Capítulo XI
Um ano e meio já havia se passado desde a morte de Wickham, a felicidade reinava absoluta. Jane deu a luz a um belo menino a quem chamou Charlles em homenagem ao pai e junto com Charlles e Julie sua filha, se mudaram definitivamente para Londres onde viveram muito felizes.
O Sr e a Sra. Bennet após o casamento de Kitty foram viver em uma propriedade perto de Pemberley, a pedido de Lizzy, Darcy cedeu aos sogros uma de suas propriedades, para que assim ficassem mais perto da filha.
Georgiana teve gêmeos, um menino chamado Frederick e uma menina a quem deu o nome Emma, eles estavam no auge da felicidade. Ian não poderia ser o pai mais bobo do mundo, paparicava e se dedicava quase que integralmente a Georgiana e aos filhos que já estavam com quase nove meses, em uma tarde de céu aberto eles estavam passeando com os filhos no bosque que ficava perto de sua casa.
- Cada dia mais eles se parecem comigo, você não acha meu amor?
- Meu Deus pode um pai ser mais bobo que o Senhor Sr. Miller?
- Certamente que não, pois nenhum tem filhos tão lindos quanto os meus.
- Nisso eu concordo, nossos filhos são realmente lindos e cada dia, ficam mais parecidos com você sim, satisfeito?
- Não precisa ficar com ciúmes meu amor, ao menos eles têm seus olhos.
- Isso já é um consolo, mas ressalto que o temperamento também é meu. – Os dois riram, ela parou, olhou fixamente para o marido e falou. – Nunca pensei ser tão feliz em toda a minha vida, obrigada.
- Não me agradeça, eu é que devo agradecer, ao seu lado sou imensamente feliz e agora duplamente com estes presentes de Deus que você me deu. Eu te amo.
- E pensar que quase te deixei escapar. Eu também te amo Sr. Miller.
Os dois tentaram se beijar, mas a mãozinha de Emma que estava no colo da mãe se colocou entre os seus rostos, impedindo o beijo, ambos riram gostosamente da situação. Um criado se aproximou entregando a Ian dois envelopes, ele abriu o primeiro leu e em seguida leu o segundo envelope, Georgiana não se contendo mais de curiosidade e vendo a expressão de surpresa do marido tratou em perguntar:
- Então do que se trata?
- O primeiro é de Darcy que nos convida para almoçarmos daqui a quatro dias com eles para comemorar o aniversário de Lidya, será apenas um almoço para a família.
- Que bom, estou com saudades de todos, depois da chegada de Frederick e Emma e com a gravidez de Lizzy, quase não nos vemos. Mas o que mais me deixa feliz é que Lidya concordou em comemorar seu aniversário, aos poucos ela está saindo de sua tristeza. Mas de quem é a segunda carta? Ande fale, porque a cara de surpresa?
- Infelizmente não posso lhe contar minha cara, mas garanto que será uma bela surpresa, agora vamos entrar, preciso escrever uma carta em resposta o mais rápido possível.
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O dia do aniversário de Lidya finalmente chegou, todos estavam felizes em Pemberley menos a aniversariante, que a muito custo foi convencida por Lizzy e Darcy a comemorar seu aniversário. Desde a partida de Arthur e a morte de Wickham ela se isolou e se dedicava exclusivamente a cuidar de Wendy, e ajudar na criação do filho de Lizzy que agora se preparava para a chegada de seu segundo filho, pois esta já se encontra com sete meses de gravidez.
Lidya só deixava Pemberley para visitar os pais diariamente o que alegrava imensamente a Sra. Bennet, que via na filha a única companhia agradável, os seus dias eram assim sem grandes exposições, não sentia vontade de sair, ver ninguém, seus pensamentos se direcionavam em uma única pessoa, em Arthur James que desde sua partida nunca mais deu notícias. Ele certamente já tinha encontrado uma mulher jovem e sem tantos problemas, talvez já estivesse até casado, ele não lembrava nem pensava mais nela, esses pensamentos que para ela soavam como certeza a torturavam. Antes do almoço ser servido Lizzy, Darcy, Ian e Georgiana conversavam na sala enquanto observavam Lidya triste sentada em uma poltrona no final da sala.
- Lizzy que bom que Lidya resolveu comemorar seu aniversário, fiquei feliz ao mesmo tempo surpresa.
- Eu e Darcy tivemos que insistir muito. E ela só concordou porque garantimos que seríamos apenas nós. Sabe Georgiana desde o que aconteceu ela tem andado muito triste.
- Mas algo me diz que depois de hoje, tudo mudará para ela, assim espero.
- Por que diz isso Ian? Tem algum motivo especial para tal afirmação?
- Ah! Meu irmão ele está com este ar de mistério há dias, e acreditem nem a mim ele contou.
- Só posso adiantar que Lidya terá uma bela surpresa.
- Assim você nos deixa muito curiosos, Ian. Não pode nos adiantar alguma coisa? – Lizzy perguntou curiosa.
- Posso apenas pedir para confiarem em mim. Darcy você pode me acompanhar um instante? Preciso lhe falar.
- Claro, vamos ao meu escritório.
Os dois se dirigiram ao escritório e Ian contou tudo a Darcy desde o recebimento da carta até a resposta obtida, Darcy ouviu tudo muito atento, depois de uns minutos de pausa Ian falou:
- Achei que você como chefe da casa e anfitrião deveria ser avisado, então o que me diz?
- Se o que me diz é verdade, eu só tenho que concordar e ficar feliz.
- Acredite tudo o que lhe disse é verdade, posso garantir.
- Então tem minha permissão.
- Obrigada Darcy, então vamos que preciso agir, já está na hora.
Darcy e Ian saíram do escritório e foram se juntar aos outros na sala. Ian se aproximou de Lidya.
- Sra. Lidya desejo felicidades por seu aniversário.
- Ah! Obrigada.
- Mas parece que a Senhora não está muito feliz.
- Sim, agradeço a iniciativa de minha irmã e meu cunhado, mas não precisava.
- Posso lhe pedir um favor?
- Favor?!... Sim, pode.
- Poderia ir até o jardim? Tem uma surpresa a aguardando.
- Surpresa? Desculpe mas não estou entendendo.
- Entenderá quando chegar lá, por favor, vá.
- Está bem eu irei, só vou avisar a Lizzy...
- Pode deixar eu aviso.
Lidya dirigiu-se ao jardim, muito apreensiva, não sabia o que lhe aguardava, mas seu coração batia acelerado, ela tremia, sua respiração começava a falhar, olhou para todos os lados e não viu nada nem ninguém, virou-se para ir embora quando deu o primeiro passo ouviu uma voz familiar chamar seu nome, ela gelou, era ele, Arthur, mas era impossível, o que ela desejou todo este tempo estava acontecendo, ela virou-se devagar, ele se aproximou dela e começaram a ter um diálogo tímido.
- Sr. James! Que surpresa.
- Me chame de Arthur, por favor. Como está?
- Bem obrigada e o Senhor, quer dizer e você?
- Muito bem.
- Como foi de viagem? Espero que tenha gostado.
- Oh sim, gostei muito.
- Fiquei sabendo do que aconteceu a seu esposo, sinto muito.
- Sim, também senti muito, apesar de já não haver nada entre nós eu não desejava isso a ele. Bem vamos entrar? Acho que todos estão nos aguardando para o almoço.
- Lembra da promessa que lhe fiz na ultima vez que nos vimos? Pois eu jamais a esqueci, todo este tempo não deixei de pensar em você nenhum minuto sequer e quando soube o que aconteceu me enchi de esperanças novamente por isso estou aqui, se ainda senti algo por mim...
- Já faz um ano e meio, por que me procurou só agora? – Disse ela não mais contendo as lágrimas que rolavam em seu rosto.
- Eu não sabia, acredite em mim. Viajei para Paris como lhe falei, pois queria tentar recomeçar minha vida, mas foi em vão, pois eu não consegui te esquecer, escrevi várias cartas, mas não tive coragem de envia-las, aqui está pode lê-las. – Disse ele entregando um maço de cartas envoltas a uma fita.
- Por que não enviou? Não me procurou?
- Não queria atrapalhar sua vida e de sua filha. Voltei há alguns dias atrás e escrevi a Ian perguntando por você, foi então que ele me falou da morte de Wickham e que você continuava só, então tomei coragem e agora estou aqui lhe declarando todo o meu amor, implorando para que me faça feliz e me deixe fazê-la feliz.
- Eu não sei o que dizer?
- Diga apenas que me ama.
- Arthur... Eu o amo, também pensei em você todo este tempo, e a dor que me causou esta distância, sem saber se você ainda me amava e se estava sozinho.
- Então aceita ser a Sra. James?
- Nada me deixaria mais feliz.
Num impulso ele a ergueu nos braços e começou a rodopiar aos poucos ele foi baixando ela e os dois se uniram num beijo longo e cheio de amor.
***Fim***














