Citações

Ela não se divertia ao observar o egoísmo que, disfarçado, parecia governar a todos e costumava se perguntar como tudo isso ia acabar. (Jane Austen)

10 coisas que preciso fazer antes de ter você... - Capítulo VII

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Capítulo VII
*
*


Vamos dançar?
*

Lizzy...


- Pensei em chamar alguém para derrubar a porta. – Jane falou preocupada enquanto entrava pelo apartamento.

- Desculpe Jane, mas acabei de acordar. – respondi bocejando enquanto me jogava no sofá.

- As 10:45 da manhã? – ouvi somente sua voz, pois ela já adentrava a cozinha.

- Fui dormir muito tarde, aliás, acho que nem dormi.

- O que andou fazendo pra dormir tarde ou nem dormir?

- Will veio aqui. – comentei com um sorriso bobo no rosto.

- O que? Quem? – Sabia que ela estava surpresa, pois o barulho das panelas cessou. – Will o seu Will?

- Sim e não. – tentei controlar minha felicidade.

- Agora você vai ter que me contar tudo. – fiquei esperando ela sentar ao meu lado. – Então vocês fizeram as pazes?

- Acho que sim.

- Fizeram sim. Olha só a sua cara de felicidade.

- Ah Jane, estou me sentindo como se tivesse tirado um enorme peso das minhas costas.

- E aí, o que ele disse sobre ter ido embora? Ele se explicou?

- Não. Ele disse que teríamos tempo para isso.

- Quanto tempo?

- Um mês. Ele está na cidade para o casamento da mãe.

- Ah claro! É claro que ele viria para o casamento da mãe. Ele te faz bem, sabia?

- Por que esta dizendo isso?

- Faz muito tempo que não te vejo desse jeito. Estava sentindo falta deste sorriso, minha irmã.

- É... Ter ele por perto é como se eu voltasse a ser aquela garota de oito anos atrás, entende?

- É claro que entendo. E fico muito feliz por isso. Agora trate de se arrumar. Que horas será a entrevista?

- Às 14 horas. Ainda tenho tempo.

- Então vamos já escolher o que vestir.

Quando estava levantando do sofá o som do telefone me fez parar. Como Jane estava mais perto do aparelho, pedi que ela atendesse.

- Pra você. – ela estendeu o telefone com um sorriso cínico nos lábios. – O seu Will.

- Oi. – atendi completamente nervosa.

- Oi. Desculpe ligar tão cedo. Te acordei?

- Não. Eu mal dormi na verdade.
- Eu também. – alguns segundos de silêncio, então ele voltou a falar – Tem planos para o almoço?

- Não. – respondi rápido demais. – Bem, na verdade tenho uma entrevista de emprego às 14 horas.

- Então, podemos almoçar e depois eu te levo para a entrevista?

- Não precisa se incomodar, Will.

- Não é incomodo algum. Combinado, então?

- Ok.

- Ótimo; passo na sua casa às treze horas, tudo bem?

- Ok. Te vejo mais tarde.

****************************

Darcy...

- Se eu soubesse que iria ser abandonado aqui sozinho, não teria vindo. – Charles murmurou enquanto adentrava a biblioteca.

- Estava ouvindo minha conversa?

- Bom dia e só a parte em que você combinava de buscá-la às treze horas.

- Charles! – o repreendi, mas ele era desencanado demais para ligar.

- Então, vão almoçar? As coisas estão realmente indo bem.

- Parece que sim. Espero que sim.

- Bem, vamos analisar a situação.

- Cala a boca, Charles.

- Primeiro você chegou quase quatro horas da manhã. Agora um almoço... É, as coisas realmente vão bem.

Ele me lançou um olhar direto e conhecido, mas fingi ignorar e voltei minha atenção para meus e-mails no computador.

- Ok. Estou muito curioso pra saber o que aconteceu noite passada, então para de me torturar e conta logo.

- Não tem nada pra contar.
- Um cara passa quase cinco horas com uma mulher e tem a capacidade de dizer que não tem o que contar! Darcy?

- Você não vai mesmo desistir não é?

- Não.

- Tudo bem. – assenti divertido. – Nós conversamos e resolvemos tentar ser amigos novamente. Fim. Posso voltar a trabalhar agora já que meu sócio acha que está de férias na Inglaterra?

- Só um minuto. – ele se inquietou na cadeira. – Está me dizendo que não rolou nada?

- Sim.

- Amigos? Que papo é esse de amigos? Definitivamente você está doido. A não ser que... Ah! É isso! Você está indo com calma, dando um de amigo para depois dar o bote. Acertei?

- Acaso me chamo Charles Bingley?

- Ei! Não pode negar que minha tática sempre funciona.

- Mas para sua informação não é nada disso. Realmente quero ser amigo dela novamente.

- Tudo bem. E qual é o grande plano?

- Quero que ela sinta que é a mesma Lizzy de antes. Que eu sou o mesmo e que ela é mais esperta, inteligente e capaz do que imagina.

- E para isso vai realizar todos os itens da tal lista dela?

- Exatamente. Na verdade alguns.

- Fantástico! Juro que em seis anos de amizade nunca te imaginei tão passional. Espero que isso não seja contagioso.

- Um dia ainda vou te ver apaixonado.

- É. E junto comigo vai ver também o monstro do lago Nessi e o papai Noel.

- Vou precisar da sua ajuda. – falei sério.

- Tenho escolha? Tá, o que eu tenho que fazer? Adoro bancar o cupido.

- Começa trabalhando que isso aqui não são férias. – sorri vendo ele abrir o notebook emburrado.

************************************
Lizzy....

Não acredito que estava nervosa e ansiosa esperando por ele na porta da minha casa. Agora finalmente percebi que sempre ficava nervosa quando esperava ele vir me pegar em sua velha moto para irmos à escola. Estava sentindo a mesma sensação; só que desta vez ao invés do som barulhento do motor cansado um quase inaudível motor importado parou na minha porta, exatamente as 12:45.

- Oi. – ele me cumprimentou assim que se aproximou de mim na calçada.

- Oi. Belo carro.

- Obrigado, mas não é meu. Alugado.

- Mas imagino que o seu lá em Los Angeles deve seguir a mesma linha.

- Mais ou menos. Mas às vezes sinto falta da velha moto.

- Sério?

- É.

- Eu também. O que foi feito dela?

- Tive que vender para custear minha viagem. Vamos?

- Claro.

- Aonde vamos? – perguntei enquanto entrava no carro.

- Pensei no The Fat Duck..

- Imaginei. – olhei para a janela tentando não sorrir.

- O que? O que foi? – ele riu também.

- Nada. – não segurei mais o riso.

- Agora você vai ter que falar.

- Nada, é só que... Acho que o velho Will não me levaria no The Fat Duck..

- É, acho que não. Lanchonete do Barrys?

- Pra mim está ótimo. – concordei enquanto sorria.

Quando nos acomodamos o velho Barry veio nos atender pessoalmente.

- Hey Lizzy! Vai virar minha cliente especial novamente?

- Oi Barry. É, acho que vai ter que me aturar por um longo tempo.

- E o seu acompanhante...
Barry até gostaria de terminar a frase, mas seus olhos arregalados e o grande sorriso deixaram claro que ele o reconhecera.

- Não pode ser... Mais é o pequeno Will mesmo?

- Sou eu sim, Barry.

- Deus, há quanto tempo não te vejo? Sei lá, oito, nove anos?

- Oito. – Will respondeu meio constrangido.

- E o que te trouxe de volta a Londres?

- Vim para o casamento da minha mãe.

- Bom te ver de novo garoto. Vocês eram meus melhores clientes.

- Bom te ver também, Barry.

- Trago o de sempre? – eu e Will no olhamos meios confusos, mas antes de respondermos, Barry continuou. – Hambúrguer com fritas e milkshak de morango com calda de chocolate. Ainda lembro bem.

- Por mim tudo bem. – assenti – E você? – perguntei ao Will.

- Por mim também. – ele respondeu então o Barry se retirou.

- Então vai fazer uma entrevista de emprego?

- É, eu preciso pagar as contas. – sorri em meio a uma careta. – Na verdade estou bem nervosa; quando Char me indicou para o cargo fiquei muito feliz, pois sempre quis trabalhar nesta área.

- Ah é? E em qual área é?

- É uma clinica que trabalha com crianças com Dawn. Eles estão precisando de psicólogos.

- Nossa, mas isso é ótimo! Você sempre quis trabalhar com crianças. Nunca quis ter filhos?

- Muitos. Um time de futebol na verdade, mas George sempre dizia que não estava pronto. E você, nunca se casou?

- Sempre me foquei em meu trabalho. Queria muito que desse certo e por isso quase não tive vida fora do escritório.

- Aqui está, meninos. – O velho Barry apareceu todo sorridente com nosso almoço. – Fiz questão de preparar e podem deixar que será por conta da casa. Para relembrar os velhos tempos que vocês comiam aqui.

- Obrigada, Barry. – agradeci enquanto ele se retirava. – Parecem deliciosos.

- Nossa! Não lembro o dia que comi um Hambúrguer.

- Imagino que seu paladar só está acostumado com os mais finos e badalados restaurantes de Los Angeles.

- Nada que se compare ao sanduíche do Barry.
Sorrimos e passamos a saborear nosso almoço com sabor de nostalgia.

Durante todo o trajeto até a clinica, conversamos sobre muitas coisas; passado e presente se misturavam. Quando finalmente estacionamos, comecei a me despedir antes que me atrasasse para a entrevista.

- Obrigada pelo almoço, me divertir muito. – falei enquanto retirava o cinto.

- Eu quem agradeço..

- Preciso ir agora. Céus! Estou tão nervosa.

- Vai dar tudo certo, tenho certeza.

- Obrigada. – agradeci e sai do carro.

- Lizzy?

- Sim?

- Eu estava pensando... Bem, você sabe que todo casamento tem a famosa dança e na verdade eu sou uma negação nisso... – ele estava envergonhado, pois suas bochechas estavam coradas.

- É eu sei... Meus pés lembram bem de quão desastroso você é dançando. – brinquei em meio a uma risada.

- Muito obrigada por me lembrar. – ele respondeu em meio a um sorriso. – Então, eu não quero fazer feio no casamento da minha mãe, me matriculei em uma aula de dança.

- Sério?

- Pior que é. A primeira aula é hoje à noite, e eu queria saber se você pode ir comigo.

- Hoje à noite? – perguntei me sentindo uma grande idiota.

- Tem algum compromisso? Se tiver tudo bem.

- Não. Não tenho nenhum compromisso, a não ser assistir Casa Blanca pela milésima vez.

- Competir com Casa Blanca não é muito justo. Posso ter esperança?

- Eu vou sim. Agora deixa eu ir senão vou ser desclassificada por chegar atrasada. Até a noite, então.

- Até a noite.

*********************
Darcy...

- Preciso da sua ajuda, agora. – falei já desesperado enquanto entrava no quarto do Charles.

- Espero que não seja pra assaltar um banco. O que houve?

- O que alguém veste para uma aula de dança latina?

- Quem vai fazer aula de dança latina?

- Eu. Eu vou fazer aula de dança latina. – respondi já irritado.

- Por que vai fazer aula de dança latina?

- Por que é um dos itens da lista da Lizzy.

- Está brincando comigo?

- Charles estou desesperado, então, por favor, pode me ajudar a escolher o que vestir?

- Ok. Quais as suas opções?

- Nada responde sua pergunta? Céus onde eu fui me meter?

- Sem desespero, ta legal? Vamos ver... Acho que sei exatamente o que você deve vestir. Depois dessa você tem que beijar meus pés.

Certo; eu não deveria ter pedido a ajuda do Charles. Quase tive um treco quando me olhei no espelho.

- Você não pode estar falando sério. Eu não posso sair com esta roupa por aí.

A calça branca e a camiseta preta até que dava pra aceitar, mas a camisa florida alaranjada estava demais.

- Onde você comprou essa camisa?

- Para sua informação esta camisa é de uma das marcas mais conceituadas do mundo.

- Estou parecendo um daqueles turistas só que de muito mau gosto.

- Quer impressionar ou não?

- Não acredito que estou fazendo isso? – tentei me convencer que todo o sacrifício valeria à pena.

- Não acredito que sou seu amigo e tenho que te dizer, você está ridículo.

- Me sinto muito melhor agora. Obrigado Charles.
- Não por isso, amigo.

- Estou atrasado, droga! – comecei a sair do quarto, mas voltei para me olhar mais uma vez no espelho. – Tem certeza?

- Só faltam os mariachos. Ariba muchacho!

- Muito engraçado.

Completamente atrasado, peguei as chaves do carro e tentei sair antes que minha mãe e o Roger me vissem, mas a sorte definitivamente não estava do meu lado.

- Will? – minha mãe me chamou antes que eu alcançasse a porta. – Vai sair?

- Tenho um compromisso.

- Não vai jantar?

- Como alguma coisa na rua, mãe.

- Ei. – Roger que entrava na sala me cumprimentou. – Vai a alguma festa a fantasia?

- É, acho que sim. – respondi me sentindo um completo idiota. – Vejo vocês mais tarde.

Quando estacionei o carro em frente a casa dela, fiquei alguns minutos dentro do carro decidindo se descia ou não; eu estava ridículo! Nunca fui inseguro em relação a nada, mas quando se tratava da Lizzy, não tinha mais domínio de mim mesmo. Olhei no relógio e já estava cinco minutos atrasado, hora de sair do carro e enfrentar.

Toquei a companhia e a cada segundo me sentia mais e mais ridículo com aquela camisa ainda mais ridícula.
- Will?! – pelo tom surpreso do “Will” e a sonora gargalhada que ela deu ao me ver, definitivamente eu estava ridículo.

- Já me sinto ridículo o bastante, quer parar de rir.

- Desculpe, mas é que você está tão...

- Patético?

- Engraçado. – finalmente ela respondeu, isso depois de rir por longos minutos. – Aonde vamos? Terei que vestir algo florido e chamativo também?

- Ta legal, eu não sabia o que vestir e meu amigo que agora creio que não seja tão amigo assim, bem, Charles me ajudou.

- É, acho que ele não é tão seu amigo assim, ou então sofre de um incrível mau gosto. Agora é sério, aonde vamos?

- A uma academia que minha mãe indicou. Então, está pronta?


No caminho até a academia paramos e comemos alguma coisa. Apesar de ainda ter um pouco de constrangimento entre nós, estava sentindo que tudo estava dando certo, quer dizer, era como se o tempo não tivesse passado.

- O que exatamente vamos dançar? – ela perguntou enquanto entravamos na sala.

- Salsa.

- Salsa?

- É. Minha mãe disse que a banda tocará muitos ritmos latinos, então optei primeiro pela salsa, acho que deve ser tudo igual mesmo.

- Mas isso é muita coincidência.

- O que?

- Lembra que eu sempre quis aprender a dançar salsa?

- Não... – não podia me entregar agora. – Acho que lembro vagamente.

- Sr. Darcy? – um rapaz sorridente veio nos recepcionar. – Sou Javier e serei seu professor. Está é sua companheira de dança?

- Elizabeth Bennet. – Lizzy aceitou a mão estendida por ele.

- Podemos começar? – ele perguntou enquanto chamava uma bela mulher que estava no canto da sala.

- Claro. – respondi sentindo que a noite de micos estava apenas começando.

- Ótimo. – ele respondeu sem desfazer o sorriso. – Camisa interessante. – eu até poderia acreditar no elogio, mas a cara irônica dele não me convenceu.

- Obrigado. É uma das minhas prediletas; tenho várias dela se quiser uma.
- Own! – Ele pareceu não gostar da brincadeira, mas Lizzy não conseguiu deixar uma risada escapar. – Vamos começar com algo bem simples e fácil. Fiquem observando, certamente não terão problemas em repetir.

Ficamos observando eles se posicionarem enquanto a alegre e contagiante musica ecoava pela sala. Não parecia que seria tão complicado assim, mas quando eles começaram a dançar minha confiança não durou muito. Mas o que eu estava fazendo?!
- Viram? É muito fácil. – o professor gritou com seu sorriso estampado.

- Ajudaria muito se ele não ficasse o tempo todo dizendo que é fácil. – sussurrei para Lizzy enquanto fingia um sorriso para o professor. – Eu não consigo fazer isso.

- Nem eu. – ela respondeu sorrindo

- Para vocês verem que qualquer um consegue, vou colocar um aluno para dançar agora. Victor.

Um cabeludo apareceu do nada e começou a deslizar pelo salão. Em um momento da coreografia o cabeludo começou a remexer a cintura de uma forma que eu até achei que ele estava deslocando o quadril.

- Alguém pode fazer isso? – perguntei surpreso.

- Acho que nós deveríamos ter tomado óleo ou alguma coisa pra facilitar.

Sem conseguir mais segurar, começamos a gargalhar como dois loucos, fazendo com que o professor nos encarasse aparentemente irritado, mas o bendito sorriso não saia do rosto dele.

- Algum problema?

- Não. Desculpe. – tentei controlar o riso.

- Agora podem tentar.
Eu e Lizzy nos olhamos surpresos e divertidos, então passamos a fazer algo com os pés e com o corpo que certamente pela expressão do professor só sorrisos, não era dança, muito menos, salsa.

- Será uma longa noite.

Ouvimos ele murmurar em meio a um suspiro então não agüentamos mais e recomeçamos a gargalhar no meio do salão...

- Você me deve uma por ter que aturar os olhares fuziladores do professor. – ela falou em meio a risadas quando estacionei o carro em frente a sua casa.

- Como alguém pode sorrir tanto? Será que ele não tem problemas? Imagine ele falando com cobradores com aquele sorriso enorme.

- Para Will. – ela tentava parar de rir socando meu ombro de leve.

- Não, é sério.

- Acho que ele não vai mais querer a gente lá.

- Duvido. Paguei uma semana adiantada, então teremos que ir lá ao menos mais seis dias.

- Faz tempo que não me divirto tanto assim.

- Eu também.

- Obrigada, Will. – ela falou enquanto me encarava com seus olhos negros cintilando. – Quer dizer, tem me ajudado muito a passar por tudo isso, sabe...

- Tudo bem... Isso é só o começo.

- Bom, então eu já vou indo. Boa noite.

- Boa noite - respondi vendo ela sair do carro e se virar para ir embora.

- Will? – ela chamou dos degraus.

- Sim?

- Um conselho de amiga: Não usa mais esta camisa. Sabe como é, não quero manchar minha reputação sendo vista com alguém que usa uma camisa assim.

- Nem eu. Te vejo amanhã?

- Claro.

Fiquei observando ela entrar e sentindo uma alegria que a muito tempo não sentia, segui para minha casa.
Próximo capítulo...
*
*

... – Então, está bom?...

... – Está ótimo...

... – Quem é este anjo?...

... – Charles, esquece, ela não é pra você...

... – Não sabia que era tão bom assim na cozinha...

... – Tem mais coisas sobre mim que você vai descobrir...

... – O que ele queria?...

... – Ele quer o divorcio...

... – Não pode me prometer que sempre ficará aqui. Já fez isso uma vez e não cumpriu...



 

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