Capítulo VI
*
Velhas lembranças...
*
Lizzy...
Por mais que meus olhos vissem, eu não conseguia acreditar. Após tantos anos eu poderia até não reconhecê-lo, mas jamais poderia esquecer aqueles olhos apesar da roupa elegante, dos óculos de grau, o corpo mais musculoso e principalmente o cabelo impecavelmente penteado, diferente de outra época onde vivia desalinhado.
- Oi! – ele falou novamente, talvez na tentativa de me tirar do transe que me encontrava.
- Oi. – respondi em um sussurro.
Um grande silêncio nos tomou, sendo quebrado apenas pelo som dos passos das pessoas que passavam pela rua quase deserta. Sinceramente eu não sabia o que dizer, foram anos de distância e na verdade, nem conhecia a pessoa que estava em minha frente agora.
- Eu... – ele começou ainda mais sem jeito. – Eu estava passando e... Estava passando e pensei que poderia te dar um oi. Então... Oi.
- Oi. – respondi tentando não rir daquela situação. – Então... Quando você chegou?
- Hoje. Há menos de quatro horas.
- Hum...
Novamente o silêncio, mas desta vez eu recomecei a conversa.
- Veio para o casamento da sua mãe?
- Sim... Sim.
- Ótimo... – mais uma pausa constrangedora. - Eu estava de saída agora, então...
- Ah claro. Desculpe-me; vejo você depois?
- Claro. – respondi tentando controlar meu nervosismo, mas aquele pequeno diálogo foi muito estranho.
*
Velhas lembranças...
*
Lizzy...
Por mais que meus olhos vissem, eu não conseguia acreditar. Após tantos anos eu poderia até não reconhecê-lo, mas jamais poderia esquecer aqueles olhos apesar da roupa elegante, dos óculos de grau, o corpo mais musculoso e principalmente o cabelo impecavelmente penteado, diferente de outra época onde vivia desalinhado.
- Oi! – ele falou novamente, talvez na tentativa de me tirar do transe que me encontrava.
- Oi. – respondi em um sussurro.
Um grande silêncio nos tomou, sendo quebrado apenas pelo som dos passos das pessoas que passavam pela rua quase deserta. Sinceramente eu não sabia o que dizer, foram anos de distância e na verdade, nem conhecia a pessoa que estava em minha frente agora.
- Eu... – ele começou ainda mais sem jeito. – Eu estava passando e... Estava passando e pensei que poderia te dar um oi. Então... Oi.
- Oi. – respondi tentando não rir daquela situação. – Então... Quando você chegou?
- Hoje. Há menos de quatro horas.
- Hum...
Novamente o silêncio, mas desta vez eu recomecei a conversa.
- Veio para o casamento da sua mãe?
- Sim... Sim.
- Ótimo... – mais uma pausa constrangedora. - Eu estava de saída agora, então...
- Ah claro. Desculpe-me; vejo você depois?
- Claro. – respondi tentando controlar meu nervosismo, mas aquele pequeno diálogo foi muito estranho.
Fiquei observando ele caminhar até o carro enquanto tentava fazer com que minhas pernas me obedecessem e seguissem seu caminho. Mas quando estava prestes a chegar na calçada, ouvi a voz dele novamente.
- Lizzy?
- Oi?
- Quer uma carona? Quer dizer... Posso te levar.
- Oh! Na verdade eu prefiro caminhar um pouco. Gosto de...
- Gosta de caminhar. – ele completou minha frase, sorrindo. – É eu sei... Lembro bem disso.
Sorri de volta enquanto por um impulso fiz algo que talvez viesse a me arrepender, mas era o que meu coração queria naquele momento.
- Vou só até a lanchonete do Barrys comer alguma coisa. – com as mãos no bolso do casaco, fitei primeiro os meus pés, depois consegui criar coragem para convidá-lo. – Pode ir comigo se quiser.
- Claro. – ele aceitou, ainda mais constrangido que eu.
Esperei ele se aproximar e juntos seguimos pela calçada repleta de gelo.
- Já havia esquecido de como é andar na neve. – ele falou quando quase caiu.
- Em Los Angeles neve só fabricada, não é?
- Sim. – ele respondeu sorrindo. – Neve é algo que Hollywood faz muito bem.
- Então... Quanto tempo vai ficar?
- Só até o casamento, um mês mais precisamente.
- E os seus negócios? – ele me olhou surpreso. – Andei lendo algumas revistar econômicas. – esclareci – Vi sua foto e do seu sócio na capa da Forbes recentemente. Os queridinhos das estrelas!
- Eles exageraram um pouco, mas estamos indo bem.
- Eles exageraram também sobre Angelina Jolie e outras atrizes? – me arrependi imediatamente por ter feito aquela pergunta, afinal eu não tinha nada a ver com a vida dele. Eu era mesmo uma idiota. – Desculpe, eu não deveria ter te perguntado isso.
- Lizzy?
- Oi?
- Quer uma carona? Quer dizer... Posso te levar.
- Oh! Na verdade eu prefiro caminhar um pouco. Gosto de...
- Gosta de caminhar. – ele completou minha frase, sorrindo. – É eu sei... Lembro bem disso.
Sorri de volta enquanto por um impulso fiz algo que talvez viesse a me arrepender, mas era o que meu coração queria naquele momento.
- Vou só até a lanchonete do Barrys comer alguma coisa. – com as mãos no bolso do casaco, fitei primeiro os meus pés, depois consegui criar coragem para convidá-lo. – Pode ir comigo se quiser.
- Claro. – ele aceitou, ainda mais constrangido que eu.
Esperei ele se aproximar e juntos seguimos pela calçada repleta de gelo.
- Já havia esquecido de como é andar na neve. – ele falou quando quase caiu.
- Em Los Angeles neve só fabricada, não é?
- Sim. – ele respondeu sorrindo. – Neve é algo que Hollywood faz muito bem.
- Então... Quanto tempo vai ficar?
- Só até o casamento, um mês mais precisamente.
- E os seus negócios? – ele me olhou surpreso. – Andei lendo algumas revistar econômicas. – esclareci – Vi sua foto e do seu sócio na capa da Forbes recentemente. Os queridinhos das estrelas!
- Eles exageraram um pouco, mas estamos indo bem.
- Eles exageraram também sobre Angelina Jolie e outras atrizes? – me arrependi imediatamente por ter feito aquela pergunta, afinal eu não tinha nada a ver com a vida dele. Eu era mesmo uma idiota. – Desculpe, eu não deveria ter te perguntado isso.
- Tudo bem. – ele sorriu, porem não respondeu minha pergunta.
- Nunca te imaginei envolvido neste mundo hollywoodiano.
- Cuido apenas dos investimentos deles, meu mundo não tem o mesmo glamour, continuo no frio e sóbrio mundo dos negócios, apesar da ligação. E você?
- Acabei de concluir meu doutorado em psicologia.
- Então conseguiu?! Meus parabéns.
- Obrigada.
De repente nossos olhos se depararam com o velho prédio, agora já abandonado; elevamos nossos olhos ao mesmo tempo para a velha e imponente caixa d’água. Não sei o que ele sentiu, mas meu coração acelerou descompassadamente.
- Oh meu Deus! Não venho aqui há tantos anos. – sussurrei com os olhos fixos no topo do prédio. – Desde aquela noite que você se foi. – engoli seco devido as tristes lembranças.
- Tenho boas recordações deste lugar. – ele falou enquanto me olhava fixamente.
- Realmente fomos muito felizes lá... Vamos subir?! – falei empolgada.
- Não acho que seja uma boa idéia. - ele pareceu relutante.
- Por favor; prometo que não vamos demorar. – insisti. – pelos velhos tempos.
Ele ainda relutou, mas resolveu me seguir. Apressei meus passos no mesmo tempo que a emoção me dominava; voltar aquele lugar era um misto de adrenalina e medo. Ao chegarmos lá em cima, precisei buscar o ar, pois a nostalgia fazia as lágrimas brotarem dos meus olhos; fui até o parapeito do prédio e em silêncio fiquei observando a rua deserta. Vi quando Will se aproximou de mim e juntos e em silêncio, ficamos observando o vai e vem dos carros na avenida ao longe.
- É estranho estar aqui novamente. É estranho te ver novamente. – finalmente falei, mas sem olhá-lo.
- É sim... – ele respondeu enquanto se aquecia do frio cortante.
- Nunca te imaginei envolvido neste mundo hollywoodiano.
- Cuido apenas dos investimentos deles, meu mundo não tem o mesmo glamour, continuo no frio e sóbrio mundo dos negócios, apesar da ligação. E você?
- Acabei de concluir meu doutorado em psicologia.
- Então conseguiu?! Meus parabéns.
- Obrigada.
De repente nossos olhos se depararam com o velho prédio, agora já abandonado; elevamos nossos olhos ao mesmo tempo para a velha e imponente caixa d’água. Não sei o que ele sentiu, mas meu coração acelerou descompassadamente.
- Oh meu Deus! Não venho aqui há tantos anos. – sussurrei com os olhos fixos no topo do prédio. – Desde aquela noite que você se foi. – engoli seco devido as tristes lembranças.
- Tenho boas recordações deste lugar. – ele falou enquanto me olhava fixamente.
- Realmente fomos muito felizes lá... Vamos subir?! – falei empolgada.
- Não acho que seja uma boa idéia. - ele pareceu relutante.
- Por favor; prometo que não vamos demorar. – insisti. – pelos velhos tempos.
Ele ainda relutou, mas resolveu me seguir. Apressei meus passos no mesmo tempo que a emoção me dominava; voltar aquele lugar era um misto de adrenalina e medo. Ao chegarmos lá em cima, precisei buscar o ar, pois a nostalgia fazia as lágrimas brotarem dos meus olhos; fui até o parapeito do prédio e em silêncio fiquei observando a rua deserta. Vi quando Will se aproximou de mim e juntos e em silêncio, ficamos observando o vai e vem dos carros na avenida ao longe.
- É estranho estar aqui novamente. É estranho te ver novamente. – finalmente falei, mas sem olhá-lo.
- É sim... – ele respondeu enquanto se aquecia do frio cortante.
- Oito anos... – ponderei pensativa. – Obrigada, Will. – finalmente olhei pra ele.
- Pelo que?
- Por não ter comentado sobre a minha separação e por não ter dito que sempre teve razão sobre o George. – engoli seco, sentindo o peso das palavras, suprimindo o choro.
- Tudo bem. – recebi o olhar sincero dele seguido de um abraço e então me deixei levar pelas lágrimas.
Fiquei alguns minutos me deixando confortar naqueles braços tão carinhosos e que por tantas noites desejei estar.
- Senti tanto a sua falta, Will. – desabafei completamente comovida. – Desejei tanto que você estivesse aqui.
- Eu estou aqui agora... – ele sussurrou emocionado. – Eu quis muito estar aqui com você...
- E por que não voltou? – perguntei ainda abraçada a ele; na verdade eu nunca mais queria me separar dele novamente.
- Lizzy... É complicado.
- Oh! Entendo. – falei enquanto me afastava enxugando as lágrimas.
- Você esta bem?
- Estou, obrigada. – sorri sem graça. – É este lugar; as emoções ficaram a flor da pele. – mudei de assunto enquanto explorava cada canto do nosso esquecido lugar. – É incrível como consigo lembrar de cada detalhe apesar de tanto tempo.
- Está exatamente como eu lembrava. – ouvi a voz dele ao longe, já que havia me afastado e me aproximado cada vez mais da caixa d’água.
- O tempo parou por aqui. – refleti – Pena que não parou para mim...
- Pelo que?
- Por não ter comentado sobre a minha separação e por não ter dito que sempre teve razão sobre o George. – engoli seco, sentindo o peso das palavras, suprimindo o choro.
- Tudo bem. – recebi o olhar sincero dele seguido de um abraço e então me deixei levar pelas lágrimas.
Fiquei alguns minutos me deixando confortar naqueles braços tão carinhosos e que por tantas noites desejei estar.
- Senti tanto a sua falta, Will. – desabafei completamente comovida. – Desejei tanto que você estivesse aqui.
- Eu estou aqui agora... – ele sussurrou emocionado. – Eu quis muito estar aqui com você...
- E por que não voltou? – perguntei ainda abraçada a ele; na verdade eu nunca mais queria me separar dele novamente.
- Lizzy... É complicado.
- Oh! Entendo. – falei enquanto me afastava enxugando as lágrimas.
- Você esta bem?
- Estou, obrigada. – sorri sem graça. – É este lugar; as emoções ficaram a flor da pele. – mudei de assunto enquanto explorava cada canto do nosso esquecido lugar. – É incrível como consigo lembrar de cada detalhe apesar de tanto tempo.
- Está exatamente como eu lembrava. – ouvi a voz dele ao longe, já que havia me afastado e me aproximado cada vez mais da caixa d’água.
- O tempo parou por aqui. – refleti – Pena que não parou para mim...
- Lizzy? Você está legal mesmo?
- Estou ótima, ao menos acho que vou ficar. – tentei mostrar um sorriso mais convincente desta vez. – Quantos planos e sonhos nossos este lugar guarda.
- Sonhos adolescentes. – ele respondeu se aproximando.
- Nem tão adolescentes. Lembro que muitos eram o que eu queria para o meu futuro. – ponderei enquanto meus olhos vagavam por todo o lugar. Foi então que fixei meu olhar em um velho cano e uma nítida imagem do passado voltou em minha mente. – Ah meu Deus, Will!
- O que foi? – ele pareceu se assustar.
- As listas.
- Listas? Mas do que você está falando?
- Das nossas listas. – respondi enquanto me aproximava rapidamente do esconderijo. – Escrevemos nossas listas com as dez coisas que queríamos fazer antes de crescer. Lembra?
- Vagamente. O que você está procurando? – ele perguntou vendo que eu tentava abrir o cano.
- O que você acha? Temos que ver aquelas listas. Anda vem me ajudar.
- Lizzy... Não acho uma boa idéia. Isso é bobagem.
- Você continua o mesmo chato. Anda, está emperrado e realmente preciso da sua ajuda.
Resmungando, ele veio me ajudar. Após algumas tentativas frustradas, finalmente ele conseguiu recuperar as listas. Peguei a dele apressadamente, um grande sentimento de ansiedade e medo me dominava enquanto lia em voz alta os primeiros desejos dele.
- Isso é besteira, Lizzy. – ele falou aparentemente nervoso enquanto tomava o papel das minhas mãos antes que eu terminasse.
- Ta legal. – resolvi ignorar a típica mudança de humor dele e passei a ler a minha lista.
Realmente foi uma péssima idéia ter começado a ler aquela bendita lista. A cada linha lida, uma forte angustia invadia meu peito trazendo junto consigo as lágrimas. Precisei sentar com o auxílio do William, pois minhas pernas já não me obedeciam.
- Você está bem? – a voz dele era angustiada.
- O que eu fiz da minha vida? Deus! – abalada, levei as mãos até o rosto cobrindo-o pela vergonha que sentia.
- Lizzy? Fala comigo; o que está havendo?
- Estou ótima, ao menos acho que vou ficar. – tentei mostrar um sorriso mais convincente desta vez. – Quantos planos e sonhos nossos este lugar guarda.
- Sonhos adolescentes. – ele respondeu se aproximando.
- Nem tão adolescentes. Lembro que muitos eram o que eu queria para o meu futuro. – ponderei enquanto meus olhos vagavam por todo o lugar. Foi então que fixei meu olhar em um velho cano e uma nítida imagem do passado voltou em minha mente. – Ah meu Deus, Will!
- O que foi? – ele pareceu se assustar.
- As listas.
- Listas? Mas do que você está falando?
- Das nossas listas. – respondi enquanto me aproximava rapidamente do esconderijo. – Escrevemos nossas listas com as dez coisas que queríamos fazer antes de crescer. Lembra?
- Vagamente. O que você está procurando? – ele perguntou vendo que eu tentava abrir o cano.
- O que você acha? Temos que ver aquelas listas. Anda vem me ajudar.
- Lizzy... Não acho uma boa idéia. Isso é bobagem.
- Você continua o mesmo chato. Anda, está emperrado e realmente preciso da sua ajuda.
Resmungando, ele veio me ajudar. Após algumas tentativas frustradas, finalmente ele conseguiu recuperar as listas. Peguei a dele apressadamente, um grande sentimento de ansiedade e medo me dominava enquanto lia em voz alta os primeiros desejos dele.
- Isso é besteira, Lizzy. – ele falou aparentemente nervoso enquanto tomava o papel das minhas mãos antes que eu terminasse.
- Ta legal. – resolvi ignorar a típica mudança de humor dele e passei a ler a minha lista.
Realmente foi uma péssima idéia ter começado a ler aquela bendita lista. A cada linha lida, uma forte angustia invadia meu peito trazendo junto consigo as lágrimas. Precisei sentar com o auxílio do William, pois minhas pernas já não me obedeciam.
- Você está bem? – a voz dele era angustiada.
- O que eu fiz da minha vida? Deus! – abalada, levei as mãos até o rosto cobrindo-o pela vergonha que sentia.
- Lizzy? Fala comigo; o que está havendo?
- O que está havendo?! – me exaltei sentindo o vazio dilacerar meu peito. – Eu sou um completo vazio; uma estúpida que não fez nada na vida.
- Não! Você não é.
- Deus, Will! Você conseguiu realizar tudo o que colocou nesta bendita lista. É um homem bem sucedido e com as mulheres mais desejadas do mundo aos seus pés. E eu?! Uma divorciada que tudo o que fez foi viver a vida de outra pessoa e esquecer dos seus sonhos. – as lágrimas já banhavam meu rosto.
- É só uma lista, Lizzy.
- Não é só uma lista, você não entende? É a minha vida, Will; o que eu deixei de fazer... Os sonhos que abandonei e o que me tornei hoje, o que tenho hoje... Nada.
- Lizzy... – ele parecia querer me consolar, mas não sabia como.
- Eu tenho que ir pra casa. – falei já me levantando e indo em direção as escadas.
- Eu te levo. – ele se ofereceu já me seguindo.
- Não! Eu preciso ficar sozinha.
- Lizzy... Me deixa ficar perto...
- Quer saber, Will?! Foi um erro você ter vindo.
Sem saber ao certo o porquê de ter dito aquela frase, sai correndo escada a baixo na tentativa desesperada de fugir...
******************
Darcy...
Atônito, não sei quanto tempo fiquei olhando para aquelas listas jogadas no chão. Aquela situação tinha sido surreal; eu tinha passado de mocinho à vilão em segundos e nem sabia o motivo. Resolvi ir embora, mas antes de ir, peguei as duas listas.
Quando cheguei no meu carro que estava estacionado em frente a casa dela, fiquei um tempo olhando para a fraca luz que vinha do antigo quarto dela; senti uma grande vontade de ir até lá e tentar entender, mas sabia que seria mais um erro...
Entrei em casa e apreciei a penumbra; caminhei até o bar e me servi de um uísque enquanto exausto me jogava no sofá.
- Noite difícil? – ouvi Charles perguntar enquanto se aproximava de mim.
- Oi. – respondi sem muito ânimo. – Vamos dizer que eu cometi uma sucessão de erros nos últimos dias e nesta noite o pior deles.
- Tipo? – ele sentou ao meu lado.
- Eu fui vê-la.
- Ah! E este encontro não foi como você planejou?
- Eu não planeei nada, na verdade eu nem sei por que fui até lá. Eu sou um grande idiota mesmo.
- Você é um pequeno idiota, não seja tão severo consigo. – ele tentou brincar, mas meu humor não era dos melhores. – Quer conversar?
- Acho que sim. Vou ficar maluco.
- Tudo bem. Só me conte o que houve.
- Eu não sei o que aconteceu... Estávamos lá conversando, estávamos felizes pelo reencontro, mas de repente ela foi embora.
- Assim de repente?
- É. Na verdade, foi quando ela viu as listas.
- Listas?
- Longa história...
- Não estou com sono, amigo...
Cansado, sorri e passei a contar toda a história das listas e o que tinha acontecido naquela noite.
- Eu não consigo entender. – falei enquanto aceitava outro copo de uísque oferecido por ele, que agora se servia de um também. – Talvez ela tenha razão e ter vindo aqui tenha sido realmente um grande erro.
- Sabe, depois de tudo o que você me contou, posso te dar duas explicações. Quer ouvir?
- Vá em frente, depois de hoje até suas teorias malucas podem me ajudar.
Darcy...
Atônito, não sei quanto tempo fiquei olhando para aquelas listas jogadas no chão. Aquela situação tinha sido surreal; eu tinha passado de mocinho à vilão em segundos e nem sabia o motivo. Resolvi ir embora, mas antes de ir, peguei as duas listas.
Quando cheguei no meu carro que estava estacionado em frente a casa dela, fiquei um tempo olhando para a fraca luz que vinha do antigo quarto dela; senti uma grande vontade de ir até lá e tentar entender, mas sabia que seria mais um erro...
Entrei em casa e apreciei a penumbra; caminhei até o bar e me servi de um uísque enquanto exausto me jogava no sofá.
- Noite difícil? – ouvi Charles perguntar enquanto se aproximava de mim.
- Oi. – respondi sem muito ânimo. – Vamos dizer que eu cometi uma sucessão de erros nos últimos dias e nesta noite o pior deles.
- Tipo? – ele sentou ao meu lado.
- Eu fui vê-la.
- Ah! E este encontro não foi como você planejou?
- Eu não planeei nada, na verdade eu nem sei por que fui até lá. Eu sou um grande idiota mesmo.
- Você é um pequeno idiota, não seja tão severo consigo. – ele tentou brincar, mas meu humor não era dos melhores. – Quer conversar?
- Acho que sim. Vou ficar maluco.
- Tudo bem. Só me conte o que houve.
- Eu não sei o que aconteceu... Estávamos lá conversando, estávamos felizes pelo reencontro, mas de repente ela foi embora.
- Assim de repente?
- É. Na verdade, foi quando ela viu as listas.
- Listas?
- Longa história...
- Não estou com sono, amigo...
Cansado, sorri e passei a contar toda a história das listas e o que tinha acontecido naquela noite.
- Eu não consigo entender. – falei enquanto aceitava outro copo de uísque oferecido por ele, que agora se servia de um também. – Talvez ela tenha razão e ter vindo aqui tenha sido realmente um grande erro.
- Sabe, depois de tudo o que você me contou, posso te dar duas explicações. Quer ouvir?
- Vá em frente, depois de hoje até suas teorias malucas podem me ajudar.
- Primeira: Ela é uma completa maluca e é melhor você cair fora logo.
- Acho que não quero nem ouvir a segunda.
- Segunda: ela só está perdida e confusa. Pelo que entendi, ela viu que você conseguiu realizar todos os seus sonhos enquanto ela não.
- Faz sentido. – refleti enquanto prestava mais atenção à conversa.
- As estatísticas mostram que os divórcios sempre afetam mais as mulheres.
- Desde quando você entende de divórcios?
- Desde que tenho casos com mulheres casadas prestes a se divorciarem.
- Você é um idiota. – sorri acompanhado por ele.
- O fato é: ela não está te culpando por nada, apenas culpando a ela mesma e as escolhas erradas que fez. Não são especificamente os desejos que estão na lista dela, mas o fato dela ter parado no meio do caminho, entende?
- É. Você tem razão. Eu tenho que ajuda-la a se encontrar, só não sei como.
- Contratando um gênio da lâmpada para realizar os dez desejos dela. – ele sugeriu em meio a uma gargalhada.
- É isso!
- Ei cara, eu estava brincando. Você não vai fazer isso, vai?
- Claro! Realizar estas coisas era importante pra ela e eu só preciso seguir estes dez itens, fazer com que ela viva todos eles.
- Sabe que isso é loucura!
- Charles, você é um gênio! – levantei do sofá empolgado enquanto o abraçava.
- Pelos céus! Onde está o Darcy frio e objetivo de Los Angeles?
- Não sei, mas o antigo está de volta.
***********************
Lizzy...
- Ainda não acredito que falei aquilo pra ele. – falei pela milésima vez.
- Esqueci isso, Lizzy. – Charlotte respondeu pela milésima vez também.
- Não, Char, eu fui uma estúpida.
- Qual é? Você estava confusa e droga, o cara some por oito anos e você está passando por um momento difícil.
- Eu sei, mas quando vi aquelas listas e o quanto minha vida foi um buraco negro, sinceramente, não sei o que meu deu. Eu... Eu só me senti, envergonhada. Me senti tão pequena diante dele.
- Acho que não quero nem ouvir a segunda.
- Segunda: ela só está perdida e confusa. Pelo que entendi, ela viu que você conseguiu realizar todos os seus sonhos enquanto ela não.
- Faz sentido. – refleti enquanto prestava mais atenção à conversa.
- As estatísticas mostram que os divórcios sempre afetam mais as mulheres.
- Desde quando você entende de divórcios?
- Desde que tenho casos com mulheres casadas prestes a se divorciarem.
- Você é um idiota. – sorri acompanhado por ele.
- O fato é: ela não está te culpando por nada, apenas culpando a ela mesma e as escolhas erradas que fez. Não são especificamente os desejos que estão na lista dela, mas o fato dela ter parado no meio do caminho, entende?
- É. Você tem razão. Eu tenho que ajuda-la a se encontrar, só não sei como.
- Contratando um gênio da lâmpada para realizar os dez desejos dela. – ele sugeriu em meio a uma gargalhada.
- É isso!
- Ei cara, eu estava brincando. Você não vai fazer isso, vai?
- Claro! Realizar estas coisas era importante pra ela e eu só preciso seguir estes dez itens, fazer com que ela viva todos eles.
- Sabe que isso é loucura!
- Charles, você é um gênio! – levantei do sofá empolgado enquanto o abraçava.
- Pelos céus! Onde está o Darcy frio e objetivo de Los Angeles?
- Não sei, mas o antigo está de volta.
***********************
Lizzy...
- Ainda não acredito que falei aquilo pra ele. – falei pela milésima vez.
- Esqueci isso, Lizzy. – Charlotte respondeu pela milésima vez também.
- Não, Char, eu fui uma estúpida.
- Qual é? Você estava confusa e droga, o cara some por oito anos e você está passando por um momento difícil.
- Eu sei, mas quando vi aquelas listas e o quanto minha vida foi um buraco negro, sinceramente, não sei o que meu deu. Eu... Eu só me senti, envergonhada. Me senti tão pequena diante dele.
- Lizzy, você precisa sair dessa amiga.
- Não é fácil, Char. Principalmente quando vejo que minha vida é uma droga.
- Pra começar, para de sentir pena de si mesma. E depois, o William não tem o direito de se sentir ofendido já que ele foi quem decidiu sair da sua vida.
- Fiquei esperando ele jogar na minha cara que sempre teve razão, mas ele não fez isso. Sabe, acho que este foi um dos motivos que me fez pirar ontem à noite; saber que ele estava certo e de como eu fui uma grande idiota.
- Não pode se culpar por ter seguido seu coração, amiga. E que saber, já passou. – ela levantou e começou a vestir o casaco. – Tem certeza de que não quer mesmo sair comigo e com o Collins?
- Tenho. Ópera realmente não é algo que vá animar meu espírito.
- Tudo bem, então eu já vou indo para não nos atrasar. E a entrevista de emprego de amanhã, tudo certo?
- Tudo. Nossa, estou tão ansiosa.
- Vai dar tudo certo e sei que vai conseguir.
- Obrigada, Char. E obrigada também pelo jantar. – falei apontando para a refeição que ela havia trazido.
- Eu não poderia deixar minha amiga morrer por overdose de biscoitos.
- Eu te amo, Char.
- Eu também te amo e qualquer coisa me liga. – a abracei enquanto nos despedíamos.
Quando me vi sozinha pensei em ligar para a casa da Sra. Darcy e me desculpar com o Will, mas logo desisti; não sei o que estava sentindo, mas ainda não estava preparada para aquilo.
Após comer o jantar que Charlotte trouxe, resolvi ver alguns filmes que aluguei pela manhã, quase todos eram romances, o único que não era do gênero, era um drama que envolvia romance. Bom, vi quase uns quatro seguidos e nem vi as horas passarem, só quando levantei para ir ao banheiro vi que já era quase meia noite; foi aí que um barulho de algo batendo na minha janela me assustou.
- Não é fácil, Char. Principalmente quando vejo que minha vida é uma droga.
- Pra começar, para de sentir pena de si mesma. E depois, o William não tem o direito de se sentir ofendido já que ele foi quem decidiu sair da sua vida.
- Fiquei esperando ele jogar na minha cara que sempre teve razão, mas ele não fez isso. Sabe, acho que este foi um dos motivos que me fez pirar ontem à noite; saber que ele estava certo e de como eu fui uma grande idiota.
- Não pode se culpar por ter seguido seu coração, amiga. E que saber, já passou. – ela levantou e começou a vestir o casaco. – Tem certeza de que não quer mesmo sair comigo e com o Collins?
- Tenho. Ópera realmente não é algo que vá animar meu espírito.
- Tudo bem, então eu já vou indo para não nos atrasar. E a entrevista de emprego de amanhã, tudo certo?
- Tudo. Nossa, estou tão ansiosa.
- Vai dar tudo certo e sei que vai conseguir.
- Obrigada, Char. E obrigada também pelo jantar. – falei apontando para a refeição que ela havia trazido.
- Eu não poderia deixar minha amiga morrer por overdose de biscoitos.
- Eu te amo, Char.
- Eu também te amo e qualquer coisa me liga. – a abracei enquanto nos despedíamos.
Quando me vi sozinha pensei em ligar para a casa da Sra. Darcy e me desculpar com o Will, mas logo desisti; não sei o que estava sentindo, mas ainda não estava preparada para aquilo.
Após comer o jantar que Charlotte trouxe, resolvi ver alguns filmes que aluguei pela manhã, quase todos eram romances, o único que não era do gênero, era um drama que envolvia romance. Bom, vi quase uns quatro seguidos e nem vi as horas passarem, só quando levantei para ir ao banheiro vi que já era quase meia noite; foi aí que um barulho de algo batendo na minha janela me assustou.
Fiquei esperando mais algum movimento e mais uma vez o barulho se repetiu. Uma idéia maluca passou por minha cabeça, mas com certeza não tinha a menor possibilidade de ser o que eu estava pensando. Mas o barulho se repetiu mais duas vezes e não mais me contendo fui até a janela e foi aí que o vi...
- Oi.
- Oi. – sussurrei, surpresa.
Não sei como consegui responder. Diferente da noite anterior, Will estava vestido de maneira informal, apenas com um grande casaco e o gorro que eu dei a ele quando completou quinze anos. Aquela imagem era exatamente igual ao que eu lembrava; Will jogando pedrinhas na minha janela pra não acordar meus pais, tipo nosso código secreto, enquanto me esperava no quintal próximo ao balanço.
- Podemos conversar um pouco? – ele perguntou com o mesmo sorriso aberto e carinhoso que sempre esteve em minha mente.
- Will... Está tarde e...
- Prometo que não vou demorar.
- Não sei...
- Só uma conversa eu prometo.
- Ok. Desço em um minuto.
- Ok.
Aquilo era loucura! Não me sentia assim desde que... desde que tinha dezessete anos. Olhei minha imagem refletida no espelho e tudo o que vi foi a mesma felicidade estampada no meu rosto, a mesma que eu via quando Will jogava pedrinhas na minha janela. Vesti o casaco e completamente nervosa, fui até o quintal encontrá-lo.
- Por um momento fiquei esperando você aparecer com aquele moletom horrível. – ele falou enquanto me oferecia o outro balanço.
- Ele não era tão horrível assim e se quer saber, ainda uso ele, às vezes.
- Sério? – ele parou o balanço para me encarar, visivelmente prendendo uma gargalhada.
- Sério. – respondi não mais segurando o riso.
- Desculpe ter vindo há esta hora e sem avisar. Achei que se ligasse você não iria me receber.
- Tudo bem... Acho que eu é quem te devo desculpas por ontem. Fui uma idiota, mas é que foi estranho... sabe, toda essa coisa do reencontro, do passado misturado com o presente... Desculpe.
- Oi.
- Oi. – sussurrei, surpresa.
Não sei como consegui responder. Diferente da noite anterior, Will estava vestido de maneira informal, apenas com um grande casaco e o gorro que eu dei a ele quando completou quinze anos. Aquela imagem era exatamente igual ao que eu lembrava; Will jogando pedrinhas na minha janela pra não acordar meus pais, tipo nosso código secreto, enquanto me esperava no quintal próximo ao balanço.
- Podemos conversar um pouco? – ele perguntou com o mesmo sorriso aberto e carinhoso que sempre esteve em minha mente.
- Will... Está tarde e...
- Prometo que não vou demorar.
- Não sei...
- Só uma conversa eu prometo.
- Ok. Desço em um minuto.
- Ok.
Aquilo era loucura! Não me sentia assim desde que... desde que tinha dezessete anos. Olhei minha imagem refletida no espelho e tudo o que vi foi a mesma felicidade estampada no meu rosto, a mesma que eu via quando Will jogava pedrinhas na minha janela. Vesti o casaco e completamente nervosa, fui até o quintal encontrá-lo.
- Por um momento fiquei esperando você aparecer com aquele moletom horrível. – ele falou enquanto me oferecia o outro balanço.
- Ele não era tão horrível assim e se quer saber, ainda uso ele, às vezes.
- Sério? – ele parou o balanço para me encarar, visivelmente prendendo uma gargalhada.
- Sério. – respondi não mais segurando o riso.
- Desculpe ter vindo há esta hora e sem avisar. Achei que se ligasse você não iria me receber.
- Tudo bem... Acho que eu é quem te devo desculpas por ontem. Fui uma idiota, mas é que foi estranho... sabe, toda essa coisa do reencontro, do passado misturado com o presente... Desculpe.
- Esta tudo bem. – ele sorriu carinhoso enquanto parava seu balanço. – Está tendo dificuldades aí. – perguntou vendo que eu mal conseguia me mover.
- Acho que perdi a prática nisso. – sorri.
- Posso? – ele levantou enquanto se oferecia para empurrar meu balanço.
- Pode. – concordei nervosa.
Fiquei imóvel enquanto assistia ele se mover devagar e começar timidamente a impulsionar meu balanço. Ficamos alguns minutos em silêncio até que não consegui mais resisti e fiz a pergunta que me perseguia há oito anos.
- Por que foi embora?
Ele pareceu se surpreender, pois suas mãos soltaram as correntes, então parei o balanço e o encarei.
- É complicado. – ele respondeu enquanto colocava as mãos nos bolsos.
- Acho que posso entender. Pode ao menos tentar?
- Eu... Acho que não é o momento.
- Este momento vai chegar um dia?
- Eu prometo. Pode esperar?
- Estou esperando há oito anos.
Ficamos em silêncio novamente até que ele voltou a impulsionar o balanço.
- Quer saber por que vim aqui?
- Bom, não recebo este tipo de visita há muitos anos e pelo que me lembro, sempre que você fazia isso era por que tinha algo importante para falar. Então, acho que quero sim.
- Vou ficar aqui até o casamento, um mês mais precisamente. Acho que te falei isso.
- É; falou sim.
- Então... Droga, isso está meio difícil de sair. – ele falou em meio a uma careta acompanhada de um sorriso sem jeito. Eu não falei nada, então ele continuou. – Eu... Eu só queria te ver durante este tempo... sei lá, sermos amigos novamente.
- Oh! – murmurei surpresa. – Eu não sei... Quer dizer, foram muitos anos.
- Eu sei... Eu sei que foram muitos anos, mas eu estou aqui agora. Sou o mesmo, Will, Lizzy.
- Não sou a mesma Lizzy. – tentei conter as lágrimas, não iria desabar novamente.
- Acho que perdi a prática nisso. – sorri.
- Posso? – ele levantou enquanto se oferecia para empurrar meu balanço.
- Pode. – concordei nervosa.
Fiquei imóvel enquanto assistia ele se mover devagar e começar timidamente a impulsionar meu balanço. Ficamos alguns minutos em silêncio até que não consegui mais resisti e fiz a pergunta que me perseguia há oito anos.
- Por que foi embora?
Ele pareceu se surpreender, pois suas mãos soltaram as correntes, então parei o balanço e o encarei.
- É complicado. – ele respondeu enquanto colocava as mãos nos bolsos.
- Acho que posso entender. Pode ao menos tentar?
- Eu... Acho que não é o momento.
- Este momento vai chegar um dia?
- Eu prometo. Pode esperar?
- Estou esperando há oito anos.
Ficamos em silêncio novamente até que ele voltou a impulsionar o balanço.
- Quer saber por que vim aqui?
- Bom, não recebo este tipo de visita há muitos anos e pelo que me lembro, sempre que você fazia isso era por que tinha algo importante para falar. Então, acho que quero sim.
- Vou ficar aqui até o casamento, um mês mais precisamente. Acho que te falei isso.
- É; falou sim.
- Então... Droga, isso está meio difícil de sair. – ele falou em meio a uma careta acompanhada de um sorriso sem jeito. Eu não falei nada, então ele continuou. – Eu... Eu só queria te ver durante este tempo... sei lá, sermos amigos novamente.
- Oh! – murmurei surpresa. – Eu não sei... Quer dizer, foram muitos anos.
- Eu sei... Eu sei que foram muitos anos, mas eu estou aqui agora. Sou o mesmo, Will, Lizzy.
- Não sou a mesma Lizzy. – tentei conter as lágrimas, não iria desabar novamente.
- Sei que é. Sei que a minha Lizzy ainda está aí. – ele parou o balanço e me encarou. – Podemos ao menos tentar. Então, amigos novamente?
Fiquei olhando a mão estendida, estava receosa pelo que aquilo poderia acarretar, mas não podia perdê-lo mais uma vez.
- Amigos. – assenti enquanto selava aquele momento com um aperto de mão.
- Ótimo. – ele sorriu de volta e ainda ficou alguns minutos me encarando até voltar para o seu balanço. – Então, já que somos amigos novamente tenho que te dizer.
- O que? – perguntei divertida já esperando o que viria.
- Aquele moletom é realmente horrível.
- Cala a boca, Will.
Depois de muitos anos, voltei a sentir aquela sensação maravilhosa... Ter o Will no meu quintal novamente era como voltar pra casa...
Fiquei olhando a mão estendida, estava receosa pelo que aquilo poderia acarretar, mas não podia perdê-lo mais uma vez.
- Amigos. – assenti enquanto selava aquele momento com um aperto de mão.
- Ótimo. – ele sorriu de volta e ainda ficou alguns minutos me encarando até voltar para o seu balanço. – Então, já que somos amigos novamente tenho que te dizer.
- O que? – perguntei divertida já esperando o que viria.
- Aquele moletom é realmente horrível.
- Cala a boca, Will.
Depois de muitos anos, voltei a sentir aquela sensação maravilhosa... Ter o Will no meu quintal novamente era como voltar pra casa...
Cenas do próximo capítulo...
*
... E qual é o grande plano?...
... Não acredito que estou fazendo isso...
... Não acredito que sou seu amigo e tenho que te dizer, você está ridículo...
... Will?!...
... Já me sinto ridículo o bastante, quer parar de rir...
... Obrigada, Will...
... Isso é só o começo...














