Capítulo Final
Lizzy estava terminando de pentear seus cabelos enquanto admirava sua imagem no espelho, ela ainda não acreditava que estava vivendo tamanha felicidade. Casada há quase um ano com Darcy, um casamento muito feliz, apenas uma coisa a deixava triste e por mais que Darcy negasse que isso o entristecia, ela se sentia mal por não poder dar um filho a ele. A porta do quarto se abriu e Darcy entrou com um sorriso luminoso no rosto.
- Lizzy, tenho uma surpresa para você.
- Desde que não seja cantar, tudo bem.
- Até quando você vai rir de mim por aquela noite?
- Desculpe meu amor, não consigo evitar. É que você cantou tão mal que eu não consigo esquecer. – Disse ela enquanto segurava uma gargalhada.
- Até hoje eu me pergunto como consegui fazer aquilo.
- Foi por amor a mim, claro.
- Se eu soubesse que você ficaria assim tão empolgada, tenha absoluta certeza que... Que eu faria tudo novamente, para ter você nos meus braços eu faria e faço qualquer coisa Elizabeth Darcy, até mesmo cantar. Bem acho melhor não cantar. – Os dois riram
- Então qual é a surpresa?
- Achei que não queria saber.
- Deixa de ser bobo Darcy, é claro que eu quero muito saber.
- Hoje pela manhã eu recebi um telefonema no meu escritório da Sra. Denner.
- A assistente social?
- Sim.
- E?... Anda Darcy fale pelo amor de Deus, está me deixando nervosa.
- Esta bem. Ela me disse que acabou de chegar um casal de gêmeos órfãos recém nascidos, e como é a nossa vez na fila de adoção ela ligou para perguntar se queremos fica com eles.
Lizzy não conseguiu dizer uma só palavra, ficou imóvel, seus olhos se encheram de lágrimas. Diante disso Darcy perguntou:
- Então meu amor o que você me diz?
- Eu... Eu... É maravilhoso Darcy. Eu não posso acreditar que este sofrimento vai acabar. Tantos meses de espera e...
Ela estava eufórica, mas de repente baixou seus olhos e caminhou até a janela.
- Lizzy o que houve?
- É que eu tenho medo.
- Medo? Querida do que você tem medo?
- Tenho medo de que você só tenha concordado com a adoção para me agradar.
- Lizzy...
- Que no fundo você fique triste por eu nunca poder te dar um filho nosso.
- Lizzy olhe dentro dos meus olhos. Eu concordei com a adoção não para te agradar, mas por que eu os quero tanto quanto você. E pode ter certeza que eu os amarei como se eles fossem nossos, aprendi com você que adotou Mark como seu filho que os verdadeiros pais são aqueles que amam verdadeiramente seus filhos, isso vai além dos laços de sangue, são os laços do coração que importam.
- Darcy você é o homem mais maravilhoso que existe, e eu sou a mulher mais sortuda por ter conseguido te conquistar. Eu te amo.
- Eu também te amo Lizzy.
- Então vamos contar a novidade pra o Mark?
- Não podemos contar depois?
- No que está pensando Sr. Darcy?
- No que você também está pensando Sra. Darcy.
Eles se amaram a tarde inteira, apesar das inúmeras tentativas de Lizzy em fazer Darcy voltar para o escritório.
No jantar eles anunciaram a novidade para Mark e Georgiana que ficaram radiantes. Mark ficou todo empolgado com a chegada dos novos irmãos que seria bem próxima do natal. Georgiana aproveitou a ocasião e também comunicou que William a pedira em casamento e que eles pretendiam oficializar o noivado na ceia de natal.
Era véspera de Natal e Mark era o mais ansioso de todos, andava de um lado para o outro e olhava pela janela constantemente. Georgiana, William, Jane e Charlles conversavam e apensa observavam o nervosismo de Mark. Finalmente foi ouvido o barulho do carro, Mark foi o primeiro a chegar à porta e quando Lizzy e Darcy apareceram carregando cada um, um bebê nos braços, Mark pediu para vê-los, o que foi feito por todos que admiravam a beleza dos bebês. Quem não soubesse da adoção poderia jurar que eram mesmo filhos legítimos deles, tamanha a semelhança. Passada a euforia inicial, quando todos estavam sentados na sala Jane resolveu então perguntar:
- Então, vocês já pensaram nos nomes dos meus sobrinhos lindos?
- Não havíamos pensado nisso, como eles não chegaram a receber nomes temos que pensar nos nomes. – respondeu Darcy.
- Na verdade eu pensei, quer dizer eu sempre pensei que se eu tivesse um menino um dia o nome dele seria Arthur.
- É um lindo nome Lizzy, eu gostei. Mas e quanto à menina? – Disse Georgiana.
- Não sei se Darcy vai concordar, mas eu gostaria muito que ela se chamasse Anne.
- O nome da minha mãe?
- É sim meu anjo, o que você acha?
- Eu gosto mãe, e minha mãe também deve estar feliz lá no céu.
- Certamente ela está meu anjo. E quanto a você Darcy o que me diz?
- Querida eu acho maravilhoso, mas... Tem certeza disso?
- Claro que sim meu amor. Ela foi uma mulher incrível que me deu um filho lindo, e nada mais justo do que homenageá-la.
- Então está decidido o nome dos nossos filhos será Anne e Arthur.
- Esse é o momento mais feliz da minha vida.
- Você está enganada meu amor, este é apenas um dos momentos felizes que nossa família terá de agora em diante.
Fim














