Epílogo
Londres, 2009.
Enquanto dirigia a ansiedade e curiosidade me dominava. Quando finalmente cheguei, corri desesperada até entrar em casa.
- Amores, cheguei! –[i] Falei procurando-os. [/i]
- Aqui! –[i] Ouvi a voz do Tom vindo do escritório. [/i]
Corri até lá, retirando o cachecol, casaco e o gorro, lançando-os pelo chão. Ao entrar contemplei a mais bela visão que um dia eu sonhei aquela que sempre me fazia sorrir mesmo em meio a vida estressante do dia a dia.
- Oi. –[i] Falei me sentando próximo a eles. [/i] – Desculpe a demora, mas a reunião demorou mais do que previ.
- Tudo bem, eu acabei de chegar também, a clínica estava lotada, mas eu não podia perder este momento por nada. –[i] Tom me beijou com carinho. [/i]
- Achei que não chegaria a tempo. Nem sei como consegui me concentrar naquela bendita reunião. –[i] Falei carinhosa enquanto recebia sorrisos maravilhosos e entusiasmados. [/i] – Tudo pronto?
- A Câmera está aqui. –[i] Falou mostrando a câmera em sua mão direita. [/i] – E tenho uma surpresa para você.
- É? O que é?
- Achou mesmo que eu perderia este momento, monstrinha? –[i] Jhonatan e a gravidíssima Ângela surgiram na sala. [/i]
Sim! Jhonatan finalmente criou vergonha na cara e deixou de ser cafajeste, tudo isso para conquistar Ângela, que ao se dar conta dessa mudança, se entregou de corpo e alma.
- Quando chegaram? –[i] Perguntei enquanto os abraçava. [/i]
- Há mais ou menos 2 horas, achou que nós iríamos perder isso?
- Veio só por isso?
- Claro. Cada momento é importante. –[i] Jhonatan respondeu sorridente e fazendo dengo para o pequenino ser a sua frente. [/i]
- Amor, ainda tem mais. –[i] Tom pegou minha mão me levando até o seu notebook que estava em cima da mesinha. [/i]
- Oiiiiiii. –[i] Ouvi os gritos e sorri ao ver Tânia e Indira pela webcan. [/i]
- Eu não acredito! –[i] Falei surpresa. [/i]
- Achou que iria nos deixar de fora dessa, Fabi?! –[i] Indira foi a primeira a falar. [/i]
- Nunquinha! Nunca se livrará de nós! –[i] Tânia completou. [/i]
- Eu bem que gostaria de me livrar, mas vocês são piores que chiclete fuleiro em dentadura, cola e nem rezando sai! –[i] Brinquei arrancado sorrisos de todos. [/i] – Que saudades meninas.
- Pera, tem duas pessoas aqui querendo falar com você também.
- Oi dinda. –[i] A pequena Maria Eduarda, filha da Indira apareceu na can. [/i] – Oi Fabi. –[i] Edu também me cumprimentou sorridente. [/i]
- Oi minha linda, Edu. Ah isso é maldade, já estou chorando. –[i] Choraminguei. [/i]
- Saiam daí que tem mais gente querendo falar também. –[i] Tânia ordenou brincalhona, e se colocando de pé, mostrou sua barrigona de seis meses com Victor abraçado a ela. [/i]
- Dá um oi pra tia Fabi, Artur. –[i] Victor falou enquanto beijava a barriga da “namorada”. [/i] Oi Fabi.
- Oi Victor! Quando você vai convencer essa mulher a se casar?
- Já estou desistindo. Agora só eu quem não me caso mais, nem sob pressão.
- Calem a boca, os dois! –[i] Tânia fingiu aborrecimento e logo ela e a Indira apareceram na can novamente. –[i] Não queremos mais ver sua cara feiosa, sai logo daí. Vamos começar logo isso!
- Também amo vocês. –[i] Falei em meio a uma careta. [/i]
- Amor, está na hora.
Ajudei-o a posicionar melhor o notebook e fomos nos juntar ao Jhonatan e Ângela que tinham cada um em seus braços.
A mesinha do centro estava repleta de doces, salgados, refrigerante e um pequeno bolo com a imagem da minha família em cima.
Quase chorei ao ver os pequeninos aplausos e sorrisos exultantes. Findados os aplausos, começamos a nos servir, quando algo inesperado chamou nossa atenção. Ângela chamou nossa atenção e confesso que a emoção que me tomou foi grande, foi intensa.
Eu e o Tom nos sentamos a certa distância e nos olhamos apaixonados e felizes enquanto esticávamos nossos braços para presenciar algo importante em nossas vidas.
- Isso não é maravilhoso?! –[i] Ângela nos perguntou. [/i] – Prontos?
- Isso não é perigoso? –[i] Perguntei aflita, mas ao mesmo tempo feliz. [/i]
- Relaxa monstrinha. Os portos são sempre fortes e destemidos.
Assenti com a cabeça, mesmo nervosa e esperei ansiosa enquanto eles os posicionavam de pé. Foi com o coração transbordando de alegria e os olhos inundados pelas lágrimas, que assistíamos a nossos filhos darem seus primeiros passinhos sozinhos. Nossos gêmeos que hoje faziam um ano de vida: William e Francisco caminhavam inseguros e cambaleantes com os bracinhos abertos enquanto sorriam e chamavam a: MAM e o PA.
Foram alguns segundos assustadores a cada quedinha; Tom teve que me segurar para que eu não fosse até lá pegá-los, mãe é mãe né?! Mas, corajosos e fortes como eles eram, levantavam sozinhos e recomeçavam a caminhada.
Quando finalmente eles chegaram em nossos braços, a explosão de alegria foi geral.
- Esses monstrinhos não me decepcionaram. São meus sobrinhos hein! –[i] Jhonatan falava orgulhoso. [/i]
- Lindos da Tia! Ai como eu queria apertar essas bochechinhas rosadas pessoalmente. –[i] Tânia falou emocionada. [/i]
- Eles começaram a andar no dia do aniversário de um aninho! Ainda bem que não puxaram a mãe, uma medrosa que andou com quase dois anos. –[i] Tânia brincou. [/i]
Eu e Tom abraçávamos nossas benções do céu fazendo festa e sentíamos que éramos felizes! Felizes apesar das pequenas discussões; do cansaço do trabalho que nos fazia esquecer do sexo; das muitas contas que pareciam ter bem menos de trinta dias; do ciúme que sempre apimentava nossa relação, mas às vezes nos estressava. Mas éramos felizes; construíamos um pouco a cada dia, mas estávamos juntos, os quatro.
- Eu te amo. –[i] Ele sussurrou enquanto se aproximava para um beijo. [/i]
- Também amo você. –[i] Respondi me aproximando também. [/i]
Quando estávamos quase nos beijando, dois pares de mãozinhas se colocaram entre nossas bocas, arrancando sorrisos de todos.
*******Fim*********














