Capítulo XII
Novos sentimentos... Velhas lembranças...
- Uau! Tinha esquecido de como este lugar é lindo. – exclamei admirando a praia a minha frente quando desci do carro.
- Já veio aqui antes? – ele perguntou se juntando a mim.
- Sim. Ainda estava na faculdade, mas faz muito tempo.
- Está esfriando, vamos entrar?
- Claro. – respondi sentindo o frio cortante do anoitecer tomar meu corpo, pois já era noite quando chegamos.
A casa dele era belíssima. Não era muito grande, mas bem decorada e confortável, ela ficava em uma área isolada da cidade o que nos dava uma sensação de privacidade. O caseiro e sua esposa vieram nos receber e minutos depois eu estava em meu quarto trocando de roupa para o jantar com Mia latindo nos meus pés.
Enquanto me olhava no espelho pude ver minha pálpebra direita tremendo, um claro sinal do meu nervosismo; sempre fico assim quando estou ansiosa e extremamente nervosa. Dei uma ultima olhada no vestido longo de algodão, próprio para uma ocasião como esta, onde você não sabe o que esperar da noite. O casaquinho de tricô deu o toque final.
Quando desci com Mia em meu encalço, o encontrei brincando com o Chine na sala. Mia logo correu para perto do pai e os dois começaram a brincar, o que fez com que ele olhasse para mim.
- Oi! – me cumprimentou sorridente.
- Oi! – respondi admirando aquele deus grego a minha frente. O suéter azul fez com que os olhos dele se destacassem ainda mais e combinou perfeitamente com a calça de algodão branca. – Desculpe a demora. – finalmente consegui falar alguma coisa.
- Valeu à pena a espera. Você está linda. – elogiou enquanto se aproximava de mim.
- Imagina, estou normal. – Mentira! Passei uma hora para escolher a roupa, vinte minutos para pensar no que fazer com o cabelo e quase trinta para me maquiar. Então, eu sei que estou linda! Obrigada.
Novos sentimentos... Velhas lembranças...
- Uau! Tinha esquecido de como este lugar é lindo. – exclamei admirando a praia a minha frente quando desci do carro.
- Já veio aqui antes? – ele perguntou se juntando a mim.
- Sim. Ainda estava na faculdade, mas faz muito tempo.
- Está esfriando, vamos entrar?
- Claro. – respondi sentindo o frio cortante do anoitecer tomar meu corpo, pois já era noite quando chegamos.
A casa dele era belíssima. Não era muito grande, mas bem decorada e confortável, ela ficava em uma área isolada da cidade o que nos dava uma sensação de privacidade. O caseiro e sua esposa vieram nos receber e minutos depois eu estava em meu quarto trocando de roupa para o jantar com Mia latindo nos meus pés.
Enquanto me olhava no espelho pude ver minha pálpebra direita tremendo, um claro sinal do meu nervosismo; sempre fico assim quando estou ansiosa e extremamente nervosa. Dei uma ultima olhada no vestido longo de algodão, próprio para uma ocasião como esta, onde você não sabe o que esperar da noite. O casaquinho de tricô deu o toque final.
Quando desci com Mia em meu encalço, o encontrei brincando com o Chine na sala. Mia logo correu para perto do pai e os dois começaram a brincar, o que fez com que ele olhasse para mim.
- Oi! – me cumprimentou sorridente.
- Oi! – respondi admirando aquele deus grego a minha frente. O suéter azul fez com que os olhos dele se destacassem ainda mais e combinou perfeitamente com a calça de algodão branca. – Desculpe a demora. – finalmente consegui falar alguma coisa.
- Valeu à pena a espera. Você está linda. – elogiou enquanto se aproximava de mim.
- Imagina, estou normal. – Mentira! Passei uma hora para escolher a roupa, vinte minutos para pensar no que fazer com o cabelo e quase trinta para me maquiar. Então, eu sei que estou linda! Obrigada.
- Com fome?
- Um pouco. – admiti sem constrangimento.
- Bom, não sabia o que você gostava então pedi para fazerem uma boa massa.
- Hum! Adoro massa!
- Ótimo! Vamos?
- Claro. – aceitei o braço oferecido e ao inalar aquele cheiro delicioso que emnava da pele dele meus sentidos se aguçaram, todos eles.
Durante o jantar conversamos sobre amenidades. Pude descobrir um pouco mais sobre a vida dele em Nova York, mas ele se manteve reservado respondendo apenas as minhas perguntas. Para não fugir a regra, eu como sempre falei demais, em vinte minutos de conversa ele descobriu tudo sobre mim.
Após o jantar colocamos nossos filhos para dormir, Mia como sempre deu um pouco de trabalho, acho que ela estranhou a casa, mas alguns minutos de luta desisti e a deixei brincando no quarto. Desci e o procurei na sala, mas ele não estava; segui até a cozinha, mas ele também não estava lá, certamente ainda estava em seu quarto, resolvi sentar no tapete de frente para a lareira, pois estava muito frio e o fogo estava muito convidativo.
Jantar: Ok. Conversas bobas: Ok. Charme e paquera: Ok. Agora era o momento crucial, ou chegaríamos aos finalmente, ou definitivamente éramos apenas amigos. Mas vou confessar: não quero ser apenas amiga dele, pode até ser, desde que seja uma amiga que beija muito.
- Chine deu trabalho hoje. – me assustei com a voz dele que entrava na sala – Assustei você? Desculpe.
- Não, tudo bem. Estava apenas distraída. – respondi sentindo aquele cheiro delicioso novamente quando ele passou por mim. – Estou apenas me esquentando um pouco.
- Está muito frio. – ele observou mais sem assunto e nervoso do que eu.
- É, está. – respondi encarando-o. De repente uma risada escapou da minha garganta.
- O que foi? – ele quis saber enquanto caminhava até o bar, nos servindo de vinho. – Para esquentar. – completou me entregando a taça.
- Um pouco. – admiti sem constrangimento.
- Bom, não sabia o que você gostava então pedi para fazerem uma boa massa.
- Hum! Adoro massa!
- Ótimo! Vamos?
- Claro. – aceitei o braço oferecido e ao inalar aquele cheiro delicioso que emnava da pele dele meus sentidos se aguçaram, todos eles.
Durante o jantar conversamos sobre amenidades. Pude descobrir um pouco mais sobre a vida dele em Nova York, mas ele se manteve reservado respondendo apenas as minhas perguntas. Para não fugir a regra, eu como sempre falei demais, em vinte minutos de conversa ele descobriu tudo sobre mim.
Após o jantar colocamos nossos filhos para dormir, Mia como sempre deu um pouco de trabalho, acho que ela estranhou a casa, mas alguns minutos de luta desisti e a deixei brincando no quarto. Desci e o procurei na sala, mas ele não estava; segui até a cozinha, mas ele também não estava lá, certamente ainda estava em seu quarto, resolvi sentar no tapete de frente para a lareira, pois estava muito frio e o fogo estava muito convidativo.
Jantar: Ok. Conversas bobas: Ok. Charme e paquera: Ok. Agora era o momento crucial, ou chegaríamos aos finalmente, ou definitivamente éramos apenas amigos. Mas vou confessar: não quero ser apenas amiga dele, pode até ser, desde que seja uma amiga que beija muito.
- Chine deu trabalho hoje. – me assustei com a voz dele que entrava na sala – Assustei você? Desculpe.
- Não, tudo bem. Estava apenas distraída. – respondi sentindo aquele cheiro delicioso novamente quando ele passou por mim. – Estou apenas me esquentando um pouco.
- Está muito frio. – ele observou mais sem assunto e nervoso do que eu.
- É, está. – respondi encarando-o. De repente uma risada escapou da minha garganta.
- O que foi? – ele quis saber enquanto caminhava até o bar, nos servindo de vinho. – Para esquentar. – completou me entregando a taça.
- Obrigada. – agradeci tomando um gole - Era tão mais fácil conversar com você antes. Agora não sei bem o que falar ou como agir. – falei recebendo um meio sorriso.
- Ah é? E o que mudou? – ele perguntou sentando próximo a mim.
- Não sei... Antes éramos amigos e era tão fácil conversar com você.
- Hum... – ele pareceu refletir um pouco enquanto tomava seu vinho – Espero que isso não seja um ponto negativo para nossa relação.
- Não! Claro que não. Quer dizer, não sei, ainda. – tomei meu vinho de uma vez.
- Sabe, Lizzy – senti ele se aproximando e me deixei inebriar pela respiração quente dele de encontro aos meus lábios - viemos aqui para descobrir o que queremos ser; amigos ou algo mais. – ele sussurrou acariciando meus cabelos.
- E o que você quer ser? – entrei no jogo colocando minha taça no chão. Estava completamente entregue e porque não dizer, desesperada por um beijo.
- Para poder decidir eu preciso te beijar agora ou vou ficar maluco. – sussurrou provocante roçando seus lábios nos meus. - Posso?
- Pensei que nunca fosse pedir. – sorri antes de sentir a língua dele invadir minha boca.
Estrelinhas, fogos de artifícios, passarinhos verdes... Nada poderia descrever a sensação que aquele beijo provocou em mim... Mas espera aí!
- O que... O que foi? – ele perguntou ofegante e com os olhos desesperados quando eu me afastei de repente.
- Eu... – Nem eu sabia o que estava fazendo, mas como sempre não consigo ignorar esses meus rompantes intuitivos.
- Desculpe, eu fui muito apressado. Perdoe-me... – quando percebi que ele estava se culpando por nada, organizei meus pensamentos.
- Não é isso, é só que... Eu tive a sensação de já ter te beijado antes. –falei por fim e acho que percebi um certo nervosismo nele. – Mas isso é impossível, não é? Nunca nos beijamos antes, não é? Claro que não. Acho que bebi muito vinho.
- Ah é? E o que mudou? – ele perguntou sentando próximo a mim.
- Não sei... Antes éramos amigos e era tão fácil conversar com você.
- Hum... – ele pareceu refletir um pouco enquanto tomava seu vinho – Espero que isso não seja um ponto negativo para nossa relação.
- Não! Claro que não. Quer dizer, não sei, ainda. – tomei meu vinho de uma vez.
- Sabe, Lizzy – senti ele se aproximando e me deixei inebriar pela respiração quente dele de encontro aos meus lábios - viemos aqui para descobrir o que queremos ser; amigos ou algo mais. – ele sussurrou acariciando meus cabelos.
- E o que você quer ser? – entrei no jogo colocando minha taça no chão. Estava completamente entregue e porque não dizer, desesperada por um beijo.
- Para poder decidir eu preciso te beijar agora ou vou ficar maluco. – sussurrou provocante roçando seus lábios nos meus. - Posso?
- Pensei que nunca fosse pedir. – sorri antes de sentir a língua dele invadir minha boca.
Estrelinhas, fogos de artifícios, passarinhos verdes... Nada poderia descrever a sensação que aquele beijo provocou em mim... Mas espera aí!
- O que... O que foi? – ele perguntou ofegante e com os olhos desesperados quando eu me afastei de repente.
- Eu... – Nem eu sabia o que estava fazendo, mas como sempre não consigo ignorar esses meus rompantes intuitivos.
- Desculpe, eu fui muito apressado. Perdoe-me... – quando percebi que ele estava se culpando por nada, organizei meus pensamentos.
- Não é isso, é só que... Eu tive a sensação de já ter te beijado antes. –falei por fim e acho que percebi um certo nervosismo nele. – Mas isso é impossível, não é? Nunca nos beijamos antes, não é? Claro que não. Acho que bebi muito vinho.
Ele me encarou com aquela cara de quem queria contar algo, e eu esperei, mas ele apenas sorriu e segurou minha cabeça encostando sua testa na minha.
- Por um momento cheguei a pensar que o meu beijo era horrível.
- Oh sim. Muito ruim. – o provoquei sorrindo enquanto me aproximava a ponto de tocar os lábios dele. – Mas acho que preciso provar novamente, sabe como é, não deu para saborear direito.
- Você me deixa maluco. – ainda pude ouvir o sussurro dele antes de atacá-lo.
Senti um forte aperto em minhas costas e logo minhas mãos agarraram os cabelos dele enquanto instintivamente ele me lançou delicadamente no chão deitando por cima de mim.
- William... – sussurrei com dificuldade devido a excitação – Eu costumo ir devagar...
Como alguém diz uma frase dessa e espera ser convincente quando está retirando a camisa do individuo? Pelo amor dos cachinhos dourados, Lizzy. Seja mais convincente!
- Eu sei... – a voz dele saiu em um fio – Podemos parar se quiser.
- Melhor não... Quer dizer, esse não é tecnicamente nosso primeiro encontro. É, mas...
- Lizzy! – parei de falar e o encarei – Eu quero você e se você não me quiser, podemos parar.
Parar? Ta maluco? Antes que ele mude de idéia é melhor eu agir.
- Mas eu não quero parar. – sorri e ele mais seguro voltou a me beijar. – Mas alguém pode nos ver aqui. – temi lembrando do caseiro.
- Estamos sozinhos na casa. – mal compreendi a frase dita enquanto ele beijava minha orelha esquerda me fazendo perder o controle.
Inicialmente nossas mãos estavam tímidas e se resumiam apenas a carícias no rosto, então eu tomei a iniciativa e logo minhas rebeldes mãozinhas acariciavam o peito definido dele enquanto suas mãos passeavam livremente por minhas pernas.
- Por um momento cheguei a pensar que o meu beijo era horrível.
- Oh sim. Muito ruim. – o provoquei sorrindo enquanto me aproximava a ponto de tocar os lábios dele. – Mas acho que preciso provar novamente, sabe como é, não deu para saborear direito.
- Você me deixa maluco. – ainda pude ouvir o sussurro dele antes de atacá-lo.
Senti um forte aperto em minhas costas e logo minhas mãos agarraram os cabelos dele enquanto instintivamente ele me lançou delicadamente no chão deitando por cima de mim.
- William... – sussurrei com dificuldade devido a excitação – Eu costumo ir devagar...
Como alguém diz uma frase dessa e espera ser convincente quando está retirando a camisa do individuo? Pelo amor dos cachinhos dourados, Lizzy. Seja mais convincente!
- Eu sei... – a voz dele saiu em um fio – Podemos parar se quiser.
- Melhor não... Quer dizer, esse não é tecnicamente nosso primeiro encontro. É, mas...
- Lizzy! – parei de falar e o encarei – Eu quero você e se você não me quiser, podemos parar.
Parar? Ta maluco? Antes que ele mude de idéia é melhor eu agir.
- Mas eu não quero parar. – sorri e ele mais seguro voltou a me beijar. – Mas alguém pode nos ver aqui. – temi lembrando do caseiro.
- Estamos sozinhos na casa. – mal compreendi a frase dita enquanto ele beijava minha orelha esquerda me fazendo perder o controle.
Inicialmente nossas mãos estavam tímidas e se resumiam apenas a carícias no rosto, então eu tomei a iniciativa e logo minhas rebeldes mãozinhas acariciavam o peito definido dele enquanto suas mãos passeavam livremente por minhas pernas.
Realmente eu estava enlouquecendo, mas estava sendo tão bom. Enlouquecer até que não era tão ruim assim. Minhas mãos tremulas e destreinadas tentavam abrir a todo custo o botão da calça dele enquanto sua boca passeava por meu pescoço, descendo pelo colo até mordiscar meus seios por cima do tecido do vestido.
- Está tendo dificuldades aí? – ele perguntou divertido olhando para onde minhas mãos estavam.
- Um pouco. – respondi ofegante finalmente conseguindo meu intento.
Logo ele estava apenas de cueca sobre mim enquanto senti meu vestido ser praticamente arrancado do meu corpo. Ainda bem que eu vesti minha langerie preta de renda francesa fatal, do contrário eu estaria perdida.
- Você sempre me faz perder a cabeça...
O ouvi sussurrar alguma coisa, mas as sensações prazerosas vinham tão intensamente que acho que entendi errado. Senti meu sutiã ser aberto, mas não abri os olhos, não queria ver, apenas sentir... As caricias foram ficando cada vez mais intensas e logo minha calcinha deslizava por minhas pernas...
Uma pequena observação: Sempre achei lindas aquelas cenas de amor dos filmes onde o casal se ama tão devagar. Hollyood tem o incrível dom de deixar tudo tão mais bonito, suave, fofo e romântico. Mas sinceramente eu não estava mais agüentando e se ele não agisse rápido teria um orgasmo mental!
- Preciso de você agora. – pedi com a voz rouca.
Novamente meus lábios foram tomados por um beijo violento, intenso e deliciosamente provocante.
- Quanto tempo esperei por isso, Lizzy...
Dizendo isso ele atendeu meu pedido e em questão de segundos eu tive o orgasmo mais perfeito e intenso de toda a minha vidaaaaaa!!!
Após nos amarmos me aninhei em seu peito aspirando com força o delicioso cheiro dele enquanto recebia vários beijos em minha face.
- Não acredito que finalmente tenho você em meus braços. – ele sussurrou me apertando ainda mais de encontro ao seu peito. - Já deveria ter acontecido há muito tempo.
- Está tendo dificuldades aí? – ele perguntou divertido olhando para onde minhas mãos estavam.
- Um pouco. – respondi ofegante finalmente conseguindo meu intento.
Logo ele estava apenas de cueca sobre mim enquanto senti meu vestido ser praticamente arrancado do meu corpo. Ainda bem que eu vesti minha langerie preta de renda francesa fatal, do contrário eu estaria perdida.
- Você sempre me faz perder a cabeça...
O ouvi sussurrar alguma coisa, mas as sensações prazerosas vinham tão intensamente que acho que entendi errado. Senti meu sutiã ser aberto, mas não abri os olhos, não queria ver, apenas sentir... As caricias foram ficando cada vez mais intensas e logo minha calcinha deslizava por minhas pernas...
Uma pequena observação: Sempre achei lindas aquelas cenas de amor dos filmes onde o casal se ama tão devagar. Hollyood tem o incrível dom de deixar tudo tão mais bonito, suave, fofo e romântico. Mas sinceramente eu não estava mais agüentando e se ele não agisse rápido teria um orgasmo mental!
- Preciso de você agora. – pedi com a voz rouca.
Novamente meus lábios foram tomados por um beijo violento, intenso e deliciosamente provocante.
- Quanto tempo esperei por isso, Lizzy...
Dizendo isso ele atendeu meu pedido e em questão de segundos eu tive o orgasmo mais perfeito e intenso de toda a minha vidaaaaaa!!!
Após nos amarmos me aninhei em seu peito aspirando com força o delicioso cheiro dele enquanto recebia vários beijos em minha face.
- Não acredito que finalmente tenho você em meus braços. – ele sussurrou me apertando ainda mais de encontro ao seu peito. - Já deveria ter acontecido há muito tempo.
- Desde quando nos vimos pela primeira vez. – concordei me sentindo feliz e completa. Ouvi ele sorrir e me virei para encara-lo. – O que foi?
- Nada, é que estava pensando na ironia da sua frase.
- Certo. – levantei ficando sentada de frente para ele – Desde a primeira palavra que trocamos tenho a nítida sensação de que você está me escondendo alguma coisa.
- O... O que?
- É! É como se você quer me dizer alguma coisa que não diz. Entende? Acho que é coisa da minha cabeça, mas não custa perguntar, não é? Então?
- Então que... – novamente aquele silêncio que grita mais que qualquer palavra; novamente aquele olhar angustiado. – Então que agora que finalmente estamos juntos, que tal pularmos essa parte e aproveitarmos a noite que está apenas começando. – ele completou tomando meus lábios com desejo.
Eu não vou me render!... Na... Não vou mesmo... Seria mais fácil se ele não me... não me tocasse assim... Ai minha nossa!... Qual... Qual era o assunto mesmo? Nossa que beijo...
***~***~***~***~***~***
Que sonho maravilhoso... Uma praia deserta, um vento ameno e relaxante; o som do vai e vem das ondas... Carícias, sim, que carícias delirantes... Beijos, beijos calientes... Essa mão descendo por minhas costas indo em direção a... Ops! Mas espera aí! Essa sensação maravilhosa não pode ter sido apenas um sonho.
- Bom dia.
Era real, graças aos céus! Ao ouvir a voz dele abri os olhos encontrando os dele me olhando de forma tão apaixonada que não tive outra reação a não ser sorrir abobalhada.
- Bom dia. – respondi me espreguiçando. – Que horas são? – Perguntei olhando onde estávamos e só então percebi que não estávamos mais na sala, mas no quarto dele. Não me lembro de ter chegado ali, não mesmo.
- Já passa das dez.
- Nada, é que estava pensando na ironia da sua frase.
- Certo. – levantei ficando sentada de frente para ele – Desde a primeira palavra que trocamos tenho a nítida sensação de que você está me escondendo alguma coisa.
- O... O que?
- É! É como se você quer me dizer alguma coisa que não diz. Entende? Acho que é coisa da minha cabeça, mas não custa perguntar, não é? Então?
- Então que... – novamente aquele silêncio que grita mais que qualquer palavra; novamente aquele olhar angustiado. – Então que agora que finalmente estamos juntos, que tal pularmos essa parte e aproveitarmos a noite que está apenas começando. – ele completou tomando meus lábios com desejo.
Eu não vou me render!... Na... Não vou mesmo... Seria mais fácil se ele não me... não me tocasse assim... Ai minha nossa!... Qual... Qual era o assunto mesmo? Nossa que beijo...
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Que sonho maravilhoso... Uma praia deserta, um vento ameno e relaxante; o som do vai e vem das ondas... Carícias, sim, que carícias delirantes... Beijos, beijos calientes... Essa mão descendo por minhas costas indo em direção a... Ops! Mas espera aí! Essa sensação maravilhosa não pode ter sido apenas um sonho.
- Bom dia.
Era real, graças aos céus! Ao ouvir a voz dele abri os olhos encontrando os dele me olhando de forma tão apaixonada que não tive outra reação a não ser sorrir abobalhada.
- Bom dia. – respondi me espreguiçando. – Que horas são? – Perguntei olhando onde estávamos e só então percebi que não estávamos mais na sala, mas no quarto dele. Não me lembro de ter chegado ali, não mesmo.
- Já passa das dez.
- Nossa! Dormi feito uma pedra. – comentei sentando na cama, mas aí eu percebi que estava completamente nua tendo apenas o fino lençol me protegendo. Comecei a me certificar de que nada estava de fora, recebendo um sorriso gozador dele. – Não ria de mim. – protestei falsamente aborrecida.
- Não estou rindo de você. Mas acho que já vi tudo o que você está tentando esconder e preciso dizer: Você é linda. – a resposta veio com um beijo que me fez largar o lençol na hora e puxa-lo com força para mais perto de mim. – Não está com fome? – ele perguntou com sua voz rouca devido ao desejo que cintilava em seus olhos.
- Estou, mas isso pode esperar um pouco.
E mais uma vez nos amamos e a terceira vez foi ainda melhor...
***~***~***~***~***~***~***
Após tomarmos banho juntos e para não variar, resolvemos dar uma volta na praia. Enquanto me arrumava no quarto onde estava hospedada não consegui guardar minha felicidade só para mim, alguém tinha que compartilhar da minha alegria e ao quarto toque do celular a voz sonolenta da Char ecoou no meu ouvido.
- Char! – gritei eufórica.
- Pela euforia já sei que a noite foi um sucesso.
- Foi maravilhoso, Char. O William é tão maravilhoso, tão...
- William? Esse é o nome dele?
- É, não é lindo?
- Já vi tudo: está apaixonada. O que significa que ele é muito bom de cama. Ele é bom de cama? Sim, porque um homem desses, minha filha, tem que ter um defeito.
- Para sua informação, não que seja da sua conta, ele é perfeito.
- Fico feliz em ver que você está feliz.
- Obrigada, Char. Agora preciso ir, vamos tomar café e depois passearmos um pouco pela praia.
- Que inveja branca, amiga. Você é que é feliz. Vou acompanhar minha mãe em mais uma inauguração de clínica de estética. Estou pensando onde ela fará plástica desta vez, no cérebro talvez.
- Então boa sorte. – desejei sorrindo.
- Vou precisar, quanto a você, nada de boa sorte, vou te desejar mais noites quentes.
- Obrigada.
- Não estou rindo de você. Mas acho que já vi tudo o que você está tentando esconder e preciso dizer: Você é linda. – a resposta veio com um beijo que me fez largar o lençol na hora e puxa-lo com força para mais perto de mim. – Não está com fome? – ele perguntou com sua voz rouca devido ao desejo que cintilava em seus olhos.
- Estou, mas isso pode esperar um pouco.
E mais uma vez nos amamos e a terceira vez foi ainda melhor...
***~***~***~***~***~***~***
Após tomarmos banho juntos e para não variar, resolvemos dar uma volta na praia. Enquanto me arrumava no quarto onde estava hospedada não consegui guardar minha felicidade só para mim, alguém tinha que compartilhar da minha alegria e ao quarto toque do celular a voz sonolenta da Char ecoou no meu ouvido.
- Char! – gritei eufórica.
- Pela euforia já sei que a noite foi um sucesso.
- Foi maravilhoso, Char. O William é tão maravilhoso, tão...
- William? Esse é o nome dele?
- É, não é lindo?
- Já vi tudo: está apaixonada. O que significa que ele é muito bom de cama. Ele é bom de cama? Sim, porque um homem desses, minha filha, tem que ter um defeito.
- Para sua informação, não que seja da sua conta, ele é perfeito.
- Fico feliz em ver que você está feliz.
- Obrigada, Char. Agora preciso ir, vamos tomar café e depois passearmos um pouco pela praia.
- Que inveja branca, amiga. Você é que é feliz. Vou acompanhar minha mãe em mais uma inauguração de clínica de estética. Estou pensando onde ela fará plástica desta vez, no cérebro talvez.
- Então boa sorte. – desejei sorrindo.
- Vou precisar, quanto a você, nada de boa sorte, vou te desejar mais noites quentes.
- Obrigada.
Após desligar o telefone desci e fui informada pela esposa do caseiro que William me aguardava no deck da piscina para o café da manhã. Tomamos nosso café rapidamente e em poucos minutos estávamos caminhando pela praia de mãos dadas enquanto nos conhecíamos um pouco mais.
A manhã se passou muito rápido, tomamos banho de mar, namoramos, brincamos, paramos para almoçar em um simpático restaurante e já era fim de tarde quando caminhávamos de volta para casa. Conversamos sobre tudo e em um destes assuntos eu acabei contando minha constrangedora aventura em busca dos meus ex-namorados.
- Ok! Agora pode rir de mim. – falei vendo a expressão divertida no rosto dele.
- Desculpe, mas é engraçado. – ele não conteve a gargalhada.
- Você deve estar me achando uma maluca. – comecei a temer se não tinha falado demais.
- Só um pouco.
- Ah que ótimo! – bufei me afastando sendo puxada por ele para um abraço.
- Tem que convir que não é a coisa mais normal do mundo alguém sair por aí procurando seus ex-namorados.
- Eu sei. Mas você também correu atrás aí de uma ex. Por falar nisso, o que aconteceu?
- Ah... – ele pareceu ficar nervoso – Sabe o que é mais importante? É que eu tive sorte de nenhum deles ser o seu cara especial. E você está aqui, agora... Espero que esteja se divertindo. – ele falou após alguns segundos caminhando em silêncio.
- Está brincando? Estou muito feliz por estar aqui... Com você. – admiti corando violentamente.
- Eu estou feliz por ter você aqui. – recebi um abraço e um beijo carinhoso na cabeça. - Lizzy?
- Hum? – respondi enquanto me aninhava no peito dele devido ao frio.
- Lembra quando me disse ontem a noite que eu parecia sempre querer te contar algo?
- Sim. – comecei a ficar nervosa.
- Você estava certa. Eu... Preciso te contar uma coisa.
A manhã se passou muito rápido, tomamos banho de mar, namoramos, brincamos, paramos para almoçar em um simpático restaurante e já era fim de tarde quando caminhávamos de volta para casa. Conversamos sobre tudo e em um destes assuntos eu acabei contando minha constrangedora aventura em busca dos meus ex-namorados.
- Ok! Agora pode rir de mim. – falei vendo a expressão divertida no rosto dele.
- Desculpe, mas é engraçado. – ele não conteve a gargalhada.
- Você deve estar me achando uma maluca. – comecei a temer se não tinha falado demais.
- Só um pouco.
- Ah que ótimo! – bufei me afastando sendo puxada por ele para um abraço.
- Tem que convir que não é a coisa mais normal do mundo alguém sair por aí procurando seus ex-namorados.
- Eu sei. Mas você também correu atrás aí de uma ex. Por falar nisso, o que aconteceu?
- Ah... – ele pareceu ficar nervoso – Sabe o que é mais importante? É que eu tive sorte de nenhum deles ser o seu cara especial. E você está aqui, agora... Espero que esteja se divertindo. – ele falou após alguns segundos caminhando em silêncio.
- Está brincando? Estou muito feliz por estar aqui... Com você. – admiti corando violentamente.
- Eu estou feliz por ter você aqui. – recebi um abraço e um beijo carinhoso na cabeça. - Lizzy?
- Hum? – respondi enquanto me aninhava no peito dele devido ao frio.
- Lembra quando me disse ontem a noite que eu parecia sempre querer te contar algo?
- Sim. – comecei a ficar nervosa.
- Você estava certa. Eu... Preciso te contar uma coisa.
Ops! Sinal de alerta ligado! Estava bom de mais para ser verdade. É agora que ele vai me dizer que é casado, ou gay, não, gay não, um gay não faria aquilo com as mãos... Mas pode ser: não quero me envolver, ou você é maluca de mais para mim... Fala logo ou vou ficar maluca!
- Ei! – ele certamente percebeu o pânico nos meus olhos, pois me abraçou com mais força. – Está tudo bem... Vai ficar tudo bem.
- Desculpe, é que geralmente o que vem depois desta frase não é nada bom.
- Vem. Vou te levar a um lugar.
- Onde?
- Quando chegar lá você vai entender.
Aceitei a mão estendida e em silêncio caminhamos por cerca de dez minutos até chegarmos a um mirante natural, era uma parte mais alta daquela praia. Assim que chegamos sentamos lado a lado e ficamos encarando o horizonte, foi aí que uma sensação estranha me tomou; foram lembranças tão confusas que minha expressão se tornou assustada e confusa.
- O que foi? – ele perguntou ao perceber.
- Nada... É que... Já teve a sensação de já ter estado em um lugar? Eu tenho a impressão de que já estive aqui.
- Isso é porque você já esteve aqui, Lizzy. – o encarei confusa e zonza com a bagunça que eram minhas lembranças agora. – Quer dizer, nós já estivemos aqui antes.
- Não. Impossível. Eu nunca estive aqui com você. Estive?
Ele respirou fundo e em seguida esboçou um tímido sorriso enquanto se aproximava mais de mim. Eu ainda o encarava esperando ansiosa por uma resposta, algo que me ajudasse a entender.
- Verão de 2002. – ele falou inseguro.
- Não! – Apaguei aquele verão horrível da minha vida há anos. Mas o que o William tinha a ver com aquele...
- Eu estava aqui, Lizzy. – ele confirmou minhas suspeitas.
- Não, não estava. Eu não lembro bem daquele dia, mas eu garanto que você não estava.
- Nossa! Agora sei como se sentiu quando o tal professor não se lembrou de você. – não tinha raiva no tom dele, mas lamento, dor talvez.
- Ei! – ele certamente percebeu o pânico nos meus olhos, pois me abraçou com mais força. – Está tudo bem... Vai ficar tudo bem.
- Desculpe, é que geralmente o que vem depois desta frase não é nada bom.
- Vem. Vou te levar a um lugar.
- Onde?
- Quando chegar lá você vai entender.
Aceitei a mão estendida e em silêncio caminhamos por cerca de dez minutos até chegarmos a um mirante natural, era uma parte mais alta daquela praia. Assim que chegamos sentamos lado a lado e ficamos encarando o horizonte, foi aí que uma sensação estranha me tomou; foram lembranças tão confusas que minha expressão se tornou assustada e confusa.
- O que foi? – ele perguntou ao perceber.
- Nada... É que... Já teve a sensação de já ter estado em um lugar? Eu tenho a impressão de que já estive aqui.
- Isso é porque você já esteve aqui, Lizzy. – o encarei confusa e zonza com a bagunça que eram minhas lembranças agora. – Quer dizer, nós já estivemos aqui antes.
- Não. Impossível. Eu nunca estive aqui com você. Estive?
Ele respirou fundo e em seguida esboçou um tímido sorriso enquanto se aproximava mais de mim. Eu ainda o encarava esperando ansiosa por uma resposta, algo que me ajudasse a entender.
- Verão de 2002. – ele falou inseguro.
- Não! – Apaguei aquele verão horrível da minha vida há anos. Mas o que o William tinha a ver com aquele...
- Eu estava aqui, Lizzy. – ele confirmou minhas suspeitas.
- Não, não estava. Eu não lembro bem daquele dia, mas eu garanto que você não estava.
- Nossa! Agora sei como se sentiu quando o tal professor não se lembrou de você. – não tinha raiva no tom dele, mas lamento, dor talvez.
- Esta querendo me dizer que nos conhecemos naquele verão?
- Lembra da ultima noite, o luau do fogo que os formandos de administração organizaram. Charles esperava um amigo que nunca chegou. Nos conhecemos em um pub na estrada próximo ao acampamento...
- Não! Por favor, para agora! – pedi me levantando sendo seguida por ele. – Você está brincando comigo, não é?
Fiquei encarando o por do sol sem esconder minha agitação, confusão. Alegria de pobre realmente dura muito pouco. Há alguns minutos eu era a mulher mais feliz do mundo e agora sou a mais confusa da face da terra.
Forcei minha mente para lembrar o que exatamente aconteceu naquela noite, mas tudo sempre foi um grande buraco negro.
- Lizzy, fala comigo. – ele pediu se aproximando. – Você nem se lembra o que aconteceu...
- Isso torna tudo ainda pior. – que vergonha! Não conseguia nem encará-lo.
- Está tudo bem.
- Por que não me contou naquele mesmo dia em que nos conhecemos? – de repente aquela palavra não fez sentido e em meio a um sorriso irônico – No dia em que supostamente nos conhecemos.
- Não sei... Naquele dia eu não te reconheci, quer dizer, achei que te conhecia, mas não me lembrava de onde. Ficou difícil sem o cabelo azul. – ele tentou sorrir, mas ficou sério ao ver minha expressão.
- E desde quando você sabe? – perguntei confusa.
- Desde o dia em te salvei de rolar escada a baixo. Quando entrei no seu apartamento vi algumas fotos suas e tive a certeza.
- Isso só pode ser um grande pesadelo. – desabafei enquanto caminhava de um lado para o outro.
- Lizzy. – ele tentou se aproximar, mas me afastei bruscamente. – Você está chateada?
- Confusa e muito envergonhada, talvez, mas não chateada, ao menos não com você. Eu... Preciso de espaço. – falei sentindo falta de ar. Não sentia raiva dele, mas confusa, sem entender o motivo dele ter me enganado e pior, não saber exatamente o que aconteceu.
- Lizzy, você não me reconheceu, o que queria que eu fizesse?
- Lembra da ultima noite, o luau do fogo que os formandos de administração organizaram. Charles esperava um amigo que nunca chegou. Nos conhecemos em um pub na estrada próximo ao acampamento...
- Não! Por favor, para agora! – pedi me levantando sendo seguida por ele. – Você está brincando comigo, não é?
Fiquei encarando o por do sol sem esconder minha agitação, confusão. Alegria de pobre realmente dura muito pouco. Há alguns minutos eu era a mulher mais feliz do mundo e agora sou a mais confusa da face da terra.
Forcei minha mente para lembrar o que exatamente aconteceu naquela noite, mas tudo sempre foi um grande buraco negro.
- Lizzy, fala comigo. – ele pediu se aproximando. – Você nem se lembra o que aconteceu...
- Isso torna tudo ainda pior. – que vergonha! Não conseguia nem encará-lo.
- Está tudo bem.
- Por que não me contou naquele mesmo dia em que nos conhecemos? – de repente aquela palavra não fez sentido e em meio a um sorriso irônico – No dia em que supostamente nos conhecemos.
- Não sei... Naquele dia eu não te reconheci, quer dizer, achei que te conhecia, mas não me lembrava de onde. Ficou difícil sem o cabelo azul. – ele tentou sorrir, mas ficou sério ao ver minha expressão.
- E desde quando você sabe? – perguntei confusa.
- Desde o dia em te salvei de rolar escada a baixo. Quando entrei no seu apartamento vi algumas fotos suas e tive a certeza.
- Isso só pode ser um grande pesadelo. – desabafei enquanto caminhava de um lado para o outro.
- Lizzy. – ele tentou se aproximar, mas me afastei bruscamente. – Você está chateada?
- Confusa e muito envergonhada, talvez, mas não chateada, ao menos não com você. Eu... Preciso de espaço. – falei sentindo falta de ar. Não sentia raiva dele, mas confusa, sem entender o motivo dele ter me enganado e pior, não saber exatamente o que aconteceu.
- Lizzy, você não me reconheceu, o que queria que eu fizesse?
- Que me falasse a verdade, por exemplo.
- Eu até tentei te contar, mas a forma como nos conhecemos, me apareceu um recomeço, uma segunda chance... Não sei. Aquela noite eu... Podemos esclarecer tudo agora.
- Passei muito tempo procurando por você... Quer dizer, o cara que esteve comigo aquela noite... Mas é difícil lembrar de alguém quando você estava completamente bêbada. Não faz idéia de quanto isso é constrangedor para mim. – falei começando a andar para longe dele.
- Aonde você vai?
- Preciso ficar sozinha. Por favor, não me siga, me dá um tempo, pelo amor de Deus, preciso ficar sozinha.
- Tudo bem... Só quero que saiba que realmente sinto muito e que apesar de ter escondido de você quem eu sou, preciso que acredite que não foi nada planejado... As coisas foram acontecendo e... O que vivemos durante estes meses foi de verdade. Quando estiver pronta para termos esta conversa estarei em casa te esperando.
- Obrigada. – respondi com um fraco sorriso enquanto me afastava.
Caminhei por quase uma hora, em minha mente uma grande luta se travava, a todo custo eu tentava em vão relembrar aquela noite, mas apenas pequenos flashs rápidos vinham de forma desarrumadas. Cansada, sentei na areia enquanto o vento açoitava meus cabelos. Já era noite e estava frio, mas eu precisava pensar no que fazer.
Como um filme, toda aquela noite passou diante dos meus olhos...
Flashback...
Verão de 2002, Bath
- Aumenta o som, Jane. – Char pediu aos gritos quando a música das spices girls começou a tocar no rádio do carro. – Lizzy, desmancha essa cara de velório, você e o Natan vão conversar no acampamento. Ele vem, não é?
- Não faço a menor idéia. Nós não conversamos há alguns dias. – choraminguei enquanto olhava a paisagem de Bath se aproximando.
- A Char tem razão, vocês vão se entender. Todo namoro tem uma fase difícil.
- Eu até tentei te contar, mas a forma como nos conhecemos, me apareceu um recomeço, uma segunda chance... Não sei. Aquela noite eu... Podemos esclarecer tudo agora.
- Passei muito tempo procurando por você... Quer dizer, o cara que esteve comigo aquela noite... Mas é difícil lembrar de alguém quando você estava completamente bêbada. Não faz idéia de quanto isso é constrangedor para mim. – falei começando a andar para longe dele.
- Aonde você vai?
- Preciso ficar sozinha. Por favor, não me siga, me dá um tempo, pelo amor de Deus, preciso ficar sozinha.
- Tudo bem... Só quero que saiba que realmente sinto muito e que apesar de ter escondido de você quem eu sou, preciso que acredite que não foi nada planejado... As coisas foram acontecendo e... O que vivemos durante estes meses foi de verdade. Quando estiver pronta para termos esta conversa estarei em casa te esperando.
- Obrigada. – respondi com um fraco sorriso enquanto me afastava.
Caminhei por quase uma hora, em minha mente uma grande luta se travava, a todo custo eu tentava em vão relembrar aquela noite, mas apenas pequenos flashs rápidos vinham de forma desarrumadas. Cansada, sentei na areia enquanto o vento açoitava meus cabelos. Já era noite e estava frio, mas eu precisava pensar no que fazer.
Como um filme, toda aquela noite passou diante dos meus olhos...
Flashback...
Verão de 2002, Bath
- Aumenta o som, Jane. – Char pediu aos gritos quando a música das spices girls começou a tocar no rádio do carro. – Lizzy, desmancha essa cara de velório, você e o Natan vão conversar no acampamento. Ele vem, não é?
- Não faço a menor idéia. Nós não conversamos há alguns dias. – choraminguei enquanto olhava a paisagem de Bath se aproximando.
- A Char tem razão, vocês vão se entender. Todo namoro tem uma fase difícil.
- Ou então amiga, deixa aquele virgem maluco pra lá e pega algum gatinho novo. – Char me provocou.- Soube que o Charles vai levar um amigo formado que vem de Nova York, lindo e muito rico. Wall, acho que é esse o nome dele.
- É Will, Char. Nunca o vi, mas soube que é muito gato, se formou há dois anos e mora em Nova York onde administra as empresas da família. - Jane completou. Só faltou a ficha policial, médica e dentária do individuo.
- Mas soube pelas meninas veteranas que ele era meio esquisito. O cara não falava com ninguém, não se misturava com a galera, não pegava ninguém do campus, talvez as achassem inferior a ele; fora que ainda vivia com um monte de livros pra cima e pra baixo.
- Se já pararam de definir minha vida amorosa, lembrem que eu estou aqui e que tenho um namorado, ao menos é o que eu acho. – resmunguei em meio a um longo suspiro.
Assim que chegamos ao acampamento ajudei as meninas a armarem nossas barracas e logo estava a procura do Natan, mas para minha frustração nem sinal dele. Pouco mais de uma hora Charles chegou com alguns amigos, Jane praticamente me arrastou até o grupo.
- Hey, Lizzy! Seu namoradinho bicha ainda não chegou? – Ben, um dos amigos do Charles grunhiu com aquela cara cínica dele.
- Vai pra o inferno, Ben. – respondi pronta para voar no pescoço dele.
- É, cala essa boca seu palhaço. – Rick, outro amigo da turma o repreendeu dando um tapinha na cabeça dele. – Mas se quiser um homem de verdade estou aqui.
- Não liga para esse idiota, Lizzy. – Charles falou constrangido abraçado a Jane. – Vem, vamos tomar umas cervejas. A propósito, adorei o cabelo azul, melhor que o vermelho do mês passado. – comentou segurando o riso.
- Vocês não entendem de moda. – resmunguei me achando um máximo com meu cabelo azul e maquiagem mais forte. Estava em uma onda meio gótica, roqueira ou traduzindo para um bom entendedor: quem não tem o que fazer na vida, pinta o cabelo de azul.
- É Will, Char. Nunca o vi, mas soube que é muito gato, se formou há dois anos e mora em Nova York onde administra as empresas da família. - Jane completou. Só faltou a ficha policial, médica e dentária do individuo.
- Mas soube pelas meninas veteranas que ele era meio esquisito. O cara não falava com ninguém, não se misturava com a galera, não pegava ninguém do campus, talvez as achassem inferior a ele; fora que ainda vivia com um monte de livros pra cima e pra baixo.
- Se já pararam de definir minha vida amorosa, lembrem que eu estou aqui e que tenho um namorado, ao menos é o que eu acho. – resmunguei em meio a um longo suspiro.
Assim que chegamos ao acampamento ajudei as meninas a armarem nossas barracas e logo estava a procura do Natan, mas para minha frustração nem sinal dele. Pouco mais de uma hora Charles chegou com alguns amigos, Jane praticamente me arrastou até o grupo.
- Hey, Lizzy! Seu namoradinho bicha ainda não chegou? – Ben, um dos amigos do Charles grunhiu com aquela cara cínica dele.
- Vai pra o inferno, Ben. – respondi pronta para voar no pescoço dele.
- É, cala essa boca seu palhaço. – Rick, outro amigo da turma o repreendeu dando um tapinha na cabeça dele. – Mas se quiser um homem de verdade estou aqui.
- Não liga para esse idiota, Lizzy. – Charles falou constrangido abraçado a Jane. – Vem, vamos tomar umas cervejas. A propósito, adorei o cabelo azul, melhor que o vermelho do mês passado. – comentou segurando o riso.
- Vocês não entendem de moda. – resmunguei me achando um máximo com meu cabelo azul e maquiagem mais forte. Estava em uma onda meio gótica, roqueira ou traduzindo para um bom entendedor: quem não tem o que fazer na vida, pinta o cabelo de azul.
Ele e Jane seguiram na frente e eu fui atrás com a Char. Assim que nos servimos das cervejas a Char como sempre não perdeu a chance de matar sua curiosidade.
- Charles, seu amigo de Nova York não vem?
- Vem sim, ele precisou resolver uns assuntos no escritório do pai dele, mas já deve estar a caminho.
- E ele é tão bonito quanto dizem?
- Ta me estranhando, Char? – Charles brincou tomando sua cerveja.
- Mulher acha outra bonita, qual o problema? – ela insistiu.
- Mas homem não acha e chega deste assunto. Quando você o vir tire suas próprias conclusões. - ele deu o assunto por encerrado enquanto beijava Jane nos lábios.
- Urgh!Ainda estamos aqui! – Char fez uma careta enquanto me puxava pela mão – Vem, Lizzy, vamos sair daqui e procurar algumas bocas para fazermos isso também.
Nos aproximamos da nossa turma e logo as doses de cervejas foram aumentando. Aparentemente eu estava só curtindo, mas no fundo eu estava era me embriagando para esquecer a situação incerta que era meu namoro com o Natan.
Estávamos juntos há quase seis meses e nos curtíamos muito. Eu adorava estar com ele, mas tínhamos um grande problema, ao menos eu tinha. Sempre quando o clima começava a esquentar e tudo, eu disse tudo mesmo se é que me entendem, indicava que ia rolar, ele simplesmente inventava uma desculpa qualquer e pulava fora.
No começo eu respeitei o fato dele dizer que queria ir mais devagar e até acreditei na possibilidade dele ser realmente virgem, como a Char sugeriu, mas seis meses depois eu estava subindo pelas paredes.
O ultimo mês foi meio confuso. Éramos muito grudados, mas ele simplesmente passou a me evitar e quando nos encontrávamos ele era distante e até mesmo frio. Aquilo estava me matando. Fui aquele maldito acampamento apenas com a intenção de encontrá-lo, pois a turma dele também estava organizando a festa.
- Charles, seu amigo de Nova York não vem?
- Vem sim, ele precisou resolver uns assuntos no escritório do pai dele, mas já deve estar a caminho.
- E ele é tão bonito quanto dizem?
- Ta me estranhando, Char? – Charles brincou tomando sua cerveja.
- Mulher acha outra bonita, qual o problema? – ela insistiu.
- Mas homem não acha e chega deste assunto. Quando você o vir tire suas próprias conclusões. - ele deu o assunto por encerrado enquanto beijava Jane nos lábios.
- Urgh!Ainda estamos aqui! – Char fez uma careta enquanto me puxava pela mão – Vem, Lizzy, vamos sair daqui e procurar algumas bocas para fazermos isso também.
Nos aproximamos da nossa turma e logo as doses de cervejas foram aumentando. Aparentemente eu estava só curtindo, mas no fundo eu estava era me embriagando para esquecer a situação incerta que era meu namoro com o Natan.
Estávamos juntos há quase seis meses e nos curtíamos muito. Eu adorava estar com ele, mas tínhamos um grande problema, ao menos eu tinha. Sempre quando o clima começava a esquentar e tudo, eu disse tudo mesmo se é que me entendem, indicava que ia rolar, ele simplesmente inventava uma desculpa qualquer e pulava fora.
No começo eu respeitei o fato dele dizer que queria ir mais devagar e até acreditei na possibilidade dele ser realmente virgem, como a Char sugeriu, mas seis meses depois eu estava subindo pelas paredes.
O ultimo mês foi meio confuso. Éramos muito grudados, mas ele simplesmente passou a me evitar e quando nos encontrávamos ele era distante e até mesmo frio. Aquilo estava me matando. Fui aquele maldito acampamento apenas com a intenção de encontrá-lo, pois a turma dele também estava organizando a festa.
Algumas horas e algumas cervejas e nada dele aparecer. Já estava desanimando quando duas picapes chegaram fazendo muito barulho; logo reconheci a do Natan. Levantei com dificuldade devido ao excesso de álcool e quando abri um largo sorriso para ir até ele eis que meu mundinho desmorona.
- Lizzy, segura a onda.
Mal ouvi o que a Char estava dizendo. Minha visão era turva, já não conseguia pensar, ouvir, falar... Fechei os olhos e abri novamente na tentativa de ser apenas uma visão tenebrosa.
- Por quê? – foi a única coisa que consegui falar ao ver meu namorado aos beijos com uma loira linda da turma dele.
- Ei, Lizzy! Parece que a bicha te trocou por aquela gostosa da Sharon. – Rick não perdeu a chance de se divertir as minhas custas, aliás, todo mundo estava rindo de mim.
- Aonde você vai? – Char gritou enquanto eu saia correndo tropeçando nas pessoas sentadas na areia.
Corri o mais rápido que minha embriaguês inicial permitiu e assim que alcancei o estacionamento dei de cara com o Ben que procurava algo em seu carro.
- Ben, me tira daqui. – pedi ofegante já entrando no carro dele.
- O que houve? – ele perguntou assustado.
- Só me tira daqui.
- Escuta aqui, não vou a lugar nenhum a menos que receba algum pagamento, gata.
Aquela frase foi um sinal claro de que eu deveria sair do carro dele rapidamente, mas ao ver o Natan vindo em minha direção com a Char, cometi a maior burrice da minha vida.
- Prometo te recompensar muito bem. – respondi e logo o barulho do motor foi ouvido junto com o cantado dos pneus.
Cada vez que olhava para o sorrisinho cínico do Ben me arrependia ainda mais, porém já era tarde e a toda velocidade o carro deslizava pista a fora.
- Aonde quer ir gatinha? – a voz dele chegou aos meus ouvidos me causando repulsa.
- Preciso beber alguma coisa. – respondi enquanto maquinava uma forma de sair daquela situação.
- Não tenho nada aqui no carro. – ele falou enquanto procurava cervejas pela carro.
- Lizzy, segura a onda.
Mal ouvi o que a Char estava dizendo. Minha visão era turva, já não conseguia pensar, ouvir, falar... Fechei os olhos e abri novamente na tentativa de ser apenas uma visão tenebrosa.
- Por quê? – foi a única coisa que consegui falar ao ver meu namorado aos beijos com uma loira linda da turma dele.
- Ei, Lizzy! Parece que a bicha te trocou por aquela gostosa da Sharon. – Rick não perdeu a chance de se divertir as minhas custas, aliás, todo mundo estava rindo de mim.
- Aonde você vai? – Char gritou enquanto eu saia correndo tropeçando nas pessoas sentadas na areia.
Corri o mais rápido que minha embriaguês inicial permitiu e assim que alcancei o estacionamento dei de cara com o Ben que procurava algo em seu carro.
- Ben, me tira daqui. – pedi ofegante já entrando no carro dele.
- O que houve? – ele perguntou assustado.
- Só me tira daqui.
- Escuta aqui, não vou a lugar nenhum a menos que receba algum pagamento, gata.
Aquela frase foi um sinal claro de que eu deveria sair do carro dele rapidamente, mas ao ver o Natan vindo em minha direção com a Char, cometi a maior burrice da minha vida.
- Prometo te recompensar muito bem. – respondi e logo o barulho do motor foi ouvido junto com o cantado dos pneus.
Cada vez que olhava para o sorrisinho cínico do Ben me arrependia ainda mais, porém já era tarde e a toda velocidade o carro deslizava pista a fora.
- Aonde quer ir gatinha? – a voz dele chegou aos meus ouvidos me causando repulsa.
- Preciso beber alguma coisa. – respondi enquanto maquinava uma forma de sair daquela situação.
- Não tenho nada aqui no carro. – ele falou enquanto procurava cervejas pela carro.
- Podemos parar em algum bar na estrada.
- Ou pedir alguma bebida no motel.
Que fria, Lizzy! Eu estava perdida, mas a imagem do Natan com aquela loira não saia da minha mente. Eu realmente precisava beber alguma coisa, ou muitas coisas.
- Não quero ficar sóbria. – murmurei sentindo uma dor absurda em meu peito.
- Isso parece bom. – ele sorriu ainda mais cínico. -Então vamos parar em um velho pub que fica a alguns quilômetros daqui.
Fechei os olhos com força enquanto minha mente tentava pensar em algo para me livrar daquele verme e se não tivesse jeito, ao menos eu não lembraria no dia seguinte.
Quando finalmente paramos naquele pub de aparência imunda me senti mal. Assim que entramos fui direto para o banheiro que era ainda pior. Olhando meu reflexo no espelho quebrado e sujo me peguei desesperada; segurei o choro com força, pois eu não daria esse gostinho ao Natan.
Encontrei Ben no bar e percebendo que não tinha como fugir dele, ainda, resolvi me juntar a ele até pensar no que fazer.
- Pedi isso aqui para você. Vai fazer efeito rapidinho.
Olhei para ele meio assustada, afinal eu não sabia o que ele tinha colocado lá, vai saber. O Ben era tão louco às vezes.
- Não esquenta!Não coloquei nada na sua bebida. – ele falou percebendo minha agitação. – Não quero você dopada naquela hora. Quero ouvir seus gemidos no meu ouvido.
Consegui evitar a língua nojenta dele invadir minha boca; fechei os lábios com força recebendo um selinho forçado. Precisei me segurar para não vomitar ali mesmo.
- Com licença. – ouvimos uma voz próxima e o Ben se afastou encarando o homem que acabara de chegar, eu nem ao menos consegui levantar os olhos. – Preciso usar o telefone. – ele falou apontando para o telefone em cima do balcão que estava entre mim e o Ben.
- Ou pedir alguma bebida no motel.
Que fria, Lizzy! Eu estava perdida, mas a imagem do Natan com aquela loira não saia da minha mente. Eu realmente precisava beber alguma coisa, ou muitas coisas.
- Não quero ficar sóbria. – murmurei sentindo uma dor absurda em meu peito.
- Isso parece bom. – ele sorriu ainda mais cínico. -Então vamos parar em um velho pub que fica a alguns quilômetros daqui.
Fechei os olhos com força enquanto minha mente tentava pensar em algo para me livrar daquele verme e se não tivesse jeito, ao menos eu não lembraria no dia seguinte.
Quando finalmente paramos naquele pub de aparência imunda me senti mal. Assim que entramos fui direto para o banheiro que era ainda pior. Olhando meu reflexo no espelho quebrado e sujo me peguei desesperada; segurei o choro com força, pois eu não daria esse gostinho ao Natan.
Encontrei Ben no bar e percebendo que não tinha como fugir dele, ainda, resolvi me juntar a ele até pensar no que fazer.
- Pedi isso aqui para você. Vai fazer efeito rapidinho.
Olhei para ele meio assustada, afinal eu não sabia o que ele tinha colocado lá, vai saber. O Ben era tão louco às vezes.
- Não esquenta!Não coloquei nada na sua bebida. – ele falou percebendo minha agitação. – Não quero você dopada naquela hora. Quero ouvir seus gemidos no meu ouvido.
Consegui evitar a língua nojenta dele invadir minha boca; fechei os lábios com força recebendo um selinho forçado. Precisei me segurar para não vomitar ali mesmo.
- Com licença. – ouvimos uma voz próxima e o Ben se afastou encarando o homem que acabara de chegar, eu nem ao menos consegui levantar os olhos. – Preciso usar o telefone. – ele falou apontando para o telefone em cima do balcão que estava entre mim e o Ben.
Fui a primeira a levantar e dar passagem para ele. Já o Ben, ele encarou o homem com um olhar debochado e desafiador. Quando ele se juntou a mim eu já tinha tomado toda a minha bebida na tentativa de apagar o gosto horrível do beijo dele da minha boca. O homem que nos olhou de forma estranha voltou sua atenção para o telefone.
A bebida me fez bem e logo eu já estava na segunda, terceira e daí por diante, quinze minutos depois, perdi a conta e o controle do bom senso.
- Preciso ir ao banheiro, gata. – Ben falou levantando – Quando voltar vamos cair fora daqui e você vai me dar o pagamento..
Fiquei esperando ele entrar no banheiro e com dificuldade, sem sentir minhas pernas ou enxergar com clareza, levantei do banco em que estava e corri para porta, esbarrando em algumas mesas no caminho. Quando finalmente alcancei a porta, cai na entrada do bar e em vão tentava me levantar até que senti fortes mãos me erguendo.
- Eu não vou a lugar algum com você, seu porco imundo. – esbravejei me debatendo.
- Pára com isso! – o homem pediu gentilmente e ao perceber que não se tratava do Ben, abri meus olhos e o encarei, mas seu rosto era apenas um vulto. – Você está bem?
- Não sei... Está tudo girando... – tropecei na fala sentindo um forte enjôo.
- Onde está seu namorado?
- Na praia com aquela vaca! – cuspi cada palavra sem me importar com a educação.
- Impossível, já que há alguns minutos eu o vi com você lá dentro.
- Aaaaahhhhhh! Aquele idiota não é meu namorado.
- Entendo. Mas onde está seu amigo? Alguém precisa te ajudar.
- Olha, eu preciso sair daqui agora antes que...
Mal acabei de falar e o desgraçado do Ben já estava vindo em nossa direção e a sua expressão não era nada animadora.
- Ei! Onde você pensa que vai? – gritou me puxando pelo braço.
- Me solta, seu idiota! – gritei tentando me soltar. – Eu vou embora.
- Não vai mesmo. Esqueceu que tem algo para me pagar?
- Eu não vou a lugar algum com você, seu idiota.
A bebida me fez bem e logo eu já estava na segunda, terceira e daí por diante, quinze minutos depois, perdi a conta e o controle do bom senso.
- Preciso ir ao banheiro, gata. – Ben falou levantando – Quando voltar vamos cair fora daqui e você vai me dar o pagamento..
Fiquei esperando ele entrar no banheiro e com dificuldade, sem sentir minhas pernas ou enxergar com clareza, levantei do banco em que estava e corri para porta, esbarrando em algumas mesas no caminho. Quando finalmente alcancei a porta, cai na entrada do bar e em vão tentava me levantar até que senti fortes mãos me erguendo.
- Eu não vou a lugar algum com você, seu porco imundo. – esbravejei me debatendo.
- Pára com isso! – o homem pediu gentilmente e ao perceber que não se tratava do Ben, abri meus olhos e o encarei, mas seu rosto era apenas um vulto. – Você está bem?
- Não sei... Está tudo girando... – tropecei na fala sentindo um forte enjôo.
- Onde está seu namorado?
- Na praia com aquela vaca! – cuspi cada palavra sem me importar com a educação.
- Impossível, já que há alguns minutos eu o vi com você lá dentro.
- Aaaaahhhhhh! Aquele idiota não é meu namorado.
- Entendo. Mas onde está seu amigo? Alguém precisa te ajudar.
- Olha, eu preciso sair daqui agora antes que...
Mal acabei de falar e o desgraçado do Ben já estava vindo em nossa direção e a sua expressão não era nada animadora.
- Ei! Onde você pensa que vai? – gritou me puxando pelo braço.
- Me solta, seu idiota! – gritei tentando me soltar. – Eu vou embora.
- Não vai mesmo. Esqueceu que tem algo para me pagar?
- Eu não vou a lugar algum com você, seu idiota.
- Ah vai sim! Acha mesmo que vai me passar pra trás sua vadia!
- Solta ela agora! – o estranho que até agora assistia tudo calado, falou me tirando dos braços do Ben e me protegendo com seu corpo.
- Não se mete nisso, meu camarada. – Ben grunhiu vindo para cima da gente.
- Não sou seu camarada. Não ando com gente da sua espécie.
- Escuta aqui playboy, entra na sua Ferrari e vai procurar outra vadia porque essa daí já é minha.
Estava cada vez mais difícil ficar de pé, e enxergar e entender alguma coisa... Tudo girava, as vozes cada vez mais distantes e as falas confusas... Me segurei com força na camisa do estranho que ainda me defendia.
- Não vê que ela não quer ir com você? – ele vociferou me segurando. – Olha só o estado dela!
- Escuta aqui, vou explicar de forma mais clara. Essa vadia me prometeu uma boa noitada em troca de um favor, então agora eu só quero que ela pague o favorzinho que eu fiz. Então, você é homem como eu, e me entende não é?
Não sei bem o que aconteceu, mas só senti uma ardência nos joelhos quando atingi o solo e ouvi um som de um soco e alguém caindo no chão.
- Tem um minuto para sair daqui ou eu chamo a policia. - reconheci a voz do estranho enquanto tentava me levantar.
A partir daí só ouvi alguns palavrões que certamente saíram da boca do idiota do Ben e em seguida o som do carro dele se afastando.
- Vem, vou te levar para sua casa. – ele falou me levantando do chão.
- Eu não quero ir pra casa.- resmunguei caminhando para longe dele, mas caí novamente.
- Não vou te deixar sozinha por aí e pelo que conheço dos tipinhos iguais do seu amigo esquentadinho, daqui a pouco ele volta com alguns amigos para quebrarem minha cara. Então, você não tem escolha, pois não vou te deixar aqui a mercê dele. – dizendo isso ele me pegou nos braços enquanto me levava para o seu carro.
Até que eu queria protestar, mas não tinha forças nem coordenação motora para fazer isso. Ele me colocou em seu carro e a partir daí...
- Solta ela agora! – o estranho que até agora assistia tudo calado, falou me tirando dos braços do Ben e me protegendo com seu corpo.
- Não se mete nisso, meu camarada. – Ben grunhiu vindo para cima da gente.
- Não sou seu camarada. Não ando com gente da sua espécie.
- Escuta aqui playboy, entra na sua Ferrari e vai procurar outra vadia porque essa daí já é minha.
Estava cada vez mais difícil ficar de pé, e enxergar e entender alguma coisa... Tudo girava, as vozes cada vez mais distantes e as falas confusas... Me segurei com força na camisa do estranho que ainda me defendia.
- Não vê que ela não quer ir com você? – ele vociferou me segurando. – Olha só o estado dela!
- Escuta aqui, vou explicar de forma mais clara. Essa vadia me prometeu uma boa noitada em troca de um favor, então agora eu só quero que ela pague o favorzinho que eu fiz. Então, você é homem como eu, e me entende não é?
Não sei bem o que aconteceu, mas só senti uma ardência nos joelhos quando atingi o solo e ouvi um som de um soco e alguém caindo no chão.
- Tem um minuto para sair daqui ou eu chamo a policia. - reconheci a voz do estranho enquanto tentava me levantar.
A partir daí só ouvi alguns palavrões que certamente saíram da boca do idiota do Ben e em seguida o som do carro dele se afastando.
- Vem, vou te levar para sua casa. – ele falou me levantando do chão.
- Eu não quero ir pra casa.- resmunguei caminhando para longe dele, mas caí novamente.
- Não vou te deixar sozinha por aí e pelo que conheço dos tipinhos iguais do seu amigo esquentadinho, daqui a pouco ele volta com alguns amigos para quebrarem minha cara. Então, você não tem escolha, pois não vou te deixar aqui a mercê dele. – dizendo isso ele me pegou nos braços enquanto me levava para o seu carro.
Até que eu queria protestar, mas não tinha forças nem coordenação motora para fazer isso. Ele me colocou em seu carro e a partir daí...














