| Sabor do Amor - Capítulo 9 |
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| Escrito por Fátima |
| Sáb, 05 de Setembro de 2009 22:49 |
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Capítulo IX
Darcy estava ansioso, estava prestes a dar um passo muito importante, mas de uma coisa tinha certeza, tinha tomado a decisão correta... Ao chegar à cachoeira, Lizzy não estava certamente ela havia se atrasado um pouco, sentou em uma pedra que ficava próxima a queda d’água, enquanto olhava fixamente o pequeno objeto em suas mãos. Elizabeth não escondeu sua surpresa ao ver o belo anel que estava dentro da pequena caixa de veludo. Uma grande tristeza tomou conta do seu ser, estava ali decidida a terminar o sonho que estavam vivendo, mas diante daquilo, sentiu que não tinha mais forças. - Não gostou do anel?! – perguntou aflito. - Não é isso, eu adorei, mas... - Diga apenas que aceita me fazer feliz e que deixa eu te fazer feliz... Sei que meu berço não trará um casamento a sua altura, mas eu prometo que a farei feliz todos os dias da minha vida, nem que isso me custe a minha própria felicidade... Trabalharei duro, para termos uma vida digna meu amor, e... - Shi! Não fale mais nada... Apenas me abrace forte... - Lizzy, você... - Eu quero ser sua Darcy, agora... Eu te amo... Darcy a desejava tanto quanto ela pensou em recusar, mas ao olhar para aqueles lábios rosados tão convidativos não se conteve, descendo pelo colo arfante de Elizabeth. Passou delicadamente as mãos por todo o rosto dela, descendo em seguida até seu pescoço delicado, fazendo-a tremer. Capturou seus lábios com paixão, deixando o desejo lhe envolver... Lizzy tinha certeza do que estava fazendo e vivendo, precisava sentir o que era ser amada e desejada por um homem, estava prestes a enterrar todos os seus sonhos em um casamento infeliz, e precisava viver aquela experiência, que certamente seria a única. Beijaram-se com paixão, seus corpos ardiam e latejavam de prazer e desejo. Com muita dificuldade e completamente ofegante, Darcy se afastou um pouco e mesmo contra a sua vontade, tentou uma ultima vez. - Tem certeza do que está fazendo Lizzy? Lizzy não respondeu, o olhou com paixão. Levemente beijou os lábios dele, se afastando em seguida... Estavam frente a frente. Livre de toda inibição que só os verdadeiros amantes poderiam sentir, Lizzy começou a abrir o vestido, enquanto lhe sorria timidamente... Deixou que o vestido escorregasse por seu corpo, morrendo em seus pés... Darcy estava extasiado com aquela visão, tudo parecia mágico... Aproximou-se de Elizabeth e mais uma vez se beijaram com paixão. Em poucos minutos eles estavam completamente despidos, mas tudo feito de maneira suave. Darcy a abraçou forte, e pôde sentir que todo o corpo dela tremia a abraçou ainda com mais força, e com a voz rouca falou em seu ouvido: - Eu prometo ser gentil... Ao receber um sorriso tímido, Darcy a pegou no colo suavemente, entraram na água. Darcy a encostou em uma grande pedra que ficava próxima a queda d’água, seus corpos ficaram colados. Segurando as duas mãos dela pressionando contra a pedra, por cima de suas cabeças, ele beijava deliciosamente toda a região do pescoço ao colo, fazendo com que ela soltasse pequenos gemidos. As carícias foram ficando cada vez mais intensas, porem sempre suaves, tudo era sublime, o mais puro ato de amor entre um homem e uma mulher... Darcy no ápice de seu desejo, a encarou e com os lábios trêmulos e em um fio de voz, falou enquanto olhava fixamente naqueles olhos negros, que agora faiscavam de felicidade e desejo. - Eu te amo... Eu te amo... Eu te amo... Elizabeth não respondeu, segurou firme o cabelo de Darcy, enquanto deixava-se dominar por aqueles braços fortes, finalmente estava pronta para se entregar por completo. Um êxtase tomou conta dos dois em uma sincronia perfeita... ... Após se amarem pela primeira vez, já fora da água e vestidos, ficaram deitados embaixo de uma sombrosa árvore. Darcy acariciava os cabelos de Elizabeth, enquanto ela se aninhava em seu peito. Ela tinha um olhar perdido, e Darcy percebendo isso se preocupou. - Você ficou tão calada meu amor... Está arrependida? - Não!... Nunca fui tão feliz em toda a minha vida. - Sei que não era assim que você tinha imaginado, mas eu te amei com todo o meu corpo e minha alma. - Não poderia ter sido mais perfeito. – Ela falou enquanto lágrimas rolavam por seu rosto. - Você está chorando?! Lizzy... - Não é nada... Prometa-me uma coisa, por favor. - O que você quiser. - Nunca duvide do meu amor por você. Em qualquer circunstância, por qualquer motivo, lembre-se sempre do que vivemos aqui, prometa-me Darcy! - Tem certeza que está tudo bem? - Apenas prometa, por favor... - Falou entre soluços. - Eu prometo... Agora por favor, acalme-se. Darcy a abraçou forte, ficaram por um longo tempo assim, até que cansado, Darcy adormeceu. Lizzy levantou tentando não fazer barulho. Ficou olhando aquele que era seu único e verdadeiro amor, ali dormindo tão sereno... A idéia de nunca mais provar daqueles beijos, sentir aquele cheiro, aquele corpo lhe matava, mas era preciso, não havia alternativa. Com o rosto banhado em lágrimas, ela decidiu ir embora antes que lhe faltasse coragem, olhou mais uma vez para ele, enquanto falava em meio às lágrimas: - Eu te amo... E você foi e sempre será o único amor da minha vida. Dizendo isso, saiu correndo, precisava se afastar o mais rápido possível, antes que ele acordasse e talvez ela perdesse a coragem, e deixasse de fazer o que era certo. Pensou em não ir para casa, mas sabia que seria uma imprudência, pois já havia ficado muito tempo fora. Ao chegar à entrada da casa, avistou Jorge Braga que ao que parecia acabava de chegar. Ao vê-la, começou a observar por inteira, ela tinha os cabelos soltos e molhados, seu vestido tinha a barra úmida e suja. Seu rosto trazia claramente as marcas de choro. Ao vê-lo olhá-la daquela maneira, se deu conta de que estava descomposta, se odiou por isso, pois certamente ele iria questioná-la. Respirou fundo e foi caminhando para a porta. - Bom dia Srta. Elizabeth! Acaso choveu hoje? - Eu... Fui me refrescar um pouco na cachoeira. – Falou nervosamente. - Hum... Entendo. Já pensou no meu carinhoso pedido? - O Senhor disse que viria a noite. - Paciência não é uma das minhas virtudes. Acho que também já lhe dei tempo suficiente, então? - Preciso me trocar. - Falou secamente. - Desço em um instante. Jorge fez menção em acompanhá-la, mas Elizabeth o olhou de forma ríspida. Entendendo o recado, ele resolveu esperá-la no jardim. De repente pensamentos ruins passaram por sua cabeça. - E se tivessem sido flagrados? – pensou. Afinal cometeram uma grande imprudência, se expondo daquela maneira. Vestiu sua camisa apressadamente e seguiu em direção a casa grande, tinha que saber o que havia acontecido com Elizabeth, para ela ter saído daquela maneira. Ao chegar aos jardins que davam para a entrada principal da casa, estava decidido a falar com Lizzy, mas uma figura masculina o assustou. Jorge Braga que estava sentado em um dos bancos, o interceptou. - Sr. Darcy!- Jorge falou enquanto olhava o estado que Darcy se encontrava. Tinha os cabelos molhados e desalinhados, a camisa estava por fora da calça e semi-aberta. - Sr. Braga. - Ele respondeu desconcertado. - O Senhor também foi uma vítima do calor? – Falou irônico. - Como disse?! - Não sabia que dava aulas aos domingos também. – Falou com ironia. - Eu... Bem, vim falar com a Srta. Elizabeth. - Parece que viemos com o mesmo propósito, mas sinto lhe dizer que cheguei primeiro, e temo que tenha a preferência... E, sinceramente não vejo qual assunto o Senhor possa querer tratar com a Srta. Elizabeth, que não seja os seus poemas melosos. - Sr. Braga, o assunto que tenho a tratar com a Srta. Elizabeth só diz respeito a nós dois... - Darcy falou fazendo um grande esforço para não agredi-lo. - Por enquanto meu caro, por enquanto... O aconselho a se retirar, tenho certeza que o seu assunto pode esperar até amanhã, na sua aulinha. Tenha um bom dia Sr. Darcy. Darcy pensou em responder a altura e não ir embora até falar com Elizabeth, mas sabia que se agisse desta maneira, estaria colocando-a em uma situação difícil, em outra oportunidade falaria com ela. Saiu sem nem ao menos se despedir formalmente o do Sr. Braga, com a cabeça e o coração cheio de angústia. - A minha resposta é sim. - Vamos com calma... Não quero que isso seja um sacrifício para você minha querida. - Falou com um sorriso cínico. - Guarde suas ironias Sr. Braga. Se, era um sim que queria ouvir já o teve agora me deixe em paz. - Disse isso enquanto voltava para a casa grande, mas foi interrompida por Jorge, que a segurou pelos braços. - Se ele pode, eu também posso! Jorge falou enquanto abraçava Lizzy a força. Ela ficou amedrontada tentou se desvencilhar, mas ele era mais forte, até que com toda a sua força, o empurrou fazendo-o quase cair. - O que o Senhor está fazendo. Enlouqueceu? – Lizzy falou indignada. - Não se faça de santinha agora... Eu sei do seu caso com o professorzinho, sei também que estava com ele na cachoeira. – Ele tinha a voz exaltada. - Não sei do que o senhor está falando... – Falou tentando disfarçar o nervosismo. - Pare com esse teatro. Eu sei muito bem que está de caso com o Sr. Darcy, não negue! - A minha vida não lhe diz respeito. – Uma grande revolta começou a tomar conta de Lizzy, que buscou forças para enfrentá-lo, então com um olhar decidido e com os dentes semi-serrados, continuou: - Sr. Braga estou disposta a me casar com o Senhor, mas que fique bem claro que jamais... Nunca o Senhor encostará suas mãos sujas em mim. - Não espera que eu aceite essa sandice? Parece-me que a Senhorita não entendeu quem dá as cartas aqui. - Quem não está entendendo é o Senhor. – Percebendo o semblante confuso dele, ela continuou. – Se eu não me casar com o Senhor e perdermos a fazenda, se nossos empregados não tiverem para onde ir e minha família não tiver mais dinheiro, eu vou sofrer muito. Mas... - Mas... - Me casando com o Senhor, serei duplamente infeliz. Então a decisão está em suas mãos, prefiro mil vezes perder tudo a ter que me entregar ao Senhor. - Mas isso é um absurdo. Eu sou um homem e... - A decisão é sua Sr. Braga. Lizzy se manteve firme, ao menos aparentemente. Se casar com alguém tão desprezível como Jorge Braga já era um grande martírio, mas entregar-se a ele, isso nunca. Naquela manhã experimentou o amor em seu ato mais sublime, e guardaria seu corpo intocado para sempre, seria de William Darcy para sempre... Jorge Braga estava furioso, quem ela pensava que era para lhe impor alguma coisa? Mas o olhar decidido de Elizabeth lhe deu a certeza que ela falava sério. Seu brio masculino, o incitava a não aceitar aquele absurdo, mas a razão tinha que prevalecer, ele precisava daquele casamento, e além do mais, tinha qualquer mulher a qualquer hora aos seus pés. Munido do mesmo sorriso cínico que trazia consigo, respirou fundo enquanto falava: - Se é assim que deseja... Eu aceito. Aquela resposta deixou Lizzy surpresa, tinha esperanças que ele desistisse de tudo aquilo, teve que se segurar para não deixar transparecer. Mantendo a mesma firmeza de outrora, falou secamente. - Ótimo... Porque se o que aconteceu aqui voltar a se repetir... Eu juro que o mato. - Acho que essas não são as palavras de uma noiva apaixonada... À noite virei pedir sua mão a seu querido pai e, por favor, pareça ao menos feliz. – ele já estava partindo, quando voltou e olhando desafiadoramente para Elizabeth, falou: - Mas também tenho uma objeção a fazer... Sou Jorge Braga, neto de um dos homens mais importantes desse fim de mundo, tenho o nome da minha família a zelar. Sua vida devassa não me interessa, mas quero sua palavra que nunca mais se encontrará com O Sr. Darcy. Não vou permitir que a Senhorita manche a minha reputação, está me ouvindo? - O Senhor tem a minha palavra. – Falou já não mais agüentando segurar as lágrimas. - Acho muito bom, a menos que queira que seu namoradinho sofra um pequeno acidente. Não queremos isso não é mesmo, meu amor?! Jorge falou com a ironia que lhe era peculiar, fazendo uma leve reverência com a cabeça, partiu. Deixando Lizzy entregue a tristeza que lhe invadia a alma. |














