Capítulo X
Lizzy estava andava de um lado para o outro, nervosa, Jane e Lidya tentavam acalma-la, mas era em vão, quando Darcy e Charlles saíram do escritório.
- Darcy tem certeza que é seguro?
- Claro que sim, não se preocupe querida eu ficarei bem.
- Mas eu temo por vocês, eu não confio no Wickham.
- Eu também não confio nele, mas vamos entregar o dinheiro que ele pediu, levarei alguns homens conosco, fiquem calmas.
- Tenham cuidado, por favor!
- Me sinto muito culpada por esta situação, me desculpem por isso.
- Você não tem culpa de nada, hoje cara cunhada você se verá livre daquele canalha! Agora preciso ir, vamos Charlles.
- Tenha cuidado Charlles.
- ficarei bem Jane, e cuide-se, você não está em condições de se emocionar.
Eles saíram para encontrar Wickham, ao chegarem ao local marcado, ele já os esperava como combinado, Darcy e Charlles desceram dos cavalos e foram até ele.
- Vejo que trouxe a cavalaria Darcy, não confia em mim?
- Sinceramente não.
- O que eu, um simples homem educado e pacífico poderia fazer contra vocês?
- Vamos deixar de conversas vazias Wickham, aqui está à quantia que você me pediu.
- Fico imensamente triste em ver que vocês querem se ver livres de mim.
- Sem cinismos Wickham, respeite nossa inteligência.
Neste momento um homem montado em um cavalo se aproximou correndo, o que assustou a todos, os homens trazidos por Darcy imediatamente se prepararam para defendê-los, mas Wickham se apressou em dizer que se tratava de um amigo seu. Ele se dirigiu para bem perto do homem que falou algo em seu ouvido, neste momento a expressão de Wickham ficou séria, ele quase correndo se aproximou de Darcy, que estava com a maleta na mão.
- Preciso partir imediatamente, dê-me o dinheiro.
- Não antes de você assinar o documento abrindo mão de Lidya e de Wendy.
- Não tenho tempo para isso, ande passe o dinheiro.
- Este não foi o combinado Wickham, sem assinatura não terá dinheiro. O que está havendo? Por que tanta pressa em ir embora? Está fugindo de que?
- Isto não é de sua conta, é melhor me dar o dinheiro ou prefere que eu arranque de você.
- Ouse e garanto que se arrependerá.
De repente foi ouvido o barulho de cavalos, e carruagens, Wickham ao ver a aproximação daquelas pessoas sacou sua espada, Darcy e Charlles ficaram sem entender o que estava acontecendo. A carruagem parou diante deles e um homem muito bem apresentado desceu, Darcy imediatamente o reconheceu era o Conde Harley que com a espada em punho começou a falar.
- Finalmente o encontrei seu rato. Agora posso limpar minha honra. – Ele olhou para Darcy e Charlles- Quem são estes? Seus comparsas que o estavam ajudando a fugir?
- Perdoe-me Conde Harley, sou Fitzwilliam Darcy e este é Charlles Bingley, não somos comparsas deste homem, apenas estávamos resolvendo alguns problemas.
- Sr. Darcy, o que um homem tão respeitável como o Senhor está fazendo com este crápula? Não imagino quais negócios o levariam a estar com ele aqui.
- Este homem é casado com a irmã de minha esposa Senhor. e...
- Ah! Não precisa continuar acho que entendo, em outra ocasião seria um imenso prazer conhece-lo Sr. Darcy, já ouvi falar muito do Senhor, mas agora preciso resolver algo muito importante com este Senhor
- Conde, eu peço que reconsidere, por favor, ele não vale a pena.
- Sr. Darcy não o conheço, mas o respeito por seu sobrenome e posição, já ouvi falar de sua boa conduta, mas peço que não se intrometa, como certamente o Senhor bem sabe este homem me envergonhou da maneira mais vil que existe, se fez de meu amigo, freqüentou minha casa e me traiu com minha esposa, ela já teve o que merecia, e agora chegou sua vez, prepare-se para morrer George Wickham.
Wickham tentou fugir, mas recuou ao ver os homens do Conde Harley armados, não teve alternativa a não ser enfrentá-lo em um duelo, ele temeu, pois o Conde era um conhecido espadachim. Os dois comeram um duelo muito difícil, os outros apenas assistiam a tudo, Wickham apenas se defendia, pois o Conde era infinitamente mais hábil, Darcy e Charlles assistiam a tudo muito apreensivos e prevendo o pior, até que um grito foi ouvido, eles olhavam horrorizados para Wickham que tinha o florete do Conde atravessado em seu peito, ele estava caído de joelhos no chão, o Conde ia dar o golpe final, mas Darcy correu na direção dos dois, e implorou.
- Senhor Conde eu lhe imploro, não faça isso.
- Não posso deixar este miserável viver, eu preciso limpar minha honra.
- Mas ele não se salvará, o ferimento foi mortal, por favor, deixe que eu o leve para ver sua filha pela ultima vez, se ele resistir até chegarmos lá.
- Eu não deveria, mas faço isso em consideração ao seu pedido, por que se dependesse de mim acabaria com a vida deste infeliz agora mesmo.
O Conde retirou seu florete fazendo Wickham cair ferido. Darcy com a ajuda de Charlles o levou para a carruagem que seguiu devagar até chegarem a Pemberley. Charlles entrou na casa rapidamente pedindo que uma criada prepara-se um quarto e chama-se um médico, assustando a todos que estavam na sala. Darcy e outros homens levaram Wickham para o quarto, em pouco tempo o médico chegou e entrou no quarto para cuidar do ferimento dele, após quase duas horas, ela saiu do quarto e se dirigiu a sala onde todos os aguardavam apreensivos.
- Então Doutor, como ele está?
- Sinto muito Sr. Darcy, fiz o que estava ao meu alcance, mas não há mais nada que possa ser feito para salva-lo.
- Não tem nenhuma esperança Doutor?
- Não, agora é uma questão de minutos, ou numa previsão muito otimista, horas. Ele está consciente, mas não está muito lúcido, mas me pediu para que sua esposa fosse vê-lo.
Lidya que estava sendo confortada por Lizzy e Jane. Levantou e foi até o quarto, abriu a porta, se aproximou da cama, sentou em uma cadeira bem próxima a ele, com os olhos entreabertos ele a viu, e com muita dificuldade começou a falar.
- Você veio me ver, obrigada.
- Não se esforce você precisa descansar.
- Para que? Sei que não me resta muito tempo, por isso peço que me ouça.
- Não fale assim, você ficará bem.
- Não tenho muito tempo, ouça, por favor.
- Está bem.
- Me perdoe por todo o mal que te fiz, fui um covarde e magoei a pessoa que talvez, mais me amou nesta vida.
- Wickham, por favor...
- Não terminei. Eu nunca fui capaz de fazer ninguém feliz, nem a mim mesmo, estraguei sua vida, perdoe-me.
- Não, você fez muitas coisas erradas, mas me deu o que tenho de mais precioso, nossa filha.
- Wendy, o que vai dizer de mim a ela? Belo exemplo serei para minha filha...
- Eu direi que você a amava.
- Peça perdão a Darcy e Georgiana, diga a eles que me arrependo de tudo... Tudo o que fiz a eles... Eu...
Wickham não conseguiu terminar a frase, sua respiração que estava devagar e fraca, parara de uma vez, seus belos olhos se fecharam. Ao ouvirem os gritos de Lidya, todos entraram no quarto, Lizzy correu para abraçar a irmã que estava abraçada junto ao corpo do marido.














