Epílogo
Não era apenas um dejavú, mas a mesma cena se repetia. O tic-tac do antigo e imponente relógio da sacristia era o único barulho a ser ouvido. Sentada em uma grande cadeira do século XVIII fiquei observando o vai e vem dos meus sapatos brancos caríssimos que custaram mais de um mês de salário.
Mais uma vez admirei o belo sorriso do pároco. Sério! Era impossível não olhar para aquela foto e não pecar. Você vê aqueles olhos azuis, aquele rosto másculo e aquelas mãos. O que são aquelas mãos! Bom, a questão é que a imagem que vem a nossa mente é ele sem esse monte de roupa, de sunguinha preta na praia.
Dá para acreditar que alguém que está prestes a se casar está tendo fantasias com um padre?! Só pode ser o nervosismo e essa bendita insegurança que me toma sempre as vésperas do meu casamento.
Os burburinhos na igreja aumentaram, eu pude ouvir; isso fez com que eu ficasse ainda mais nervosa e completamente tremula. Levantei angustiada enquanto andava de um lado para o outro. Já não conseguia respirar direito, então lembrei das visitas as aulas para futuras mamães que eu costumava ir com a Jane quando Charles não podia.
- Calma, Lizzy. – falei fechando os olhos – Respira fundo três vezes. – sussurrei respirando fundo.
Mas não adiantou muito, pois ainda estava insegura e nervosa. Olhei no relógio e percebi que já deveria estar no altar há cinco minutos. Mas por que simplesmente eu não conseguia sair daquela bendita sacristia e caminhar até o altar e ouvir as palavras do padre com lágrimas nos olhos até o tão esperado: sim, eu aceito?
Um grande espelho estava a minha frente o que me obrigou a olhar a bela noiva refletida. O vestido moderno e muito sofisticado, presente dos meus pais, que desta vez esperavam que eu casasse realmente, inclusive o papai. Os cabelos soltos adornados por pequenas gostas de diamantes, ta bom, imitação, mas quase não dava para perceber ta legal!
- Mas em que eu fui me meter?! – choraminguei enquanto ouvi a porta sendo aberta. – Por que não me surpreendi? – ironizei quando Jane e Charlotte entraram na sacristia. Tudo se repetindo.
- Ok! Se for fugir novamente faz o favor de me avisar com antecedência que eu pego aquele padrinho gostosinho e levo lá pra casa e a gente pula toda aquela parte chata da cerimônia e da festa. – Char falou enquanto se aproximava de mim.
- Lizzy? Está tudo bem? –Uma Jane barriguda perguntou cautelosa sentando ao meu lado.
- Está. – respondi tentando manter a calma.
- Está na hora. Todos estão esperando por você.
Um pânico começou a me invadir. Definitivamente eu ainda não estava pronta.
- Você está tão tensa. –Jane observou – Respira fundo. Lembra que aprendemos isso na aula de mães?
- Já tentei, mas não adiantou. – Espero que ela não mande eu fazer respiração cachorrinho também.
- Tem alguma dúvida? – ela perguntou segurando minhas mãos.
- Não, quer dizer, eu o amo e isso é motivo suficiente para não ter dúvidas não é?
- Exatamente. – Char frisou sentando ao meu lado também – Fora que você tem o noivo mais lindo, rico e bom de cama de toda Londres, então definitivamente não há motivos para dúvidas. Se você não subir naquele altar agora, sabe quantas mulheres desesperadas vão querer seu lugar? Muitas! Inclusive eu.
- Char! – a repreendi sorrindo – Achei que o Collins estivesse dando conta do recado.
- E está. Mas essas são as vantagens de um relacionamento aberto, darling. Então, pronta para deixar de ser sexy, divertida e se tornar uma mulher casada, gorda e estressada? Urgh!
- Posso ter apenas dez minutos? – pedi sentindo que não controlaria minhas pernas.
- Tudo bem. – ela respondeu desconfiada. – Mas não passe disso do contrário não conseguiremos mais segurar a mamãe. Ela jurou que desta vez você casa nem que seja amarrada. – concluiu beijando meu rosto enquanto levantava se dirigindo a porta me deixando a sós com a Char.
- Uma pergunta? – Char falou antes de sair.
- O que, Char? – já imaginei o que viria.
- Natan, o padrinho gostosão que você arrumou para seu casamento, ainda é gay? – só a Char para me fazer sorrir. – Espero que não, pois se aquele ditado: comer com os olhos fosse verdade, amiga, não tinha mais nenhum dedinho daquele pedaço de mau caminho naquele altar. E aí, ele ainda joga no outro time?
- Você viu o loiro lindo que veio com ele?
- Para, por favor! Me deixa ao menos sonhar que ele é muito macho. Que desperdício!
- Char, só você para me animar, amiga. – respondi sorrindo.
- Não por isso. Fica bem ta. – falou beijando meu rosto. – Agora deixa eu ir lá fora descobrir se o bonitão quer experimentar algo novo.
- Char? – a chamei em um impulso, mas precisava fazer aquilo. - Espera alguns minutos e discretamente pede para o Will vir aqui.
- Ei, está tudo bem? – ela perguntou desconfiada.
- Está. Está sim. Eu só preciso falar com ele.
- Tudo bem. – ela estava tão apreensiva e pelo meu estado de nervos não questionou – Só pensa muito bem no que vai fazer para não se arrepender depois.
- Ta. – respondi segurando as lágrimas.
Após a saída dela, voltei meus olhos para o espelho e enquanto tentava ganhar coragem, passei a lembrar de tudo o que aconteceu nos últimos onze meses...
Após nossa volta do feriado prolongado passamos viver grudados, claro, sempre que nossas vidas corridas permitiam. A reação dos nossos amigos foram distintas: Char ficou muito feliz e nem ficou surpresa, pois segundo ela, já sabia de tudo. Meus pais vibraram, principalmente minha mãe; Jane ficou muito surpresa, tanto com meu relacionamento com o William, quanto com minha caça maluca aos meus ex-namorados e quanto ao Charles, bem, esse sabia de tudo desde o começo e só vibrou pelo amigo ter conseguido.
Quando completamos três meses juntos aconteceram dois fatos que mudaram nosso relacionamento. O primeiro foi à gravidez inesperada da Jane e seu casamento com Charles. Segundo, bem o segundo tem muita relação com o primeiro, pois o casamento deles nos fez decidir morar juntos; passávamos muito tempo separados devido às viagens dele e quando ele voltava sempre estávamos ou no meu apartamento ou no dele, praticamente morando juntos, então por que não morar juntos de verdade? É claro que eu me mudei para a cobertura dele. O que?! Meu apartamento era muito pequeno em relação ao dele. E o que tem de mais em um pouco de conforto?
Neste mesmo período a Char descarregou uma bomba sobre nossas cabeças: também resolveu morar junto com o Collins, nada estranho a não ser pelo fato de nós nem sabermos que eles estavam juntos, juntos mesmo. Mas é claro que isso só durou um mês e meio e após uma separação amigável eles resolveram continuar juntos, só que desta vez em uma relação aberta. Bem a cara da Char!
Mas tudo começou a ficar confuso há dois meses. Já estávamos sobre o mesmo teto há quase cinco meses e tudo ia normal, quer dizer, nunca morei com alguém, então as noites tórridas de sexo e as brigas por bobagens para mim são perfeitamente normais.
O trabalho estava me deixando maluca; um grande escândalo envolvendo a monarquia estava tomando todo o meu tempo e deixando tão estressada que todo dia eu parecia estar de TPM.
- Agora não Mia! – bradei ao entrar em casa e ser recebida por minha elétrica cadelinha. – Sai chine, você vai me derrubar. – resmunguei quando chine agarrou nas minhas pernas e começou a fazer algo que realmente me irritava. – Will! – gritei empurrando o chine com o pé – Esse cachorro tarado está fazendo aquilo novamente.
- Oi, amor. – finalmente ele apareceu na sala. – Ele está no cio, amor.
- E por isso agora ele vai fazer isso em todas as pernas que encontrar?!
- Saiam de perto da mamãe. – ele falou segurando uma gargalhada enquanto empurrava “nossos filhos” para a área de serviço. – Ela não está muito para brincadeiras hoje.
- Como resolvemos isso? – perguntei retirando meus sapatos e deixando pelo chão como sempre fazia.
- Amor, acho que você sabe como se resolve o problema do chine. – sorriu enquanto massageava meu pé.
- Ra, ra, ra. – ironizei – O que aconteceu com a mamãe não está para brincadeiras hoje?
- Desculpe, foi inevitável.
- É claro que eu se o que tem que ser feito. Mas o que estou perguntando é quando, onde e quem será a vitima? Temos que fazer alguma coisa ou daqui a pouco ele vai engravidar até o pé da mesa.
- Entendi – respondeu gargalhando – Como foi no trabalho?
- Nem me fale sobre isso! Estou trabalhando feito uma maluca e fora que o James ainda ficou no meu pé o dia todo atrás de várias matérias ao mesmo tempo. Ao invés de almoçar tive que acatar um pedido da Jane para acompanhá-la até a tal aula para futuras mamães e eu tive que pagar todos os meus pecados fazendo respiração cachorrinho por mais de dez minutos. – concluí recebendo um olhar divertido.
- Uau! Dia cheio. – ele observou deitando por cima de mim no sofá. – Um banho quente, um jantarzinho e uma massagem devem ajudar, não acha?
- Como você agüenta uma chata como eu, hein?
- Eu te amo sabia? – falei toda melosa abraçando-o fortemente.
- Mais do que ontem? – me encarou com um olhar apaixonado.
- Muito mais.
Nos beijamos apaixonadamente e antes que partíssemos para algo mais sério, levantei para tomar meu banho enquanto ele pedia nosso jantar no restaurante chinês do bairro.
Após o jantar estávamos assistindo TV na sala de vídeo, deitados no tapete com chine e a mia deitados ao nosso lado. Estávamos vendo a versão de 2001 de Doctor Zhivago, um dos filmes prediletos dele.
“Um segredinho nosso: Eu acho essa história muito triste e para ser mais sincera ainda, não gosto nem um pouquinho do final. Fora que é o filme mais longo e penoso que já vi. Só estou vendo o filme pela quarta vez para agradá-lo e porque o ator que faz o Dr. Zhivago é um gatinho.”
- Lizzy? – estava quase cochilando quando ele me chamou.
- Hum. – respondi sonolenta.
- Dormindo novamente? Você não gosta mesmo desse filme, não é?
- Até gosto amor, mas eu já sei que ele morre no final. Sem contar que eles nunca ficam juntos mesmo. Podemos ir pra cama? Estou tão cansada.
- Claro. Ah! Antes que eu esqueça, temos que ver a mudança que você quer fazer no quarto antes que eu viaje para Paris.
- Eu sei. – respondi em um longo suspiro – Este apartamento está ficando cada vez mais apertado. Eu vivo esbarrando nos moveis e não consigo mudar nada de lugar.
- Acho que você tem razão. Estive pensando... – levantei o rosto para encara-lo – Acho que deveríamos nos casar e mudarmos para um apartamento maior, o que você acha?
Eu entendi bem? Não, acho que não. Seria tão bom se na vida tivesse como voltarmos a fita. O encarei completamente incrédula e confusa.
- Por acaso isso foi um pedido de casamento? – falei gaguejando.
- É... foi. – ele respondeu naturalmente como se tivesse perguntado sobre a cor do papel de parede.
- Fiz o que?
- Me pediu em casamento como se estivesse me pedindo para passar o açúcar.
- Amor, eu não estou entendendo.
Se eu tivesse de sapatos tiraria do pé e dava uma sapatada na cabeça dele, mas para sua sorte eu estava de pantufas.
- Poderia ter sido um pouco mais romântico! – enfatizei levantando e indo em direção a cozinha. – Eu não estava esperando um cavalo branco nem nada do tipo, mas ao menos poderia esconder um anel em um bolinho da sorte. Não, mas pensando bem, do jeito que ando gulosa ultimamente, seria bem capaz de engolir o anel com tudo.
Ouvi uma gargalhada e me virei para ele furiosa.
- Não ria de mim! Isso é muito sério, William Darcy.
- Desculpe. – mas o risinho ainda estava lá, bem no cantinho da boca, mas estava.
- Isso lá é pedido de casamento que se faça?! Nem um anel, sim porque pedido que se preze tem que ter um anel, não é?
- Este discurso todo significa que a resposta é não? – ele perguntou se aproximando de mim como um tigre pronto para dar o bote, me encurralando no balcão do armário.
- Ainda não sei. – respondi presa ao velho e conhecido olhar que me paralisava por completo.
- Eu até pensei em colocar o anel dentro de um bolinho da sorte, mas se você engolisse teríamos sérios problemas. – falou colocando as mãos em volta de mim apoiando-as na pia, de forma a me prender. – Então, pensei em algo mais... – pensou um pouco então continuou - ...diferente.
- Como, por exemplo? – meu coração já estava acelerado.
- Como... – pegando sensualmente em minha cintura me colocou em cima do balcão deslizando as mãos por minhas pernas. - ...Assim.
E logo meus lábios foram tomados em fúria. Enlacei sua cintura com minhas pernas e alguns depósitos de plástico caíram no chão. O final desta história nem precisa ser contada, dá pra imaginar...
- Quer casar comigo? – perguntou ainda com a respiração descontrolada enquanto me entregava a caixinha.
- Precisava de tudo isso? – perguntei sorrindo enquanto lágrimas umedeciam meus olhos.
- É que você sempre fica mais calma e receptiva depois que nos amamos. – sorriu despojado se colocando em cima de mim. – A chance de você me dar um não cai para quarenta por cento.
- Safado! Já sabe como tirar vantagem de mim é?
- Todos nós temos um ponto fraco. – beijou meus lábios carinhosamente. – Então, quer ser minha esposa?
- Não sei... – fiz doce enquanto abria a caixa. Meus olhos ficaram fixados no belo e delicado diamante. – Amor, é lindo. – exclamei deixando as primeiras lágrimas rolarem pelo meu rosto.
Levantando, ele sentou no tapete me colocando delicadamente sentada em seu colo de frente para ele. Pegou o anel segurando minha mão, o que quase fez meu coração parar.
- Elizabeth Bennet, aceita ser minha esposa, amante, amiga e companheira?
- Acaso eu sou louca de te deixar escapar? – sorri enquanto ele colocou o anel em meu dedo. Fiquei um tempo olhando para minha mão direita, e voltando meus olhos para ele enxuguei minhas lágrimas. – Eu te amo. – sussurrei beijando-o de forma provocativa.
- Eu também te amo. – ele respondeu já me apertando contra seu corpo.
O clima não demorou a esquentar novamente, mas de repente me lembrei de algo que fez meu sangue gelar, se é que isso existe.
- Amor, o que foi? – ele se preocupou, pois eu estava pálida.
- Eu... Eu esqueci de tomar a pílula!
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Ouvi novamente a porta se abrindo e desta vez não era Jane ou a Char, mas, um Will pálido e visivelmente nervoso. Ficamos alguns segundos enlouquecedores em silêncio até que ele se aproximou, mas não o suficiente para me tocar.
- Oi – apenas sussurrei.
- Você está linda. – ele falou sem jeito enquanto tentava se aproximar, mas recuou em seguida.
- Will... – comecei a falar, mas ele me interrompeu e com um gesto me pediu para não falar mais.
Foram segundos angustiantes. Nossos olhares presos um no outro e um grande buraco se abrindo em meu peito. Os olhos dele estavam cheios de lágrimas e os meus já seguravam mais a enxurrada vinda do meu peito.
- Sabe. – ele falou de repente – Quando você aceitou se casar comigo, aquele foi o dia mais feliz da minha vida e... – ele fez uma pausa e tentou sorrir, mas foi apenas um tímido sorriso nervoso, de repente ele adotou um ar sério que me fez gelar. – Se vai me deixar, por favor, não fale nada. Não diga que sente muito ou que eu sou bom de mais para você. Apenas vá.
Sua expressão era firme, porém uma lágrima caiu do seu olho direito.
- Will. – fui incisiva, desta vez ele iria me ouvir. – Eu te chamei aqui porque não posso ir até aquele altar sem te contar a verdade. – conclui sentindo um grande frio na barriga.
- Então não vai me deixar? – sua pergunta veio acompanhada de um suspiro aliviado.
- Talvez a situação seja inversa. – respondi enxugando o rosto com um lenço oferecido por ele.
- Amor. – ele se aproximou me abraçando forte. – Já passamos por tantas coisas e estamos aqui. Seja lá o que for, vamos superar.
Me deixei ser abraçada; queria aproveitar o máximo possível aquele abraço. Senti-lo até o inevitável.
- Pode me falar qualquer coisa. – ele sussurrou enquanto beijava minha orelha esquerda.
- Ok. – assenti encarando-o decidida. Morrendo de medo, mas decidida. – Naquela noite em que você me pediu em casamento lembra do que aconteceu?
- Amor, aconteceram tantas coisas. Sobre o que exatamente estamos falando?
- Lembra que eu esqueci a pílula?
- Eu não sabia. Nunca fui muito regular e... Ai droga! – esbravejei desviando meus olhos do rosto dele, pois aquela expressão só me deixou ainda pior e mais certa de que era o fim. – Sei que combinamos que nada de filhos agora, mas aconteceu. No começo eu pensei ser um atraso normal, mas por insistência da Char fiz um exame e... Só soube do resultado ontem à noite. Quer falar alguma coisa, pelo amor de Deus!
- Eu... – ele me encarou assustado. – Você está grávida, é isso?! – a ficha dele parecia não ter caído ainda.
- Ao menos que eu tenha exagerado no chocolate essa barriguinha saliente é o seu filho. Nosso filho. –falei com a voz falha. - O que vamos fazer agora? – tive medo da resposta.
- Como assim? – ele perguntou confuso.
- Não quero que se case comigo apenas pelo bebê.
- Lizzy! Eu ia me casar com você mesmo antes de saber sobre o bebê. – ele riu, se divertindo as minhas custas. – Você às vezes é tão absurda, sabia? – me abraçou apertado.
- Então não está zangado? – perguntei aliviada.
- Zangado?! Estou é feliz sua maluca! Tudo bem que a idéia de ter alguém que depende de você, frágil, indefeso, que chora a noite e não te deixa dormir, e que faz xixi a todo instante, deixa qualquer um assustado. Nossa! É mesmo assustador. – brincou me fazendo sorrir -... Mas é o melhor presente de casamento que você poderia me dar. – sussurrou beijando meus lábios com paixão.
- Eu tive tanto medo. – falei quando nos separamos.
- De que?
- De tantas coisas. De você não querer este filho. Achar que eu estivesse dando o golpe da barriga. Mas, principalmente, medo de não ser uma boa mãe. Se eu não for uma boa mãe?! – essa idéia me apavorou. – Eu nem sou uma boa esposa.
- Muito engraçado. – choraminguei me aninhando nos braços dele. – E se eu não for? – perguntei sentindo o peso daquela responsabilidade.
- Estaremos juntos nisso. Aprenderemos juntos e qualquer coisa pedimos socorro a Jane ou a minha amada sogra, mas esta ultima opção só em ultimo caso. – sorriu abertamente enquanto acariciava minha barriga. – E aí? Pronto para levar a mamãe ao altar?
- Por favor, diz que não está falando com a minha barriga. – estava muito corada.
- Os bebês precisam ouvir a voz dos pais, sabia? – ele se defendeu – Não liga para o que a mamãe disse.
- Ainda preciso me acostumar com isso.
- Então, pronta para se tornar a Sra. Darcy ou ainda pensa em fugir? Ah! E só para me garantir, mandei alguém esconder sua moto. Sabe como é? Nunca se sabe quando sua noiva vai resolver fugir do casamento em uma moto, não é? – ele falou piscando o olho direito enquanto me puxava até a porta.
- Espera! – pedi fazendo-o parar e me encarar. – Eu te amo, sabia? – me declarei pela milésima vez enquanto o abracei fortemente.
- Sábia e é isso que me faz levantar da cama todos os dias. – recebi um beijo tão avassalador que quase tranquei a porta da sacristia e pecava ali mesmo.
***Fim***














