Capítulo X
Liberdade...
Lizzy...
Duas semanas se passaram tão rápido. No trabalho, não poderia ter sido melhor; me apaixonei por meus pacientes logo de cara e meus colegas de trabalho me acolheram da melhor forma possível.
Me encontrei com o colega advogado da Jane e os tramites do meu divórcio estavam encaminhados e com um acordo que favorecia tanto a mim quanto ao George que já estava de namorada nova. Ao contrário do que deveria acontecer, não consegui me abalar com isso e até fiquei muito feliz por ele estar recomeçando, coisa que eu ainda não estava preparada para fazer.
Já em relação ao Will, não o vi nem atendi suas ligações durante todos estes dias. A dor que aquilo estava me causando era enorme, mas necessária; tinha que começar a viver sem ele, não poderia deixar isso ir mais adiante quando não aceitava estes novos sentimentos.
Sempre vi o Will como aquele amigo que sempre estava lá; nos bons e maus momentos estávamos sempre juntos. Agora as coisas eram diferentes, apesar da confusão que era meu coração e minha mente, uma coisa era certa: eu estava completamente apaixonada pelo meu melhor amigo. O que fazer com este novo sentimento? Não faço a menor idéia e isso me assusta.
Sexta à noite e meu programa era jantar com minha irmã em seu apartamento. Não estava muito a fim de sair, mas precisava ocupar minha cabeça. Nós duas preparamos o jantar, bem, na verdade eu apenas preparei a sobremesa que o Will me ensinou, e sem a supervisão dele, desta vez não ficou tão boa. Após o jantar tomávamos chá na sala enquanto nos aquecíamos em frente a lareira.
- Esta sala mais parece um jardim. – observei sorrindo em meio a dúzias e dúzias de rosas.
- Dá para acreditar nisso?! – Jane estava aborrecida – Ele acha que pode me conquistar com flores! Homens são todos iguais e acham que todas nós somos iguais.
Liberdade...
Lizzy...
Duas semanas se passaram tão rápido. No trabalho, não poderia ter sido melhor; me apaixonei por meus pacientes logo de cara e meus colegas de trabalho me acolheram da melhor forma possível.
Me encontrei com o colega advogado da Jane e os tramites do meu divórcio estavam encaminhados e com um acordo que favorecia tanto a mim quanto ao George que já estava de namorada nova. Ao contrário do que deveria acontecer, não consegui me abalar com isso e até fiquei muito feliz por ele estar recomeçando, coisa que eu ainda não estava preparada para fazer.
Já em relação ao Will, não o vi nem atendi suas ligações durante todos estes dias. A dor que aquilo estava me causando era enorme, mas necessária; tinha que começar a viver sem ele, não poderia deixar isso ir mais adiante quando não aceitava estes novos sentimentos.
Sempre vi o Will como aquele amigo que sempre estava lá; nos bons e maus momentos estávamos sempre juntos. Agora as coisas eram diferentes, apesar da confusão que era meu coração e minha mente, uma coisa era certa: eu estava completamente apaixonada pelo meu melhor amigo. O que fazer com este novo sentimento? Não faço a menor idéia e isso me assusta.
Sexta à noite e meu programa era jantar com minha irmã em seu apartamento. Não estava muito a fim de sair, mas precisava ocupar minha cabeça. Nós duas preparamos o jantar, bem, na verdade eu apenas preparei a sobremesa que o Will me ensinou, e sem a supervisão dele, desta vez não ficou tão boa. Após o jantar tomávamos chá na sala enquanto nos aquecíamos em frente a lareira.
- Esta sala mais parece um jardim. – observei sorrindo em meio a dúzias e dúzias de rosas.
- Dá para acreditar nisso?! – Jane estava aborrecida – Ele acha que pode me conquistar com flores! Homens são todos iguais e acham que todas nós somos iguais.
- Jane, não sei o porquê desta sua implicância com Charles, acho até que vocês formariam um belo casal.
- Está ficando maluca? Conheço bem aquele tipo de homem e sinceramente não estou mais a fim disso.
- Ao menos pode admitir que ele é muito gato, por favor. – a provoquei ainda mais.
- Nunca disse que não era.
- E inteligente. E divertido também.
- Ele é tudo isso que você falou e muito mais aí, mas a questão é que é um típico conquistador barato e deixa comigo que sei lidar muito bem com ele.
- Tudo bem, Sra. Advogada. – sorri me servindo de mais chá. – Mas se não quer nada com ele porque estão saindo juntos?
- Por que apesar de tudo ele é uma companhia agradável e como não tenho nada melhor em vista no momento. – sorriu marota. – Mas vale lembrar que não deixo ele se aproximar nem bancar o engraçadinho. Saímos apenas como bons amigos.
- Está provocando ele?! Jane! – gargalhei enquanto esfriava meu chá.
- O que?! – se defendeu – Ele acha que está jogando comigo e que estou caindo em seu joguinho, mas ele não perde por esperar.
- Que maldade! – exclamei sorrindo. – Acho que você vai acabar fazendo ele ficar apaixonado por você e você por ele.
- Eu e Charles estamos buscando a mesma coisa, não se preocupe. E quanto a você e o Will? Não tem falado com ele?
- Não depois daquela noite na boate. Ele me ligou algumas vezes, mas não atendi.
- Ainda não entendo porque você esta fazendo isso. Achei que estava tudo bem e de repente você toma esta atitude drástica.
- É tão complicado.
- Tenta me explicar. Talvez te faça bem conversar.
- Está tudo muito confuso agora, mas... Ah! Não sei. – fiz uma pausa, mais para ganhar coragem e finalmente verbalizar o que estou sentindo há dias.
- O casamento da mãe dele é daqui a dois dias e inevitavelmente vocês vão se ver.
- Nem me lembre. Preferia não ir.
- Está ficando maluca? Conheço bem aquele tipo de homem e sinceramente não estou mais a fim disso.
- Ao menos pode admitir que ele é muito gato, por favor. – a provoquei ainda mais.
- Nunca disse que não era.
- E inteligente. E divertido também.
- Ele é tudo isso que você falou e muito mais aí, mas a questão é que é um típico conquistador barato e deixa comigo que sei lidar muito bem com ele.
- Tudo bem, Sra. Advogada. – sorri me servindo de mais chá. – Mas se não quer nada com ele porque estão saindo juntos?
- Por que apesar de tudo ele é uma companhia agradável e como não tenho nada melhor em vista no momento. – sorriu marota. – Mas vale lembrar que não deixo ele se aproximar nem bancar o engraçadinho. Saímos apenas como bons amigos.
- Está provocando ele?! Jane! – gargalhei enquanto esfriava meu chá.
- O que?! – se defendeu – Ele acha que está jogando comigo e que estou caindo em seu joguinho, mas ele não perde por esperar.
- Que maldade! – exclamei sorrindo. – Acho que você vai acabar fazendo ele ficar apaixonado por você e você por ele.
- Eu e Charles estamos buscando a mesma coisa, não se preocupe. E quanto a você e o Will? Não tem falado com ele?
- Não depois daquela noite na boate. Ele me ligou algumas vezes, mas não atendi.
- Ainda não entendo porque você esta fazendo isso. Achei que estava tudo bem e de repente você toma esta atitude drástica.
- É tão complicado.
- Tenta me explicar. Talvez te faça bem conversar.
- Está tudo muito confuso agora, mas... Ah! Não sei. – fiz uma pausa, mais para ganhar coragem e finalmente verbalizar o que estou sentindo há dias.
- O casamento da mãe dele é daqui a dois dias e inevitavelmente vocês vão se ver.
- Nem me lembre. Preferia não ir.
- Mas irá. A Sra. Darcy não tem nada a ver com os problemas de vocês. – ela fez uma pausa me encarando decidida - Está apaixonada por ele, acertei? – Jane concluiu as palavras não ditas, me surpreendendo.
- O que? Como...?
- Como descobri? Lizzy. Você sempre foi apaixonada por ele, mas estava tão cega com esse lance de amizade que preferiu enterrar este sentimento.
- Não! – protestei veemente – Sempre fomos amigos.
- Sério? Então pense bem. Como se sentiu quando ele partiu? E como se sentiu quando ele voltou depois de anos? E principalmente. Por que preferiu se afastar dele a sofrer? É uma mulher muito inteligente, minha irmã. Sei que tem as respostas para todas estas perguntas.
- E o que eu faço agora? Não sei o que fazer. – admiti derrotada.
- Por que não enfrenta? Por que não se abre com ele?
- Muito fácil falar. Ele me vê apenas como sua amiga e não quero estragar isso.
- Nunca vai saber se não tentar.
- Aí é que está. Prefiro não saber.
- É uma escolha que terá que fazer sozinha.
- É, eu sei. – ponderei pensativa enquanto dúvidas pairavam em minha mente.
*********************
Darcy...
- Quem é? – perguntei cauteloso ao ouvir batidas na porta do meu quarto.
- Sou eu, cara. Abre logo.
Ao reconhecer a voz do Charles, abri a porta mais aliviado.
- O que está havendo com você? Vive trancado neste quarto a maior parte do dia.
- Estou fugindo. – respondi me jogando na cama.
- Como alguém em sã consciência foge de uma Angel da Victoria Srecret’s gostosa daquelas? Você virou gay e não me avisou?
- Karen está me sufocando. – desabafei – Ela vive em cima de mim 24 horas.
- Eu não estaria com essa cara se aquela deusa vivesse em cima de mim 24 horas.
- Charles! Desisto de ter qualquer conversa sensata com você. É por isso que não conseguiu nada com Jane Bennet.
- O que? Como...?
- Como descobri? Lizzy. Você sempre foi apaixonada por ele, mas estava tão cega com esse lance de amizade que preferiu enterrar este sentimento.
- Não! – protestei veemente – Sempre fomos amigos.
- Sério? Então pense bem. Como se sentiu quando ele partiu? E como se sentiu quando ele voltou depois de anos? E principalmente. Por que preferiu se afastar dele a sofrer? É uma mulher muito inteligente, minha irmã. Sei que tem as respostas para todas estas perguntas.
- E o que eu faço agora? Não sei o que fazer. – admiti derrotada.
- Por que não enfrenta? Por que não se abre com ele?
- Muito fácil falar. Ele me vê apenas como sua amiga e não quero estragar isso.
- Nunca vai saber se não tentar.
- Aí é que está. Prefiro não saber.
- É uma escolha que terá que fazer sozinha.
- É, eu sei. – ponderei pensativa enquanto dúvidas pairavam em minha mente.
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Darcy...
- Quem é? – perguntei cauteloso ao ouvir batidas na porta do meu quarto.
- Sou eu, cara. Abre logo.
Ao reconhecer a voz do Charles, abri a porta mais aliviado.
- O que está havendo com você? Vive trancado neste quarto a maior parte do dia.
- Estou fugindo. – respondi me jogando na cama.
- Como alguém em sã consciência foge de uma Angel da Victoria Srecret’s gostosa daquelas? Você virou gay e não me avisou?
- Karen está me sufocando. – desabafei – Ela vive em cima de mim 24 horas.
- Eu não estaria com essa cara se aquela deusa vivesse em cima de mim 24 horas.
- Charles! Desisto de ter qualquer conversa sensata com você. É por isso que não conseguiu nada com Jane Bennet.
- Ainda, diga-se de passagem. Aquela loirinha é jogo duro, mas não vai demorar para estar aqui na minha mão. Já estamos até saindo. Jantamos duas vezes! – falou orgulhoso, como se tivesse tido um grande avanço.
- Sem querer ser estraga prazeres, mas tenho que te lembrar que não deu sequer um beijo na mão dela.
- Ela está caidinha por mim, cara. Acredite!
- Vai sonhando. Jane já sacou qual é a sua. Está brincando com fogo, Charles.
- Meu amigo, já fui bombeiro muitas vezes nesta vida. Brincar com fogo é minha especialidade. – sorriu cínico.
- Não vai conseguir nada com ela. Ao menos não enquanto continuar agindo como um cafajeste idiota.
- Bom, prefiro ser um cafajeste idiota, a ser um romântico apaixonado e indeciso que só vive levando fora.
- Só para esclarecer as coisas. Você está tentando me ajudar? – ironizei.
- Estou, acredite. Cara desde que ela se afastou de você novamente, até parece que o mundo perdeu a graça. Você tem uma modelo loira e francesinha te dando mole e fica aí para baixo! Fracamente!
- Eu amo aquela mulher!
- E porque simplesmente não levanta dessa cama e vai lutar por ela?! – o olhei estarrecido – Desde que voltou tudo o que faz é fazer a vontade dela, realizar os sonhos dela, mas e quanto a você?! Sobre os seus sonhos, seus desejos?
- Onde está meu amigo Charles?
- Estou falando muito sério. Acho que precisa tomar uma atitude. Não pode simplesmente ela te enxotar da vida dela novamente sem que ela saiba que você a ama.
- Acha que devo me declarar? – comecei a ponderar o que ele estava falando - E quanto ao plano dos desejos?
- Que se danem estes desejos idiotas. Precisa dizer para aquela mulher o quanto a ama e acabar com isso de uma vez por todas.
- Talvez você tenha razão.
- É claro que eu tenho razão.
- Já sei exatamente o que vou fazer. – uma excelente idéia me passou pela cabeça.
- Espero que seja algo relacionado a beijo e cama, do contrário vou te dar um atestado de gay.
- Sem querer ser estraga prazeres, mas tenho que te lembrar que não deu sequer um beijo na mão dela.
- Ela está caidinha por mim, cara. Acredite!
- Vai sonhando. Jane já sacou qual é a sua. Está brincando com fogo, Charles.
- Meu amigo, já fui bombeiro muitas vezes nesta vida. Brincar com fogo é minha especialidade. – sorriu cínico.
- Não vai conseguir nada com ela. Ao menos não enquanto continuar agindo como um cafajeste idiota.
- Bom, prefiro ser um cafajeste idiota, a ser um romântico apaixonado e indeciso que só vive levando fora.
- Só para esclarecer as coisas. Você está tentando me ajudar? – ironizei.
- Estou, acredite. Cara desde que ela se afastou de você novamente, até parece que o mundo perdeu a graça. Você tem uma modelo loira e francesinha te dando mole e fica aí para baixo! Fracamente!
- Eu amo aquela mulher!
- E porque simplesmente não levanta dessa cama e vai lutar por ela?! – o olhei estarrecido – Desde que voltou tudo o que faz é fazer a vontade dela, realizar os sonhos dela, mas e quanto a você?! Sobre os seus sonhos, seus desejos?
- Onde está meu amigo Charles?
- Estou falando muito sério. Acho que precisa tomar uma atitude. Não pode simplesmente ela te enxotar da vida dela novamente sem que ela saiba que você a ama.
- Acha que devo me declarar? – comecei a ponderar o que ele estava falando - E quanto ao plano dos desejos?
- Que se danem estes desejos idiotas. Precisa dizer para aquela mulher o quanto a ama e acabar com isso de uma vez por todas.
- Talvez você tenha razão.
- É claro que eu tenho razão.
- Já sei exatamente o que vou fazer. – uma excelente idéia me passou pela cabeça.
- Espero que seja algo relacionado a beijo e cama, do contrário vou te dar um atestado de gay.
- Charles, muito obrigado por abrir meus olhos. Agora preciso ir a um lugar. – falei enquanto pegava minhas coisas.
- O que vai fazer?
- Agora não posso te contar, mas logo você saberá.
Enquanto dirigia pelas avenidas movimentadas de Londres passei a arquitetar melhor meu plano. Charles tinha toda razão, eu precisava agir. Dentro de três dias eu iria embora e agora precisava jogar todas as cartas na mesa, virar o jogo, tomar uma atitude que poderia mudar minha vida completamente.
Quando cheguei ao local desejado, tudo ocorreu como planejado. Providenciei tudo para que fosse perfeito, nada poderia dar errado, absolutamente nada.
Passei em casa para pegar algumas coisas que eu precisava e para falar com a minha mãe, afinal de contas eu devia uma satisfação a ela. Encontrei todos almoçando.
- Will! – minha mãe foi a primeira a notar minha presença. – Onde você estava querido?
- Precisei sair para resolver algumas coisas, mãe.
- Esqueceu seu celular em casa. – Charles falou me entregando o telefone.
- Senta aqui ao meu lado, irmãozinho. – Karen apontou para a cadeira ao seu lado.
- Eu não vou almoçar. – respondi ignorando-a, olhando em direção a minha mãe. - Vim em casa apenas pegar algumas coisas no meu quarto.
- Vai sair novamente, filho?
- Sim. Mãe poderia me acompanhar até o quarto, por favor? – pedi sob os olhares curiosos de todos.
- Claro. Aconteceu alguma coisa? – ela se preocupou – Não. Só preciso falar com você um instante.
- Com licença. – ela pediu e logo me seguia pelo corredor.
Quando chegamos ao meu quarto me certifiquei de que a porta estava trancada e encarei minha mãe que pelo seu olhar estava ansiosa e muito nervosa.
- Então? – ela perguntou enquanto me encarava apreensiva.
- Mãe, vou precisar ficar fora até amanhã à noite. – falei por fim.
- Aonde você vai? Algum problema no seu trabalho?
- Não, está tudo sob controle. Mãe, a senhora sempre soube do meu amor pela Lizzy, não é?
- O que vai fazer?
- Agora não posso te contar, mas logo você saberá.
Enquanto dirigia pelas avenidas movimentadas de Londres passei a arquitetar melhor meu plano. Charles tinha toda razão, eu precisava agir. Dentro de três dias eu iria embora e agora precisava jogar todas as cartas na mesa, virar o jogo, tomar uma atitude que poderia mudar minha vida completamente.
Quando cheguei ao local desejado, tudo ocorreu como planejado. Providenciei tudo para que fosse perfeito, nada poderia dar errado, absolutamente nada.
Passei em casa para pegar algumas coisas que eu precisava e para falar com a minha mãe, afinal de contas eu devia uma satisfação a ela. Encontrei todos almoçando.
- Will! – minha mãe foi a primeira a notar minha presença. – Onde você estava querido?
- Precisei sair para resolver algumas coisas, mãe.
- Esqueceu seu celular em casa. – Charles falou me entregando o telefone.
- Senta aqui ao meu lado, irmãozinho. – Karen apontou para a cadeira ao seu lado.
- Eu não vou almoçar. – respondi ignorando-a, olhando em direção a minha mãe. - Vim em casa apenas pegar algumas coisas no meu quarto.
- Vai sair novamente, filho?
- Sim. Mãe poderia me acompanhar até o quarto, por favor? – pedi sob os olhares curiosos de todos.
- Claro. Aconteceu alguma coisa? – ela se preocupou – Não. Só preciso falar com você um instante.
- Com licença. – ela pediu e logo me seguia pelo corredor.
Quando chegamos ao meu quarto me certifiquei de que a porta estava trancada e encarei minha mãe que pelo seu olhar estava ansiosa e muito nervosa.
- Então? – ela perguntou enquanto me encarava apreensiva.
- Mãe, vou precisar ficar fora até amanhã à noite. – falei por fim.
- Aonde você vai? Algum problema no seu trabalho?
- Não, está tudo sob controle. Mãe, a senhora sempre soube do meu amor pela Lizzy, não é?
- Sim e não sei se este amor te faz bem ou mal. – respondeu cautelosa.
- Aí é que está. Eu preciso acabar com isso de uma vez por todas, entende?
- E para isso vai precisar viajar e quer saber se eu me importo?
- Sim. – respondi sorrindo enquanto a abraçava. Minha mãe me conhecia mais que eu mesmo. – Prometo estar aqui na manhã do casamento. Tudo bem?
- Claro, meu filho. Mas quero que me prometa uma coisa... Quero que caso as coisas não saiam como você imagina, prometa que vai esquecê-la de uma vez por todas e não vai ficar triste, que vai seguir em frente.
- Eu prometo. – apesar do frio na espinha em pensar que ela possa me dizer não, sabia que era isso que deveria fazer, esquecê-la ou ser absurdamente feliz ao lado dela.
- Pode ir tranqüilo meu amor, estarei aqui torcendo para que finalmente ela perceba a jóia rara que é você. – disse beijando minha face. – Vou voltar para a sala. Tem certeza de que não quer almoçar?
- Tenho. Pode chamar Charles para mim?
Ela assentiu sorrindo e em minutos Charles adentrava o quarto com uma expressão curiosa.
- Ei, cara. O que aconteceu? – perguntou assim que me viu arrumando uma mochila.
- Estou seguindo seu conselho. – respondi enquanto pegava umas roupas no armário.
- Certo. E a mochila?
- Vou fazer o que você falou. Vou arriscar e dizer a ela o que eu sinto.
- Isso é ótimo! Então vai acabar com aquele plano maluco de realizar os desejos dela?
- Não! Vou fazer justamente o contrário. – recebi uma carranca, mas ignorei – Vou continuar seguindo o plano inicial, só que desta vez vou acelerar as coisas.
- Ainda acho que é uma grande loucura. É tudo muito simples: Você vai até ela e diz que a ama depois a leva para a cama. Viu? Simples! – o ignorei então ele desistiu de me persuadir a ser um tarado ao invés de um homem apaixonado. - Então, qual é o próximo passo da lista dos desejos?
- Aí é que está. Eu preciso acabar com isso de uma vez por todas, entende?
- E para isso vai precisar viajar e quer saber se eu me importo?
- Sim. – respondi sorrindo enquanto a abraçava. Minha mãe me conhecia mais que eu mesmo. – Prometo estar aqui na manhã do casamento. Tudo bem?
- Claro, meu filho. Mas quero que me prometa uma coisa... Quero que caso as coisas não saiam como você imagina, prometa que vai esquecê-la de uma vez por todas e não vai ficar triste, que vai seguir em frente.
- Eu prometo. – apesar do frio na espinha em pensar que ela possa me dizer não, sabia que era isso que deveria fazer, esquecê-la ou ser absurdamente feliz ao lado dela.
- Pode ir tranqüilo meu amor, estarei aqui torcendo para que finalmente ela perceba a jóia rara que é você. – disse beijando minha face. – Vou voltar para a sala. Tem certeza de que não quer almoçar?
- Tenho. Pode chamar Charles para mim?
Ela assentiu sorrindo e em minutos Charles adentrava o quarto com uma expressão curiosa.
- Ei, cara. O que aconteceu? – perguntou assim que me viu arrumando uma mochila.
- Estou seguindo seu conselho. – respondi enquanto pegava umas roupas no armário.
- Certo. E a mochila?
- Vou fazer o que você falou. Vou arriscar e dizer a ela o que eu sinto.
- Isso é ótimo! Então vai acabar com aquele plano maluco de realizar os desejos dela?
- Não! Vou fazer justamente o contrário. – recebi uma carranca, mas ignorei – Vou continuar seguindo o plano inicial, só que desta vez vou acelerar as coisas.
- Ainda acho que é uma grande loucura. É tudo muito simples: Você vai até ela e diz que a ama depois a leva para a cama. Viu? Simples! – o ignorei então ele desistiu de me persuadir a ser um tarado ao invés de um homem apaixonado. - Então, qual é o próximo passo da lista dos desejos?
- Está lá fora. – respondi colocando a mochila nas costas – Vem, vamos sair pelos fundos. Não quero chamar a atenção da Karen.
Saímos em silêncio e quando alcançamos a rua notei a expressão surpresa do Charles ao ver o que estava em frente à casa.
- Definitivamente quero o antigo Darcy de volta. Você está ficando maluco, cara! – sorriu eufórico enquanto analisava melhor o que estava a sua frente.
- Isso faz parte da lista de desejos dela.
- E aonde você vai com isso?
- Vou realizar dois desejos de uma vez e se tudo der certo, serão três desejos, mas agora não tenho tempo para te explicar. Fica torcendo por mim. – falei me preparando para ir embora.
- Estou torcendo para você voltar a sanidade isso sim. – o ouvi gritar quando ganhei a avenida...
********************
Lizzy...
Sentada no balanço do quintal observava a neve caindo. Amanhã eu não teria escolha, teria que encontrá-lo. Não sabia como reagir ou o que falar; talvez nem fosse preciso toda esta preocupação, talvez ele esteja tão envolvido com sua “irmãzinha” que nem se dê ao trabalho de notar minha existência.
Que droga de vida! Como pude me apaixonar pelo meu melhor amigo?! Pior, como sempre fui apaixonada pelo meu melhor amigo e nunca notei? Sim, pesando bem tudo o que aconteceu conosco desde o dia em que nos conhecemos, eu sempre o amei, primeiro como amigo, mas não demorou muito para ele ser o centro da minha vida.
Fechei os olhos e aspirei o ar com força deixando um gemido escapar da minha garganta. De repente passos se aproximando me fizeram abrir os olhos.
Agora já não poderia fugir e fingir que não estava em casa, ele estava lindo, bem na minha frente. Senti meu coração acelerar e a tensão que tomou meu corpo me fez paralisar completamente.
- Oi. – ele me cumprimentou timidamente enquanto se aproximava.
- Oi. – respondi tensa, nervosa.
- Ainda somos amigos, não é?
- É... somos.
- Tem um minuto?
- Na verdade eu estava me preparando pra sair, então...
Saímos em silêncio e quando alcançamos a rua notei a expressão surpresa do Charles ao ver o que estava em frente à casa.
- Definitivamente quero o antigo Darcy de volta. Você está ficando maluco, cara! – sorriu eufórico enquanto analisava melhor o que estava a sua frente.
- Isso faz parte da lista de desejos dela.
- E aonde você vai com isso?
- Vou realizar dois desejos de uma vez e se tudo der certo, serão três desejos, mas agora não tenho tempo para te explicar. Fica torcendo por mim. – falei me preparando para ir embora.
- Estou torcendo para você voltar a sanidade isso sim. – o ouvi gritar quando ganhei a avenida...
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Lizzy...
Sentada no balanço do quintal observava a neve caindo. Amanhã eu não teria escolha, teria que encontrá-lo. Não sabia como reagir ou o que falar; talvez nem fosse preciso toda esta preocupação, talvez ele esteja tão envolvido com sua “irmãzinha” que nem se dê ao trabalho de notar minha existência.
Que droga de vida! Como pude me apaixonar pelo meu melhor amigo?! Pior, como sempre fui apaixonada pelo meu melhor amigo e nunca notei? Sim, pesando bem tudo o que aconteceu conosco desde o dia em que nos conhecemos, eu sempre o amei, primeiro como amigo, mas não demorou muito para ele ser o centro da minha vida.
Fechei os olhos e aspirei o ar com força deixando um gemido escapar da minha garganta. De repente passos se aproximando me fizeram abrir os olhos.
Agora já não poderia fugir e fingir que não estava em casa, ele estava lindo, bem na minha frente. Senti meu coração acelerar e a tensão que tomou meu corpo me fez paralisar completamente.
- Oi. – ele me cumprimentou timidamente enquanto se aproximava.
- Oi. – respondi tensa, nervosa.
- Ainda somos amigos, não é?
- É... somos.
- Tem um minuto?
- Na verdade eu estava me preparando pra sair, então...
- Não faz isso, por favor. – pediu sabendo que eu estava tentando fugir me fazendo corar e evitar seu olhar decidido. – Não pode fugir de mim a vida toda, Lizzy.
- Eu não estou fugindo. – tentei argumentar, mas foi em vão.
- Você nunca foi uma boa mentirosa. – ele falou sorrindo timidamente.
- Estou fugindo de mim. – confessei – Não quero sofrer quando você se for novamente.
- Posso? – perguntou apontando para o balanço vazio ao meu lado, então assenti e ele sentou. – Estava lembrando estes dias de quando tínhamos oito anos e tivemos nossa primeira briga feia. – ele sorriu encarando a rua.
Permaneci em silêncio. Estava nervosa de mais para falar sequer uma palavra que fosse então ele continuou.
- Acho que brigamos por um sorvete. – riu.
- Na verdade foi porque você não quis ceder o de morango pra mim, mesmo sabendo que era o meu predileto e o ultimo na sorveteria. – lembrei cada detalhe com nostalgia, esboçando um tímido sorriso.
- Você ficou muito brava e gritou que eu era um egoísta que nunca me sacrificava por você. Foi a primeira vez que te vi chorar.
- E você me deu o seu sorvete e ficou com o de chocolate que você detestava. – completei e minhas palavras trouxeram um grande peso em meu peito. – Sempre exigi tanto de você, não é?
- Talvez. Mas a verdade é que desde aquele dia eu escolhi sempre ceder para nunca mais te ver chorar.
- Will... – sussurrei sentindo um grande nó em minha garganta.
- Não pode me mandar embora da sua vida assim. – a voz dele era falha, emocionada.
- Você escolheu sair da minha vida há oito anos. - o lembrei me arrependendo em seguida. – Desculpe. Eu... Eu só estou confusa. Minha vida está confusa agora.
- Tudo bem, você tem razão. Eu decidi ir, mas você me expulsou muito antes disso.
- Onde está querendo chegar, Will? – perguntei sentindo que não conseguiria mais segurar o choro.
- Chegou à hora de termos aquela conversa. Você sempre quis saber os motivos que me levaram a partir e agora estou pronto para conversarmos.
- Eu não estou fugindo. – tentei argumentar, mas foi em vão.
- Você nunca foi uma boa mentirosa. – ele falou sorrindo timidamente.
- Estou fugindo de mim. – confessei – Não quero sofrer quando você se for novamente.
- Posso? – perguntou apontando para o balanço vazio ao meu lado, então assenti e ele sentou. – Estava lembrando estes dias de quando tínhamos oito anos e tivemos nossa primeira briga feia. – ele sorriu encarando a rua.
Permaneci em silêncio. Estava nervosa de mais para falar sequer uma palavra que fosse então ele continuou.
- Acho que brigamos por um sorvete. – riu.
- Na verdade foi porque você não quis ceder o de morango pra mim, mesmo sabendo que era o meu predileto e o ultimo na sorveteria. – lembrei cada detalhe com nostalgia, esboçando um tímido sorriso.
- Você ficou muito brava e gritou que eu era um egoísta que nunca me sacrificava por você. Foi a primeira vez que te vi chorar.
- E você me deu o seu sorvete e ficou com o de chocolate que você detestava. – completei e minhas palavras trouxeram um grande peso em meu peito. – Sempre exigi tanto de você, não é?
- Talvez. Mas a verdade é que desde aquele dia eu escolhi sempre ceder para nunca mais te ver chorar.
- Will... – sussurrei sentindo um grande nó em minha garganta.
- Não pode me mandar embora da sua vida assim. – a voz dele era falha, emocionada.
- Você escolheu sair da minha vida há oito anos. - o lembrei me arrependendo em seguida. – Desculpe. Eu... Eu só estou confusa. Minha vida está confusa agora.
- Tudo bem, você tem razão. Eu decidi ir, mas você me expulsou muito antes disso.
- Onde está querendo chegar, Will? – perguntei sentindo que não conseguiria mais segurar o choro.
- Chegou à hora de termos aquela conversa. Você sempre quis saber os motivos que me levaram a partir e agora estou pronto para conversarmos.
Aquela frase veio como uma explosão em meu peito. O que esperar daquela conversa? O que esperar de mim? Como dizer adeus? Como respirar depois de tudo?
- Ok! – sussurrei completamente assustada.
- Mas antes quero te fazer um convite muito especial. – ele sorriu, mas aquele sorriso aberto e gentil que me deixava absurdamente feliz.
- Espero que não seja mais nenhum encontro com sua irmãzinha. – ironizei fazendo-o gargalhar.
- Você sempre ciumenta. Nunca gostava quando as meninas se aproximavam de mim. Não, não tem nada a ver com a Karen. Lembra que você sempre quis conhecer a Escócia?
- É uma vergonha que morando tão perto, nunca consegui ir até lá. Sempre fui louca para conhecer o lago...
- Ness. – ele completou sorrindo – Sempre quis ver com seus próprios olhos se o monstro realmente existia.
- Obrigada por me lembrar dos meus devaneios juvenis, me sinto ótima agora. – o acompanhei nas risadas.
- Vim saber se você não quer ir até a Escócia comigo?
- Quando?
- Agora.
- Agora?! Está falando sério?!
- Estou! Tem... – falou consultando o relógio em seu pulso. – ...uns vinte minutos para se arrumar.
- Mas e o casamento da sua mãe?
- Será apenas até amanhã à noite, chegaremos a tempo para o casamento. Então, o que me diz?
- Que você é maluco?
- Isso a gente já sabe. É a viagem que sempre sonhamos fazer juntos. Planejamos aquele verão inteiro. Iríamos depois da formatura do colegial.
- Mas nossos planos não saíram como o planejado. – lembrei com tristeza da minha grande burrice. Como pude deixar de viver com o Will todos os nossos sonhos para acabar estragando tudo com o idiota do George? Eu deveria morrer por isso!
- O importante é que estamos aqui. Agora vai trocar esse moletom horroroso e vamos em busca do monstro do Lago Ness.
- Seu doido! – brinquei socando o ombro dele de leve - Vinte minutos? – perguntei completamente feliz.
- Ok! – sussurrei completamente assustada.
- Mas antes quero te fazer um convite muito especial. – ele sorriu, mas aquele sorriso aberto e gentil que me deixava absurdamente feliz.
- Espero que não seja mais nenhum encontro com sua irmãzinha. – ironizei fazendo-o gargalhar.
- Você sempre ciumenta. Nunca gostava quando as meninas se aproximavam de mim. Não, não tem nada a ver com a Karen. Lembra que você sempre quis conhecer a Escócia?
- É uma vergonha que morando tão perto, nunca consegui ir até lá. Sempre fui louca para conhecer o lago...
- Ness. – ele completou sorrindo – Sempre quis ver com seus próprios olhos se o monstro realmente existia.
- Obrigada por me lembrar dos meus devaneios juvenis, me sinto ótima agora. – o acompanhei nas risadas.
- Vim saber se você não quer ir até a Escócia comigo?
- Quando?
- Agora.
- Agora?! Está falando sério?!
- Estou! Tem... – falou consultando o relógio em seu pulso. – ...uns vinte minutos para se arrumar.
- Mas e o casamento da sua mãe?
- Será apenas até amanhã à noite, chegaremos a tempo para o casamento. Então, o que me diz?
- Que você é maluco?
- Isso a gente já sabe. É a viagem que sempre sonhamos fazer juntos. Planejamos aquele verão inteiro. Iríamos depois da formatura do colegial.
- Mas nossos planos não saíram como o planejado. – lembrei com tristeza da minha grande burrice. Como pude deixar de viver com o Will todos os nossos sonhos para acabar estragando tudo com o idiota do George? Eu deveria morrer por isso!
- O importante é que estamos aqui. Agora vai trocar esse moletom horroroso e vamos em busca do monstro do Lago Ness.
- Seu doido! – brinquei socando o ombro dele de leve - Vinte minutos? – perguntei completamente feliz.
- Agora apenas quinze. Anda, te espero lá na entrada. Mas coloca tudo em uma mochila, não usa mala ta.
- Por que? – indaguei curiosa.
- É que vai ficar difícil carregar. – respondeu enigmático.
- Obrigada por nunca desistir de mim, Will. – falei emocionada enquanto o abracei com força.
Ele não respondeu absolutamente nada, apenas me abraçou forte enquanto acariciava meus cabelos. Como era bom estar nos braços dele; era aquela sensação de proteção, aconchego, era como voltar para casa. Todo o meu corpo passou a dar estranho sinais e achei melhor me afastar logo antes que eu estragasse tudo.
- Volto logo! – gritei me afastando correndo para dentro de casa.
Não demorei muito para arrumar minhas coisas. Em um pouco mais de vinte minutos fechava minha porta; quando me virei em direção à rua levei um grande susto ao vê-lo parado em frente a uma bela moto.
- Essa cara de surpresa é algo positivo ou negativo? – ele perguntou sorrindo.
- Uau! – exclamei me aproximando. – É sua?
- Por dois dias, sim. Não é a minha velha mobilete, mas da pra matar saudade.
- Se dá. – sorri analisando aquela máquina. – Não me diga que vamos até a Escócia de moto.
- Claro que não. Vamos só até o aeroporto, mas ela vai com a gente também.
- Posso pilotar?! – perguntei excitada igual criança que ganha sua primeira bicicleta.
- Tenho o casamento da minha mãe daqui a dois dias, então não, não quero morrer antes disso. – ele brincou me entregando o capacete.
- Seu chato! – respondi subindo na moto envolvendo meus braços em sua cintura.
Quando o potente motor roncou meu coração acelerou junto. Ganhamos a avenida e a sensação que me tomou foi maravilhosa!
- Somos livres agora, Lizzy! – ele gritou devido ao ronco do motor enquanto acelerava um pouco mais.
- Eu sou livre! – gritei sentindo que finalmente estava me libertando dos meus próprios fantasmas.
Onde isso me levará? Não faço a menor idéia. A única coisa que sei é que quero estar com o Will.
- Por que? – indaguei curiosa.
- É que vai ficar difícil carregar. – respondeu enigmático.
- Obrigada por nunca desistir de mim, Will. – falei emocionada enquanto o abracei com força.
Ele não respondeu absolutamente nada, apenas me abraçou forte enquanto acariciava meus cabelos. Como era bom estar nos braços dele; era aquela sensação de proteção, aconchego, era como voltar para casa. Todo o meu corpo passou a dar estranho sinais e achei melhor me afastar logo antes que eu estragasse tudo.
- Volto logo! – gritei me afastando correndo para dentro de casa.
Não demorei muito para arrumar minhas coisas. Em um pouco mais de vinte minutos fechava minha porta; quando me virei em direção à rua levei um grande susto ao vê-lo parado em frente a uma bela moto.
- Essa cara de surpresa é algo positivo ou negativo? – ele perguntou sorrindo.
- Uau! – exclamei me aproximando. – É sua?
- Por dois dias, sim. Não é a minha velha mobilete, mas da pra matar saudade.
- Se dá. – sorri analisando aquela máquina. – Não me diga que vamos até a Escócia de moto.
- Claro que não. Vamos só até o aeroporto, mas ela vai com a gente também.
- Posso pilotar?! – perguntei excitada igual criança que ganha sua primeira bicicleta.
- Tenho o casamento da minha mãe daqui a dois dias, então não, não quero morrer antes disso. – ele brincou me entregando o capacete.
- Seu chato! – respondi subindo na moto envolvendo meus braços em sua cintura.
Quando o potente motor roncou meu coração acelerou junto. Ganhamos a avenida e a sensação que me tomou foi maravilhosa!
- Somos livres agora, Lizzy! – ele gritou devido ao ronco do motor enquanto acelerava um pouco mais.
- Eu sou livre! – gritei sentindo que finalmente estava me libertando dos meus próprios fantasmas.
Onde isso me levará? Não faço a menor idéia. A única coisa que sei é que quero estar com o Will.
Cenas do próximo capítulo...
*
*
... Não acredito que estamos aqui...
... Será uma noite especial...
... Por que nunca me contou?...
... Por que nunca percebeu?!...
... Não, não fuja de mim...
...Eu te amo...
... Eu preciso de você...
... Pode me perdoar?...
... Precisa fazer alguma coisa...
... Acabou...
... Adeus, Lizzy...
... Adeus, Darcy...
*
*
... Não acredito que estamos aqui...
... Será uma noite especial...
... Por que nunca me contou?...
... Por que nunca percebeu?!...
... Não, não fuja de mim...
...Eu te amo...
... Eu preciso de você...
... Pode me perdoar?...
... Precisa fazer alguma coisa...
... Acabou...
... Adeus, Lizzy...
... Adeus, Darcy...














