Epílogo
A primavera em Campinas era sempre agradável, o vento dançava entre as grandes árvores trazendo consigo um clima fresco e propício para o cultivo de flores. Nesta época do ano os belos jardins das fazendas eram a imagem viva da beleza poderosa da natureza.
Georgiana sempre foi apaixonada por flores e fazia questão de sempre ela mesma colher as flores para sua casa. Gostava deste contato com a natureza, e ultimamente era uma forma de controlar sua ansiedade, há meses sentia-se triste e esperançosa ao mesmo tempo e ocupar sua mente era uma terapia.
O som dos pássaros ecoava pela fazenda, e um deles pousou bem próximo a ela o que arrancou um sonoro sorriso aberto. Um som de uma risada atrás dela a fez paralisar, era muito familiar e por um ano esteve cravada em sua memória. Virou-se devagar, temendo ser apenas uma ilusão... Quando seus olhos se encontraram, um tímido sorriso começou a brotar como reflexo da felicidade de seu coração naquele momento...
Richard estava fascinado pela beleza madura que Georgiana tinha agora, há um ano ela era mais menina, o que não impediu que ele se apaixonasse perdidamente pela dona de tão belos olhos azuis. Caminhou lentamente até ela e entendeu a mão ajudando-a a ficar perto dele.
- Srta. Matias! – [i] Falou com um sorriso aberto apesar do nervosismo.[/i]
- Sr. Darcy... O senhor vol...
- Eu prometi que voltaria. – [i] Richard a interrompeu. [/i]
- Faz tanto tempo desde a ultima vez que nos vimos.
- Foi o ano mais longo e torturante de toda a minha existência, mas foi necessário. Eu precisava resolver os assuntos de minha família, pois tenho responsabilidades com minha mãe e minha irmã. Além de legalizar a herança de meu primo.
- Sei que os motivos que o levaram foram fortes... E... Quanto tempo pretende ficar desta vez?
- Na verdade, desta vez eu não tenho prazo definido... – [i] Richard olhou nos olhos de Georgiana, respirou fundo para conter o nervosismo, então continuou.[/i] – Isto dependerá da sua resposta srta. Georgiana.
- Minha resposta? – [i] Perguntou confusa, mas nervosa. [/i]
- Desde a primeira que vez que a vi, a sua imagem ficou cravada durante todo este tempo em meu coração e na minha mente... Todos estes meses foram de sacrifício, por não poder contemplar sua beleza e seu sorriso... Srta. Matias, diga que meus sentimentos são correspondidos e acalme meu pobre coração ansioso e aflito.
Aquela declaração a pegou de surpresa, ela também o amava é claro, jamais o esqueceu durante meses sofreu com sua ausência, mantendo apenas a chama da esperança em seu coração pelo seu retorno. Agora nada mais os impedia de viver essa paixão que os invadia a cada encontro, com seu tímido sorriso característico, falou baixinho.
- Sim... Considere seus sentimentos correspondidos igualmente Sr. Darcy.
A felicidade de Richard foi tão grande ao ouvir aquelas palavras que ele teve vontade de beijá-la ali mesmo, sabia que tinha que controlar seus desejos, afinal sua educação foi rígida e como um bom inglês, sabia esperar o momento certo. Mas olhando nos olhos de Georgiana, cheios de ternura e amor, as maçãs do rosto coradas pelo momento, os lábios rosados entreaberto eram um convite tentador, ele pegou a mão dela e a beijou de forma cálida, o que fez com que os corpos de ambos estremecessem... Num impulso puxou-a mais pra perto de maneira que seus corpos ficaram próximos, sem deixar de olhá-la nos olhos aproximou o rosto do dela e seus lábios se tocaram, um leve roçar e um suave gemido saiu dos lábios dela, aquilo foi demais pra ele, aprofundou o beijo, saboreando o sabor da boca de sua amada, nada mais importava a não ser aquele momento sublime entre dois corações apaixonados.
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O Som animado do grupo de música embalava a correria das crianças. O vai-e-vem dos convidados era intenso já que todos estavam visivelmente felizes. O batizado do filho de Jane e Carlos e dos gêmeos de Lizzy e Darcy foi o acontecimento do ano na região. Apesar dos pais das crianças preferirem uma coisa simples, é claro que a Sra. Albuquerque não permitiria e fez do batizado das crianças uma festa para entrar para a história de Campinas.
Todos conversavam animadamente na grande mesa reservada para a família, os pais de Carlos acompanhados de sua filha Georgiana e o seu agora noivo, Richard Darcy, seguidos por Jane e Carlos que tinha o pequeno Mateus no colo, ocupavam todo o lado esquerdo da mesa. No lado direito estavam Carlos e Alexandra Matias, que agora eram como se fossem da família, seguidos por Lizzy com a pequena Alexandra e Darcy que tinha Tavinho em seus braços. Em uma das pontas da mesa, estava a Sra. Albuquerque e na cabeceira o patriarca e dono de Pinhal, Joaquim Albuquerque.
- Parabéns pela festa Sra. Albuquerque, realmente está maravilhosa. – [i] Parabenizou Alexandra sorrindo. [/i]
- Oh! Sra. Matias fico feliz que tenha gostado, mas tudo isso graças a mim, sim porque se dependesse das minhas filhas e meus genros, seria apenas uma festinha apagada.-[i] Reclamou ela, fazendo uma carranca para as filhas. [/i]
- Mas quem iria tirar o teu prazer em promover a nossa família a toda a sociedade Campinense, minha querida? Seria muita maldade com seus pobres nervos... -[i] Brincou o Sr. Albuquerque, arrancando sorrisos de todos. [/i]
- Senhor meu marido! O Sr. caçoa de mim, mas Lizzy e o Sr. Darcy me deviam uma festa já que o casamento deles foi tão apressado, intimo.
- Mamãe, a Senhora. Sabe que não poderíamos fazer uma grande festa diante de tudo o que havia acontecido. – [i] Lizzy a repreendeu.[/i]
- Oh! Eu sei minha querida, lamentável não é mesmo?... –[i] Falou com uma expressão de tristeza, se desfazendo em uma sonora gargalhada em seguida. – [/i] Vejam como meus netos estão felizes! Alexandra e Tavinho principalmente, eles vão puxar a mim.
Todos olharam para os bebês que estavam espertos no colo dos pais. Mateus, filho de Jane dormia nos braços de Carlos. Movido por uma grande emoção sempre que via os afilhados, Otávio mais uma vez externou seu lisonjeio por ter sido homenageado com os nomes dos bebês.
- William, não há palavras que definam o que eu e Alexandra sentimos com a homenagem que vocês nos fizeram...
- Não há o que agradecer caro Otávio, isso foi de coração acredite, e nada pagaria o que vocês fizeram por mim. – [i] Darcy falou emocionado. [/i]
- Vocês salvaram a vida do meu esposo, devemos muito a vocês. Nosso maior desejo é que nossos filhos sejam pessoas tão nobres quanto os padrinhos deles. – [i] Lizzy complementou.[/i]
- Essas crianças são muito especiais para nós, já as amamos como se fossem nossos filhos. – [i] Alexandra falou enquanto recebia um sorriso de Tavinho, o que fez com que todos rissem também. [/i]
- Então meu primo, você levará a Srta. Georgiana para Londres depois do casamento? Não sente vontade de ficar aqui conosco? – [i] Darcy perguntou virando-se para o primo. [/i]
- Ainda não gosto desta idéia de minha irmãzinha morar tão longe de nós. – [i] Carlos murmurou. [/i]
- Não seja tão ciumento meu filho! Desde pequeno que cuida da irmã como se ela ainda fosse aquela criança de outrora. – [i] Ponderou a Sra. Matias, mãe de Carlos. [/i]
- O Sr. Darcy cuidará bem de Georgiana, pois se não o fizer, nenhum oceano me impedirá de dar-lhe uns bons puxões de orelhas. – [i] Brincou o pai de Carlos, mostrando os punhos para Richard enquanto ria abertamente. [/i]
- E eu o acompanharei meu pai, só que serei mais severo, chutarei o seu traseiro. – [i] Carlos disparou arrancando gargalhadas de todos. [/i]
- Carlos! – [i] Repreendeu Jane. [/i]
- Então estarei a salvo, pois minha vida será destinada de agora em diante, fazer a Srta. Matias a mulher mais feliz de toda a Inglaterra. – [i] Richard respondeu olhando para Georgiana, que baixou os olhos, completamente corada. [/i]
- Ouvi dizer que sua propriedade, Pemberley, é considerada a mais bela de toda a região Sr. Darcy... Srta. Matias é realmente uma moça de sorte, será a senhora de uma das mais belas casas de toda a Inglaterra. – [i] Tagarelou a Sra. Albuquerque. [/i]
- Certamente, Pemberley é uma linda propriedade minha senhora. Mas confesso que Campinas e o Brasil me encantam, mas tenho responsabilidades com minha mãe e minha irmã, que ainda é menor, eu não posso deixá-las sozinhas então teremos que viver na Inglaterra, mas quem sabe um dia nós poderemos viver aqui, todos juntos.
- Então eu proponho um brinde a toda a felicidade que reina em nossa família, que ela possa durar para todo o sempre, o sempre de nossas vidas.
Darcy propôs o brinde, então todos levantaram suas taças e brindaram a paz e harmonia que os envolviam naquele momento.
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Darcy e Lizzy se preparavam para sair, pois ele tinha uma surpresa para ela, o que a deixou muito ansiosa já que ele manteve segredo por todos estes dias. Estavam se dirigindo para o estábulo quando foram chamados pelo Sr. Albuquerque.
- Meu genro, preciso falar algo, mas serei rápido não quero atrapalhar a surpresa.
- Então o senhor está participando disso também, papai? – [i] Lizzy perguntou fingindo estar ultrajada. [/i]
- Querida, seu esposo tem um grande poder de convencimento. –[i] Brincou [/i] – Sr. Darcy, amanhã pagarei a ultima parcela da minha dívida.
- Mas Sr. Albuquerque...
- Por favor, meu genro, já tivemos esta conversa muitas vezes e nunca chegaremos a um acordo, seja razoável.
- Eu comprei as dívidas por admiração a tudo que o senhor construiu, não fiz nenhum favor, nem quis ser ressarcido por isso.
- Eu sei, e serei eternamente grato, só me deixe ser justo. Pinhal está indo muito bem, estou sobrevivendo em meio à crise graças aos contatos do seu primo na Europa. Sem falar que estamos perto de encontrar ouro na velha mina... Quem diria que no fim das contas aquele traste do Sr. Braga tinha razão sobre o ouro em minhas terras... [/i] – A ultima frase ele falou pensativo. [/i]
- Bem... Se for assim que deseja meu sogro, amanhã trataremos do assunto.
- Ótimo, agora vão, não quero mais prendê-los aqui.
Sorrindo o senhor Albuquerque se afastou. Darcy estendeu a mão para Lizzy e então seguiram conversando em direção ao estábulo.
- Seu pai é um velho teimoso, sabia?
- Meu amor, você já o conhece o suficiente para saber que ele jamais aceitaria isso sem lutar, ele se sente responsável por quase perder a sua fazenda e se vê na obrigação de pagar por seus erros. Você sabe que não é falta de consideração a você.
- É eu sei. E confesso que o admiro mais por isso... Ele está bem empolgado com essa história do ouro.
- É incrível como nunca desconfiamos de nada. Aquela velha caverna abandonada por muitos anos, e jamais iríamos saber do tesouro que ela escondia se não fosse... – [i] Lizzy calou-se de repente quando lembranças dolorosas vieram a sua mente. [/i]
- Ei, está tudo bem agora, eu estou aqui. – [i] Darcy falou abraçando-a. [/i]
- É que é tão difícil lembrar tudo...
- Eu entendo, mas ele está bem longe agora e nunca mais o veremos novamente. A quantidade de crimes que ele foi condenado foi suficiente para mantê-lo na cadeia por muito tempo.
- Não consigo evitar de me sentir aliviada. Que Deus tenha piedade daquela alma... É verdade que o avô dele teve que devolver todo o dinheiro roubado daquela família?
- Sim. E não é só isso, ele teve que pagar todas as dívidas de jogo do neto, o pobre homem está praticamente falido, conseqüência de sua super proteção com o neto. Mas vamos deixar esses assuntos desagradáveis de lado... Chegamos, vamos lá? – [i] Darcy falou assim que chegaram ao estábulo. [/i]
- Não sei por que eu tenho que ir na garupa. – [i] Lizzy falou emburrada. [/i]
- Amor, eu sei que você tem mais ciúmes do Alazão que de mim, mas não é possível guiar um cavalo com os olhos vendados. – [i] Darcy falou rindo. [/i]
- Quanto mistério. Agora acho que já posso saber onde você está me levando.
- Ainda não, de início apenas saiba que não é muito longe, pois vamos a cavalo. – [i] Ele falou colocando a venda nos olhos dela. [/i]
Darcy subiu no cavalo, em seguida a ajudou subir. Começaram a cavalgar devagar pela estrada.
- Será que chegaremos lá antes de amanhã? – [i] Lizzy perguntou irônica. [/i]
- Não adiante Lizzy, eu não vou correr, vamos devagar é mais seguro.
- Para alguém que já enfrentou a morte, um cavalo é o maior de todos os seus medos, engraçado. –[i] Lizzy o provocou. [/i]
- Eu não tenho medo por mim amor, mas não quero que você se machuque... Já estive muito perto de te perder e nunca mais quero sentir isso novamente.
O peso daquelas palavras fez Elizabeth se arrepender de suas brincadeiras. Ela mesma provou desta sensação de perda e entendia perfeitamente o que ele estava falando. Abraçou-o com força pela cintura enquanto sussurrava em seu ouvido.
- Nunca mais vamos nos separar, eu prometo.
- É que foi tudo tão difícil... –[i] Ele falou com pesar, mas depois um sorriso largo surgiu em seu rosto com uma lembrança que pareceu surgir. – [/i] Lembra como sua mãe quase enlouqueceu quando descobriu que você estava grávida e não era do seu quase marido?
- Oh! Por favor, não me lembre... A maior preocupação dela era o fato de não sermos aceitos pela sociedade campinense, ela até cogitou a hipótese de nos mudarmos... Nada como uma gravidez de sete meses. – [i] Lizzy falou rindo. [/i]
- É verdade, e nada como muito dinheiro e posição social para as pessoas esquecerem rapidamente o nosso passado. – [i] Ele usou um humor negro nesta frase. [/i] – Mas uma coisa eu tive que concordar com sua mãe, deveríamos ter ido embora mesmo, assim eu não teria que ver os olhares atravessados que algumas pessoas nos lançam.
- Eu não me importo com o que eles pensam de nós, mas eu jamais sairia daqui, no lugar onde eu fui tão feliz e estou provando o êxtase da felicidade. É aqui que quero criar nossos filhos, livres, correndo por essas matas, tomando banho de cachoeira, estando juntos nada poderá nos afetar.
- Eu te amo, minha corajosa.
- Não mais que eu a você.
Lizzy o abraçou mais forte e seguiram conversando. Quando eles estavam juntos o tempo passava sem que percebessem e depois de quarenta minutos de cavalgada finalmente chegaram ao seu destino. Darcy desceu primeiro ajudando Lizzy em seguida, sempre tomando cuidado para que ela não visse a surpresa antes da hora. Caminharam com cuidado até que pararam.
- Chegamos amor, agora seja boazinha e espere para tirar a venda assim que eu terminar de falar está bem?
- Se eu não morrer de curiosidade antes... Está bem, tem minha palavra.
Darcy caminhou e ficou junto à surpresa, pedindo em seguida para que Lizzy retirasse a venda.
Diante do sinal de Darcy para que retirasse a venda, Lizzy desamarrou o fraco nó então a luz ofuscou um pouco seus olhos, piscando várias vezes ela foi assimilando o que estava a sua frente. Uma grande emoção a invadiu, só poderia ser um sonho, sim o seu sonho de infância que povoou sua mente por todos estes anos.
A bela cerca branca que circundava uma grande casa de dois andares também pintada de branco. Um pequeno jardim repleto de flores formava um tapete colorido no lado esquerdo da varanda espaçosa. Lizzy sentiu a necessidade de tocar o portão que estava a sua frente, passou sua mão deslizando pela madeira. Lágrimas agora banhavam seu rosto, procurou por Darcy e o encontrou ao lado de uma grande árvore, sentado em um balanço feito de corda e madeira que estava seguido por mais três balanços iguais, presos a um grosso e forte galho.
Sorrindo e feliz demais para qualquer outra reação, caminhou até ele sentando no balanço próximo que estava vazio.
- Eu... Eu não sei o que dizer... É linda. – [i] Falou com a voz embargada. [/i]
- Tentei fazer cada detalhe, que nosso lar ficasse o mais próximo do que você descreveu naquele dia na cachoeira, espero ter acertado.
- Está perfeito... Mais do que eu poderia sonhar... A casa era um pouco menor, eu acho. – [i] Brincou, lançando um olhar zombeteiro para Darcy. [/i]
- Perdoe-me por isso madame, mas pensei no conforto dos nossos filhos, acho que não caberíamos quatro em uma casinha. – [i] Ele entrou na brincadeira. [/i] – Sei o quanto você gosta de Pinhal e estávamos felizes morando com seus pais, mas achei que deveríamos ter nosso cantinho...
- Meus pais sabem disso?
- Sua mãe quase me matou, ela ficou inconformada que com tanto dinheiro, eu iria trazer a filha e os netos dela para o meio do mato. – [i] Lizzy riu [/i] – Você ri? Isso por que você não estava lá quando ela fingiu um desmaio, seus pobres nervos!
- Ela não entende. Ninguém entende... Só você me entende...
- Somos um só não é mesmo?
- Quatro balanços?
- Achei que você não iria querer deixar Alexandra e o Tavinho de fora da diversão. Mas acho que vou ter que começar a pensar em outros balanços, afinal vamos ter um monte de filhos.
- É... Eu te amo. – [i] Lizzy falou enquanto se colocava em pé de frente a ele. [/i]
- Eu também te amo... Mais que qualquer poema, qualquer canção já escritos possam expressar... Mais que qualquer um já tenha amado... É um sentimento completo, sem espaços vazios. – [i] Darcy respondeu se colocando de pé também. [/i]
Seus rostos estavam quase colados, a poucos centímetros de distância. Tudo estava perfeito, nada mais importava, naquele momento eram apenas os dois. Darcy entrelaçou suas mãos as dela e olhando em seus olhos sussurrou:
[b]Soneto de Fidelidade[/b]
[i]De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.[/i]
[b]Vinícius de Moraes[/b]
***************************FIM***********************************
Sra. Albuquerque – Elizabeth Savala
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Lizzy – Regiane Alves
http://cabocla.globo.com/Cabocla/0,18529,15121-p-255988,00.html
Jane – Mariana Ximenes
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Carlos – Thiago Fragoso
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Jorge – Henry Castelli
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DarcyFábio.Assunçãohttp://www2.uol.com.br/simbolo/atrevida/0799/imagens/fabio01.jpg
Sr. Albuquerque – Reginaldo Farias
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Georgiana – Cecília Dassi
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Só Tinha De Ser Com Você
Tom Jobim
Composição: Antonio Carlos Jobim / Aloysio de Oliveira
É, só eu sei
Quanto amor eu guardei
Sem saber que era só prá você
É, só tinha de ser com você
Havia de ser prá você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
É, você que é feita de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonita demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
http://www.youtube.com/watch?v=VONywcxEQqA
Quando o Darcy souber do casamento dela com Jorge
Poema do Darcy depois que descobre o noivado dela
Por que mentias?
Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e se minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei! sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!
Vê minha palidez - a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito! Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?
Álvares de Azevedo
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