sem nem o que pensar de tudo isso. Estou confusa e mesmo sentindo que meus sentimentos por você mudaram, não consigo lidar com tudo isso agora. Preciso de um tempo, sozinha.
Lizzy
- Não, não fuja de mim. – supliquei como se ela pudesse me ouvir.
Respirei fundo e deixei a tristeza esvair com algumas lágrimas. Não tinha mais tempo e esta atitude dela me fez entender finalmente que acabou... Tudo acabou...
***~***~***~***~***~***
Não sei quantas vezes olhei para entrada da igreja, mas nenhum sinal dela... Voltei sozinho da Escócia e não mais a procurei, por mais que doesse eu precisava arrancá-la do meu coração de uma vez por todas. Seguir em frente.
- Estou pronta, querido. – minha mãe me sorriu e pude perceber que ela estava nervosa.
- Você está linda. – falei beijando a face dela.
- Estou tão nervosa.
- Vai dar tudo certo. Será muito feliz ao lado do Roger.
- Eu sei. E você, como está?
- Mãe, hoje é o seu dia.
- Eu me preocupo com você e desde que voltou tem andando triste e cabisbaixo.
- Eu estou bem.
- E se ligasse para ela...
- Não, mãe. Acabou. – aquela frase causou uma dor maior na ferida que estava em meu peito, mas toda cura passava antes pela dor e eu queria ser curado, precisava ser curado. – Agora vamos entrar antes que o Roger pense que você desistiu do casamento. – brinquei oferecendo meu braço a ela.
- Estou pronta, querido. – minha mãe me sorriu e pude perceber que ela estava nervosa.
- Você está linda. – falei beijando a face dela.
- Estou tão nervosa.
- Vai dar tudo certo. Será muito feliz ao lado do Roger.
- Eu sei. E você, como está?
- Mãe, hoje é o seu dia.
- Eu me preocupo com você e desde que voltou tem andando triste e cabisbaixo.
- Eu estou bem.
- E se ligasse para ela...
- Não, mãe. Acabou. – aquela frase causou uma dor maior na ferida que estava em meu peito, mas toda cura passava antes pela dor e eu queria ser curado, precisava ser curado. – Agora vamos entrar antes que o Roger pense que você desistiu do casamento. – brinquei oferecendo meu braço a ela.
- Eu te amo.
- Eu também te amo, mãe. Pode me perdoar por ter ido embora e passado tanto tempo longe?
- Não tem que pedir perdão de nada, querido; fez o que era certo. Ah! Não posso chorar ou vou parecer um monstro no meu casamento. – ela sorriu enxugando o canto dos olhos. – Vamos!
A cerimônia foi linda e ver a felicidade estampada no rosto da minha mãe me fez por um momento esquecer minha dor e ser feliz por ela.
A recepção foi na casa dela mesmo, para poucos convidados. Passei quase a noite toda tentando me livrar da Karen até que consegui fugir para a varanda alegando falta de ar. Mas era assim que me sentia desde ontem, sem ar. Aspirei o ar com força tentando não pensar...
- Will? – uma voz conhecida me chamou.
- Jane. – sorri cumprimentando-a.
- O casamento foi lindo.
- Obrigado.
Ficamos em silêncio e ela sorriu tomando um gole do seu champanhe.
- Ela só esta confusa, William.
- É, eu sei. – esbocei um sorriso cansado. – Mas eu também estou, Jane. – desabafei – Passei anos da minha vida sofrendo e não posso mais fazer isso.
- Eu entendo. Só acho que ela está com medo.
- Jane, eu entendo todos os motivos dela, acredite, mas me desculpe, não posso passar minha vida toda esperando que ela pare e se dê conta de que eu a amo. – sentia raiva naquele momento e acabei descontando em quem não merecia. – Desculpe...
- Tudo bem.
- Não. Eu fui estúpido agora, mas é que não consigo entender. Eu só queria saber porque é tão repugnante pra ela a idéia de me amar.
- Ela te ama, eu sei disso.
- E por que ela não está aqui me dizendo isso pessoalmente?
- Porque ela é tão cabeça dura quanto você. Precisa faze alguma coisa!
- Não... Acabou e quer saber? Já não tem importância, estou indo embora amanhã e nada mais disso vai importar.
- Aí está você, docinho. – nos viramos para Charles que se juntava a nós.
- Docinho?! – Jane arqueou uma sobrancelha em um claro sinal de desagrado. – Pelo amor de Deus!
- Eu também te amo, mãe. Pode me perdoar por ter ido embora e passado tanto tempo longe?
- Não tem que pedir perdão de nada, querido; fez o que era certo. Ah! Não posso chorar ou vou parecer um monstro no meu casamento. – ela sorriu enxugando o canto dos olhos. – Vamos!
A cerimônia foi linda e ver a felicidade estampada no rosto da minha mãe me fez por um momento esquecer minha dor e ser feliz por ela.
A recepção foi na casa dela mesmo, para poucos convidados. Passei quase a noite toda tentando me livrar da Karen até que consegui fugir para a varanda alegando falta de ar. Mas era assim que me sentia desde ontem, sem ar. Aspirei o ar com força tentando não pensar...
- Will? – uma voz conhecida me chamou.
- Jane. – sorri cumprimentando-a.
- O casamento foi lindo.
- Obrigado.
Ficamos em silêncio e ela sorriu tomando um gole do seu champanhe.
- Ela só esta confusa, William.
- É, eu sei. – esbocei um sorriso cansado. – Mas eu também estou, Jane. – desabafei – Passei anos da minha vida sofrendo e não posso mais fazer isso.
- Eu entendo. Só acho que ela está com medo.
- Jane, eu entendo todos os motivos dela, acredite, mas me desculpe, não posso passar minha vida toda esperando que ela pare e se dê conta de que eu a amo. – sentia raiva naquele momento e acabei descontando em quem não merecia. – Desculpe...
- Tudo bem.
- Não. Eu fui estúpido agora, mas é que não consigo entender. Eu só queria saber porque é tão repugnante pra ela a idéia de me amar.
- Ela te ama, eu sei disso.
- E por que ela não está aqui me dizendo isso pessoalmente?
- Porque ela é tão cabeça dura quanto você. Precisa faze alguma coisa!
- Não... Acabou e quer saber? Já não tem importância, estou indo embora amanhã e nada mais disso vai importar.
- Aí está você, docinho. – nos viramos para Charles que se juntava a nós.
- Docinho?! – Jane arqueou uma sobrancelha em um claro sinal de desagrado. – Pelo amor de Deus!
- É! – ele sorriu cínico – Ei cara! A Karen está te caçando lá na sala.
- Que ótimo! – me aborreci – Vou sair pelos fundos.
- Aonde vai? – Charles se preocupou.
- Dar uma volta. Estou sufocando.
Entrei no carro e segui sem rumo. Queria me despedir de tudo a começar pelo meu bairro, o lugar onde fui tão feliz. Agora que minha mãe se mudaria para a Austrália, nada mais me prendia aquele lugar e se dependesse de mim, nunca mais voltaria a Londres outra vez.
Pela janela do carro vi a velha caixa d’água e senti uma imensa vontade de ir lá pela ultima vez, era uma forma de enterrar tudo o que se relacionasse com a Lizzy para sempre.
Subi lentamente as escadas, não tinha pressa, afinal, seria a ultima vez que estaria naquele lugar, no nosso lugar. Quando cheguei ao topo, caminhei pelo lugar analisando cada canto, lembrando cada momento vivido ali. Me aproximei da caixa e sorri ao ver nosso nomes gravados.
“Darcy & Lizzy, amigos para sempre.”
Passei levemente a mão pela escrita e senti que era hora de dizer adeus. Dizer adeus aquele lugar era como dizer adeus a ela.
- Adeus, Lizzy. – falei sentindo um nó se formar em minha garganta.
- Adeus, Darcy.
Virei-me bruscamente e lá estava ela. Desviei os olhos do seu rosto e voltei minha atenção para nossos nomes. Senti sua aproximação, mas não me mexi.
- Tínhamos nove anos quando escrevemos nossos nomes aí.
A Ouvi falar, mas não respondi, apenas me virei na direção do parapeito e fitei as estrelas.
- Desculpe. – ela recomeçou a falar.
- Não precisa se desculpar por nada.
- Agi feito uma covarde, realmente sinto muito.
- Tudo bem.
- Eu queria ter ido até o seu quarto, mas não sabia o que fazer. Foi mais fácil ligar para o aeroporto e adiantar meu vôo.
- Acredite, sem bem como é. Fiz isso há oito anos.
- É, fez.
Ficamos em silêncio até que resolvi acabar e uma vez por todas com aquilo.
- Que ótimo! – me aborreci – Vou sair pelos fundos.
- Aonde vai? – Charles se preocupou.
- Dar uma volta. Estou sufocando.
Entrei no carro e segui sem rumo. Queria me despedir de tudo a começar pelo meu bairro, o lugar onde fui tão feliz. Agora que minha mãe se mudaria para a Austrália, nada mais me prendia aquele lugar e se dependesse de mim, nunca mais voltaria a Londres outra vez.
Pela janela do carro vi a velha caixa d’água e senti uma imensa vontade de ir lá pela ultima vez, era uma forma de enterrar tudo o que se relacionasse com a Lizzy para sempre.
Subi lentamente as escadas, não tinha pressa, afinal, seria a ultima vez que estaria naquele lugar, no nosso lugar. Quando cheguei ao topo, caminhei pelo lugar analisando cada canto, lembrando cada momento vivido ali. Me aproximei da caixa e sorri ao ver nosso nomes gravados.
“Darcy & Lizzy, amigos para sempre.”
Passei levemente a mão pela escrita e senti que era hora de dizer adeus. Dizer adeus aquele lugar era como dizer adeus a ela.
- Adeus, Lizzy. – falei sentindo um nó se formar em minha garganta.
- Adeus, Darcy.
Virei-me bruscamente e lá estava ela. Desviei os olhos do seu rosto e voltei minha atenção para nossos nomes. Senti sua aproximação, mas não me mexi.
- Tínhamos nove anos quando escrevemos nossos nomes aí.
A Ouvi falar, mas não respondi, apenas me virei na direção do parapeito e fitei as estrelas.
- Desculpe. – ela recomeçou a falar.
- Não precisa se desculpar por nada.
- Agi feito uma covarde, realmente sinto muito.
- Tudo bem.
- Eu queria ter ido até o seu quarto, mas não sabia o que fazer. Foi mais fácil ligar para o aeroporto e adiantar meu vôo.
- Acredite, sem bem como é. Fiz isso há oito anos.
- É, fez.
Ficamos em silêncio até que resolvi acabar e uma vez por todas com aquilo.
- Preciso ir. Meu vôo sai cedo amanhã e ainda preciso arrumar algumas coisas.
- Agora é você quem está fugindo.
- Droga, Lizzy! – esbravejei, mas de forma contida. – O que quer de mim? Se veio aqui me dizer que quer apenas minha amizade, tenho que ser sincero com você e te dizer que não posso te dar o que quer. Não posso ser apenas seu amigo, não dá. – me senti bem após aquele desabafo.
- Acabou? – ela parecia estar se divertindo.
- Não, não acabei. Minha vontade agora é...
- Posso falar?
- Vá em frente.
- Quando tínhamos treze anos e eu cismei que queria aprender a beijar, lembro que te infernizei até você aceitar ser minha cobaia. Você ficou maluco de raiva, esbravejou, resmungou, mas no final topou.
Sorri com a lembrança que passou por minha mente. Então ela continuou.
- Demos um selinho aqui mesmo, neste exato lugar. Mas aquilo não foi suficiente pra mim e tentamos um beijo com a boca aberta. – ela sorriu um pouco antes de continuar. – Lembra o que aconteceu depois?
- Claro que lembro. – assenti lembrando claramente da minha reação. Eu não resisti e a beijei apaixonadamente dando nosso primeiro beijo de língua.
- Foi o meu primeiro beijo pra valer. Eu fiquei apavorada. Pensei: perdi a amizade do Will pra sempre.
- Você ficou mais de uma semana sem querer me ver.
- Eu tive medo. A sensação que aquele beijo me causou, me fez perceber que eu poderia facilmente me apaixonar por você e perder meu melhor amigo. Acho que inconscientemente foi isso que fiz conosco, preferi ter você ao meu lado pra sempre, como meu amigo e ignorei todos os sinais.
- Seu plano não deu muito certo. – brinquei.
- Não deu. Mas acho que se tivéssemos tentado antes não teria dado certo. Costumo pensar que tudo na vida tem uma razão de ser e que tudo o que aconteceu entre a gente só serviu para amadurecer o que sentimos.
- Agora é você quem está fugindo.
- Droga, Lizzy! – esbravejei, mas de forma contida. – O que quer de mim? Se veio aqui me dizer que quer apenas minha amizade, tenho que ser sincero com você e te dizer que não posso te dar o que quer. Não posso ser apenas seu amigo, não dá. – me senti bem após aquele desabafo.
- Acabou? – ela parecia estar se divertindo.
- Não, não acabei. Minha vontade agora é...
- Posso falar?
- Vá em frente.
- Quando tínhamos treze anos e eu cismei que queria aprender a beijar, lembro que te infernizei até você aceitar ser minha cobaia. Você ficou maluco de raiva, esbravejou, resmungou, mas no final topou.
Sorri com a lembrança que passou por minha mente. Então ela continuou.
- Demos um selinho aqui mesmo, neste exato lugar. Mas aquilo não foi suficiente pra mim e tentamos um beijo com a boca aberta. – ela sorriu um pouco antes de continuar. – Lembra o que aconteceu depois?
- Claro que lembro. – assenti lembrando claramente da minha reação. Eu não resisti e a beijei apaixonadamente dando nosso primeiro beijo de língua.
- Foi o meu primeiro beijo pra valer. Eu fiquei apavorada. Pensei: perdi a amizade do Will pra sempre.
- Você ficou mais de uma semana sem querer me ver.
- Eu tive medo. A sensação que aquele beijo me causou, me fez perceber que eu poderia facilmente me apaixonar por você e perder meu melhor amigo. Acho que inconscientemente foi isso que fiz conosco, preferi ter você ao meu lado pra sempre, como meu amigo e ignorei todos os sinais.
- Seu plano não deu muito certo. – brinquei.
- Não deu. Mas acho que se tivéssemos tentado antes não teria dado certo. Costumo pensar que tudo na vida tem uma razão de ser e que tudo o que aconteceu entre a gente só serviu para amadurecer o que sentimos.
- Talvez você tenha razão, mas isso não apaga o que vivemos.
- Claro que não. Mas nos fez crescer.
- Crescer dói.
- Dói sim, mas é necessário.
- Nossa! Estamos filosofando às duas da manhã. – brinquei nos fazendo sorrir.
- Não pode me deixar novamente, Will. – ela pediu segurando minha mão.
- Não pode me pedir para ficar, Lizzy. – respondi acariciando a sua mão sobre a minha.
- Sei que não posso, mas só quero que antes de ir, saiba de uma coisa. – ela fez uma pausa e pude ver seus olhos cheios de lágrimas. – Eu te amo.
- Mais que um amigo?! – perguntei lembrando a nossa conversa naquele mesmo lugar antes de eu partir para Nova York.
- Muito mais. – ela se aproximou e pude sentir sua respiração descontrolada. – Eu te amo como homem. – ela falou roçando seus lábios nos meus.
- Lizzy... – sussurrei sentindo que estava perdendo todo o meu controle.
- Eu te amo, Will. – gemeu quando a puxei para junto do meu corpo, roçando meus lábios aos dela.
- Esperei minha vida toda por este beijo. – consegui falar com a voz rouca de desejo.
- Eu também. Então cala logo essa boca e me beija.
Não esperei um segundo convite, a beijei com paixão sentindo o doce sabor do seu beijo, beijo que tantas vezes imaginei e agora tudo era real. Nos beijamos mais um pouco até que nos afastamos a contragosto, mas precisávamos de ar.
- Desculpe por ser tão cega.
- Está tudo bem. Tudo valeu a pena para ter você agora. Finalmente realizei o meu desejo da lista. – sorri enquanto depositava vários beijos nos lábios dela.
- Ah! Os desejos. – ela sorriu. – Também posso dizer que fiz todas as dez coisas que precisei fazer antes de ter você.
- E qual é o seu desejo agora?
- Que você me leve para a minha casa e me ame como nunca fui amada em toda a minha vida.
- Seu desejo é uma ordem. – sorri antes de tomar seus lábios em mais um beijo intenso e cheio de realização.
- Isso significa que você não vai mais embora?
- Claro que não. Mas nos fez crescer.
- Crescer dói.
- Dói sim, mas é necessário.
- Nossa! Estamos filosofando às duas da manhã. – brinquei nos fazendo sorrir.
- Não pode me deixar novamente, Will. – ela pediu segurando minha mão.
- Não pode me pedir para ficar, Lizzy. – respondi acariciando a sua mão sobre a minha.
- Sei que não posso, mas só quero que antes de ir, saiba de uma coisa. – ela fez uma pausa e pude ver seus olhos cheios de lágrimas. – Eu te amo.
- Mais que um amigo?! – perguntei lembrando a nossa conversa naquele mesmo lugar antes de eu partir para Nova York.
- Muito mais. – ela se aproximou e pude sentir sua respiração descontrolada. – Eu te amo como homem. – ela falou roçando seus lábios nos meus.
- Lizzy... – sussurrei sentindo que estava perdendo todo o meu controle.
- Eu te amo, Will. – gemeu quando a puxei para junto do meu corpo, roçando meus lábios aos dela.
- Esperei minha vida toda por este beijo. – consegui falar com a voz rouca de desejo.
- Eu também. Então cala logo essa boca e me beija.
Não esperei um segundo convite, a beijei com paixão sentindo o doce sabor do seu beijo, beijo que tantas vezes imaginei e agora tudo era real. Nos beijamos mais um pouco até que nos afastamos a contragosto, mas precisávamos de ar.
- Desculpe por ser tão cega.
- Está tudo bem. Tudo valeu a pena para ter você agora. Finalmente realizei o meu desejo da lista. – sorri enquanto depositava vários beijos nos lábios dela.
- Ah! Os desejos. – ela sorriu. – Também posso dizer que fiz todas as dez coisas que precisei fazer antes de ter você.
- E qual é o seu desejo agora?
- Que você me leve para a minha casa e me ame como nunca fui amada em toda a minha vida.
- Seu desejo é uma ordem. – sorri antes de tomar seus lábios em mais um beijo intenso e cheio de realização.
- Isso significa que você não vai mais embora?
- Não posso fazer isso, tenho uma vida em Nova York.
- E como ficamos então?
- Vem comigo? – pedi encarando seus olhos surpresos. – Não podemos mais ficar longe, vem comigo para Nova York.
- Está falando sério?
- Muito. Então, o que me diz?
- Que eu já passei tempo demais longe de você para te deixar ir novamente. Eu vou!
- Tem certeza de que agüenta esperar até chegarmos a sua casa? – deixei toda a minha intenção implícita em meu meio sorriso.
- Acho que não posso esperar nem mais um minuto. – o sorriso cínico dela foi a deixa para eu perder a cabeça de vez...
***Fim.***
Presente! Para aquelas que gostaram da relação gato e rato de Jane e Charles, um pequeno texto onde vocês vão se divertir mais um pouco com a relação deles...
- Por acaso isso aqui é uma escova de dentes, SUA? – Jane questionou quando voltou do banheiro.
- Por acaso é minha. Qual o problema? – Charles respondeu despreocupado deitado na cama trabalhando em seu computador.
- Está tentando se mudar para cá?
- E se estivesse?
- Charles!
'- Ah! Qual é? Todo mundo anda feliz por aí, pensei que nós também poderíamos seguir o exemplo dão Will e da sua irmã que estão felizes em Nova York e...
- Está me propondo morarmos juntos?! - ensaiou um sorriso vitorioso.
- Estou. – admitiu entendendo onde ela estava querendo chegar. – É você venceu! Eu me rendo, bandeira branca, Jane Bennet. Estou apaixonado por você. Satisfeita, sua feiticeira?
- Eu sabia! – gargalhou pulando na cama e vibrando como se estivesse comemorando uma vitória da seleção do país.
- Acabou? – ele perguntou derrubando ela na cama colocando seu corpo sobre o dela.
- É. Acabei. – sorriu satisfeita. – Mas adoraria te ouvir confessar que perdeu o jogo.
- E como ficamos então?
- Vem comigo? – pedi encarando seus olhos surpresos. – Não podemos mais ficar longe, vem comigo para Nova York.
- Está falando sério?
- Muito. Então, o que me diz?
- Que eu já passei tempo demais longe de você para te deixar ir novamente. Eu vou!
- Tem certeza de que agüenta esperar até chegarmos a sua casa? – deixei toda a minha intenção implícita em meu meio sorriso.
- Acho que não posso esperar nem mais um minuto. – o sorriso cínico dela foi a deixa para eu perder a cabeça de vez...
***Fim.***
Presente! Para aquelas que gostaram da relação gato e rato de Jane e Charles, um pequeno texto onde vocês vão se divertir mais um pouco com a relação deles...
- Por acaso isso aqui é uma escova de dentes, SUA? – Jane questionou quando voltou do banheiro.
- Por acaso é minha. Qual o problema? – Charles respondeu despreocupado deitado na cama trabalhando em seu computador.
- Está tentando se mudar para cá?
- E se estivesse?
- Charles!
'- Ah! Qual é? Todo mundo anda feliz por aí, pensei que nós também poderíamos seguir o exemplo dão Will e da sua irmã que estão felizes em Nova York e...
- Está me propondo morarmos juntos?! - ensaiou um sorriso vitorioso.
- Estou. – admitiu entendendo onde ela estava querendo chegar. – É você venceu! Eu me rendo, bandeira branca, Jane Bennet. Estou apaixonado por você. Satisfeita, sua feiticeira?
- Eu sabia! – gargalhou pulando na cama e vibrando como se estivesse comemorando uma vitória da seleção do país.
- Acabou? – ele perguntou derrubando ela na cama colocando seu corpo sobre o dela.
- É. Acabei. – sorriu satisfeita. – Mas adoraria te ouvir confessar que perdeu o jogo.
- Ok! Eu confesso.
- Sério?
- Claro. Sou um homem dominado mesmo.
- Eu vou adorar ouvir isso.
– Eu Charles Bingley, confesso para as paredes e para o pôster do Bom Jovi ali – apontou pra o closet dela – que fui completamente dominado por minha bela oponente, Jane Bennet. E que a partir de agora meu coração e meu corpo lindo, musculoso e bem dotado...
- Idiota. – sorriu mordendo os lábios dele de leve, como punição.
- Ai! – ele protestou beijando-a de forma intensa. – Eu te amo, Jane Bennet.
- Eu também te amo, Charles, Bingley, mas vou logo avisando que apesar de te amar, estou de olho em você e se der um passinho sequer fora do caminho, meu amigo...
Antes dela completar a ameaça suas bocas já estavam unidas novamente...
- Sério?
- Claro. Sou um homem dominado mesmo.
- Eu vou adorar ouvir isso.
– Eu Charles Bingley, confesso para as paredes e para o pôster do Bom Jovi ali – apontou pra o closet dela – que fui completamente dominado por minha bela oponente, Jane Bennet. E que a partir de agora meu coração e meu corpo lindo, musculoso e bem dotado...
- Idiota. – sorriu mordendo os lábios dele de leve, como punição.
- Ai! – ele protestou beijando-a de forma intensa. – Eu te amo, Jane Bennet.
- Eu também te amo, Charles, Bingley, mas vou logo avisando que apesar de te amar, estou de olho em você e se der um passinho sequer fora do caminho, meu amigo...
Antes dela completar a ameaça suas bocas já estavam unidas novamente...
Só quando o avião pousou em solo escocês percebi que havia dormido quase a viagem inteira. Will me chamou gentilmente enquanto tocava em meu braço. Pegamos nossas coisas e após quase uma hora, pegamos a moto no setor de cargas e ganhávamos a estrada.
À medida que a paisagem montanhosa de Highlands surgia, meu encantamento aumentava ainda mais. Definitivamente era de tirar o fôlego. O frio do início do inverno Escocês já passava por nossos corpos e quando chegamos a uma bela e aconchegante cidadezinha já era quase noite.
Fomos direto a uma pousada antiga, mas muito bem cuidada e incrivelmente linda. Era como se o tempo não tivesse parado naquele lugar, me senti como se estivesse em pleno século XVIII.
Fomos direcionados para nossos quartos e nos preparamos para o jantar que foi servido no belo restaurante aquecido por duas antigas lareiras, dignas dos livros de história antiga.
- Não acredito que estamos aqui. – sussurrei analisando cada canto daquele lugar incrível. – Como achou este lugar?
- Vim aqui algumas vezes quando criança. Este lugar era especial para os meus pais, foi aqui que passaram sua lua de mel e sempre vínhamos aqui no aniversário de casamento deles.
- Mas é lindo! Parece que estamos vivendo no passado aqui. A qualquer momento espero que anunciem o baile. – brinquei enquanto o garçom servia nossas entradas.
- Que bom que está gostando.
- Na verdade eu precisa mesmo disso. – admiti encarando-o. – Obrigada.
- Não por isso. Quando precisar fugir de tudo é só me ligar. – piscou o olho saboreando seu jantar.
- Não é apenas por isso que estou agradecendo, mas por tudo. Por ser meu amigo, por não ter desistido de mim apesar de tudo o que eu fiz a você. Como consegue ainda me aturar depois de tudo?
- Vai ver eu sou sadomasoquista. – brincou sorrindo de forma despojada.














