| Recomeço - Capítulo 7 |
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| Escrito por Fátima |
| Qui, 03 de Setembro de 2009 14:29 |
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Capítulo VII
- Então Dr. Frank, o que minha esposa tem? - Acalme-se Sr. Miller, sua esposa está perfeitamente bem. - Minha irmã está acordada Doutor? - Sim Sr. Darcy, ela está um pouco agitada, nervosa, mas está bem na medida do possível. Ela ultimamente teve algum forte aborrecimento? - Infelizmente sim. - Recomendo que aborrecimentos sejam evitados, isso não fará bem a ela no estado em que se encontra. Por isso privem-na de fortes emoções. - Mas o que ela tem doutor? É tão grave assim? - Não Senhor, não é grave. Sr. Miller o Senhor será pai. Meus parabéns! - Eu... Eu... Pai! Tem certeza doutor? - Sr. Miller é quase impossível que em quase trinta anos de medicina não reconheça uma gravidez quando vejo uma. - Perdoe-o Doutor foi o impacto da notícia. Meus parabéns Ian, que felicidade! Serei tio! - Obrigado Darcy, eu pai! O Senhor não poderia ter me dado melhor notícia. Posso vê-la? - Sim, mas peço que a poupe, seja lá o que tenha acontecido, pois é muito perigoso, por milagre ela não perdeu a criança. - Sim Doutor e obrigado. Darcy você não vem comigo? - Não, acho que este momento é apenas de vocês. Depois eu entro, mas lembre-se vá com calma. Ian entendeu a que Darcy se referia, por um momento ele havia esquecido as palavras de Wickham, então ele entrou no quarto e viu Georgiana deitada na cama. Uma expressão de tristeza tomava seu semblante, Ian sentiu pena de vê-la assim, ela o olhava com olhos de pedido de perdão, ele se aproximou dela, e beijou-lhe suavemente a testa. - Ian, eu preciso me explicar, eu... - Georgiana, por favor, não se esforce você precisa descansar. - Mas, eu preciso falar por tudo o que mais ama, me deixe falar. - Está bem, mas, por favor, fique calma. - Há muito tempo eu queria falar com você, mas não tive coragem. Naquela noite em que você me pediu em casamento e eu contei o motivo que me fazia fugir de você, eu estava disposta lhe contar tudo, mas você muito gentilmente me deixou a vontade para não contar, e eu achei melhor não contar que foi aquele canalha quem me enganou. - Mas porque não me contou depois? Não confia em mim? - Ao contrário, confio muito em você, mas como você nunca me cobrou este assunto, por falta de coragem me calei, nunca imaginei que vocês se encontrariam, mas eu estava enganada. - Mas o que finalmente aconteceu entre vocês? Preciso saber. Georgiana contou tudo o que havia acontecido entre ela e Wickham, Ian ouvia tudo atentamente, levantou e ficou em pé em frente à janela olhando a paisagem, Georgiana estava aflita com esse silêncio. - Ian depois de tudo o que lhe contei se você não conseguir me perdoar por minha fraqueza, eu o entenderei, não espero que me perdoe. - Você errou, não deveria ter escondido algo tão importante. - Eu sei, e também sei que você tem todos os motivos do mundo para não me querer e... Ao ouvir a ultima frase de Georgiana ele virou-se rapidamente e foi em direção a ela, a abraçou fortemente e beijou seus lábios. - Nunca mais repita isso meu amor. Eu a amo desesperadamente, e não imagino minha vida sem você. Vamos esquecer o que passou, aquele miserável não vale um desentendimento entre nós. Somos felizes e nada nem ninguém poderá atrapalhar isso, principalmente agora que você me fez o homem mais feliz do mundo. Eu vou ser pai! Eu a amo mais do que nunca. - Ai meu amor eu prometo nunca mais esconder nada de você. Obrigada, eu te amo. E agora nossa felicidade será completa. Os dois ficaram mais um tempo abraçados comemorando aquela felicidade tão grande, depois Ian chamou Darcy que entrou no quarto e abraçou a irmã. Naquele momento nada poderia atrapalhar tamanha felicidade. A novidade chegou a Pemberley com muita alegria. Darcy comunicou a Lizzy e Sra. Bennet o acordo feito com Wickham, e de comum acordo ele e Lizzy preferiram não contar a Lidya. Mas a Sra. Bennet imediatamente procurou a filha, precisava conversar com ela, Lidya estava no jardim, pegando algumas flores para colocar no quarto de Wendy quando foi abordada pela Sra. Bennet. - Lidya preciso falar com você. - Claro mamãe, pode falar. - Seu pai e seu cunhado acabaram de chegar do encontro com seu marido. - E então? - E então, é que seu cunhado ofereceu a ele dinheiro para ele abrir mão de você e de sua filha. - Ele vai nos deixar em paz? - Vejo que você ficou muito feliz. - Sim mamãe fiquei. Finalmente vou me ver livre dele. - Ou você realmente não faz idéia do estrago que está fazendo ou é dissimulada Lidya. - Mamãe, eu... - Tem idéia do que essa sua sandice vai acarretar? Darcy e Lizzy não têm nenhuma responsabilidade com você, mas parece que isso é completamente irrelevante. - Mas meu cunhado disse que não se importa em me ajudar. - Ele é um cavalheiro Lidya e certamente como ama demais sua irmã fará qualquer coisa que ela pedir. Por Deus Wickham pediu o dobro de quando se casou com você, acha justo o Sr. Darcy arcar novamente com um prejuízo causado por você? - O que a Senhora pretende com esta conversa? - Que você coloque sua cabeça no lugar e volte para seu marido, ao lado dele é o seu lugar. Já parou para pensar no escândalo que será? Quer nos destruir? No passado você quase conseguiu estragar o futuro de suas irmãs, tem certeza que quer fazer isso novamente, lembre-se que sua irmã Kitty ainda está noiva e você poderá arruinar as chances dela se casar. Além do mais você será uma mancha negra no futuro de sua filha, acha mesmo que algum homem vai se interessar por ela sabendo que sua mãe abandonou o marido e vive da caridade de sua família, se não tem consideração por mim ou por sua família, tenha ao menos com sua filha que sofrerá as conseqüências de seus atos. A Sra. Bennet saiu e deixou Lidya com os olhos cheios de lágrimas, as palavras da mãe latejavam em sua cabeça, ela estava absolutamente certa, abandonando Wickham ela estaria arruinando o futuro de sua filha, e não tinha o direito de mais uma vez abusar da generosidade de seu cunhado, então ela resolveu que voltaria a viver com Wickham, mesmo que isso lhe custasse sua felicidade. Decidiu que não falaria nada para ninguém, pois eles jamais permitiriam que ela tomasse tal decisão, procurou saber onde Wickham estava hospedado e em seguida foi para o seu quarto e começou a arrumar suas coisas, para partir a noite, quando seria mais difícil notarem sua falta, achou por bem deixar Wendy e mandar pega-la depois, pois achou perigoso andar à noite com ela nos braços, e depois que ela já estivesse na companhia de Wickham seria mais difícil de Lizzy ou alguém a tirarem de lá. Sentiu uma pontada no peito ao pensar em Arthur, no sentimento que aos poucos brotava em seu coração, mas era um amor impossível e ela tinha que voltar para seu esposo. Após o jantar Lidya se recolheu alegando cansaço, e após se certificar que todos haviam se recolhido, pegou uma pequena mala e partiu.
- Arthur tem algo lhe perturbando? - Não Ian, eu estou bem. - Tem certeza? Há muito que venho notando um brilho diferente em seu olhar. - Impressão sua. - Será que é por causa de Lidya? - De onde tirou esta idéia? - Não sou tolo Arthur, o conheço bem, sei que é um cavalheiro, mas percebi o jeito como você a trata, fala dela, a defende. - Ela mexe comigo... E isso está me matando. – Confessou derrotado. - Fico muito feliz que você esteja se abrindo para novos sentimentos, mas sabe que com ela é impossível, ela é casada e mesmo que não viva mais com o esposo é impossível vocês ficarem juntos. Aconselho que a esqueça, para não vir a sofrer, surgirão outras mulheres livres para que você venha a reconstruir sua vida. - Eu sei... Mas infelizmente não domino meu coração. Preciso de ar, vou dar uma volta. - Mas está muito tarde, vou com você. - Não obrigado, mas prefiro ir sozinho, preciso de um tempo para mim, não vou muito longe prometo. - Está bem, não se distancie muito. Arthur foi até o estábulo pegou um cavalo e saiu, a principio pensou em dar só uma volta na propriedade mesmo, mas um desejo súbito de ir até Pemberley tomou conta dele, então seguindo seu impulso ele cavalgou até lá.
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