CAPÍTULO V
31 de dezembro de 2009.
- Achei que você já tivesse parado com isso. – Jane tentava a todo custo persuadir Lizzy a desistir daquela idéia maluca. – Não percebe que está entrando em uma furada?!
- Já conversamos sobre isso, Jane. Sei muito bem o que estou fazendo. – respondeu enquanto fazia a mala.
- Não pode está falando sério? Lizzy, você está indo passar o réveillon com um cara que você nunca viu na sua vida. Volte à razão, minha irmã!
- Olha, sei que você está preocupada comigo, mas eu tenho que fazer isso.
- Não tem, não. Lizzy, vocês nunca nem trocaram fotos! Vai que ele é um tarado careca e barrigudo.
- Jane!
- Eu exagerei, ta bom, mas o fato é que você está indo às cegas.
- Eu juro que tentei me afastar, juro! Mas não dá, é mais forte que eu.
- Eu não consigo entender. Você mesmo disse que não queria se envolver emocionalmente com ninguém.
- E continuo sem querer, quer dizer, estou confusa. Não prometemos nada um para o outro, vamos apenas no encontrar e ver no que isso tudo vai dar.
- Nada que eu fale vai fazer você desistir, vai?
- Não. – respondeu segura, encarando a irmã em seguida. – Jane se eu não for, vou ficar sempre me perguntando o porquê de não ter ido, entende? Isso vai estar sempre me perseguindo, tenho que ir.
- Tudo bem, desisto! Mas por favor, tenha cuidado.
- Eu prometo. – respondeu enquanto recebia um abraço carinhoso da irmã.
Colocou as malas no carro e se despediu de Jane. Já passava das dezesseis horas quando ganhou a estrada. Maragogi ficava a apenas cento e vinte quilômetros e em menos de duas horas estaria lá. Ainda não tinha certeza do que estava fazendo, mas sabia que precisava fazer isso por ela.
Desde a primeira conversa que tiveram por telefone, não deixaram mais de se falar. Alguns dias chegaram a se falar três vezes. Ainda estavam firmes em não se apaixonar ou ter esperança de algum tipo de relacionamento, porém decidiram ver até onde toda aquela loucura daria.
Relembrou da ultima conversa que tiveram por telefone na noite anterior, onde infligiram todas as regras que haviam estabelecido.
- Onde vai passar o ano novo? – ela perguntou deitada na cama, já há quase duas horas no telefone.
- Sozinho, aqui em casa.
- Não vai nem a orla ver a queima de fogos?
- Não. Vejo melhor daqui de casa.
- Ah! Esqueci que você mora em uma montanha. – ela brincou.
- Não gosto muito de vizinhos. Mas e você, aonde vai?
- Tenho vários convites, mas acho que vou recusar todos. Minha mãe quer que eu vá para casa dos meus avós, pois toda a família se reúne lá nas festas de final de ano.
- E por que não quer ir?
- Será a primeira festa que vou sem o Nicholas, então acho que não quero enfrentar minhas tias fofoqueiras muito menos minhas primas chatas.
- Hum. Está sentindo falta dele?
- De quem? Do Nicholas?! Claro que não. Por falar nele, te contei que ele e a paquita se separaram?
- Não. Deixe-me adivinhar. Ela o trocou por um cara mais novo?
- Pior que não. Ele a trocou por uma mulher mais velha; acho que a crise da meia idade dele acabou.
- Fico feliz que você já tenha esquecido ele.
- Ah é? E por quê?
~- Não sei bem... Mas fiquei feliz.
- Darcy?
- Oi.
- O que nós somos? Quer dizer, estou meio confusa sobre isso.
- Boa pergunta. Me diz você.
- Boa tentativa meu amigo. – ela o repreendeu fazendo ambos rirem - Perguntei primeiro.
- Ainda não sei... Mas gosto de você, penso em você a cada segundo do meu dia.
Depois da declaração dele, ambos ficaram em silêncio, constrangidos e sem saber muito bem o que dizer.
- Te deixei sem palavras? Isso é incrível! – ele brincou recebendo uma sonora gargalhada dela.
- Está insinuando que eu falo demais é?
- Não! Não sabia o que dizer e disse a primeira coisa idiota que veio a minha cabeça. Posso te ligar amanhã na virada do ano? Claro, se não tiver nenhum plano.
- O que?
- Acho que te convidei para passar o reveillon comigo. – repetiu meio inseguro.
- Darcy... Eu não sei...
- Por favor, não me diga que não tem vontade de me conhecer ou vou me sentir mais estúpido do que já me sinto.
- Não é isso. É... É só que estou com medo. – admitiu
- Também estou, mas não temos que fazer nada, quero apenas te ver.
- E se eu não for o que você imagina? E se nos decepcionarmos?
- Eu não sei. Penso a mesma coisa, mas não podemos passar toda a nossa vida só nos falando por telefone. Olha, podemos nos encontrar na orla na frente de todo mundo, não vou te machucar.
- Você está quase me convencendo a cometer a maior loucura da minha vida.
- E o que tenho que fazer para te convencer? Sonho com seu rosto, seu sorriso, o cheiro dos seus cabelos. Estou ficando maluco!
- Tudo bem, eu vou. – respondeu de vez antes que perdesse a coragem.
- Está falando sério?
- Estou. Também vivo imaginando como você é todos os dias e preciso me segurar para simplesmente não te procurar no google. Mas vou ficar em algum hotel.
- Claro! Posso indicar uns ótimos de alguns amigos. Não acredito que vamos mesmo nos ver. Mas como vou te reconhecer?
- Não sei... Deixa eu pensar. Não se preocupe com isso, eu te acho. Quando chegar te ligo do hotel.
- Deus! Acho que não vou conseguir dormir está noite.
- Nem eu.
- Podemos ficar acordados junto? Não quero desligar este telefone.
- Então não desligue...
Após se acomodar no confortável quarto da pousada indicada por ele, pegou o telefone e nervosa discou o número do celular que ele havia dado. Após alguns toques finalmente ele atendeu.
- Já estou aqui. – falou com a voz falha.
- Sério? Quando chegou?
- Menos de quinze minutos. Adorei a pousada, muito aconchegante.
- Que bom. Vou precisar me segurar para não ir aí neste exato momento.
- Nem pense nisso! Lembre-se que combinamos nos encontrar apenas na virada do ano.
- Eu sei. Mas saber que você está apenas a poucos minutos de mim, não me ajuda muito.
- Então, como vou te reconhecer?
- Vou estar de azul, quer dizer eu acho. E você?
- Vou estar de branco. – riu com aquela piada.
- Ah! Vai ser fácil te achar então. Tenho um presente para você.
- Darcy não precisa...
- Não se preocupe, é algo que você vai gostar. Então nos vemos na praia?
- Sim.
- Posso te pegar na pousada se quiser.
- Não precisa, já perguntei ao dono da pousada onde fica o lugar que você marcou. E pelo que vi, Maragogi não é uma cidade tão grande assim.
- Não, não é. – ele sorriu abertamente.
- Vou descansar um pouco, mal dormi ontem e a viagem foi longa.
- Tudo bem. Até mais tarde, então.
- Até mais tarde.
Desligou o telefone e esperou até a hora combinada.
Já era quase meia noite e precisava chegar logo no local combinado; chamou um táxi e seguiu ansiosa, sem saber o que lhe esperava. Ao chegar a orla foi surpreendida pelo início da queima de fogos.
Mais uma onda de fogos pipocou no céu já colorido com resquícios de outras explosões. O mar de branco espalhado pela orla lotada só aumentava a ansiedade que a tomava naquele momento.
Descer do carro foi algo mais difícil do que imaginava, talvez o motorista tenha ganhado a noite ao receber duas vezes o valor da corrida, já que a passageira saiu tão apressada que nem esperou pelo troco.
Mais uma explosão de fogos e os abraços acompanhados de sorrisos e palavras de um futuro prospero ecoavam pelo ar, em conjunto com o lindo e desta vez não tão calmante, barulho das ondas.
- Feliz ano novo!
Um simpático casal a abordou ainda no calçadão. Nervosa, apenas sorriu e retribuiu os votos de felicidade e realizações. Caminhou mais um pouco, apesar da dificuldade, pois as pessoas praticamente se espremiam por toda a rua.
- Feliz ano novo, gatinha.
Desta vez não sorriu para o grupo de rapazes que lhe abordaram, caminhando ainda mais rápido. Estar ali talvez fosse um grande erro, um erro que ainda poderia ser corrigido, eram apenas alguns metros e o conforto e segurança de um táxi a levariam de volta para o hotel, seu refúgio, ou sua prisão.
Vinte e nove anos e seu coração batia acelerado igual a uma adolescente e seu primeiro amor. Outra explosão de fogos e desta vez elevou os olhos para o céu enquanto tons azulados, vermelhos e violetas formavam um grande coração. Sorriu timidamente diante da conspiração do universo.
Parou completamente tensa a alguns metros do local combinado. Não estava pronta para aquilo, não se sentia pronta. E se nada fosse como imaginou durante todo este tempo? E se mais uma vez a decepção fosse maior que a expectativa? Ou pior, e se ela fosse a decepção?
- Nada de pensamentos autodestrutivos esta noite. – falou em meio a um longo suspiro na tentativa de buscar coragem.
Respirou fundo, virou o rosto para uma iluminada vitrine para se certificar de que estava tudo certo com sua roupa, cabelos e maquiagem e munida de pensamentos positivos retomou a caminhada.
Passou os olhos pela pequena multidão sentindo que seu coração batia tão forte que podia senti-los em seus ouvidos. As mãos suadas e a boca seca completavam o seu estado de nervos. Ansiosa, examinou o local e as pessoas vestidas de branco próximas ao farol abandonado, mas nenhum sinal do que procurava.
Sentindo o medo começar a lhe dominar, esperançosamente, olhou mais uma vez. Só então, seus olhos pousaram em um pequeno ponto azul em meio ao mar de branco...
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- Diabos! É só uma droga de camisa. – Darcy resmungou ao trocar de camisa pela sexta vez. – Mas eu preciso ir com a azul ou então ela não vai me reconhecer.
Olhou no relógio e ainda eram onze horas. Ansioso, vestiu a camisa azul e seguiu rumo à praia. Não demorou muito para chegar ao local combinado, a multidão praticamente o espremia na areia lotada.
Onze e cinqüenta e cinco, menos de cinco minutos para encontrá-la. Recebeu alguns abraços dos amigos retribuindo sem muita atenção, já que a procurava a todo instante entre os rostos que o cercavam.
Meia noite. Ondas e mais ondas de fogos estourando no céu agora colorido. Buscou com ansiedade alguém sem rosto, alguém que fizesse seu coração identificá-la sem ao menos saber a cor dos seus olhos.
- Estou ficando louco! – sussurrou quando elevou seus olhos e lindos corações adornavam o céu. Sorriu diante de tamanha ironia, o destino parecia de alguma forma lembrá-lo do que estava por vir.
Já passavam três minutos da meia noite; um novo ano começara e com ele novas esperanças, porém velhos medos ainda o rodeavam... Não sabia o que aconteceria após aquele encontro, nem sabia se ao menos teria um encontro, mas sabia que ansiava por ela desesperadamente.
- Feliz ano novo!
Ouviu uma voz feminina e sentiu seu coração acelerar de tal forma que parecia que iria parar, mas para sua decepção era apenas uma garota com uma turma de amigas dando em cima de um homem mais velho. Retribuiu contra a sua vontade todos os beijinhos e sorrisos das meninas.
- Bonita camisa. – uma delas falou deixando-o confuso se havia sido um elogio ou uma crítica.
Caminhou até a lateral laminada de uma barraquinha e com dificuldades passou a olhar seu reflexo. Sentiu-se igual a um adolescente em seu primeiro encontro. Passou os olhos pela multidão novamente sem nem saber quem procurava, assustou-se quando o celular que estava em seu bolso começou a vibrar, de tão nervoso nem sequer olhou o identificador atendendo imediatamente.
- Feliz ano novo. – sorriu ao reconhecer a voz.
- Obrigado. – respondeu sorrindo enquanto procurava alguma mulher que estivesse falando ao telefone. – Só vou te desejar feliz ano novo pessoalmente.
- Estou em vantagem, já que já sei quem você é. – ela respondeu sorrindo.
- Isso não é muito justo, sabia? – ele procurava apreensivo entre a multidão, mas quase todo mundo falava ao celular. – Onde você está?
- Essa é fácil! Estou falando ao celular.
- Muito espertinha, mas tem muita gente falando ao celular.
- Fico decepcionada que você nem ao menos tente me encontrar.
- Bom, deixe-me ver... – deslizou seus olhos pelo calçadão e sem saber bem o porquê parou seus olhos em uma bela morena lindamente vestida em um tomara que caia longo branco, os cabelos soltos voavam ao vento e seus olhos negros brilhavam de forma intensa. – Acho que te encontrei. – falou enquanto caminhava até a morena que o encarava sorrindo agora.
- Parece que sim. – ela sorriu de forma inebriante – Mas como soube que era eu?
- Não sei... Apenas soube.
- Decepcionado?
- Inebriado, seria a palavra correta. Você é linda! – elogiou enquanto se desviava das pessoas e se aproximava cada vez mais dela.
- Obrigada. – ela sorriu tímida o que a deixou ainda mais bonita. – Você também é muito bonito.
- Muito bonito não quer dizer lindo, mas mesmo assim muito obrigado. – ele brincou abrindo um sorriso aberto.
- Não seja convencido. Vi as meninas praticamente te atacando agora pouco.
- Oh! Você viu? Há quanto tempo está aqui?
- O suficiente para ver o ataque que você sofreu. Aliás, bonita camisa azul. Foi fácil te encontrar.
- Você é a segunda pessoa a dizer isso, e agora já não sei se é um elogio. – agora faltavam apenas alguns metros para chegar até ela.
- Acredite, você está lindo com ela, muito sexy.
- Agora você me convenceu. – Darcy sorriu ao perceber as faces rubras dela ao se encontrarem – Agora já posso te desejar feliz ano novo. – sussurrou nervoso desligando o telefone. – Oi! – a cumprimentou nervoso.
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- Oi! – Lizzy respondeu sentindo seu coração bater tão forte que chegava a dar falta de ar.
Ele era tão lindo quanto ela imaginava. Alto, cabelos castanhos lisos desalinhados, corpo atlético e relativamente forte e olhos incrivelmente azuis, sem falar no sorriso cordial e lindo.
- Posso? – ele abriu os braços, completamente tímido.
- Claro. – ela assentiu recebendo um abraço diferente. Nunca antes tinha sentindo algo igual, sentiu seu corpo estremecer ao tocar o dele.
- Não acredito que você está mesmo aqui! – o sorriso dele era desarmador.
- Nem eu acredito nisso.
Ficaram um tempo em silêncio, constrangidos, sem saber o que falar ou como agir. Ele se apoiou colocando as mãos nos bolsos da calça enquanto tentava fixar o olhar nela, Lizzy por sua vez, cruzou os braços sobre o peito estremecendo de frio.
- Está frio aqui. – ele falou de repente.
- É. Um pouco. – a resposta foi rápida e o silêncio sepulcral voltou. – Achei que já tínhamos passado desta fase de desejar que um buraco se abra no chão por não saber o que dizer. – ela brincou arrancando uma baixa gargalhada dele.
- Ainda bem que você sempre fala o que pensa. – sorrindo ele respondeu estendendo a mão para ela. – Vamos caminhar um pouco pela praia?
- Claro.
De mãos dadas, caminharam por entre a multidão e após alguns minutos estavam mais afastados com apenas alguns casais namorando sob a luz da lua e ao som das ondas.
- E o livro? – ela iniciou a conversa desta vez.
- Está na gráfica. Eles adoraram o romance e já saiu com cem mil exemplares.
- Nossa! Isso é ótimo!
- É sim. E tudo graças a você.
- Que é isso! Eu só dei pitaco, mais nada. O mérito é todo seu.
- Não seja tão modesta, devo muito a você e sabe disso. Tanto que... – fez suspense a encarando com cara de menino levado que havia aprontado.
- O que você aprontou? – perguntou parando e o encarando curiosa. – Anda, fala!
- Promete que não vai me afogar na praia ou coisa do tipo?
- Não posso prometer nada disso. – brincou – Agora fala logo. O que você fez?
- Era para ser uma surpresa, mas lembra que disse que tinha um presente pra você? – ela assentiu, então ele continuou – Vem, está ali no carro.
Segurou a mão dela novamente e caminharam até o carro dele que estava estacionado ali perto. Lizzy ficou esperando ele abrir o carro e pegar um lindo embrulho entregando a ela em seguida.
- Não precisava ter se incomodado. – falou constrangida.
- Não foi incomodo nenhum. Abra, por favor.
Ela passou a abrir cuidadosamente o embrulho e se deparou com o livro dele já impresso. O olhou surpresa e emocionada.
- Pedi este antes de sair da gráfica. Queria te dar em primeira mão.
- Não sei o que dizer... Obrigada mesmo, adorei! – passou os olhos pela linda capa e seus olhos se fixaram em algumas linhas em especial, abaixo de autor, que dizia:
Com a contribuição de Elizabeth Bennet.
- Você... – tentou falar, mas estava emocionada demais para fazê-lo.
- Tem uma dedicatória. – falou apontando para o livro.
Com as mãos tremulas, abriu o livro e passou a ler a dedicatória escrita de caneta.
A minha querida Impaciente-M, que além de reconstruir e solidificar o amor dos personagens Lucas e Lucy, conseguiu com seu jeito especial e teimoso agüentar um H-Intolerante e fazê-lo ver que nem tudo está perdido... Através da internet pude rir, esbravejar, ter ciúmes, brigar e... Amar novamente. Obrigada minha Lizzy.
William Darcy
Ao terminar de ler o encarou com os olhos úmidos pela emoção. Sorriu nervosa enquanto encarava aquele par de olhos azuis apreensivos e ansiosos.
- Está brava por isso? – ele perguntou se encolhendo.
- Como posso ficar? Mas deveria. – respondeu sorrindo. – Foi o presente mais lindo que alguém já me deu.
- Que alivio! Estava esperando você bater na minha cabeça com o livro. – brincou arrancando gargalhadas dos dois.
- Nossa! Foi esta à impressão que passei para você?
- Não. – ele respondeu cessando o riso e se aproximando dela, acariciando seu rosto com as mãos. – A impressão que você passou é de uma mulher linda, inteligente e que está me deixando louco de vontade de beijá-la. – sussurrou encarando ora seus lábios, ora seus olhos negros.
- E o que está esperando? – conseguiu pronunciar em um sussurro mudo.
Lizzy sentiu suas pernas fraquejarem quando sua boca foi tomada por lábios quentes e úmidos. Foi um beijo intenso e cheio de desejo.
- Depois deste beijo não vou mais te deixar ir embora. – ele falou quando finalmente separaram seus lábios.
- E quem disse que eu pretendo ir? – respondeu sorrindo enquanto o beijava mais uma vez, sentindo que finalmente tinha encontrado o que tanto procurava.
Fim














