Capítulo XI
Novos rumos...
Quatro dias com minha nova moradora em casa e minha vida tinha mudado completamente. Eu agora vivia em função da Mia, ela era minha alegria. Já estava me acostumando à nova rotina: passeio pelo parque com ela pela manhã, seis horas de trabalho e voltar correndo para casa para uma noite de brincadeiras e muito carinho.
Estava feliz, um feriadão me esperava pela frente. Sábado pela manhã, um bom dia para visitar minha querida irmã que agora só tem olhos para seu amado Charles e esqueceu de nós, reles mortais.
- Ei menina, nosso primeiro final de semanas juntas e está frio lá fora. – falei enquanto a agasalhava melhor. – Você está linda! Vamos visitar a tia Jane.
Como Jane morava relativamente perto de mim, resolvi ir caminhando, assim Mia daria seu passeio matinal. Em pouco mais de quinze minutos eu tocava a campainha do apartamento da minha irmã.
- Oi! – Um Charles sorridente e muito a vontade me cumprimentou.
- Oi. – respondi meio surpresa. Ele tinha dormido lá, certamente. Eles eram namorados então por que a surpresa, Lizzy? – Jane está em casa?
- Está sim. Ela está tomando banho. Entra, por favor.
- Ah! – era tão estranho essa cerimônia para entrar no apartamento da minha própria irmã! – obrigada.
- Já tomou café da manhã? – ele me perguntou quando sentei no sofá.
- Não. Na verdade vim convidar Jane para tomarmos café em algum lugar.
- Então sinta-se convidada para comer com a gente. – Desde quando eu era convidada para comer na casa da minha irmã? Hum... Algo podre no reino da Dinamarca. – Preparei alguns waffers e ovos mexidos. Ah! E suco de laranja também. – ele concluiu sorridente.
- Nossa! Pelo menos o cheiro está delicioso. – falei por não ter nada mais inteligente para falar mesmo.
- Então se me der licença vou terminar de colocar a mesa.
- Claro! – respondi parecendo uma alienada.
- Fique a vontade, por favor.
- Acho que eu vou... Até o quarto dela. – que situação mais estranha.
Novos rumos...
Quatro dias com minha nova moradora em casa e minha vida tinha mudado completamente. Eu agora vivia em função da Mia, ela era minha alegria. Já estava me acostumando à nova rotina: passeio pelo parque com ela pela manhã, seis horas de trabalho e voltar correndo para casa para uma noite de brincadeiras e muito carinho.
Estava feliz, um feriadão me esperava pela frente. Sábado pela manhã, um bom dia para visitar minha querida irmã que agora só tem olhos para seu amado Charles e esqueceu de nós, reles mortais.
- Ei menina, nosso primeiro final de semanas juntas e está frio lá fora. – falei enquanto a agasalhava melhor. – Você está linda! Vamos visitar a tia Jane.
Como Jane morava relativamente perto de mim, resolvi ir caminhando, assim Mia daria seu passeio matinal. Em pouco mais de quinze minutos eu tocava a campainha do apartamento da minha irmã.
- Oi! – Um Charles sorridente e muito a vontade me cumprimentou.
- Oi. – respondi meio surpresa. Ele tinha dormido lá, certamente. Eles eram namorados então por que a surpresa, Lizzy? – Jane está em casa?
- Está sim. Ela está tomando banho. Entra, por favor.
- Ah! – era tão estranho essa cerimônia para entrar no apartamento da minha própria irmã! – obrigada.
- Já tomou café da manhã? – ele me perguntou quando sentei no sofá.
- Não. Na verdade vim convidar Jane para tomarmos café em algum lugar.
- Então sinta-se convidada para comer com a gente. – Desde quando eu era convidada para comer na casa da minha irmã? Hum... Algo podre no reino da Dinamarca. – Preparei alguns waffers e ovos mexidos. Ah! E suco de laranja também. – ele concluiu sorridente.
- Nossa! Pelo menos o cheiro está delicioso. – falei por não ter nada mais inteligente para falar mesmo.
- Então se me der licença vou terminar de colocar a mesa.
- Claro! – respondi parecendo uma alienada.
- Fique a vontade, por favor.
- Acho que eu vou... Até o quarto dela. – que situação mais estranha.
- Claro.
Agradeci aos céus quando entrei pelo corredor com a Mia nos braços. Havia alguma coisa acontecendo e inexplicavelmente minha irmã não me contou. Charles estava agindo como se...
- Ai meu Deus! – exclamei ao passar pelo antigo quarto da bagunça e constatar que era um escritório, e aquelas coisas lá dentro não eram da Jane, não mesmo.
Caminhei meu trajeto em silêncio enquanto tentava organizar minhas idéias. Talvez eu apenas estivesse imaginando coisas. Quando entrei no quarto ele estava vazio, mas ouvi o som do chuveiro sendo desligado e entrei no banheiro e desastrada como sempre esbarrei na porta fazendo barulho.
- Amor, já acabei. – ela falou abrindo o box e dando de cara comigo.
- Ao menos que eu seja ruivo e esteja com cara de quem teve uma noitada posso ser seu amor. – brinquei deixando ela corada. – Ei! Quanto tempo não te vejo?!
- Verdade. – ela sorriu se enrolando na toalha – Uau! Onde está minha irmã? O que fez no visual? – perguntou enquanto se aproximava.
- Uma mudança radical. Então, aprovada? – falei abraçando-a.
- Aprovadíssima. Você ficou ainda mais bonita. Ei, então você é a famosa Mia. Como você está garota? – brincou com Mia que pulava no meu colo.
- Ela está ótima. Aliás, não parece que seja apenas ela, você parece bem feliz. – comecei minha investigação.
- E estou. – ela se limitou a responder indo para o quarto e eu a seguindo ainda mais curiosa.
- Charles tem dormindo muito por aqui, não é. Quase não saímos mais juntas. – resmunguei enquanto colocava Mia no chão, sentando na cama dela em seguida.
- Lizzy! Você também não anda com tanto tempo assim para mim. Nestes últimos três meses eu mal te vi. – ela gritou do closet.
- Eu sei. Tive dias meios confusos e cheios, mas sinto sua falta.
- Eu também sinto a sua. – ela respondeu enquanto saia do closet, sentando ao meu lado.
- Acho que estamos distantes. Você já não me conta mais nada.
Agradeci aos céus quando entrei pelo corredor com a Mia nos braços. Havia alguma coisa acontecendo e inexplicavelmente minha irmã não me contou. Charles estava agindo como se...
- Ai meu Deus! – exclamei ao passar pelo antigo quarto da bagunça e constatar que era um escritório, e aquelas coisas lá dentro não eram da Jane, não mesmo.
Caminhei meu trajeto em silêncio enquanto tentava organizar minhas idéias. Talvez eu apenas estivesse imaginando coisas. Quando entrei no quarto ele estava vazio, mas ouvi o som do chuveiro sendo desligado e entrei no banheiro e desastrada como sempre esbarrei na porta fazendo barulho.
- Amor, já acabei. – ela falou abrindo o box e dando de cara comigo.
- Ao menos que eu seja ruivo e esteja com cara de quem teve uma noitada posso ser seu amor. – brinquei deixando ela corada. – Ei! Quanto tempo não te vejo?!
- Verdade. – ela sorriu se enrolando na toalha – Uau! Onde está minha irmã? O que fez no visual? – perguntou enquanto se aproximava.
- Uma mudança radical. Então, aprovada? – falei abraçando-a.
- Aprovadíssima. Você ficou ainda mais bonita. Ei, então você é a famosa Mia. Como você está garota? – brincou com Mia que pulava no meu colo.
- Ela está ótima. Aliás, não parece que seja apenas ela, você parece bem feliz. – comecei minha investigação.
- E estou. – ela se limitou a responder indo para o quarto e eu a seguindo ainda mais curiosa.
- Charles tem dormindo muito por aqui, não é. Quase não saímos mais juntas. – resmunguei enquanto colocava Mia no chão, sentando na cama dela em seguida.
- Lizzy! Você também não anda com tanto tempo assim para mim. Nestes últimos três meses eu mal te vi. – ela gritou do closet.
- Eu sei. Tive dias meios confusos e cheios, mas sinto sua falta.
- Eu também sinto a sua. – ela respondeu enquanto saia do closet, sentando ao meu lado.
- Acho que estamos distantes. Você já não me conta mais nada.
- Lizzy. – quando ela segurou minhas mãos e baixei os olhos quase fiquei cega com o brilho da esmeralda no dedo anelar direito dela.
- Ai minha nossa! Você está noiva? – indaguei chocada, mas muito feliz. – Por que não me contou?
- Ele me pediu ontem a noite, ia ligar para você hoje. – ela se apressou em responder e pude ver nos olhos dela que estava falando a verdade. – Está tudo bem?
- Está, eu só estou surpresa. Foi tudo tão rápido.
- Pois é. Eu também fiquei surpresa, mas já perdemos tempo demais, Lizzy. Ficamos muito tempo separados por bobagens e agora que tivemos uma segunda chance não poderia deixar passar, entende?
- Entendo, é claro. Desculpe, Jane, só estou sendo egoísta. – respondi sorrindo enquanto a abraçava forte. – Estou perdendo minha irmãzinha. – choraminguei sentindo as lágrimas vindo.
- Então está feliz por mim?
- Está brincando! Estou mais que feliz. Vocês merecem e o Charles é um cara legal. Mas vem cá. Ele está morando aqui?
- Mais ou menos. Acho que está e nem percebemos. Ela passa mais tempo aqui do que no apartamento que alugou.
- Hum... Percebi ao ver o escritório no outro quarto.
- Não acredito! Então você já estava desconfiada! Nunca vou me acostumar com essa sua mania de repórter investigativa.
- Com licença, senhoritas. – Charles apareceu no quarto com seu sorriso sempre amigável e sincero – O café está pronto.
- Você come com a gente? – Jane me perguntou.
- Acha mesmo que vou perder essa? Vou logo avisando que estou faminta!
Durante o café da manhã pude relembrar a pessoa maravilhosa que era meu futuro cunhado. Sabe quando alguém é feito sob encomenda para você? Charles e Jane são assim.
- Tem certeza de que não quer passar o restante do dia conosco? Podemos sair para almoçar em algum lugar já que meu café da manhã não foi aprovado. – Charles brincou nos fazendo sorrir quando eles me levaram até a porta.
- Ai minha nossa! Você está noiva? – indaguei chocada, mas muito feliz. – Por que não me contou?
- Ele me pediu ontem a noite, ia ligar para você hoje. – ela se apressou em responder e pude ver nos olhos dela que estava falando a verdade. – Está tudo bem?
- Está, eu só estou surpresa. Foi tudo tão rápido.
- Pois é. Eu também fiquei surpresa, mas já perdemos tempo demais, Lizzy. Ficamos muito tempo separados por bobagens e agora que tivemos uma segunda chance não poderia deixar passar, entende?
- Entendo, é claro. Desculpe, Jane, só estou sendo egoísta. – respondi sorrindo enquanto a abraçava forte. – Estou perdendo minha irmãzinha. – choraminguei sentindo as lágrimas vindo.
- Então está feliz por mim?
- Está brincando! Estou mais que feliz. Vocês merecem e o Charles é um cara legal. Mas vem cá. Ele está morando aqui?
- Mais ou menos. Acho que está e nem percebemos. Ela passa mais tempo aqui do que no apartamento que alugou.
- Hum... Percebi ao ver o escritório no outro quarto.
- Não acredito! Então você já estava desconfiada! Nunca vou me acostumar com essa sua mania de repórter investigativa.
- Com licença, senhoritas. – Charles apareceu no quarto com seu sorriso sempre amigável e sincero – O café está pronto.
- Você come com a gente? – Jane me perguntou.
- Acha mesmo que vou perder essa? Vou logo avisando que estou faminta!
Durante o café da manhã pude relembrar a pessoa maravilhosa que era meu futuro cunhado. Sabe quando alguém é feito sob encomenda para você? Charles e Jane são assim.
- Tem certeza de que não quer passar o restante do dia conosco? Podemos sair para almoçar em algum lugar já que meu café da manhã não foi aprovado. – Charles brincou nos fazendo sorrir quando eles me levaram até a porta.
- Estava tudo perfeito, amor. – Jane o tranqüilizou recebendo um selinho apaixonado. – Não é verdade, Lizzy?
- Bem, como eu não sou sua noiva posso falar a verdade. Da próxima vez seria melhor não colocar tanto sal nos ovos.
- Pode deixar, vou me lembrar disso. – ele sorriu. – Mas o convite para o almoço ainda está de pé.
- Eu agradeço, mas vou aproveitar a manhã agradável e levar a Mia para passear um pouco pelo parque.
- Então vamos combinar de sairmos qualquer dia desses. – Jane falou enquanto nos despedíamos.
- Claro. Diz adeus para eles, Mia.
O sol começava a reinar timidamente esquentando a temperatura, mas não o suficiente para desagasalhar a Meg que ainda era muito pequena. Após cinco minutos de caminhada, tirei sua coleira deixando-a correr livre enquanto sentada em um banco refletia sobre minha vida.
Visual novo e por enquanto vida velha. No caminho entre a casa da Jane e o parque liguei para Char e quase caí dura quando o Collins atendeu o celular dela que ela havia esquecido na casa dele! Todo mundo tinha um chinelo para o pé cansado, a outra metade da laranja, a alma gêmea. Ah! Deu pra entender! O que estou dizendo é que eu sou uma azarada que está começando seu feriado prolongado sentada em um banco de parque lamentando sua solidão e há dias pensando em seu W. D misterioso que fez o favor de sumir.
Dias sem dar uma notícia, um torpedo, uma ligação, um e-mail ou uma mensagem de fumaça. Nada! Provavelmente ele estava ocupado demais colocando sua língua em alguma boca que não é a minha. Ai que raiva!
Homens são todos iguais. Primeiro eles nos fazem ficar apaixonadas por eles e depois simplesmente somem nos deixando mal por não ter atacado ele quando tivemos a chance. Mas eu sou mesmo patética. Char é quem tem razão; esse negócio de passado foi uma maldição que não me larga mais. Ninguém do presente me quer!
- Bem, como eu não sou sua noiva posso falar a verdade. Da próxima vez seria melhor não colocar tanto sal nos ovos.
- Pode deixar, vou me lembrar disso. – ele sorriu. – Mas o convite para o almoço ainda está de pé.
- Eu agradeço, mas vou aproveitar a manhã agradável e levar a Mia para passear um pouco pelo parque.
- Então vamos combinar de sairmos qualquer dia desses. – Jane falou enquanto nos despedíamos.
- Claro. Diz adeus para eles, Mia.
O sol começava a reinar timidamente esquentando a temperatura, mas não o suficiente para desagasalhar a Meg que ainda era muito pequena. Após cinco minutos de caminhada, tirei sua coleira deixando-a correr livre enquanto sentada em um banco refletia sobre minha vida.
Visual novo e por enquanto vida velha. No caminho entre a casa da Jane e o parque liguei para Char e quase caí dura quando o Collins atendeu o celular dela que ela havia esquecido na casa dele! Todo mundo tinha um chinelo para o pé cansado, a outra metade da laranja, a alma gêmea. Ah! Deu pra entender! O que estou dizendo é que eu sou uma azarada que está começando seu feriado prolongado sentada em um banco de parque lamentando sua solidão e há dias pensando em seu W. D misterioso que fez o favor de sumir.
Dias sem dar uma notícia, um torpedo, uma ligação, um e-mail ou uma mensagem de fumaça. Nada! Provavelmente ele estava ocupado demais colocando sua língua em alguma boca que não é a minha. Ai que raiva!
Homens são todos iguais. Primeiro eles nos fazem ficar apaixonadas por eles e depois simplesmente somem nos deixando mal por não ter atacado ele quando tivemos a chance. Mas eu sou mesmo patética. Char é quem tem razão; esse negócio de passado foi uma maldição que não me larga mais. Ninguém do presente me quer!
De repente a falta de um som conhecido me fez gelar. Há algum tempo eu não ouço os latidos da Mia. Completamente assustada levantei do banco passando meus olhos ao redor sem vê-la.
- Mia! – gritei já entrando em desespero.
Mas nenhum sinal dela. Coloquei as mãos na cabeça sentindo meu chão fugir; perder a Mia agora era como perder minha única companhia fiel, meu chão.
- Mia, querida! – gritei ainda mais alto enquanto passei a caminhar em direção a trilha do parque que levava a rua.
Se ela estivesse chegado até a rua achá-la seria quase impossível. Senti as lágrimas queimarem meus olhos quando um gemido de alívio escapou da minha garganta. W.D vinha em minha direção com Mia nos braços. Deixei meu corpo cair no banco, já nem sentia minhas pernas tamanho o nervosismo, mas o importante era que o pesadelo tinha acabado.
- Encontrei essa fujona ali na frente. – ele falou sorridente me entregando a Mia e sentando em seguida.
- Ai meu Deus, Mia. Eu quase morri de susto! – briguei com ela como uma mãe aliviada por ter encontrado o filho perdido no shopping e ao invés de abraçá-lo, da uma grande bronca.
- Você está legal? – ele perguntou me vendo nervosa.
- Agora estou. Não sei como isso aconteceu, ela sempre fica sem a coleira e nunca se afastou tanto assim... Eu... Eu estava distraída e... – eu estava praticamente gritando, histérica na verdade.
- Ei! O importante é que ela está bem. Tivemos sorte de eu tê-la encontrado. – ele me tranqüilizou. – Também não tinha como alguém não achá-la. – ele completou pegando a coleira de identificação da Mia e lendo em voz alta. – Você colocou seu nome, endereço e telefone, só faltou a carteira de motorista. – brincou enquanto exibia seus belos dentes brancos. – Mas espera aí... Quem é você?
Um homem que percebe um corte de cabelo e não é gay! Esse homem é de outro planeta.
- Ah! Isso? – questionei apontando para meu novo corte de cabelo – Foi só uma loucura.
- Você ficou linda.
- Sério?
- Mia! – gritei já entrando em desespero.
Mas nenhum sinal dela. Coloquei as mãos na cabeça sentindo meu chão fugir; perder a Mia agora era como perder minha única companhia fiel, meu chão.
- Mia, querida! – gritei ainda mais alto enquanto passei a caminhar em direção a trilha do parque que levava a rua.
Se ela estivesse chegado até a rua achá-la seria quase impossível. Senti as lágrimas queimarem meus olhos quando um gemido de alívio escapou da minha garganta. W.D vinha em minha direção com Mia nos braços. Deixei meu corpo cair no banco, já nem sentia minhas pernas tamanho o nervosismo, mas o importante era que o pesadelo tinha acabado.
- Encontrei essa fujona ali na frente. – ele falou sorridente me entregando a Mia e sentando em seguida.
- Ai meu Deus, Mia. Eu quase morri de susto! – briguei com ela como uma mãe aliviada por ter encontrado o filho perdido no shopping e ao invés de abraçá-lo, da uma grande bronca.
- Você está legal? – ele perguntou me vendo nervosa.
- Agora estou. Não sei como isso aconteceu, ela sempre fica sem a coleira e nunca se afastou tanto assim... Eu... Eu estava distraída e... – eu estava praticamente gritando, histérica na verdade.
- Ei! O importante é que ela está bem. Tivemos sorte de eu tê-la encontrado. – ele me tranqüilizou. – Também não tinha como alguém não achá-la. – ele completou pegando a coleira de identificação da Mia e lendo em voz alta. – Você colocou seu nome, endereço e telefone, só faltou a carteira de motorista. – brincou enquanto exibia seus belos dentes brancos. – Mas espera aí... Quem é você?
Um homem que percebe um corte de cabelo e não é gay! Esse homem é de outro planeta.
- Ah! Isso? – questionei apontando para meu novo corte de cabelo – Foi só uma loucura.
- Você ficou linda.
- Sério?
- Sério. Ficou mais irresistível. – ele falou sem pensar, pois depois sorriu timidamente desviando os olhos de mim e olhando para frente.
De repente um pensamento me fez sorrir e depois me peguei gargalhando. Ele me olhou meio torto como se eu fosse uma louca, na verdade, eu estava agindo feito uma louca mesmo.
- Posso saber o que é tão engraçado?
- Já reparou que você sempre me salva nos momentos de apuros? O que você é? Uma espécie de super-herói? Batman? Super-homem?
- Nenhum dos dois. O Batman tem fama de gay e o Super-homem é muito confuso e mal resolvido. Acho que prefiro algum super-herói que não seja tão complicado. – ele brincou nos fazendo sorrir.
- É sério. Você sempre está presente nos meus bons e maus momentos. Realmente obrigada.
- Imagina. – ele corou! Que fofo! – Vizinhos são para estas coisas. Então esta é a Mia? Lindo nome combinou com ela.
- Ai meus sais! Nem te agradeci pelo presente, que vergonha. Se meus pais vissem isso se envergonhariam por tanta falta de educação. Muito obrigada pelo presente.
- Nossa! Se eu só vivo te salvando, você vive me agradecendo. Acho que devemos dosar as coisas.
- Ok! Então eu vou te salvar de alguma coisa e você me agradece.
- Combinado.
- Como sabia que eu estava aqui? – perguntei devido a coincidência.
- Eu não sabia... Acaso está insinuando que eu vim aqui atrás de você?
- Ai meu Deus! Eu... – Eu quero um grande buraco pra enfiar minha cara agora! Que mico!
- Ei! Eu estava brincando. – ele falou entre risadas me deixando ainda mais vermelha. – Bati no seu apartamento e sua gentil vizinha, a Sra. Parkins me disse que te viu vindo em direção ao parque.
- Ah! Então veio mesmo me procurar?
- É, eu vim. – ele admitiu olhando para o lago a nossa frente.
- Você sumiu. – falei de repente recebendo um olhar estranho e divertido. – Quer dizer, demorou muito nesta viagem. – tentei consertar, mas já era tarde.
- Na verdade eu voltei de Nova York há dois dias.
- Hum...
De repente um pensamento me fez sorrir e depois me peguei gargalhando. Ele me olhou meio torto como se eu fosse uma louca, na verdade, eu estava agindo feito uma louca mesmo.
- Posso saber o que é tão engraçado?
- Já reparou que você sempre me salva nos momentos de apuros? O que você é? Uma espécie de super-herói? Batman? Super-homem?
- Nenhum dos dois. O Batman tem fama de gay e o Super-homem é muito confuso e mal resolvido. Acho que prefiro algum super-herói que não seja tão complicado. – ele brincou nos fazendo sorrir.
- É sério. Você sempre está presente nos meus bons e maus momentos. Realmente obrigada.
- Imagina. – ele corou! Que fofo! – Vizinhos são para estas coisas. Então esta é a Mia? Lindo nome combinou com ela.
- Ai meus sais! Nem te agradeci pelo presente, que vergonha. Se meus pais vissem isso se envergonhariam por tanta falta de educação. Muito obrigada pelo presente.
- Nossa! Se eu só vivo te salvando, você vive me agradecendo. Acho que devemos dosar as coisas.
- Ok! Então eu vou te salvar de alguma coisa e você me agradece.
- Combinado.
- Como sabia que eu estava aqui? – perguntei devido a coincidência.
- Eu não sabia... Acaso está insinuando que eu vim aqui atrás de você?
- Ai meu Deus! Eu... – Eu quero um grande buraco pra enfiar minha cara agora! Que mico!
- Ei! Eu estava brincando. – ele falou entre risadas me deixando ainda mais vermelha. – Bati no seu apartamento e sua gentil vizinha, a Sra. Parkins me disse que te viu vindo em direção ao parque.
- Ah! Então veio mesmo me procurar?
- É, eu vim. – ele admitiu olhando para o lago a nossa frente.
- Você sumiu. – falei de repente recebendo um olhar estranho e divertido. – Quer dizer, demorou muito nesta viagem. – tentei consertar, mas já era tarde.
- Na verdade eu voltei de Nova York há dois dias.
- Hum...
“Pensamento assassino: Então ele está na cidade há dois dias e não me procurou?! Safado!”
- É que eu fui direto para Lymer procurar uma casa para comprar.
“Pensamento retificador: Desculpe pelo safado.”
- Está pensando em morar no litoral? – perguntei com uma pontinha de tristeza na voz.
- Não. Na verdade quero ter uma casa de descanso lá.
- Uau! Isso é um privilégio. Não é todo mundo que pode ter um apartamento neste bairro e uma casa de praia em Lymer.
- Trabalhar duro sempre tem suas recompensas.
- E conseguiu comprar a casa?
- Sim. Tive sorte em encontrar uma no mesmo lugar que...
Ele fez aquilo novamente. Parou a frase no meio; era como se estivesse querendo me dizer alguma coisa e não tinha coragem.
- O que vai fazer neste feriadão? – ele mudou de assunto.
- Ficar deprimida porque todo mundo está feliz com seus namorados e eu estou aqui desabafando minhas frustrações com você. – disparei me arrependendo imediatamente. Minha face corada me delatou.
- Nossa! Não sei o que dizer agora. – ele falou lançando um tímido sorriso.
- Te deixei constrangido, não foi? – perguntei me sentindo estúpida. – Eu sou perita nisso.
- Um pouco. Mas se serve de consolo, eu também estou sozinho enquanto as pessoas a minha volta estão muito felizes. Mas quer saber, eu estou feliz agora.
- E posso saber por quê? Me ensina a receita por que estou me sentindo muito egoísta por estar infeliz enquanto deveria estar comemorando o noivado da minha única irmã.
- Não tem receita. Estou feliz porque estou aqui, com você. Não queria estar em outro lugar.
Neste exato momento o encarei atordoada. Foi muito de repente e isso pega uma mulher desprevenida, mesmo que essa mulher queira agora soltar fogos de artifícios, é preciso se segurar.
- É que eu fui direto para Lymer procurar uma casa para comprar.
“Pensamento retificador: Desculpe pelo safado.”
- Está pensando em morar no litoral? – perguntei com uma pontinha de tristeza na voz.
- Não. Na verdade quero ter uma casa de descanso lá.
- Uau! Isso é um privilégio. Não é todo mundo que pode ter um apartamento neste bairro e uma casa de praia em Lymer.
- Trabalhar duro sempre tem suas recompensas.
- E conseguiu comprar a casa?
- Sim. Tive sorte em encontrar uma no mesmo lugar que...
Ele fez aquilo novamente. Parou a frase no meio; era como se estivesse querendo me dizer alguma coisa e não tinha coragem.
- O que vai fazer neste feriadão? – ele mudou de assunto.
- Ficar deprimida porque todo mundo está feliz com seus namorados e eu estou aqui desabafando minhas frustrações com você. – disparei me arrependendo imediatamente. Minha face corada me delatou.
- Nossa! Não sei o que dizer agora. – ele falou lançando um tímido sorriso.
- Te deixei constrangido, não foi? – perguntei me sentindo estúpida. – Eu sou perita nisso.
- Um pouco. Mas se serve de consolo, eu também estou sozinho enquanto as pessoas a minha volta estão muito felizes. Mas quer saber, eu estou feliz agora.
- E posso saber por quê? Me ensina a receita por que estou me sentindo muito egoísta por estar infeliz enquanto deveria estar comemorando o noivado da minha única irmã.
- Não tem receita. Estou feliz porque estou aqui, com você. Não queria estar em outro lugar.
Neste exato momento o encarei atordoada. Foi muito de repente e isso pega uma mulher desprevenida, mesmo que essa mulher queira agora soltar fogos de artifícios, é preciso se segurar.
- É impressão minha ou isso foi uma cantada? – perguntei divertida tentando esconder meu nervosismo e usando a tática de que se não foi cantada, ao menos posso dizer que estou brincando.
- Depende. – ele respondeu enquanto brincava com a Mia que pulou do meu colo para o dele. – Se isso for estragar nossa amizade, a resposta é não, mas se você vê alguma possibilidade...
Preciso de algum tempo para pensar em uma resposta que não soe tão idiota! Olhei para ele mais alguns segundos, depois encarei o lago a minha frente e por fim disse a única coisa que me veio a cabeça.
- Está falando sério? – Ok! Bem idiota!
- Sim.
- Uau! Isso é tão...
- Previsível? – ele perguntou sorrindo, mas percebi que ele estava nervoso.
- Eu ia dizer louco. – respondi sorrindo.
- Eu diria previsível mesmo. Acho que não sou apenas eu quem sente este clima entre nós. Rola alguma coisa e não é de agora.
- Vamos mesmo ter esta conversa? – sorri recebendo um sorriso encorajador, então continuei. – Ok! Confesso que há algo sim. – admiti sentindo meu rosto arder.
- Aleluia! Estava começando a ficar preocupado achando que essa idéia para você fosse tão abominável que você preferia fingir que não via.
- Acredite, esta idéia não tem nada de abominável, digo até que é tentadora demais. – como era bom esse jogo de meias palavras.
De repente ele começou a sorrir em seguida gargalhar o que me deixou confusa e com medo do que estava passando pela cabeça dele.
- Vai me contar a piada ou vou sair correndo para enfiar minha cabeça no buraco mais próximo? – indaguei ficando cada vez mais envergonhada.
- Desculpe. – ele pediu se controlando um pouco – É que estava pensando em quão desastrosa foi essa minha declaração. Acho que já fui mais seguro e mais direto do que isso.
- Então isso foi uma declaração? – perguntei mais aliviada.
- É, foi. – ele admitiu me encarando completamente encabulado. – O que faremos agora?
- Depende. – ele respondeu enquanto brincava com a Mia que pulou do meu colo para o dele. – Se isso for estragar nossa amizade, a resposta é não, mas se você vê alguma possibilidade...
Preciso de algum tempo para pensar em uma resposta que não soe tão idiota! Olhei para ele mais alguns segundos, depois encarei o lago a minha frente e por fim disse a única coisa que me veio a cabeça.
- Está falando sério? – Ok! Bem idiota!
- Sim.
- Uau! Isso é tão...
- Previsível? – ele perguntou sorrindo, mas percebi que ele estava nervoso.
- Eu ia dizer louco. – respondi sorrindo.
- Eu diria previsível mesmo. Acho que não sou apenas eu quem sente este clima entre nós. Rola alguma coisa e não é de agora.
- Vamos mesmo ter esta conversa? – sorri recebendo um sorriso encorajador, então continuei. – Ok! Confesso que há algo sim. – admiti sentindo meu rosto arder.
- Aleluia! Estava começando a ficar preocupado achando que essa idéia para você fosse tão abominável que você preferia fingir que não via.
- Acredite, esta idéia não tem nada de abominável, digo até que é tentadora demais. – como era bom esse jogo de meias palavras.
De repente ele começou a sorrir em seguida gargalhar o que me deixou confusa e com medo do que estava passando pela cabeça dele.
- Vai me contar a piada ou vou sair correndo para enfiar minha cabeça no buraco mais próximo? – indaguei ficando cada vez mais envergonhada.
- Desculpe. – ele pediu se controlando um pouco – É que estava pensando em quão desastrosa foi essa minha declaração. Acho que já fui mais seguro e mais direto do que isso.
- Então isso foi uma declaração? – perguntei mais aliviada.
- É, foi. – ele admitiu me encarando completamente encabulado. – O que faremos agora?
- Não sei... Quer dizer, nem sabemos o que sentimos, está tudo tão confuso.
- Tem razão, mas estive pensando em te convidar para passarmos esse feriadão em Lymer e descobrirmos o que estamos sentindo. O que acha?
- Eu... – pensei um pouco, tempo suficiente para ele não mudar de idéia. – Eu topo.
- Sério? – ele pareceu surpreso. Será que eu estava sendo fácil demais? Ops! Hora de ficar preocupada.
- É... Eu acho que sim.
- Ótimo! – o sorriso iluminador que ele me lançou me tranqüilizou. – Então acho melhor nos prepararmos para pegarmos a estrada.
- Tudo bem. – assenti enquanto me levantava sendo seguida por ele.
- Te vejo na garagem em... – ele consultou o relógio – duas horas?
- Duas horas está ótimo.
Ficamos nos encarando de frente um para o outro sem saber como nos despedir. Odeio estes momentos! Não sei se dou dois beijinhos, se apenas um aperto de mão ou se agarro logo ele e faço o que estou morrendo de vontade desde que o conheci: um bom e longo beijo de língua! Melhor esperar ele tomar a iniciativa, mas está na cara que ele também está a fim, do contrário não estaria encarando meus lábios neste exato momento.
- Te vejo mais tarde. – ele falou por fim me dando um beijo no canto dos meus lábios o que me deixou ainda com mais vontade, mas me controlei.
Esperei ele sair do meu campo de visão para só então começar a dar pulos de alegria enquanto Mia pulava em minhas pernas me acompanhando em meu momento: onde está minha lucidez? Esta viagem prometia, ah se prometia. Tive que parar de pular e gritar quando vi um casal de idosos me olhando como se eu fosse uma maluca.
- Acho que chega de exercícios por hoje, Mia. – disfarcei com a primeira desculpa que pensei – Vem, vamos para casa.
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O que levar em uma viagem para uma praia linda e romântica, sozinha com dois cachorros e um homem lindo, atraente, educado, charmoso e muito sexy, para descobrir o que vocês dois estão sentindo?
- Tem razão, mas estive pensando em te convidar para passarmos esse feriadão em Lymer e descobrirmos o que estamos sentindo. O que acha?
- Eu... – pensei um pouco, tempo suficiente para ele não mudar de idéia. – Eu topo.
- Sério? – ele pareceu surpreso. Será que eu estava sendo fácil demais? Ops! Hora de ficar preocupada.
- É... Eu acho que sim.
- Ótimo! – o sorriso iluminador que ele me lançou me tranqüilizou. – Então acho melhor nos prepararmos para pegarmos a estrada.
- Tudo bem. – assenti enquanto me levantava sendo seguida por ele.
- Te vejo na garagem em... – ele consultou o relógio – duas horas?
- Duas horas está ótimo.
Ficamos nos encarando de frente um para o outro sem saber como nos despedir. Odeio estes momentos! Não sei se dou dois beijinhos, se apenas um aperto de mão ou se agarro logo ele e faço o que estou morrendo de vontade desde que o conheci: um bom e longo beijo de língua! Melhor esperar ele tomar a iniciativa, mas está na cara que ele também está a fim, do contrário não estaria encarando meus lábios neste exato momento.
- Te vejo mais tarde. – ele falou por fim me dando um beijo no canto dos meus lábios o que me deixou ainda com mais vontade, mas me controlei.
Esperei ele sair do meu campo de visão para só então começar a dar pulos de alegria enquanto Mia pulava em minhas pernas me acompanhando em meu momento: onde está minha lucidez? Esta viagem prometia, ah se prometia. Tive que parar de pular e gritar quando vi um casal de idosos me olhando como se eu fosse uma maluca.
- Acho que chega de exercícios por hoje, Mia. – disfarcei com a primeira desculpa que pensei – Vem, vamos para casa.
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O que levar em uma viagem para uma praia linda e romântica, sozinha com dois cachorros e um homem lindo, atraente, educado, charmoso e muito sexy, para descobrir o que vocês dois estão sentindo?
Minha nossa! Deveria haver um personal stylist para essas ocasiões também, pois estou perdida e adoraria ter um agora mesmo.
- Char! – gritei já correndo até o celular e discando rapidamente. No quarto toque ela atendeu. – Está em casa? – fui logo perguntando esquecendo a boa educação.
- Quem morreu ou vai morrer? – ela perguntou irônica.
- Preciso de você agora.
- Estarei aí em dez minutos no máximo.
Enquanto esperava a Char fui colocando as coisas mais fáceis, sempre de olho no relógio. Arrumei minha bolsinha de cremes, em seguida a de bijuterias e por fim a de sapatos; coloquei poucos, mas o suficiente para ter escolhas.
Não sou do tipo que leva três malas para passar dois dias, levo apenas o necessário e mais algumas peças que me dê a chance de escolher caso eu engorde, emagreça ou simplesmente acorde de TPM e ache todas as minhas coisas uma droga.
Um pouco mais de dez minutos depois eu e Char já estávamos fechando minha não tão pequena mala de roupas.
- Não acredito que teve coragem de aceitar? – ela comentou enquanto olhava eu me maquiar.
- E por que? Sou tão puritana assim?
- Não é isso. Você tem razão, tem cometido tantas loucuras ultimamente que isso é fichinha. E aí, o que sente por ele?
- Ainda não sei, quer dizer, é algo muito forte. Me sinto bem quando estamos juntos; ele é prestativo, atencioso, engraçado, inteligente e faz uma covinha na bochecha esquerda quando sorri e isso me deixa maluca.
- Sinto cheiro de paixão no ar. – ela brincou me fazendo corar.
- Acho que também sinto. – confessei renovada por boas perspectivas. – Mas é estranho.
- O que exatamente?
- Ah! Não vamos como namorados e também não vamos como simples amigos. Não sei o que esperar.
- Porque não precisa esperar. Tome a iniciativa. – ela me provocou recebendo uma careta. – O que estou querendo dizer é que aproveite tudo sem neura, ou pressa.
- É. Você tem toda razão. Estou me sentindo uma adolescente outra vez.
- Char! – gritei já correndo até o celular e discando rapidamente. No quarto toque ela atendeu. – Está em casa? – fui logo perguntando esquecendo a boa educação.
- Quem morreu ou vai morrer? – ela perguntou irônica.
- Preciso de você agora.
- Estarei aí em dez minutos no máximo.
Enquanto esperava a Char fui colocando as coisas mais fáceis, sempre de olho no relógio. Arrumei minha bolsinha de cremes, em seguida a de bijuterias e por fim a de sapatos; coloquei poucos, mas o suficiente para ter escolhas.
Não sou do tipo que leva três malas para passar dois dias, levo apenas o necessário e mais algumas peças que me dê a chance de escolher caso eu engorde, emagreça ou simplesmente acorde de TPM e ache todas as minhas coisas uma droga.
Um pouco mais de dez minutos depois eu e Char já estávamos fechando minha não tão pequena mala de roupas.
- Não acredito que teve coragem de aceitar? – ela comentou enquanto olhava eu me maquiar.
- E por que? Sou tão puritana assim?
- Não é isso. Você tem razão, tem cometido tantas loucuras ultimamente que isso é fichinha. E aí, o que sente por ele?
- Ainda não sei, quer dizer, é algo muito forte. Me sinto bem quando estamos juntos; ele é prestativo, atencioso, engraçado, inteligente e faz uma covinha na bochecha esquerda quando sorri e isso me deixa maluca.
- Sinto cheiro de paixão no ar. – ela brincou me fazendo corar.
- Acho que também sinto. – confessei renovada por boas perspectivas. – Mas é estranho.
- O que exatamente?
- Ah! Não vamos como namorados e também não vamos como simples amigos. Não sei o que esperar.
- Porque não precisa esperar. Tome a iniciativa. – ela me provocou recebendo uma careta. – O que estou querendo dizer é que aproveite tudo sem neura, ou pressa.
- É. Você tem toda razão. Estou me sentindo uma adolescente outra vez.
- Viu que toda aquela loucura de ex-namorados não passou de coisa da sua cabeça! Sua verdadeira felicidade estava o tempo todo no presente.
- Nem me fale. Na verdade desde o dia que nos conhecemos sempre rolou uma certa química, tinha faíscas em tudo o que dizíamos.
- Está falando isso pra mim? Eu sempre soube.
- Você deveria ganhar dinheiro com este seu sexto sentido para romances. – brinquei nos fazendo sorrir – Mas, Char...
- Hum?
- Não consigo explicar, você vai me achar uma maluca.
- Mais maluca você quer dizer. Fala logo.
- Algo dentro de mim, algo bem lá no fundo do meu peito me diz que meu grande amor está no meu passado.
- Ah não! Nem vem, Lizzy! – Ela virou minha cadeira me fazendo encara-la. – Achei que já tinha parado com essa loucura. Olha, raciocina comigo. Primeiro: Você viu todos os seus ex-namorados e o que aconteceu? Decepção com o Damon e o Vincent; o Noah casado e muito feliz e o Natan que não consegue decidir entre uma gravata e uma mini-saia.
- Ei! Isso foi cruel, sabia. – a repreendi entre risadas. Char era mesmo uma figura.
- Você entendeu o que eu quis dizer.
- Segundo?
- Segundo: Você tem um cara lindo, gostoso, que tem cara de ser muito bom de cama todo derretido pra cima de você. Então deixa de paranóia e vai até Lymer transar na beira da praia até ter tirado todo o atraso.
- Acabou? – perguntei perplexa enquanto segurava uma gargalhada.
- É, acabei. – ela respondeu virando minha cadeira novamente para o espelho e voltando a sentar na cama. – Era isso ou uns bons tapas para ver se você acorda pra vida.
- Ta lega, já entendi. Obrigada pelo tratamento de choque. – brinquei. – Onde esteve hoje pela manhã? Às oito da manhã mais precisamente.
- O que? – ela pareceu ficar nervosa.
- Liguei para você e estranhamente o Collins atendeu seu celular e disse que você esqueceu no apartamento dele. Quer me contar alguma coisa?
- Nem me fale. Na verdade desde o dia que nos conhecemos sempre rolou uma certa química, tinha faíscas em tudo o que dizíamos.
- Está falando isso pra mim? Eu sempre soube.
- Você deveria ganhar dinheiro com este seu sexto sentido para romances. – brinquei nos fazendo sorrir – Mas, Char...
- Hum?
- Não consigo explicar, você vai me achar uma maluca.
- Mais maluca você quer dizer. Fala logo.
- Algo dentro de mim, algo bem lá no fundo do meu peito me diz que meu grande amor está no meu passado.
- Ah não! Nem vem, Lizzy! – Ela virou minha cadeira me fazendo encara-la. – Achei que já tinha parado com essa loucura. Olha, raciocina comigo. Primeiro: Você viu todos os seus ex-namorados e o que aconteceu? Decepção com o Damon e o Vincent; o Noah casado e muito feliz e o Natan que não consegue decidir entre uma gravata e uma mini-saia.
- Ei! Isso foi cruel, sabia. – a repreendi entre risadas. Char era mesmo uma figura.
- Você entendeu o que eu quis dizer.
- Segundo?
- Segundo: Você tem um cara lindo, gostoso, que tem cara de ser muito bom de cama todo derretido pra cima de você. Então deixa de paranóia e vai até Lymer transar na beira da praia até ter tirado todo o atraso.
- Acabou? – perguntei perplexa enquanto segurava uma gargalhada.
- É, acabei. – ela respondeu virando minha cadeira novamente para o espelho e voltando a sentar na cama. – Era isso ou uns bons tapas para ver se você acorda pra vida.
- Ta lega, já entendi. Obrigada pelo tratamento de choque. – brinquei. – Onde esteve hoje pela manhã? Às oito da manhã mais precisamente.
- O que? – ela pareceu ficar nervosa.
- Liguei para você e estranhamente o Collins atendeu seu celular e disse que você esqueceu no apartamento dele. Quer me contar alguma coisa?
- Não tem o que contar. Saímos ontem a noite, transamos no apartamento dele e eu esqueci o celular. Viu? Nada demais. – ela falou nervosa, como se tivesse fugindo da verdade.
- Char, por que não admite que está apaixonada por ele?
- Porque não estou. – ela gaguejou.
- Vocês tem saído nos últimos dois meses e você está diferente, mais feliz. É só uma palavrinha, amiga: namoro.
- Deus me livre! Não caio nesse tipo de roubada como você e a Jane. Comigo sempre vai ser assim: beijinhos, talvez uma transa e adeus!
- Ok. Mas você nunca demorou tanto com uma pessoa e pelo que me conta, não tem ficado com mais ninguém. Estou mentindo?
- Não, não está! Satisfeita? – ela admitiu emburrada – Olha, você tem razão, está demorando demais; é hora de por um fim nisso tudo.
- Do que tem tanto medo, Char? – perguntei carinhosamente sentando ao seu lado. – Sempre respeitei esse teu jeito galinha e livre, mas sei que há algo por trás disso. Não precisa ser a amiga alegre e despojada que tira todo mundo da fossa o tempo todo.
- Preciso sim, você e a Jane me dão muito trabalho. – ela tentou brincar, em seguida respirou longamente. – Não quero acabar como meus pais. – falou quase em um sussurro – Eles estão juntos há quase 40 anos e não se suportam; sempre vivi em meio a brigas, traições... E sabe o que é pior? Eles já se amaram um dia.
- Então acha que todo relacionamento acaba assim?
- Não. Acho que todo amor, toda paixão, todo tesão, tudo isso que nos faz ficar cegos, tudo isso acaba da pior forma.
- Eu te entendo. Mas você acha que não tentar é a melhor forma de se proteger de não sofrer?
- Prefiro a felicidade de momento e não sofrer do que ser feliz por um longo tempo e depois nem cumprimentar a pessoa com quem você dividiu seu corpo, sua intimidade.
- Nisso você tem razão. Somos tão estúpidos. Mas sabe o que eu acho?
- Sei e já adianto que não concordo.
- Char, por que não admite que está apaixonada por ele?
- Porque não estou. – ela gaguejou.
- Vocês tem saído nos últimos dois meses e você está diferente, mais feliz. É só uma palavrinha, amiga: namoro.
- Deus me livre! Não caio nesse tipo de roubada como você e a Jane. Comigo sempre vai ser assim: beijinhos, talvez uma transa e adeus!
- Ok. Mas você nunca demorou tanto com uma pessoa e pelo que me conta, não tem ficado com mais ninguém. Estou mentindo?
- Não, não está! Satisfeita? – ela admitiu emburrada – Olha, você tem razão, está demorando demais; é hora de por um fim nisso tudo.
- Do que tem tanto medo, Char? – perguntei carinhosamente sentando ao seu lado. – Sempre respeitei esse teu jeito galinha e livre, mas sei que há algo por trás disso. Não precisa ser a amiga alegre e despojada que tira todo mundo da fossa o tempo todo.
- Preciso sim, você e a Jane me dão muito trabalho. – ela tentou brincar, em seguida respirou longamente. – Não quero acabar como meus pais. – falou quase em um sussurro – Eles estão juntos há quase 40 anos e não se suportam; sempre vivi em meio a brigas, traições... E sabe o que é pior? Eles já se amaram um dia.
- Então acha que todo relacionamento acaba assim?
- Não. Acho que todo amor, toda paixão, todo tesão, tudo isso que nos faz ficar cegos, tudo isso acaba da pior forma.
- Eu te entendo. Mas você acha que não tentar é a melhor forma de se proteger de não sofrer?
- Prefiro a felicidade de momento e não sofrer do que ser feliz por um longo tempo e depois nem cumprimentar a pessoa com quem você dividiu seu corpo, sua intimidade.
- Nisso você tem razão. Somos tão estúpidos. Mas sabe o que eu acho?
- Sei e já adianto que não concordo.
- Mas eu vou dizer mesmo assim. Acho que o Collins está conseguindo quebrar essa barreira que você criou e que você deveria dar uma chance a ele e principalmente, se dar uma chance. Promete pensar nisso?
- Ta legal! Prometo pensar, mesmo porque gosto daquele tampinha chato e me sinto especial quando estou com ele. Mas não espere me ver entrando na igreja de véu e grinalda.
- Se eu te ver apenas namorando já será um verdadeiro milagre. Eu te amo, Char. – falei abraçando-a.
- Eu também te amo – ela retribuiu o abraço - mas se você não for agora lá pra baixo e entrar naquele carro, eu juro que pego o vizinho gostosão pra mim.
- Ai meu Deus, estou atrasada! – constatei ao olhar no relógio. – Você fecha tudo pra mim? – perguntei pegando minhas coisas.
- Fecho sim, pode deixar. Vai nessa e não faça nada que eu não faria. – ela sorriu cinicamente enquanto eu saia correndo em direção ao inesperado...
Enquanto descia pelo elevador algo estalou em minha mente: eu ainda não sabia o nome dele. Como eu estava indo viajar com alguém que eu nem sei seu nome? Ninguém beija ou transa com um cara que não sabe o nome. Melhor resolver esse probleminha se quiser que aconteça alguma coisa.
Quando cheguei ao térreo ele estava me esperando enquanto conversava com o porteiro. Minha nossa, mas que visão maravilhosa! A calça jeans combinava perfeitamente com a camisa pólo branca e os óculos escuros. Os cabelos levemente bagunçados pelo vento me fizeram quase ter uma parada cardíaca.
- Oi! – falei fazendo-o se virar em minha direção.
- Oi. Então, pronta? – ele perguntou sorridente pegando minhas malas.
- Estou, mas antes de irmos uma pergunta. Tudo bem?
- Claro. – ele pareceu confuso e curioso.
- Como você se chama? – disparei envergonhada pela situação. Como alguém convive com uma pessoa por três meses e não sabe seu nome? Só poderia ser comigo, isso só acontece comigo mesmo.
- Ta legal! Prometo pensar, mesmo porque gosto daquele tampinha chato e me sinto especial quando estou com ele. Mas não espere me ver entrando na igreja de véu e grinalda.
- Se eu te ver apenas namorando já será um verdadeiro milagre. Eu te amo, Char. – falei abraçando-a.
- Eu também te amo – ela retribuiu o abraço - mas se você não for agora lá pra baixo e entrar naquele carro, eu juro que pego o vizinho gostosão pra mim.
- Ai meu Deus, estou atrasada! – constatei ao olhar no relógio. – Você fecha tudo pra mim? – perguntei pegando minhas coisas.
- Fecho sim, pode deixar. Vai nessa e não faça nada que eu não faria. – ela sorriu cinicamente enquanto eu saia correndo em direção ao inesperado...
Enquanto descia pelo elevador algo estalou em minha mente: eu ainda não sabia o nome dele. Como eu estava indo viajar com alguém que eu nem sei seu nome? Ninguém beija ou transa com um cara que não sabe o nome. Melhor resolver esse probleminha se quiser que aconteça alguma coisa.
Quando cheguei ao térreo ele estava me esperando enquanto conversava com o porteiro. Minha nossa, mas que visão maravilhosa! A calça jeans combinava perfeitamente com a camisa pólo branca e os óculos escuros. Os cabelos levemente bagunçados pelo vento me fizeram quase ter uma parada cardíaca.
- Oi! – falei fazendo-o se virar em minha direção.
- Oi. Então, pronta? – ele perguntou sorridente pegando minhas malas.
- Estou, mas antes de irmos uma pergunta. Tudo bem?
- Claro. – ele pareceu confuso e curioso.
- Como você se chama? – disparei envergonhada pela situação. Como alguém convive com uma pessoa por três meses e não sabe seu nome? Só poderia ser comigo, isso só acontece comigo mesmo.
- Achei que nunca fosse perguntar. – a resposta saiu em meio a um sorriso tão charmoso que eu quase esqueci o fundamento da conversa.
- Acho que já estou me sentindo péssima o suficiente, W.D.
- Ok! Eu me chamo William.
- Só William?
- É importante saber meu sobrenome? – o sorriso ainda estava lá, mas agora ele estava nervoso, eu peguei no ar.
- É. É sim.
- William Darcy. – ele falou por fim – Agora podemos ir? – voltou a sorrir.
- Po-de-mos. – sibilei pensativa. Aquele nome não me era estranho, mas eu não conseguia me lembrar de onde conhecia...
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- Acho que já estou me sentindo péssima o suficiente, W.D.
- Ok! Eu me chamo William.
- Só William?
- É importante saber meu sobrenome? – o sorriso ainda estava lá, mas agora ele estava nervoso, eu peguei no ar.
- É. É sim.
- William Darcy. – ele falou por fim – Agora podemos ir? – voltou a sorrir.
- Po-de-mos. – sibilei pensativa. Aquele nome não me era estranho, mas eu não conseguia me lembrar de onde conhecia...
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