Capítulo VI
Noah Denner...
- Não e Não! – James bradou impaciente. – Isso está fora de cogitação, Bennet!
- São apenas duas semanas. – argumentei mais uma vez.
- Sabe o que são duas semanas sem minha melhor repórter investigativa?
- Sabe o que são quase dois anos sem férias? – respondi no mesmo tom. – Estou trabalhando como louca por um bom tempo da minha vida e agora realmente preciso deste tempo, James.
- E o que tem de tão urgente que você precise ficar duas semanas longe do seu trabalho?
- Preciso de algumas respostas e infelizmente elas estão divididas por alguns países da Europa.
- E sua coluna? E as matérias que estão em andamento?
- Tenho artigos prontos para a coluna e posso muito bem escrevê-los e mandar por e-mail para você. Quanto às matérias, minha assistente está a par de tudo e quando for necessário venho aqui no jornal.
- Não sei não, Bennet.
- James você é um ótimo chefe, sabe que tenho meus direitos trabalhistas. – ameacei sob o olhar surpreso dele.
- Então agora vai me processar ou coisa do tipo? – perguntou sorrindo. – Jogando sujo, Bennet?
- Claro que não. Sei que você vai concordar.
- Duas semanas, Bennet! – sibilou – Se em duas semanas você não aparecer, pode apostar que vai se ver comigo.
- Quem está ameaçando quem agora? – sorri da cara emburrada dele.
- Se não voltar, um tempo na seção de fofocas vai te fazer bem.
- Obrigada, James. Você é meu editor-chefe predileto.
- Sou seu único editor-chefe. – ele respondeu sorrindo enquanto eu saía porta a fora.
***~***~***~***~***~***
- Está de mudança, Char? – perguntei ao ver as quatro malas dela no carro ao abrir o porta malas.
- Já que você praticamente me obrigou a participar dessa loucura toda, tenho que me preparar. Não sabemos quanto tempo vamos ficar fora. – resmungou enquanto verificava a maquiagem no espelho do carro.
- Char, vamos apenas até Yorkshare, são algumas horas de carro.
Noah Denner...
- Não e Não! – James bradou impaciente. – Isso está fora de cogitação, Bennet!
- São apenas duas semanas. – argumentei mais uma vez.
- Sabe o que são duas semanas sem minha melhor repórter investigativa?
- Sabe o que são quase dois anos sem férias? – respondi no mesmo tom. – Estou trabalhando como louca por um bom tempo da minha vida e agora realmente preciso deste tempo, James.
- E o que tem de tão urgente que você precise ficar duas semanas longe do seu trabalho?
- Preciso de algumas respostas e infelizmente elas estão divididas por alguns países da Europa.
- E sua coluna? E as matérias que estão em andamento?
- Tenho artigos prontos para a coluna e posso muito bem escrevê-los e mandar por e-mail para você. Quanto às matérias, minha assistente está a par de tudo e quando for necessário venho aqui no jornal.
- Não sei não, Bennet.
- James você é um ótimo chefe, sabe que tenho meus direitos trabalhistas. – ameacei sob o olhar surpreso dele.
- Então agora vai me processar ou coisa do tipo? – perguntou sorrindo. – Jogando sujo, Bennet?
- Claro que não. Sei que você vai concordar.
- Duas semanas, Bennet! – sibilou – Se em duas semanas você não aparecer, pode apostar que vai se ver comigo.
- Quem está ameaçando quem agora? – sorri da cara emburrada dele.
- Se não voltar, um tempo na seção de fofocas vai te fazer bem.
- Obrigada, James. Você é meu editor-chefe predileto.
- Sou seu único editor-chefe. – ele respondeu sorrindo enquanto eu saía porta a fora.
***~***~***~***~***~***
- Está de mudança, Char? – perguntei ao ver as quatro malas dela no carro ao abrir o porta malas.
- Já que você praticamente me obrigou a participar dessa loucura toda, tenho que me preparar. Não sabemos quanto tempo vamos ficar fora. – resmungou enquanto verificava a maquiagem no espelho do carro.
- Char, vamos apenas até Yorkshare, são algumas horas de carro.
- Querida, duas semanas caçando ex-namorados pode exigir muitos looks fashions. Vai que aparece algum gatinho para mim também.
- Talvez nem precisaremos das duas semanas. – falei empurrando minhas duas pequenas malas a força. - Quem sabe Noah não é o cara que estou procurando?
- Então vamos mesmo seguir a ordem do álbum?
- Claro! Primeiro vamos procurar o Noah, depois o Vicent e por fim Natan.
- Ai que ótimo! Você fala como se nos despencarmos até Haworth em Yorkshare dirigindo fosse à coisa mais normal do mundo. Sem contar que se não der certo, vamos ter que ir até a Itália e depois França. Acha mesmo que não tenho mais o que fazer do que ficar procurando seus ex-namorados pela Europa?
- Char, você tem mais de trinta anos, vive da mesada dos seus pais e seu único trabalho é se divertir e namorar. – ironizei recebendo uma carranca dela. Finalmente consegui fechar o porta-malas e fui até a porta do carro.
- Agora sou culpada por meus pais serem ricos? Ah e quer saber, não sinto culpa por isso. Ainda tenho alguns milhões para gastar. – sorri com o jeito irônico e despreocupado da Char. – Agora mudando de assunto. Como você conseguiu descobrir onde estão seus pobres alvos indefesos?
- Não foi uma das tarefas mais fáceis que já fiz. O único que se pode encontrar pela internet é o Damon, mas desse quero distância. Os outros simplesmente não constam no google, então pedi alguns favores aos meus contatos na polícia de Londres e alguns jornalistas.
- Oi!
Eu e Char olhamos ao mesmo tempo para meu vizinho bonitão que voltava de sua corrida matinal de camiseta regata e shorts relativamente curtos. Além de lindo ele tem um corpo de matar.
- Oi! – respondi entusiasmada demais.
- Oi também. – Char falou cinicamente analisando-o de cima a baixo.
- Oi. – ele pareceu achar graça do olhar “vou te pegar” dela. – Naquela noite você saiu correndo. Tudo bem?
- Talvez nem precisaremos das duas semanas. – falei empurrando minhas duas pequenas malas a força. - Quem sabe Noah não é o cara que estou procurando?
- Então vamos mesmo seguir a ordem do álbum?
- Claro! Primeiro vamos procurar o Noah, depois o Vicent e por fim Natan.
- Ai que ótimo! Você fala como se nos despencarmos até Haworth em Yorkshare dirigindo fosse à coisa mais normal do mundo. Sem contar que se não der certo, vamos ter que ir até a Itália e depois França. Acha mesmo que não tenho mais o que fazer do que ficar procurando seus ex-namorados pela Europa?
- Char, você tem mais de trinta anos, vive da mesada dos seus pais e seu único trabalho é se divertir e namorar. – ironizei recebendo uma carranca dela. Finalmente consegui fechar o porta-malas e fui até a porta do carro.
- Agora sou culpada por meus pais serem ricos? Ah e quer saber, não sinto culpa por isso. Ainda tenho alguns milhões para gastar. – sorri com o jeito irônico e despreocupado da Char. – Agora mudando de assunto. Como você conseguiu descobrir onde estão seus pobres alvos indefesos?
- Não foi uma das tarefas mais fáceis que já fiz. O único que se pode encontrar pela internet é o Damon, mas desse quero distância. Os outros simplesmente não constam no google, então pedi alguns favores aos meus contatos na polícia de Londres e alguns jornalistas.
- Oi!
Eu e Char olhamos ao mesmo tempo para meu vizinho bonitão que voltava de sua corrida matinal de camiseta regata e shorts relativamente curtos. Além de lindo ele tem um corpo de matar.
- Oi! – respondi entusiasmada demais.
- Oi também. – Char falou cinicamente analisando-o de cima a baixo.
- Oi. – ele pareceu achar graça do olhar “vou te pegar” dela. – Naquela noite você saiu correndo. Tudo bem?
- Está. Você deve ter me achado uma maluca. Desculpa mesmo, mas eu realmente precisava fazer algo.
- Sem problema. Espero que tenha conseguido resolver.
- Resolvi sim. Tanto que estou indo viajar agora.
- Hum. – ele pareceu ficar decepcionado. Será? – Vai ficar muito tempo fora?
- Ainda não sei. Alguns dias, mas se não der certo, talvez volte bem antes.
- Então, nos vemos quando voltar?
- Claro e muito obrigada pelo conselho; você me ajudou a tomar uma decisão muito importante.
- Sério? – assenti, então ele continuou – Bom, fico feliz por ter ajudado, mesmo não sabendo muito bem sobre o que estamos falando. – sorriu charmoso enquanto coçava a cabeça.
- Lizzy, realmente precisamos ir. – Char falou mostrando o relógio em seu pulso.
- Boa viagem, então. – ele desejou enquanto se afastava do carro.
- Obrigada. – agradeci já entrando no carro.
- Ainda não acredito que esse homem todinho tem namorada. – Char se lamentou enquanto ligava o carro. – Tem certeza?
- Absoluta. Eu os vi juntos e quando perguntei ele desconversou, o que significa que eles namoram ou estão quase lá.
- Vocês ficaram tão bonitinhos juntos. Formariam um casal e tanto.
- Char, não viaja, por favor. Além de ele ter namorada, meu foco agora está...
- No passado! – ela completou aborrecida. – Ainda podemos desistir.
- Não vou desistir e sabe disso.
- Sabe tanto quanto eu que isso tudo é loucura que está saindo às escondidas. Sim, por que se tivesse contado seu plano maluco a Jane, sabe que ela te impediria.
- Cala a boca e dirige, Char. Ainda temos um longo caminho pela frente. – falei encerrando a conversa.
Olhei pela janela a cidade de Londres ficando para trás e senti que estava fazendo a coisa certa.
***~***~***~***~***~***
- Sem problema. Espero que tenha conseguido resolver.
- Resolvi sim. Tanto que estou indo viajar agora.
- Hum. – ele pareceu ficar decepcionado. Será? – Vai ficar muito tempo fora?
- Ainda não sei. Alguns dias, mas se não der certo, talvez volte bem antes.
- Então, nos vemos quando voltar?
- Claro e muito obrigada pelo conselho; você me ajudou a tomar uma decisão muito importante.
- Sério? – assenti, então ele continuou – Bom, fico feliz por ter ajudado, mesmo não sabendo muito bem sobre o que estamos falando. – sorriu charmoso enquanto coçava a cabeça.
- Lizzy, realmente precisamos ir. – Char falou mostrando o relógio em seu pulso.
- Boa viagem, então. – ele desejou enquanto se afastava do carro.
- Obrigada. – agradeci já entrando no carro.
- Ainda não acredito que esse homem todinho tem namorada. – Char se lamentou enquanto ligava o carro. – Tem certeza?
- Absoluta. Eu os vi juntos e quando perguntei ele desconversou, o que significa que eles namoram ou estão quase lá.
- Vocês ficaram tão bonitinhos juntos. Formariam um casal e tanto.
- Char, não viaja, por favor. Além de ele ter namorada, meu foco agora está...
- No passado! – ela completou aborrecida. – Ainda podemos desistir.
- Não vou desistir e sabe disso.
- Sabe tanto quanto eu que isso tudo é loucura que está saindo às escondidas. Sim, por que se tivesse contado seu plano maluco a Jane, sabe que ela te impediria.
- Cala a boca e dirige, Char. Ainda temos um longo caminho pela frente. – falei encerrando a conversa.
Olhei pela janela a cidade de Londres ficando para trás e senti que estava fazendo a coisa certa.
***~***~***~***~***~***
Dirigimos por horas e no final da noite finalmente chegamos a Yorkshare. Devido ao horário inconveniente que chegamos e o fato do Noah morar em uma pequena vila próxima a cidade, resolvemos passar a noite em um hotel e ir procurá-lo apenas no dia seguinte.
Tão logo o dia raiou, eu já estava de pé. Estava excitada e nervosa demais para dormir ou permanecer na cama. Esperei o sol aparecer para acordar Charlotte.
- Char. – a sacudi pelo ombro – Anda, acorda. Precisamos ir.
- De madrugada? – ela resmungou ainda sonolenta.
- São sete da manhã. Anda, levanta daí. São quase quarenta minutos até a vila.
- Não quero levantar dessa cama. – ela choramingou voltando a fechar os olhos.
- Char, por favor. – Tive que puxar o lençol dela para fazê-la finalmente levantar.
- Sinceramente, espero que para o seu bem, o aguadinho do Noah esteja praticamente um Brad Pitt. Só assim essa viagem e todo este desconforto vai valer a pena. – ela reclamou enquanto ia para o banheiro.
- Cala essa boca e vai tomar seu banho. – respondi sorrindo dando os últimos retoques na minha maquiagem.
Quando finalmente nos aprontamos, descemos para o café da manhã. Normalmente a Char já acordava de mau humor, mas ao sentar a pequena mesa e ver leite de vaca, chá e torradas, seu humor ficou ainda pior.
- Dirigir por seis horas, tudo bem; dormir em uma espelunca que só tem um quarto com uma cama; tudo bem. Agora, passar fome! O que eu não faço por você.
- Sei que a mesa não está muito farta...
- Farta? Está de brincadeira?! Todo mundo dessa cidade deve ser anoréxico ou coisa do tipo. Quem em sã consciência passa a manhã toda com chá e torradas? E quem toma leite de vaca? Estamos no fim do mundo!
- As grandes modelos só comem isso e pegam os melhores homens do mundo. – respondi provocando-a. – E estamos no interior o que queria?
- Eu quero voltar para casa. – ela choramingou aborrecida. – Voltar para meu capuccino, minha geléia de damasco; meu paris brestt.
Tão logo o dia raiou, eu já estava de pé. Estava excitada e nervosa demais para dormir ou permanecer na cama. Esperei o sol aparecer para acordar Charlotte.
- Char. – a sacudi pelo ombro – Anda, acorda. Precisamos ir.
- De madrugada? – ela resmungou ainda sonolenta.
- São sete da manhã. Anda, levanta daí. São quase quarenta minutos até a vila.
- Não quero levantar dessa cama. – ela choramingou voltando a fechar os olhos.
- Char, por favor. – Tive que puxar o lençol dela para fazê-la finalmente levantar.
- Sinceramente, espero que para o seu bem, o aguadinho do Noah esteja praticamente um Brad Pitt. Só assim essa viagem e todo este desconforto vai valer a pena. – ela reclamou enquanto ia para o banheiro.
- Cala essa boca e vai tomar seu banho. – respondi sorrindo dando os últimos retoques na minha maquiagem.
Quando finalmente nos aprontamos, descemos para o café da manhã. Normalmente a Char já acordava de mau humor, mas ao sentar a pequena mesa e ver leite de vaca, chá e torradas, seu humor ficou ainda pior.
- Dirigir por seis horas, tudo bem; dormir em uma espelunca que só tem um quarto com uma cama; tudo bem. Agora, passar fome! O que eu não faço por você.
- Sei que a mesa não está muito farta...
- Farta? Está de brincadeira?! Todo mundo dessa cidade deve ser anoréxico ou coisa do tipo. Quem em sã consciência passa a manhã toda com chá e torradas? E quem toma leite de vaca? Estamos no fim do mundo!
- As grandes modelos só comem isso e pegam os melhores homens do mundo. – respondi provocando-a. – E estamos no interior o que queria?
- Eu quero voltar para casa. – ela choramingou aborrecida. – Voltar para meu capuccino, minha geléia de damasco; meu paris brestt.
- Ai como você reclama! Mais um pouco, amiga. Estamos tão perto. Não vai comer?
- Não mesmo.
- Então vamos logo. No caminho talvez encontramos algum lugar para você comer.
- Tudo bem. Vamos embora antes que a própria vaca venha perguntar se queremos mais leite. Sinto que a qualquer momento vão entrar caubóis pela sala.
- Char amiga, como você é exagerada. – tive que rir da expressão dela ao falar isso.
Quase uma hora depois, vinte minutos em uma lanchonete e quarenta de estrada de terra, finalmente chegamos à pequena vila rural, Haworth. Paramos no centro da vila para colhermos informações, pois em minha pesquisa descobri que ele morava naquela vila, mas não o endereço exato.
- Lizzy! Se esse cara não for dono da vila, acho melhor voltarmos. – Char falou quando saímos do carro. – Quantas casas têm aqui? Dez? Céus! Aqui não é o fim do mundo, aqui é além do fim do mundo. É onde Judas perdeu o All Star.
- Até que não é tão ruim. – tentei amenizar, mas também estava perplexa – Ao menos tem muito verde. É um lugar tranqüilo, não é?
- Muito! – ela enfatizou dando a volta no carro e se aproximando de mim – Tão tranqüilo que até os mortos devem morrer de tédio! – ela riu sozinha da sua bela piada. – Ah qual é? Foi engraçado, vai?
- Anda, vamos perguntar por aí onde o Noah mora. A vantagem de um lugar pequeno é que todos se conhecem.
Caminhamos alguns metros até chegarmos a uma espécie de armazém misturado com pub que ficava no final da vila. Lá era o único lugar que estava aberto e com pessoas. Entramos desconfiadas recebendo uma chuva de olhares. Acho que se alguma música estivesse tocando, certamente tinha parado como nos filmes.
- Por que eles estão nos olhando assim? – Char sibilou disfarçando seu nervosismo.
- Não mesmo.
- Então vamos logo. No caminho talvez encontramos algum lugar para você comer.
- Tudo bem. Vamos embora antes que a própria vaca venha perguntar se queremos mais leite. Sinto que a qualquer momento vão entrar caubóis pela sala.
- Char amiga, como você é exagerada. – tive que rir da expressão dela ao falar isso.
Quase uma hora depois, vinte minutos em uma lanchonete e quarenta de estrada de terra, finalmente chegamos à pequena vila rural, Haworth. Paramos no centro da vila para colhermos informações, pois em minha pesquisa descobri que ele morava naquela vila, mas não o endereço exato.
- Lizzy! Se esse cara não for dono da vila, acho melhor voltarmos. – Char falou quando saímos do carro. – Quantas casas têm aqui? Dez? Céus! Aqui não é o fim do mundo, aqui é além do fim do mundo. É onde Judas perdeu o All Star.
- Até que não é tão ruim. – tentei amenizar, mas também estava perplexa – Ao menos tem muito verde. É um lugar tranqüilo, não é?
- Muito! – ela enfatizou dando a volta no carro e se aproximando de mim – Tão tranqüilo que até os mortos devem morrer de tédio! – ela riu sozinha da sua bela piada. – Ah qual é? Foi engraçado, vai?
- Anda, vamos perguntar por aí onde o Noah mora. A vantagem de um lugar pequeno é que todos se conhecem.
Caminhamos alguns metros até chegarmos a uma espécie de armazém misturado com pub que ficava no final da vila. Lá era o único lugar que estava aberto e com pessoas. Entramos desconfiadas recebendo uma chuva de olhares. Acho que se alguma música estivesse tocando, certamente tinha parado como nos filmes.
- Por que eles estão nos olhando assim? – Char sibilou disfarçando seu nervosismo.
- Talvez seja sua blusa decotada. – a provoquei retomando a caminhada até o cara por trás do balcão. – Bom dia. – o cumprimentei, mas em troca apenas obtive um olhar desconfiado. – Poderia nos dar uma informação, por favor?
- Depende do que vocês querem. – ele respondeu mal humorado.
- Estamos procurando uma pessoa que mora nessa vila. – falei nervosa – Noah Denner. O senhor o conhece?
- O que querem com ele?
- Estávamos passando por aqui e... Somos amigas dele e só queríamos visitá-lo.
- Rodolph me vê ração para o gado. Vou querer uns quatro sacos.
Uma voz ecoou atrás de nós e rapidamente nos viramos. Realmente eu estava preparada para uma mudança, mas não exatamente aquela. Apertei com força o braço da Char que estava tão surpresa quanto eu.
- Essas moças estão te procurando, Noah. – o homem falou antes de sair para pegar o que ele havia pedido.
- Lizzy? – ele perguntou tentando me reconhecer. Mas eu não tinha mudado muito, já ele.
- Oi Noah. – respondi tentando esconder minha surpresa.
- Não acredito que é você! Charlotte Lucas também? – ele sorriu tirando o chapéu da cabeça. – Mas o que vocês estão fazendo aqui?
- Eu... Eu estava passando e resolvi te dizer, oi.
- Lizzy Bennet neste fim de mundo! Isso é demais para mim. Venham, vamos tomar uma cerveja para comemorar nosso reencontro. – ele falou já nos levando para uma mesa no canto do salão.
- Estou mesmo precisando beber alguma coisa. – Char falou revirando os olhos.
Enquanto o seguia, fiquei lembrando do garoto de dezoito anos, alto, magro, cabelos castanhos caindo sobre os olhos verdes. Seus óculos nerds, seu sorriso amigável e encantador. Muito diferente do homem lindo que estava a minha frente quase dez anos depois.
Nunca fui escrava da beleza, nem aprendi a julgar as pessoas por este requisito, mas confesso que levei um grande choque ao me deparar com um Noah forte, traços fortes e sem aqueles óculos gigantes.
- Depende do que vocês querem. – ele respondeu mal humorado.
- Estamos procurando uma pessoa que mora nessa vila. – falei nervosa – Noah Denner. O senhor o conhece?
- O que querem com ele?
- Estávamos passando por aqui e... Somos amigas dele e só queríamos visitá-lo.
- Rodolph me vê ração para o gado. Vou querer uns quatro sacos.
Uma voz ecoou atrás de nós e rapidamente nos viramos. Realmente eu estava preparada para uma mudança, mas não exatamente aquela. Apertei com força o braço da Char que estava tão surpresa quanto eu.
- Essas moças estão te procurando, Noah. – o homem falou antes de sair para pegar o que ele havia pedido.
- Lizzy? – ele perguntou tentando me reconhecer. Mas eu não tinha mudado muito, já ele.
- Oi Noah. – respondi tentando esconder minha surpresa.
- Não acredito que é você! Charlotte Lucas também? – ele sorriu tirando o chapéu da cabeça. – Mas o que vocês estão fazendo aqui?
- Eu... Eu estava passando e resolvi te dizer, oi.
- Lizzy Bennet neste fim de mundo! Isso é demais para mim. Venham, vamos tomar uma cerveja para comemorar nosso reencontro. – ele falou já nos levando para uma mesa no canto do salão.
- Estou mesmo precisando beber alguma coisa. – Char falou revirando os olhos.
Enquanto o seguia, fiquei lembrando do garoto de dezoito anos, alto, magro, cabelos castanhos caindo sobre os olhos verdes. Seus óculos nerds, seu sorriso amigável e encantador. Muito diferente do homem lindo que estava a minha frente quase dez anos depois.
Nunca fui escrava da beleza, nem aprendi a julgar as pessoas por este requisito, mas confesso que levei um grande choque ao me deparar com um Noah forte, traços fortes e sem aqueles óculos gigantes.
- Então, como vocês vieram parar aqui? – ele perguntou após pedir nossas cervejas.
- Longa história. – respondi tentando voltar à normalidade.
- Meu Deus! Dez anos, Lizzy! Nunca imaginei que fosse te rever novamente.
- Nem eu.
- Você está maravilhosa! Mudou muito pouco. Você também, Charlotte.
- Obrigada. – Char respondeu por nós duas. – Se vocês me dão licença, vou comprar um cigarro. – ela saiu nos deixando sozinhos propositalmente.
- Então, como você está? – ele me perguntou com o mesmo brilho nos olhos de dez anos atrás.
- Estou bem. – neste momento ao ver aquele brilho e aquele sorriso amigável de antes, era como se o tempo não tivesse passado. – Sou jornalista, trabalho no The Sun e continuo morando em Londres. E você, o que tem feito durante estes anos?
- Nada tão glamoroso quanto escrever para o The Sun. Tenho acompanhado seu nome no jornal, está bem famosa.
- Imagina. Faço apenas meu trabalho.
- Ainda não acredito que você está aqui.
- Nem eu. – respondi tomando minha cerveja em um gole só.
- Como me achou aqui?
- Acredite, não foi nada fácil te encontrar. Esse lugar existe no mapa? – brinquei e então pude ouvir novamente a gargalhada deliciosa e contagiante dele.
- Então estava me procurando? – ele perguntou erguendo a sobrancelha.
- Mais ou menos isso. Como você veio parar aqui?
- Ah! Quando terminei o colegial, meus avós morreram e nos deixaram a fazenda como herança. Meu pai que já estava cansado da agitação de Londres resolveu se mudar para cá e assumir a fazenda.
- Então foi por isso que você não se despediu?
- Não era fácil te dizer adeus, não quando ainda te amava tanto. – ele baixou os olhos para sua garrafa. – E nossa relação já não estava tão bem assim.
- E até hoje não entendo o porquê. Noah, eu te amava e achava que estava tudo bem. De repente você foi se distanciando e nunca quis falar sobre isso. Acho que agora é uma boa hora para falarmos sobre este assunto.
- Longa história. – respondi tentando voltar à normalidade.
- Meu Deus! Dez anos, Lizzy! Nunca imaginei que fosse te rever novamente.
- Nem eu.
- Você está maravilhosa! Mudou muito pouco. Você também, Charlotte.
- Obrigada. – Char respondeu por nós duas. – Se vocês me dão licença, vou comprar um cigarro. – ela saiu nos deixando sozinhos propositalmente.
- Então, como você está? – ele me perguntou com o mesmo brilho nos olhos de dez anos atrás.
- Estou bem. – neste momento ao ver aquele brilho e aquele sorriso amigável de antes, era como se o tempo não tivesse passado. – Sou jornalista, trabalho no The Sun e continuo morando em Londres. E você, o que tem feito durante estes anos?
- Nada tão glamoroso quanto escrever para o The Sun. Tenho acompanhado seu nome no jornal, está bem famosa.
- Imagina. Faço apenas meu trabalho.
- Ainda não acredito que você está aqui.
- Nem eu. – respondi tomando minha cerveja em um gole só.
- Como me achou aqui?
- Acredite, não foi nada fácil te encontrar. Esse lugar existe no mapa? – brinquei e então pude ouvir novamente a gargalhada deliciosa e contagiante dele.
- Então estava me procurando? – ele perguntou erguendo a sobrancelha.
- Mais ou menos isso. Como você veio parar aqui?
- Ah! Quando terminei o colegial, meus avós morreram e nos deixaram a fazenda como herança. Meu pai que já estava cansado da agitação de Londres resolveu se mudar para cá e assumir a fazenda.
- Então foi por isso que você não se despediu?
- Não era fácil te dizer adeus, não quando ainda te amava tanto. – ele baixou os olhos para sua garrafa. – E nossa relação já não estava tão bem assim.
- E até hoje não entendo o porquê. Noah, eu te amava e achava que estava tudo bem. De repente você foi se distanciando e nunca quis falar sobre isso. Acho que agora é uma boa hora para falarmos sobre este assunto.
- Lizzy. – ele deu um sorriso torto – Olha só para quem você se tornou hoje. É a mulher que sempre soube que seria. E veja quem sou hoje. Um fazendeiro simples em um fim de mundo.
- Por favor, não me diga que isso é um motivo, porque sabe que não é. Eu amava você e queria me casar com você! – meu tom denunciava a seriedade do assunto.
- Eu sei e por isso resolvi me afastar antes que você cometesse uma loucura tão grande quanto me seguir para cá.
- Tem noção do que está me falando? Nós éramos felizes. Nunca me entreguei tanto em uma relação como fiz conosco. Além de namorados éramos amigos.
- Agora você chegou ao ponto que eu queria. – ele me encarou sereno – Nossa relação era algo seguro para você. O que te ligava a mim não eram apenas desejo e paixão, mas o amigo que eu representava.
- Não! – protestei nervosa – Você está enganado!
- Não, Lizzy. – ele segurou carinhosamente minha mão – E o que sempre me deu forças para te deixar, para te esquecer, foi justamente a certeza de que eu tinha razão.
- Como pôde decidir nossas vidas sozinho? Eu deveria ter decidido se queria isso ou não.
- Lizzy, eu estou onde queria estar. Sempre fomos tão diferentes. Você sempre quis uma vida agitada, cursar uma faculdade, ter vários amigos, viajar mundo a fora. Eu ao contrário nunca tive grandes ambições, sempre desejei uma vida calma, esposa e filhos me esperando em casa para o jantar, nenhuma gravata apertando minha garganta ou um escritório que mais parecesse uma jaula. Nunca daríamos certo.
- Noah... – tentei protestar, mas ele me calou.
- Vou te fazer uma pergunta, mas procure a resposta dentro de si mesma. Trocaria sua vida e tudo o que conquistou ao longo destes anos, por se enterrar em uma vila no fim do mundo?
- Por favor, não me diga que isso é um motivo, porque sabe que não é. Eu amava você e queria me casar com você! – meu tom denunciava a seriedade do assunto.
- Eu sei e por isso resolvi me afastar antes que você cometesse uma loucura tão grande quanto me seguir para cá.
- Tem noção do que está me falando? Nós éramos felizes. Nunca me entreguei tanto em uma relação como fiz conosco. Além de namorados éramos amigos.
- Agora você chegou ao ponto que eu queria. – ele me encarou sereno – Nossa relação era algo seguro para você. O que te ligava a mim não eram apenas desejo e paixão, mas o amigo que eu representava.
- Não! – protestei nervosa – Você está enganado!
- Não, Lizzy. – ele segurou carinhosamente minha mão – E o que sempre me deu forças para te deixar, para te esquecer, foi justamente a certeza de que eu tinha razão.
- Como pôde decidir nossas vidas sozinho? Eu deveria ter decidido se queria isso ou não.
- Lizzy, eu estou onde queria estar. Sempre fomos tão diferentes. Você sempre quis uma vida agitada, cursar uma faculdade, ter vários amigos, viajar mundo a fora. Eu ao contrário nunca tive grandes ambições, sempre desejei uma vida calma, esposa e filhos me esperando em casa para o jantar, nenhuma gravata apertando minha garganta ou um escritório que mais parecesse uma jaula. Nunca daríamos certo.
- Noah... – tentei protestar, mas ele me calou.
- Vou te fazer uma pergunta, mas procure a resposta dentro de si mesma. Trocaria sua vida e tudo o que conquistou ao longo destes anos, por se enterrar em uma vila no fim do mundo?
Realmente ele tinha tocado no meu calcanhar de Aquiles. É claro que eu amava minha vida em Londres; respirava e vivia jornalismo, fora meus amigos e família. Noah tinha razão, jamais daria certo entre nós e agora finalmente entendo porque tudo acabou.
- Viu?! Eu sempre tive razão. – ele sorriu carinhosamente.
- Mas não quero que pense que eu não te amava.
- Sei que me amava, nunca duvidei disso. Mas quando se ama alguém como eu te amava, temos que deixar quem amamos para que ela seja realmente feliz. Foi o que fiz e sei que tomei a decisão certa, por nós dois. Você está feliz agora, eu estou feliz agora e é isso que realmente importa.
- Não tenho tanta certeza assim. – ironizei enquanto observava Char impaciente próxima ao carro.
- O que? Como assim?
- Noah, é uma longa história e muito vergonhosa para te contar agora. – sorri enquanto recebia um olhar curioso.
- Noah. – o homem do balcão se aproximou de nós – Meg ligou e pediu para te lembrar de pegar as crianças na escola.
- Nossa! Esqueci completamente disso e estou atrasado. Obrigado Rudolph. – após a saída do homem ele se voltou para mim. – Eu preciso ir.
- Tudo bem! Vamos embora também. Então você se casou?
- Há sete anos. – ele mostrou a aliança que eu tão afobada não percebi antes. - Estão hospedadas na cidade?
- Sim.
- Olha, tive uma idéia. – ele sorriu enquanto colocava o chapéu – Não nos vemos há dez anos e não posso deixar você ir embora assim. Você e Charlotte são minhas convidadas para passarem o dia conosco e dormirem lá na fazenda.
- Não! De forma alguma queremos incomodar.
- Não será incômodo algum, faço questão.
- Sua esposa pode não gostar... – Eu no lugar dela certamente não gostaria.
- Tenho certeza de que Meg irá adorar a visita de vocês. Não tem mais argumentos, Lizzy. Vai ser bom ter você por perto por um tempo. Vai ser igual a quando éramos amigos, antes de namorarmos. O que me diz?
- Viu?! Eu sempre tive razão. – ele sorriu carinhosamente.
- Mas não quero que pense que eu não te amava.
- Sei que me amava, nunca duvidei disso. Mas quando se ama alguém como eu te amava, temos que deixar quem amamos para que ela seja realmente feliz. Foi o que fiz e sei que tomei a decisão certa, por nós dois. Você está feliz agora, eu estou feliz agora e é isso que realmente importa.
- Não tenho tanta certeza assim. – ironizei enquanto observava Char impaciente próxima ao carro.
- O que? Como assim?
- Noah, é uma longa história e muito vergonhosa para te contar agora. – sorri enquanto recebia um olhar curioso.
- Noah. – o homem do balcão se aproximou de nós – Meg ligou e pediu para te lembrar de pegar as crianças na escola.
- Nossa! Esqueci completamente disso e estou atrasado. Obrigado Rudolph. – após a saída do homem ele se voltou para mim. – Eu preciso ir.
- Tudo bem! Vamos embora também. Então você se casou?
- Há sete anos. – ele mostrou a aliança que eu tão afobada não percebi antes. - Estão hospedadas na cidade?
- Sim.
- Olha, tive uma idéia. – ele sorriu enquanto colocava o chapéu – Não nos vemos há dez anos e não posso deixar você ir embora assim. Você e Charlotte são minhas convidadas para passarem o dia conosco e dormirem lá na fazenda.
- Não! De forma alguma queremos incomodar.
- Não será incômodo algum, faço questão.
- Sua esposa pode não gostar... – Eu no lugar dela certamente não gostaria.
- Tenho certeza de que Meg irá adorar a visita de vocês. Não tem mais argumentos, Lizzy. Vai ser bom ter você por perto por um tempo. Vai ser igual a quando éramos amigos, antes de namorarmos. O que me diz?
Completamente em um beco sem saída, não me restava nada a não ser aceitar.
- Será um prazer.
***~***~***~***~***~***
- Você o que?! – Char bradou quando entramos no carro.
- Eu não tive opção.
- Sério? Então entre nos enfurnar em uma fazenda no meio do nada e dormir em uma espelunca que chama de hotel em um quase meio do nada, você ficou com a primeira opção. O que deu em você?
- Char, sei que não aconteceu nada do que eu esperava, mas estar com o Noah me fez perceber que a amizade dele sempre foi importante para mim.
- E precisávamos viajar mais de seis horas de carro para você descobrir isso?
- Será só por esta noite, eu prometo.
- Ta legal! Aonde vamos agora? Para o rancho feliz?
- Vamos pegar os filhos dele na escola antes. – sorri do bico que ele fez.
- Filhos? No plural? Lizzy, eu não me dou bem com crianças e sabe disso. – ela se desesperou.
- Eles não vão te comer ou coisa parecida. Vem, eu dirijo.
Passamos a seguir a velha caminhonete do Noah pela estrada de terra e em alguns minutos chegamos à pequena, porem organizada escola da vila. Descemos do carro e nos juntamos a ele no portão enquanto esperávamos a professora ir buscá-los.
Não demorou muito para que quatro seres pequeninos viessem correndo em nossa direção enquanto gritavam por seu pai com as pobres professoras correndo logo atrás.
- Ei turminha, vamos devagar. – Noah pediu enquanto era praticamente engolido por um monte de bracinhos. – O papai trouxe amigas para conhecer vocês. – falou conseguindo ficar em pé após um tempo.
- Elas são bonitas. – uma menina loira falou nos analisando.
- Lizzy, Charlotte, esses são meus monstrinhos. Daves de seis anos, Anelice de cinco e os gêmeos Matt e Naia de dois anos.
- Nossa! Vocês aqui gostam de ajudar a cegonha. – Char falou mostrando visivelmente o pânico em seus olhos.
- Será um prazer.
***~***~***~***~***~***
- Você o que?! – Char bradou quando entramos no carro.
- Eu não tive opção.
- Sério? Então entre nos enfurnar em uma fazenda no meio do nada e dormir em uma espelunca que chama de hotel em um quase meio do nada, você ficou com a primeira opção. O que deu em você?
- Char, sei que não aconteceu nada do que eu esperava, mas estar com o Noah me fez perceber que a amizade dele sempre foi importante para mim.
- E precisávamos viajar mais de seis horas de carro para você descobrir isso?
- Será só por esta noite, eu prometo.
- Ta legal! Aonde vamos agora? Para o rancho feliz?
- Vamos pegar os filhos dele na escola antes. – sorri do bico que ele fez.
- Filhos? No plural? Lizzy, eu não me dou bem com crianças e sabe disso. – ela se desesperou.
- Eles não vão te comer ou coisa parecida. Vem, eu dirijo.
Passamos a seguir a velha caminhonete do Noah pela estrada de terra e em alguns minutos chegamos à pequena, porem organizada escola da vila. Descemos do carro e nos juntamos a ele no portão enquanto esperávamos a professora ir buscá-los.
Não demorou muito para que quatro seres pequeninos viessem correndo em nossa direção enquanto gritavam por seu pai com as pobres professoras correndo logo atrás.
- Ei turminha, vamos devagar. – Noah pediu enquanto era praticamente engolido por um monte de bracinhos. – O papai trouxe amigas para conhecer vocês. – falou conseguindo ficar em pé após um tempo.
- Elas são bonitas. – uma menina loira falou nos analisando.
- Lizzy, Charlotte, esses são meus monstrinhos. Daves de seis anos, Anelice de cinco e os gêmeos Matt e Naia de dois anos.
- Nossa! Vocês aqui gostam de ajudar a cegonha. – Char falou mostrando visivelmente o pânico em seus olhos.
- Digam oi para as amigas do papai, pessoal.
- Oi! – os quatro nos cumprimentaram de uma vez.
- Agora vamos para casa antes que a mamãe fique preocupada. – ele falou enquanto pegava Naia no colo e entregava a Charlotte.
- Acho... Isso não é uma boa idéia, Noah. – Tive que rir ao ver a Char pegando a criança como se fosse um saco de batatas.
- Lizzy, pode pegar o Matt pra mim? – ele pediu enquanto segurava na mão dos dois mais velhos.
- Claro. – respondi pegando o lindo garotinho nos braços enquanto seguíamos para o carro dele.
- Podemos ir com as moças bonitas, papai? – Daves pediu deixando Charlotte apavorada.
- Eu não sei, Daves. Não é a mim quem você deve pedir.
- Podemos ir no seu carro bonito? – ele se virou para Char.
- Po... Pode.
- Oba! – eles gritaram eufóricos.
- Desculpem por isso, mas eles nunca andaram em um carro tão chique. – Noah nos pediu sem jeito. Mas após eu dizer que estava tudo bem, ele pareceu relaxar. – Mas escutem aqui os quatro. – virou para os filhos – Nada de bagunçar ou sujar o carro das tias.
- Sujar? – Char sibilou baixinho para mim, completamente apavorada.
A viagem de vinte minutos não foi o que se pode chamar de tranqüila, já que os meninos brincavam e gritavam o tempo todo. Pude ver o pânico de Charlotte estampado em seus olhos. Definitivamente, crianças não eram o forte dela.
Quando finalmente chegamos à fazenda, ela respirou aliviada quando eles desceram e correram em direção a casa com Noah logo atrás. Nós duas ficamos mais para trás.
- Não acredito que estou viva.
- Não exagera, Char. Eles são lindos, adoráveis.
- E eu sou a fada madrinha.
- Agora segura o mau humor que a mulher dele está vindo aí.
Ao pararmos na porta da casa, uma loira baixinha, com traços delicados apareceu a nossa frente com um sorriso largo e amigável. Mas o que nos chamou mais atenção foi a barriga saliente de gravidez que ela ostentava.
- Oi! – os quatro nos cumprimentaram de uma vez.
- Agora vamos para casa antes que a mamãe fique preocupada. – ele falou enquanto pegava Naia no colo e entregava a Charlotte.
- Acho... Isso não é uma boa idéia, Noah. – Tive que rir ao ver a Char pegando a criança como se fosse um saco de batatas.
- Lizzy, pode pegar o Matt pra mim? – ele pediu enquanto segurava na mão dos dois mais velhos.
- Claro. – respondi pegando o lindo garotinho nos braços enquanto seguíamos para o carro dele.
- Podemos ir com as moças bonitas, papai? – Daves pediu deixando Charlotte apavorada.
- Eu não sei, Daves. Não é a mim quem você deve pedir.
- Podemos ir no seu carro bonito? – ele se virou para Char.
- Po... Pode.
- Oba! – eles gritaram eufóricos.
- Desculpem por isso, mas eles nunca andaram em um carro tão chique. – Noah nos pediu sem jeito. Mas após eu dizer que estava tudo bem, ele pareceu relaxar. – Mas escutem aqui os quatro. – virou para os filhos – Nada de bagunçar ou sujar o carro das tias.
- Sujar? – Char sibilou baixinho para mim, completamente apavorada.
A viagem de vinte minutos não foi o que se pode chamar de tranqüila, já que os meninos brincavam e gritavam o tempo todo. Pude ver o pânico de Charlotte estampado em seus olhos. Definitivamente, crianças não eram o forte dela.
Quando finalmente chegamos à fazenda, ela respirou aliviada quando eles desceram e correram em direção a casa com Noah logo atrás. Nós duas ficamos mais para trás.
- Não acredito que estou viva.
- Não exagera, Char. Eles são lindos, adoráveis.
- E eu sou a fada madrinha.
- Agora segura o mau humor que a mulher dele está vindo aí.
Ao pararmos na porta da casa, uma loira baixinha, com traços delicados apareceu a nossa frente com um sorriso largo e amigável. Mas o que nos chamou mais atenção foi a barriga saliente de gravidez que ela ostentava.
- Digam oi para as amigas do papai, pessoal.
- Oi! – os quatro nos cumprimentaram de uma vez.
- Agora vamos para casa antes que a mamãe fique preocupada. – ele falou enquanto pegava Naia no colo e entregava a Charlotte.
- Acho... Isso não é uma boa idéia, Noah. – Tive que rir ao ver a Char pegando a criança como se fosse um saco de batatas.
- Lizzy, pode pegar o Matt pra mim? – ele pediu enquanto segurava na mão dos dois mais velhos.
- Claro. – respondi pegando o lindo garotinho nos braços enquanto seguíamos para o carro dele.
- Podemos ir com as moças bonitas, papai? – Daves pediu deixando Charlotte apavorada.
- Eu não sei, Daves. Não é a mim quem você deve pedir.
- Podemos ir no seu carro bonito? – ele se virou para Char.
- Po... Pode.
- Oba! – eles gritaram eufóricos.
- Desculpem por isso, mas eles nunca andaram em um carro tão chique. – Noah nos pediu sem jeito. Mas após eu dizer que estava tudo bem, ele pareceu relaxar. – Mas escutem aqui os quatro. – virou para os filhos – Nada de bagunçar ou sujar o carro das tias.
- Sujar? – Char sibilou baixinho para mim, completamente apavorada.
A viagem de vinte minutos não foi o que se pode chamar de tranqüila, já que os meninos brincavam e gritavam o tempo todo. Pude ver o pânico de Charlotte estampado em seus olhos. Definitivamente, crianças não eram o forte dela.
Quando finalmente chegamos à fazenda, ela respirou aliviada quando eles desceram e correram em direção a casa com Noah logo atrás. Nós duas ficamos mais para trás.
- Não acredito que estou viva.
- Não exagera, Char. Eles são lindos, adoráveis.
- E eu sou a fada madrinha.
- Agora segura o mau humor que a mulher dele está vindo aí.
Ao pararmos na porta da casa, uma loira baixinha, com traços delicados apareceu a nossa frente com um sorriso largo e amigável. Mas o que nos chamou mais atenção foi a barriga saliente de gravidez que ela ostentava.
- Oi! – os quatro nos cumprimentaram de uma vez.
- Agora vamos para casa antes que a mamãe fique preocupada. – ele falou enquanto pegava Naia no colo e entregava a Charlotte.
- Acho... Isso não é uma boa idéia, Noah. – Tive que rir ao ver a Char pegando a criança como se fosse um saco de batatas.
- Lizzy, pode pegar o Matt pra mim? – ele pediu enquanto segurava na mão dos dois mais velhos.
- Claro. – respondi pegando o lindo garotinho nos braços enquanto seguíamos para o carro dele.
- Podemos ir com as moças bonitas, papai? – Daves pediu deixando Charlotte apavorada.
- Eu não sei, Daves. Não é a mim quem você deve pedir.
- Podemos ir no seu carro bonito? – ele se virou para Char.
- Po... Pode.
- Oba! – eles gritaram eufóricos.
- Desculpem por isso, mas eles nunca andaram em um carro tão chique. – Noah nos pediu sem jeito. Mas após eu dizer que estava tudo bem, ele pareceu relaxar. – Mas escutem aqui os quatro. – virou para os filhos – Nada de bagunçar ou sujar o carro das tias.
- Sujar? – Char sibilou baixinho para mim, completamente apavorada.
A viagem de vinte minutos não foi o que se pode chamar de tranqüila, já que os meninos brincavam e gritavam o tempo todo. Pude ver o pânico de Charlotte estampado em seus olhos. Definitivamente, crianças não eram o forte dela.
Quando finalmente chegamos à fazenda, ela respirou aliviada quando eles desceram e correram em direção a casa com Noah logo atrás. Nós duas ficamos mais para trás.
- Não acredito que estou viva.
- Não exagera, Char. Eles são lindos, adoráveis.
- E eu sou a fada madrinha.
- Agora segura o mau humor que a mulher dele está vindo aí.
Ao pararmos na porta da casa, uma loira baixinha, com traços delicados apareceu a nossa frente com um sorriso largo e amigável. Mas o que nos chamou mais atenção foi a barriga saliente de gravidez que ela ostentava.
- O que esse homem é? Um coelho? – Charlotte sussurrou pra mim recebendo um beliscão. – Ai! Mas é sério, não aperta mais a mão dele ou corre o risco de sair daqui com trigêmeos.
- Meg, essas são minhas amigas do colegial, Elizabeth e Charlotte e essa é minha esposa, Meg. E essa menina linda aqui – apontou para a barriga – É Alice – Noah tratou das apresentações.
- Olá. – ela nos cumprimentou sorrindo. – É um prazer conhece-las, principalmente você, Elizabeth.
- Eu?! – perguntei surpresa enquanto olhava um Noah completamente corado.
- Noah me falou muito bem de você.
- Ah. – falei constrangida. – Olha desculpe por atrapalhar, nós não queremos incomodar, mas o Noah...
- Não se preocupe. Será um prazer tê-las em nossa casa. Acho que vocês devem estar com fome. Vamos até a cozinha, pois acabei de preparar um bolo delicioso.
Certo! Essa mulher não é normal. Pela forma como ela falou, certamente conhece nossa história, quer dizer, sobre mim e o Noah; então como se explica o fato dela me tratar tão bem, e pior, com sinceridade?
Fomos até a cozinha e as crianças já nos aguardavam lá. O lanche seguiu tranqüilo e muito alegre. Os Denner eram uma família feliz, isso era visível; mesmo naquele fim de mundo eles eram unidos e realmente felizes. Noah o tempo todo acariciava a esposa, ora em sua mão, ora na barriga; a troca de olhares cúmplices e cheio de carinho era notável.
Fiquei observando as brincadeiras em família e só então percebi que essa era a vida que o Noah sempre quis e que certamente não era a que eu queria. Não que eu não quisesse uma família, longe disso, ter uma família é o meu sonho, mas não ali naquele fim de mundo; eu jamais seria feliz como a Meg é. Ele era feliz, estava feliz e isso me deixava muito satisfeita apesar da frustração daquela visita.
- Meg, essas são minhas amigas do colegial, Elizabeth e Charlotte e essa é minha esposa, Meg. E essa menina linda aqui – apontou para a barriga – É Alice – Noah tratou das apresentações.
- Olá. – ela nos cumprimentou sorrindo. – É um prazer conhece-las, principalmente você, Elizabeth.
- Eu?! – perguntei surpresa enquanto olhava um Noah completamente corado.
- Noah me falou muito bem de você.
- Ah. – falei constrangida. – Olha desculpe por atrapalhar, nós não queremos incomodar, mas o Noah...
- Não se preocupe. Será um prazer tê-las em nossa casa. Acho que vocês devem estar com fome. Vamos até a cozinha, pois acabei de preparar um bolo delicioso.
Certo! Essa mulher não é normal. Pela forma como ela falou, certamente conhece nossa história, quer dizer, sobre mim e o Noah; então como se explica o fato dela me tratar tão bem, e pior, com sinceridade?
Fomos até a cozinha e as crianças já nos aguardavam lá. O lanche seguiu tranqüilo e muito alegre. Os Denner eram uma família feliz, isso era visível; mesmo naquele fim de mundo eles eram unidos e realmente felizes. Noah o tempo todo acariciava a esposa, ora em sua mão, ora na barriga; a troca de olhares cúmplices e cheio de carinho era notável.
Fiquei observando as brincadeiras em família e só então percebi que essa era a vida que o Noah sempre quis e que certamente não era a que eu queria. Não que eu não quisesse uma família, longe disso, ter uma família é o meu sonho, mas não ali naquele fim de mundo; eu jamais seria feliz como a Meg é. Ele era feliz, estava feliz e isso me deixava muito satisfeita apesar da frustração daquela visita.
Após o lanche, eles nos levaram para conhecer a fazenda. Foi muito divertido, andamos a cavalo, quer dizer, eu andei, porque a Char mal podia olhar para o animal. Passeamos pelos pastos onde Noah e Meg nos explicou tudo sobre a criação de gado e a produção de leite, principal sustento da família.
Já era noite quando voltamos para casa. Meg nos levou até o simpático quarto de hospedes para que pudéssemos nos preparar para o jantar. Eu tomei banho primeiro e enquanto me arrumava, Char saiu do banheiro tremendo por completo.
- Quando vamos voltar à civilização?
- Não acredito que você não está se divertindo! Tivemos uma tarde incrível.
- Claro! – percebi o tom irônico então me preparei – Primeiro fico toda coberta de poeira, depois aqueles monstrinhos bagunçaram todo o meu carro e gritaram no meu ouvido durante toda viagem, os dois maiores quase me mataram do coração quando correram atrás de mim com aquele bicho asqueroso; os menores sujaram todo o meu cabelo com aquela maldita guerra de lama e para coroar, estou congelando, pois não há aquecedor no chuveiro. Nossa! Nunca me diverti tanto. Aqui é praticamente a Disney dos sem terra.
- Sei que não tem sido fácil para você. – dei um forte abraço nela, pois realmente sabia o esforço que ela estava fazendo para me ajudar. – Desculpa por te meter nisso, Char.
- Sabe que faço isso de coração, amiga. – ela logo amoleceu e melhorou seu humor. – Pena que não deu certo.
- É. Noah não é quem procuro. Mas foi ótimo revê-lo e resgatar nossa amizade. – meu tom não era nada animador.
- Lizzy. Veja pelo lado bom: Ao menos você não vive isolada do mundo e nem teve seu corpo deformada por quatro criaturinhas. – ela brincou – Ai meus sais! Como ela conseguiu ter tantos filhos? Acho que a única vantagem são aqueles peitos lindos e enormes. Você viu aqueles peitos?! Minha filha, cirurgião nenhum no mundo consegue fazer aquilo com o bisturi.
Já era noite quando voltamos para casa. Meg nos levou até o simpático quarto de hospedes para que pudéssemos nos preparar para o jantar. Eu tomei banho primeiro e enquanto me arrumava, Char saiu do banheiro tremendo por completo.
- Quando vamos voltar à civilização?
- Não acredito que você não está se divertindo! Tivemos uma tarde incrível.
- Claro! – percebi o tom irônico então me preparei – Primeiro fico toda coberta de poeira, depois aqueles monstrinhos bagunçaram todo o meu carro e gritaram no meu ouvido durante toda viagem, os dois maiores quase me mataram do coração quando correram atrás de mim com aquele bicho asqueroso; os menores sujaram todo o meu cabelo com aquela maldita guerra de lama e para coroar, estou congelando, pois não há aquecedor no chuveiro. Nossa! Nunca me diverti tanto. Aqui é praticamente a Disney dos sem terra.
- Sei que não tem sido fácil para você. – dei um forte abraço nela, pois realmente sabia o esforço que ela estava fazendo para me ajudar. – Desculpa por te meter nisso, Char.
- Sabe que faço isso de coração, amiga. – ela logo amoleceu e melhorou seu humor. – Pena que não deu certo.
- É. Noah não é quem procuro. Mas foi ótimo revê-lo e resgatar nossa amizade. – meu tom não era nada animador.
- Lizzy. Veja pelo lado bom: Ao menos você não vive isolada do mundo e nem teve seu corpo deformada por quatro criaturinhas. – ela brincou – Ai meus sais! Como ela conseguiu ter tantos filhos? Acho que a única vantagem são aqueles peitos lindos e enormes. Você viu aqueles peitos?! Minha filha, cirurgião nenhum no mundo consegue fazer aquilo com o bisturi.
- Char! – a repreendi entre risadas. O que seria de mim sem a doida da Char na minha vida.
Ouvimos batidas na porta e Anelice veio nos chamar para jantar. O jantar teve o mesmo clima de toda à tarde; mas o cansaço das crianças era visível, os gêmeos estavam praticamente dormindo sobre seus pratos.
- Acho melhor colocar essa galerinha para dormir. – Meg fez menção de levantar, mas foi impedida pelo marido.
- Hoje é a minha vez, amor. – ele falou beijando os lábios dela ternamente. – Vamos lá monstrinhos!
- Papai! – Naia despertou ao ouvir a voz do pai – Hoje conta estólia de plincesa.
- Não! – Daves protestou – Hoje vai ser de super herói.
- Daves! – Noah o repreendeu pacientemente como um apaziguador de uma quase guerra. – Ontem eu contei sobre heróis, hoje é a vez das meninas. Agora na fila e vamos já para os quartos.
Fiquei olhando ele pegar Matt já adormecido no colo e Naia pela mão enquanto os outros dois os seguiam. Realmente Noah estava onde deveria estar.
- Bem, já que me livrei das estórias hoje, acho que vou lavar a louça. – Meg levantou começando a recolher tudo.
- Eu te ajudo. – me ofereci já levantando.
- Posso passar essa pessoal? – Char falou visivelmente cansada. – Não sinto minhas pernas.
- Claro, Charlotte. – Meg sorriu carinhosamente.
Já na cozinha, enquanto eu lavava os pratos ela enxugava e guardava. Ficamos falando bobagens por um tempo, até que ela tocou no assunto que eu vinha evitando desde que ficamos sozinhas.
- Noah me falou sobre vocês. – ela falou de repente me fazendo congelar.
- Hum... – murmurei sem saber o que dizer.
- Você é muito importante para ele, Lizzy.
- Olha Meg – a encarei decidida – O que aconteceu entre nós ficou no passado.
- Eu sei. Não estou te acusando de nada. Só que eu sempre tive medo desse dia; quando vocês se reencontrassem; como ele reagiria entende?
Ouvimos batidas na porta e Anelice veio nos chamar para jantar. O jantar teve o mesmo clima de toda à tarde; mas o cansaço das crianças era visível, os gêmeos estavam praticamente dormindo sobre seus pratos.
- Acho melhor colocar essa galerinha para dormir. – Meg fez menção de levantar, mas foi impedida pelo marido.
- Hoje é a minha vez, amor. – ele falou beijando os lábios dela ternamente. – Vamos lá monstrinhos!
- Papai! – Naia despertou ao ouvir a voz do pai – Hoje conta estólia de plincesa.
- Não! – Daves protestou – Hoje vai ser de super herói.
- Daves! – Noah o repreendeu pacientemente como um apaziguador de uma quase guerra. – Ontem eu contei sobre heróis, hoje é a vez das meninas. Agora na fila e vamos já para os quartos.
Fiquei olhando ele pegar Matt já adormecido no colo e Naia pela mão enquanto os outros dois os seguiam. Realmente Noah estava onde deveria estar.
- Bem, já que me livrei das estórias hoje, acho que vou lavar a louça. – Meg levantou começando a recolher tudo.
- Eu te ajudo. – me ofereci já levantando.
- Posso passar essa pessoal? – Char falou visivelmente cansada. – Não sinto minhas pernas.
- Claro, Charlotte. – Meg sorriu carinhosamente.
Já na cozinha, enquanto eu lavava os pratos ela enxugava e guardava. Ficamos falando bobagens por um tempo, até que ela tocou no assunto que eu vinha evitando desde que ficamos sozinhas.
- Noah me falou sobre vocês. – ela falou de repente me fazendo congelar.
- Hum... – murmurei sem saber o que dizer.
- Você é muito importante para ele, Lizzy.
- Olha Meg – a encarei decidida – O que aconteceu entre nós ficou no passado.
- Eu sei. Não estou te acusando de nada. Só que eu sempre tive medo desse dia; quando vocês se reencontrassem; como ele reagiria entende?
Opa! Comecei a me sentir a própria Cruela. Só consegui baixar os olhos e fitar meus próprios pés. Estava me sentindo uma ladra de maridos.
- Quando Noah chegou aqui há dez anos eu me apaixonei por ele desde quando coloquei meus olhos sobre ele e sobre seu sorriso. – o seu tom era suave e amigo o que me relaxou – Mas ele foi muito sincero comigo, disse que não poderíamos ter mais do que amizade, pois amava outra pessoa.
- Foi assim que soube de nós?
- Foi. No começo foi difícil pra ele ter te deixado, mas aos poucos nossa amizade foi se intensificando e depois de dois anos, finalmente ele resolveu tentar novamente.
- Noah é um homem maravilhoso.
- É sim. O melhor marido e o melhor pai que já conheci.
- Meg. – me aproximei dela segurando sua mão – Não quero que me veja como concorrente. Não vim aqui rouba-lo de você ou coisa parecida. E acredite em mim, ele te ama muito. Confesso que ele nunca me olhou como te olha.
- Eu sei. E agora sei o motivo de você ter sido tão especial para ele. É uma mulher incrível, Lizzy.
Nos abraçamos carinhosamente tirando de uma vez por todas qualquer duvida e incertezas. Neste momento Noah entrou na cozinha nos surpreendendo.
- Está tudo bem por aqui? – perguntou sem jeito.
- Está. – Meg respondeu por nós duas. – Vou subir e deixar vocês dois à vontade. – sobre nossos olhares de protestos, ela beijou Noah e saiu da cozinha.
- Está tudo bem mesmo? – ele me perguntou não satisfeito com a resposta dela.
- Está sim, não se preocupe. Meg é uma mulher incrível, Noah.
- Tenho muita sorte em tê-la por perto.
- Tem sim. Sua família é maravilhosa, Noah e agora sei que fez a coisa certa ao partir.
- Lizzy. – ele se aproximou segurando as minhas mãos. – Sei o que veio fazer aqui.
- Sabe?! – Como assim sabe? Que vergonha. É agora que ele vai dizer que vim dar em cima dele novamente.
- Quando Noah chegou aqui há dez anos eu me apaixonei por ele desde quando coloquei meus olhos sobre ele e sobre seu sorriso. – o seu tom era suave e amigo o que me relaxou – Mas ele foi muito sincero comigo, disse que não poderíamos ter mais do que amizade, pois amava outra pessoa.
- Foi assim que soube de nós?
- Foi. No começo foi difícil pra ele ter te deixado, mas aos poucos nossa amizade foi se intensificando e depois de dois anos, finalmente ele resolveu tentar novamente.
- Noah é um homem maravilhoso.
- É sim. O melhor marido e o melhor pai que já conheci.
- Meg. – me aproximei dela segurando sua mão – Não quero que me veja como concorrente. Não vim aqui rouba-lo de você ou coisa parecida. E acredite em mim, ele te ama muito. Confesso que ele nunca me olhou como te olha.
- Eu sei. E agora sei o motivo de você ter sido tão especial para ele. É uma mulher incrível, Lizzy.
Nos abraçamos carinhosamente tirando de uma vez por todas qualquer duvida e incertezas. Neste momento Noah entrou na cozinha nos surpreendendo.
- Está tudo bem por aqui? – perguntou sem jeito.
- Está. – Meg respondeu por nós duas. – Vou subir e deixar vocês dois à vontade. – sobre nossos olhares de protestos, ela beijou Noah e saiu da cozinha.
- Está tudo bem mesmo? – ele me perguntou não satisfeito com a resposta dela.
- Está sim, não se preocupe. Meg é uma mulher incrível, Noah.
- Tenho muita sorte em tê-la por perto.
- Tem sim. Sua família é maravilhosa, Noah e agora sei que fez a coisa certa ao partir.
- Lizzy. – ele se aproximou segurando as minhas mãos. – Sei o que veio fazer aqui.
- Sabe?! – Como assim sabe? Que vergonha. É agora que ele vai dizer que vim dar em cima dele novamente.
- Também sempre fiquei pensando em como teria sido se não tivesse te deixado. – não conseguia encara-lo. – Mas agora que está aqui, sei que não escolhemos nosso destino, ele é quem nos escolhe.
- Estou começando a acreditar nisso. – sorri cansada.
- Tenho certeza de que vai encontrar a resposta que está procurando. E, se bem te conheço, sei que não vai desistir tão fácil assim.
- Você me conhece melhor do que ninguém, sempre conheceu. Eu te amo, Noah. – o abracei emocionada. Abracei meu melhor amigo novamente.
- E eu sempre vou te amar, Lizzy. Será sempre minha melhor amiga.
Ficamos alguns minutos abraçados e depois algumas horas tomando cerveja e relembrando com carinho nosso tempo de escola.
- Estou começando a acreditar nisso. – sorri cansada.
- Tenho certeza de que vai encontrar a resposta que está procurando. E, se bem te conheço, sei que não vai desistir tão fácil assim.
- Você me conhece melhor do que ninguém, sempre conheceu. Eu te amo, Noah. – o abracei emocionada. Abracei meu melhor amigo novamente.
- E eu sempre vou te amar, Lizzy. Será sempre minha melhor amiga.
Ficamos alguns minutos abraçados e depois algumas horas tomando cerveja e relembrando com carinho nosso tempo de escola.














